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1
ANNO XVI
Ns. 4
-
Num.
avulso
1$200
~ ~Julho de 193
•
REVISTA MENSAL Director-responsavel
R. DE
SÁ
FREIRE ALVI:NI
Officinas : liUA DO CAiii\IO, 43
ASSIGNATURAS :
Para o Brasi l
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j 6 um anno ...• mezes ....• 129000 6$000União Postal... 15$000
S UM MA RI O
•O t lt e l lo lt eis . . .
J..11i.·io Tei.vei,·a ... .
Canto Orpl1eonico
o
Orgão Federal de Edu- Joseplti1ta de Cast,·o e Silva A composição livreZel ia B1·a111le ....•...•..
cação na A me rica
As heroiilas do Magísterio Hemete,·io dos Sa11fos . . •. Resposta
•
Carioca
•
Re,,é D11tltil, trad.
leo11tina Lo11re1,ro .. .... Iniciação do )iethodo do P,·atica da Eseola Nova . .
Cosette de Albuquerque No e mia, R. de Oliveira, Leopoldina T. dss Santos 'rests 1
CANTO
ORPHEONICO
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. .O J;:Jµr~au, de Educação
departamento de publicações editor da revista School Life, mantida peloBu-.
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''Aspectos Anze,·ica,ios de
reau de Educação, e o Dr. Aldermann,'Educapão'
1do D,·.
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ixei,·a).
especialista em educação de adultos,. . entretiveram-me por espaço de mais de
., · ·. ' · ·Despendi· os· · · dias · · 7 e 8 em duas horas. AI.em da~_ p_ublicaçõ_E!_s gue
- ·-.. wash1ngton, visitando· alguma das or- gentiJ,rnente me forneceram, puzerar11-ga nizações centraes de educação. me ao par da situi!Ção . dos diversos
·· Na:o
é
em Washingto11 que está o problemas connexos com os seus de-segredo das font_es de organização · e partamentos.deseAvolvimento americano, mas essa O problema de educação rural tem-linda ·e tranquilla capital desse dynami- nos occupado e vae occupar-nos espe-co paiz
é
um optimo centro para se es- cialmente, em outras .visitas. Odepar-. t'udar em resumo e em estatisticas qual- tamento de publicações não offerece in·
- que·r das suas áctividades. teres se especial· para nós.
Os quarteis-generaes em Washin· A educação de adultos
é
umpro-gton das grandes organizações amerí- blema que nos toca mais de perto.
canas são curiosos quarteis-generaes de O t1ltimo censo americano de onde não emanam ordens, mas onde 1920) revelou a percentagem de 6
º
/
0 se recolhem·, se medem e se estudam de analphabetos na A me rica. Osestu-. resultados. diosos dessa questão julgam que esse
, O ·Bureau de Educação é um numero, praticamente, é gravemente
· .. exemplo typico desse caso. excedido. Um
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dado pela Armada Representando o principal orgão en11917
para determinar para que de-educacional do governo da U!lião , o veres militares os recrutados estavam Bureau de Educação, subordinado ao n1elhor preparados, revelou que25º
/
o
· Departamento do Interior,
é
o que o~ 1 dos examinados não eram capazes de an1ericanos chamam muito apropriada- ler com compreher1são,1ne11te un,a «clearinghouse ». A sua fun- São esses factos e outros que es· cção consiste em levantar estatisticas, tão a desafiar a actividade americana proceder a estudos, apresentar sugges- para uma immediata solução do pro·
tões e fazer inqueritos. Com a com pie- blema. .
xidade do serviço educacional da Ame- O dr. Aldermann Julga que 20 a rica isso representa uma formidavel ac- 30 1nilliões 'de americanos adultos apro·
• tividade. veitarão ou terão que aproveitar de urna
. E' extraordinario o numero depu- tdlicação elementar.
. blicações que os diversos departan1entos A matricula das escolas publicas
especializados desse Bureau, editam a11- nocturnas era, em 1924, de quasi um nualmente, afim de manter •em dia o mill1a:o de alum11os.
Estado das multiplas e variadas activ1 . Emfim, os americanos estão a ata
-dades educativas do paiz. caro problema com os ·conhecidos pro A minha visita teve que se limitar cessos de coragem e de amplitude q·ue a·o departamento de educação rural, ao lhe perrnittem os seus grandes re_cursos. departamento de publicações e ao de- Seria longo trazer para aqu, todos psrtamento de educação de adultos. os factos e nun1eros sobre o problema.
· Miss Edith Lathrop, do serviço de O que desejo accentuar, porque me
pa-. (!duca~ao rural, Mr.
J.
C. Boykin, do r.eceu especialmente lucida,é
a obser·• ' • ' • • • • '
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SCOLA PRIMAR
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-•vação do Dr. Alderma11n sobre os re- problema educativo
é
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e
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sultados da educação de adultos. Ne-' aos Estados. Controlar, unificar oser-n~um investime11to de dinheiro publico, \ viço de educação elementar, parêce· m-d1sse-me o Dr. Aldermann, revelou,
me
soluções, sinão ei:roneas, pelo n1e-11a America, resultados tão surprehen- nos ·perigosas. A educação elementar dentes, corno o e1npregado na educação '. deve ser um serviço· estadual e local . de adultos. Te11do aqui varios casos de Mas q11e o Governo Federaí
to·-villas e aldeias que du1)(icaram em dois e masse a · seu cargo uma vigorosa ex-tre s an11os a sua car.>actdade de taxação ,. pansão da educação dos adttltos, com devido á educação dos adultos anal- os processos ·de annt1nêios e os '
me-phabetos. E isso, aliás
é
facil de com- thodos (!e efficiencia qu'e a· Ámerica preh en der. A educação da criança re · está a ensina r-no sJ poderia representar presenta 111n emprego de capital a lon- para o Brasil qualquer cousa · muitogo prazo. • parecida com t1n1 milagre, no seu
im-os jurim-os virão e abundantes, mas mediato desenvolvimento e imme(iiaío
10, 12
a11nos depois. A educação do : progresso. · .· · ·adulto
é
im,nediatamente productiva. E'dinheiro cuja renda se vae colher no Ma
dia seguinte. • ' r
Não será digna de ser meditada essa
As heroinas do Magisterio
consideração pelos nossos homenspu-Carioca
.
• •
' 1
blicos? Ha, no Brasil, uma corrente mais ou menos geral que considera .
virtualmente perdida essa espantosa ,
geração de adultos analphabetos que · · Em n:ieio ~s m_ais espinhosas tare· nos esmacra e pensà bastar-nos cuidar : fas a prov1denc1a nao recusa compen-da geraçã~ infa11til para ver si a salva- , sações, e são ' paranota~ as doçuras que mos de igual desgraça. por est~~ o_u aquelle meto se tontrarõem
Mas o centro do nosso prôblema ao sacr1f1c10. •
educacional
é
a questão de dinheiro. As visitas ás escolas do Districto Si o meio mais immediatamente lucra- federal a mi,n impostas pelo Serviço tivo de empregarmos o pouco que te- de que, máo grado meu, fui in1cumbida, mos'ê
o da educação de adtrltos, estão no numero daquelles encargos de porque não nos determos com ,nais dupla funcção, 11ma de soffrimento, ou-insistencia nesse problema e porque, tra de prazer. Além de outros pezares especialme11te, não deter um pouc o qu~ me des,pcrtam, o da f,alta de conforto mais a mão do organizador dos 11ossos que · v.erifico para a criança e professor, orçamentos nessa columr1a da educação nãoé
certamente ttm dos menores.dos adultos? Tendo un1a visão ·geral dos factos,
pen-A idéa da intervenção do poder so na inevitavel desproporção entre o federal no serviço de ensino primaria é trabalho escolar e o se,u rendin1ento,
urna das obsessões de muitos dos nos- pensando cad.a vez mais sobre os qtre sos patriotas .que julga1n qtre esse pas- mourejam nas ctasses
e
sobre o erario so, só por si, realizará o milagre de ·publico.. Vejo 'ta,nbem a educaçãoeducar o· Brazil. defeituosa proporcionada
pela
situação Porque, pois, não organizar o Go - material eia escola e a lttcta intrepida verno federal um largo plano · liberal dos educadores contra as falhas e os de edt1cação dos adultos, l)Or un1 sys- erros, alcançando ainda muito Jtema de auxilios intellige11temente dis- Mas o qtre me impressiona favo-trib1tidos ? A ttnica intervenção possi- ravelmente, o que 11ie proporciona
in-vel do Governo federal na solução do dizivel prazer,
é
o heroismo de nossas• 1 • • • • • • • • t
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A
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SCOJ...A .P.R1MA1'{IA
- - - -
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- - -
---~---collegas, em sua attitude ca!n1a e mo-desta, intelligente e superior, arrostan
-do as 1naiores difficuldades, reconl1e-cendo o mal e providenciando sobre todas as coisas, ·intemeratas e firmes, com a energia sadia daquelles que de si se e squecem para pensar nos otttros.
Sou recebida por collegas e anti-gas ·· discipulas minhas, sorridentes e an1aveis, polidas e gentis, attenciosas e dilligentes em dar imformações, co1no
si a comprehensão de tanta deficie11cia
de meio exaltasse sua bondade, sua i11 -telligencia e seu devotame11to !
São os cabellos que prateian1 en1
algumas, a physionomia abatida em ou-tras, os unicos signaes da passagem dos annos sobre suas existencias, porque suas aln1as são novas e ardentes, seus corações pulsam fortes de patriotismo
e de
·
amor pelas crianças.Tão
des1Jreoccupadas de si proprias, não perdem momentos em conquistar vantagens e os dias se passam como se passaratn mêses e annos, dirigindo e educando as gerações, conhecidas e amadas de um mundo reduzido nomo-mento, bem qtte extenso no decorrer do tempo.
• •
Sua influenci a 11 ão dá g loria 11em lhes exalta o s nor11 es , ma s é g loriosa de facto , porque só te1n a compen saçã o da consciencia do be11eficio feito
-E1nqt1anto no mundo ttns e otttros se acotovelam em b11 sca do melhor e do mais comodo, ellas se all1eiam para t1ma dedicação incondicional.
Mas sou optimista e julgo que es-colheram a tnelhor fJarte, por mais ele-vada e digna, mais, ht1n1anas que são ,
precisa-n tamben1 de ser len1bradas, prin
-cipalmente porque até essa admiravel despreoccupação, esse altruismo inomi-navel, lhes é attribuido como falta de energia e desconhecimento de seus di-reito s !
Entreta11do ttma vez que os direitos Lie cada um fossem justamente respei-tados, a luta de iQteresses deixaria de tirar aos que devem trabalhar, os mo- ·
mentos mais uteis ao beneficio da col-lectividade e os dedicados seriam atten-didos. Assim como essas previ!egiadas, em nobreza, cada um, sereno ou não,
•
esperaria a sua vez.
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Escola P1·i1nar,:a» circula
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As coilecções dos annos ante,·io,·es são vendidas na
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Pa'ra os assi'gnantes e pessoas qu
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-n1c1açao
• • ' • • • •René
D11tbil
• • (Trad11cção de Leontina , Bergstiom Lourenço) 1 • •
• • • • PRIMEIRA PARTE ' . Q ue é ttm test? ,
E' esta parte inteiramente desti11ada a
dar aos não iniciados um conhecimento
sttfficiente e preciso
do
que
se
j
a
ltmt
es
t.
Que é um test ? E' tt·ma pro,,a q11e,.
• •
'
dada; essas respostas são nttm,eradas, o
'
alum.no nãó tem mais que indicar Q
nume-.
.
'ro da resposta escolhicla: A correcção se
fará depois co,m o attxlio, de chaves e nada
mais é qtte ttma assignalação. Para que
os resttltados obtidos sejam inteiramente
com paraveis, a . maio r pa, rte d'os tests
co1n-graças á st1a objectividade, permitte a in- porta uma duração normal de applica gão,
trod1.1cção dá medida, no dominio da Pe- isto é, o tempo maximo concedido ao
dagogia. Tudo já se disse contra a in cer- 1 alt1m110 para sttjeitar-se ao test.
teza e i~consciencia das 11;tações do traba- Esta ana lyse é sufficie11te para permittir
1110 escolar, ,~ ,as .o que se 11ão tem suf_fi - ao leitor comprehender bem em que
con-ciente~·ente · d emonstrado é qt1e ·esta fa lta sistem a s~peri'oridade e .inferioridade dos.
de ttnidade de medida estavel torna im- tests, em relação aos exercicios e provas,
possível todo trabalho de comparação
e
de exame, em uso nas 1escola1s. O.s tests p1·e.:;toda apreciação objectiva do rendi1nento valecen1 por st1a o,bjectividade, st1a rapidez
do ensino. no ttso,, na correcção e, sobretudo, por sua
O test, para qtte possa ter · esse cara- fecundidade; cedem comtttdo a primasia ás_
cter de obj ectividade, deve observar cer- composições porqt1e exigem do alumno um
t as exigencias : deve re pottsat es pecialm e11te genero de trabalho que não é 11em 1nt1ito
sobre uma selecção severa das sttas qttes- pessoal, nem espo,ntaneo . .
tões compon entes, que devem representar Isto ,eqttivale a di zer qt1e os te,sts n~o
inteiramente o assttmpto ott
à
materi a a estão de~tinados a substitttir totalm,ent e ai't estar; precisa ser dado aos alttmnos sob ·com,posições ; devem · ser t1tilizados para condições tão identitas qttanto. possível, o pr:estar ,serviços '· qtte ellas jái:nais serão ,Cfl~
qtte suppõe a redac.ção de ttm manttal mui- pazes de fazer, pois qu e a sua redacção ,
e-to minucioso destinad·o aos examinadores ; n otaçã,o pão se prestam á medida, sendo, deve emfim, ser~lhe fe ita a correcção de ttm qttanto ao fundo, de a lcance mt1it.o
t'imi-modo estrictamente objectivo, o qtte obri- tado, ao passo qtte os tests, ao contrario,
ga o organizador de tests a ado,ptar cer- cuja dt1ração no,rmal media é de 30', pe
l'-tos · dispositivos . especiaes, dos qu aes . o ~ittem propôr mais d e 50 qitestões ~re -mais pratico
é,
sen1 dttvida, o inventádo por cisas e variada,s ao alumno. Esses serviçosOtis, e que consiste em propor ao alumno especiaes q1.1e os tests são capazes de pres -varias respostas a cada 1.1ma das q11estões far, em
t
res categorias :•
•
• I ' ' • . tJ ()
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SCOLA PRIMARIA
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-a) aquelles que i11teressan1 aos profes- mittisse remq11tar , ás causas, sendo a pri-sores; 111eira dessas causas, o valor muitovaria-b) 0s . qtte interessam a inspectores e
I
vel do «capital !1uma110,>> que é confiadodirecto1·es; a esta ou aquella classe; os tests
psycho-' '
c) os qtte i11teressam ás pessôas encar- logicos JJerrnittem essas averiguações e fa-regadas de admi11istração das cir- cilitam, ao mesmo tempo, t11na apreciação
cumscripções escolares ( nos Estados muito jttsta dos professores que, com U11idos, os superi11tende11tes; 11a igualdade de saber, não poderiam obter frança, directores de t111iversidade resultados igttaes co,111· um capital l1uma110 e inspectores de acaclemias, por de valores deficientes;·
exem·plo. 4) alén1 dos profe.s·sores, os tests
per111it-Sem entrar em minucias, eis os pri11ci- tem julgar os metl1odos, · etn os· aprecía11-paes problemas qtte o-s tests permittem do do ponto de vista da sua efficacia1
resolver.
Os
pr,ofes®res poderão, sobre-• isto é, do seu resttlt~do.i'ttdo: . O inspecto1· de um·a zona escolar, tem
~, 1) avaliar,., graças aos tests psycl1olo- jt1sta111ente a necessidade:
g,icos, a i11telligencia geral dos alt1m11os,. 1) deste co11J1e~imento do resttltado das isto é, a aptidão geral para aproveitar o escolas; esta noção i,ndispensavel só o~
ensino qtte varia de alum110 }Jara alt1m110; tests ll1e da1·ão 1nuito facil1nente, ao
mes-2) controlar, graças aos tests lJedago- n10 te1npo qtte ll1es permittirão julgar com
gi~os, os conl1ecin1e11tos escolares dos altt- toda justiça o pessoal e11si11a11te '_da sua
cir-ri1nos no, 1nomento em qtte, jJOr exemplo, cun1scripção; : .,. :
entran1 nttma classe nova. 2) qLte J,a d·e 111ais proveitoso para t\m .
3) descobrir, graças aos tests di.ag11os- iiispector, se ein vez do <<qttadro de idade ,
t:i,cos, os pon'.os fracos, ~s. fall1as; . 'cliro,1ologica dos alum11os», tiv~r eile o ,
. 4) por n1,e10 de exerc1c1os . correct1vos das sitas idades inei,taes? A um golpe_ de aproJJriad?s, reparar e11tão os po11tos f1·a- vista, elle sabe se a classe ou sLtas.
divi-C!JS assin1 co11statados e collocar os fllum- sões é 1,01110gei;ea ott ,,ão, e se, en1
con-nos e~ qttestão,, no _r1ivel 11ormal. ju,,cto, é adiantada, 11orrpal ot rrÇt.arda- . , Os 1nspectores e ~1rectores das escolas taria, n,as para levantar esse- qu,adro, sã,o -são, por sttas fttncçoes, e11ca1·r_eg~d?~ de ll,e necessarios os tests collectivos psycl10
-se.gitir me11os o·s lJrogressos 1nd1v1dt1aes logicos ; ,
qt1e a boa marcl1é1 do,s estabelecime11tos
· · 3) se t11n·a ·escola i11teira se, revelá, .
á
e das classes:
1) os tests, por s1.1a natureza, per111itte1
11-lt1es a son dager11 de t1ma , escolta 911 , de
cJasses• . cletcrmi11aclas, afin, d,e
co11J-1ecer-•
prova, cor110 forn1ada de alt1m11bs de meios i11tellect1.1aes n1t1ito limitados : « t1ão · é ·
cf1e-gado o rnomento - ott 11ão cl1egará . nun-ca -
âe
adaptar· o e11si110 ao 1neio? . · · ·,..
.
.
1,1es o 11ivel 111edi,o;
. 2) a. ob j,e_ctiv;idade do 111etl1010 os . ~ut_
o-r.i~a
a co111parar, , e11tre si, as escolas e:classes . parai leias; , ,
3)' a 'coimparação ,seria i_n,ttl:i), ~e 11ã-o J)et·- .
•
'
•
'
.
4) e se esta 'adáptação, 1:iara ser reali,
zada,
tel):l
necessidade ,do apoio :ela opi11~ã6'publica oti. das at1toridadês superiores, _d,.é
'
.
·• ~.
.
.
\qtte '111odb ·011ve11ce~ essa .~p1111ao, 01.1.
·
~s
,
.
,. . ' ' ..
.. \ • • • • 'ESCOLA PRIMARIA
· - - -
-
- - - -
-
- - - - · - - · - -
61
• • :autoridades superiores sem os dados ob- resultados dos tests, ,levar em conta osjectivos dos tests? . factores. accidentaes, oo·mo a idade dos
5) en1fim, sobretudo, se . as zo11as esco- alumnos, a época de utilização dos tests,
.lares gozam de certa auto,nomia, qtte ma- factores que poderiatp· con~orrer para mo-ravill1oso ·insírt1n1ento esse, qtte pern1itte dificar o valor comparativo desses
resul-procede1· a comparações de conj1.1nto q1.1e tad'os. mostra1·ão o resultado con1parado das
di-versas circum.scripções e, consequentemen-te, dos díversos processos de ensino ~ de
.
~organ1zaçao. .
•
Sttpponhamos · qt1e se trate de _provar
-que o ensino individual_ prodttz mais que
o collectivo: como
C.
W. Dashbttrne, en-tre outros, teria podido implantar o 1.onas escolas de Winnetka, sem o auxilio
dos tests? '
Se devemos fugir á pl1antasia, devemo-nos igttalmente livrar da idolatria: por
preciosos que sejam os tests, 11ão são in-falliveis; não excluem nem a fo,gica, nem a experiencia dos professores, - a11xiliam-nos, não os substituem, porém. ·
•
SEGUNDA PARTE
Jt1stamente por serem instrumentos sei- Trata a segunda parte dos tests de
.entificos, os tests exigem de qttem os em- aprendizado e Mr. e Mrs. Pressey pas-prega, certos conl1ecimentos tecl1nicos; to- sarh successivame11te em revista as diver~ das as operações estatísticas a qLte devem sas disciplinas de ,ensino do primeiro grátt:
• •
ser sttbmettidos dos tests, se se deseja qt1e aritl1metica, l1istoria, geograpl1ia, redacção,
sejan1 fecundos, exigem; s o-bretttdo, e quasi ortl1ographia, leitt.1ra e escripta, além de
r
,exclusivamente, ,•bom senso. Que o leitor algt.1n1as 01.1tras do 2.0 gratt, algebra,
geo-não vá, pois, privar-se dos serviços qtte metria, latim, línguas vi_vas.
podem _prestar-11,es os tests pretexta11d6 Não é nossa intenção levar 'os leitores q1.1e o sett manejo é qttestão de tecI1nica. ao exame minttcio-so deste cttrriculum,
to-.Não; é unicam•ente de bom senso, qtte - da via compete-~os assignalar a m.aneira
- · como se diz - é a cottsa do ·mtt'ndo · pela qual convem· julgar o valor de ttm· mais bem repartídá. Além disso, 11otemos test. E' elle estttdado sob tres pontos de que ,.o metl1odo grapl1Íco simplifica, em vista: s·tta · natúr:eza, sua commodidade de
·extre1110, as opet·ações e'statisticas, elin1i- em1Jrego, sua tttilidade ott - melhor- sua
nando todo calct1lo. · tttflização ;, este é aliás o plano s~gttido
Toda,,ia, se têm O bon;i. sens o, e a ·logica, · na obra de Mr. e Mrs: Pre~sey, para·
s11as exigencias, qt'.1em se 11,~s não qt1izer cada typo de test. . .
'Sttbmetter, por certo erra, - o mesmo se Em çada ramo considerado, qttando o dá com o metl1odo dos, tests.
Já
que, _por methoâo dos tests cl1ega nelle . ao seµ in-·definição, são, os tests, .objectivos, 11ão ad- teiro desenvolvimento, o le~tor acl1ará sttC•mittem pl1antasias, qtt,er no mo,111ento ein cessivam·e~te estt1dado: o test de . cor,.junto qtte se a1Jplica1n aos alumno-'i, qtt er no mo- qtte engloba uma parte . toda do
program:-mento em q1;1e , são ~orrigidos, a ,attitttde ma; o test diagnostico qt1e, como vimos, :scie11tifica é de rigq.r. .E'. _por JSS.9 . que assignala, p9nto por po11to, os · erros ou
econ~err1, no ' momento de interpretação dos as ignora~cias; 1 ÓS exerci cios correéfivos
• 1 • • 1 1 1 1 ' •
• ' ' 1 ' ' 1 • '
62
•ESC
\.
)LA
·
PRI11ARI
A
.
----,----
-
- - -
-que
permittem remediar systematicamente pretenção a um.a calligrap.l1ia que :1ão p<;>~os d'efeitos constatados. · . deria ser conservada na pratica diaria; a~. · Certas mater1~~, assim passadas ,em re- escolas americanas procttram sómente al-,
vista, interessarão so,brerhanei~a ao leitor:, ~ançar um niyel de legibilfd,tde ,q11e é e;,çi-·
'
pela
forma radiçálmente nova por ,qtte . é gida nas profissões. Segttndo severa av~-·'
·encarado nos Estados Unidos o ~ett ensino. riguação junto ás casas. de commercio, ban~
Assignalemos, por exemplo, a ortl1ogra- cos, etc., .uma escal:;i de modelos foi es~
phia de uso, a leit11ra · e a escripta. tapelecida, acompanl1ada. de meios ·diagnos~
-Na orthograpl1ia, depois que1 L. Ayres ticos .e -correctivos q1.1e per1nittem desco ..
organizo11 a s1.1a «escala de orthographia brir exactamente os defeito;; de uma · esc
ri-de 1.1so>> . ,que abrange para cada classe e, pta ç corrigil-ps. ,
por· r.onsegui11te, para cad'a idade, a lista . . •
de palavras que o alumno deve don1inar, TERCEIRA PARTE 1 '
os professores e alum·nos têm, diante de .
si, 1.1m obejctivo preciso - as mil _pala- E' inteiramente reservada ao estudo dos.
vras mais corre11temente empregadas e dis- tests de intelligencia 01.1 psychologicos. D.e~
so res11ltou 11as escolas dos E·stados . Uni- pois ~e l1a~ef. recordado em :. q1.!e 1
çirc11m-dos uma . dimin1.1ição tão sensível do 111.1- stancias Binet e Simón foram condt.tzidos,
mero de erros de ortl1ograpl1ia de uso, q11e a elaborar s1.1a <<escal-a metrica da inte l li~
' '
foi preciso .fazere1n-s·e novas escalas mais gencia», e haver n1ostract·o q11e a palavra. ric;is em palavras; q1.1e ,sirva· isto de aviso
Intelli
g
encia
designa ora ttm estado d~ao,s tecl111ic.os, da crise do nosso idioma! desenvolyim:ento mental), ora 11ma fa c ttl-,Na leitura, os norte americ;:t1103 . clai·a- dade de desenvolvim·ento · (a funcção ·do
·
e!ir
i
1nente concedem - a predon1inancia á lei- pi,rito) e q1.1e e~te:3, dois -aspectos da in tel -tura 1nental, apoiando-se para isso no ligencia são medidos pelos tests graçasfacto de qtte a /leitura en1· vo,z alta, o11 ex- ás .noções de idade me11tal e quociente in-·
pressi~a, não representa sinão ttm papei tellectt.1al, os autor.es est11da111: separ.ad:.:1 -insignificante na vida qttotidiana da maior mente os tests collectivos e os individuaes. parte dos adultps. A leitura menta), ao A dis~incção é de importaoncia, pois qtte· c,s.
contrario ( sobretudo, en1, . um e11sino _ba- segundos devem :ser dados a individtto3
tq,-seadc;> nos compendios; q11a11to mais se mados isoladamente á razão de 30 m_i-.
torna individ1.ial O ensi110, tanto ;mais terá n11tos para cada um e qu·e os primeiros
o livro a primasia, con10 fonte de i11for1na- sãq applicaveis ,a gntpos mesn10 de 200
ções, sobre as palavras do professor) é alum'nos, e isso, em geral, em meia hora,
para, todos de 11.tilidade i11contestavel; os para o co,njunto do grupo. ~stâ claro ~11~
tests de leitura m~ntal, que permittem le- 11!n desses dois typos de t~sts tem o se11.
var em conta a ,·apidez e a compreensão, emprego bem determi11ado.
são pois ins.trumen!os de, tyiedida JT\Uito I Os tes!S kidivíduaes são, principalmente,;
mais uleis para _aprecifir a; leituras feitas tests clinicos e reservados _para o estudo
e!fl· classe e para julgar O valor das. Iei,tt.iras de casos ano1·1naes: ' c~ianças ·s1.1bnor·maes
muito J~ngas f~ita's en1. casa. . . 01.1 supernormaes, para . o e~ame de todas
, Quando
á
escri1Jt~, abandonando todá as crianças n:iuito pequenas que se flt~e: •. 1 1 • ' , 1 1 ' • 'A
ESCOL.t.\
PI{IM
r
\l~IA
13
'
'3
.
i am mal
á
disciplina de ttm exame colle- ~,es firis e · con·trib1.1ii-, ao ~ ·ésmo rt:em_po, pa/a· (:tivo, pa1·a os casos -especiaes, por exe1n- a orientação profissional das criançàs e
..p lo, das crianças que soffrem qualquer dos adultos, que os tests 1 de·· aptidõ'es es
-d efeito pl1ysico' qua as ,impeça de st.tppor- p'eciaes são pouco a pottco elaborados 'e
· tar 1.1m test collectivo. E' necess·ario, a ;este aperf.eiçoados. Set.1 estudo não entrá 110
respeito, prevenir O leitor Contra a idéa dominio, ltm pOLICO restricto, desta obra
1n11ito espall1ada de qt.te os tests de intelli- elementar, mas não se pode todaviá.
pas-g encia tên1 por fim permittir a des obert~ sar por elles e,n silencio, visto o papel
-de crian ças a11ormaes. Ist,o parece restriri- imp,ortantissimo. q1.1e desempe11I1am nos !a
-g ir, des de a descoberta dos tests colle- boratorios de orientação e nas escolas
te-<:tivos, o campo de .. acção desses tests, cl1nicas e profissionaes. A esse respeito,
'
q 11e pern1itten1, entre outros usos: · cremos de· no,sso dever assÍgnalar aos
1) forma-r classes ou divisões J1omoge- p1·ofessores de línguas vivas um test que
11eé1s, o q1.1 e facilita e11ormemente a tarefa permitte, diz-se, prognosticar a aptidão ou
d o professo1· e os encaminl1a para a<<es- a inaptidão ao estt.tdo de línguas
estran-cola -sob medida>>, pois q11e, nesse caso, é geiras. E' tambem para tenta r não
con-possivel adaptar-se o e11sino á capacidade ft.1ndir intelligencia verbal ,e intellige11cia
intellect11al d e cada 11m dos grupos ho- de ac_ção, q1.1e certos atttores t êm
construi-·,n ogeneos assim formados; do tests não verbaes, c11ja originalidade
2) orientar os al11n1nos para o genero
é
banir todas as respostas verbaes es11b-ide estudo qt.te convem ás suas aptidões, stitt.1i-las pot· actos a ' executar; nest<1.
cate-o q11e bem pe1·n1itte evitar os desanimos goria·, entram o,s tests de intelligericia
nór-·qtte se manifestam por t.tma escolaridade mal, cttja t.ttilidade seri.1 incontestavel, pri.
n--truncada: a criança aba11dona de boa von- cipalmente em nossas escolas technicas e
tade a escola, qttando 11ão corresponde esta prin1arias s1.1periores.
á s11a necessidade, nem ás suas aptidões;
•
3) apreciar, com toda j11stiça, os es- QUARTA PARTE
iorços e progres·sos de 1.1m alt.11nno, isto ·
é, o se11 rendin1•ento, qt.te é o quociente Depois de J1aver mostrado íttdo que se
obtido pela di,1isão do sett grau , de in- pode alcançar da f ecttndidade do
metl10-strucção expresso em mezes, JJor sua ida- ,do não é in11til insistir de 11ovo sobre a
'
-de mental; nos al1.1mnos traball1adores, esse technica que esse n1etl1odo suppõe,
tecl1-q11oci e11te é ig11al 0·11 súperior a 1,00 e 11 ica do constructor de tests, tecl1nica do
nos 11egligentes, menor q~e 1,00; pessoal encarregado de applicá-los.
4) conl1ecer - para isto já cl1amá111os a ComiJrel1e11der-se-á então que paciente
·atte11ção - o valor exacto da tarefa: que traball10 representa a constr11cção de ttm
compete ao,s professores, q11e não podem test estandartizado:
-ser considerados como responsaveis da in- litnitar exactamente,, e não
superficial-capacidade _profunda de certos alumnos, me11te, 0 pt·oblema a resolver; hão dizer':
c11jo numero varia de classe para classe e <<Qttero 1nedir o valor da 'redacção dos
<le escola
para escola.
alumnos
>
>
,
mas
especificar
q11e elementos
E'
para melJ1or alcanç.3.r o segundo des- dessa redacção se pretendem 111edir, por•
,
'
' ' • •
64
A ESCOLA
Pl{IlvLAJ{J .
.'\
' .exemplo:
o ,emprego dos signaes de pon- vezes, á averiguação traball10,sa de quetuação; um· test 'possuido,r das apparencias de test
escolher lim despositivo que seja o màis perfeito, d.eve ser .aba11donado porque não, · apropriado e mais commodo, tanto do .pon- m•ede
6
que seu autor delle esperava.to de vista
do
alumno como do avaliador Uma v.ez reconhecido o ,valor de um testt.· ·e, para isso, pr·O·Cttrar como eliminar essa resta a aferição que consiste em dar o
causa de erro que é' a escripta, isto é, test a grande numero de alumnos perten-a redperten-acção ,em longas respostas ás ~qttes- centes a regiões di,rersas, classes diffe-·
tões propostas; nós já dissemos como · rentes afim de ,estabelecer as normas ou
'
.Otis soube .resolver essa difficuldade; sf,µndards por idades e classes, sendo o
escolher ·em seguida questões que se- fito dessas normas tor11ar possivel uma
jam
·
bem adaptadas ao pro,blema gue se avaliaição o·bj1ec'tiva ,zlo valor de u111 altt··tem
·
em vista; para isso, pro,ceder a pa- m,no o,tt de ttma classe, graças á confronta~ cientes investigações, a leitura de com- çã<> das an11otações ,de test desse al11mnopendíos escolar.es em uso, constrttir depois ott dessa classe e das no,rmas obtidas.
um test de • ,ensaio; experim,entá-lo com Se O test deve ser co,mbinado com
mui-alumnos qué bem representam aquelles aos
qua~s · se destina o test, eliminar então
'
·toda~ as questões que não dão uma por-centagem satisfactoria de respostas justas,
· afim de cl1egar a um test final que 11ão seja muito.· difficil, nem mttito facil. Não
é ainda tudo: é preciso estandartizar o
1 modo de applicação e 'de c,orr,ecção do test,
assin1 como sua duração no,rmal, redigir
1
depois manuaes
ad
/zoe,
onde todamar-cha a seguir esteja minttcio:samente i11di-cada.
tc>s outros, afim de formar um 11nico
exa-me. precisa agora <<equilibrar>> o exame,.
isto
é,
fazer de tal modo que nesta co,mont1n1a boa !)arcella, cada test tome s11a
r>arte e todos traball1ern em I1arrno11ia e
q11e, mais ainda, na 1·elação total, cada
test figur.e em razão da sua importancia. Se a tecl1nica do a11tor de tests é dif-.
fiei! (
1)
a do pessoal incttm·bido da res--ponsabilidade do emprego, dos tests e da
.sua 11tilização não é menor: ~sse .. _pessoal
deve determinar com todas as mi1111cias.
Emfim se se trata
'
de . construir 11ma, ttm programn1a de utilização.<<escala de m,edida>>, é l)reciso qt1e todas as E' pr,eciso primeiro abster-se de dttas
questões sejam da mesma difficuldade ·o~ causas de insuccesso: qtterer logo no co ...
q11e o aug1n,ento, cl,e ,difficuldade de qttes- meço abra çar 1n11itas ma terias; nisto
tam-.tão para q11estão t)ermianeça constante. bem, <<q11en1 muito abarca, pottco aperta>>, Len1br,emos, agora, que o autor do test ott então 11ão considerar os · tests como,
se poz ao traball10 com a intenção de me- instr11m,entos especiaes a serem
emprega-dir certa aptidão o·u certos co.nl1ecin1,e11- dos em casos especiaes, o que logo ·exgota
tos precisos, ,elle deve ' então verificar o va- a fecundidade do n1etl1odo.
Ior .do sett test, isto
é,
examinar se o . Para a escoll1a do test, é preciso defi•test, co11struido graças a tanta reflexão nir nitidam·e11te o objectivo qt1e· se deseja e traball10, ·mede bem o qtte se pretendia alca.11çar; isto é, o problema a resolver,
. • m·edir. E' uma das decepções inl1erentes Esse problema, uma vez posto em termos;
a esse genero de pesquizas c]1egar-se, ás precisos, necessarío se· torna proct1rar o • • • • • • •
·
A ESCOLA PRIMARIA
test ou tests que nos permittirão
resol-vê-los, e para isso, proceder ao s~u exame
. attento (natureza, commodidade de
empre-go, 11tilidade) e, sobret11do, levar em conta
a experiencia dos 011tros ,educadores. .
-Em segt1ida precisa-.se fazer a experien-cia con1 espirita nitidamente séientífico ou
•
se se preferir, organi-sar O' trabalho mate-rial com,o, faria 11.1m chefe de empreza,
pre-occupado em obter ttm rendimento ma-, ximo. Para isso, precisa saber repartir a
tarefa entre os diverso.s collaboradores,
preparar as salas e o material necessario,
de modo que os tests possan1 ser dados
nas condições estricta1n·e11te prescriptas por seus a11tores; se se vier a descurar ,essa
ta-refa material, condenar-se-ia de anten1ã o
a não poderem utilizar as norma.s fornec i-das por esses tests ou, o que é peior, ,1
11tilizá-los a esm,o e a tirar da exoerien~
•
eia conclttsões, qu·e serão radicalme11te
fal-sas.
.
6"
,)lecim•ento e aos professores que i11cumbem
a iniciativa e o traball10. Mas qtte a in· i-ciativa caiba á secretaria de estudos ou ao cl1efe do estabelecimento ou, ~ais exacto1
'
á um dos muitos professores, o que
é
ne-cessarioé
assegurar a collaboração intei-ligente e enthusiastica dos professores in-teressados; n1ais vale re11unciar ao,empre-go dos tests que impôr esse emprego e
eis porqtte a n1aior falta .que pode commet-ter qt1e1n te1n tomado a iniciativa dos tests
é
de . impor aos setts collaboradores uma, parte da tarefa, e deixá-los, depois, naignorancia dos i·esultados da experiencia. Por sett lado, q11e os profess ores estejam
ben1 persuadidos, e este artigo be111 o es -tabelece11, ceio eu, de que os tests serão
para elles preciosos auxiliares.
Os test:s trazem tal colI1eita de dados
individ·uaes ou collectivos que é preciso,
com toda 11ecessidade, aprender a fazer
o q11adro synoptico systematico desses
da-dos, afim de distinguir as relações que os Em certas circumscripções escola1·es, unem.
esse trabalho e ta111bem o trabalI10 est.a- Eis porque são tão ttteis os quadros
es-tistico 11lterior são confiados a ttma se- tatisticos, os grapl1icos, q11e têm por fim cretaria de est11dos que comporta um pes- tornar mais evidentes os laços qt1e po-soal regular, mas a menos qtte se não de1n existir e11tre as 1ned.ias de un1a classe, trate de ttm emprego de tests, cujo ob- nos ~iversos ra~os te_sta?~s. De um go!pe jecto, interviesse exclusívan,ente á admi- · de ,,~sta, 11ma f1cl1a individ\tal bem feita,
nistração o·u á inspecção, é preciso qtte O per1nitte apreend~r :o <<perfil esco~ar>> de
escriptorio collabore intiniamente com os 11n1 aI11mno do triplice ponto de vista es- ·
professores e qtte estes tome·m J)arte 11u1n colar, psycl1ol~gico e pl1ysiologico. De 11m
trabalho que 0·s deve auxiliar na stta. tarefa 1-~lance, 11~a f1cl1a de clas~e be.~ con1~re en-profissional. E detnais, para que os pfo- dtda perm1tte apanl1ar a s~tuaç~o particular
fessot·es 11ão tenhain razão alguma para se dessa cla·sse e, por co11seqt1enc1a1 fazer
fru-f11rtar a essa tarefa, é absol11tam,ente pre- tiferas co1nparaç,ões.
ciso não escolher sinão tests de manipu- Quer se trate d'e individttos ott de
gru-• :
.
lação commoda e de utilidade _pratica in- pos, a ficl1a permitte de1nais pt·oceder,
1m-contestavel. mediata111ente, a ·t1n1 restabelecimento de
Está claro que, quand'o 11ão existe 11ma eq11ilibrio qua11do· parece que o ~lumno
'
secretaria de ,esh1dos, é ,,ao chefe do estabe- ott o grttpo accusa um 011 mais pontos
l ' 1 • 6 6.
A ESCOLP1.
PRIMARIA
- !'-- - - -- - --- --- - - --·'--- - --particula1·q:i.e11te fracos. A fi cl1a continua- rendim~11to . social optimo. S.e p o_r outro 111ente enriquecida, acaba , por tor.nar-se o lad~, quizer-se ,admittir · que a adaptação inst11.1mento indispen:save l a toda orienta- d_o 110,niem á .stta fu11cção
é
tgualme11teção escolar
qu
profissio11al dos alt11~111os. · para elle fonte . de t)roveitos e trapqttilli-E' precisamente para de· !)Oder tirar ~.sse dade, reco11l1ecer-se-á que . o ~lcance social rendin1ento maximo, qtte é 11e~essario 11unca do metl1odo dos tests ju·stifica-lhe o es·
.
. .... ,..,.,.servir-se della cegamente; ao contrario, já- tudo ,e a ~r_atica>>. .
•
. n1ais deve i:essar de , controlar os resulta dos (Tra.nscripto da revista << Educa_ção,», de dados, af im de qtte todos que se ~ervirem Outtibro de .1928). . . . · · ":
dos ditos tests possam, a cada 1nsta11te, .
dizei· com exactidão 110 qt1e lhes ·fo.i util
+-+
•
•
•
+
•
•
•+• •
.
,1, •• •oi••.•
1 • .... ,,,. ••+• •
•+·~ , 1 f ' . . . ' .,,,
o emprego deste s, en1 que 111edida foi esta .
•
•
utilidade consta~ada ; ª~sim fazendo,
º
edu-POffl
OSI ãO
cador . proce'de como 6 , pl1ysico .qtte con-
U
..
. .
•
1vre
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trola co11tint1a111ente a pre cisão d e setts i)1· .
str11mentos d e medida.
f
ABULA
·
' ..
Se o en1p1·ego d o rnetl1odo . dos tests foI
abordado corn este es piritq, não I1a limi·
te J)ara a su.1 fect111didade, 111as se esses
'
.
mesmos tes ts são 1:nanejados sem esse r1·
•
gor scie11tifico, não o. l1 averá para os a bsur-dos qt1e se poderão dedttzir.
E,
pa1·a concluir, dirigindo-me a todosq11e o 1netl1odo deverá interessai·, repito
os termos do JJrefacio da ob.ra, dizendo:
• •
<<Cremos firmemente gtte logo, en1 f .rar1ça,
o 111etl1odo dos tests será para' os
edu-•
catiores e. to,do:s os pr,ofesso res, um coll. a,-bo1·ador sil e11cioso, qtte, tor11a11do-ll1es a ta -re·fa mais interes·sa11te, saberá tambem
tor-'n,i-la 111ais leve e fecu11da . Cremos taJnbem
·
Cesa
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Escola f?1·i11zq1·ia
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E' PIRAGIBE.
•
•
. qtte, fra nqtteando esse 1netl1otio ~s portas da escola, virá, como se deu nos Estados
Unidos, trazer sett co11ct1r.so a .todos : com·
•
A fabula, na escola primaria, não
constitue novidade. Nossos collegas já
a têm applicado, embora não com intui
-to educacional e de maneira
methodiza-da . Commumente a fabula é lida ao
alumno, que a reproduz . Agora,
corres-ponde ella a uma nece,ssidade de
espí-r ito do adolescente na phase
dramatico-didactica, segun_do a classifi~açã_o de
Mu-resa nu .
·· Continuando o papel do epigrama
nessa phase, a .fabula revela sempre um
se.ntime)lt 3 moral , 11ascido da luta inte
-rior travada no espírito ,do adolescente
pelo choqi1e entre o mundo e a sua
per-sonalidade qt1e se firma . As tendencias dos aluninos revelan1-se nas fabulas por
. rnercia11tes, indt1stria1es, ,administradores,
ci-vis 011 n1ilitares, qtte tê111 a , JJreoccupação
de collocar ttm I1omen1 110 caminl10 ym
c1i1e elle
é
capaz de p·1·estar, serãoutiliza-•
'd'o.s do 111ell1or modo pois em i1lti111a ana· lyse, o n1etl1odo do,s 1tests
é
e será u ·m dosmeios praticos de conl1ece1·, seleccionar e
Ó
'
rientar
OSi11dividtt0S
em vista do
seu
'
'
1
elles· creadas . · · ,
Entre os meninos de doze,., treze e
quatorze annos,, ba sempre os
~xpora-listas» embora seja pr'opria da pbase
..
'
~ ..
" ' .. '.
' ' • ' • •ESCO
LA
PRIMARIA
67
• •de evolução a necessidade de prégar o· sentimentos. Não penetra, pois, a
pro-bem e de reformar. fessora, na alma 'dos · discipulos, não
·
O
menino, ouvindo algumas fabu- . lhes descobre os instínctos paradisci-las e auxiliado !Jela exemplificação da pliná-los
?
·
·
- ·
p rofessora, parte do caso particular em '· O enthusiasmo, causado pela
crea-questão e, ge neralizando, alcança a abs-. ção de fabulas em turma, é nota vel.
t ração que lhe permitte dar a moralida- , Cada alt1mno quer apresentar quatro e
de de qualquer fabula. E essa conclu-. mais trabalhos, numa ancia i11crivel de
são moral applica-a aos differentes ca- crear . •
sos que encontra. A inducção e a de· A nós, professoras, compete dar
ducção
é
que o co nduzem. asas ao instincto creador da criança,fa-Creando uma fa bula, o menino rea-: vorecer-lhe a espontaneidade, pois·, como
líza a analyse dos sentimentos huma- bem disse Sud Menucci: «a imaginação
nos; realiza, portanto, a Vida.
O
rei- infantil vem, ha sect1los, atrelada aonado de Luiz XIV não está encerrado carro de boi da disciplina fro~beliana» .
nas fabu;as de La Fontaine? E se elle Vejamos algumas fabulas •.
realiza a Vida, não se prepara para a
«A
l
eb
r
e
e
o
esqt
tilo»
-
José. Maria_Vida ? von Bo rell - 5· anuo.
Os incidentes, as situações creadas Não se s abe porque, certa vês, ap~a
-pelo al umno no seu trabalho, são de na- teceu a lebre zombando da poi1ca agi-tureza puramente imagiuati.va, mas !idade qtte o esquilo possuia para correr. eoherentes, orientando-se para a conclu · Esta va1n já· mui to tempo à discutir,
-são logica. quando um ladrar de cães os espantou,
Affirma Dewey qi1e essa forma de fazendo-os se espalhar pela froresta .
imaginação, apresentando continuidade
O
esqt1ilo, com dextra agilidade,e lagica, precede
á
mais bel la fórma do trepou no primeiro arvoredo queen-pensamento que é o pen:,amento .refle- controu, occultando-se no meio da fo- .
ctido. lhagem .
As personagens da fabula, em geral A lebre foi persegi1ida por 11ma
pa-animaes, plantas, objectos escolares, relha de cães, bem ageis, e momentos
têm um sabor inf antil muito dos colle- depois já estava tombada por um tiro
giaes. Não esqueçamos, no adolescente, certeiro do caçador.
a criança. Moralidade - Isto ensina ao ho·
Mas essas personagens, valores mo- roens a nunca zómbar da fraqueza
raes , talvez pelo seu proprio feitio de ' dos oi1tros. » ·
animaes, plantas, etc., são tratadas
pe-los alumnos c0m indulgencia, bom
hu-mor e sympathia. A rapoza é má, ·
astu-ta ; mas o menino a considera uma
vi-.:tima da fá.talidade e a tr;tta com
indul-gencia. Não será isso já uma bella es-perança de melhor comprehensão da
na-tureza humana, certo altr1.1ismo
sub-cons-ciente?
As
fabulas em collaboração,encar-nando ca'da alun1no o typo de sua
l)re-ferencia, dão-nos verdadeir,i
documen-tação sobre suas aptidões e tendencias.
Estabelece-se uma luta entre dois
anta-gonist as e os meninos, arbitros da
ques-tão, rP.sol vem-na de accordo com os seus
-«
O
pi1tto, o pe,·ií
Oonçalves-5· anno .
•
e
a on
ç
a
»
-
J osé· Era uma· vês um pintinho muito
esperto .
Um
dia, como sua donadei-xara a porta aberta, aproveitou a
occa-sião e fugiu para a floresta.
Quando passava por baixo de uma arvore, caiu-lhe sobre a cabeça uma
folha bem verde . Continuoi,, então, a
andar, falando: - Vou contar ao rei
que o céo caii1 . · .
Eo.con t'.'.'ou-se com
o
Perú .'
- O h l compadre, aonde vaes?
•
•