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A Mobilidade Populacional o Caso de Curitiba 2000-2010

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A Mobilidade Populacional o Caso de Curitiba 2000-2010.

Resumo: O problema do trabalho aponta para a compreensão da mobilidade espacial das

pessoas, que acontecem em certos territórios, com o fito de sobrevivência ou elevação de sua qualidade de vida indivíduos e suas famílias. É mediante essa perspectiva que se investiga a Região Metropolitana de Curitiba - RMC no Paraná; enfocando seus recentes fluxos migratórios e a mobilidade populacional espacial (a pendularidade) da área. Assim foram considerados os dois sentidos dos deslocamentos: os do núcleo para a periferia e os da periferia para o núcleo; bem como as trocas realizadas na própria periferia. O intuito é identificar as mudanças de localização da população para avançar na análise das lógicas de mobilidade espacial que ocorreram no espaço metropolitano de 1995-2000 e 2005-2010.

Abstract: The problem of work points to the understanding of the spatial mobility of people,

which happen in certain territories, with the aim of survival or elevation of their quality of life individuals and their families. It is through this perspective that the Metropolitan Region of Curitiba - RMC in Paraná is investigated; focusing on their recent migratory flows and the spatial population mobility (the pendularity) of the area. Thus, the two meanings of the displacements were considered: those of the nucleus for the periphery and those of the periphery for the nucleus; as well as the exchanges carried out in the periphery itself. The purpose is to identify changes in population location to advance the analysis of the spatial mobility logics that occurred in the metropolitan space of 1995-2000 and 2005-2010.

Introdução

O problema da pesquisa busca compreender a mobilidade espacial das pessoas, que acontecem em certos territórios, com o fito de sobrevivência ou elevação de sua qualidade de vida indivíduos e suas famílias. Recentemente estes movimentos passaram a envolver de modo destacado regiões metropolitanas que se tornaram um dos focos da dimensão espaço-tempo dos deslocamentos humanos que ocorrem no Brasil e que influem na dinâmica demográfica nacional especialmente de meados do séc. XX em diante, de 1950 para cá tais movimentos geraram modificações na distribuição dos indivíduos realocando a maior parte da população nacional em áreas urbanas; de modo que tipos diferentes de deslocamentos se intensificaram: os urbanos-urbanos ou urbano-rurais.

É mediante essa perspectiva que se investiga a Região Metropolitana de Curitiba - RMC no Paraná; enfocando seus recentes fluxos migratórios e a mobilidade populacional da área. Para tanto foram considerados os dois sentidos dos deslocamentos: os realizados do núcleo para a periferia e aqueles em sentido inverso; da periferia para o núcleo; bem como as trocas realizadas na própria periferia. O intuito é identificar as mudanças de localização da população para avançar na análise das lógicas de mobilidade espacial que ocorreram no espaço metropolitano de 1995-2000 e 2005-2010, analisando-se os deslocamentos com base

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nos Censos Demográficos Brasileiros de 2000 e de 2010; e utilizando-se como base de análise a composição original da região. Assim se traça um histórico da área e se aponta o contexto de sua composição municipal e da sua dinâmica populacional recente.

A reflexão apresenta uma caracterização da área e a exposição das instâncias e as características dos movimentos populacionais estudados sob o conceito de mobilidade espacial, vez que os estudos do local têm demonstrado que, ao mesmo tempo em que desde 1970 ali ocorreu um fluxo de periferização também é possível perceber que surgiram na área novas ações de mobilidade espacial que se articulam aos elementos da estrutura urbana, como o acesso à moradia, ao trabalho, às condições de deslocamento etc.

Ademais a expansão das grandes aglomerações urbanas nacionais, constitui-se em espaço singular de compreensão de dinâmicas intra-urbanas, vez que se conformam num cenário diferenciado onde se cristalizam as emergências de deslocamentos intra-regionais, possibilitando integração dos processos. Assim a decisão de analisar estas movimentações advém do fato de se associaram aos processos de estruturação urbana nacional, pois os atos migratórios e de redistribuição da população no último século, influenciaram e foram influenciados pelo espaço urbano e metropolitano, o que propiciou o adensamento no sistema de cidades, Faria (1991).

Metropolização, estrutura urbana e mobilidade populacional na RMC

Como apontado o crescimento da população urbana brasileira na segunda metade do século XX se constitui num movimento que envolveu em curto espaço de tempo um notável contingente da população nacional. Estes fluxos acarretaram m novo panorama da distribuição demográfica nacional que gerou forte impacto nas regiões metropolitanas – RMs nacionais. Assim o movimento centrípeto resultante da chegada dos migrantes, somado ao crescimento vegetativo destas áreas acabou por generalizar o urbano no país. Analisando este quadro Brandão (2007), sustenta que para a atual configuração espacial da população brasileira, a mobilidade demográfica proveniente de deslocamentos migratórios e da distribuição da mão-de-obra foram vitais ao crescimento de várias regiões do país.

Pois no arranjo vigente na sociedade urbano-industrial moderna e na conformação de sua força de trabalho, encontramo-nos diante de uma considerável “assimetria de oportunidades”, onde “massas populacionais imensas buscaram novos lugares geográficos (promovendo uma das maiores mobilidades espaciais do mundo, uma verdadeira transumância) e novos loci de status social” (BRANDÃO, 2007, p. 170).

Brito e Souza (2005), expõem que apenas na década de 1960 a população urbana brasileira ultrapassou a rural, e que este movimento ampliou-se e foi muito veloz, fazendo coincidir no período dois fenômenos: a metropolização nacional e a urbanização. Apontam ainda que ocorreu em todo o território brasileiro uma expressiva migração rural-urbana, e que

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ela concentrou-se em regiões que gradativamente foram se transformando em aglomerados urbanos de caráter metropolitano.

Tanto que em 1970 quase um terço dos 93 milhões de brasileiros possuíam domicílios em áreas metropolitanas, e se esse total fosse considerado apenas sobre a população urbana, a proporção subiria para quase 50%. Este comportamento impactou a urbanização nacional, estimulando ainda mais os movimentos migratórios e a metropolização, pois um grande contingente de pessoas moveu-se para estas áreas na busca de inserção econômica e social e de melhor qualidade de vida, e nisto a RMC transformou-se, vide os mapas 1,2, e 3.

Assim em meio ao contexto de recessão brasileira da década de 1980 ocorreram significativas mudanças na dinâmica demográfica do Paraná e da RMC, pois os câmbios econômicos anteriores, notadamente urbano-industriais transformaram o núcleo central da economia nacional e estadual, que passou de uma hegemonia do setor secundário para uma participação mais elevada do setor terciário no PIB e no montante de empregos gerados, fato que alimentou significativamente a transformação nas migrações internas e que fez com que os deslocamentos populacionais voltados para as cidades e dentro delas ampliassem o convívio urbano e transformassem os padrões de inserção dos indivíduos.

Mapa 01 – RMC - Região Metropolitana de Curitiba - 2015

Fonte: FIBGE, Censos Demográficos (elaboração NEPO/UNICAMP – 2015)

Neste contexto Rigotti, (2008); Baeninger e Peres (2011) apontam que os movimentos migratórios que passaram a ocorrer se consolidaram como deslocamentos diferenciados, que em maior parte foram do tipo rural-urbano, e passaram para urbanos-urbanos. Ademais, neste processo os fluxos de longa distância ocorreram gradativamente arrefecendo e num segundo instante foram substituídos por fluxos dentro dos próprios estados, e dentro das próprias mesorregiões, ganhando aspectos estaduais e intra-regionais, caso da Região Metropolitana de Curitiba. Rippel et all (2013).

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Analisando cenário similar Rippel (2005) argumenta que a dinâmica demográfica interfere na estrutura urbana, que por sua vez é influenciada pela distribuição demográfica da população; uma relação de mão-dupla, com implicações e questionamentos diversos, tais como: Qual é o tipo de espaço urbano e metropolitano que encontramos mediante as mudanças no comportamento demográfico? Como as migrações urbanas estão e são associadas à mobilidade pendular cotidiana? E como se dá e ocorre o vínculo com os elementos da estrutura urbana? Caso das trans

formações no mercado de trabalho, no acesso à moradia e nas condições de mobilidade. Então segundo o autor o que se percebe então é que até o final da década de 1970 as metrópoles brasileiras seguiram apresentando elevada concentração populacional e econômica, oriundas da industrialização nacional e metropolitana, fatos que em conjunto foram geradores de importantes estímulos ao movimento centrípeto que as áreas vivenciaram.

Diante do exposto a mobilidade espacial na metrópole de Curitiba tem como pano de fundo a conexão do movimento com a dinâmica urbana e populacional da área, pois, num primeiro instante a preocupação dos indivíduos migrantes é, via de regra, o que fazer para

estar na cidade, já no interregno de tempo seguinte, a preocupação é como fazer para apropriar-se da mesma, e não apenas habitar esse ambiente, mas ter acesso às

oportunidades, bens e serviços que o mesmo oferece. Fato que nos remete as estratégias adotadas pelos distintos grupos sociais para efetivar a conquista desse espaço e os movimentos demográficos que fazem parte dessas estratégias.

HISTÓRICO DA RMC- REGIÃO METROPOLITANA DE CURITIBA

Constituída por 26 municípios, apontados no mapa 01 a RMC tem na capital seu núcleo e a principal metrópole do Paraná; destacando-se pela posição geoestratégica a área se configura como a espacialidade de maior concentração econômica e de população no Estado. Interligando a Região Sudeste do país, com as demais áreas meridionais do BR ocupa uma área de 16.627 km² - 8% do território estadual e uma população estimada de 3.285.251 pessoas que em de 2012, correspondia a 31% da população estadual.

A área tem-se sobressaído nacional e internacionalmente por sua contiguidade e pelo intenso relacionamento com outros aglomerados urbanos do Sul e do Sudeste brasileiros. Sendo que muitos dos municípios que a compõem crescem mais que a média estadual, de modo que o seu dinamismo se estende sobre territórios cada vez mais distantes do núcleo, como se pode verificar nos mapas 02 e 03. O recorte legal da área localiza-se nos limites geográficos do Paraná, pois ao sul sua cercania encontra-se com o Estado de Santa Catarina e ao norte com o Estado de São Paulo, identificando-se em ambas as direções à formação de importantes aglomerações urbanas, uma entre os municípios de Rio Negro (PR)

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e Mafra (SC); bem como outra entre Adrianópolis (PR) e Ribeira (SP). Segundo IBGE (2010), a partir de 1970 o comportamento da população da área permite dividir o movimento de crescimento da região em dois estágios; um que vai de 1970 a 1990 cuja expansão foi advinda do movimento de metropolização nacional.

Mapas 2 e 3-Taxas de crescimento médio anual, por municípios RMC 1991/2000 e 2000/2010

Fonte: FIBGE, Censos Demográficos (elaboração NEPO/UNICAMP – 2015)

A segunda fase por sua vez ocorreu a partir da década de 1990 quando o crescimento da área foi fruto de elevadas taxas de imigração, quando a expansão econômica local associou-se a atração de grandes investimentos econômicos especialmente no setor automotivo, quando da formação de um polo deste tipo do Estado, e a construção de uma imagem de área próspera de elevada qualidade de vida.

Vários trabalhos investigaram o processo, dentre eles destaca-se o trabalho de Cintra, Delgado e Moura (2013), que pontam que vários fatores combinados serviram de ferramentas de atração de pessoas, implicando que na RMC vivencia-se um vigoroso movimento centrípeto, levando a RMC a atingir em 2000 uma população que correspondia a 28,95% do Paraná; e 30,86% em 2010, dos quais 1.757.907 pertencem a Curitiba – o que equivale a 54,5% da população da RMC e 16,8% do total do estado.

Se refinarmos a análise e excluirmos do cenário da área o município de Curitiba, percebe-se que os outros municípios da região apresentaram uma variação percentual maior; totalizando 19,59% de pessoas a mais no período; contudo em termos nominais o montante atingido por eles foi menor. Ademais os comportamentos apresentados pelos municípios da área evidenciam que apesar do que ocorre com a região como um conjunto, existe ali um panorama distinto entre o que sucede com o centro (a capital) e a periferia (os demais municípios), principalmente considerando-se o crescimento demográfico e a composição da mobilidade espacial das pessoas.

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Esta diferenciação é visível e reflete o comportamento redistributivo que há em um e outro local, expressando não apenas diferenciais de crescimento vegetativo, mas o impacto que a migração, em especial a intrametropolitana exerce sobre cada um dos lugares e que por sua vez rebate na dinâmica demográfica de cada uma das áreas, e isto por sua vez é diferente do que ocorre com todo o Estado e com o país. Ademais se vê que a disparidade interna da região, em termos de crescimento demográfico exige ser mais bem analisada, pois há uma marcante dissonância entre o comportamento de cada município, principalmente como já apontado entre o centro e a periferia da área; a respeito disto os dados revelam ainda um incremento populacional, entre 2000 e 2010, de 1,39% a.a., sendo que os comportamentos individuais dos municípios podem ser visualizadas na Tabela 03.

Nela se vê que ao longo do período quase todos os municípios apresentaram crescimento de população, exceto Adrianópolis, Bocaiuva do Sul, Cerro Azul, Rio Branco do Sul e Doutor Ulysses que viram sua população diminuir, já o comportamento das taxas de crescimento individuais foram muito distintas do crescimento nominal, pois ora municípios apresentaram elevações em suas taxas, ora redução e neste cenário; quase todos mantiveram taxas de crescimento positivas com volumes menores. A exceção de Adrianópolis, que também nas taxas de crescimento apresentou queda de 1980 em diante.

Acrescentando-se a análise o peso da migração no crescimento dos municípios o que se vê é algo distinto, vez que os dados apontam que os municípios da RMC diferem entre si no grau de integração a metropolização, dividindo-se entre aqueles que de fato pertencem à aglomeração metropolitana (treze), que compõem o Núcleo Urbano Central, e aqueles formados pela maioria dos municípios, desmembrados ou inseridos na região por legislação estadual, tal qual indicado por Ipardes (2010) e Comec (2006).

Percebe-se nos mapas 2 e 3, que ainda que em volumes menores, que quase todos os municípios da RMC apresentaram crescimento demográfico. Porém de modo e em ritmos que evidenciam movimentos diversos; mediante estes acontecimentos, e as ações mais intensas ocorreram e são observadas nas áreas periféricas, em especial ao norte, ao leste e ao sul da capital (o núcleo central da região).

Dos dados se deduz que áreas que tradicionalmente concentravam população como a capital Curitiba, Campo Largo e Lapa perderam peso relativo na imigração; percebe-se também um movimento para áreas outras que não o núcleo da RMC, locais que apesar de mais distantes, não deixam de estar muito próximos a capital.

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Tabela 03 - População, Taxa de Crescimento Geométrico e Peso da Migração sobre o crescimento populacional. Região Metropolitana de Curitiba - 1980/1991 - 1991/2000 e 2005/2010

Municípios População Taxa de Crescimento A) Peso da Migração sobre o Crescimento 1980 1991 2000 2010 1980/1991 1991/2000 2000/2010 1986/1991 1995/2000 2005/2010 Adrianópolis 11122 8935 7007 6376 -1,97 -2,66 -0,94 158,67 95,12 88,50 Agudos do Sul 5195 6076 7221 8270 1,43 1,94 1,37 -68,16 -13,87 6,02 Almirante Tamandaré 34157 66159 88277 103204 6,19 3,26 1,57 69,16 85,84 76,82 Almirante Tamandaré recomposto 34157 66159 108686 128047 6,19 5,67 1,65 69,16 52,15 77,04 Araucária 34789 61889 94258 119123 5,38 4,79 2,37 58,66 42,00 75,62 Balsa Nova 5293 7515 10153 11300 3,24 3,40 1,08 78,74 55,57 160,53 Bocaiúva do Sul 12115 10657 9050 10987 -1,16 -1,80 1,96 255,21 -73,92 84,31 Bocaiúva do Sul recomposto 12115 10657 12661 17243 -1,16 1,93 3,14 255,21 63,25 35,94 Campina Grande do Sul 9800 19343 34566 38769 6,38 6,66 1,15 35,20 43,28 127,84 Campo Largo 54834 72523 92782 112377 2,57 2,78 1,93 40,26 41,59 33,28 Campo Magro . . 20409 24843 . . 1,99 . . 77,49 Cerro Azul 20006 21073 16352 16938 0,47 -2,78 0,35 -457,22 81,78 -270,83 Cerro Azul recomposto 20006 21073 22355 22665 0,47 0,66 0,14 -457,22 -250,45 -700,49 Colombo 62882 117767 183329 212967 5,87 5,04 1,51 72,00 52,65 107,22 Contenda 7558 8941 13241 15891 1,54 4,46 1,84 38,36 9,75 45,05 Curitiba 102498 0 131503 5 158731 5 175190 7 2,29 2,11 0,99 0,04 -8,65 -59,33 Fazenda Rio Grande . . 62877 81675 . . 2,65 . . 78,80 Itaperuçu . . 19344 23887 . . 2,13 . . 28,67 Lapa 35031 40150 41838 44932 1,25 0,46 0,72 -13,46 -35,75 -27,54 Mandirituba 15444 38336 17540 22220 8,62 -8,32 2,39 48,10 -17,70 39,98 Mandirituba recomposto 15444 38336 80417 103895 8,62 8,58 2,59 48,10 54,40 71,16 Pinhais . . 102985 117008 . . 1,28 . . 94,11 Piraquara 70641 106882 72886 93207 3,84 -4,16 2,49 95,92 -141,57 113,03 Piraquara recomposto 70641 106882 175871 210215 3,84 5,69 1,80 95,92 65,89 106,72 Quatro Barras 5717 10007 16161 19851 5,22 5,47 2,08 81,00 68,41 99,01 Quitandinha 12395 14418 15272 17089 1,38 0,64 1,13 -17,64 -73,09 82,20 Rio Branco do Sul 31780 38296 29341 30650 1,71 -2,92 0,44 -38,30 -3,41 -59,97 Rio Branco do Sul recomposto 31780 38296 48685 54537 1,71 2,70 1,14 -38,30 13,54 10,54

São José dos Pinhais 70643 127455 204316 264210 5,51 5,38 2,60 69,51 49,10 66,33 Tijucas do Sul 8001 10224 12260 14537 2,25 2,04 1,72 -2,43 46,50 83,28 Tunas do Paraná . . 3611 6256 . . 5,65 . . 3,68 Doutor Ulysses . . 6003 5727 . . -0,47 . . 211,96

(1) Desmembramentos: Tunas do Paraná (a partir de Bocaiúva do Sul, em 1990, Lei Estadual nº 9.236), Fazenda Rio Grande (a partir de Mandirituba, Lei Estadual nº 9.213, 1990), Itaperuçu (a partir de Rio Branco do Sul, Lei Estadual nº 9.437), Doutor Ulysses (a partir de Cerro Azul, pela Lei estadual n.º 9443, 1990, e inicialmente com o nome de Vila Branca), Pinhais (a partir de Piraquara, Lei Estadual n.º 9.906, 1992) e Campo Magro (originado de Almirante Tamandaré, Lei Estadual nº 11.221, 1995).

No entanto, antes que se chegue a deduções equivocadas sobre a “intensidade” da desconcentração demográfica na região, é importante apontar que Curitiba, em 2010, ainda representava mais de 47,21% da população regional.

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Deslocamentos populacionais metropolitanos na RMC

Segundo Tavares (2012), na análise das migrações e do desenvolvimento das áreas metropolitanas brasileiras 2 questões emergem: Qual a relação entre a mobilidade espacial e a estrutura urbana? E qual o papel dos movimentos populacionais nos processos de reorganização social interna nas metrópoles? Para responder devemos considerar a mobilidade espacial como uma importante estratégia empreendida pelas populações busca de melhoria de sua condição de vida e mesmo na produção de sua existência. No caso do Brasil e da RMC, o espaço urbano-metropolitano foi durante um longo período fundamental para um expressivo movimento de urbanização, pois a área atraíu expressivos montantes de indivíduos que para lá se deslocavam para residir e em buscar trabalho, inserção social, e elevação de suas condições de vida; o que ali tornou-se muito evidente a partir de 1990.

Para o Ipardes (2000), as regiões mais próximas foram as maiores origens dos fluxos que se direcionaram para a região metropolitana de Curitiba. De modo que ainda que atualmente, não exista uma razão prevalecente na explicação dos deslocamentos populacionais, existem vários elementos agindo sobre as lógicas de mobilidade espacial. Esta constatação coincide com o observado por RIGOTTI (2008), que argumenta que em termos de mobilidade espacial, as migrações, passaram por uma “regionalização dos fluxos” ao encurtamento de distâncias e a fragmentação dos mesmos.

Desdobrando-se sobre espaços metropolitanos, Brito e Marques (2005), apontam que na grande maioria os imigrantes interestaduais preferem as capitais, e os do interior as periferias metropolitanas. Já Tavares (2012), argumenta que os emigrantes destas regiões quando se deslocam, seja para o interior ou para os outros estados, partem mais da capital do que da periferia metropolitana, comportamento que indica que a capacidade de retenção migratória das capitais tem diminuído. Há que se destacar que alguns destes processos já foram observados nas metrópoles, e que segundo Cunha (2015), já na década de 1970 na aglomeração metropolitana de São Paulo, era possível identificar particularidades no interior da metrópole, vez que concomitantemente as concentrações populacionais nos municípios metropolitanos ocorriam processos de relocalização populacional interna naquele espaço. No período identificava-se que a maioria dos municípios atrativos na periferia eram os mais próximos à capital, com volume populacional elevado e taxa de imigração alta.

Já nos movimentos internos, para os demais municípios da periferia, se verificava que a origem no polo central era marcante, ou seja, os movimentos do núcleo para a periferia já eram visíveis, comportamento referendado pelo autor, quando aponta que as migrações intrametropolitanas estão iminentemente ligadas ao desdobramento de dois processos: a periferização da população (fruto de problemas urbanos ligados à utilização e valorização do

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solo) e a redistribuição espacial da atividade produtiva na região, comportamento que para Cintra, Delgado e Moura (2013) também se verifica na RMC.

Neste movimento de transformação Deschamps (2002), aponta que o incremento populacional, reprodutivo ou migratório, na RMC ocorreu em municípios adjacentes ao polo (Curitiba), o que também é percebido na Tabela 04, caso de Almirante Tamandaré, Araucária, Campina Grande do Sul, Campo Largo, Campo Magro, Colombo, Fazenda Rio Grande, Pinhais, Piraquara, Quatro Barras e São José dos Pinhais. Locais que são áreas de circunscrição territorial de administração pública no em torno da capital, transformando a região numa área contínua de ocupação, sendo que esta periferização da população começou a ser melhor delimitada a partir dos anos da década de 1980.

E segundo Deschamps y Delgado (2009) entre 1970 e 1980, Curitiba absorveu 66,8% do acréscimo populacional da RMC e o conjunto de municípios adjacentes 30,3%. E entre 1980 e 1991, este conjunto absorveu 48,2% e Curitiba, 51,8%. Porém na última década a situação se inverte, com Curitiba absorvendo 45,5%, enquanto o absorve 54,5%. Este comportamento se mantém em 2000 e 2010, como se percebe na tabela 05 que mostra os montantes de imigração e de emigração Intrametropolitana, bem como as trocas líquidas ocorridas entre os munícipios detentores dos maiores fluxos migratórios da região.

Tabela 05 - Imigração, Emigração e Saldos Migratórios Intrametropolitanos Região Metropolitana de Curitiba: 1995-2000 e 2005-2010 Municípios I % E % Saldo I % E % Saldo 1995 2000 1995 2000 1995 2000 2005 2010 2005 2010 2005 2010 Almirante Tamandaré 9044 7,70 2895 2,46 6149 6615 6,71 2353 2,39 4262 Araucária 6627 5,64 2889 2,46 3738 6512 6,60 2632 2,67 3879

Campina Grande do Sul 3657 3,11 1667 1,42 1990 2528 2,56 1659 1,68 869

Campo Largo 4606 3,92 2747 2,34 1858 4580 4,64 2526 2,56 2053

Colombo 16113 13,71 5836 4,97 10277 14114 14,31 5118 5,19 8996

Curitiba 11820 10,06 73639 62,66 -61820 8462 8,58 60326 61,16 -51864

Fazenda Rio Grande 12022 10,23 1424 1,21 10598 7110 7,21 1574 1,60 5537

Pinhais 9778 8,32 7306 6,22 2472 7997 8,11 5159 5,23 2839

Piraquara 13815 11,75 1864 1,59 11951 10636 10,78 1819 1,84 8817

São José dos Pinhais 15203 12,94 5347 4,55 9856 15667 15,88 4703 4,77 10964

Sub-total 102685 87,37 105615 89,86 -2930 84221 85,38 87870 89,08 -3649

Outros Municípios 14842 12,63 11912 10,14 2930 14424 14,62 10775 10,92 3649

Total 117527 100,00 117527 100,00 0 98645 100,00 98645 100,00 0

Fonte: IBGE - Censos Demográficos - 2000 e 2010 Contagem Populacional - 1996 e Estimativa Populacional para os Municípios Brasileiros em 01/07/2005 – cálculos do autor.

Na tabela 05, o que se vê é que no final do século passado e de 2000 a 2010, Curitiba correspondeu nos dois momentos a aproximadamente 62,66% e 61,16% do acréscimo populacional da Região Metropolitana, enquanto o conjunto de municípios adjacentes absorveu 30,3%, ao passo que entre 1980 e 1991, este mesmo conjunto absorve 48,2% e

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Curitiba, 51,8% deste aumento. Na última década a situação se inverte, com Curitiba absorve 45,5%, enquanto o conjunto absorve 54,5% do acréscimo populacional.

Além de receber expressivos fluxos do interior do Estado, a região é destino de montantes expressivos de imigrantes vindos doutras áreas do País. Em 1980, Deschamps, (2002) aponta que a área possuía 1.441.000 habitantes, dos quais 35% haviam realizado um movimento migratório para a região na década de 70, ou seja, residiam em municípios da RMC num tempo menor do que uma década. Apesar disto a migração intrametropolitana ganhou expressividade no decorrer das 2 décadas seguintes, quando ocorre uma elevação dela no volume de migrantes.

Fica evidente a redução da participação de Curitiba nas opções de mobilidade na RMC, pois vem perdendo, espaço no montante dos migrantes desde as décadas de 70 e 80; e na participação relativa e absoluta na recepção dos movimentos intrametropolitanos, intra-estaduais e interintra-estaduais, tabelas 05, 06 e 07. Contudo, há que se ressaltar, que mesmo perdendo participação no mesmo de 80% para 70,7% entre 2000 e 2010, ela ainda é o local de maior absorção dos indivíduos que se deslocam para trabalhar ou estudar. Percebe-se então que a atratividade e a seletividade populacional liga-se à concentração das atividades produtivas, gerando oportunidades, diretas e indiretas, de trabalho cujos crivos de inserção elevaram-se. A isto se soma a redução das oportunidades de inserção produtiva no interior do Estado e fora dele, diminuição da fronteira agrícola do Norte do País e o estreitamento no mercado de trabalho urbano-industrial do Centro Sul, tabela 07.

Tabela 06 - Imigração, Emigração e Saldos Migratórios Intraestaduais RMC: 1995-2000 e 2005-2010

Municípios I % E % Saldo I % E % Saldo 1995 2000 1995 2000 1995 2000 2005 2010 2005 2010 2005 2010 Almirante Tamandaré 4967 3,44 475 0,91 4492 1817 2,34 274 0,50 1543 Araucária 5782 4,01 1498 2,87 4284 3721 4,79 981 1,80 2740

Campina Grande do Sul 1948 1,35 237 0,45 1711 817 1,05 233 0,43 584

Campo Largo 3858 2,67 703 1,34 3155 2008 2,58 985 1,81 1023

Colombo 10714 7,42 952 1,82 9763 5551 7,14 1771 3,25 3780

Curitiba 79216 54,87 42316 80,98 36900 43333 55,74 45347 83,31 -2013

Fazenda Rio Grande 4790 3,32 219 0,42 4570 2296 2,95 345 0,63 1951

Pinhais 6546 4,53 685 1,31 5861 2405 3,09 740 1,36 1665

Piraquara 7018 4,86 499 0,96 6519 3096 3,98 470 0,86 2626

São José dos Pinhais 13260 9,19 2180 4,17 11080 8091 10,41 1907 3,50 6185

Sub-Total 138100 96 49764 95 88336 73135 94 53053 97 20083

Outros Municipios 6260 4 2493 5 3767 4604 6 1380 3 3224

Total 144360 100,00 52257 100,00 92103 77739 100,00 54433 100,00 23306

Fonte: IBGE, Censos Demográficos de 2000 e 2010 (elaboração NEPO/UNICAMP, Projeto Trajetórias)

Outros quatro municípios da área São José dos Pinhais, Colombo, Piraquara e Araucária, se destacam por responderem por parte relevante do movimento e todos fazem

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divisa com a capital. Dinâmica que demonstra certa seletividade na ocupação do espaço metropolitano vez que, segundo MOURA (2001), o valor da terra e da moradia e o custo das melhorias urbanas acabam por reservar para Curitiba habitantes com níveis abastados e direcionando grupos de menores rendimentos, bem como os migrantes para as áreas periféricas internas e de outros municípios da RMC.

Essa intensificação da expansão da área levou a consolidação do anel urbano no em torno de Curitiba que ocorreu sem fortalecer os municípios próximos gerando dissociação entre o local de moradia e o de consumo, de ocupação e de trabalho, visível no quadro 01, restringindo a cooperação na alocação de funções urbanas. O processo manteve os municípios mais distantes em posições de suporte às atividades rurais, pouco integrados à metrópole, de modo que nos arredores da capital consolidou-se um espaço de guarida a dinâmica metropolitana, diferente do recorte legalmente instituído. Mediante estes fatores mobilidade populacional e a migração na RMC na primeira década do séc. XXI já não possui o mesmo ímpeto das décadas anteriores, vez que apresentou menores rebatimentos no crescimento demográfico da região e de municípios, do que os resultados que aqueles apresentados nas década de 1970, 1980 e 1990.

Tabela 07 - Imigração, Emigração e Saldo Migratório Interestaduais RMC: 1995-2000 e 2005-2010

Municípios I % E % Saldo I % E % Saldo 1995 2000 1995 2000 1995 2000 2005 2010 2005 2010 2005 2010 Almirante Tamandaré 2039 2,10 341 0,55 1698 1012 1,09 575 0,86 437 Araucária 2406 2,48 955 1,55 1451 5033 5,44 983 1,46 4050

Campina Grande do Sul 1540 1,59 257 0,42 1283 1658 1,79 252 0,37 1406

Campo Largo 1452 1,50 1111 1,80 341 1413 1,53 871 1,30 542

Colombo 5144 5,30 860 1,39 4284 5194 5,61 732 1,09 4462

Curitiba 62526 64,46 52114 84,49 10412 60341 65,17 57990 86,24 2352

Fazenda Rio Grande 2574 2,65 269 0,44 2305 1307 1,41 267 0,40 1040

Pinhais 3661 3,77 512 0,83 3149 3155 3,41 585 0,87 2570

Piraquara 3357 3,46 341 0,55 3016 2106 2,27 435 0,65 1671

São José dos Pinhais 8257 8,51 2192 3,55 6064 8077 8,72 2407 3,58 5670

Sub-Total 92955 96 58952 96 34003 89297 96 65097 97 24201

Outros Municípios 4037 4 2725 4 1311 3288 4 2145 3 1143

Total 96992 100,00 61678 100,00 35314 92585 100,00 67242 100,00 25344

Fonte: IBGE, Censos Demográficos de 2000 e 2010 (elaboração NEPO/UNICAMP, Projeto Trajetórias)

Os dados visualizados nas tabelas 05, 06 e 07 sustentam a afirmação mostrando não apenas a redução da imigração total registrada nos municípios da RMC, mas também e, principalmente, do volume da imigração originada dentro do próprio Estado que atingiu os maiores montantes, quando comparados aos demais, comportamento que reforça a atração interna que a região exerce no Paraná, superando os demais municípios da UF, fato apontado por Rippel (2005). Neste sentido a redução da migração direcionada para a RMC e mais ainda

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aquela de origem intra-estadual é explicada basicamente pelo crescimento e estruturação de duas outras áreas de importante absorção da migração interna do Paraná: o Norte do Estado especialmente o eixo Londrina–Maringá, e o Oeste paranaense e o sua tríade de locais centrais formada por Cascavel, Toledo e Foz do Iguaçu. Rippel et all (2012).

Quadro 01- RMC- Pessoas com 15 anos ou mais que realizam mobilidade pendular por lugar de residência e de trabalho/estudo, segundo condição migratória. 2000/10

Local de residência

Modalidade migratória

Local de trabalho ou estudo

Total PIA Pendular Polo Subpolo Periferia

elitizada Periferia tradicional próxima Periferia tradicional distante 2000 201 0 2000 201 0 200 0 201 0 2000 2010 2000 2010 2000 2010 % Polo Não Migrante 0,0 0,0 66,6 70,1 18,1 15,9 14,0 12,2 1,4 1,7 13620 42981 Intrametropolitano 0,0 0,0 67,2 61,4 17,6 25,8 13,9 5,6 1,2 7,2 637 603 Intraestadual 0,0 0,0 37,2 66,3 39,3 21,0 16,9 12,7 6,6 0,0 183 1144 Interestadual 0,0 0,0 67,3 75,0 18,6 14,4 12,2 9,3 1,8 1,3 3569 5082 Total 0,0 0,0 66,5 70,4 18,4 16,0 13,6 11,9 1,5 1,7 18008 49810 Subpolo Não Migrante 93,3 90,0 2,2 3,0 2,5 3,9 2,0 2,8 0,2 0,4 42083 92592 Intrametropolitano 94,2 90,9 2,0 2,9 2,9 3,5 1,0 2,5 0,0 0,2 11092 13579 Intraestadual 100, 0 89,8 0,0 3,8 0,0 4,3 0,0 2,1 0,0 0,0 240 3593 Interestadual 93,3 91,2 1,8 3,2 3,2 3,6 1,7 1,9 0,0 0,1 21810 13787 Total 93,4 90,2 2,0 3,0 2,7 3,8 1,7 2,6 0,1 0,4 75223 12355 1 Periferia elitizada Não Migrante 88,4 81,7 6,2 10,2 1,0 1,4 4,4 6,5 0,0 0,1 12906 23942 Intrametropolitano 89,3 84,9 4,5 9,4 0,5 2,6 5,5 3,1 0,2 0,0 4019 3775 Intraestadual 60,7 79,0 23,2 8,8 0,0 6,5 16,1 5,7 0,0 0,0 60 678 Interestadual 86,3 81,9 7,9 10,6 1,3 1,3 4,4 6,2 0,0 0,0 6258 4413 Total 87,9 82,0 6,4 10,2 1,0 1,7 4,6 6,1 0,0 0,1 23243 32808 Periferia tradicional próxima Não Migrante 84,5 79,0 6,9 9,1 4,7 7,5 3,6 3,8 0,3 0,7 29428 81631 Intrametropolitano 82,3 78,1 5,9 11,2 9,6 7,8 1,8 2,1 0,4 0,8 12783 11790 Intraestadual 71,5 74,0 0,0 13,2 28,5 10,6 0,0 1,5 0,0 0,7 181 2379 Interestadual 86,0 77,6 5,0 10,4 7,6 9,2 1,2 2,6 0,1 0,1 19991 11073 Total 84,5 78,6 6,1 9,5 6,7 7,8 2,5 3,5 0,3 0,6 62384 10687 2 Periferia tradicional distante Não Migrante 56,8 46,6 18,0 24,1 0,3 1,4 19,3 16,6 5,6 11,3 1294 3727 Intrametropolitano 73,6 51,1 6,7 21,6 0,0 0,0 19,7 15,1 0,0 12,3 148 340 Intraestadual 0,0 50,9 100, 0 49,1 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 4 23 Interestadual 41,7 37,4 31,9 33,3 0,0 0,0 5,2 16,9 21,3 12,4 133 171 Total 57,0 46,6 18,3 24,4 0,2 1,2 18,1 16,4 6,4 11,3 1579 4261 Total Não Migrante 76,8 69,0 13,1 17,8 5,0 6,9 4,6 5,4 0,4 0,9 99331 24487 3 Intrametropolitano 86,0 82,8 5,6 8,4 5,8 5,5 2,4 2,6 0,2 0,7 28678 30087 Intraestadual 60,8 70,8 12,9 16,4 18,5 8,8 6,1 3,8 1,8 0,2 668 7817 Interestadual 83,1 71,9 8,4 17,2 5,7 6,7 2,6 3,8 0,2 0,4 51760 34526 Total 80,0 70,7 10,6 16,8 5,4 6,8 3,7 4,9 0,3 0,8 18043 7 31730 3

Fonte: IBGE, Censos Demográficos de 2000 e 2010 (elaboração NEPO/UNICAMP, Projeto Trajetórias)

As informações indicam que ocorreu na área um movimento de desconcentração do movimento migratório voltado para a RMC, dividindo-se de forma e evidente entre o polo, os sub-polos e as periferias tradicionais. Contudo, apesar do fluxo nominal da imigração

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interestadual para a área ter-se reduzido entre os períodos, a transformação no processo não modificou o alvo maior da mesma, que continuou concentrado em Curitiba que em 2000 respondia por 64,46% do fluxo e em 2010 sua participação se expandiu para 65,17%, o que demonstra que a capital continua sendo o grande destino dos migrantes interestaduais.

Comportamento similar é perceptível na análise dos dados sobre a imigração intra-estadual, considerando-se os dois períodos, ainda que em menores montantes de volume e de participação percentual Curitiba continuou sendo o principal destino, também deste fluxo. De fato, no quinquênio 1995-2000 a cidade absorveu 79216 migrantes intra-estaduais correspondendo a 54,87% do volume, já de 2005 a 2010, voltou a concentrar a maior parte desta migração; e o que se viu foi que apesar de absorver um volume menor de pessoas 43333 indivíduos, a capital deteve 55,74% do total da imigração intra-estadual sendo o restante distribuído principalmente entre os sub-polos e periferia tradicional próxima da área. E quando se observam os imigrantes cuja origem foi algum município da própria RMC, o que se vê é que os cenários que anteriormente existiam transformaram-se muito, vez que a mobilidade espacial dos indivíduos que foi vivenciada pela área levou ao fato de que os municípios que passaram a se destacar, fossem aqueles classificados como Subpolos, Periferia elitizada, Periferia tradicional próxima e mesmo aqueles denominados Periferia tradicional distante, tal como se pode ver no quadro 01 e nos mapas 2 e 3 a seguir

Mapa 2. Fluxos migratórios intrametropolitanos RMC – 1995 - 2000

Fonte: IBGE, Censos Demográficos de 2000 e 2010 (elaboração NEPO/UNICAMP, Projeto Trajetórias)

Contudo nos movimentos que ocorrem dentro da RMC a evidência dos movimentos é maior do que nos demais, o que é perceptível nos mapas 02 e 03 e nas tabelas 05, 06 e 07. Assim analisando-se os dados e se considerando os grupos de municípios formados e focando nos indivíduos de 15 anos ou mais que realizam mobilidade pendular, classificadas primeiro por lugar de residência segundo condição migratória, vê-se que a PIA da RMC, no quadro 01, indica que boa parte da distribuição demográfica da região ficou concentrada no nos Subpolos, na Periferia Elitiza e na Periferia Tradicional Próxima. Entretanto se focarmos a análise no local de trabalho ou estudo há uma inversão, pois o Polo é quem detém a maior

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concentração de indivíduos. Neste movimento de transformações a região inicialmente apresentava na maioria dos municípios um crescimento demográfico significativo, desempenho que não é observado apenas em municípios detentores de populações menores como Agudos do Sul, Balsa Nova, Campina Grande do Sul e Cerro Azul recomposto, mas que também ocorre naqueles locais com população superior a 100 mil habitantes; caso de São José dos Pinhais, Piraquara recomposto, Mandirituba recomposto, Colombo, Campo Largo e Araucária.

Mapa 3. Fluxos migratórios intrametropolitanos RMC – 2005/2010

Fonte: IBGE, Censos Demográficos de 2000 e 2010 (elaboração NEPO/UNICAMP, Projeto Trajetórias)

Neste processo, como se vê nos mapas e no quadro 01 intensificaram-se os fatores relacionados à expansão sobre os municípios vizinhos ao polo, principalmente em função do ingresso no mercado de trabalho, da proximidade física da área, do acesso aos meios de transporte, do alcance aos equipamentos e ferramentas dos serviços públicos, bem como das facilidades de acesso à terra. Ademais visualiza-se também na RMC um processo de periferização comum às regiões metropolitanas do país, ainda que, no caso dos cidadãos de Curitiba e do seu em torno, tenha acontecido um movimento de atração multivariada, que incluiu o discurso de “acesso à economia e à cidadania curitibanas”, esta transformação estimulou e fez aumentar os deslocamentos humanos endógenos e exógenos da área.

Os Deslocamentos Pendulares Diários na RMC

Ao se analisar a mobilidade residencial em uma região metropolitana é difícil deixar de reconhecer outro tipo de mobilidade que se não é diretamente condicionada a primeira, tem nela, um de seus importantes motores. Trata-se da mobilidade pendular (ou quotidiana) (Cunha, 2015). No caso da RMC vê-se que foram as áreas periféricas, particularmente as “tradicionais próximas”, que passaram a deter grande parte destes tipos de movimentos e que, portanto reuniram montantes expressivos de indivíduos migrantes no cenário intra-regional (no caso intametropolitano), passando a responder por maiores percentuais deste tipo de deslocamento humano.

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Esta transformação reduziu o peso do polo no processo, mas não conseguiu lhe retirar o papel de proeminência. Assim visando obter um melhor panorama do processo todo e também buscando analisar melhor a questão, trabalhou-se no sentido de revelar e realçar as tendências e características deste fenômeno na área buscando avaliar principalmente como o processo é influenciado pela migração e mobilidade residencial. Com este enfoque em mente foi construído o quadro 02, que expõem a intensidade da pendularidade da PIA (população em idade ativa)1 na RMC.

Os dados apontam que a intensidade da mobilidade pendular na área aumentou consideravelmente de 2000 para 2010, tanto para os migrantes quanto para os não-migrantes. Esta constatação sugere que a expansão territorial e redistribuição espacial da população não foram acompanhados por rearranjos na dispersão espacial dos setores econômicos, das atividades e dos serviços, sobretudo, daqueles que produzem uma elevação nos níveis dos empregos; ou seja, ocorreu um descompasso entre lugar de residência e atividades produtivas e educacionais, ademais este distanciamento acentuou-se ainda mais no período nas distintas categorias de municípios.

De modo geral, a partir das circunstâncias da região e do país, vários elementos que interferiram nas condições da migração na área; e tendo em vista a conjuntura demográfica e econômica e social da RMC e dos tipos de deslocamentos demográficos da área, percebe-se ali uma indiscutível relação entre as migrações e a mobilidade diária da região. De fato, se por um lado, os dados mostram que os “não migrantes” são menos “móveis”, menos dispostos a se deslocar do que os migrantes, por outro lado, as informações captadas revelam que os migrantes intrametropolitanos apresentam uma elevação e uma intensidade maior da sua mobilidade cotidiana que as demais modalidades de deslocamentos espaciais das pessoas. Há que se ressaltar, porém dois outros aspectos interessantes que se destacam de imediato na observação do quadro: a maior parte dos movimentos de mobilidade pendular tiveram como alvo e destino o polo. Seguido pelos subpolos regionais, pela periferia elitizada e pela periferia tradicional próxima, locais estes que em conjunto respondiam pela maior parte dos movimentos tanto em 2000 quanto em 2010.

Resultados que condizem com o crescimento econômico e o desenvolvimento da área, ambos via de regra esperados, já que, no primeiro caso, se está tratando das áreas onde se identificam níveis maiores de concentração de riqueza e de atividades produtivas e das áreas que – desconsiderando a capital -, seriam as que mais concentram população na região, ademais se soma a isto o fato de que estes locais são também destinos preferenciais da migração intrametropolitana.

1Embora o indicador utilizado seja basicamente uma proporção, o fato de se usar no denominador a PIA – portanto,

a população mais próxima daquela exposta ao risco da pendularidade –, ele também pode ser encarado como uma medida de intensidade do fenômeno.

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Na RMC percebe-se que as periferias tradicionais, em particular as próximas, mostram alguma participação entre os “destinos” da PIA pendular, fato que sugere que, em muitas destas áreas, existe potencial de geração de emprego, particularmente pela localização da atividades industriais de peso, como é o caso de Araucária, Almirante Tamandaré, Colombo, Pinhais, Piraquara e São José dos Pinhais, são alguns exemplos do processo. Ademais os municípios da RMC que apresentarem aumento na participação no total do movimento, seja por motivo de trabalho ou de estudos também se destacam com um aumento na entrada de pendulares e na imigração intrametropolitana, onde percebe-se o destaque de Almirante Tamandaré, Colombo, Fazenda Rio Grande, Pinhais, Piraquara e São José dos Pinhais, tendo uma participação relativa importante para o total da imigração na região. Vê-se assim que o que a acentuação dos deslocamentos e da mobilidade pendular reflete o panorama da desconcentração econômica e da população na área.

Quadro 002 - PIA por condição de pendularidade, segundo categoria de município e modalidade migratória. RMC – Região Metropolitana de Curitiba 2000 e 2010

Município de Residência

Modalidade migratória

Pendular Não Pendular

Total - PIA % 2000 2010 2000 2010 2000 2010 Polo Não migrante 2,11 5,36 97,89 94,64 956961 1220905 Intrametropolitano 7,55 13,50 92,45 86,50 8868 4987 Intraestadual 2,59 7,20 97,41 92,80 63304 35004 Interestadual 2,84 8,28 97,16 91,72 163260 112311 Subpolo Não migrante 16,55 23,86 83,45 76,14 265241 417805 Intrametropolitano 35,28 44,82 64,72 55,18 32233 31395 Intraestadual 21,59 27,02 78,41 72,98 25932 15220 Interestadual 23,93 29,27 76,07 70,73 73271 52091 Periferia Elitizada Não migrante 25,77 33,00 74,23 67,00 51246 78021 Intrametropolitano 42,76 51,51 57,24 48,49 9660 7688 Intraestadual 24,94 31,70 75,06 68,30 5897 2430 Interestadual 29,68 40,95 70,32 59,05 17256 11879 Periferia Tradicional Próxima Não migrante 20,18 33,24 79,82 66,76 151986 257955 Intrametropolitano 38,03 47,04 61,97 52,96 34552 25878 Intraestadual 32,29 33,56 67,71 66,44 16715 7803 Interestadual 32,23 39,63 67,77 60,37 48358 29992 Periferia Tradicional Distante Não migrante 3,03 7,01 96,97 92,99 67000 79478 Intrametropolitano 7,37 13,35 92,63 86,65 2407 3067 Intraestadual 2,49 5,08 97,51 94,92 1376 1411 Interestadual 5,25 9,12 94,75 90,88 3870 3717 Total Não migrante 7,37 13,74 92,63 86,26 1492434 2054164 Intrametropolitano 33,62 42,85 66,38 57,15 87719 73014 Intraestadual 12,49 16,32 87,51 83,68 113224 61869 Interestadual 14,07 19,83 85,93 80,17 306016 209990

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Esta dinâmica presente na RMC encontra-se claramente influenciada pela migração (embora não somente por ela), em especial, aquela de caráter intrametropolitano. Vê-se então que o papel da capital Curitiba se mantém praticamente inalterado como área atrativa dos movimentos pendulares ali ocorridos e oriundos das várias origens apontadas, inter-estaduais, intra-estaduais e intrametropolitanos.

Considerações Finais

Quando se analisam áreas de conformação metropolitana a que se atentar para um problema: os dados em âmbito municipal fazem com que a análise simplifique a realidade do tecido urbano porque se restringe às divisões administrativas que, como se sabe, são arbitrárias, especialmente quando em áreas muito integradas e usualmente conurbadas, especialmente numa como a RMC detentora de locais que ainda possuem importantes características rurais e suburbanas – caso de Adrianópolis, Contenda, Dr. Ulysses etc.; com outros lugares mais urbanizados, caso de São José dos Pinhas, Araucária e óbvio Curitiba.

Assim como se pôde perceber que a mobilidade espacial das pessoas na RMC apresentou uma relação próxima com a expansão das estruturas urbanas do Estado e do país, fato historicamente constatado e estudado com afinco. Vê-se também que na área os movimentos relacionados à expansão das metrópoles e dos territórios do seu “em torno” também se fazem presentes, porém estão coadunados às diversas dimensões e fatores de atração que fomentam importantes fluxos migratórios centrípetos para a região.

Dentre estes fatores, apontam-se: às estruturas e os equipamentos de serviços públicos, às condições de habitação e moradia, e o acesso ao mercado de trabalho, elementos que se conformam em importantes ferramentas de inserção das pessoas na economia, na sociedade e no meio ambiente demográfico. Isto apesar de ter ocorrido no território brasileiro e de modo especial no Paraná uma diminuição evidente da migração nas últimas décadas, especialmente de 2000 a 2010, e o que passa a ser interessante é o significado que esses movimentos apresentam especialmente no contexto metropolitano.

Isto porque no contexto da mobilidade espacial das pessoas e da migração, mesmo com um ritmo menor na década, na área existiu um aumento no volume da mobilidade espacial. Assim, pode-se dizer que no processo de metropolização paranaense passou a se fazer presente um desempenho menor, porém ainda significativo da RMC, principalmente em relação as demais áreas do Estado, dada a desconcentração e a reestruturação da economia Paranaense.

Então o que se viu na RMC foi que inicialmente, diminui o volume e a proporção das saídas do Município de Curitiba em direção aos municípios da periferia, interrompendo o

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comportamento de crescimento do movimento, e ao mesmo tempo, neste movimento prossegue a tendência de aumento dos fluxos populacionais entre os próprios municípios da periferia e do em torno da capital, transformação que aconteceu apesar do fato de que no país aconteceu uma redução nos montantes da migração de distâncias maiores.

Outrossim os movimentos pendulares da área apresentaram mudanças relevantes, especialmente pelo aumento do volume bem como da proporção de pessoas que realizam tais deslocamentos para outros municípios em função de trabalho e de estudos, aumento este que ocorreu em todos os municípios, pois a Região Metropolitana de Curitiba passou a ter aproximadamente 100.000 indivíduos se deslocando cotidianamente entre municípios, fora os que se movimentam internamente neles.

Vale notar que, apesar de em número menor se comparado aos outros deslocamentos e de ter pequena participação no total, o montante de pessoas que saem do núcleo para trabalhar na periferia cresceu na década, indicando a importância de se avaliar conjuntamente a saída de pessoas dos municípios, mas também a atração para trabalho exercida por cada um deles, portanto, algumas novas lógicas de mobilidade espacial se apresentam, especialmente a atinente a dinâmica metropolitana, impulsionada em municípios que historicamente eram considerados periféricos, mas que apresentam uma diversidade econômica e social elevada.

Cumpre ressaltar que a importância econômica da região influiu na aglutinação e centralização da rede urbana estadual, concentrando fluxos migratórios e atividades de maior complexidade num pequeno número de centros e regiões, que se constituem no polo central e nos subpolos: no caso da área Araucária, São José dos Pinhais, Campo Largo etc., demonstrando seletividade dos lugares com tendência concentradora. Apesar deste quadro de dinamismo e concentração econômica, os últimos dados econômicos e sociais, apontam que a proximidade e a inclusão na região metropolitana não foram suficientes para diminuir a distância socioeconômica que separa o polo dos demais municípios da região.

A guisa de exemplo o IPDM - Índice Ipardes de Desempenho Municipal demonstra que o índice de Curitiba, para o ano de 2010, era de 0,869, contra a média de 0,618 dos demais municípios, Isto porque ainda que estejam paulatinamente melhorando seus índices, os municípios não conseguem superar a distância qualitativa que possuem em relação à capital. Isto ocorreu mesmo com a presença de um processo de enriquecimento de outras cidades da região caso de São José dos Pinhais e Araucária. E mesmo esta mudança não foi suficiente para aproximá-las do desempenho do polo, e os deslocamentos pendulares centrípetos motivados principalmente pelos fatores trabalho e estudo, ainda retém grande importância no movimento e na vida das pessoas da área.

E se na análise focalizarmos as questões relativas à residência e habitação os deslocamentos das pessoas, vê-se que a mobilidade espacial regional mudou muito, pois as

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ações de especuladores imobiliários rebateram fortemente na sobrevalorização do setor e a expansão do polo modificou-se, pois preço e o custo de habitar a área central da RMC cresceram. Ou seja, as elevações dos custos de se habitar no polo, por qualquer motivo, fazem com que as migrantes pendulares sejam pessoas que residem em sua maioria no em torno da capital Curitiba, que residem nos assim chamados subpolos, nas áreas de periferia elitizada, de periferia tradicional próxima e nas áreas da periferia tradicional distante.

Ademais a análise também evidencia que estes indivíduos não se deslocam apenas para o centro, mas também entre as demais áreas Isto se dá porque grande parte dos fatores que contribuem para a aproximação ou mesmo do distanciamento entre as áreas consistem em elementos resultantes das ações das pessoas em sua procura por melhores condições de vida, mesmo que isto implique em deslocar-se diuturnamente de seus locais de moradia para ir ou para vir a outro lugar, em busca de trabalho, renda e qualificação pessoal. Assim, mesmo representativas transferências demográficas temporárias, Curitiba ainda é o município na RMC e no Estado que em termos de absorção de indivíduos detém os maiores montantes, apesar de se verificar que sua participação no processo encolheu.

Ocorre, porém que a participação da RMC no total dos movimentos tem diminuído, em termos intra-estaduais, e intra-regionais, e a relação do polo com os demais municípios do entorno e mesmo de outras áreas do Estado também seguiu esta tendência apontando para um processo de maior integração entre os municípios que compõem a RMC, mesmo assim a área no Estado mantém sua primazia e Curitiba na RMC mantém sua liderança detendo o maior volume nos fluxos migratórios e a maior parte da mobilidade pendular .

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