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Organicismo. Antonio Castelnou

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Academic year: 2021

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(1)

Organicismo

Antonio Castelnou

(2)

Introdução

 Se a década de 1920 foi um

período de difusão e propagação do

MOVIMENTO

MODERNO (1915/45)

, sustentado pela posição apolítica

defendida por Gropius e demais racionalistas – que acreditavam

que o trabalho coletivo não deveria se identificar com direções políticas – nos anos

1930, tal situação na Europa modificou-se.

(3)

 Em alguns países centrais, a crise política e socioeconômica acabou

bloqueando todas as experiências modernas concretas, especialmente as públicas, já que o debate político alterou-se: os partidos

democráticos lutavam pela sua sobrevivência devido a novos e crescentes movimentos autoritários que conduziram à guerra.

(4)

 O conflito entre o pensamento

moderno e os regimes autoritários de alguns países europeus isolou

todas as experiências

funcionalistas, chegando, por volta de 1935 e em diante, a uma total

supressão destas (Alemanha e Áustria) ou a um desenvolvimento

marginal (França e Itália), com a difusão do

ART DÉCO

.

Palais de Tokyo

- Atual Musée de l’Art Moderne

(1937, Paris França)

Jean-Claude Dondel (1904-89), André Aubert (1923-2010), Paul Viard (1880-?)

et Marcel Dastugue (1881-1969)

Léon Azéma (1888-1978), Jacques Carlu (1880-1976)

et Louis-Hippolyte Boileau (1878-1948)

(5)

 Ao mesmo tempo em que

o Nazismo ou o Fascismo pressionava as escolas liberais,

defendendo um ensino

convencional e academicista – além de apoiar uma arquitetura

monumental e celebralista – a crítica internacional começou

a pregar a ênfase por uma arquitetura e design modernos

mais humanos e livres, estes ligados a valores individuais e

tradicionais.

Kanzlei des Führers, Reichskanzlei Hittler’s Chancellery

(1937, Berlin Alemanha)

(6)

 Isto fez surgir uma nova vertente

do

FUNCIONALISMO

, através do trabalho de

projetistas, principalmente do Norte europeu. Esta nova versão

da arquitetura moderna propunha libertar-se de seus

dogmas racionalistas:

a pureza geométrica, a unidade e o universalismo.

Skogskrematoriet und Kapell

(1933, Skogskyrkogården Suécia) Erik G. Asplund (1885-1940) Alvar Aalto (1898-1976) Sanatorioum (1929/33, Paimio Finlândia) Paimio Chair

(7)

 Naquele momento, não era mais necessário propor um limitado

vocabulário plástico e rígidas fórmulas para se opor ao historicismo, como ocorreu na primeira fase: o problema era encontrar um elo entre

o utilitarismo e uma arquitetura mais familiar, cotidiana e folclórica.

Easy Armchair (1925, Estocolmo Suécia) Erik G. Asplund (1885-1940) Bodafors chairs Sven Markelius (1889-1972)

(8)

Organicismo

 Corrente funcionalista dos anos

1930 que criticava o geometrismo e universalismo dos racionalistas, voltando-se para a variedade das

formas oblíquas ou onduladas; e desprezando o emprego de

standards.

 Defendendo visões pessoais e

abordagens particulares, passou a se preocupar mais com o espaço

interno das edificações, assim como para com as condicionantes

psicológicas da forma. Pernilla Armchair (1934)

Bruno Mathsson (1907-88)

Liggstol Mod 36

(1936)

(9)

 Os organicistas passaram a

incorporar as mais recentes investigações sobre a ciência das

estruturas, o controle ambiental e a acústica das habitações.

 Para eles, o edifício ainda era

considerado como uma obra de arte expressiva, funcional e vinculada à vida moderna, mas

não deveria negar a

NATUREZA

nem as exigências individuais de seus

usuários.

Pavilhão Finlandês

(1939, Exp. Universal de N. York)

(10)

O pensamento dos organicistas

girava em torno de duas ideias:

 A apropriação das

características locais e tradições regionais, principalmente em relação a formas e materiais, além da renúncia à doutrina de modelos estereométricos.

A incorporação do fator

psicológico na lista das funções

programáticas, assim como das

preocupações com o bem-estar, o conforto e a reaproximação

com o meio ambiente natural. Extensão da Prefeitura Municipal (1917/37, Gothemburg Suécia)

(11)

 O

ORGANICISMO

difundiu-se principalmente a partir do

Norte europeu, através do trabalho dos escandinavos, mas teve como impulso fundamental a atuação de Frank Lloyd Wright

(1869-1959), que defendia uma arquitetura integrada à natureza, sem

menosprezar os avanços tecnológicos e materiais industrializados.

F. L. Wright (1869-1959)

Honeycob House

(1936/37, Stanford CA)

Taliesin West

(12)

 Assim, pode-se identificar duas fontes

irradiadoras do pensamento organicista na segunda fase do

MODERNISMO

:

 A europeia, expressa pelas

experiências escandinavas de apropriação da tradição, em especial na obra de Alvar Aalto (1898-1976).

 A norte-americana, referente à postura

de Frank Lloyd Wright (1869-1959), em uma visão reintegradora da arquitetura difundida na Europa pela

crítica antirracionalista somente nos anos 1930/40.

Kaufmann House

(1936/39, Bear Runn PA)

F. L. Wright (1869-1959)

Alvar Aalto (1898-1976)

Villa Mairea (1937/39,

(13)

 Procurando refletir, na sequência

e ordenação dos espaços

arquitetônicos, os movimentos reais e fundamentais do homem na edificação, a

ARQUITETURA

ORGANICISTA

reintegrou a completa realidade estrutural da

obra, em nome de um conceito ampliado de função: a função

psicológica e espacial; e não

somente técnico-utilitária ou físico-biológica.

Biblioteca Municipal

(1930/35, Viipuri Finlândia)

(14)

Pode-se dizer que, a partir da década de 1930, os

próprios mestres racionalistas acabam absorvendo

influências organicistas, como ocorreu com Walter

Gropius (1883-1969) e Le Corbusier (1887-1965).

Além deles, inúmeros outros arquitetos incorporaram

as preocupações do ORGANICISMO, destacando-se

os mestres nórdicos: Erik Gunnar Asplund

(1885-1940), Sven Markelius (1889-1972) e,

principalmente, Alvar Aalto (1898-1976).

(15)

Walter Gropius (1883-1969) & Edwin Maxwell Fry (1899-1987)

Impington Village College

(1939, Cambridgeshire GB)

Casa Errázuriz

(1930, Chile)

Le Corbusier (1886-1965)

(16)

Villa Le Sextant

(1935,

Les Mathes França)

Le Corbusier 1886-1965)

Villa Henfel (1934, Yvelines França)

(17)

 O arquiteto sueco ERIK GUNNAR ASPLUND (1885-1940), insatisfeito com a fórmula racionalista, procurou humanizar a arquitetura, baseado na

tradição romântica da Suécia, tornando-se pioneiro na valorização do fator psicológico na construção. Erik G. Asplund (1885-1940) Villa Snellman (1917/21, Danderyd Suécia)

Extensão da Prefeitura Municipal

(18)

 Procurando sempre alternar

as formas tradicionais às modernas, Asplund defendia

a CONTEXTUALIDADE

arquitetônica.

 Suas obras caracterizavam-se

pela imersão na paisagem natural e valorização dos interiores como compensação

psicológica da vida moderna.

Erik G. Asplund (1885-1940)

Skogskrematoriet und Kapell

(19)

Biblioteca Municipal (1918/27, Estocolmo Suécia) Erik G. Asplund (1885-1940) Pav. superior Pav. térreo

(20)

 Também sueco, SVEN

MARKELIUS (1889-1972) é considerado um dos pioneiros do racionalismo arquitetônico na Escandinávia, que, a partir dos anos 1930, começou a fazer

sutis referências à tradição nórdica, em uma interpretação

regional do funcionalismo.

Sala de Concertos

(1932, Hälsinborg Suécia)

(21)

Sven Markelius (1889-1972)

Villa Markelius

(22)

 Suas principais

características da arquitetura

e design de Markelius foram: a disposição aberta das

plantas, a elegância do colorido e dos pormenores, e

o uso delicado e harmônico de materiais naturais. Sven Markelius (1889-1972) Villa Myrdal (1937, Estocolmo Suécia) Bodafors Chairs (1932)

(23)

Pavilhão Sueco

(1939, Exp. Internacional de N. York EUA )

Sven Markelius (1889-1972)

(24)

Sven Markelius (1889-1972)

(25)

 Finalmente, ALVAR AALTO

(1898-1976) foi o arquiteto finlandês que, gradativamente,

criou uma nova organicidade, na qual nenhum elemento arquitetônico era livre por si

mesmo, ou seja, estrutura, fachadas, plantas e janelas; tudo interliga-se de modo a libertar o homem e o espaço.

Biblioteca Municipal

(1930/35, Viipuri, Finlândia)

(26)

 Aproveitando-se dos progressos industriais, Aalto reivindicava

maior modéstia (menor escala), maior habilidade com os detalhes (preocupação tecnológica) e maior preocupação com a vida humana

(psicologia e ergonomia), partindo para o regionalismo e uma racionalidade de formas funcionais não necessariamente ortogonais.

Alvar Aalto (1898-1976)

Sanatorium

(1929/33, Paimio Finl.)

(27)

Pav. superior Pav. térreo Alvar Aalto (1898-1976) Villa Mairea (1937/39, Noormarkku Finlândia)

(28)

 Entre 1932 e 1945, Aalto

desenvolveu móveis em

compensado curvo – como a Paimio Chair (1931/32) e a Chaise Loungue (1935/36) –

produzidos em série e concebidos conforme a linha orgânica do corpo, mas sempre levando em consideração a produção industrial

(pureza de linhas e planos), para possibilitar barateamento e

viabilidade executiva.

Paimio Chair & Teawagen

(1931/32)

Chaise loungue (1935/36)

(29)

Aino (1894-1949) & Alvar Aalto (1898-1976) Savoy vases (1937/38) Karhula Glass (1934)

(30)

C.I.A.Ms.

 Devido à complexidade temática

e necessidade de divulgação e atualização constante da arquitetura

funcionalista, foram realizados a partir de 1928 os chamados

CONGRESSOS

INTERNACIONAIS PELA ARQUITETURA MODERNA –

CIAMs, que ocorriam

periodicamente, visando a difusão das suas teorias e a formação de

novos arquitetos. IX CIAM (Aix-en-Provence) Le Corbusier Weissenhof Siedlung (1927, Stuttgart Alem.)

(31)

Basicamente, os

CIAMs

tinham dois

objetivos a serem atingidos:

 Confrontar de tempos em tempos

as experiências modernas a fim de

aprofundar os problemas surgidos com a industrialização (técnicas

construtivas; padronização e economia; urbanística, etc.)

 Decidir a melhor maneira de

apresentar ao público as soluções fossem encontradas pelos arquitetos

modernos (educação da juventude;

influência do Estado na realização arquitetônica, etc.).

IV CIAM (Atenas)

IX CIAM

(Otterloo)

(32)

 Sendo o primeiro realizado em 1928, em La Sarraz (Suíça), com 28

participantes, os CIAMs aconteceram até 1959, com a adesão dos países cada vez maior, começando com Alemanha, Áustria, Bélgica,

França, Holanda, Inglaterra e Itália, até Argentina, Brasil e EUA.

Principais Participantes do 1º CIAM (1928, La Sarraz):

Alberto Sartoris Josef Frank Ernst May Le Corbusier * Gerrit Rietveld Mart Stam

Hannes Meyer Max Ernst Hans Schmidt Pierre Chareau Hendrik Berlage Pierre Jeanneret Hugo Häring Sigfried Giedion

Primeiro Presidente: Karl Moser Prop. do Castelo: Hélène de Mandrot

(33)

O CIAM mais famoso foi o de Atenas

(1933), no qual foi produzida a CARTA DE ATENAS, considerado o mais importante documento do urbanismo moderno, publicado apenas em 1943 e seu autor identificado (Le Corbusier) só em 1957.

Algumas das suas conclusões foram:

A cidade e o campo dependem um do outro e são elementos

inseparáveis de uma mesma unidade regional, a qual deve ser tratada pelo PLANEJAMENTO URBANO;

O desenvolvimento urbano de cada cidade depende das suas

características geográficas, potencialidades econômicas e situação política e social;

As chaves do urbanismo moderno encontram-se em 04 (quatro)

funções a serem tratadas especificadamente: a habitação, o trabalho,

(34)

N Local de Realização Tema Ano

I La Sarraz, Suíça Fundação dos C.I.A.Ms. 1928

II Frankfurt, Alemanha Unidade mínima de habitação 1929

III Bruxelas, Bélgica Desenvolvimento racional do espaço 1930

IV Atenas, Grécia A cidade funcional (Carta de Atenas) 1933

V Paris, França Moradia e recreação 1937

VI Bridgwater, Inglaterra Podem nossas cidades sobreviver? 1947

VII Bérgamo, Itália Arquitetura como arte 1949

VIII Hoddesdon, Inglaterra O coração da cidade 1951

IX Aix-en-Provence, França A carta da habitação 1953

X Dubrovinik, Iugoslávia Habitat 1956

(35)

Estilo Internacional

Alguns autores reúnem em um único período,

que compreenderia de 1920 a cerca de 1970, o

chamado

FUNCIONALISMO

, que abrangeria a

etapa de formação e fundamentação teórica do

Movimento Moderno (décadas de 1910/20) e a fase

de disseminação e revisão (décadas de 1930/40).

Sua última etapa, nos anos 1950/60, seria a transição

de um estilo totalitário –

INTERNATIONAL STYLE

(36)

 Em 1932, com uma exposição

no Modern Museum of Art

(MoMA), de Nova York; e

a publicação do livro The

International Style: architecture since 1922, de

HENRY-RUSSELL HITCHCOCK (1903-87) e PHILIP JOHNSON

(1906-2005), constatou-se o nascimento de um novo estilo, fruto das

experiências modernistas.

MoMA – Museum of Modern Art

(1939, N. York EUA) Philip Goodwin (1882-1935) & Edward Stone (1902-78)

(37)

 Percebeu-se, já no início dos

anos 1930, a transformação do

MODERNISMO em um fenômeno meramente formal, apontando-se para o esgotamento

da linguagem racionalista como teoria arquitetônica.

 Tanto as críticas empreendidas

pelos organicistas como a reação academicista expressa pelo Art

Déco e o neoclassicismo pregado

pelos regimes autoritários comprovariam essa situação nos

anos seguintes.

Alvar Aalto (1898-1976)

Villa Tammekann (1932, Tartu Estônia)

Buck House

(1934, Los Angeles CA)

Rudolf Schindler (1887-1953)

(38)

 Reconheceu-se desde então que a

vontade utópica e o entusiasmo representados pela nova

experimentação formal moderna, iniciada com a Bauhaus de Dessau

(Década de 1920), haviam se reduzido a uma FÓRMULA ESTÉTICA, ou seja, um estilo ou

sintaxe de ordem internamente lógica, ao qual se seguiu o

fenômeno positivista de sua efetiva difusão em todo o mundo.

Gropius House (1938, Lincoln MA, EUA)

Walter Gropius (1883-1969)

Jean Prouvé (1901/84)

(39)

David Xavier de Azambuja (1910-82) & Equipe

Centro Cívico Estadual (1951/55, Curitiba PR)

Lucio Costa (1902-98) & Equipe

Prédio do M.E.S. – Atual Palácio Capanema

(1934/36, Rio de Janeiro RJ) Casa Modernista da Rua Itápolis (1923/25, São Paulo SP) Gregori Warchavchik (1896-1972) ARQUITETURA MODERNA NO BRASIL

(40)

 Tendo em vista que estava voltado a ideais universais, sem

referências locais ou particulares, o novo estilo recebeu o nome de

(41)

 O ESTILO INTERNACIONAL

foi resultado da síntese entre o Racionalismo e o Organicismo –

com predomínio do primeiro –, os quais tinham em comum principalmente o respeito ao

Estatuto Funcionalista,

enunciado pela primeira vez por

Louis Sullivan (1856-1954).

Form Follows Function

Richard Neutra (1892-1970)

Kauffman House

(1946/47, Palm Springs CA, EUA)

(42)

 Em geral, o ESTILO INTERNACIONAL,

consagrado nos anos 1940 a 1960, possuía três regras fundamentais:

 A passagem da composição de linhas

e massas para uma de planos e volumes (pureza geométrica e articulação

volumétrica);

 A passagem do equilíbrio estático,

simétrico e regular para uma harmonia dinâmica e dotada de variedade

(composição assimétrica);

 A passagem da historicidade e

decorativismo para uma universalidade e funcionalismo (ahistoricismo e

antiornamentalismo).

Sede da Organização das Nações Unidas ONU (1947/53, N. York EUA)

(43)

 Desde seu início, o

MODERNISMO reivindicava a necessidade de uma estética

nova, esta correspondente às novas ideias e necessidades da

sociedade industrial.

 Porém esta não nasceu da

arquitetura pré-existente, onde predominava a tradição e o ornamentalismo, mas sim de um

processo analítico de depuração de todas as contaminações

simbólicas intencionais.

Le Corbusier (1887-1965)

(44)

 A ARQUITETURA MODERNA foi fruto da teoria funcionalista,

dirigindo-se mais ao técnico que ao leigo, por se voltar mais à

RAZÃO (consciência) que à EMOÇÃO (sentimento): trata-se da

exaltação da dedução sobre a intuição.

Entenza House – CSH #9 (1945/49, Pacif Palisades CA)

Charles Eames (1907-78) & Eero Saarinen (1910-61)

Stahl House – CSH #22 (1959/60, West Hollywood CA) Pierre Koening (1925-2004)

CASE STUDY HOUSES

Arts & Architecture Magazine

(45)

 São os seguintes os valores essenciais do

International Sytle que começaram a ser

discutidos já a partir da década de 1950, fundamentando a ação pós-moderna:

1.

UNIVERSALISMO:

Autoproposição como solução genérica e universal para todos e quaisquer problemas construtivos, independente de cultura, lugar ou tempo;

2.

AHISTORICISMO:

Rompimento com a história da arquitetura, ou pelo menos com tudo aquilo anterior à Primeira Guerra Mundial (1914/18);

Paul Engelman (1891-1965)

Ludwig Wittgenstein House

(1929, Viena Áustria)

Casa Curuchet

(1949/53, La Plata Argentina)

(46)

3.

FUNCIONALISMO:

Elevação do programa funcional e da estrutura construtiva à posição de únicos referenciais para a geração

de formas arquitetônicas;

4.

ABSTRACIONISMO:

Formalmente, emprego de formas geométricas puras (antiornamentais), simples e/ou articuladas, com uso de

materiais industrializados (modernos ou tradicionais) e elementos como: pilotis, janelas longitudinais,

fachadas-cortina, coberturas planas, esqueletos estruturais, etc.;

Lina Bo Bardi (1914-92)

Casa da arquiteta (1946, São Paulo SP)

(47)

5

. ESQUEMATISMO:

Espacialmente, tendência a usar a planta livre (independência entre estrutura e vedação), composta por modulações, volumes puros e/ou compostos, divisões planas e/ou curvas, interpenetração de espaços, integração interior/exterior, etc.;

6.

URBANISMO

FUNCIONALISTA:

Respeito incondicional aos preceitos básicos ditados pela da Carta de Atenas

(1933), entre os quais: zoneamento das

funções; estandardização e racionalização de equipamentos urbanos; e supressão

de valores individuais e/ou históricos.

Brasília DF (1955/60)

(48)

Leitura Complementar

APOSTILA – Capítulo 08.

BANHAM, R. Teoria e projeto na primeira era da

máquina. 3. ed. São Paulo: Perspectiva, 2006.

BENEVOLO, L. História da arquitetura moderna. 3. ed.

São Paulo: Perspectiva, 1998.

THOENES, C. (Intr.). Teoria da arquitectura: do

Renascimento até aos nossos dias. Köln: Taschen, 2003.

ZEVI, B. A Linguagem da arquitetura moderna. Lisboa:

Referências

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