O Planeta
de Jade
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Título: O Planeta de Jade Título original: La Planète de Jade
Série adaptada para a televisão a partir da obra O Principezinho de Antoine de Saint-Exupéry por Matthieu Delaporte, Alexandre de la Patellière e Bertrand Gatignol, e realizada por Pierre-Alain Chartier. Adaptação para livro de Fabrice Colin, a partir do episódio O Planeta de Jade, escrito por Maud Loisillier e Diane Morel. Tradução: Ana Cristina Gonçalves
© 2012
De acordo com a obra-prima de Antoine de Saint-Exupéry Publicado originalmente por Gallimard Jeunesse em França Versão portuguesa produzida por Edições ASA II, S.A. – Portugal com autorização de LPPM
Projeto gráfico original: cedricramadier.com
1a. edição: junho de 2012 ISBN 9789892319384 Reservados todos os direitos Edições ASA II, S.A. Uma editora do Grupo Leya Rua Cidade de Córdova, no. 2
2610-038 Alfragide – Portugal Telef.: (+351) 214 272 200 Fax: (+351) 214 272 201 [email protected] www.asa.pt www.leya.com
O Planeta
de Jade
No asteroide B612, o Principezinho, a sua fiel Raposa e a sua querida Rosa vivem em harmonia até ao dia em que a Serpente matreira tenta seduzir a Rosa. Não conseguindo, e louca de raiva pelo seu fracasso, decide vingar-se. Apaga, um a um, todos os planetas da galáxia, desafiando o Principezinho a detê-la!
Acompanhado pela Raposa, o Principezinho lança-se na perseguição da Serpente, a bordo do seu avião, para salvar os planetas e os seus habitantes. Durante as perigosas missões, ele terá de decifrar enigmas e evitar as numerosas armadilhas que o inimigo lhe estende pelo caminho.
Mas, antes de partir, promete à Rosa escrever-lhe a contar as suas fabulosas aventuras.
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Sensível e corajoso, o Principezinho é um rapazinho com dons excecionais. Amigo das plantas e dos animais, sabe ver “com o coração”, para além das aparências.
Possui uma imaginação muito fértil e tem o poder de dar vida às mais
espantosas criaturas, bastando-lhe, para isso, soprar no caderno de
desenhos que traz sempre consigo. Diante do perigo, o Principezinho consegue transformar-se. Ao colocar uma mão sobre o coração, aparece vestido com o seu fato coberto de estrelas e com uma espada mágica na mão, com cuja lâmina cintilante ele pode combater as Ideias Negras e desenhar toda a espécie de criaturas que ganham vida e o ajudam nas suas missões. A Serpente que se acautele!
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A Raposa acompanha o Principezinho em todas as aventuras. Cómica, muitas vezes resmungona, por vezes um pouco medricas, ela gosta que lhe deem atenção. Mas também é astuta e de uma fidelidade cega. Nunca abandona o amigo nos momentos difíceis.
Para ela, depois de uma aventura cheia de emoções, não há nada melhor do que um jogo de damas!
Vaidosa por natureza, impaciente e frágil, a Rosa é a melhor amiga do Principezinho, a sua apaixonada confidente.
Sozinha no seu planeta, ela aguarda cada carta do Principezinho como se de um
tesouro se tratasse e vive as suas aventuras através das palavras que ele lhe envia para lá das estrelas…
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Astuta e sedutora, a Serpente utiliza os maus pensamentos dos adultos para semear a desordem por onde passa.
O que mais a enerva no Principezinho é a sua inocência. Se, pelo menos, conseguisse que ele fosse menos perfeito!
Estas criaturas negras como o carvão são soldadinhos fiéis que ajudam a Serpente a
cumprir a sua detestável tarefa. Obedecem sempre às ordens do
mestre, mas são profundamente estúpidas. No entanto, quando atacam
em grupo sob a forma de um monstro, tornam-se muito
perigosas!
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al o avião do Principezinho ater-rou no planeta, uma borboleta apro-ximou-se a esvoaçar. A Raposa correu atrás dela.– Para! O que estás tu a fazer?! – perguntou o Principezinho.
– Não consigo – respondeu a Rapo-sa. – Sou um animal selvagem e o meu instinto fala mais alto!
Pedras e silvas
1
P E D R A S E S I LVA S
Rosnando como uma fera, a Raposa continuou a perseguir a borboleta. O Principezinho seguiu-a, a rir-se.
– Deixa-a sossegada! Essa borboleta é rápida de mais para ti.
A Raposa, que não o ouvia, continua-va a saltar sem conseguir apanhar a sua presa, até que bateu com o focinho numa porta marcada com o número B356.
– Ai!
– Parabéns! Mas que belo instinto! – troçou o Principezinho.
Resolveu então empurrar a porta com todo o cuidado, que cedeu com um es-talido. Os dois desequilibraram-se e vi-ram-se encavalitados numa enorme raiz que serpenteava como um escorrega por entre árvores enormes! Debaixo de um céu azul, o Principezinho e a Ra-posa escorregavam a toda a velocida-de por entre os troncos. Não tardaram em descobrir umas antigas muralhas.
P E D R A S E S I LVA S
Quando a Raposa colocou a pata em cima de uma das pedras, esta soltou-se, mas o Principezinho conseguiu agarrar a sua amiga antes que esta caísse no vazio juntamente com a pedra. Vindos das profundezas, ouviram risos sinis-tros. Eram as Ideias Negras!
Rapidamente, o Principezinho retirou do bolso o seu caderno, folheou-o e so-prou sobre uma das páginas. Foi então
P E D R A S E S I LVA S
que um aparelho, que mais parecia uma torradeira com rodinhas, apareceu e o Principezinho e a Raposa saltaram logo para cima dele. Depois de um ar-ranque precipitado, começou uma per-seguição vertiginosa: o veículo com rodi-nhas penetrou num silvado gigantesco com as Ideias Negras no seu encalço. Assustados, o Principezinho e a Rapo-sa agarravam-se com unhas e dentes!
P E D R A S E S I LVA S
De repente, uma das rodinhas emba-teu num espinho. Catapultados pelos ares, os dois amigos foram aterrar, aos gritos, no meio das silvas.
Naquele momento, ouviram ali per-to uma voz chamar:
– Mica? És tu?
– Não, não é o Mica – respondeu o Principezinho –, mas estamos mesmo a precisar de ajuda. Por favor, não se vá embora!
– Não vos estou a ver. Onde é que estão?
– Aqui! Debaixo das silvas! Está a ver a minha mão? – disse o Principezinho.
– Ah, sim! Não se preocupem que vou tirá-los daí num instante!
Foi então que um pequeno ser de pe-dra levantou um enorme ramo para os ajudar a soltarem-se.
– Estão bem? – perguntou o ser de pedra.
P E D R A S E S I LVA S
– Sim, estamos, obrigado! Eu sou o Principezinho e esta é a minha amiga Raposa.
O recém-chegado bateu os punhos de pedra um contra o outro, produ-zindo faíscas.
– Eu sou o Níquel, do povo dos Litia-nos. Não precisam de me agradecer. Sempre que alguma coisa se mexe no meio das silvas, vou ver o que é.