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ON-LINE. 29 de junho a 2 de julho de 2021 ANAIS

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(1)

ANAIS

29 de junho a 2 de julho de 2021

(2)

RENORBIO 2021

III Encontro de Biotecnologia do Nordeste

29 de junho a 02 de julho de 2021

Evento online

Apoio:

Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN)

Sociedade Brasileira de Genética (SBG)

Associação Nacional de Empresas de Biotecnologia

e Ciências da Vida (ANBIOTEC)

(3)

ÍNDICE

Comissão Organizadora

...4

Programa

...5

Resumos

Agropecuária ...11

Indústria ... 25

Recursos Naturais ...41

Saúde ...102

(4)

COMISSÃO

ORGANIZADORA

Dra. Lucymara Fassarella Agnez Lima

Coordenadora Geral do Programa RENORBIO (UFRN)

Dra. Sílvia Regina Batistuzzo de Medeiros

Vice-Coordenadora do RENORBIO (UFRN)

Dra. Susana Margarida Gomes Moreira

(UFRN)

Dra. Maria Aparecida Medeiros Maciel

(UNP)

Dra. Ana Lúcia Abreu-Silva

(UEMA)

Dra. Silvia Helena Barem Rabenhorst

(UFC)

Dra. Sueli Rodrigues

(5)

PROGRAMA

29/06/2021

17h00

17h30

ABERTURA DO RENORBIO 2021

Dra. Lucymara Fassarella Agnez Lima (UFRN, Natal, RN)

17h30

18h30

CONFERÊNCIA DE ABERTURA

Panorama da Biotecnologia no Brasil e no mundo

Dr. Luiz Antônio Barreto de Castro (CEO da Agropecuária

Biotecnologia Consultoria e Projetos, ABCP, Brasil)

Moderadora: Dra. Lucymara Fassarella Agnez Lima

30/06/2021

09h00

10h45

SIMPÓSIO 1

15 anos da RENORBIO: passado, presente e futuro

Moderadora: Dra. Lucymara Fassarella Agnez Lima (UFRN, Natal,

RN)

Coordenação UECE (2006 - 2012)

Dr. José Ferreira Nunes (IECE, Fortaleza, CE)

Coordenação UFRPE (2012-2014)

Dra. Maria Madalena Pessoa Guerra (UFRP, Recife, PE)

Coordenação UFRPE (2014-2017)

Dra. Aurea Wischral (UFRP, Recife, PE)

Coordenação UFRN (2017-2021)

Dra. Lucymara Fassarella Agnez Lima (UFRN, Natal, RN)

Coordenação UFAL (2021- )

Dra. Marilia Oliveira Fonseca Goulart (UFAL, Maceió, AL)

10h45

12h15

SIMPÓSIO 2

Sucesso dos egressos RENORBIO

Moderador: Dr. Daniel Dias Rufino Arcanjo (UFPI, Teresina, PI)

Peptídeos vasoativos: Interação Brasil-Dinamarca

Dr. Daniel Dias Rufino Arcanjo (UFPI, Teresina, PI)

Pickcells - IA no apoio à diagnóstico médico

Dr. André Caetano Alves Firmo (Co-Founder and Scientist Chief

at Pickcells, Recife, PE)

Aplicação do recurso natural óleo de copaíba em

(6)

14h00

15h30

SIMPÓSIO 3

Desafios de empreender em biotecnologia

Moderadora: Dra. Vanessa Silva da Silva (Presidente da

ANBIOTEC Brasil, Belo Horizonte, MG)

Empreendedorismo em biotecnologia

Dra. Vanessa Silva da Silva (Presidente da ANBIOTEC Brasil,

Belo Horizonte, MG)

A Inovação na Indústria Farmacêutica Nacional - Modelos

internos e de Parcerias

Dr. Avaniel Marinho (Hebron Farmacêutica, Brasil)

Superando os desafios de se empreender em Biotecnologia

Ambiental: case APLYSIA

Dra. Tatiana Heid Furley (APLYSIA Tecnologia para o Meio

Ambiente, Vitória, ES)

Da pesquisa básica ao desenvolvimento de um produto

biorremediador: trajetória da spin off MicroCiclo

Dra. Carolina Fonseca Minnicelli (UFRN, Natal, RN)

15h45

17h15

SIMPÓSIO 4

Biotecnologias aplicadas ao enfrentamento da COVID-19

Moderadora: Dra. Vivian Nogueira Silbiger (UFRN, Natal, RN)

Testes diagnóstico para Covid19 baseados em Biossensores

Dra. Rosa Fireman Dutra (UFPE, Recife, PE)

Nanomateriais uma nova ferramenta no diagnóstico e

tratamento de Covid-19

Dra. Anielle Christine Almeida Silva (UFAL, Maceió, AL)

Marcadores genéticos e moleculares na condição cardíaca da

Covid-19

Dra. Vania Marilande Ceccatto (UECE, Fortaleza, CE)

O que a predisposição genética pode nos dizer sobre a

gravidade do COVID-19?

Dra. Vivian Nogueira Silbiger (UFRN, Natal, RN)

17h30

(7)

01/07/2021

09h00

10h30

SIMPÓSIO 5

Biotecnologia em Saúde

Moderadora: Dra. Sandra Lucia Ventorin von Zeidlerl (UFES,

Vitória, ES)

O papel da Biotecnologia na Saúde Humana e seu impacto no

SUS

Dr. Tiago Collares (UFPel, Pelotas, RS)

Avaliação de risco de câncer com foco na poluição do ar:

modelos de estudos de poluição do ar e a relação com a saúde

humana

Dr. Marcos Felipe de Oliveira Galvão (Instituto Karolinska,

Suécia)

Diagnóstico de HPV em tumores por hibridização in situ

usando sondas de RNA

Dra. Sandra Lucia Ventorin von Zeidlerl (UFES, Vitória, ES)

Aplicação de polissacarídeos sulfatados de macroalgas verdes

para regeneração óssea

Dra. Susana Margarida Gomes Moreira (UFRN, Natal, RN)

10h45

12h00

SIMPÓSIO 6

Recursos Naturais: potencialidades, aplicações e

empreendedorismo

Moderadora: Dra. Maria Aparecida Medeiros Maciel

(Universidade Potiguar, Natal, RN)

Empreender com microrganismos probióticos aplicados a

alimentos e cosméticos

Dr. Luciano Avallone Bueno (UFABC, Santo André, SP)

Da prospecção do produto natural à patente: o caso da

própolis vermelha sergipana

Dr. Ricardo Luiz Cavalcanti de Albuquerque Júnior (ITP,

Aracajú, SE)

Nanotecnologia SNEDDS e eficácias fitoterapêuticas

Dra. Maria Aparecida Medeiros Maciel (Universidade Potiguar,

Natal, RN)

(8)

14h00

15h30

SIMPÓSIO 7

Biotecnologia aplicada a biorremediação costeira

Moderadora: Dra. Lucymara Fassarella Agnez Lima (UFRN, Natal,

RN)

Comunidade microbiana associada com o óleo derramado no

Nordeste e microrganismos-chaves para biodegradação

Dra. Vania Maria Maciel Melo (UFC, Fortaleza, CE)

Derramamento de óleo na região do litoral alagoano:

diagnóstico, monitoramento e proposição de medidas de

mitigação

Dr. Josué Carinhanha Caldas Santos (UFAL, Maceió, AL)

Metagenômica aplicada a biorremediação de hidrocarbonetos

Dra. Lucymara Fassarella Agnez Lima (UFRN, Natal, RN)

15h45

17h15

SIMPÓSIO 8

Biotecnologia em Agropecuária, suporte para o

desenvolvimento do país

Moderadora: Dra. Ana Paula Ribeiro Rodrigues (UECE, Fortaleza,

CE)

Biotecnologia e Biomarcadores de contaminação aquática:

produtos gerados a partir da formação no doutorado da

RENORBIO

Dra. Raimunda Nonata Fortes Carvalho Neta (UEMA, São Luís,

MA)

The study of reproductive biology and health in humans and

animal models: a proteomics approach

Dr. Arlindo Alencar Moura (UFC, Fortaleza, CE)

Criopreservação de ovário e folículos pré-antrais: potencial

para a preservação da fertilidade de fêmeas caprinas e ovinas

Dra. Ana Paula Ribeiro Rodrigues (UECE, Fortaleza, CE)

Herança citoplasmática e reprogramação nuclear. Quando

poderemos ter idênticos embriões em escala?

Dr. Flávio Vieira Meirelles (FZEA/USP, Pirassununga, SP)

17h30

(9)

02/07/2021

09h00

10h30

SIMPÓSIO 9

Bioctecnologia Industrial Avanços e Perspectivas

Moderadora: Dra. Sueli Rodrigues (UFC, Fortaleza, CE)

Surfactantes de base biológica: moléculas versáteis para

aplicações biotecnológicas inovadoras

Dra. Lígia Rodrigues (Universidade do Minho, Braga, Portugal)

Avanços e Perspectivas da Biotecnologia Industrial Aplicada a

Produção de Alimentos

Dra. Sueli Rodrigues (UFC, Fortaleza, CE)

Bioprocessos para produção de vacinas: desafios para alcançar

a produção industrial

Dra. Viviane Maimoni Gonçalves (Instituto Butantan, São Paulo,

SP)

Enzimas de interesse da indústria farmacêutica

Dra. Ana Lucia Figueiredo Porto (UFRPE, Recife, PE)

10h45

12h15

SIMPÓSIO 10

Investimento e aceleração de startups

Moderador: Dr. Marcel Martins (Diretor de Relacionamento

PD&I-Mercado ANBIOTEC, CEO&CTO Magtech Brasil)

Estruturação de empresas de base tecnológica e captação de

recursos de acordo com o nível de maturidade tecnológica e

inovadora da empresa

Dr. Marcel Martins (Diretor de Relacionamento PD&I-Mercado

ANBIOTEC, CEO&CTO Magtech Brasil)

Estratégias de relacionamento startups e corporate venture -

oportunidades de aplicação da Lei de Inovação e dos incentivos

fiscais da Lei do Bem

Dr. Mabel Alvarado (Vice Presidente ANBIOTEC, CEO Alcance

Innovation Consulting)

Apoio da FINEP para startups: O céu é o limite

Dr. Paulo Jose Pereira de Resende (FINEP)

(10)

14h00

15h30

SIMPÓSIO 11

Licenciamento e transferência de biotecnologias

Moderadora: Dra. Marilia Oliveira Fonseca Goulart (UFAL,

Maceió, AL)

Empreendedorismo científico: novos negócios e inserção no

mercado

Dra. Isabela Allende (Fundação Biominas, Belo Horizonte, MG)

Patentes e o programa de mentoria do INPI: Invenções,

Inovações e Aspectos Importantes a Serem Considerados

Dr. Hélio Santa Rosa Costa Silva (INPI/Sergipe, Aracajú, SE)

Licenciamento de peptídeos bioativos: cases de fracasso e de

sucesso

Dr. Octavio Luiz Franco (UCB, Brasília, DF)

Do laboratório ao campo: dificuldades na trajetória

Dr. Antonio Euzebio Goulart Sant´ana (UFAL, Maceió, AL)

15h30

16h45

SIMPÓSIO 12

Desafios e perspectivas no registro de produtos tecnológicos

sanitariamente regulados

Moderador: Dr. Henrique Carvalho Alves (Diretor de Assuntos

Regulatórios ANBIOTEC BRASIL, Belo Horizonte, MG)

Panorama geral regulatório no Brasil

Dr. Márcio Henrique Lacerda (Fundador e CEO da Enzytec

Biotecnologia, Belo Horizonte, MG)

Perspectiva da regulação e registro de medicamentos

Dr. Henrique Mansano Rosa Oliveira (Professor IPOG e

especialista em Assuntos Regulatórios, Gestão da Assistência

Farmacêutica e Vigilância Sanitária. Servidor de carreira da

Anvisa)

Desafios do setor regulado: Da bancada ao mercado

Dr. Luiz Eduardo Costa (Diretor da Sisqualy, Brasília, DF)

17h30

(11)
(12)

A

GR

OPECU

ÁRIA

Desenvolvimento de ensaio clínico com hemoproduto imunológico

para transferência de anticorpos em neonatos equinos

Andrezza Caroline Aragão da Silva1; Maria Acelina Martins de Carvalho2

1Universidade Federal do Piauí. [email protected]; 2Universidade Federal do Piauí

RESUMO

O plasma hiperimune equino é amplamente utilizado na clínica médica da espécie, principalmente na neonatologia, sendo indicado como colóide natural, fornecedor de fatores de coagulação, enzimas, proteínas plasmáticas e fonte de imunoglobulinas. As indicações, terapêutica e transfusional, são difundidas na Medicina Veterinária, por meio de diversas publicações que comprovam a eficiência no tratamento de distúrbios eritrocitários, hipovolemias, falha de transferência de imunidade passiva, sepse, colites, hiperproteinemia, doenças renais, expansão plasmática e tratamento e prevenção do

Rhodococcus equi, além dos fatores de coagulação. A conservação e o transporte de bolsas do plasma

hiperimune a temperatura abaixo de 8ºC acarretam perdas do material e da qualidade dos hemocomponentes. Este fato, faz com que os desafios e objetivos de pesquisadores na área de saúde animal, sejam constantes, em busca de apresentações de fácil manipulação, eficácia comprovada e viabilidade mercadológica. O hemoproduto desenvolvido a partir do plasma hiperimune equino utilizando a técnica de spray dryer. (Deposito INPI, Registro BR 10 2019 014892 6), viabilizou a apresentação de um novo fármaco em pó com reconstituição liquida em soluções e com características organolépticas resistentes a altas temperaturas e de fácil transporte. Este estudo objetiva avaliar a transferência de anticorpos do spray dryer do plasma hiperimune equino desenvolvido em potros recém-nascidos por meio da avaliação in vitro e in vivo quando comparado ao plasma hiperimune congelado. Serão utilizados 21 neonatos, divididos em três grupos, cada um com 7 animais. O Grupo 1: animais que não receberão plasma; Grupo 2: animais que serão submetidos à administração intravenosa de 10 mL/kg de plasma hiperimune congelado; Grupo 3: animais, que serão submetidos à administração intravenosa de 5g do hemoproduto. A colheita do sangue será realizada pela veia jugular utilizando um tubo de 5 mL com EDTA, um de 9 mL sem anticoagulante e um de 9mL contendo heparina sódica. Para obtenção dos valores basais dos animais (T0), a primeira amostra será coletada no dia anterior à realização da primeira aplicação de hemoproduto desidratado de plasma hiperimune equino. As demais amostras serão obtidas no tempo T1=30min, T2=2h, T3=4h, T4=24h, T5=48h, T6=7d e T7=14d) após a realização do procedimento e os testes biológicos visam avaliar in

vitro e in vivo o potencial imunológico em neonatos equinos. Espera-se, com o desenvolvimento desse

ensaio clínico, resultados positivos na obtenção e caracterização da eficiência farmacêutica com atividade imunológica a partir do hemoproduto biotecnológico. Dessa forma, a terapia com o novo fármaco poderá apresentar potencial para a transferência imunitária, contribuindo como terapêutica alternativa e complementar na medicina veterinária.

Palavra-chave: medicina equina; plasma hiperimune; imunoglobulina

(13)

A

GR

OPECU

ÁRIA

Efeitos da melatonina na retomada e progressão da meiose de

oócitos provindos de folículos antrais médios bovino maturados in

vitro

Bianca Régia Silva 1; José Roberto Viana Silva 1; Ana Liza paz Souza Batista 1; Venância

Antonia Nunes Azevedo 1; Francisco das Chagas Costa 1

1 Universidade Federal do Ceará

RESUMO

A melatonina (N-acetil-5-metoxitriptamina) é um hormônio produzido e secretado principalmente pela glândula pineal e exibe efeitos imunomoduladores, citoprotetores, além de ser um potente antioxidante contra o estresse oxidativo de espécies reativas de oxigênio (ROS), que é uma das principais causas de gametas defeituosos ou embriões mal desenvolvidos em tecnologia de reprodução assistida (ART) incluindo a maturação in vitro (MIV). Nesse sentido, protocolos de MIV vem sendo desenvolvidos com a adição de suplementos antioxidantes naturais como a melatonina. O presente estudo objetivou investigar a ação da melatonina durante a MIV de oócitos de folículos antrais médios bovinos (3,0- 6,0 mm) após submetidos a pre-MIV. Inicialmente, complexos cúmulos oócítos (OCCs) foram pré-maturados em meio TCM (controle) com 3-isobutil-1- metilxantina + forskolin + peptídeo natriurético do tipo-C durante 8 h, 38,5 ° C, com 5% de CO2. Após a pré-maturação, os OCCs foram maturados

na presença de diferentes concentrações de melatonina (10 -7; 10 -8 e 10 -9 M). Posteriormente a MIV,

a configuração da cromatina foi avaliada e analisada sob microscópio epi-fluorescente invertido (Leica, DMI4000B). Uma maior percentagem de oócitos em metáfase I e II após maturação em meio suplementado com melatonina em todas as concentrações foi observada, quando comparado com o TCM (controle). Além disso, verificou-se uma maior percentagem de oócitos em metáfase I após maturação em meio suplementado com 10-7 M ou 10-8 M de melatonina quando comparado com o TCM (controle) ou demais tratamentos. Em conclusão, a maioria dos oócitos suplementados com melatonina após a MIV conseguiram atingir os estágios de MI e MII, evidenciando ação positiva da melatonina na retomada e progressão meiótica de COCs oriundos de folículos antrais médios bovino. Palavra-chave: Antioxidante; Retomada meiótica; Avaliação da cromatina

Agradecimentos: CNPq, Labirep e UFC

(14)

A

GR

OPECU

ÁRIA

MAPEAMENTO DA TEMPERATURA DA SUPERFÍCIE

CORPORAL DE BÚFALAS LEITEIRAS (BUBALUS BUBALIS)

POR TERMOGRAFIA INFRAVERMELHA

Breno Araújo de Melo1; Sybelle Georgia Mesquita da Silva1; Alberto Couto Gusmão4; Angelina

Bossi Fraga1; Arthur do Silva Pimentel2; Neuriane Cavalcante da Silva2; Andreza Caroline

Gomes da Paz2; Vitória Regina Viana dos Santos2; Raisa Rodrigues Santos Rios3

1Rede Nordeste de Biotecnologia - RENORBIO/Universidade Federal de Alagoas.

[email protected]; 2Centro de Ciências Agrárias - CECA/Universidade Federal de Alagoas; 3Doutora egressa pela Rede Nordeste de Biotecnologia ? RENORBIO/Universidade Federal de

Alagoas; 4Msc. em Zootecnia

RESUMO

A termografia infravermelha (TIV) tem sido uma ferramenta promissora na produção animal como técnica de detecção da variação térmica corporal, doenças e distúrbios fisiológicos dos animais. Entretanto, a maior parte dos estudos tem sido conduzido na espécie bovina. O objetivo desse estudo foi elaborar um mapa das temperaturas superficiais do corpo de búfalas usando a TIV. O experimento foi conduzido em Alagoas. As coletas foram realizadas em novembro/2020 e janeiro/2021. Foi utilizada a câmera térmica modelo FLIR® TG165. As temperaturas infravermelhas foram obtidas de 12 búfalas leiteiras. As coletas foram realizadas após as ordenhas da manhã e tarde. As imagens foram capturas das regiões do flanco direito (FD), flanco esquerdo (FE), olho direito (OD), olho esquerdo (OE), vulva (VU), espelho nasal (EN) e região da testa (RT). A temperatura retal (TR) foi obtida usando um termômetro digital introduzido no reto. A umidade relativa do ar (UR%) e temperatura ambiente (TA°C) foram medidas usando um termohigrômetro (Valley GT®). Foram realizadas análises descritivas no software R (4.0.3) para obter as médias das variáveis. As médias da TA no dia da coleta (novembro/2020) foram 25,7 ºC (manhã) e 29,2 ºC (tarde), e para a UR foram 83,1% (manhã) e 46,2% (tarde). No período da manhã as temperaturas superficiais das búfalas apresentaram médias em °C de 30,6 (FD); 31,2 (FE); 34,8 (OD); 34,9 (OE); 34,9 (VU); 32,6 (EN) e 31,4 (RT). As maiores médias foram registradas no período da tarde: 32,8 (FD); 32,7 (FE); 35,5 (OD); 35,0 (OE); 35,6 (VU); 32,9 (EN) e 32,5 (RT) em °C. A média da TR foi de 37,4°C (manhã) e 38,0°C (tarde), com aumento de 0,6°C à tarde. Em janeiro/2021 as médias da TA no dia da coleta foram 24,6ºC (manhã) e 29,9ºC (tarde). As médias da UR foram 87,7% (manhã) e 43,0% (tarde). Pela manhã as temperaturas superficiais apresentaram médias em ºC de 30,9 (FD); 31,2 (FE); 33,9 (OD); 34,1 (OE); 33,7 (VU); 31,7 (EN) e 30,5 (RT). Enquanto que à tarde foram de 33,3 (FD); 34,2 (FE); 35,7 (OD); 35,6 (OE); 35,7 (VU); 32,9 (EN) e 31,9 (RT). Em ambos os meses, o OD, OE e VU apresentaram as maiores médias em ambos os períodos de coletas. A TR média durante a coleta foi de 37,3°C (manhã) e 37,7°C (tarde), com um aumento de 0,4°C à tarde. Os resultados preliminares podem indicar que a VU, OD e OE podem ser importantes regiões corporais a serem utilizadas em futuros estudos termográficos de búfalas.

Palavra-chave: Bubalus bubalis; imagens termográficas; temperatura corporal

Agradecimentos: Agradeço a todos os autores empenhados na realização dessa pesquisa,

(15)

A

GR

OPECU

ÁRIA

RESPOSTA FISIOLÓGICA E ANTIOXIDANTE DURANTE A

GERMINAÇÃO DE SEMENTES DE Ricinus communis L.

SUBMETIDAS À ESTRESSES HIDRÍCO E SALINO

Diego da Silva Cunha 1; Valdir Gomes-Neto 1; Marcos Vinícius Silva de Andrade 1; Isabela Dias

Santos 1; Marta Bruno Loureiro 1; Daniele Takahasi Bernal 1; Luzimar Gonzaga Fernandez 1;

Honório Dias Alves 1; Jair Lucas Oliveira Junior 1; Paulo Roberto Ribeiro 1,2; Renato

Delmondez de Castro 1

1 Laboratório de Bioquímica, Biotecnologia e Bioprodutos, Departamento de Bioquímica e Biofísica,

Universidade Federal da Bahia; 2 Metabolomics Research Group, Instituto de Química, Universidade

Federal da Bahia, Salvador, Brasil RESUMO

Ricinus communis L. (mamona, Euphobiaceae) é uma espécie oleaginosa de importância industrial e

socioeconômica para o semiárido brasileiro, onde a produção é limitada por estresses abióticos resultantes de restrição hídrica (seca) e solos salinos, podendo limitar a absorção hídrica e causar efeitos fitotóxicos pela geração de espécies reativas de oxigênio (ERO), comprometendo o desenvolvimento e produtividade da lavoura. Plantas utilizam mecanismos enzimáticos antioxidantes buscando eliminar ERO e manter níveis satisfatórios de homeostase. Com isso, avaliou-se os perfis fisiológicos e bioquímicos antioxidantes (superóxido dismutase - SOD, catalase - CAT, ascorbato peroxidase - APX) durante a germinação em 2 cultivares de R. communis (Nordestina e Paraguaçu) sob mesmas condições osmóticas (0.0, -0.23, -0.46, -0.69 e -0.93 MPa) de estresses por restrição hídrica e salina mediante embebição em soluções de polietilenoglicol (PEG) e NaCl. Utilizou-se 5 repetições de 20 sementes a 30ºC e ausência de luz. A atividade antioxidante de SOD, CAT e APX foi avaliada em 0, 24, 48 e 72h de embebição em -0,23 MPa e -0,46 MPa, vez que a germinabilidade foi drasticamente afetada pela restrição hídrica em PEG a partir de -0,23 MPa, enquanto os efeitos drásticos sob estresse salino ocorreram a partir de -0,69 MPa. A cv. Nordestina apresentou melhor capacidade de germinação sob estresse salino (-0,69 MPa) em relação à cv. Paraguaçu. Em geral, a atividade da SOD e CAT foi aumentada apenas em 72h em água (controle) e sob estresse salino, enquanto houve pouca variação na diminuição da atividade de SOD e CAT sob restrição hídrica. Atividade de APX apresentou padrão diferente dentre os potenciais osmóticos. Em geral, a germinabilidade em água (controle) e sob estresse salino aumentou a partir de 48h em ambas cultivares, enquanto a restrição hídrica demonstrou diminuir a germinabilidade em todos os momentos de embebição em ambas cultivares. Nossos resultados mostram que cultivares de mamona (Nordestina e Paraguaçu) apresentam respostas fisiológicas e antioxidantes diferenciadas resultantes de níveis distintos de tolerância durante germinação sob os respectivos estresses abióticos.

Palavra-chave: Estresse abiótico; Germinação; Espécies Reativas de Oxigênio

Agradecimentos:

Agradecemos as instituições de auxílio a pesquisa: Fundação de Amparo à Pesquisa do

Estado da Bahia (Fapesb), Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e

Tecnológico (CNPq) e a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível

Superior (CAPES).

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A

GR

OPECU

ÁRIA

ENSAIO DE COMETA COMO FERRAMENTA PARA

AVALIAR OS DANOS NO DNA DE OÓCITOS E CÉLULAS

DO CUMULUS PROVENIENTES DE FOLÍCULOS

OVARIANOS SUÍNOS

Éverton Pimentel Ferreira Lopes1; Gildas Mbemya Tetaping2; Marco Aurélio Schiavo Novaes3;

Adhryann Jullyane de Sousa Portilho4; Caroline de Fátima Aquino Moreira Nunes5; Ana Paula

Ribeiro Rodrigues6

1Universidade Estadual do Ceará (UECE). [email protected]; 2Universidade Estadual

do Ceará (UECE); 3Universidade Estadual do Ceará (UECE); 4Universidade Federal do Ceará (UFC); 5Universidade Federal do Ceará (UFC); 6Universidade Estadual do Ceará (UECE)

RESUMO

Oócitos são células altamente especializadas, pois em seu interior contém elevadas quantidades de organelas citoplasmáticas, lipídeos, proteínas e genes responsáveis pela sua maturação e posterior desenvolvimento embrionário. Ao final do crescimento, oócitos de mamíferos podem atingir cerca de 120 μM de diâmetro, sendo considerados a maior célula do organismo, podendo ser visto a olho nu. Ao seu entorno, podemos observar a presença de células do cumulus (CC), que apresentam funções de extrema importância na troca bidirecional de nutrientes e metabólitos para seu desenvolvimento. Os oócitos quando submetidos ao cultivo in vitro podem sofrer severos danos funcionais e/ou estruturais, que podem acabar comprometendo o seu desenvolvimento. Portanto, avaliar possíveis danos no material genético do complexo cumulus-oocito (CCOs) é fundamental para que se tenha um indicador de qualidade no desenvolvimento dessas estruturas. Diante disso, o objetivo do presente trabalho foi avaliar os danos em células do cumulus e em oócitos suínos utilizando o ensaio de cometa alcalino. Para isso, 10 pares de ovários suínos foram coletados em abatedouro local e transportados ao laboratório em solução salina suplementada com penicilina e estreptomicina. Uma vez no laboratório, foi utilizado a técnica de slicing para obtenção dos CCOs provenientes dos ovários. Posteriormente os CCOs foram divididos nos respectivos tratamentos: oócito (T1) e células do cumulus (T2). Após divisão dos tratamentos, os oócitos foram coletados e armazenados na solução de RNAlater para manutenção do material genético. Após armazenamento, uma parte das amostras dos oócitos e das células do cumulus foram expostas a 0,018% de peróxido de hidrogênio (H2O2) para induzir o dano no DNA (T3 e T4 respectivamente). Para o processamento das amostras, os oócitos e células do cumulus foram centrifugadas e montadas em lâminas contendo solução de agarose e acrescentadas a solução de lise onde restou apenas o conteúdo de DNA nuclear aderido a essa matriz. Posteriormente esses núcleos (nucleióides) foram submetidos a eletroforese de baixa voltagem (30v a 300mA) para migração do DNA em direção ao ânodo. Por fim, as lâminas foram coradas com iodeto de protídeo para análise em microscopia de fluorescência. Nossos dados preliminares mostraram que as amostras que foram submetidas ao tratamento com peróxido de hidrogênio apresentaram pouco dano visível as estruturas do oócito (grau 1), porém, nas células do cumulus o dano foi moderado (grau 2). Diante do exposto, foi possível observar que o ensaio de cometa permitiu avaliar com eficácia os danos causados no DNA, sendo um importante indicador de qualidade dos CCOs, servindo como uma ferramenta de auxílio para avaliar estruturas que forem submetidos ao estresse causado pela pelo cultivo in vitro. Palavra-chave: Cumulus-oócito; Fragmentação de DNA; Apoptose

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A

GR

OPECU

ÁRIA

Seleção de marcadores microssatélites para estudo da

variabilidade genética em populações de camarão

marinho Penaeus vannamei

Iasmim Santos Mangabeira e Silva 1; Jessica Marina de Paiva Pereira 1; Dárlio Inácio Alves

Teixeira 2; Daniel Carlos Ferreira Lanza 1

1 Laboratório de Biologia Molecular Aplicada (LAPLIC). Centro de Biociências. Universidade Federal

do Rio Grande do Norte. CEP 59072-970, Natal, RN, Brasil. ; 2 Escola Agrícola de Jundiaí (EAJ).

Universidade Federal do Rio Grande do Norte. CEP 59280-000, Distrito de Jundiaí, Macaíba, RN, Brasil.

RESUMO

Uma característica inerente aos sistemas de produção de camarão marinho é o aumento da endogamia nas populações, o que acarreta em características de produção indesejadas, como maior susceptibilidade a doenças por exemplo. Nesse contexto, o estudo e identificação de marcadores microssatélites apresenta grande potencial de aplicação, uma vez que marcadores desse tipo podem subsidiar a seleção de animais com características de interesse em programas de melhoramento genético, além de permitir o monitoramento da diversidade genética da população. Assim, o trabalho teve como objetivo desenvolver um painel de marcadores moleculares do tipo microssatélites para auxiliar na seleção de camarões marinhos Penaeus vannamei. Todos os marcadores microssatélites de camarão marinho P. vannamei disponíveis na literatura e previamente validados in vitro foram obtidos por meio da plataforma NCBI. Esses STRs foram caracterizados pelo número de identificação, tipo de STR (perfeito ou composto), o motivo do STR e número de repetições, posição na sequência genômica, identificação dos primers Foward e Reverse usados para amplificar o marcador, temperatura de melting (TM) de cada primer e número de alelos identificados para cada STR nas populações testadas. Após a criação do banco de dados, 28 STRs perfeitos foram selecionados de acordo com os seguintes parâmetros: STRs que apresentaram maior número de motivos de repetição e STRs que apresentaram maior número de alelos em estudos populacionais para amplificação e validação na população. Cinco temperaturas de anelamento foram testadas (50, 53, 55, 58, 60ºC). Para visualização das bandas, foi utilizado gel de poliacrilamida a 6%. Os resultados mostraram que de 28 pares de primers, 15 STR foram classificados como eficientes para amplificação nas condições testadas. Desses 15, os 6 melhores STRs foram selecionados para amplificação em uma população de 150 animais. Diante dos resultados prévios obtidos, pode-se concluir que os loci microssatélites polimórficos aqui descritos constituem potenciais marcadores para estudos populacionais em Penaeus

vannamei.

Palavra-chave: Aquicultura; Melhoramento genético; Seleção

Agradecimentos:

Gostaríamos de agradecer à Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior

(CAPES) e ao Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) pelo

apoio financeiro.

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ÁRIA

Desenvolvimento de inoculante à base de biochar e Trichoderma

spp. utilizado na supressão de fitopatógenos que causam

podridãoradicular em mandioca (Manihot esculenta Crantz)

Jenifer Sthephanie Araujo Da Silva 1; Diogo Xavier Lima 1; Everton Sebastiao do Nascimento 1;

Sabrina Esposito Oliveira da Mota 2; Erika Valente de Medeiros 2; Cristina Maria de

Souza-Motta 1

1 Universidade Federal de Pernambuco; 2 Universidade Federal do Agreste de Pernambuco

RESUMO

A cultura da mandioca (Manihot esculenta Crantz) é de grande importância socioeconômica devido ao seu alto valor nutritivo e uso expressivo na alimentação humana e animal. No entanto, a produção concentra-se nos pequenos agricultores que dispõem de baixa tecnologia no cultivo e manejo agrícola, inviabilizando a produção e contribuindo para a ocorrência de doenças. A podridão radicular destaca-se dentre as doenças que acometem a cultura, causando perdas expressivas e alto impacto socioeconômico. Espécies de Trichoderma spp. apresentam grande potencial para suprimir a podridão radicular da mandioca, atuando como antagonistas de diversos patógenos, através de mecanismos como parasitismo e produção de enzimas que degradam a parede celular de fungos fitopatogênicos. O biochar é um composto sólido proveniente de resíduos orgânicos, ao qual são atribuídos diversos benefícios, como melhora da fertilidade e estímulo da microbiota do solo. A produção de um inoculante à base de biochar e Trichoderma spp. se apresenta como um potencial bio-produto no controle fitossanitário da mandioca e pode contribuir para redução dos custos com insumos. Este trabalho tem como objetivo desenvolver e avaliar os efeitos do biochar como veículo de inoculação para o Trichoderma spp. na supressão da podridão radicular da mandioca, contribuindo com uma ferramenta acessível aos agricultores e possível utilização na indústria agrícola. A coleta de raízes foi realizada em uma área localizada no município de Garanhuns-PE. Os pontos de coleta foram escolhidos em zigue-zague e as raízes foram coletadas de plantas de mandioca com sintomas de podridão radicular. Para o isolamento dos fungos, fragmentos do tecido lesionado das raízes foram lavados em hipoclorito de sódio a 1%, álcool etílico a 70% e água destilada esterilizada, e em seguida postos para secar em papel filtro na superfície de placa de Petri. Posteriormente foram transferidos assepticamente para placas de Petri contendo batata dextrose ágar (BDA) adicionado de cloranfenicol (100 mg.L-1). Em seguida as placas foram incubadas a 25 °C em B.O.D por 7 dias, quando as culturas dos isolados foram repicadas sucessivamente até a obtenção de culturas puras. A identificação morfológica tem sido realizada através de microcultivos em lâminas, observando-se características macroscópicas das colônias e características microscópicas. De acordo com os resultados parciais da identificação morfológica dos fungos obtidos no isolamento, os gêneros encontrados foram Fusarium spp. (39,13%), Aspergillus spp. (17,39%), Rhizoctonia spp. (13,04%), Rhizopus spp. (4, 35%),

Trichoderma spp. (4,35) e os gêneros ainda não identificados correspondem a 21.74%. Fungos do

gênero Fusarium spp. são alguns dos principais agentes causais da podridão radicular da mandioca. No entanto, serão necessários testes de patogenicidade em plantas de mandioca para a seleção dos patógenos que serão utilizados para avaliação do potencial do biochar e Trichoderma spp. na supressão desta doença.

Agradecemos à FACEPE.

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ÁRIA

ANÁLISE DA METILAÇÃO EM GENOMA DE ACESSOS DE

MANDIOCA (MANIHOT ESCULENTA C.) SUBMETIDOS AO

DEFICIT HÍDRICO.

Jorge Luís Bandeira1; Eder Jorge de Oliveira2; Claudia Fortes Ferreira2; Ederson Akio Kido1

1Universidade Federal de Pernambuco. [email protected]; 2Empresa Brasileira de Pesquisa

Agropecuária RESUMO

Manihot esculenta C., conhecida popularmente como mandioca, é uma Euphorbiaceae do gênero Manihot, e que abriga outras 97 espécies. É uma cultura da dieta básica para mais de 500 milhões de

pessoas no mundo. Devido as mudanças climáticas e má utilização do solo, áreas com déficit hídrico estão se tornando mais comuns, e nestas regiões mesmo as plantas com alguma tolerância apresentam redução geral de seu tamanho e produção. As plantas exibem mecanismos para resistir ao estresse causado pela seca, e um deles é a modulação transcriptômica. A metilação do DNA e a modificação de histonas afetam as mudanças da expressão gênica. Este trabalho teve como objetivo identificar genes relevantes metilados diferencialmente (hipermetilação ou hipometilação) em duas variedades de mandioca submetidas ao déficit hídrico e que são contrastantes para tolerância à seca [tolerante (BRS Formosa) e sensível (BRS Dourada)]. No experimento, com plantas oriundas de manivas de cada variedade, plantadas em vasos e aclimatadas por 50 dias, o déficit hídrico foi imposto pela suspensão total da irrigação, sendo amostras de raízes coletadas de plantas com folhas no ponto de murcha. Das amostras de cada variedade extraíram-se DNAs, os quais foram utilizados nas bibliotecas MethylRAD-Seq. Após sequenciamento destas e controle de qualidade, tags contendo as sequencias de referência CCGG e CCWGG, de tamanho esperado, foram mapeadas. A distribuição dos locais de metilação nos diferentes elementos genéticos foram contados e os sítios diferencialmente metilados, em relação aos níveis maiores ou menores de metilação, foram obtidos a partir dos dados de p-value e Log2FC. As funções gerais dos genes diferencialmente metilados, a partir de prováveis interações

proteicas, foram previstas para cada comparação, a partir da ferramenta STRING (https://string-db.org/) e da planta modelo Arabidopsis thaliana. Observou-se um maior número de sítios CCGG diferencialmente metilados na variedade Dourada e CCWGG em Formosa. Foi detectada também uma maior quantidade de genes hiper e hipometilados na variedade Dourada em comparação à Formosa. A análise de interações para genes diferencialmente metilados mostrou que para a variedade Formosa (tolerante) houveram genes hipometilados envolvidos em interações importantes de resposta a estresse abiótico e hormonal, enquanto que genes hipermetilados estariam mais envolvidos no metabolismo primário. Para a variedade Dourada (sensível), no entanto, as interações para hipo e hipermetilados, estiveram, em grande parte, mais relacionadas com o metabolismo primário. Os resultados apontam para uma forte relação da característica de tolerância da variedade Formosa com o padrão de metilação exibido pelos genes hipometilados, condição não observada em Dourada (sensível). Genes como Manes.07G102300, Manes.02G033400 e Manes.10G025000 foram identificados fazendo parte de vias de resposta ao estresse hídrico interagindo com diversas proteínas relevantes, tais como IAA, RUB, RBX e COP (todas envolvidas com resposta ao estresse hídrico) podendo ser importantes marcadores epigenéticos. Assim, o padrão de metilação encontrado em diversos genes pode contribuir para explicar as características apresentadas pelas variedades de mandioca deste experimento, bem como contribuir para identificar genes com potencial biotecnológico, visando uso futuro no desenvolvimento de materiais de elite.

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ÁRIA

SISTEMA INTELIGENTE PARA APOIO AO DIAGNÓSTICO

DE PATOLOGIAS DERMATOLÓGICAS EM CÃES

Líliam Barroso Leal 1; Maria Acelina Martins de Carvalho 1; Napoleão Martins Argôlo Neto 1

1 Universidade Federal do Piauí

RESUMO

No Brasil, estudos relacionados ao atendimento clínico veterinário em pequenos animais relatam que, dentre a população de cães e gatos, as alterações na pele correspondem a cerca de 20-75% dos casos, revelando assim, uma importante demanda dermatológica. Neste contexto, a atuação de profissional de histopatologia é de vital importância. Contudo, o dermatopatologista é constantemente confrontado com a necessidade de usar técnicas adicionais para caracterizar, de forma precisa, uma determinada lesão, na esperança de identificar sua etiologia exata. Este estudo propõe o desenvolvimento de um sistema fundamentado em uma técnica de inteligência artificial denominada aprendizado de máquina que visa auxiliar o médico veterinário no processo de diagnose dermatológica em cães. O sistema receberá como valores de entrada informações de sintomas relacionados a patologias dermatológicas relatadas e observadas em consulta médica, bem como imagens provenientes de lâminas de biopsias de pele de cães com alterações dermatológicas, essas informações irão compor a base de dados que será utilizada para treinamento, teste e tomada de decisão do sistema. Após a fase de processamento o sistema disponibiliza como saída, três opções de diagnósticos com seus respectivos graus de acurácia, que podem apoiar o profissional na tomada de decisão diagnóstica, aumentando a possibilidade de acerto, adequação eficiente de tratamento e consequentemente redução do tempo no processo de recuperação. Em adicional, é importante ressaltar que a solução proposta é de baixo custo pois será desenvolvida utilizando ferramentas de software open source, possui caráter inovador e possibilita aumento da produtividade do médico, pois com a redução de erros, haverá menos reavaliações diagnosticas.

Palavra-chave: Sistema Inteligente; Diagnóstico; Patologias Dermatológicas Canina

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ÁRIA

VIABILIDADE DE SEMENTES E COMPORTAMENTO

FOTOPERIÓDICO DE MUDAS DE Stevia rebaudiana

BERTONI

Marcos Vinicius Silva de Andrade 1,2; Diego da Silva Cunha 1; Valdir Gomes Neto 1; Jair Lucas

Oliveira Junior 1; Marta Bruno Loureiro 1; Daniele Takahashi Bernal 1; Luzimar Gonzaga

Fernandez 1; Paulo Roberto Ribeiro 1,2; Renato Delmondez de Castro 1

1 Laboratório de Bioquímica, Biotecnologia e Bioprodutos, Departamento de Bioquímica e Biofísica,

Universidade Federal da Bahia; 2 Metabolomics Research Group, Instituto de Química, Universidade

Federal da Bahia, Salvador, Brasil. RESUMO

A Stevia rebaudiana é uma cultura industrial que produz em suas folhas grandes quantidades de adoçantes naturais (glicosídeos de esteviol - SG). No entanto, suas sementes (aquênios) são conhecidas por terem um baixo índice germinativo, limitando seu cultivo em grande escala. Por outro lado, é uma espécie altamente responsiva a diferentes fotoperíodos, com fotoperíodo crítico de 12– 13h, abaixo do qual induz floração precoce. Portanto, realizamos uma investigação morfofisiológica da viabilidade em sementes de estévia seguida da análise da atividade das enzimas antioxidantes (SOD, CAT, APX, GPOD, GR, GPX) em mudas sob diferentes fotoperíodos (Luz Constante – Controle, 12/12, 15/9, 16/8h claro/escuro). A análise morfofisiológica confirmou a má qualidade do lote de sementes de estévia analisado, e que apenas sementes escuras podem ser viáveis. Com o uso do teste de tetrazólio conseguimos definir três diferentes perfis de viabilidade para os embriões da estévia. (1) Embriões viáveis, caracterizado por total coloração do tecido embrionário; (2) Embriões parcial corados indicando lesões ou tecidos mortos; e (3) Embriões sem coloração, indicando embriões mortos. A análise das enzimas antioxidantes indicou que mudas no fotoperíodo vegetativo 16/8h parecem estar em desenvolvimento homeostático regular. A condição 15/9h pareceu representar um limiar de transição em que catalase e peroxidase foram induzidas. Já a análise geral das enzimas antioxidantes mostrou um perfil drasticamente alterado em mudas sob o fotoperíodo de floração 12/12h, aparentemente tal condição sendo indutora de espécie reativas de oxigênio (ERO), decorrentes da exposição das mudas a condições de florescimento precoce. Podemos concluir que a avaliação da qualidade das sementes forneceu informações relevantes sobre as peculiaridades do uso de sementes para cultivo de estévia. Enquanto o perfil enzimático antioxidante demonstrou que mudas cultivadas em condições de luz abaixo do fotoperíodo crítico (12/12h) parecem enfrentar estresse drástico, possivelmente por causa da indução de ERO em um estágio em que as plantas (mudas) ainda estão subdesenvolvidas e imaturas para o florescimento adequado. No geral, nossos resultados fornecem informações úteis aparentemente relacionadas às alterações do relógio circadiano, dependendo do estágio do ciclo de vida e do fotoperíodo. Portanto, determinando a necessidade de um sistema de cultivo adequado exclusivamente para a produção de sementes de alta qualidade visando cultivo de estévia em grande escala para a produção de SG. Enquanto estudos moleculares futuros devem fornecer melhor compreensão sobre a regulação fotoperiódica do relógio circadiano, floração e homeostase redox da espécie.

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ÁRIA

Desenvolvimento e avaliação de um petisco fitoterápico à base de

folhas de Moringa oleifera na dermatite atópica em cães

MARIA VITÓRIA SERAFIM DA SILVA 1; Deborah de Melo Magalhães Padilha 2

1 UFRN; 2 UNP

RESUMO

Atualmente, a relação entre a espécie humana e a canina tem modificado. Antes, o animal doméstico era tido como companheiro de caça, cão de guarda. Nos dias de hoje, é um integrante da família, criando um grande laço emocional e afetivo entre o responsável e o pet. Esse fato tem estimulado profissionais das ciências veterinárias a investirem na indústria Pet, focando em tornar a vida desses animais mais saudável e longeva. Dessa forma, uma das principais formas de tornar a vida dos cães mais saudável, é explorando o alimento como alternativa de promoção de saúde, surgindo, assim, os nutracêuticos. Sendo assim, o objetivo do presente projeto será desenvolver e avaliar os efeitos de um petisco fitoterápico à base de folhas da Moringa oleífera sobre respostas antiinflamatória na dermatite atópica em cães. Para excução do trabalho foi realizado o levantamento bibliográfico sobre aplicações terapêuticas da planta em estudo, a seleção prévia dos animais (aplicados critérios de Favrot e teste sorológico para diagnóstico da dermatite atópica canina), em seguida será produzido o petisco fitoterápico, a formulação e produção da dieta natural hipoalergênica, onde os animais serão avaliados quinzenalmente. Será realizada uma avaliação dermatológica baseada no Índice de Severidade e Gravidade de Dermatite Atópica Canina modificado (CADESI-03). Os cães serão avaliados usando a avaliação clínica para 12 locais do corpo (1. Queixo, lábios e face, 2. pínulas côncavas, 3. Axilas, 4. patas dianteiras, 5. patas traseiras, 6. flexor cubital, 7. área metacarpal palmar, 8. Dorso, flanco e base da cauda, 9. Área inguinal, 10. Abdômen, 11. Períneo, 12. Ventre tail) usando imagens de lesão. Cada local do corpo será avaliado quanto ao grau de eritema, liquenificação, escoriações e alopecia usando o seguinte sistema de pontuação: 0 = nenhum, 1 = muito leve, 2 = leve, 3 = moderado, 4 = grave. Peso corporal, escore de condição corporal. Diante do levantamento bibliográfico realizado, é visto que a resistência a patógenos tem sido um desafio na medicina veterinária, e, com isso, tem-se observado o uso crescente de nutracêuticos para auxiliar no tratamento clínico. Neste contexto, a Moringa oleífera tem se destacado por ser uma planta medicinal abundante em nutrientes e apresentar alguns estudos que evidenciam sua ação anti-inflamatória, efeitos antidiabéticos e antioxidantes, podendo surgir como uma nova possibilidade de nutracêutico na medicina veterinária.

Palavra-chave: funções terapêuticas ; fitoterápico; nutracêutico

Agradecimentos: Gostaríamos de agradecer à Coordenação de Aperfeiçoamento Pessoal de

Nível Superior (CAPES) e ao Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e

tecnológico (CNPq) pelo apoio financeiro.

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ÁRIA

OTIMIZAÇÃO DO CRESCIMENTO DE

LACTICASEIBACILLUS RHAMNOSUS

AUTÓCTONE EM

LEITE E SORO DE QUEIJOS PARA PRODUÇÃO DE

FERMENTO LATICO

Samuel Carneiro de Barcelos 1; Karina Maria Olbrich dos Santos 2; Hévila Oliveira Salles 3;

Antônio Silvio do Egito 4

1 Rede Nordeste de Biotecnologia (RENORBIO), Universidade Estadual do Ceará-Campus Itaperi,

Fortaleza, Ceará, Brasil; 2 Embrapa Agroindústria de Alimentos, Guaratiba, Rio de Janeiro, Brasil; 3

Embrapa Caprinos e Ovinos, Fazenda Três Lagoas, Estrada Sobral/ Groaíras, Km 4, Sobral, Ceará, Brasil; 4 Embrapa Caprinos e Ovinos/Núcleo Regional Nordeste, Campina Grande, Paraíba, Brasil

RESUMO

No Brasil, os fermentos láticos comercialmente disponíveis são importados e de alto custo. Micro-organismos autóctones com aptidão tecnológica para fabricação de derivados lácteos podem levar à geração de fermentos láticos adequados para produção de derivados tradicionais e preço mais acessível. Objetivou-se com este estudo a otimização do cultivo da cepa autóctone de

Lacticaseibacillus rhamnosus BRM038563 (Lr BRM038563) em Leite Caprino (LC) e Soro de Queijo

Caprino (SQC) como substrato para produção de fermento lático. Utilizou-se como meios de cultivo LC-fluido, SQC-fluido, LC e SQC secos em Spray Dryer e reconstituídos em água nas concentrações de 5, 10 e 20% (p.v-1) e, caldo Man, Rogosa e Sharpe (MRS) como meio controle, totalizando 9

tratamentos. Os meios foram tratados termicamente (111 ºC/ 10 minutos) e resfriados a 37 ºC para receberem 1% (v.v-1) de cultura de Lr BRM038563 previamente ativada, contendo 8 Log UFC.mL-1 e,

em seguida, incubados por 24 horas a 37 ºC. A viabilidade da cepa foi determinada após a adição do inóculo (0 horas) e ao final da incubação (24 horas), por semeadura em profundidade em MRS ágar. Os dados foram submetidos à análise de variância e teste de Tukey (p < 0,05). O inóculo inicial (0 horas) da cultura de Lr BRM038563 adicionada aos meios de cultivo (tratamentos), apresentaram populações estatisticamente semelhantes (p > 0,05), variando entre 7,33 ± 0,14 a 7,46 ± 0,11 Log UFC.mL-1 para os 9 tratamentos. Em comparação com o inóculo inicial, as populações de Lr

BRM038563 após incubação de 24 horas, foram notavelmente superiores (p < 0,05), variando entre 8,98 ± 0,15 a 9,36 ± 0,33 Log UFC.mL-1. Não houve diferença estatística (p > 0,05) entre os

tratamentos com 24 horas de incubação, inclusive no meio de crescimento controle caldo MRS, mostrando que o Lr BRM038563 é uma cepa versátil, possuindo capacidade de se multiplicar em disversos meios e, que os meios estudados suprem as necessidades nutritivas da cepa, visto que apresentou populações estatisticamente semelhantes (p > 0,05) ao meio controle (MRS), que é projetado para favorecer o crescimento profuso de lactobacilos. Todos os meios estudados apresentam grande potencial para serem utilizados como meio de cultura para crescimento do Lr BRM038563 na preparação de fermento lático. Por ter custo mais baixo e ser um “resíduo” derivado da fabricação de queijos, o tratamento SQC-fluido poderá ser uma alternativa promissora para produção de fermento lácteo utilizando a cepa autóctone Lr BRM038563.

Palavra-chave: Crescimento de micro-organismos; Fermento autóctone; Lacticaseibacillus

rhamnosus BRM038563

Agradecimentos: Os autores agradecem à Embrapa Caprinos e Ovinos (CNPC) pelo aporte

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ÁRIA

ATIVIDADE ANTIMICROBIANA DE FUNGOS

ENDOFÍTICOSASSOCIADOS A PLANTAS CACTÁCEAS

PARA CONTROLE DE MASTITE

RESUMO

A mastite é uma das principais doenças que afetam os bovinos leiteiros, sendo causada principalmente por agentes bacterianos. A utilização de antimicrobianos constitui a principal forma de tratamento. O alto custo e a resistência bacteriana aos medicamentos antimicrobianos têm indicado a necessidade de alternativas mais eficazes para o controle dessa enfermidade. A atividade antibacteriana de extratos naturais de plantas frente aos isolados obtidos de mastite tem mostrado ser um caminho promissor no tratamento dessa enfermidade. Estudos têm reportado que compostos, os quais foram originalmente isolados de plantas, são também produzidos por seus organismos endófitos. O uso dos micro-organismos endofíticos como fonte de compostos bioativos em lugar de suas plantas hospedeiras, justifica-se pelo fato de reduzir a necessidade de coletar plantas de crescimento lento e auxiliar na preservação da biodiversidade. Objetivou-se prospectar fungos endofíticos associados a cactáceas visando à identificação e seleção de micro-organismos com atividade antimicrobiana contra patógenos causadores de mastite, Staphylococcus aureus e Escherichia coli. Sete espécies de cactáceas foram coletadas no Município de Ouro Branco (Al). Os fungos foram isolados em meio de cultura Batata Dextrose Ágar (BDA). Dos fungos cultivados em BDA, foram retirados discos de 6mm de diâmetro, inoculados em 100mL de solução salina com Tween 80 e colocados no vortex. O extrato foi filtrado, inoculados em BDA por 7 dias. A suspensão dos micro-organismos teste foi preparada em solução salina, utilizado 100 μL para o semeio no meio de cultura Mueller Hinton com os discos de fungos. O controle consistiu na inoculação do fungo sem a bactéria. As placas foram incubadas a 37°C/24h. Os diâmetros dos halos de inibição foram mensurados e as médias foram comparadas entre si pelo teste de Tukey a 0,05%. Obteve-se 23 isolados fúngicos e os resultados mostraram que os fungos 19 e 2 foram os mais eficientes contra S. aureus, com halos de inibição de 24,80mm e 18,57mm, respectivamente. Os fungos 19, 13 e 4 foram os mais eficientes contra E. coli, com halos de inibição de 25,07mm, 20,27mm e 17,07mm, respectivamente. Os fungos endofíticos isolados de cactáceas apresentaram capacidade de inibir o crescimento de S. aureus e E. coli, sendo o isolado 19 de maior capacidade inibitória. Portanto, pode ser utilizado em processos biotecnológicos para produção de compostos com potencial de controle e/ou tratamento da mastite causada por S. aureus e E. coli.

Palavra-chave: Caatinga; Atividade antimicrobiana; Mastite

Agradecimentos: Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior

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INDÚS

TRIA

Produção de um biossurfactante para formulação de

desengraxante ecológico com aplicação no tratamento de

ambientes contaminados por petroderivados (BIOGRAXA)

Alexandre Augusto Paredes Selva Filho 1; Rita de Cássia Freire Soares da Silva 2; Leonie Asfora

Sarubbo 3

1 RENORBIO/UFRPE, Rua Dom Manoel de Medeiros, s/n, Dois Irmãos, CEP: 52171-900, Recife-PE; 2 Instituto Avançado de Tecnologia e Inovação - IATI, Rua Potira, n. 31, Prado, CEP: 50751-310,

Recife-PE; 3 Universidade Católica de Pernambuco - UNICAP, Rua do Príncipe, n. 526, Boa Vista,

CEP: 50050-900, Recife-PE RESUMO

Os derramamentos de combustíveis e de óleos lubrificantes que ocorrem durante abastecimentos de máquinas, tanques de armazenamento e a lavagem de equipamentos são os prinncipais causadores do acúmulo de petroderivados no meio ambiente. No caso da contaminação dos motores por óleo lubrificante, a remoção da graxa aderida torna-se um desafio específico e bem distinto da contaminação gerada pelas borras oleosas, uma vez que os processos de limpeza requerem a aplicação direta de algum detergente, agente tensoativo ou solvente, gerando, na maioria dos casos, outros problemas ambientais pela toxicidade e o acúmulo dessas substâncias. Dessa forma, a aplicação de agentes naturais surge como solução atrativa e eficiente nesse processo. Em virtude de suas estruturas anfipáticas, os biossurfactantes solubilizam o óleo através da formação de pequenos agregados os quais se dispersam na água. Nesse sentido, esse projeto propõe estudar a produção de biossurfactante a partir da Starmerella bombicola ATCC 222214 para aplicação na descontaminação de ambientes marinhos e terrestres contaminados por óleo, inibição da corrosão metálica e como componente da formulação de um desengraxante ecológico capaz de limpar de forma rápida os resíduos de óleo combustível impregnados em peças de equipamentos industriais. Como consequência, espera-se a redução da geração de novos poluentes pelo uso de detergentes sintéticos ou de solventes químicos e melhores condições de trabalho para os operadores responsáveis pela manutenção da limpeza do ambiente industrial, com ganhos econômicos a para as indústrias de diferentes seguimentos no país. Palavra-chave: Saúde; Starmerella bombicola; biodesengraxante

Agradecimentos: Este estudo foi financiado pelo Programa de Pesquisa e Desenvolvimento

da Agência Nacional de Energia Elétrica Elétrica (ANEEL) e pela Termoelétrica EPASA

(Centrais Elétricas da Paraíba), pela Fundação de Apoio à Ciência e Tecnologia do Estado de

Pernambuco (FACEPE), pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e

Tecnológico (CNPQ) e Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior

(CAPES). Os autores agradecem ao Centro de Ciência e Tecnologia da Universidade Católica

de Pernambuco, ao Instituto Avançado de Tecnologia e Inovação (IATI), à Universidade

Federal Rural de Pernambuco e à Rede Nordeste de Biotecnologia (RENORBIO).

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INDÚS

TRIA

Desenvolvimento e aplicação de meios alternativos provenientes

de resíduos agroindustriais na produção de bioprodutos

Isabela Maria Monteiro Vieira 1; Daniel Pereira Silva 1,3; Denise Santos Ruzene 1,3; Brenda

Lohanny Passos Santos 1; Aline Alves Oliveira Santos Prado 2

1 Rede Nordeste de Biotecnologia, Universidade Federal de Sergipe, 49100-000, São Cristóvão, SE,

Brasil; 2 Escola Técnica Federal de Sergipe, Instituto Federal de Sergipe, 49055-260, Aracaju, SE,

Brasil; 3 Centro de Ciências Exatas e Tecnologia, Universidade Federal de Sergipe, 49100-000, São

Cristóvão, SE, Brasil RESUMO

Biossurfactantes vêm sendo considerados moléculas multifuncionais do século XXI em decorrência de uma série de vantagens relacionadas a vias de produção e aplicações. Obtidos principalmente a partir de microrganismos, os biossurfactantes podem ser produzidos a partir de fontes renováveis e de baixo custo, sendo bioprodutos de baixa toxicidade, biodegradáveis e bastante versáteis a uma ampla faixa de pH, temperatura e salinidade quando comparados com os seus concorrentes, os surfactantes químicos. Os biossurfactantes possuem importantes propriedades tensoativas e emulsificantes que encontram aplicação nas indústrias de petróleo, farmacêutica, ambiental, alimentícia e de cosméticos, por exemplo. Atendendo as demandas socioambientais atuais à medida que se estuda cenários propícios para agregar valor à resíduos agroindustriais de potencial pouco explorado, o presente trabalho utilizou fração hemicelulósica do sabugo de milho, extraída por intermédio de um pré-tratamento do tipo alcalino, como substrato alternativo para obtenção de biossurfactante por Bacillus

subtilis. Para isto, inicialmente o sabugo foi submetido a um pré-tratamento alcalino com NaOH sob

condições brandas de temperatura e menor tempo de reação, produzindo duas frações distintas, as quais foram separadas por processo de filtração, a saber: i. fração líquida, constituída majoritariamente por hemicelulose; e ii. fração sólida, com composição rica em celulose e lignina. A priori, foram executados ensaios qualitativos para determinar o índice de emulsificação (IE24) do boissurfactante

obtido após 72 h de fermentação (30°C e 120 rpm) em meios constituídos por licor hemicelulósico, glicose e sais minerais. Testes de IE24 configuram um parâmetro de grande relevância para avaliar a

capacidade do biossurfactante em emulsificar hidrocarbonetos, tendo sido utilizados três compostos hidrofóbicos distintos para investigar a surfactina sob estudo: querosene, hexano e tolueno, com os resultados obtidos indicando valor máximo de 65,5% para o IE24 em tolueno. Os resultados

preliminares computados serviram de indicativo para atestar o potencial do licor hemicelulósico de sabugo de milho como substituto parcial da glicose em meios fermentativos alternativos suplementados com solução de sais minerais, uma vez que o biossurfactante sintetizado apresentou um forte perfil para atuar como agente emulsificante, capaz de aumentar consideravelmente a estabilidade cinética de emulsões.

Palavra-chave: biossurfactante; resíduo agroindustrial; licor hemicelulósico

Agradecimentos: O trabalho foi desenvolvido com o apoio da Coordenação de

Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES) sob o código de financiamento 001.

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INDÚS

TRIA

Produção de biossurfactantes em escala semi-industrial para

aplicação na remoção de poluentes hidrofóbicos

CHARLES BRONZO BARBOSA FARIAS1,2; Valdemir Alexandre Dos Santos1,2; LEONIE

ASFORA SARUBBO1,2

1UNIVERSIDADE FEDERAL RURAL DE PERNAMBUCO. [email protected];

2INSTITUTO AVANÇADO DE TECNOLOGIA E INOVAÇÃO

RESUMO

A maioria dos surfactantes é sintetizada de petróleo; entretanto, as legislações de controle ambiental têm motivado o desenvolvimento de surfactantes naturais como alternativa aos produtos existentes. Em virtude de sua natureza biodegradável e toxicidade reduzida, tem-se estudado a substituição dos surfactantes químicos por alternativas naturais, como os biossurfactantes. Os derramamentos de combustíveis e lubrificantes que ocorrem nas indústrias durante abastecimentos de máquinas e tanques de armazenamento e a lavagem de equipamentos são os principais causadores do acúmulo de petroderivados no meio ambiente. No caso da contaminação dos motores por óleo lubrificante, a remoção da graxa aderida torna-se um desafio específico e bem distinto da contaminação gerada pelas borras oleosas, uma vez que os processos de limpeza requerem a aplicação direta de algum detergente, agente tensoativo ou solvente, gerando, na maioria dos casos, outros problemas ambientais pela toxicidade e o acúmulo dessas substâncias. A ação das biomoléculas, ou seja, os biossurfactantes, se deve à sua estrutura química anfipática, sendo constituídas por porções hidrofílicas e hidrofóbicas que se particionam, preferencialmente, na interface entre fases fluidas com diferentes graus de polaridade e pontes de hidrogênio, como interfaces óleo/água ou ar/água. Com isso, a aplicação de agentes tensoativos naturais surge como solução atrativa e eficiente nesse processo. Os biossurfactantes podem ser obtidos a partir de micro-organismos e/ou plantas e são vistos como solução atrativa e eficiente para vários processos biotecnológicos. Neste sentido, alguns micro-organismos de reconhecido potencial foram utilizados para produção dos biossurfactante como a Pseudomonas aeruginosa ATCC 9027, Pseudomonas aeruginosa ATCC 10145, Pseudomonas aeruginosa UCP 0992, Pseudomonas

aeruginosa UCP 1559. Após os processos fermentativos, os biossurfactantes microbianos foram

extraídos e isolados. Os resultados obtidos como o índice de emulsificação demonstraram valores significativos de 50,2% a 97,4% e de tensão superficial variaram de 26,4 mN/m a 38,45 mN/m. Já os resultados de seus rendimentos variaram de 1,2 a 26,50g/L e sua concentração micelar crítica (CMC) variaram de 80 a 700mg/L. Os biosssurfactantes demonstraram resultados significativos para dispersão (90% a 96,20%) e com bons percentuais de remoção de Óleo Combustível B1 Especial (OCB1). Os resultados demonstram que os biopolímeros produzidos possuem excelentes capacidades tensoativas como também significativas capacidades dispersante e de remoção de compostos oleosos. Com estes resultados iniciais podemos identificar as melhores opções de resultados baseados nas suas propriedades tensoativas objetivando dar continuidade aos estudos de melhoria de produção do presente projeto de doutorado.

Palavra-chave: Biossurfactantes; Petróleo; Surfactantes

Agradecimentos: Este estudo foi financiado pelo Programa de Pesquisa e Desenvolvimento

da Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) e Termelétrica EPASA (Centrais Elétricas

da Paraíba), Termelétrica EPESA (Centrais Elétricas de Pernambuco SA) e Termocabo SA

Este trabalho também foi apoiado pela Fundação de Apoio à Ciência e Tecnologia do Estado

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INDÚS

TRIA

PERFIL DA PRODUÇÃO BIOTECNOLÓGICA DAS

INSTITUIÇÕES DE ENSINO SUPERIOR DO ESTADO DE

SERGIPE: UMA ABORDAGEM CIENTOMÉTRICA

Clauberto Rodrigues de Oliveira 1; Luana da Cruz Correa 2; Ricardo Luiz Cavalcanti de

Albuquerque Júnior 2; Francine Ferreira Padilha 2; Roberto Rodrigues de Souza 1

1 Universidade Federal de Sergipe; 2 Universidade Tiradentes - Unit

RESUMO

Introdução: A biotecnologia é definida como a aplicação da ciência e tecnologia utilizando organismos vivos, bem como as suas partes, produtos e modelos, para a produção de conhecimentos, bens e serviços. Nos últimos cinco anos houve um aumento de cerca de 80% no desenvolvimento de ativos de produção tecnológica em pesquisa, desenvolvimento e inovação (PD&I) por instituições de ensino superior nacionais (IES), públicas e privadas, na área de biotecnologia. Objetivo: Analisar o contributo e o perfil da produção biotecnológica em PD&I das Instituições de Ensino Superior no estado de Sergipe. Metodologia: Foi inicialmente realizada uma análise cientométrica dos registros de patentes biotecnológicas efetuados em âmbito nacional (INPI) e internacional (USPTO, Espacenet e WIPO) pelas instituições de ensino superior (IES) públicas e privadas do estado de Sergipe, no período de 2005 a 2020, considerando as seguintes variáveis: ano de depósito, classificação de acordo com Código Internacional de Patentes (CIP), setor biotecnológico do depósito, situação do depósito, parceria com setor produtivo e Nível de Prontidão Tecnológica (NPT). Foram traçadas curvas polinomiais para análise de tendência de produção a partir da determinação dos valores de R2, e teste

G para análise de associação entre variáveis (α=5%). Resultados e discussão: Foram recuperados 130 registros de depósitos patentários com dados já disponíveis no INPI, sendo 82 (63,07%) efetuados pela UFS e 48 (36,92%) pela Unit. Foi observada tendência moderada ao crescimento progressivo da produção biotecnológica anual (R2=0,662), especialmente nos setores industrial (R2= 0,567) e

agropecuário (R2=0,543). Apesar da produção biotecnológica no setor de saúde não mostrar tendência

ao aumento (R2=0,008), este apresenta o maior montante anual de depósitos (46,15%). O maior

percentual de registros da UFS foi no setor de saúde (52,43%) enquanto na Unit foi no setor industrial (47,91%), sendo essa associação entre setores e instituições estatisticamente significativa (p=0,0015). Um montante de 46,92% das patentes estavam classificadas como A61 (produtos e processos voltados para necessidades humanas em saúde e higiene), mas ao se analisar comparativamente essa distribuição pelas duas IES avaliadas, a Unit apresentou tendência vocacional significativamente maior para o desenvolvimento biotecnológico nesta área (p=0,002). O percentual de concessões foi considerado baixo para ambas as IES (4,93% para a UFS e 8,33%para a Unit). Além disso, 85,18% das patentes depositadas pela UFS e 89,58% pela Unit foram classificados como NPT 4 (conceito comprovado e fase de bancada concluída). Conclusões: O contributo das IES para a produção biotecnológica do Estado de Sergipe mostra uma moderada tendência ao crescimento, a UFS apresentando maior vocação para o setor de saúde e a Unit para o da indústria. A maior parte das patentes ainda não foi concedida e não tem parceria com o setor produtivo, apresentando níveis de prontidão tecnológica relativamente baixos.

Palavra-chave: Biotecnologia; Prospecção Tecnológica; Cientometria

Agradecimentos: A Universidade Federal de Sergipe, a Universidade Tiradentes, a Renorbio

Referências

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