1ª VARA DA INFÂNCIA E JUVENTUDE DA COMARCA DE LONDRINA NÚCLEO DE APOIO ESPECIALIZADO À CRIANÇA E AO ADOLESCENTE DA
COMARCA DE LONDRINA
PROJETO ABRACE UM FUTURO
Abrace nossas crianças e adolescentes, apadrinhe um
futuro
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1. APRESENTAÇÃO:
Considerando as necessidades de constante aprimoramento dos fluxos existentes quanto à proteção de crianças e adolescentes e de alinhamento técnico e de atendimento entre o Judiciário e as instituições de acolhimento de Londrina e Tamarana, foi proposto pelo Núcleo de Apoio Especializado à Criança e Adolescente – NAE, com apoio das magistradas titular e suplente da 1ª Vara da Infância e Juventude da Comarca, a estruturação de um projeto unificado de Apadrinhamento de Crianças e Adolescentes da Comarca de Londrina1.
Visando valorizar e integrar práticas já desenvolvidas pelas entidades de acolhimento e cientes de que a construção do projeto implicaria articulação e troca de experiências, foram promovidos encontros entre a equipe do NAE e representantes das instituições de acolhimento, a fim de que fossem debatidas dificuldades, sugestões e fluxos possíveis e adequados à sua implementação. O projeto será executado em parceria com as entidades de acolhimento da Comarca e com as Secretarias de Assistência Social do Município de Londrina e Tamarana. Tem a finalidade de constituir um modelo que favoreça a convivência familiar e comunitária de crianças e adolescentes acolhidos em instituições e que estimule e uniformize a participação de voluntários.
2. JUSTIFICATIVA:
A situação de acolhimento institucional é medida extraordinária a ser adotada frente a circunstâncias de violação dos direitos de crianças e adolescentes. Em que pese sua excepcionalidade, atualmente, no Paraná, existem 6177 crianças em acolhimento institucional, segundo dados do mês de junho de 2015, constantes no Cadastro Nacional de Adoção. Em Londrina, em setembro de 2015, havia cerca de 100 crianças e adolescentes acolhidos em instituições, sendo que aproximadamente 60 deles se encontravam com processos de destituição do poder familiar concluídos e com perfil de difícil colocação em família substituta na modalidade de adoção. Dos acolhidos, em torno de 60% tratavam-se de adolescentes. Assim, é
1 Para a construção do projeto houve consulta a sites, Comarcas e instituições que desenvolvem projetos
semelhantes como: Programa Apadrinhar é Legal da Comarca de Almirante Tamandaré; Projeto Dindo, da Associação JusCidadania, de Curitiba; Recriar, de Curitiba; programa de Apadrinhamento Afetivo da Comarca de Cascavel; Ong Acalanto e outras.
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fundamental que o período de institucionalização seja objeto de intenso investimento do Poder Público, da comunidade e da sociedade em geral, a fim de que a ocasião seja a menos traumática possível e viabilize experiências importantes para o desenvolvimento das crianças e adolescentes.
O Estatuto da Criança e do Adolescente, Lei nº 8.069, de 13 de julho de 1990, com suas posteriores modificações, estabelece que:
Art. 4º É dever da família, da comunidade, da sociedade em geral e do poder público assegurar, com absoluta prioridade, a efetivação dos direitos referentes à vida, à saúde, à alimentação, à educação, ao esporte, ao lazer, à profissionalização, à cultura, à dignidade, ao respeito, à liberdade e à convivência familiar e comunitária.
E também prevê que:
Art. 19. Toda criança ou adolescente tem direito a ser criado e educado no seio da sua família e, excepcionalmente, em família substituta, assegurada a convivência familiar e comunitária, em ambiente livre da presença de pessoas dependentes de substâncias entorpecentes.
Considerando tais preceitos legais, a Corregedoria Geral da Justiça do Tribunal de Justiça do Estado do Paraná, editou a Carta de Recomendação nº 03/2014, em que indicou aos juízos da infância e juventude, que incentivassem programas de Apadrinhamento Afetivo. Deste modo, a proposta do Projeto de Apadrinhamento de Crianças e Adolescentes da Comarca de Londrina, confere efetividade à Recomendação emanada e, principalmente, cria mecanismos de operacionalização de alguns dos direitos da infância que ainda carecem de ampla efetividade.
3. OBJETIVO:
3.1 – Objetivo Geral:
Proporcionar às crianças e adolescentes acolhidos institucionalmente na Comarca de Londrina experiências de dignidade, de pertencimento a uma comunidade e de convivência familiar por meio da interação com padrinhos e madrinhas em quatro modalidades de apadrinhamento: afetivo, de serviços, material e de estágio e aprendizagem.
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3.2 – Objetivos Específicos:
Por meio da interação entre padrinhos e crianças/adolescentes:
Garantir Convivência Familiar e Comunitária às crianças e adolescente acolhidos institucionalmente;
Garantir acesso às crianças e adolescentes a serviços complementares aos fornecidos pelo Estado na área da saúde, educação, lazer e outros;
Colaborar materialmente com as instituições de acolhimento e/ou no custeio de atividades complementares (cursos, aulas particulares, etc) demandadas pelas crianças e adolescentes;
Favorecer a abertura de campos de estágio e trabalho como aprendiz para adolescentes que vivem em instituições de acolhimento, de forma a capacitá-los profissionalmente e prepara-los para assumir vida independente, na maioridade.
4. METODOLOGIA:
O projeto será executado em parceria estabelecida entre as instituições de acolhimento da Comarca de Londrina, a Gerência de Alta Complexidade da Secretaria Municipal de Assistência Social de Londrina, Secretaria Municipal de Assistência Social de Tamarana, a 1ª Vara da Infância e Juventude da Comarca de Londrina (VIJ) e o Núcleo de Apoio Especializado à Criança e ao Adolescente da Comarca de Londrina (NAE). Cada parceiro envolvido deverá indicar um profissional de referência para o projeto de apadrinhamento, a fim de que a interlocução entre os entes envolvidos seja favorecida.
Definiu-se um fluxo de ações em que as instituições de acolhimento executarão a proposta mediante a supervisão da Secretaria Municipal de Assistência Social, enquanto a 1ª Vara da Infância e Juventude da Comarca de Londrina (VIJ) e o Núcleo de Apoio Especializado à Criança e ao Adolescente da Comarca de Londrina (NAE) exercerão o fomento, apoio e controle das modalidades de apadrinhamento.
Os padrinhos e madrinhas, sejam eles pessoas físicas ou jurídicas terão um cadastro junto à 1ª VIJ, a fim de que haja controle da quantidade de padrinhos existentes em cada modalidade e para cada instituição. A intenção é proporcionar a todas as instituições, padrinhos que atendam às suas demandas. O padrinho/madrinha também assinará um termo de responsabilidade ou adesão, a depender da modalidade de apadrinhamento escolhida e, ao deixar o projeto, um termo de desistência.
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Do mesmo modo, haverá um registro das demandas de cada instituição junto à 1ª VIJ, para que seja possível o direcionamento do padrinho/madrinha à instituição que necessita de sua colaboração. Para atualizar essas necessidades, o profissional de referência da instituição de acolhimento entrará em contato com a técnica do NAE de referência para o projeto de apadrinhamento afetivo, transmitindo essas necessidades.
Trimestralmente haverá uma avaliação do projeto por meio de relatório (sugestão de modelo anexa) a ser elaborado pelas instituições de acolhimento, apresentado à respectiva Secretaria Municipal de Assistência Social, mediante ciência, e então, entregue ao NAE, até o dia 10 dos meses de janeiro, abril, julho e outubro de cada ano. Semestralmente o NAE realizará a compilação e análise dos dados relativos ao projeto e os apresentará à 1ª VIJ, com posterior devolutiva aos acolhimentos.
Todos os envolvidos terão papel relevante para a divulgação da possibilidade de apadrinhamento, bem como o compromisso de adotar os fluxos e critérios constantes desse projeto.
Cada modalidade de apadrinhamento, contará com critérios e orientações específicas:
Apadrinhamento Afetivo:
O objetivo do apadrinhamento afetivo é garantir à criança ou adolescente a possibilidade de convivência familiar e comunitária, portanto, nesta modalidade de apadrinhamento, o padrinho ou madrinha precisa disponibilizar um tempo para estar com seu afilhado, seja realizando passeios externos à instituição, seja em visitas sistemáticas e periódicas na instituição de acolhimento. Há possibilidade de pernoite na residência familiar dos padrinhos e a realização de viagens, neste último caso, dependendo de autorização judicial específica para tal, a ser solicitada por escrito, previamente.
É essencial que as necessidades e expectativas da criança ou adolescente sejam consideradas primordiais no apadrinhamento afetivo e disso decorre a necessidade de preparação e compromisso dos padrinhos. Sendo observada pela instituição de acolhimento resistência, medo ou ausência de interesse da criança/adolescente no apadrinhamento, este aspecto deverá ser considerado, não impedindo que em momento posterior haja reinserção da criança no projeto.
Será analisada - pela instituição de acolhimento, em conjunto com o profissional do NAE que acompanha o caso - a condição emocional/pessoal da criança ou adolescente para
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participação no projeto, sendo fundamental observar para o apadrinhamento afetivo: a idade mínima de 7 anos (ou outra condição que torne improvável a adoção, por exemplo, doenças graves ou necessidades especiais); interesse na participação; trabalho prévio quanto a aspectos como agressividade, uso de drogas e comportamento sexualizado, garantindo-se atendimento psicológico, médico ou outros que sejam necessários; e preferência ou não pelo apadrinhamento em conjunto com irmãos.
A avaliação e a seleção dos padrinhos e madrinhas serão realizadas pela equipe da própria instituição de acolhimento, observando critérios legais e outros estabelecidos conjuntamente entre instituições, 1ª VIJ e NAE.
Os critérios para que os padrinhos e madrinhas afetivas sejam inseridos no projeto são: a) Idade mínima de 21 anos;
b) Apresentar a seguinte documentação à instituição de acolhimento:
- Fotocópia do comprovante de residência (conta de água ou luz); - Fotocópia da conta de telefone;
- Fotocópia do RG e do CPF;
- Fotocópia da certidão de casamento (caso seja casado); - Uma foto 3x4;
- Certidão de antecedentes criminais.
Todos os documentos são relacionados à pessoa que será a responsável pelo apadrinhamento afetivo.
c) Consentimento de visita técnica em sua residência;
d) Para casais candidatos a padrinhos/madrinhas, deverá ser assinado Termo de concordância Mútua.
e) Disponibilidade de tempo ao menos quinzenalmente para participar efetivamente da vida do afilhado;
f) Participação em entrevista preliminar com técnicos da instituição de acolhimento e em oficina de orientação prática sobre apadrinhamento afetivo promovida pelo NAE;
g) Respeitar as regras estabelecidas para o projeto e a rotina da instituição de acolhimento.
OBS: É possível que o padrinho ou madrinha seja habilitado ou interessado em habilitar-se à adoção, contudo, neste caso, o apadrinhamento apenas poderá ocorrer com crianças e
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adolescentes acima de sete anos ou em outra condição que torne improvável a adoção por pretendentes habilitados há mais tempo que o padrinho/madrinha (por exemplo, crianças com algum tipo de necessidade especial, ainda que mais novas do que sete anos).
Apadrinhamento de Serviços:
Essa modalidade de apadrinhamento oportuniza que profissionais liberais de diversas áreas como professores, dentistas, advogados, médicos, fonoaudiólogos, pedagogos, psicólogos, entre outros, atuem voluntariamente atendendo crianças e adolescentes acolhidos institucionalmente.
O profissional interessado deverá comparecer à 1ª VIJ para assinar o termo de adesão no qual constará o tempo de serviço que colocará à disposição da entidade ou número de atendimentos que pretende realizar, por exemplo. É possível que os atendimentos ocorram no próprio local de trabalho do profissional, de acordo com a disponibilidade do voluntário. No momento do preenchimento do termo, o profissional pode registrar preferência em auxiliar determinada instituição de acolhimento. Sempre que possível, de acordo com a necessidade de distribuição dos voluntários em todas as instituições da Comarca de Londrina, tal preferência será observada.
Apadrinhamento Material:
Na modalidade de apadrinhamento econômico/material a intenção é que instituições ou pessoas interessadas em colaborar materialmente com as instituições de acolhimento (doação de móveis, roupas, materiais de construção, etc) ou disponibilizando-se a arcar com as despesas de atividades para as crianças (futebol, escola particular, dança, cursos profissionalizantes, curso de inglês, etc) tenham maior facilidade para tal.
A doação do material poderá ser feita diretamente à instituição de acolhimento, que será responsável pela destinação correta, em benefício às crianças e adolescentes. No caso de cursos ou outras atividades extracurriculares, os padrinhos efetuarão o pagamento diretamente ao serviço contratado (escola, por exemplo).
O interessado nesta modalidade de apadrinhamento, deverá ser orientado a buscar a 1ª VIJ, para preenchimento do termo de adesão, em que registrará o tipo de colaboração que intenciona oferecer. A exemplo do que ocorre com o apadrinhamento de serviços, no momento do preenchimento do termo, o profissional pode registrar preferência em auxiliar determinada
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instituição de acolhimento. Sempre que possível, de acordo com a necessidade de distribuição dos voluntários em todas as instituições da Comarca de Londrina, tal preferência será observada.
* Não estão contempladas no projeto a doação de recursos financeiros.
Apadrinhamento de Estágio e Aprendizagem:
Nesta modalidade de apadrinhamento, o objetivo é sensibilizar empresas, entidades e órgãos do Poder Público para a abertura de campos de estágio e trabalho como aprendiz para adolescentes que se encontram nas instituições de acolhimento da Comarca.
A todos os parceiros do Projeto de Apadrinhamento incumbe o papel de interlocução com entidades formadoras e possíveis colaboradores, a fim de fomentar a destinação de vagas aos adolescentes em instituição de acolhimento.
Ressalta-se também que há necessidade do trabalho de sensibilização das empresas para a demanda de flexibilização de critérios de acesso aos programas de formação e estágios. Observa-se que vários adolescentes não conseguem sua inserção por não frequentarem a escola e esta condição acaba por impedi-los de vivenciar avanços em seu desenvolvimento pessoal. Considera-se que o ingresso no mercado de trabalho pode favorecer a autoestima, a sensação de competência e repercutir em progressos do adolescente em outras áreas de sua vida, inclusive no que diz respeito à própria educação.
Caberá às instituições de acolhimento informarem à 1ª VIJ quais adolescentes necessitam ser encaminhados a programas de aprendizagem ou estágio, continuando indispensável que a própria instituição, executando seu plano individual de atendimento auxilie o adolescente a realizar busca ativa por estágio ou programa de aprendizagem. O acompanhamento laboral do adolescente será realizado pela própria instituição qualificada para ministrar cursos de aprendizagem com apoio da instituição de acolhimento.
5. CONSIDERAÇÕES FINAIS:
O projeto tem potencial de trazer benefícios incontáveis ao desenvolvimento das crianças e adolescentes que passam por instituições de acolhimento na Comarca, em especial no que se refere a habilidades de relacionamento interpessoal, solução de conflitos, percepção/consciência de diretos e deveres, tolerância à frustração, entre outros. Desse modo, caberá ao NAE, à 1ª VIJ, às instituições de acolhimento e à Secretaria de Assistência Social de
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Londrina a ampla divulgação do Projeto de Apadrinhamento de Crianças e Adolescentes da Comarca de Londrina. Pretende-se que o desenvolvimento deste trabalho conte com a colaboração da população, de órgãos públicos, de associações diversas e da sociedade civil organizada para que surta real impacto e transformação da vida e das perspectivas das crianças e adolescentes.
ANEXOS
I. FICHA DE INSCRIÇÃO DO PADRINHO AFETIVO.
II. FLUXO PARA ACOLHIDA E HABILITAÇÃO DO PADRINHO AFETIVO.
III. TERMO DE RESPONSABILIDADE PARA APADRINHAMENTO AFETIVO.
IV. TERMO DE ENTREGA SOB RESPONSABILIDADE PARA A INSTITUIÇÃO DE ACOLHIMENTO.
V. MODELO DE AUTORIZAÇÃO DE VIAGEM PARA A REGIÃO METROPOLITANA.
VI. FICHA DE INSCRIÇÃO/ADESÃO (1. Apadrinhamento de Serviços; 2. Apadrinhamento Material; 3. Apadrinhamento Empresarial/institucional). VII. TERMO DE DESISTÊNCIA.
VIII. FICHA DE DEMANDAS DA INSTITUIÇÃO DE ACOLHIMENTO. IX. RELATÓRIO DE AVALIAÇÃO TRIMESTRAL DO PROJETO.
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ANEXO 1
Ficha de Inscrição - Apadrinhamento Afetivo
Nome do Padrinho: Data de Nascimento: Profissão: Grau de instrução: Estado Civil: Telefones (Residencial/ Celular/ Comercial): Endereço: E-mail: Nome da Madrinha: Data de Nascimento: Profissão: Grau de instrução: Estado Civil: Telefones (Residencial/ Celular/ Comercial): Endereço: E-mail: Composição Familiar: Filho(s) e idade(s):
Mais alguém reside com você(s)?
Pretende apadrinhar quantas crianças? Sexo? Feminino; Masculino; Indiferente Idade? É habilitado à adoção? Sim Não
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Observação: (interesse em apadrinhar em instituição específica, p. ex.) Como ficou sabendo do projeto? Jornal Facebook Cartazes E-mail Indicação de colegas/familiares Consulta à 1ª VIJConsulta à entidade de acolhimento
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ANEXO 2 - FLUXO ESTABELECIDO PARA ACOLHIDA E HABILITAÇÃO DO PADRINHO AFETIVO
ACOLHIMENTO DO PADRINHO NO NAE-FÓRUM:
Nessa acolhida acontecerá a explicação de todas as modalidades de apadrinhamento e o preenchimento da ficha com o interesse do candidato. Haverá orientação quanto aos documentos que precisarão ser entregues ao acolhimento. O NAE fará contato com o acolhimento, que agendará entrevista com os interessados.
HABILITAÇÃO
INSTITUIÇÕES DE ACOLHIMENTO:
As instituições de acolhimentos irão receber e arquivar os documentos dos padrinhos.
Realizarão a avaliação dos padrinhos:
Agendar ao menos uma entrevista com os padrinhos. Agendar visita técnica à residência dos padrinhos. * Informarão ao NAE quais foram os padrinhos aprovados.
VÍNCULO AFETIVO
PADRINHOS E AFILHADOS:
As instituições de acolhimento ficarão responsáveis por ligar para os padrinhos aprovados, agendando uma visita destes ao acolhimento para que conheçam as crianças/adolescentes que estão inseridas no projeto.
Para estabelecer qual padrinho irá apadrinhar qual criança ou adolescente, será observada a afinidade estabelecida durante essas visitas.
Obs: a visita poderá ser feita individualmente ou em grupo com outros padrinhos.
OFICINA
OFICINA PARA OS PADRINHOS OFERECIDA PELA EQUIPE DO NAE:
Orientações sobre o funcionamento do projeto;
Explicação sobre a realidade das crianças e adolescentes acolhidos;
Apoio e sensibilização para os padrinhos e madrinhas sobre como lidar com questões rotineiras que poderão surgir (ex: passeios, presentes, tipos de atividades, comportamento, entre outros).
Assinatura do termo de responsabilidadade/adesão.
*Após a oficina o padrinho estará apto a iniciar a convivência com seu afilhado.
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ANEXO 3
TERMO DE RESPONSABILIDADE DO(A) PADRINHO/MADRINHA:
O objetivo do apadrinhamento afetivo é garantir à criança ou adolescente a possibilidade de convivência familiar e comunitária, portanto, o padrinho ou madrinha precisa disponibilizar tempo para estar com seu afilhado, através de visitas sistemáticas e periódicas à instituição de acolhimento ou realizando passeios externos à instituição. Há possibilidade de pernoite na residência familiar dos padrinhos e a realização de viagens, estas últimas, dependendo de autorização judicial específica. Para a adesão ao apadrinhamento afetivo, o padrinho precisa declarar-se ciente das responsabilidades abaixo:
I. Estou ciente de que deverei seguir as orientações do projeto “Abrace um futuro”, sobretudo quanto ao modo de realizar visitas às instituições de acolhimento, devendo respeitar horários e rotinas que me foram informados.
II. Estou ciente de que é obrigatória a participação de entrevista prévia na instituição de acolhimento e da oficina de orientação prática sobre apadrinhamento afetivo promovida pelo Núcleo de Apoio Especializado à Criança e ao Adolescente da Comarca de Londrina - NAE.
III. Comprometo-me a informar à instituição de acolhimento sobre qualquer mudança de endereço, telefones ou de situação familiar que possa intervir no apadrinhamento. IV. Comprometo-me a estar com o(a) afilhado(a) no mínimo a cada quinze dias.
V. Estou ciente de que tenho um compromisso com meu afilhado(a) e havendo impossibilidade de comparecer à visita ou continuar no programa, preciso conversar com ele(a) a respeito.
VI. Comprometo-me a cumprir o compromisso assumido, logo que for contatado(a) pela equipe do projeto.
VII. Estou ciente de que não poderei adotar meu afilhado(a), caso haja pretendente habilitado à adoção para seu perfil.
Londrina, ____ de ________________ de _________.
Nome e assinatura:______________________________________________________ Nome e assinatura:______________________________________________________
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ANEXO 4
TERMO DE ENTREGA SOB RESPONSABILIDADE (para as instituições de Acolhimento)
Aos ____ dias do mês de ___________________ do ano de___________, nesta cidade de
Londrina/Tamarana, Estado do Paraná, compareceram
___________________________________________________________________________ _______________________________________________, regularmente inscritos no Projeto de Apadrinhamento Afetivo da Comarca de Londrina, aduzindo que desejam retirar, para passar em sua companhia, nos finais de semana, a partir do dia _______________________, a criança _______________________________________________________, qualificada nos Autos de _____________________________________nº__________________________, acolhida no ____________________________________________, informando que nestes períodos a criança ficará no endereço______________________________________________________, telefones: _________________________________________________, sendo que assumem toda responsabilidade pela criança tal como se fossem guardiões, devendo devolvê-la à instituição de acolhimento após o período.
Técnico da Instituição de Acolhimento Nome e assinatura:
Padrinho1
Nome e assinatura:
Padrinho2
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ESTADO DO PARANÁ
PODER JUDICIÁRIO
Juízo de Direito da 1ª Vara da Infância e da Juventude do Foro Central da
Comarca da Região Metropolitana de Londrina–PR.
Av. Duque de Caxias nº 689 – Fórum de Londrina- Fax: (43)3572-3709
ANEXO 5 - AUTORIZAÇÃO DE VIAGEM
Fica a criança _____________________________________ nascida aos ____________, natural de ______________, filha de ____________________________________ e ________________________________________, neste momento acolhida junto à instituição
______________________________, localizada na
____________________________________, nesta comarca de Londrina-PR, AUTORIZADA por este Juízo, a empreender viagem, de ida e volta, via aérea ou rodoviária, para a região metropolitana de Londrina (Centenário do Sul, Uraí, Guaraci, Prado Ferreira, Miraselva, Lupionópolis, Rancho Alegre, Sertaneja, Pitangueiras, Ibiporã, Cambé, Bela Vista do Paraíso, Primeiro de Maio, Rolândia, Sabáudia, Sertanópolis, Tamarana, Porecatu, Assaí, Jataizinho, Alvorada do Sul, Jaguapitã, Florestópolis e Arapongas) acompanhada de seus padrinhos
afetivos _____________________________________________ e
__________________________________________, que se responsabilizam durante a viagem pela sua segurança e bem-estar.
Esta autorização tem validade para viagens no prazo de 6 (seis) meses de sua expedição.
A presente é expedida em duas vias, ficando a primeira via com os padrinhos e, a segunda, arquivada junto à instituição de acolhimento responsável pela criança/adolescente.
Londrina – PR., ____ de _____________ de________.
____________________________________ CAMILA TEREZA GUTZLAFF
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ANEXO 6
FICHA DE INSCRIÇÃO/ADESÃO
(1. Apadrinhamento de Serviços; 2. Apadrinhamento Material; 3. Apadrinhamento Empresarial/institucional). Nome do Padrinho: Pessoa Física ou Jurídica? CPF ou CNPJ: Data de Nascimento
(caso pessoa física):
Profissão/Área de Atuação:
Grau de instrução
(caso pessoa física):
Estado Civil
(caso pessoa física):
Telefones (Residencial/ Celular/ Comercial): Endereço: E-mail: Em qual modalidade de apadrinhamento gostaria de se inscrever? Apadrinhamento de Serviços; Apadrinhamento Material; Apadrinhamento Empresarial/institucional. 1. Apadrinhamento de Serviços:
Tenho interesse em prestar qual tipo de serviço?
Quantas horas por mês ou quantos atendimentos posso oferecer às crianças e adolescentes acolhidos institucionalmente?
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Observação:
(interesse em apadrinhar em instituição específica, p. ex.)
2. Apadrinhamento Material: Tenho interesse em colaborar com:
(ex: pagamento de um curso por um semestre, fornecimento de mobília, roupas, etc)
Observação:
(interesse em apadrinhar em instituição específica, p. ex.)
3. Apadrinhamento Empresarial/Institucional Tenho interesse em oferecer:
(ex: uma vaga de estágio na área de Administração, uma vaga para aprendiz, etc)
Observação:
(interesse em apadrinhar em instituição específica, alguma habilidade específica para a vaga, p. ex.)
Como ficou sabendo do projeto? Jornal Facebook Cartazes E-mail Indicação de colegas/familiares Consulta à 1ª VIJ
Consulta à entidade de acolhimento
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ANEXO 7
TERMO DE DESISTÊNCIA
Eu ________________________________________________________ [nome], _______________________ [Nacionalidade], __________________________ [Estado Civil], ___________________________ [CPF], _______________________________ [Profissão], e ___________________________________________________ [nome], _________________ [Nacionalidade], ________________________ [Estado Civil], _____________________ [CPF], _________________ [Profissão], DECLARO (DECLARAMOS) para os devidos fins, que desistimos expressamente da participação no Projeto de Apadrinhamento de Crianças e
Adolescentes da Comarca de Londrina, vez que [justificativa]
___________________________________________________________________________ ___________________________________________________________________________ ___________________________________________________________________________ ___________________________________________________________________________.
Por ser verdade, firmo o presente para que surta seus efeitos. Respeitosamente,
Londrina, ______ de __________________ de ___________.
_________________________________________________
NOME PADRINHO E/OU MADRINHA
_________________________________________________
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ANEXO 8
FICHA DE DEMANDAS DA INSTITUIÇÃO DE ACOLHIMENTO
Instituição:
Número de vagas: Número de casas:Apadrinhamento Afetivo:
Quais crianças/adolescentes precisam de padrinhos?Nome:
1.
2.
3.
4.
5.
6.
7.
8.
9.
10.
11.
12.
13
14.
15.
Idade:
Obs:
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Apadrinhamento de Serviços:
Quais as necessidades das crianças em termos de saúde, educação, lazer, p. ex.Nome:
1.
2.
3.
4.
5.
6.
7.
8.
9.
10.
11.
12.
13
14.
15.
Demanda:
Apadrinhamento Material
Quais as necessidades das crianças no que diz respeito a cursos ou atividades extra-escolares?Nome:
1.
2.
Demanda:
21
3.
4.
5.
6.
7.
8.
9.
10.
11.
12.
13
14.
15.
O que a entidade necessita em termos de estrutura material/física (ex: mobiliário, construção de um cômodo, conserto de telhado, etc)?
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Apadrinhamento de Estágio e Aprendizagem
Quais as necessidades das crianças no que diz respeito à inserção em estágios ou trabalho como aprendiz?
Nome:
1.
2.
3.
4.
5.
6.
7.
8.
9.
10.
11.
12.
13
14.
15.
Data de nascimento: Escolaridade, (constar se está frequentando as aulas): Área de Interesse:Observações:
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ANEXO 9
RELATÓRIO DE AVALIAÇÃO
Trimestre: ( ) janeiro a março ( ) abril a junho ( ) julho a setembro ( ) outubro a dezembro
* AFETIVO
Criança/Adolescente Padrinho(s) Início Periodicidade “Ausências”
Número de crianças e adolescentes inseridas nesta modalidade de apadrinhamento: ___
Número de crianças e adolescentes com demanda por esta modalidade de apadrinhamento, ainda não contempladas: ___
* SERVIÇOS
Padrinho Destinatário
(Ex.: nome da criança, casa 1,
etc.)
Início Periodicidade Tipo (Ex.: especialidade
do atendimento,
etc.)
Número de crianças e adolescentes inseridas nesta modalidade de apadrinhamento: ___
Número de crianças e adolescentes com demanda por esta modalidade de apadrinhamento, ainda não contempladas: ___
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*MATERIAL Padrinho Destinatário (Ex.: nome criança, casa 1, pátio, etc.)Início Periodicidade Tipo (Ex.: dinheiro, mobília, material de construção, etc.) *
DE ESTÁGIO E APRENDIZAGEM
Criança/Adolescente Padrinho(s) Vigência Carga Horária
Semanal Qualificadora Entidade
Número de crianças e adolescentes inseridas nesta modalidade de apadrinhamento: ___
Número de crianças e adolescentes com demanda por esta modalidade de apadrinhamento, ainda não contempladas: ___