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2 Manual de facetas e lentes de contato

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A estética é um conceito subjetivo sobre o

julgamento da percepção do que é belo

e sublime (Frese et al., 2012). Apesar da

subjetividade deste conceito, a indústria da

moda e estética em conjunto com a mídia e

a comunidade contemporânea estabelecem

padrões de beleza corporais e faciais cada

vez mais exigentes e difíceis de serem

alcançados por meio da supervalorização

do fenótipo (Frese et al., 2012). Estes meios

estabelecem como modelo ideal a obtenção

de um sorriso com dentes brancos,

alinhados no arco e livres de qualquer

desgaste e percepções de ocorrências como

traumatismo dentário passado, alterações

de cor, forma, anormalidades estruturais e

posição de dentes anteriores (Frese et al.,

2012; Soares et al., 2014).

Caso alguma destas características

indesejadas seja identificada, ocasionarão

desequilíbrio da harmonia do sorriso,

com consequência de prejuízos estéticos,

funcionais, deficiências fonéticas e no padrão

oclusal; além da redução de autoestima

e bem estar psicossocial (Goldstein et al.,

1994; Klages et al., 2004; Korkut et. al., 2013).

Sendo assim, restabelecer a estética

dento-facial de um paciente está entre os tópicos

mais relevantes da odontologia restauradora

(Frese et al., 2012; Korkut et al., 2013).

Para alterações que afetam a estética do

sorriso, diversos protocolos reabilitadores

podem ser oferecidos como opções de

tratamentos, sendo alguns considerados

mais invasivos e outros mais conservadores

(Soares et al., 2012; Soares et al., 2014).

A indicação da técnica e do material a ser

utilizado está diretamente relacionada com

a causa da interferência estética (Soares

et al., 2012; Soares et al., 2014). Elementos

dentários resistentes ao clareamento, que

apresentam modificações morfológicas

como dentes conóides, diastemas,

microdontia; além dos que necessitam do

aumento no comprimento incisal, estão

entre as situações mais indicadas para

a realização de um preparo de faceta

convencional ou minimamente invasiva

(Magne & Belser, 2002). Estas variações

anatômicas são comuns, variando de acordo

com a idade e comunidade estudada. A

prevalência de jovens com diastema é de

15,43% a 27% (Utomi et al., 2011; Kaur

et al., 2013), sendo que a presença de

dentes conóides pode chegar a 28,9% de

acometimento da população (Costa et al.,

2012) e a microdontia possui taxa de apenas

1% (Patil et al., 2013).

Em todas estas alterações, o que se objetiva

é a retomada da proporção entre os dentes,

além de estabelecer um equilíbrio perfeito

entre a arquitetura branca (dentes) e a

arquitetura rosa (tecido gengival), tornando

o sorriso esteticamente agradável e natural

(Moslowitz & Nayyar, 1995). Para isto, a

razão da dimensão mésio-distal entre os

dentes anteriores tem fator relevante para a

obtenção da harmonia, podendo apresentar

diversas relações de graduação. A proporção

que é considerada mais esteticamente

favorável e bela ao olhar é a que prevalece

uma sequência gradativa do incisivo central

para o canino, denominada proporção

áurea (Levin, 1978). Acrescenta-se ainda a

necessidade de planejar reabilitações que

além de resultarem no padrão estético

desejado e estabelecido pela sociedade

moderna para o sorriso do paciente, esteja

relacionado à ideologia do visagismo, ou seja,

o que torna as características do indivíduo

únicas: a sua originalidade, autenticidade e

individualidade (Paolucci, 2011).

do

Estética

sorriso

(4)

Nas últimas décadas, com a melhoria dos

materiais odontológicos, principalmente os

adesivos, a odontologia está enquadrada em

uma fase minimamente invasiva, onde não se

faz necessário desgastes mais extensos para

criar macrorretenções mecânicas (Soares et

al., 2014). Desde o início dos anos 1980, o

desenvolvimento das facetas minimamente

invasivas tem desfrutado de entusiasmo

e sucesso generalizado. Entretanto,

somente nos últimos anos tornou-se um

procedimento amplamente aceito e popular,

além de fornecer ao dentista e ao paciente

oportunidade para aprimorar a beleza do

sorriso sem a necessidade de grandes

desgastes (Goldstein et al.,1994; Radz, 2011;

Korkut et. al., 2013).

Os procedimentos minimamente invasivos

estão suportados por um alicerce

principal: adesão (Giray, et al., 2014). O

protocolo restaurador indireto possui uma

especificidade, que é a complexa etapa da

integração da restauração ao substrato

dentário pelo processo de fixação. Nas

técnicas de laminados cerâmicos, sejam elas

convencionais ou minimamente invasivas,

este cuidado deve ser ainda maior, devido

à completa expulsividade do preparo e

consequente falta de retenção (Higashi et.al.,

2006). Portanto, para realizar reabilitações

por estas técnicas, deve-se respeitar e

acreditar no protocolo adesivo, seguindo

todas as etapas rigorosamente (Higashi

et.al., 2006; Soares, et al., 2012; Soares, et

al.,2014).

Para a técnica minimamente invasiva, outro

fator que colaborará para a adesão é o nível

do preparo, restrito somente ao esmalte

dentário (Soares, et al., 2014). Além de mais

conservador, o preparo em nível de esmalte

resulta em maior adesão, pois a resistência

de união neste substrato dentário é maior

do que em dentina quando utilizado

sistema adesivo convencional (Cardoso, et

al., 2011; Ozer & Blatz, 2013). Para auxiliar

na quantidade mínima de desgaste a ser

preparado, o planejamento reverso é

imprescindível (Coachman, et al., 2012;

Soares, et al., 2014).

Para a execução do plano de

reabilitação, baterias fotográficas do

paciente e mensuração das dimensões dos

elementos dentários devem ser realizadas

de modo a obter-se um arquivo virtual

onde será realizado o planejamento digital,

que servirá como guia para o modelo

de gesso encerado (wax-up) e posterior

confecção do ensaio restaurador

(mock-up) (Coachman, et al., 2012; Soares, et al.,

2014). O planejamento reverso irá auxiliar

no diagnóstico estético, comunicação com o

técnico em prótese dentária, análise crítica

pré/pós-tratamento e a relação entre o

cirurgião-dentista e paciente, aumentando

a motivação, confiança na equipe executora;

além de ser excelente ferramenta de

marketing (Coachman, et al., 2012; Soares,

et al., 2014).

Para que o tratamento estético atinja o

sucesso, é necessário que o profissional

compreenda qual o problema que mais

instiga o paciente, desde a primeira

consulta (Paolucci, 2011; Coachman, et al.,

2012; Soares, et al., 2014). Sendo assim,

além do conhecimento dos materiais, é

imprescindível que o cirurgião-dentista

entenda a importância de definir a

personalidade do paciente e o nível de

expectativa e exigência do mesmo, para que

um correto planejamento seja estabelecido

de acordo com as características individuais

(Andrade & Romani, 2004; Fradeani, 2006;

Paolucci, 2011).

minimamente

Odontologia

(5)

A constante busca pela harmonia e

os padrões exigidos pela sociedade

contemporânea, além de aumentar o nível

de expectativa e exigência dos pacientes,

também estimula o desenvolvimento de

novos materiais e técnicas odontológicas,

que derivam no aprimoramento dos

resultados estéticos (Goldstein, 1969;

Paolucci, 2011; Coachman et al., 2012;

Soares et al., 2014). Dentre as técnicas

indicadas para fechamento de diastema,

sugere-se a movimentação ortodôntica,

restaurações diretas em resina composta

e restaurações indiretas em cerâmica, que

podem ser planejadas individualmente ou

em conjunto (Blatz et al., 1999; Soares et al.,

2012; Soares et al., 2014).

As restaurações em resina possuem diversas

vantagens, como a conservação de tecido

dentário, baixo custo, reversibilidade de

tratamento, técnica relativamente simples

e possibilidade de reparo (Heymann &

Hershey, 1985). Apesar da grande evolução

na sua composição nos últimos 60 anos,

resultando em melhora das propriedades

mecânicas e óticas (Ferracane, 2011), estes

materiais apresentam alta taxa de falha

quando indicadas para grandes restaurações

(Tuncer et al., 2013), e maior frequência de

manutenção quando comparadas às facetas

laminadas.

Com o desenvolvimento dos materiais

odontológicos, as cerâmicas tornaram-se

excelentes opções para reabilitação indireta,

até mesmo para confecção de laminados,

que provou ser uma técnica de tratamento

estético e funcional de sucesso (Walter &

Raigrodski, 2008; Soares et al. 2012; Signore

et al., 2013; Soares et al., 2014). As facetas

confeccionadas em cerâmica apresentam

diversas vantagens, pois reúnem algumas

das principais qualidades dos compósitos

resinosos - como a capacidade de adesão ao

substrato dentário - com as características

das cerâmicas: estabilidade de cor, alta

resistência e durabilidade, excelente lisura

superficial, resistência à abrasão, baixo

acúmulo de placa bacteriana; além de

coeficiente de expansão térmica, rigidez

e propriedades óticas semelhantes ao

esmalte dental (Higashi et al., 2006; Giray

& Blatz, 2013). Todas estas características

quando associadas à execução de técnica

criteriosa permitem a mínima remoção de

tecido dentário, manutenção da vitalidade

do dente e harmonia estética; além de

resultar em baixas taxas de falha, entre 0-5%

em 1 a 5 anos (Peumans et al., 2000).

de materiais

Opções

(6)

odontológicas

Cerâmicas

As cerâmicas odontológicas convencionais

são caracterizadas como vidros, com

favoráveis qualidades físicas, e apresentam

maior quantidade de feldspato em

comparação aos outros elementos

(Kina, 2005; Soares et al., 2005; Kelly &

Benetti, 2011). Estas cerâmicas podem ser

classificadas quanto a sua composição,

sendo as vítreas (feldspáticas, reforçadas

por leucita e reforçadas por dissilicato de

lítio) e as de baixo teor vítreo (reforçadas por

alumina e reforçadas por zircônia) (Kina, 2005;

Soares et al., 2005; Kelly & Benetti, 2011). As

cerâmicas dentais que melhor mimetizam as

propriedades óticas do esmalte e dentina

são predominantemente vítreas (Kina, 2005;

Kelly & Benetti, 2011). Estas cerâmicas

possuem os cristais de vidros em redes

de átomos 3D que não possuem qualquer

padrão regular, seja em distância ou ângulo,

sendo sua estrutura sem forma definida

(Kelly & Benetti, 2011). Estas cerâmicas são

derivadas principalmente por um grupo

de minerais denominados de feldspato e

com base em sílica (óxido de sílica) (Kelly &

Benetti, 2011). A classificação de cerâmica

que apresenta maior quantidade de vidro

são as feldspáticas. Por este motivo, estas

apresentam uma estética singular, porém

são mais friáveis e possuem alta fragilidade

(Kina, 2005; Soares et al., 2005; Kelly &

Benetti, 2011).

(7)

Devido à baixa resistência das cerâmicas

feldspáticas e da tentativa de confecção

de coroas somente em material vítreo,

pautou-se no desenvolvimento destes

materiais, sendo a transição do aumento

da porcentagem de material cristalino com

a diminuição da porcentagem de vidro

(Kina, 2005; Kelly & Benetti, 2011). Uma das

opções para aumentar a resistência foi a

introdução de cristais de leucita às cerâmicas

feldspáticas (SiO

2

-Al

2

O

3

-K

2

O), que previne

a propagação de microfraturas internas à

matriz. Mesmo com o aumento razoável

da resistência, este sistema continuou

apresentando favorável translucidez e

propriedades óticas, apesar de inferior ao

das cerâmicas não reforçadas (Kina, 2005;

Soares et al., 2005; Kelly & Benetti, 2011).

A inserção de cristais de leucita não foi

suficiente para permitir a indicação de

próteses confeccionadas somente em

cerâmicas para situações mais extensas

(Kina, 2005; Soares et al., 2005; Kelly &

Benetti, 2011). Então, nova composição foi

criada após adicionar cristais de dissilicato

de lítio (SiO

2

-LiO

2

) para reforçar cerâmicas

feldspáticas. Estes cristais ficam dispersos

de forma entrelaçada em matriz vítrea,

impedindo a propagação de trinca no interior

do material (Kina, 2005; Soares et al., 2005;

Kelly & Benetti, 2011). Este sistema, além

da melhor resistência mecânica quando

comparado com as outras cerâmicas vítreas,

possui alto padrão estético devido a matriz

vítrea e aos cristais de dissilicato de lítio com

índice de refração de luz semelhante, sem

interferência significativa da translucidez;

além do poder de adesão aos cimentos

resinosos após o condicionamento ácido e

silanização (Kina, 2005; Soares et al., 2005;

Kelly & Benetti, 2011).

Existem ainda as cerâmicas reforçadas com

óxido de alumina e zircônia, aumentando

ainda mais a resistência do material por

meio da compactação do vidro (Kelly &

Benetti, 2011). Entretanto, estas cerâmicas

são mais opacas e os copings necessitam

de recobrimento com cerâmica vítrea

para aumentar a estética. Além disso,

esta classe de cerâmicas apresenta baixa

resistência de união entre o material e o

cimento resinoso (Kina, 2005; Soares, et al.,

2005; Kelly & Benetti, 2011). Isto resulta na

contraindicação de cerâmicas não vítreas

para procedimentos de baixa espessura e

que necessitam de adesão, como facetas

laminadas convencionais e minimamente

invasivas (Soares, et al., 2005; Kelly &

Benetti, 2011). Portanto, recomenda-se para

estas situações utilizar cerâmicas vítreas,

principalmente as reforçadas com dissilicato

de lítio, devido as suas propriedades óticas,

mecânicas e possibilidade de adesão (Kina,

2005; Soares et al., 2005; Kelly & Benetti,

2011).

(8)

adesiva

Interface

Esquema ilustrativo dos 05 pontos que o clínico deve observar para criar uma interface adesiva de alta performance.

A etapa de fixação de um material a estrutura

dentária que foi recém-preparada deve ser

realizada com rigoroso protocolo (Cardoso

et al., 2011; Ozer & Blatz, 2013). Para correta

execução deste procedimento, deve-se

conhecer o tipo de tecido dentário em que a

cimentação irá ocorrer (esmalte ou dentina)

e a classificação do material utilizado para

confecção da peça protética e do cimento

resinoso (Soares et al., 2005). Sendo assim,

para unir dois substratos (dente/cerâmica)

são necessários três passos intermediários

(sistema adesivo/cimento/silano) (Soares et

al., 2005).

Para

obter o melhor

desempenho de resistência de união

relacionado com a estética requerida,

o profundo planejamento envolvendo

estes cinco processos deve ser analisado:

Extensão do preparo no substrato dentário

(esmalte ou dentina); Sistema adesivo

(classificação e indicação); Cimentos

resinosos (classificação e indicação); Agente

de união silano; e Tratamento da superfície

interna da Cerâmica (Coachman et al., 2012;

Soares et al., 2014).

Em busca de minimizar os erros de

protocolos e contaminação, o isolamento

absoluto é sempre indicado para etapas

restauradoras seja direta ou indireta.

Entretanto, os laminados cerâmicos quase

sempre apresentam o término cervical

no nível do sulco gengival, tornando nem

sempre possível a utilização do lençol de

borracha. Sendo assim, o isolamento relativo

com roletes de algodão no fundo de saco

de vestíbulo, gaze no dorso da língua, uso

de abridor bucal e fio retrator inserido no

suco gengival são manobras indicadas para

a etapa de cimentação (Soares et al., 2012;

Soares et al., 2014).

(9)

Diversos sistemas adesivos estão disponíveis,

sendo classificados de acordo com a interação com

o substrato (convencional ou autocondicionante)

e o número de passos clínicos (uma, duas ou três

etapas) (Cardoso et al., 2011; Ozer & Blatz, 2013).

Os sistemas adesivos convencionais preconizam

a etapa clínica do condicionamento com ácido

fosfórico de 32 a 37% para remoção da smear

layer e desmineralização da camada superficial de

cristais de hidroxiapatita (Cardoso et al., 2011; Ozer

& Blatz, 2013), seguido da aplicação do primer e/

ou adesivo. Os sistemas autocondicionantes não

exigem a etapa do condicionamento com ácido

fosfórico por possuírem em sua composição

monômeros ácidos, que desmineralizam e

infiltram simultaneamente os tecidos dentários,

não podendo ser lavados após a aplicação)

(Cardoso, te al., 2011; Ozer & Blatz, 2013).

Independente da classificação quanto à interação

com o substrato, sistemas adesivos que possuem

menores números de etapas clínicas possuem

maior quantidade de monômeros ácidos,

diluentes e água, o que pode comprometer a

união destes materiais aos cimentos resinosos

(Cardoso et al., 2011; Ozer & Blatz, 2013).

Apesar de mais modernos, os sistemas adesivos

autocondicionantes ainda apresentam menor

resistência de união entre as estruturas dentárias,

principalmente ao esmalte, quando comparado

com os convencionais (Cardoso et al., 2011; Ozer &

Blatz, 2013). Por este motivo, indica-se a utilização

Sistema Adesivo:

de sistemas adesivos que necessitem da etapa

com condicionamento com ácido fosfórico para

tratamento da estrutura dentária previamente à

cimentação de faceta, principalmente quando do

emprego da técnica minimamente invasiva, onde

só há esmalte exposto (Cardoso et al., 2011; Ozer

& Blatz, 2013, Soares et al., 2014).

Ainda por entender que o preparo minimamente

invasivo consiste somente em esmalte dentário,

onde não há formação de camada híbrida e sim

penetração do adesivo nos poros resultantes

da desmineralização, o uso do primer não se faz

necessário, sendo indicada a lavagem do ácido

fosfórico, secagem do esmalte e aplicação de

uma camada de agente adesivo, seguido pela

fotoativação por 20 segundos (Cardoso et al.,

2011; Ozer & Blatz, 2013, Soares et al., 2014).

Para os laminados cerâmicos convencionais,

o processo de preparo do substrato dentário

deve respeitar as indicações tanto para dentina

como para esmalte. Por isso, nos preparos com

envolvimento de dentina, além do tempo de

condicionamento com ácido fosfórico ser menor

(15 segundos), após a lavagem, não se deve secar

o substrato, e sim remover o excesso de umidade

com papel absorvente, para evitar o colabamento

das fibrilas colágenas e permitir o efeito da ação

do primer e posteriormente a penetração do

adesivo, criando a camada híbrida (Cardoso et al.,

2011; Ozer & Blatz, 2013).

Apesar de ambos serem classificados como

tecidos mineralizados, esmalte e dentina

possuem grandes diferenças na composição

e morfologia. O esmalte é composto de 95%

por substâncias inorgânicas (hidroxiapatita,

fluorapatita e carbonoapatita), 4% de ágar

e 1% de matriz orgânica. Já a dentina,

apresenta de 50 a 70% de substância

inorgânica (hidroxiapatita), 18 a 30% de

componentes orgânicos (na sua maioria de

colágeno) e 12 a 20% de água (Fehrenbach;

Math-Balohg, 2008).

Devido a estas diferenças entre as

estruturas, é importante analisar qual o nível

de desgaste do preparo e se este

encontra-se predominante em esmalte ou dentina

(Soares et al., 2012; Soares et al., 2014).

De acordo com a definição previamente

mencionada de preparos minimamente

invasivos, estes ocorrem somente quando

do desgaste no nível de esmalte (Soares et al.,

2014). Ao contrário, os preparos de facetas

convencionais possuem sobre extensão em

nível de dentina, tornando o protocolo de

tratamento da superfície dentária diferente

(Soares et al., 2012).

É importante, portanto, a ciência das

indicações de cada procedimento. No

caso das facetas minimamente invasivas,

as indicações concentram-se em corrigir

pequenas imperfeições; como discretas

alterações de posição, cor, forma e

comprimento dental em pacientes com alto

grau de exigência estética (SHETTY et al.,

2011 apud LIMA, P., 2013).

JAVAHERI et al., 2007 apud LIMA, P.,

2013 destacam que dentes pequenos e

lingualizados são ideais para a aplicação

de lentes de contato sem desgaste dental

prévio.

KACKER et al., 2001 apud LIMA, P., 2013

salientam que a falha no diagnóstico e

planejamento pode levar a resultados

indesejados como dentes excessivamente

salientes, com sobrecontorno,

monocromáticos e artificiais, visto que o não

preparo deve ser aplicado em casos bem

específicos, pois na maioria das situações

se faz necessário um pequeno desgaste

da estrutura dental para que o ceramista

tenha condições de criar a peça de maneira

adequada e esteticamente aceitável, assim

como para maiores propriedades físicas da

restauração indireta.

Extensão do preparo

no substrato dentário:

Ambar (FGM) é um sistema adesivo da técnica do

condicionamento ácido total que contém primer e bond

em um só frasco (2 passos, 5ª geração). Está indicado

para procedimentos adesivos em esmalte e dentina, com

a grande vantagem de conter MDP em sua formulação.

Este monômero funcional provê ao adesivo a capacidade

de adesão química, uma vez que interage com o cálcio

contido no dente. Isso aumenta sua capacidade adesiva e

confere ao produto maior longevidade de adesão. Além da

elevada adesão imediata e a longo prazo, características

como elevado grau de conversão, reduzido índice de

nanoinfiltração, baixo índice de sorção e solubilidade,

fazem deste adesivo uma excelente alternativa para

procedimentos adesivos de qualidade.

(10)
(11)

Assim como a etapa de escolha de cor da

cerâmica, a correta seleção do cimento

utilizado é imprescindível para a harmonia

cromática. Para isto, é necessário entender

a composição e mecanismos ativadores

dos cimentos resinosos de acordo com a

classificação destes. Os cimentos resinosos

podem ser classificados quanto ao processo

de ativação e quanto ao mecanismo de

interação com o substrato dentário (Blatz et

al., 2003; Ferracane et al., 2011).

Em relação ao processo ativador, existem os

cimentos de ativação química, de ativação

física (ou fotoativados) e dupla ativação

(Blatz et al., 2003; Ferracane et al., 2011).

Os cimentos resinosos de ativação química

apresentam tempo de trabalho reduzido,

sendo indicados principalmente para

cimentação de restaurações com coping

confeccionado em alumina ou zircônia, uma

vez que a luz tem dificuldade em atravessar

estes materiais (Blatz et al., 2003; Belli et al.,

2009; Ferracane et al., 2011). Os cimentos de

ativação física contêm como agente iniciador

a canforoquinona, sendo a polimerização

realizada exclusivamente pelo efeito da luz,

permitindo ótimo tempo de trabalho (Blatz

et al., 2003; Belli et al., 2009). Os cimentos

resinosos de dupla ativação (química e física)

possuem a primeira parte da polimerização

química e ao aplicar a luz ocorre também a

polimerização por ativador físico (Blatz et al.,

2003; Ferracane et al., 2011). Este cimento

apresenta vantagens como o controle

do tempo de trabalho maior do que os

cimentos químicos e a transformação dos

monômeros em polímeros em locais onde a

luz não consegue atingir (Blatz et al., 2003;

Ferracane et al., 2011). Entretanto, os

Cimentos resinosos:

cimentos que apresentam ativação química

não possuem boa estabilidade de cor,

como observa-se nos cimentos de ativação

física. Isto ocorre devido ao processo de

oxidação das lâminas terciárias presente

na polimerização química, que resulta na

alteração de cor do cimento (Belli et al.,

2009).

Os cimentos resinosos também podem

ser classificados quanto ao método de

interação com o substrato: convencionais

e autoadesivos (Behr et al., 2003; Ferracane

et al., 2011). Os cimentos resinosos

convencionais não são capazes de se

ligar ao substrato dentário sem a prévia

aplicação do sistema adesivo; e existem

em todos os três mecanismos de iniciação

(Behr et al., 2003; Ferracane et al., 2011).

Já o cimento autoadesivo é capaz de se

unir ao substrato dentário dispensando a

etapa do condicionamento ácido prévio e

aplicação de primer/adesivo, apresentando

como maior vantagem a simplificação da

técnica (Behr et al., 2003; Ferracane et al.,

2011). Entretanto, este cimento é disponível

somente em dupla ativação (química e física),

sendo contraindicado para cimentação de

facetas pela instabilidade de cor (Blatz et al.,

2003; Ferracane et al., 2011;).

Sendo assim, a indicação para cimentação

de facetas laminadas, principalmente as

minimamente invasivas (que são ainda mais

finas e translúcidas), é exclusiva de cimentos

convencionais e de polimerização física

(fotoativados) (Blatz et al., 2003; Soares et

al., 2014). Para isto, um bom LED (Diodo

Emissor de Luz) é necessário, com potência

mínima de 1000mw/cm

2

.

Allcem Veneer é um cimento resinoso monocomponente fotopolimerizável,

indicado somente para cimentação de peças protéticas que permitam

passagem de luz; normalmente facetas ou “lentes de contato dentais” de até

1,5mm de espessura. O cimento é radiopaco e tem excelentes propriedades

reológicas (tixotrópico) e alta concentração de carga inorgânica (63% em

peso) oferecendo excelentes propriedades mecânicas. Como o produto

interfere diretamente no resultado estético do trabalho, haja visto que

a espessura das peças protéticas pode ser por vezes muito pequena,

a estabilidade de cor foi privilegiada neste produto. Para aumentar a

previsibilidade do resultado, a pasta de prova de cor Allcem Veneer Try-in

mimetiza as cores do cimento após fotopolimerizado,

permitindo escolher a cor

do cimento que melhor

convém ao

caso.

Allcem Veneer

Prova de cor com pasta Try-in.

(12)
(13)
(14)

O silano é uma molécula bifuncional, R’ –

Si(OR)3, que opera como um agente de

união entre a matriz inorgânica presente no

material restaurador, por meio de ligação

covalente, e à matriz orgânica presente no

sistema adesivo e cimento resinoso pela

ligação organofuncional (Soares et al., 2005;

Brum et al., 2011).

Quando aplicado no tempo correto

na superfície da cerâmica, posteriormente

ao condicionamento com ácido

hidrofluorídrico para criação de superfície

quimicamente ativa, o silano promove o

aumento considerável da resistência do

agente de união com cerâmicas feldspáticas

e reforçadas por leucita ou dissilicato

de Lítio (Soares et al., 2005; Brum et al.,

2011; Soares et al., 2014). Ao contrário, a

efetividade do silano é comprometida em

sistemas cerâmicos reforçados com alto

teor de alumina ou zircônia, pois além da

ligação entre o silano e alumina ser baixa e

instável, a quantidade de sílica está presente

em reduzida quantidade (Soares et al., 2005;

Brum et al., 2011).

Silano

Prosil é um agente silano indicado para reforço

da adesão e deverá ser aplicado sempre que a

peça protética apresentar alto teor de sílica, ou

seja, apresentar superfície tratável. Contudo,

o silano deverá ser aplicado com prévio

condicionamento ácido da superfície interna

da peça, de modo a criar microrretenções para

maior ancoragem e retentividade.

(15)

O silano, ao ser aplicado em uma

superfície de

cerâmica vítrea sem o

prévio condicionamento com o ácido

hidrofluorídrico, apresenta interface adesiva

menos resistente (Soares et al., 2005).

Para isto, o condicionamento químico da

superfície interna das cerâmicas vítreas com

ácido hidrofluorídrico em concentração de 8

a 10% é necessário para promover alteração

morfológica da fase vítrea e criar topografia

com aspecto de colmeia, considerada ideal

para a retenção micromecânica (Peumans et

al., 2000; Soares et al., 2005).

O condicionamento da superfície é gerado

pela reação química do ácido hidrofluorídrico

com a sílica presente nas cerâmicas vítreas,

resultando em um sal como produto,

denominado hexafluorsilicato (Peumans

et al., 2000). Sendo assim, o tratamento

da superfície interna das restaurações

indiretas é modulado, principalmente, pela

composição do material. Portanto, o tempo

de aplicação do ácido hidrofluorídrico tem

relação direta com a quantidade de sílica

presente na composição da cerâmica;

ratificando que o conhecimento da

composição do tipo de cerâmica utilizada

e do protocolo de tratamento é necessário

para o sucesso reabilitador (Soares et al.,

2005). As cerâmicas feldspáticas, devido

a sua alta quantidade de vidro, devem

ser condicionadas pelo período de 120 a

150 segundos (Peumans et al., 2000). As

cerâmicas reforçadas com cristais de leucita,

por apresentarem menor quantidade de

sílica do que as feldspáticas devem ser

Tratamento da Superfície Interna

das Cerâmicas:

condicionadas por 60 segundos (Holand et

al., 2000; Borges et al., 2003).

Seguindo a diminuição gradativa da

proporção da fase vítrea, o condicionamento

por 20 segundos é suficiente para a remoção

da segunda fase cristalina e matriz vítrea de

cerâmicas reforçadas com dissilicato de lítio,

promovendo a criação de microrretenções

e um padrão aceitável de união (Ayad et

al., 1996; Borges et al., 2003). Devido a

reação do ácido hidrofluorídrico com a sílica

resultando na formação de um precipitado

de hexafluorsilicato, indica-se a limpeza da

peça, podendo aplicar ácido fosfórico 37%

e friccionar com micro aplicador por 60

segundos, ou inserir os laminados em cuba

ultrassônica por 3 minutos (Peumans et al.,

2000; Soares et al., 2014)

Além de propriedades óticas mais

divergentes das do esmalte apresentando

alta opacidade e da ineficiente ação dos

silanos nas cerâmicas reforçadas com

óxido

de alumínio e zircônia; o condicionamento

com ácido hidrofluorídrico promove somente

retenções superficiais, não sendo suficientes

para promover retenção mecânica por meio

dos agentes ácidos (Soares et al., 2005).

Este é mais uma evidência que torna estes

materiais contraindicados para reabilitações

estéticas anteriores sobre a forma de

laminados (Kina, 2005; Soares et al., 2005;

Kelly & Benetti, 2011).

Condac Porcelana consiste em ácido fluorídrico

a 10% na forma de um gel cremoso que não

escorre da superfície aplicada, proporcionando

aplicação segura para delimitar apenas a área

interna de interesse para o condicionamento.

Cada tipo de material condicionável apresenta

um tempo de condicionamento ideal

(detalhado na Tab.1), e esse condicionamento

da peça altera sua morfologia superficial, fato

que pode ser visto inclusive a olho nu pelo

aumento da opacidade da peça.

(16)

Planejamento reverso (planejamento digital, wax-up e

mock-up);

Preparo minimamente invasivo;

Adesão no substrato, sempre que possível,

predominante em esmalte;

Protocolo correto de tratamento de superfície das

cerâmicas;

Seleção correta dos agentes de fixação adesiva

(adesivos e cimentos).

1.

2.

3.

4.

5.

Objetivando abordar o tema de forma didática, os autores

selecionaram diferentes casos clínicos que enfatizam a

transformação estética de sorrisos com laminados cerâmicos

convencionais e minimamente invasivos (popularmente

conhecidos como “Lentes de Contato”). Atenção para os

conceitos e princípios importantes para o sucesso deste tipo de

(17)
(18)

OBJETIVO DO CASO

Destacar as etapas principais da reabilitação estética do

sorriso utilizando facetas laminadas cerâmicas minimamente

invasivas também conhecidas com “Lentes de Contato”,

utilizando os conceitos de Planejamento Reverso, Odontologia

Minimamente Invasiva e adesão em Esmalte.

01

AUTORES

Paulo Vinícius Soares

Igor Oliveiros Cardoso

Guilherme Faria Moura

Alexandre Coelho Machado

Analice Giovani Pereira

Luis Henrique Araújo Raposo

PLANEJAMENTO

Análise dos fatores e características principais.

Transformação do sorriso

(

x) Alteração morfológica dental

(

x) Presença de diastemas

( ) Alteração de posição do(s) dente(s) no arco

Características dos elementos dentais

(

x) Dentes hígidos

( ) Remanescentes com perda parcial de estrutura

( ) Necessidade de retentor intrarradicular

( ) Alteração intensa de cor

(

x) Necessidade de clareamento dental prévio

Padrão oclusal

(

x) Ausência de hábito parafuncional

(

x) Relação intermaxilar favorável

(

x) Espaço favorável para restauração

(

x) Estabilidade oclusal

(

x) Ausência de facetas intensas de desgaste

Tecidos periodontais

(

x) Necessidade de plastia/recontorno gengival

Característica do tipo de faceta cerâmica

( ) Laminado convencional. Dente(s):

(

x) Laminado minimamente invasivo [“Lente de Contato“].

Dente(s): 12, 11, 21, 22

Característica do tipo de faceta cerâmica

(

x) Acréscimo cervico-Incisal. Dente(s): 12, 11, 21, 22

(

x) Acréscimo mésio-distal. Dente(s): 12, 11, 21, 22

( ) Acréscimo somente na face vestibular. Dente(s):

CASO

Final

Paciente do gênero feminino, 22 anos de idade.

(19)

RELATO DO CASO

Casos como este podem ser transformados com resina composta. Os

mesmos critérios e indicações deverão ser empregados. No entanto, para

favorecer maior resistência e durabilidade da textura superficial, padrão de

reflexão de luz e translucidez (propriedades ópticas mimetizadas)

indicou-se laminados cerâmicos.

1

2 3

4 5

1. Aspecto inicial do sorriso. Paciente relata insatisfação com o formato dos dentes em relação ao formato do rosto e presença de diastemas. 2. Aspecto frontal inicial do sorriso.

3. Observa-se relação oclusal e espaço intermaxilares anterior favorável para reabilitação com laminados cerâmicos. Nota-se a necessidade de recontorno cirúrgico periodontal. 4. Aspecto inicial do arco superior, diastemas e formato arredondado dos elementos dentais, o que causava insatisfação da paciente.

5. Planejamento Digital realizado no software Key Note. Empregou-se medidas anatômicas planejadas de acordo com o perfil da paciente, forma da face e relação de proporção permitindo comunicação com as equipes de Periodontia e Ceramistas. Primeira etapa do Planejamento Reverso.

6 e 7. Cirurgia Periodontal para auxiliar no aumento do comprimento dos dentes. Esta manobra colabora com o ganho de espessura provocado pelo fechamento dos diastemas, favorecendo as proporções ideais. Recontorno ósseo com Ponta Diamantada Esférica (Periodont, KG Sorensen) e Longa.

8. Aspecto do arco superior após 45 dias de pós operatório periodontal e 15 dias de Clareamento Caseiro com Peróxido de Carbamida 16% (Whiteness Perfect, FGM).

9. Enceramento Diagnóstico para planejamento dos acréscimos cerâmicos nas faces vestibulares, proximais e incisais, etapa também conhecida como Wax-UP. Segunda etapa do Planejamento Reverso. O Wax-UP foi confeccionado a partir das medidas obtidas diretamente no Planejamento Digital.

6 7 8

(20)

10. Guia de Silicone de Adição que será utilizada para orientação durante os desgastes realizados no Preparo Minimamente Invasivo (FIG 16).

11. Guia de Silicone de Adição para confecção de Mock-up, terceira etapa do Planejamento Reverso. Este guia foi gerado a partir do Wax-UP, e tem como função replicar o enceramento na cavidade oral através da Resina Bisacrílica, o que define a etapa do Mock-up. Observe os importantes recortes da papila e contorno cervical o que garantirá melhor escoamento e adaptação do material.

12. Aspecto frontal do sorriso após instalação Mock-up em resina Bisacrílica cor A2 (Structur 2, Voco).

13. Vista aproximada do Mock-up. Esta etapa é importante para previsibilidade, os autores consideram a mais importante do Planejamento Reverso, pois ela permite maior participação e confiança do paciente. Da mesma forma, o profissional poderá prever e realizar todos os possíveis ajustes (desgastes ou acréscimos). Isto é fundamental para comunicação com o Ceramista.

14. Preparo Minimamente Invasivo sendo realizado na face vestibular com ponta diamantada 2135F (KG Sorensen) e turbina de alta rotação com LED acoplado (Cobra LED UV, Gnatus). Este preparo é superficial e busca remover o excesso de esmalte capaz de interferir na inserção da faceta cerâmica. Ou seja, em caso de dentes conóides, por exemplo, pode não haver a necessidade de desgaste devido a inclinação natural das paredes que facilitam a criação de eixo de inserção. 15. Apoio criado nas faces proximais para facilitar a acomodação e inserção do futuro laminado cerâmico.

16. Uso da guia de silicone (FIG 10) para orientar as regiões que necessitam de desgaste e aquelas que podem ser preservadas. Etapa fundamental que caracteriza o preparo minimamente invasivo na conquista do espaço mínimo suficiente para inserção da cerâmica.

17. Preparo finalizado no dente 21. Compare os desgastes realizados com o dente 11 que ainda não foi preparado. Não há exposição de dentina, o que favorecerá a qualidade e maior longevidade de união adesiva. Observe a mínima redução incisal que favorece a caracterização e reforço do laminado minimamente invasivo. 18. Preparos finalizados e acomodação do fio #000 (Pro Retract, FGM) no sulco gengival. 19. Molde de Silicone de Adição (President, Coltene) realizado em etapa única.

10 11 12 17 13 16 14 18 15 19

(21)

22. Prova das Facetas com Pasta Try-In cor A2 (Allcem Veneer Try-In, FGM) também chamada de fase Teste ou Simulação do cimento resinoso. Esta etapa é fundamental para avaliar o efeito do cimento na cor final das restaurações. Existem várias opções de cores e efeitos, para compor a caracterização, translucidez ou opacidade das restaurações. Após selecionar a pasta Try-In deve-se utilizar o cimento resinoso da cor equivalente.

23. Pasta de prova de cor Allcem Veneer Try-In (FGM) utilizada.

24. Preparo do Substrato Dental. Tratamento da Superfície do Esmalte com ácido Fosfórico 37% (Condac 37, FGM) por 30s. 25. Ácido Fosfórico a 37% (Condac 37, FGM).

26. Após lavar com spray ar-água por 30s e secar, aplicação do sistema Adesivo convencional (Ambar, FGM) com microaplicador Fino (Cavibrush, FGM). Atenção para a remoção cuidadosa dos excessos de adesivo. Não indica-se a fotopolimerização neste momento para evitar possíveis desadaptações durante a inserção da faceta.

27. Sistema Adesivo (Ambar, FGM) utilizado.

28. Tratamento de Superfície das Cerâmicas de dissilicato de Lítio (e-Max, Ivoclar). Condicionamento com Ácido Fluorídrico 10% (Condac Porcelana, FGM) por 20s. Cada tipo de cerâmica deve ser condicionada por um período diferente que varia de acordo com a quantidade de fase vítrea.

29. Ácido Fluorídrico a 10% (Condac Porcelana, FGM) utilizado.

30. Após lavar por 60s e secar, deve-se limpar a superfície com ácido Fosfórico 37% (Condac 37, FGM) por 60s.

20. Modelo de Trabalho. Enfatizamos a importância do Ceramista em elaborar acomodação cervical da cerâmica em um preparo que não possui término convencional (ombro ou chanfro). A ausência do término favorece maior conservação de estrutura e caracteriza o Preparo Minimamente Invasivo.

21. Facetas finalizadas demonstrando o apoio na face incisal sem recobrir e envolver a face palatina. Espessura média das facetas = 0,4mm. 20 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30

(22)

31B

31A 31C

31. A) Aplicação do agente de União Silano (Prosil, FGM). O silano é uma molécula orgânica bi-funcional, que permite a união química da cerâmica com o cimento resinoso. B) Este agente possui alta capacidade de se espalhar na topografia degradada da cerâmica. C) No entanto, após aplicá-lo em toda a superfície interna, deve-se deixar reagir por pelo menos 60s.

32. Inserção do Cimento Resinoso fotopolimerizável (Allcem Veneer, FGM). A cor selecionada na fase de Teste (Try-In) foi A2. Portanto, este cimento foi aplicado com cuidado no interior da faceta, e sua ativação física dependerá de um aparelho fotoativador de qualidade.

33. Cimento Resinoso fotopolimerizável Allcem Veneer (FGM) utilizado.

34. Fotoativação por 40s em cada margem da peça após remover os excessos. Potência mínima necessária para cimentação de restaurações indiretas com LED é de 1000mW/cm2.

35. Aspecto final imediato do arco superior após cimentação das facetas minimamente invasivas.

32 33

34

(23)

36. A) Vista frontal final do sorriso (Aproximada), B) vista do sorriso em menor aumento e C) vista lateral aproximada.

37. Aspecto frontal final do sorriso e satisfação da paciente.

Final Inicial 37 36A 36B 36C

(24)

OBJETIVO DO CASO

Demonstrar a real importância em usar a pasta de prova de

cor Try-In para seleção da cor final do cimento, análise do

efeito estético e previsibilidade de possíveis ajustes na cor da

faceta cerâmica.

02

AUTORES

Paulo Vinícius Soares

Paola Gomes Sousa

Lívia Fávaro Zeola

Pedro Henrique Spini

PLANEJAMENTO

Análise dos fatores e características principais.

Transformação do sorriso

(

x) Alteração morfológica dental

(

) Presença de diastemas

( ) Alteração de posição do(s) dente(s) no arco

Características dos elementos dentais

(

) Dentes hígidos

(

x) Remanescentes com perda parcial de estrutura

( ) Necessidade de retentor intrarradicular

(

x) Alteração intensa de cor

( ) Necessidade de clareamento dental prévio

Padrão oclusal

(

x) Ausência de hábito parafuncional

(

x) Relação itermaxilar favorável

(

x) Espaço favorável para restauração

(

x) Estabilidade oclusal

(

x) Ausência de facetas intensas de desgaste

Tecidos periodontais

(

) Necessidade de plastia/recontorno gengival

Característica do tipo de faceta cerâmica

(

x) Laminado convencional. Dente(s): 12, 11, 21, 22

(

) Laminado minimamente invasivo [“Lente de Contato“]:

Característica do tipo de faceta cerâmica

(

x) Acréscimo cervico-incisal. Dente(s): 12, 11, 21, 22

(

) Acréscimo mésio-distal. Dente(s): 12, 11, 21, 22

( ) Acréscimo somente na face vestibular. Dente(s):

CASO

Final

Paciente do gênero feminino, 42 anos de idade

(25)

RELATO DO CASO

Neste caso a paciente compareceu com restaurações

insatisfatórias e/ou deslocadas com tecido dentinário exposto.

Não é indicado utilizar gel clareador diretamente sobre a

dentina, assim há uma limitação importante para os laminados

minimamente invasivos. Portanto, indicou-se preparos

convencionais favorecendo mais espessura para restauração.

Por outro lado, uma etapa importante nesta situação é a seleção

correta de cimento resinoso que colabora na opacificação do

remanescente escuro do preparo.

1. Aspecto inicial do sorriso. Paciente apresentou-se insatisfeita com as restaurações antigas que apresentou-se descolaram precocemente.

2. Após repreparar os remanescentes observou-se dentina exposta com coloração variável. Neste caso foi indicado confecção de preparos convencionais para laminados cerâmicos.

3. Característica do preparo convencional: maior desgaste em profundidade, exposição ampla de dentina, presença de término cervical em ombro para cerâmica vítrea.

4. Prova da faceta com pasta Try-In cor Trans (Allcem Veneer Try-In, FGM). A pasta translúcida permite analisar o efeito isolado da cerâmica constituinte da faceta. 5. Como podemos observar, o cimento não pode ser translúcido pois enfatizará a cor escura do preparo através da faceta. Cimentos com matiz definido ou opaco deverão ser selecionados. Mas antes disso deve-se realizar a prova com outras cores do Allcem Veneer Try-In.

1

2 3

(26)

6. Vista frontal da faceta do dente 11 posicionada com Allcem Veneer Try-In A3 e o dente 21 com Allcem Veneer Try-In Opaque White.

7A. Após remover os excessos percebe-se que há 02 resultados completamente diferentes, principalmente no terço médio cervical, onde a faceta (espessura média 0,5mm) é mais fina (0,3mm), ou seja, mais translúcida.

7B. Este efeito de translucidez é provocado principalmente por 02 fatores: quantidade de fase vítrea da cerâmica e baixa espessura. Nesta imagem os autores posicionaram 03 facetas com 03 tipos diferentes de material de moldagem fluido, para fins didáticos. Assim conseguimos demonstrar o efeito da translucidez e a alteração da cor final provocada pela “linha do cimento”. Logo, muita atenção deve ser direcionada para a correta seleção do agente cimentante.

6 7A

(27)

8A e 8B. Aspecto das Facetas cimentadas com Allcem Veneer Opaque White (FGM), demonstrando o sucesso na alteração estética e funcional anterior.

Inicial Final 8A

(28)

03

AUTOR

Fabio Sene

PLANEJAMENTO

Análise dos fatores e características principais.

Transformação do sorriso

(

x) Alteração morfológica dental

(

) Presença de diastemas

( ) Alteração de posição do(s) dente(s) no arco

Características dos elementos dentais

(

x) Dentes hígidos

( ) Remanescentes com perda parcial de estrutura

( ) Necessidade de retentor intrarradicular

( ) Alteração intensa de cor

( ) Necessidade de clareamento dental prévio

Padrão oclusal

(

x) Ausência de hábito parafuncional

(

x) Relação intermaxilar favorável

(

x) Espaço favorável para restauração

(

x) Estabilidade oclusal

(

x) Ausência de facetas intensas de desgaste

Tecidos periodontais

(

x) Necessidade de plastia/recontorno gengival

Característica do tipo de faceta cerâmica

( ) Laminado convencional. dente(s):

(

x) Laminado minimamente invasivo [“Lente de Contato“].

Dente(s): 15 ao 25

Característica do tipo de faceta cerâmica

(

x) Acréscimo cervico-incisal. Dente(s): 15-25

(

x) Acréscimo mésio-distal. Dente(s): 15-25

(

x) Acréscimo somente na face vestibular. Dente(s): 15-25

CASO

Final

Paciente do gênero feminino, 20 anos de idade.

(29)

RELATO DO CASO

A paciente procurou tratamento estético odontológico pós

tratamento ortodôntico, pois queria remodelar e melhorar

o sorriso. Na anamnese e exame clinico percebemos

hiperplasia gengival decorrente da ortodontia. Sendo assim

sugerimos uma plastia gengival para melhoria da arquitetura

gengival e estética vermelha. Após 4 meses foi realizado todo

planejamento e enceramento diagnóstico para confecção

de micropreparos e microlaminados nos dentes 15 a 25

removendo apenas o esmalte superficial que apresentava

porosidades devido a leve amelogênese imperfeita. Realizados

os preparos, a moldagem foi encaminhada para o laboratório

para confecção dos laminados. Os mesmos foram provados

para verificar sua adaptação e antes da cimentação definitiva a

etapa de teste da cor do cimento foi feita com Allcem Veneer

Try-in para se escolher a cor do cimento resinoso. As mesmas

receberam o devido tratamento interno com ácido fluorídrico,

silano e adesivo e os microlaminados cimentados um a um

com Allcem Veneer cor Trans (translúcido).

2B

2A 2C

1. Sorriso inicial;

2. A) Vista intrabucal evidenciando hiperplasia gengival, presença de gengivite e irregularidade de textura do esmalte dental; B) planejamento para a cirurgia de plastia gengival e C) pós operatório de 120 dias demonstrando saúde gengival;

3. Enceramento; 4. Mock up;

1

(30)

5B

5A 5C

5. A a C. Preparos dentais para faceta indireta;

6. A e B. Fio retrator gengival em posição e moldagem com silicona de adição densa e fluida; 7. A a C. Facetas cerâmicas confeccionadas;

6A 6B

7A

7C 7B

(31)

8B

8A

8C

8. A a C. Prova seca das facetas para checagem da adaptação.

9. A) laminados em posição nos dentes 11, 12 e 13 com pasta de prova de cor A1 (Allcem Veneer Try-in, FGM); B) laminados em posição nos dentes 21, 22 e 23 com pasta cor Trans e C) peças em posição com diferentes pastas para escolha da cor, foi selecionado a cor Trans;

10 A a C. Preparo da peça: condicionamento ácido (Condac Porcelana, FGM) por 20s, aplicação de silano (Prosil, FGM) e adesivo Ambar (FGM) com MDP;

9A 10A 9B 10B 9C 10C

(32)

12B 12A

12 A a C. Cimentação das peças;

11 A a D. Inserção do cimento na peça e instalação da peça no dente; remoção dos excessos e fotopolimerização;

11A 11B

11C 11D

(33)

13 A a F. Peças cimentadas e fotografia do sorriso após a conclusão do caso, evidenciando correta interação entre dentes e lábios.

Final Inicial 13A 13B 13C 13D 13E 13F

(34)

04

AUTOR

Adriano Sapata

Cláudio Sato

PLANEJAMENTO

Análise dos fatores e características principais.

Transformação do sorriso

(

x) Alteração morfológica dental

(

x) Presença de diastemas

( ) Alteração de posição do(s) dente(s) no arco

Características dos elementos dentais

(

x) Dentes hígidos

( ) Remanescentes com perda parcial de estrutura

( ) Necessidade de retentor intrarradicular

( ) Alteração intensa de cor

( ) Necessidade de clareamento dental prévio

Padrão oclusal

(

x) Ausência de hábito parafuncional

(

x) Relação intermaxilar favorável

(

x) Espaço favorável para restauração

(

x) Estabilidade oclusal

(

x) Ausência de facetas intensas de desgaste

Tecidos periodontais

(

x) Necessidade de plastia/recontorno gengival

Característica do tipo de faceta cerâmica

( ) Laminado convencional. Dente(s):

(

x) Laminado minimamente invasivo [“Lente de Contato“].

Dente(s): 12

(

x) Recobrimento parcial da face vestibular [“Fragmento

Cerâmico“]. Dente(s): 13 (Mesial)

Característica do tipo de faceta cerâmica

(

x) Acréscimo cervico-incisal. Dente(s): 12

(

x) Acréscimo mésio-distal. Dente(s): 12 e 13

( ) Acréscimo somente na face vestibular. Dente(s):

CASO

Final

Paciente do gênero feminino, 23 anos de idade.

(35)

RELATO DO CASO

Este caso clínico relata a remoção de uma restauração de resina composta insatisfatória com broca multilaminada, procedimento que promove

maior conservação de estrutura dental. Há diastemas evidentes na face mesial e distal do elemento 12. No entanto, o diastema da face distal é

maior. Neste caso uma alternativa para distribuir de forma homogênea as camadas cerâmicas e espessura ideal é acrescentar cerâmica somente

na mesial do dente 13, não havendo recobrimento total da sua face vestibular, mas apenas um recobrimento parcial, também conhecido por

“fragmento cerâmico”.

1. Vista Inicial com presença de diastema entre dentes 12 e13 e restauração insatisfatória na distal do dente 12. 2. Broca multilaminada para remoção da restauração de resina composta do dente 12.

3. Aspecto após remoção da restauração.

4. Inserção de fio afastador número 0000 (Pro Retract, FGM) para moldagem de trabalho. 5. Seleção de cor.

6. Vista das peças no modelo de trabalho. Lente de contato no dente 12 e fragmento cerâmico no dente 13. 7. Prova seca da lente e do fragmento.

8. Prova da cor com try-in na cor A1, sistema Allcem Veneer Try-in.

4

6

1 2 3

5

(36)

9. Vista da lente de contato antes do condicionamento. 10. Vista do fragmento antes do condicionamento.

11. Condicionamento com ácido fluorídrico (Condac Porcelana, FGM) por 2 minutos da cerâmica feldspática convencional. 12. Aplicação do silano (Prosil, FGM).

13. Condicionamento com ácido fosfórico (Condac 37, FGM) do esmalte do dente 12 por 30 segundos. 14. Aplicação do sistema adesivo Ambar (FGM).

15. Cimentação da peça com cimento resinoso fotopolimerizável Allcem Veneer (FGM) na cor A1

16. Fotopolimerização após remoção dos excessos.

17. Condicionamento com ácido fosfórico (Condac 37, FGM) do esmalte do dente 13 por 30 segundos.

13

9 10 11 12

14 15

(37)

18. Aplicação sistema adesivo Ambar (FGM).

19. Vista do dente 13 com o fragmento cerâmico em posição, antes da remoção dos excessos do cimento resinoso.

20. Vista após a fotopolimerização. 21. Vista do sorriso.

18 19

20 21

Final Inicial

(38)

05

AUTOR

Fabio Sene

PLANEJAMENTO

Análise dos fatores e características principais.

Transformação do sorriso

(

x) Alteração morfológica dental

(

x) Presença de diastemas

( ) Alteração de posição do(s) dente(s) no Arco

Características dos elementos dentais

(

x) Dentes hígidos

( ) Remanescentes com perda parcial de estrutura

( ) Necessidade de retentor intrarradicular

( ) Alteração intensa de cor

( ) Necessidade de clareamento dental prévio

Padrão oclusal

(

x) Ausência de hábito parafuncional

( ) Relação intermaxilar favorável

(

x) Espaço favorável para restauração

(

x) Estabilidade oclusal

(

x) Ausência de facetas intensas de desgaste

Tecidos periodontais

( ) Necessidade de plastia/recontorno gengival

Característica do tipo de faceta cerâmica

( ) Laminado convencional. Dente(s):

(

x) Laminado minimamente invasivo [“Lente de Contato“].

Dente(s): 13 ao 23

Característica do tipo de faceta cerâmica

(

x) Acréscimo cervico-incisal. Dente(s): 13 ao 23

(

x) Acréscimo mésio-distal. Dente(s): 13 ao 23

( ) Acréscimo somente na face vestibular. Dente(s):

CASO

Final

Paciente do gênero feminino, 35 anos de idade.

(39)

RELATO DO CASO

A paciente procurou atendimento odontológico

pois queria fechar seus diastemas anteriores

e remodelar o sorriso. Na anamnese e exame

clínico, verificamos a forma e anatomia dos dentes

13 ao 23 e informamos a paciente da possibilidade

de fazermos lentes de porcelana e que para

isso teríamos apenas que remover regiões de

microrretenções dos seus dentes. Foi realizado

inicialmente todo o planejamento e enceramento

diagnóstico e a transferência para boca da

paciente com resina bisacrílica. A paciente vendo

o resultado aceitou prontamente o tratamento.

Baseado nas marcações no modelo estudo,

fez-se microdesgastes pontuais, removendo áreas

de retenções e maiores inclinações e a paciente

foi moldada. O laboratório enviou as peças que

foram previamente checadas para verificar a

correta adaptação e posteriormente, com uso do

cimento Allcem Veneer Try-in, a cor do cimento

definitivo foi escolhida. As peças foram então

tratadas internamente com ácido fluorídrico,

silano e adesivo e cimentadas com cimento

resinoso fotopolimerizável cor A2.

1

2A

2B

2C

1. Sorriso inicial;

2 A a C. Fotos intrabucais evidenciando discrepância de forma dos dentes;

3 A a D. Modelo de gesso encerado, cópia do enceramento com silicona densa e prova desta no modelo não encerado. Essa manobra permite checar os locais de alívios (leves desgastes) nos dentes;

3A

3C 3D 3B

(40)

4 A a C. De modo que a paciente possa avaliar o trabalho, o mock up foi confeccionado; 5. Com a aprovação da paciente, os preparos dentais foram realizados; 6. Moldagem realizada com silicone de adição densa e fluida;

7 A e B. Peças cerâmicas confeccionadas;

5 4A 6 4B 4C 7A 7B

(41)

10A 10B 10C

8 A) Aplicação da pasta Allcem Try-in cor A2 na peça; B) dentes 11, 12 e 13 com as peças em posição e pasta Try-in cor A2, notar que as peças dos dentes 21, 22 e 23 ainda não receberam a pasta de prova de cor e transparecem demasiadamente o substrato; C) posicionamento das peças nos dentes 21, 22 e 23 com Allcem Try-in cor Trans (Translúcido); D) prova de cor com duas pastas distintas evidenciando a diferença de cor: lado direito cor A2 e lado esquerdo cor Trans;

9 A e B. Preparo da peça: condicionamento com ácido fluorídrico a 10% (Condac Porcelana, FGM) na parte interna da peça por 20s e, após lavagem e secagem, aplicação do silano (Prosil, FGM);

10 A a C. Preparo do dente: condicionamento ácido (Condac 37, FGM) e aplicação de adesivo (Ambar, FGM) e sua fotopolimerização por 20s;

8A

8C 8D

8B

(42)

11A

11C 11D 11B

12

11 A a D. Aplicação do cimento Allcem Veneer cor A2 escolhido na prova de cor, posicionamento das peças nos dentes, remoção dos excessos de cimento e fotopolimerização.

(43)

13 A a D. Fotos intrabucais e sociais após a conclusão do caso. Inicial 13A 13B 13C 13D

(44)

06

AUTOR

Claudio Sato

Adriano Sapata

David Morita da Silva

PLANEJAMENTO

Análise dos fatores e características principais.

Transformação do sorriso

(

x) Alteração morfológica dental

(

x) Presença de diastemas

( ) Alteração de posição do(s) dente(s) no arco

Características dos elementos dentais

(

x) Dentes hígidos

( ) Remanescentes com perda parcial de estrutura

( ) Necessidade de retentor intrarradicular

( ) Alteração intensa de cor

( ) Necessidade de clareamento dental prévio

Padrão oclusal

(

x) Ausência de hábito parafuncional

(

x) Relação intermaxilar favorável

(

x) Espaço favorável para restauração

(

x) Estabilidade oclusal

(

x) Ausência de dacetas intensas de desgaste

Tecidos periodontais

( ) Necessidade de plastia/recontorno gengival

Característica do tipo de faceta cerâmica

( ) Laminado convencional. Dente(s):

(

x) Laminado minimamente invasivo [“Lente de Contato“].

Dente(s): 12 e 22

Característica do tipo de faceta cerâmica

(

x) Acréscimo cervico-incisal. Dente(s): 12 e 22

(

x) Acréscimo mésio-distal. Dente(s): 12 e 22

( ) Acréscimo somente na face vestibular. Dente(s):

CASO

Final

Paciente do gênero feminino, 21 anos de idade.

(45)

1A 2A 1B 2B 1C 2C

RELATO DO CASO

Os microlaminados cerâmicos também conhecidos como “lentes de contato dental” têm sido amplamente explorados pelos profissionais

para obtenção de um sorriso estético e harmônico. Entretanto, algumas importantes observações são necessárias para que se indique

tais microlaminados. Por exemplo, a informação de que não há necessidade alguma de preparo ou desgaste do elemento dental para a

colocação destes microlaminados deve ser cuidadosamente avaliada. Na grande maioria dos casos, uma pequena adequação com desgastes

minimamente invasivos, em esmalte, é necessária para determinar um eixo de inserção destes microlaminados. Outra informação que não

pode ser generalizada é a de que microlaminados são indicados em todas as situações que necessitem mudança de cor, pois devemos

entender que essas peças têm limitações em esconder a cor do substrato dental em função da sua espessura consideravelmente fina.

No caso clínico que será relatado neste artigo, tais microlaminados foram indicados com o objetivo de corrigir a forma de incisivos laterais

superiores que se apresentavam conóides e que eram motivo de muita insatisfação da paciente com o seu sorriso.

1 A a C. Sorriso inicial da paciente; percebe-se a discrepância de formato dos incisivos laterais conóides;

2 A a C. Verificação dos movimentos mandibulares de lateralidade e protrusão para que se confirme presença de espaço para confecção de restaurações nos incisivos laterais;

3. Foram tiradas fotos de rosto e sorriso da paciente para realização do planejamento digital e enceramento;

4 A e B. O modelo encerado foi moldado e esta moldagem serviu para confecção do provisório em resina bisacrílica. Observe os alívios nas ameias para escape do material. A remoção dos excessos deverá ser realizada com lâmina de bisturi ou brocas multilaminadas, e o brilho poderá ser obtido com discos de feltro e pasta diamantada (Diamond Flex e Diamond Excel, FGM);

4A

4B 3

(46)

4C

6A 6B 5

4 C. Dentes com mock up em posição.

5. Com a aprovação da paciente, recomendou-se o clareamento dental em consultório com Whiteness HP Blue 35% aplicado por 40 minutos em três sessões.

6 A a B. Através da moldagem do enceramento, fez-se um guia de desgaste para os preparos dos dentes 12 e 22. Observando por incisal, as partes em que o molde toca os dentes indicam áreas onde o desgaste (entre 0,3 a 0,5mm) é necessário. Na figura A) a guia foi posicionada no terço médio, indicando necessidade de desgaste na face vestibular do dente 12, e na figura B) a guia foi posicionada no terço cervical, indicando a necessidade de desgaste nos dentes 12 e 22.

7 A a D. Os desgastes das áreas poderão ser feitos com brocas diamantadas F, FF, multilaminadas e um acabamento com discos de lixa finos (Diamond Pro, FGM).

Referências

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