Quebra de sigilo nos meios de
comunicação
Vanessa Quadros IME
● Visões diferentes:
○ usuários leigos;
○ especialistas da área de segurança da informação;
Fonte:
https://oglobo.globo.com/mundo/snowden-vazamento-prova-que-eua-pagaram-para-espiona r-softwares-21026190
Grampo
Grampo Tradicional
● Interceptação telefônica
○ Telefone convencional:
■ Transmissão via meio guiado ○ Celular
■ Propagação no ar
● Promulgação da Constituição de 1988;
● De acordo com o STF,
“provas produzidas via escuta telefônica constituíam provas ilícitas e, portanto, imprestáveis para embasar a condenação de qualquer pessoa, no âmbito criminal”.
Lei 9296/96 (24 de Julho de 1996)
● Regulamentar a questão, mas somente para fins criminais; ● Fim da escuta para fins civis.
● Uso de interceptação de comunicação telefônica e condiciona sua execução a partir de “ordem do juiz competente da ação principal, sob segredo de justiça.”
● Surgimento da Internet;
● Novos meios de comunicação:
○ Chats;
○ Mídias sociais;
Legenda da Foto
Consequências:
● Novos meios a serem grampeados;
● Regulamentação para o processo de comunicação das novas mídias;
● Grampo em linhas de transmissão de dados
com acesso a dados e informações.
● Grampo em qualquer nível:
○ desde a rede sem fio até “sinais de fumaça”; ○ inclui a telefonia convencional.
● Escuta telemática autorizada realizada por agente da lei
ou perícia credenciada.
● A Lei 9.296/96
○ também aplicada para “interceptação do fluxo de
comunicações em sistemas de informática e telemática”;
● Sistema de escuta telefônica geral.
● Fabricante: Dígitro (SC).
● Realiza monitoramento de voz e
dados;
● Oferece recursos avançados de
análise de áudio e identificação de
locutores;
Característica do Guardião
● Interface 100% web:
○ Uso de teclado virtual e tokens (dispositivos geradores de códigos aleatórios).
○ Equipamentos para acesso do sistema devem ser previamente identificados e autorizados.
○ A transferência de dados é criptografada, com identificação dos destinatários e utilização de senhas.
● 2002 até 2007:
○ 12 Estados: RJ, RS, SC, MT, CE, PE, MG, SP, ES, PR, TO e PA), o DF, 04 superintendências da PF (SC, PR, SP
e RJ) e pela Procuradoria da República. (Kléber, 2014)
● Sistema desenvolvido pela Polícia Federal:
○ Objetivo: não ficar “refém” de empresas.
● Início em 2007 e usado em larga escala;
● Mais tecnologia, mesmo procedimento que o Guardião;
● Ordem judicial é entregue a operadoras telefônicas.
● Operadoras com ligações diretas com o centros de
comando.
● Centros recebem o grampo e os gravam arquivos .mp3 e
.wave.
● Arquivos enviados aos transcritores
○ Responsáveis por escutar e digitar o que era ouvido para fazer a relação de dados.
● Arquivos enviados aos transcritores
○ Responsáveis por escutar e digitar o que era ouvido para fazer a relação de dados.
● Etapa de planejamento/desenvolvimento: 2010.
● Implementação: 2012.
● Equipamentos dentro das
companhias telefônicas
acionados remotamente.
○ Grampos “fulltime” e sem intervenção da operadora. ○ Menos burocrático
○ Desconhecimento das
operadoras sobre quem está sendo bloqueado
Vantagens do modo de acesso:
● Resolve a possibilidade de alguém da operadora se envolver no processo de grampo sigiloso.
● Protege o funcionário da operadora.
Desvantagens do modo de acesso:
● Impedimento: autorização formal.
● Uso indevido das ferramentas de grampo:
○ Uso sem autorização do SIS;
● Em cenários sem autorização legal:
○
criminoso = responsável por fazer o grampo sem autorização;○ Consequência: a prova torna-se inutilizável;
Privacidade
Casos recentes com grampos
Fonte:
http://epocanegocios.globo.com/Brasil/noticia/2017/07/moro-diz-que-pode-ter-errado-ao-tornar-publicos-os-grampos-de-lula-e-dilm a.html
Diferença entre as ferramentas citadas
● Várias informações passam pela rede sem fio ou na rede
cabeada;
● Dificuldade do grampo atual em comparação com o de
antigamente;
● Informações necessárias:
○ onde a pessoa está?
○ que tecnologia/serviço (voip, chats, etc) está utilizando? ○ é possível grampear esta tecnologia?
● Após realização do grampo:
○ verificação da possibilidade em descobrir o que estava passando por dentro do processo de comunicação;
○ iniciar posteriormente a remontagem de pacotes; ○ realizar análise de conteúdo;
Etapas:
1. Interceptação de pacotes em redes TCP/IP:
a. Identificação de origem (IP) e destino (quem conversa com quem);
2. Identificação dos protocolos/serviços; 3. Remontagem de mensagens;
4. Análise de conteúdo;
Facilitadores nas etapas “3” e “4”:
● ausência de criptografia; ● criptografia “fraca”;
●
O que você procura quando a rede do seu celular não
funciona?
● Cenário: Em um shopping, o usuário procura uma rede
aberta do local e conecta nela.
● Questões: A rede é confiável? Será que é a rede oficial do
lugar?
O barato sai caro
Protocolos sem Criptografia
=
Conceitualmente Vulneráveis
Telnet
● Forma de ataque:
○ Uso de sniffer para obter toda a comunicação e todos os comandos dados pelo usuário, como login e senha.
● Uso de Telnet em função de limitação de equipamentos.
Conexão Remota
Solução:
FTP
● A partir da captura de um grampo pode ser identificado o que se trafega e as credenciais do usuário.
Sugestão: é trocar para o scp ou sftp.
●
POP3
○ recuperar o seu correio num servidor distante; ○ POP2 (porta 109) e POP3 (110)
● ICMP
○ gerenciamento de correio eletrônico superior em recursos ao POP.
● SMTP
○ permite transferir o e-mail de um servidor para outro, em conexão ponto a ponto.
IMAP
Solução:
● Envio e recebimento de mensagem a partir do protocolo
http, usando um browser.
● Protocolos de envio de email ficam protegidos por trás do
servidor.
● Muito usado pela “Geração Gmail”.
● Protege os protocolos de envio de e-mail, mas não foi feito
pra isso.
● Guarda as seguintes informações:
○ quem está se conectando; ○ em que está se conectando;
HTTP (Hypertext Transfer Protocol)
HTTP (Hypertext Transfer Protocol)
● Possibilidade de ataques através o sequestro de
informações através dos cookies.
HTTPS (Hyper Text Transfer Protocol Secure)
HTTPS (Hyper Text Transfer Protocol Secure )
● Outros ataques surgiram.
● Reforçado com HSTS ( HTTP Strict Transport Security )
○ Permite aos sites se declararem acessíveis apenas
através de HTTPS.
Man In The Middle
● Agora não intercepta só os protocolos vulneráveis.
● Passou atacar diretamente o próprio SSL.
Tipos de Man In The Middle
Conclusão
● Desconfie do “Grátis”.
● Atenção com a rede que usa!
● Seus dados podem ser importantes para alguém (Kunze,
2010).
● Teixeira, P. V. F. Ex-chefe da PM é suspeito de esconder em casa provas e documentos sobre grampos ilegais. 2017. Disponível em:
http://www.olhardireto.com.br/juridico/noticias/exibir.asp?id=36997¬icia=ex-chefe-da-pm-e-suspeito-de-esconder-em-casa-provas-e-documentos-sobre-grampos-ilegais. Acessado em: 16 de Out. de 2017
● Kléber, R. Grampos digitais: você confia na Rede?. 2010. Disponível em:
https://www.youtube.com/watch?v=iGjdmWWks1M&list=UUn0QwiU5Od-PnfSB6hcNMkw#t= 585 . Acesso em: 02 de Out. de 2017.
● Dígitro. Guardião. Disponível em:
http://www.digitro.com/pt/index.php/component/content/article/89Itemid=1 . Acesso em: 06 de Out. de 2017
● Palácio, C. Interceptação e quebra do sigilo de dados telefônicos – diferenças’ / Escuta telefônica: legal ou ilegal? / LEI Nº 9.296. 2016. Disponível em:
http://www.controversia.com.br/blog/2016/06/08/interceptacao-e-quebra-do-sigilo-de-dados-t elefonicos-diferencas-escuta-telefonica-legal-ou-ilegal/. Acesso em: 10 de Out. de 2017. ● Kunze, B. O mercado negro da venda de dados. 2010. Disponível em:
https://tecnoblog.net/55183/posto-mercado-negro-da-venda-de-dados/. Acesso em: 12. de Out. de 2017.