MANUAL PARA INSCRIÇÃO DOS ALUNOS EM
Intervenção em Psicologia: Estágio Supervisionado 1 e 2 (4º. Ano) ENPE 2
2021 SÃO CARLOS
São Carlos, 15 de JANEIRO de 2021. Caro(a) aluno(a),
Este manual tem por objetivo oferecer informações sobre os projetos de Práticas de Atuação Profissional 1 e 2 a serem desenvolvidos no 1º. Semestre de 2021 (ENPE 2), com carga horária dobrada.
Esperamos que você o consulte com atenção, e que possa encontrar nele as informações básicas para iniciar o seu processo de escolha. A leitura cuidadosa dos projetos é uma condição importante para que você, além de obter informações sobre as ofertas, identifique outros aspectos que considere necessários para efetuar suas escolhas. Contamos com sua participação ativa na busca de informações complementares e relevantes para orientá-lo. Insistimos em que você o faça nas oportunidades de contato oferecidas pelos supervisores responsáveis pelas ofertas, conforme indicação no manual, e em outras fontes que você providencie (por exemplo, ao contatar os próprios supervisores e colegas que já participaram dos projetos relacionados às ofertas).
Conforme as orientações anexadas a este manual, você deverá fazer sua inscrição nos projetos através do link:
https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLSfEfdFvUWcQIq9Po9OkrlV6dj BSbAuF_U8nhTMySKDP9vWhxA/viewform?usp=sf_link
Recomendamos atenção aos prazos, critérios e procedimentos envolvidos neste processo, tanto para que ele ocorra de forma satisfatória para todos nós quanto para que as escolhas feitas tenham alta probabilidade de garantir satisfação por todo o ano que aí vem.
Profa. Dra. Sabrina Mazo D’Affonseca
Supervisora:
ALEXANDRA
LOPES
DALL’ANTONIA
PEDROCCHI
Professora Orientadora: Prof. Dra. Luciana Nogueira
Fioroni
Projeto: Os desafios no trabalho com a equipe e os
familiares/responsáveis das crianças e adolescentes em
sofrimento psíquico de um CAPS Infanto-Juvenil.
Área de atuação: Assistência em Saúde Mental em um CAPS Infanto-Juvenil
Linha teórica ou corpo teórico utilizado: Abordagem com base na Metodologia Psicodramática de Jacob Levy Moreno e Psicopatologias Infanto-Juvenis.
Objetivo do Trabalho: Vivenciar junto ao discente a experiência das práticas de cuidado às Famílias/Responsáveis das crianças e adolescentes em sofrimento psíquico e à Equipe Multiprofissional.
Relevância social: A experiência em ações práticas de profissionais da Psicologia no trabalho em unidade do SUS apresenta como possibilidade aos envolvidos refletir sobre a inter-relação teoria-prática na demanda das crianças, adolescentes e seus familiares em sofrimento psíquico na saúde pública. Possibilidade de participação de outros profissionais da unidade (Enfermagem, Terapia Ocupacional, Fonoaudiologia) sempre com a presença do supervisor externo.
Procedimento: O objetivo da vivência é possibilitar ao discente a experiência do trabalho em equipe e fortalecimento do vínculo no cuidado aos familiares das crianças e adolescentes usuários do SUS, mais especificamente do Capsij.
O Acolhimento é espaço em que o usuário e a família são recebidos na unidade para iniciar o levantamento da demanda e necessidade de acompanhamento.
O Atendimento a Família/Responsável objetiva fortalecer o vínculo com o serviço e a compreensão da necessidade de cuidado da criança ou adolescente em Saúde Mental.
A Equipe possibilita a vivência e experiência do trabalho multidisciplinar, interdisciplinar, com a Rede de Apoio e cuidados, conhecimento do fluxo e capacitações internas e externas.
Atividade Prática: Em razão da Pandemia Covid-19, todas as atividades serão realizadas em modelo remoto, usando os equipamentos disponíveis pelo Capsij, pelo profissional atuante da Equipe e pelo Estagiário, que estará em um local privativo de sua disponibilidade para realizar sua prática, respeitando as normativas para tal.
O Acolhimento: o Estagiário participará de forma remota, sempre que o técnico responsável pelo Acolhimento realizar esse primeiro atendimento com o usuário.
O Atendimento a Família/Responsável: este será realizado de maneira remota pelo estagiário em contato com o familiar.
A Equipe: reunião de equipe as sextas-feiras das 8hs às 12hs, que envolve: discussões de caso, discussões de fluxo de atendimento, discussões temáticas e capacitações. Incluindo também participar de reuniões em Rede com membros da Equipe Capsij com a Rede de Atenção e Cuidado à criança e adolescente.
Local: Em razão da pandemia de COVID-19, as atividades serão realizadas em modelo remoto. O local físico onde se encontram a supervisora e as pessoas atendidas será o Centro de Atenção Psicossocial Infanto Juvenil do município de São Carlos.
Horários possíveis: a combinar Frequência: Semanal
Reunião com o Supervisor: terças-feiras às 14 hs
Número de vagas: 1 (uma)
Critérios mínimos de seleção: disponibilidade do discente para estudo sobre as práticas do cuidado em saúde mental no serviço público e dos referenciais teóricos do projeto
Docente: Profa. Dra. CAMILA DOMENICONI
Proposta base:
Proposta Remota:
Camila Domeniconi
Maria Clara Freitas (UEL)
Priscila Benitez (UFABC)
Camila Domeniconi, Ricardo
Bondioli, Livia Balog, Nathalia
Manoni, Miriana Biazin, Ana
Luísa Libardi,
Amanda Pereira
Projeto: Serviço-Escola em Análise do Comportamento
Aplicada (ABA) ao Autismo e/ou Deficiência Intelectual
População alvo: familiares e educadores de crianças no espectro autista e/ou DISituação alvo: O Serviço-Escola proposto visa programar atividades complementares aos trabalhos já realizados pelas famílias e educadores no geral, de modo a maximizar os procedimentos e possibilitar intervenções mais intensivas, sem a pretensão de substituir qualquer intervenção e atividades que já estiverem em curso na rotina das crianças. Espera-se que a implantação do Serviço-Escola em ABA para estudantes com TEA e/ou DI possa auxiliar na construção de uma proposta destinada a uma parte da população brasileira que não teria acesso à intervenção sistemática e intensiva, se dependesse unicamente de profissionais financiados com verba privada. A proposta é parte de um projeto maior coordenado pela Universidade Federal do ABC, que envolve atividades de formação para profissionais, pais e supervisão de atendimentos.
Contextualização: A ABA enquanto ciência que utiliza os princípios do comportamento visa a aplicação dos procedimentos para ensinar comportamentos socialmente relevantes, a partir da identificação e manipulação de variáveis controladoras do comportamento-alvo que se pretende ampliar ou minimizar. A partir da ABA é possível avaliar a
ocorrência de possíveis modificações comportamentais, com a função de verificar se tais modificações ocorreram em função da aplicação planejada ou não (Baer, Wolf & Risley, 1968; Cooper, Heron & Heward, 2007). A ABA empregada por diferentes profissionais tem demonstrado resultados promissores com estudantes com TEA (Andelicio et al., 2019; Gomes et al., 2017 e 2019; Lovaas, 1987) e com DI (Escobal & Goyos, 2015) por minimizar os excessos comportamentais do estudante e criar oportunidades de ensino para diferentes comportamentos específicos socialmente relevantes (Cooper, Heron & Heward, 2007), devido ao uso de procedimentos derivados de princípios comportamentais comprovados cientificamente e replicados em diferentes estudos (Andelicio et al., 2019; Bagaiolo et al., 2017; Cooper et al., 2007; Escobal & Goyos, 2015; Lovaas, 1987; Maurice, Luce & Green, 1996).
O objetivo geral da é elaborar, implementar e avaliar uma proposta de Serviço-Escola em ABA para estudantes com TEA e/ou DI, com o envolvimento dos pais das crianças. Acredita-se que será uma valiosa oportunidade para o aluno da Psicologia tomar contato com o planejamento, a proposição de atividades de formação, atendimento e acompanhamento.
Objetivos do Projeto de Intervenção:
1). Estudar como utilizar a ABA para programar atividades de formação e ensino aos educadores e familiares de crianças com autismo e/ou DI; 2) Planejar, implementar e avaliar a eficácia de um programa voltado ao apoio e acompanhamento do familiar e educador; 3) Avaliar repetidamente o progresso das crianças.
Horário da supervisão teórica: segunda-feira, das 14h as 16h, pelo google meets.
Local da atividade prática: atendimento remoto ligado à comunidade atendida pela USE - UFSCAR.
Horário da atividade prática: a combinar com as famílias. OS ALUNOS QUE TIVEREM INTERESSE NA PROPOSTA PRECISARÃO TER DISPONIBILIZADA TODA A CARGA HORÁRIA EQUIVALENTE AO ESTÁGIO PARA REALIZAÇÃO DAS ATIVIDADES PRÁTICAS.
Número de vagas: 04 (quatro)
Profa. Dra. ELIZABETH (“LISA”) BARHAM
Projeto 1: "Gestão de Pessoas no Trabalho"
Objetivo do projeto de intervenção: Proporcionar ao aluno uma experiência prática na área de gestão de pessoas no trabalho, que possibilite um melhor conhecimento de algumas das atividades desenvolvidas por um psicólogo no âmbito de organizações (públicas ou privadas). O estágio requer o desenvolvimento de um projeto, de comum acordo com a organização onde vai estagiar, representativo das atividades normalmente realizadas por um psicólogo que atue na área de gestão de pessoas no trabalho (recursos humanos). Esses projetos tipicamente incluem: aprimoramento do processo de seleção; análise de cargos; avaliação do grau de satisfação no trabalho e identificação de necessidades para melhorias nas práticas ou políticas da organização; preparação e aplicação de programas de capacitação para melhorar a qualidade de vida no trabalho (por exemplo, melhorar a capacidade dos funcionários para lidar com estresse, melhorar a qualidade das comunicações interpessoais).
Contexto acadêmico de realização do trabalho: Os projetos serão desenvolvidos em organizações que concordaram em oferecer uma vaga de um mínimo de 10 horas até um máximo de 30 horas para alunos do Curso de Graduação em Psicologia da UFSCar. A supervisão de alunos nesta área será restrita aos alunos fazendo estágio obrigatório. Caso o aluno espere dedicar mais de 12 horas ao seu programa de estágio, além de inscrever-se na disciplina obrigatória de estágio supervisionado, o aluno precise se inscrever, também, na disciplina “Estágio não obrigatório”
5 (Bloco A) ou 6 (Bloco B). Envolve uma disciplina eletiva, necessária para regularizar seu envolvimento para além de 12 horas (neste projeto, como em qualquer outro projeto de estágio que exige dedicação além da carga horária prevista nos estágios obrigatórios).
Objetivos de ensino: Capacitar o aluno para que possa planejar, oferecer e avaliar serviços na área de Psicologia Organizacional e de Trabalho. Atividades previstas durante as disciplinas: atividades práticas na organização (mínimo de 12 horas por semana, mas usualmente as organizações requerem entre 20 a 30 horas de trabalho, semanais), encontros para orientação individual, conforme as necessidades do aluno, e encontros ao menos quinzenais com os demais estagiários do grupo para avaliação e discussão de questões teórico-práticas (nas segundas, das 16h00 – 18h00).
Local de realização das atividades: em organizações públicas ou privadas que estão funcionando em regime de home office (trabalho remoto).
Atividades práticas e possibilidades de vagas previstas:
Os alunos devem procurar e participar de processos seletivos, das organizações de seu interesse. É preciso ter um psicólogo vinculado à organização contratante, que será responsável para a supervisionar as atividades do estagiário, dentro da organização.
Procedimentos previstos: As atividades desenvolvidas no decorrer do projeto frequentemente incluem a preparação e a realização de entrevistas com os trabalhadores; análise qualitativa e quantitativa dos dados obtidos; preparação de recomendações de medidas que a organização deve tomar para minimizar as consequências dos problemas identificados, preparação de materiais e condução de atividades de capacitação ou treinamento e a avaliação dos resultados.
Produto final esperado: Relatório final organizados de tal forma a mostrar o trabalho realizado, o embasamento teórico utilizado e uma descrição detalhada dos procedimentos usados, além da identificação dos problemas principais encontradas e recomendação de medidas para solução destes.
Pré e co-requisitos: É preciso ter condições tecnológicos e disponibilidade de tempo para participar de atividades síncronas, via Google Meet, contando com acesso geralmente estável à internet. As atividades síncronas de supervisão ocorrerão nas segundas de tarde, das 16 – 18h00.
Bibliografia básica:
Bakker, A. et al. (2008) Work engagement: An emerging concept in occupational health psychology. Work & Stress, 22(3), 187-200.
Cavalcante, M. M., Siqueira M. M. M., Kuniyoshi, M. S. (2014). Engajamento, bem-estar no trabalho e capital psicológico: um estudo com profissionais da área de gestão de pessoas. Revista Pensamento & Realidade, 29(4), 42-64. Mourão, Luciana; Zerbini, Thaís; Abbad, Gardenia da Silva; (Orgs.) (2012).
Medidas de Avaliação em Treinamento, Desenvolvimento e Educação: Ferramentas Para Gestão de Pessoas. Porto Alegre - RS: Artmed.
Robbins, Stephen, P., Judge, T. & Sobral, F. (2010). Comportamento
Organizacional. (14a. ed.). Rio de Janeiro,RJ: Prentice Hall/Livros Técnicos
e Científicos.
Rocha-Pinto, S.R et al. (2005). Dimensões funcionais da Gestão de Pessoas.3ªed. Rio de Janeiro: Editora FGV.
Zanelli, José Carlos; Borges-Andrade, Jairo Eduardo; Bastos, Antonio Vigílio Bittencourt (2011). Psicologia, Organizações e Trabalho no Brasil. Porto Alegre - RS: Artmed.
Projeto 2: “Famílias Fortalecidas - Habilidades psicossociais
na construção da relação coparental”
População: pais esperando seu primeiro filho. Objetivos do projeto de intervenção: participar da aplicação e avaliação do programa Famílias Fortalecidas (parte pré-natal), fundamentada nos princípios de terapia
cognitiva-comportamental, para o desenvolvimento de habilidades coparentais (colaborar para criar seu filho). 1. Identificar demandas interpessoais enfrentadas por adultos que estejam cuidando de seu primeiro filho. 2. Possibilitar que, antes do nascimento do primeiro filho, os pais aumentem seu repertório de manejo prático e socioemocional, para lidarem com as demandas interpessoais envolvidas na relação coparental. 3. Preparo de material novo para o programa, com o objetivo de contribuir para ações psicológicas atualizadas e pertinentes, pautadas em pesquisas de excelência.
Contexto acadêmico de realização do trabalho: Este projeto faz parte de um programa de pesquisa aplicada, sendo desenvolvido no Laboratório de Psicologia Social (LAÇO), sobre habilidades e estratégias para promover o desenvolvimento e bem-estar adulto, em contextos sociais de alta relevância pessoal, tais como a coparentalidade.
Objetivos de ensino: É esperado que os participantes do projeto, ao final do ano, sejam capazes de: (a) por meio dos modelos teóricos e das estratégias de intervenção descritos na literatura, realizar atividades para promover a adaptação de pais aos desafios que enfrentarão na relação coparental, (b) escolher entre diferentes procedimentos e usar instrumentos para avaliar a relação coparental; (c) analisar os resultados obtidos.
Atividades previstas durante a disciplina: Teremos reuniões semanais, em grupo. Após o preparo da equipe (via leitura e discussão de material bibliográfico, observação de atendimentos realizados por outros profissionais e simulação de atendimentos) serão realizadas atividades de aplicação de avaliações, oferecimento de atividades de intervenção focadas nos pais e reuniões de supervisão. A maior parte das atividades serão realizadas de forma síncrona. O programa será oferecido à noite (terças e quintas das 19h30 às 22h00), durante o Bloco B, via videoconferência.
Local de realização das atividades: Usaremos Google Meet e WhatsApp para todas as atividades, durante o período de ensino remoto. Atividades práticas e procedimentos previstos: Serão realizadas atividades com os pais, com o objetivo de fortalecer seu uso de estratégias interpessoais positivas, especialmente quando discordam. Este trabalho envolverá, por parte dos alunos, a realização de atividades
de intervenção, incluindo explicar conceitos psicológicos, realização de atividades com os pais, retornos aos participantes, role plays, aplicação de dinâmicas, etc.
Produto final esperado: relatório contendo as descrições, observações, resultados e conclusões referentes a cada casal atendido, bem como a descrição da intervenção realizada. Ao final do período letivo, deverá ser entregue um relatório, com uma revisão de literatura sobre uma questão que fundamenta o atendimento, uma descrição dos atendimentos realizados e dos principais resultados observados.
Número de vagas: 03
Pré e co-requisitos: É preciso ter condições tecnológicos e disponibilidade de tempo para participar de atividades síncronas, via Google Meet, contando com acesso geralmente estável à internet e um local privativo para os atendimentos (uma sala com acesso à internet, sem a presença de outras pessoas). No Bloco A, as atividades síncronas de capacitação e supervisão ocorrerão nas sextas de manhã, das 8h30 – 12, com atividades síncronas de treino, em dupla, nas segundas de manhã. Durante o Bloco B, os atendimentos ocorrerão nas terças e quintas das 17h30 – 22h30, durante os primeiros 4 semanas. Após os atendimentos, voltaremos a usar o horário de sextas-feiras de manhã. É importante ter interesse pelo estudo e promoção de fortalecimento de vínculos entre os pais; pontualidade e compromisso.
Bibliografia básica:
Carvalho, T. R.; Barham, E. J.; Souza, C. D. de; Böing, E.; Crepaldi, M. A.; Vieira, M. L. (2018). Cross-cultural adaptation of an instrument to assess coparenting: Coparenting Relationship Scale. Psico-USF, 23, 215-227.
Feinberg, M. E., Jones, D. E., Hostetler, M. L., Roettger, M. E., Paul, I. M., & Ehrenthal, D. B. (2016a). Couple-focused prevention at the transition to parenthood, a randomized trial: Effects on coparenting, parenting, family violence, and parent and child adjustment. Society for Prevention Research, 17(6), 751-764. doi: 10.1007/s11121-016-0674-z
Feinberg, M. E., & Kan, M. L. (2008). Establishing Family Foundations: Intervention effects on coparenting, parent/infant well-being, and parent-child relations. Journal of Family Psychology, 22(2), 253–263. Feinberg, M. E., Kan, M. L., & Hetherington, E. M. (2007). The longitudinal
influence of coparenting conflict on parental negativity and adolescent maladjustment. Journal of Marriage and Family, 69(3), 687–702. doi: 10.1111/j.1741-3737.2007.00400.x
Guerra, L. L. L., Carvalho, T. R. C., Santis, L., & Barham, E. J. (2019). Programas de intervenção em coparentalidade: tópicos abordados e técnicas cognitivo-comportamentais utilizadas. Em Cardoso, B. & Paim, K. (Org.) Terapias Cognitivo-Comportamentais para Casais e Famílias: Bases Teóricas, Pesquisas e Intervenções. Porto Alegre: Sinopsys. Moore, G. F.,. Audrey, S., Barker, M. Bond, L. Bonell, C. Hardeman, W.
Moore, L., O’Cathain, A., Tinati, T. Wight, D. & Baird, J. (2015). Process evaluation of complex interventions: Medical Research Council guidance. British Medical Journal, 350:h1258.
Teubert, D., & Pinquart, M. (2010). The association between coparenting and child adjustment: A meta-analysis. Parenting: Science and Practice, 10(4), 286-307. doi: 10.1080/15295192.2010.492040
Docente: Prof. Dr. GABRIEL VIEIRA CÂNDIDO
Projeto: Análise do Comportamento na Clínica
Objetivos do projeto de intervenção:Desenvolver avaliação psicológica e oferecer atendimento clínico, individual e em grupo, para usuários da Unidade Saúde Escola (USE), na Linha de Cuidado em Saúde Mental.
Objetivos de ensino:
I. Caracterizar necessidades sociais que podem ou devem ser atendidas com proposição ou continuidade do acompanhamento e apoio psicológico prestado;
II. Apresentar proposta de acompanhamento e apoio psicológico, compatível com necessidades identificadas;
III. Conduzir acompanhamento e apoio psicológico, individual e/ou em grupo;
IV. Avaliar acompanhamento e apoio psicológico ofertado.
Atividades previstas
Os estudantes farão acompanhamento e apoio psicológico na modalidade remota.
Para o acompanhamento e apoio psicológico, os estudantes deverão contactar os pacientes, marcar uma entrevista inicial e avaliação do caso clínico. O estudante irá conduzir dos atendimentos, avaliar os resultados da intervenção, manter contato com outros profissionais da saúde (quando necessário) e registrar os atendimentos por meio de prontuário.
Durante o primeiro mês do estágio ocorrerão reuniões semanais para: (1) Discussão de textos e literatura relacionados com a prática do psicólogo em clínica comportamental e conceitos que fundamentem as intervenções planejadas; (2) apresentação e treino de manejos importantes na relação terapêutica; e (3) Capacitação nas rotinas e normas do Sistema Único de Saúde (SUS) e da Unidade Saúde-Escola.
O estagiário deverá participar de reuniões semanais com o supervisor para discussão sobre o registro das atividades desenvolvidas durante a semana; nestas reuniões serão realizados a avaliação e planejamento da continuidade da intervenção; nestas reuniões serão utilizadas transcrições dos registros das sessões.
Procedimentos previstos
Durante o processo de acompanhamento e apoio psicológico, individual ou em grupo, o aluno deverá: realizar entrevistas, aplicar e analisar questionários e inventários, registrar as sessões em multimídia digital e, quando possível em vídeo (com permissão do cliente), analisando o produto deste registro. O estagiário deverá realizar todos os registros exigidos junto à USE, especialmente o Prontuário, de forma tal que possibilite a ação interdisciplinar e o cumprimento das exigências legais normatizados pelo Sistema Único de Saúde (SUS).
As estratégias de ensino serão o atendimento clínico e a supervisão, ambos na modalidade remota.
O atendimento clínico permitirá o contato direto do estudante/terapeuta com aspectos da prática clínica, como entrevista clínica, relação terapêutica, intervenção, avaliação, além do contato com o comportamento do próprio terapeuta. Todos os alunos terão experiência em atendimento psicológico individual e/ou em grupo. Todas as sessões serão gravadas, quando autorizadas pelo(s) paciente(s) e as primeiras sessões serão discutidas em supervisão.
A supervisão ocorrerá em grupo, semanalmente, com duas horas de duração. Durante a supervisão, os atendimentos são planejados de acordo com a Terapia Analítico-Comportamental, visando atingir demandas específicas de cada caso. As supervisões serão ocasião para discussão dos casos clínicos atendimentos pelos estudantes do estágio.
Produto final: Relatório de atividades desenvolvidas e relatório de caso clínico. Relatório de caso clínico: cada caso individual atendido deve receber um tratamento final escrito na forma de estudo de casos; esta descrição deve ser realizada de forma tal que possa ficar acessível para consultas profissionais e dos estagiários que possam eventualmente vir a atender cliente que continuarão o processo terapêutico em um novo semestre. Esta descrição de um estudo de caso deve esta apresentada na forma de relação funcional, compatível com o tempo disponível para sua elaboração.
Número de vagas: 4 (quatro)
Critérios mínimos de seleção:
Critérios mínimos de seleção: ter cursado e ter sido aprovado em Processos Básicos em Psicologia 2 e Processos Básicos de Aprendizagem (ou equivalentes). Se o número de interessados às vagas de estágios oferecidas for maior que o número proposto, a escolha do
aluno se dará por análise do histórico escolar daqueles que pleiteiam as vagas, considerando como critérios, em ordem decrescente: (1) número de disciplinas optativas que envolvam em seu conteúdo Análise do Comportamento e (2) desenvolvimento de pesquisas em Análise do Comportamento; havendo empate nos critérios anteriores serão consideradas as notas de cada aluno nestas disciplinas. Os alunos serão selecionados por análise dos critérios especificados acima através de exame do currículo e do histórico escolar, quando for o caso. Entrevistas poderão ser realizadas se persistir empates após a análise do histórico e currículo.
OBSERVAÇÃO IMPORTANTE:
NA PRIMEIRA SEMANA DO SEMESTRE LETIVO SERÃO IMPLEMENTADOS TREINAMENTOS ESPECIAIS QUE ENVOLVEM O ATENDIMENTO NA USE E NO PROGRAMA DE SAÚDE MENTAL. Os alunos que não comparecerem a estas atividades por motivos legalmente justificáveis poderão ter suas atividades, no exercício do estágio, comprometidas ou prejudicadas. Uma reunião geral, com os alunos aceitos no projeto, será marcada ainda no presente semestre letivo para informar as datas e natureza destas capacitações. A data desta reunião deverá ser fixada junto à Secretaria de Graduação.
Supervisora: KÁTILA KORMANN MOREL
Professora orientadora: Maria Cristina Di Lollo
Projeto: “Clínica de orientação lacaniana”
População - alvo: Comunidade interna da UFSCar – através do DEAS. Situação alvo: Realizar acolhimento e atendimento psicológico online no contexto da pandemia de COVID-19 e ensino remoto.
Objetivo do Trabalho:
O objetivo do estágio é proporcionar para o aluno um contato com o atendimento clínico individual de orientação psicanalítica na modalidade remota, a fim de que ele possa desenvolver – através do atendimento, de discussões teóricas e da supervisão – o conhecimento e as habilidades necessárias para a prática clínica, além de fornecer subsídios para que o aluno tenha uma postura crítica em relação ao trabalho desenvolvido e à sua formação em psicologia clínica e psicanálise.
Linha teórica ou corpo teórico utilizado:
Jean Jacques Lacan, descontente com os rumos que a psicanálise estava tomando após a morte de Freud, propõe que se retomasse a leitura dos textos freudianos. É a partir desse “retorno a Freud” e da linguística sausseriana que Lacan constrói seu arcabouço teórico.
Lacan dá um novo estatuto ao inconsciente freudiano ao postular que “o inconsciente é estruturado como uma linguagem”. Isto quer dizer que, assim como uma língua, o inconsciente possui uma gramática própria que poderia ser compreendida, interpretada. Contudo, a novidade trazida por este autor é a ideia de que o trabalho analítico não se esgota na interpretação dos conteúdos inconscientes, pois haveria um saber que não é dizível, não é passível se ser colocado em palavras – que retoma o conceito freudiano de “umbigo do sonho”. A isto que escapa ao sentido, Lacan deu o nome de “real”. O real, apesar de não poder ser dito, se manifesta em ato e nos corpos dos sujeitos.
Cada vez mais, os sujeitos se apresentam à clínica atravessados pelo “não-sentido” e pelo “não-saber”. Esse vazio de sentido é muito representativo dos sintomas contemporâneos como as crises de pânico, as compulsões, a preocupação excessiva com o corpo, o imediatismo, o consumismo, dentre muitos outros. Esses sintomas podem ser tomados, de maneira muito sucinta, como tentativas do sujeito de se proteger desse sem-sentido que o invade.
O trabalho clínico a ser realizado leva em conta não somente a dimensão de sentido que os sintomas comportam, mas também o que há de indecifrável. Assim, o papel da análise, através do manejo da transferência, é possibilitar ao sujeito reconhecer-se determinado pelo seu inconsciente, para que ele possa responsabilizar-se por suas escolhas, além de poder construir saídas menos angustiantes e menos alienadas para se proteger do real que o invade.
Relevância social:
Além de oferecer ao aluno uma formação que o levará a desenvolver um trabalho ético e responsável, tal estágio responde à demanda interna da universidade por atendimento psicológico, além de ampliar o cuidado em saúde e indiretamente contribuir para o processo de ensino e aprendizagem ao longo da graduação e/ou pós-graduação. Descrição das atividades:
O aluno deverá, ao final do estágio, ter recursos para conduzir uma sessão de psicoterapia de orientação psicanalítica levando em conta o referencial teórico trabalhado.
Para tanto, o aluno será responsável pelo atendimento clínico remoto de um paciente (caso algum paciente interrompa o tratamento, o aluno iniciará outro atendimento).
Neste atendimento, o aluno desenvolverá as seguintes atividades:
- Entrevista clínica e entrevistas preliminares (tais atendimentos têm função diagnóstica e fornecerão a direção do tratamento);
- Atendimento psicoterápico.
Tais atividades serão embasadas na leitura e discussão de material sugerido pela supervisora, além da pesquisa de material teórico que seja relevante para o caso em atendimento. Será solicitado ao aluno resumos
e resenhas do material que, posteriormente, serão utilizados na confecção do relatório final.
Em supervisão, o aluno deverá apresentar um registro do atendimento realizado a cada semana. A partir do registro e da discussão do material teórico, aluno e supervisora irão analisar o caso e planejar as intervenções a serem realizadas.
Ao final do estágio, o aluno deverá produzir um relatório com fundamentação teórica, descrição e análise do caso a partir do referencial teórico estudado.
Critérios de avaliação:
- Pontualidade e frequência nos atendimentos e na supervisão;
- Comprometimento e envolvimento com o processo de estágio e com as tarefas solicitadas pela supervisora;
- Desempenho na prática clínica (compreensão da demanda do paciente; capacidade de observação, escuta, análise e planejamento de intervenções; e aproveitamento teórico a partir da prática);
- Registros dos atendimentos; - Relatório final.
Atividade Prática: Atendimento individual remoto através de chamada de vídeo e/ou áudio.
O aluno é responsável por providenciar um local adequado para o atendimento que preserve o sigilo do trabalho. É necessária conexão com internet que suporte chamadas de vídeo e /ou áudio. O horário será acordado com o paciente de acordo com disponibilidade do mesmo e do estagiário.
Duração: 50 minutos Freqüência: semanal
Reunião com o Supervisor:
Reunião remota realizada por vídeo chama no Google Meet Horário: Segunda-feira 14h-16h
Duração: 2 horas Frequências: semanal
Número de vagas: 3 (três)
Docente: Prof. Dr. LEONARDO CÂMARA
Projeto: Psicoterapia de apoio de orientação analítica a
estudantes da UFSCar
Contextualização:
A psicoterapia de apoio de orientação analítica é uma modalidade de psicoterapia fundamentada na psicanálise que visa, primariamente, mobilizar técnicas de suporte, estabelecer recursos psíquicos e oferecer um ambiente de segurança para restabelecer o equilíbrio de sujeitos que se encontram em crise emocional e/ou desregulação emocional. Pretende-se, no presente estágio, oferecer este dispositivo – adaptado para atendimentos de curta duração – a estudantes da UFSCar que se enquadrem no quadro descrito.
População alvo:
Alunos de graduação e de pós-graduação da UFSCar encaminhados pelo DeAS.
Objetivos do projeto de intervenção:
Realizar atendimento de psicoterapia de apoio orientação psicanalítica a estudantes da universidade que necessitem de tratamento individualizado que estejam em situação de crise emocional e de desamparo (perda de rede de referências, fragilização dos vínculos sociais e familiares, ausência de estrutura de contenção e acolhimento, solidão e isolamento).
Objetivos de ensino:
1. Capacitar o supervisionando a conduzir uma psicoterapia de apoio de orientação analítica, desenvolvendo a escuta, a preservação do enquadre e a observação e manejo dos fenômenos transferenciais e contratransferenciais; 2. Favorecer a capacidade de pensar sobre o atendimento clínico, realizando a articulação entre a prática e a teoria; 3. Desenvolver autonomia para buscar, em material bibliográfico, soluções para crises e impasses no processo analítico.
Atividades previstas durante a disciplina:
1. Leitura de material bibliográfico de referencial psicanalítico; 2. Treinamento quanto às formas de abordar o paciente e de se portar nas sessões, inclusive em modalidade remota; 3. Condução de psicoterapia de apoio de orientação analítica com o público-alvo por meio de aplicativos de comunicação, como o WhatsApp, o Google Meet e o Skype; 4. Participação de supervisão clínica semanal através do Google Meet; 5. Produção de relatórios e de eventuais publicações.
Atividades práticas e procedimentos previstos:
1. Condução de psicoterapia de apoio de orientação analítica com o público-alvo em modalidade remota; 2. Preenchimento de prontuários; 3. Escrita de relato das sessões realizadas; 4. Supervisão clínica semanal por meio do Google Meet; 5. Elaboração de relatório final.
Produto final esperado:
Relatório final apresentando as atividades realizadas, bem como as que pretende realizar no futuro com base na experiência do estágio, redigido de modo claro e que possa subsidiar, eventualmente, a produção de monografia e artigos científicos.
Os atendimentos serão realizados em modalidade remota por meio de aplicativos de comunicação, como o WhatsApp, o Google Meet ou o Skype, em horário pré-estabelecido pelo estagiário e seu cliente.
Local e horário de supervisão:
As reuniões de supervisão ocorrerão de forma síncrona, através do Google Meet. Os estagiários serão divididos em dois grupos:
- Grupo 1 (2 do quarto ano, 1 do terceiro ano e 2 do segundo ano): quintas-feiras, das 10h às 12h
- Grupo 2 (2 do quarto ano, 1 do terceiro ano e 2 do segundo ano): quintas-feiras, das 14h às 16h
Número de vagas: 4 (quatro)
Docente: Profa. Dra. LUCIANA NOGUEIRA FIORONI
Projeto: Intervenção psicossocial no contexto da
pandemia por covid19: Saúde Mental na Atenção Básica
População alvo: i) usuários do Sistema Único de Saúde (SUS) que são acompanhados em Unidade de Saúde da Família (USF), ii) equipe de saúde da USF, iii) profissionais de saúde do SUS de São CarlosObjetivos do Projeto de Intervenção:
i) Aproximar os alunos do campo de atuação da Psicologia/Saúde Mental na Saúde Pública; ii) Promover a aprendizagem de teorias e técnicas de investigação, intervenção e avaliação Psicossocial e em saúde Mental em unidades de saúde da família; iii) Problematizar os determinantes do processo saúde/doença junto aos demais profissionais, usuários e outros alunos do serviço de saúde (em especial no contexto da pandemia por covid19); iv) Promover aprendizagem sobre a atuação do Psicólogo Social no campo da Saúde Coletiva e da Saúde Mental; v) Sensibilizar o aluno
para o compromisso com a atuação interprofissional no SUS; vi) ofertar apoio matricial em saúde mental, ofertar na modalidade de análise institucional, apoio às equipes de saúde.
Contexto acadêmico de realização do trabalho: Serviço Escola de Psicologia.
Campo de Intervenção: Estratégia Saúde da Família (USF), equipes de profissionais de saúde do SUS de São Carlos
Objetivos de ensino:
1. Estabelecer relações entre os campos teóricos da Psicologia Social Crítica/ Psicologia da Saúde / Psicologia Social Comunitária/ Saúde Coletiva e as realidades observadas;
2. Compreender o Homem como ser biopsicossocial que se constrói através de sua relação com o meio;
3. A partir de uma concepção hermenêutica de saúde, compreender que os conceitos saúde e doença referem-se a interesses práticos e instrumentais, na elaboração racional de experiências vividas de processos de saúde-doença-cuidado;
4. Compreender saúde e doença como processos estreitamente relacionados às condições de vida, ao contexto político-social-cultural e aos modos de estar no mundo e construir projetos de vida de cada sujeito; 4. Ser capaz de identificar processos sociais e seus determinantes; 5. Refletir sobre propostas de intervenção nos diferentes contextos observados;
6. Refletir sobre o processo saúde-doença e o conceito de vulnerabilidade social;
7. Participar de ações voltadas para a saúde pública e intervenção comunitária;
8. Estabelecer relações entre subjetividade e processos/fenômenos sociais;
9. Capacidade de observação, discriminação e interpretação da realidade, embasada em referenciais teóricos coerentes com a proposta;
10. Fortalecer a formação em Psicologia no campo da saúde coletiva e saúde pública
Quadro teórico-conceitual: Psicologia Sócio-histórica / Psicologia Social da Saúde / Saúde Coletiva / Saúde Mental.
Apresenta-se uma discussão do processo saúde-doença como fenômeno social, buscando repensar a prática psicológica em contextos comunitários e institucionais apresentando instrumentos, métodos e técnicas que vêm sendo constituídas pela Psicologia Social. Tomamos como centrais os conceitos de Cuidado, Sujeito, Linguagem, Saúde Mental, Processos de Adoecimento, Vulnerabilidade e Intersubjetividade. Discute-se a necessidade da construção do diagnóstico institucional enfocando a necessidade de compreensão e análise do contexto onde serão desenvolvidas as práticas, bem como o conhecimento da população alvo, suas dificuldades, valores, preferências e práticas. Destaca-se o papel da Psicologia em relação aos diferentes níveis de atenção na saúde pública, enfocando-se os princípios norteadores do Sistema Único de Saúde (SUS) e a prática na Atenção Básica. Apresentam-se as possibilidades de atuação do psicólogo em equipe multiprofissional, buscando a construção da interdisciplinaridade.
Atividades práticas previstas:
1. reuniões online (via google meet) semanais de supervisão com o grupo de estagiários, visando planejamento das ações, discussão das leituras indicadas, reflexão sobre a prática profissional; 2. realizar aproximações às equipes de saúde no primeiro mês de
estágio (de forma virtual), a fim de se aproximar do contexto de aprendizagem/intervenção;
3. planejar e desenvolver projetos de intervenção considerando necessidades individuais e coletivas de saúde;
4. realizar levantamento das ações de saúde mental na USF e no município (RAPS);
5. levantamento de necessidades de saúde mental junto a equipe e usuários da USF;
6. Participar de ações de cuidado em saúde conjuntamente com a equipe da USF (adaptadas para a modalidade remota): consultas conjuntas com outros profissionais, acolhimento, grupos de educação/promoção de saúde, suporte psicossocial,
matriciamento em saúde mental, participação em reuniões de equipe e discussões de caso, construção de PTS – projeto terapêutico singular;
7. Levantamento bibliográfico, leituras, resenhas e confecção de diários de campo semanais;
8. elaborar relatórios parcial e final.
Os alunos trabalharão articulados com os profissionais de saúde das equipes das USF, com alunos de outras áreas da saúde, com moradores e usuários do território, profissionais de outros equipamentos sociais lotados no território em que as atividades serão desenvolvidas.
Produto final esperado: Relatório mapeando os serviços e ações existentes na cidade, avaliação das necessidades nesta área, plano de trabalho para intervir a partir das necessidades detectadas. Deseja-se produzir alguma transformação nas práticas de cuidado em saúde e nas demandas de saúde dos usuários. Socialização do conhecimento produzido em congressos, encontros, seminários. O relatório final do estágio deverá ser socializado com as equipes de saúde que receberem o grupo de alunos.
Número de vagas: 1 (uma)
Pré e Co-Requisitos: Pontualidade, compromisso acadêmico, ter interesse e identificação com o tema de trabalho, compromisso e desejo real de transformação social, persistência, disponibilidade interna e externa de entrar em contato com novas realidades, ser pró ativo. Preferencialmente ter disponibilidade de horário: 5a à tarde
para reunião de equipe.
BIBLIOGRAFIA:
AMARANTE, P. Saúde Mental e Atenção Psicossocial. Rio de Janeiro: Ed. Fiocruz, 2007.
AYRES, J.R.C.M. Cuidado: trabalho e interação nas práticas de saúde. Rio de Janeiro: CEPESC: UERJ / IMS: ABRASCO, 2009.
BRASIL. MINISTÉRIO DA SAÚDE. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Atenção Básica. Saúde mental. Departamento de Ações Programáticas Estratégicas. Cadernos de Atenção Básica. Saúde Mental. n.34. Brasília: Ministério da Saúde, 2013.
CAMPOS, G.W.S.; MINAYO, M.C.S.; AKERMAN, M.; DRUMOND JÚNIOR, M.; CARVALHO, Y.M. (orgs) Tratado de Saúde Coletiva. São Paulo: Hucitec; Rio de Janeiro: Ed. Fiocruz, 2006. (BCO)
CAMPOS, G.W.S.; GUERRERO, A.V.P. Manual de práticas de atenção básica. Saúde ampliada e compartilhada. São Paulo: Hucitec, 2013.
CAMPOS, R.O. Psicanálise e Saúde Coletiva. Interfaces. São Paulo: Hucitec, 2016.
FRANCO, T.B.; MERHY, E.L. Trabalho, produção do cuidado e subjetividades em saúde. Textos reunidos. São Paulo: Hucitec, 2013.
D'AMOUR, D.; GOULET, L.; LABADIE, J.F, MARTÍN-RODRIGUEZ, L.S., PINEAULT, R. A model and typology of collaboration between professionals in healthcare organizations. BMC Health Services
Research, v.8:188, 2008. Disponível em:
http://www.biomedcentral.com/1472-6963/8/188
LANCETTI, A. Clinica Peripatética. Série Politicas do Desejo. São Paulo: Hucitec, 2016.
PAIM, J.S.; ALMEIDA-FILHO, N. Saúde Coletiva. Teoria e Prática. Rio de Janeiro: Med Book. 2014.
SPINK, M.J. Psicologia Social e Saúde: práticas, saberes e sentidos. Petrópolis, RJ: Vozes, 2004.
SPINK, M.J. (org) A Psicologia em diálogo com o SUS. Prática profissional e produção acadêmica. São Paulo: Casa do Psicólogo, 2007.
VECCHIA, M.D.; Trabalho em equipe na atenção primária à saúde: fundamentos histórico-políticos. São Paulo: Cultura Acadêmica, 2012.
Docente: Profa. MARIA CRISTINA DI LOLLO
Projeto 1: A escuta psicanalítica: entrevista, atendimento
psicológico, matriciamento, psicoterapia". ¨Clínica da
DOR¨:
Centro
de
Referência
no
Atendimento
Interdisciplinar em Dor
Atuação em Hospitais e/ou outras Instituições ou Unidades de Saúde semelhantes.
* Instituições de saúde onde a intervenção seja de nível primário, secundário e terciário entram no rol das possibilidades.
NO ANO DE 2021 tudo está planejado para a atividade ser na Clínica da Dor, trabalho Interdisciplinar da UFSCar na USE que já está ocorrendo em 2018.
EM 2021 AS ATIVIDADES ESTÃO PROGRAMADAS PARA SEREM REMOTAS A MENOS QUE HAJA ALTERAÇÕES SOBRE ISTO INDICADAS PELA REITORIA DA UFSCar.
População-alvo: Pacientes da Clínica da Dor da UFSCar que acontece na USE, se possível e ou necessário, pacientes de outros serviços da saúde semelhantes de natureza primária secundária e terciária.
Situação alvo: Trabalhar interdisciplinarmente neste contexto. Realizar atendimento psicológico e matriciamento .
Objetivo geral do projeto de intervenção: Trabalhar interdisciplinarmente neste contexto. Realizar atendimento psicológico a população alvo. Realizar matriciamento.
Contexto acadêmico de realização do trabalho - o projeto de intervenção é parte do serviço em Psicologia, é um projeto de extensão, e
atende às exigências necessárias das disciplinas de intervenção em psicologia.
Objetivos específicos: 1. Ensinar noções básicas de atendimento psicológico. 2. Identificação de demandas de intervenção. 3. Propor e realizar intervenções a partir das demandas identificadas. 4. Realizar entrevistas iniciais para estudo de caso sendo capaz de identificar as finalidades e fundamentar teórica e praticamente o procedimento. 5. Realizar, se possível, atendimento psicológico de pelo menos um caso.
Atividades práticas previstas e procedimentos: primeiros contatos e observação do contexto onde serão realizadas as atividades (trata se de atividade interdisciplinar, onde o trabalho será em parceria com a equipe envolvida no projeto) ; planejamento da intervenção a ser implementada, realização de entrevistas, realização de atividades interdisciplinares com a equipe, realização de atendimento psicológico, participação obrigatória nas reuniões da clínica da dor tanto para discussões de casos como reuniões necessárias da equipe de outra natureza, supervisão , elaboração de estudo de caso, elaboração de relatório.
Número de vagas: 02 (duas)
Pré e co- requisitos:IMPORTANTÍSSIMO 0: Seguir todas as regras, instruções e padrões USE para estagiários.
IMPORTANTÍSSIMO 1: participar das reuniões da Clínica da Dor as sextas feiras das 13 às 17:30 horas. Por favor se não tem este horário disponível nem se inscreva. IMPORTATÍSSIMO 2 : Na sexta feira ficar o máximo disponível para o estágio será muito importante pois teremos que nos adequar a disponibilidade de salas da USE para
atendimento. Este item só será válido se as atividades presenciais forem liberadas, mas mantem se a necessidade de reservar a sexta feira a partir das 13 horas.
IMPORTANTÍSSIMO 3: Adequar se aos horários de disponibilidade de salas da USE, dos Pacientes e da Supervisora da INSTITUIÇÃO: Daniela Xavier e da Profª Responsável Maria Cristina Di Lollo, descritos logo abaixo.
No caso da Prof. Maria Cristina Di Lollo
Horários: A supervisão oficial é sempre as segundas feiras.
Disponibilidade de horário para supervisão fora do horário previsto para a disciplina. Poderá ser necessário utilizar os seguintes horários: 2ª feira – 12-14 horas, ou 18-19 horas, 3ª feira: 12-14 horas ou 18-19 horas, ou 4ª feira 12-14 horas, ou 5ª feira 12-14horas, 6ª feira COMO JÁ DESTACADO ACIMA estar disponível o dia todo e outros horários de comum acordo não citados aqui sempre pactuados.
IMPORTANTÍSSIMO 4: DISPONIBILIDADE DE HORÁRIO PARA A PRÁTICA FORA DOS HORÁRIOS DA DISCIPLINA EM FUNÇÃO DAS NECESSIDADES DA INSTITUIÇÃO
Requisito desejável: Estar fazendo psicoterapia.
Observação: as atividades não poderão ser interrompidas em caso de greve na UFSCar. As férias seguirão as determinações da USE, levando se em conta as regras da Instituição e normas éticas da nossa profissão. .
Moretto,M.L.T. , O Que Pode Um Analista No Hospital,SP, Casa do Psicólogo, 2002, primeira edição.
Freud, S. Obras Psicológicas Completas, Buenos Aires, Amorrortu Editores.
Nasio, J. D. O prazer de ler Freud. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Editor, 1999.
Nasio, J. D. (1997). O livro da dor e do amor. Rio de Janeiro: Jorge Zahar. Nasio, J-D. (2008). A dor física. Rio de Janeiro, RJ: Jorge Zahar
Eizirik, C. L.; Aguiar. R. W. de; Schestatsky, S.S. (Org.) Psicoterapia de Orientação Psicanalítica: Fundamentos teóricos e clínicos. 3. Ed. Porto Alegre, Artmed 2015.
Volich, R. M. (2000). Psicossomática: de Hipócrates à Psicanálise. São Paulo: Casa do Psicólogo.
Ferraz, F. C. (1997). Das neuroses atuais à psicossomática. Em Ferraz, F. C. & Volich, R. M. (Orgs.). Psicossoma: psicossomática psicanalítica (pp. 23-38). São Paulo: Casa do Psicólogo.
Laplanche, J & Pontalis, J. B. (2004). Vocabulário de psicanálise. São Paulo: Martins Fontes.
Simonetti, A..Manual de Psicologia Hospitalar, SP, Casa do Psicólogo, 2004, primeira edição.
AVISO QUE ESTE ESTÁGIO PODERÁ FUNCIONAR DURANTE AS FÉRIAS. POR QUESTÕES ÉTICAS, QUALQUER AFASTAMENTO DO ALUNO, DEVERÁ ACONTECER COM A PRÉVIA
AUTORIZAÇÃO/ACORDO COM A INSTITUIÇÃO, PACIENTE, COM O SUPERVISOR, E PROFESSOR. AS HORAS EXTRAS, SE
ACONTECEREM, DEVERÃO SER ADEQUADAMENTE
DOCUMENTADAS EM CERTIFICADO PRÓPRIO. LEMBRO A TODOS
QUE EXISTEM RESOLUÇÕES DO CONSELHO FEDERAL E DO CÓDIGO DE ÉTICA QUE REGEM NOSSAS ATIVIDADES.
Projeto 2: "A escuta psicanalítica: entrevista, atendimento
psicológico, matriciamento, psicoterapia".
Atuação: Em Instituições da Saúde de nível primário, secundário ou terciário- No DeAS
População-alvo: Pacientes do DeAS da UFSCar
EM 2021 AS ATIVIDADES ESTÃO PROGRAMADAS PARA SEREM REMOTAS A MENOS QUE HAJA ALTERAÇÕES SOBRE ISTO INDICADAS PELA REITORIA DA UFSCar.
Situação alvo: Realizar atendimento psicológico nestes contextos.
Objetivo geral do projeto de intervenção: Realizar atendimento psicológico a população alvo.
Contexto acadêmico de realização do trabalho - o projeto de intervenção é parte do serviço em Psicologia, é um projeto de extensão, e atende às exigências necessárias das disciplinas de intervenção em psicologia.
Objetivos específicos: 1. Ensinar noções básicas de atendimento psicológico. 2. Identificação de demandas de intervenção. 3. Propor e realizar intervenções a partir das demandas identificadas. 4. Realizar entrevistas iniciais para estudo de caso sendo capaz de identificar as finalidades e fundamentar teórica e praticamente o procedimento. 5. Realizar atendimento psicológico de um caso.
Atividades práticas previstas e procedimentos: primeiros contatos e observação do contexto onde serão realizadas as atividades;
planejamento da intervenção a ser implementada, realização de entrevistas, realização de atendimento psicológico, supervisão, elaboração de estudo de caso, elaboração de relatório.
Número de vagas: 02 (duas)
Pré e co- requisitos: A supervisão oficial será na segunda feira no horário previsto na grade. Disponibilidade de horário para supervisão fora do horário previsto para a disciplina. Poderá ser necessário utilizar os seguintes horários: 2ª feira – 12-14 horas, ou 18-19 horas, 3ª feira: 12-14 horas ou 18-19 horas, ou 4ª feira 12-14 horas, ou 5ª feira 12-14horas, 6ª feira a partir das 10 horas ou mesmo outros em comum acordo não citados aqui.
DISPONIBILIDADE DE HORÁRIO PARA A PRÁTICA FORA DOS HORÁRIOS DA DISCIPLINA EM FUNÇÃO DAS NECESSIDADES DAS INSTITUIÇÕES
IMPORTANTÍSSIMO: Seguir todas as regras, instruções e padrões das instituições para estagiários.
IMPORTANTÍSSIMO: Adequar se aos horários de disponibilidade da INSTITUICAO, dos Pacientes, da Supervisora da Instituição Márcia Joao Pedro da Profª Responsável Maria Cristina Di Lollo, que sempre serão pactuados.
Requisito desejável: Estar fazendo psicoterapia.
Observação: as atividades não poderão ser interrompidas em caso de greve na UFSCar.
Bibliografia Básica:
Freud, S. Obras Psicológicas Completas, Buenos Aires, Amorrortu Editores.
Roudinesco,E.; Plon,M. Dicionario de psicanalise.Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 1998 (e ou outros dicionários e vocabulários
semelhantes).
Eizirik, C. L.; Aguiar. R. W. de; Schestatsky, S.S. (Org.) Psicoterapia de Orientação Psicanalítica: Fundamentos teóricos e clínicos. 3. Ed. Porto Alegre, Artmed 2015.
Zimerman,D. E. Manual da Técnica Psicanalítica- uma re-visão, Porto Laplanche, J & Pontalis, J. B. (2004). Vocabulário de psicanálise. São Paulo: Martins Fontes.
AVISO QUE ESTE ESTÁGIO PODERÁ FUNCIONAR DURANTE AS FÉRIAS. POR QUESTÕES ÉTICAS, QUALQUER AFASTAMENTO DO ALUNO, DEVERÁ ACONTECER COM A PRÉVIA
AUTORIZAÇÃO/ACORDO COM A INSTITUIÇÃO, PACIENTE, COM O SUPERVISOR, E PROFESSOR. AS HORAS EXTRAS, SE
ACONTECEREM, DEVERÃO SER ADEQUADAMENTE
DOCUMENTADAS EM CERTIFICADO PRÓPRIO. LEMBRO A TODOS QUE EXISTEM RESOLUÇÕES DO CONSELHO FEDERAL E DO CÓDIGO DE ÉTICA QUE REGEM NOSSAS ATIVIDADES.
Supervisor: Prof. Me. RICARDO MARINHO DE MELLO DE
PICOLI
Professor orientador: Prof. Dr. Alex Pessoa
Projeto: Psicologia do Esporte – Estudo e Intervenção
A Psicologia do Esporte busca compreender como fatores psicológicos afetam o rendimento de atletas em suas modalidades e como a participação esportiva ou adesão à atividade física influenciam o desenvolvimento psicológico, a saúde mental e bem-estar dos indivíduos. Nesse sentido, o objetivo principal deste projeto é a aplicação prática de conceitos da Psicologia do Esporte por meio do estudo e da vivência das(os) alunas(os) de Graduação em Psicologia da UFSCar no contexto esportivo.Este estágio será desenvolvido em conjunto da equipe de profissionais do Núcleo SCORE – Psicologia Esportiva e suas instituições parceiras. Para isso, exige-se a elaboração e o desenvolvimento de um projeto de atuação/plano de trabalho consistente com os pressupostos da área de Psicologia do Esporte, baseando-se na literatura especializada, de acordo com as demandas dos projetos em que a equipe do Núcleo SCORE está inserida.
Serão ofertadas 2 (duas) vagas de estágio, com carga horária mínima de 12 horas semanais (Estágio de atuação profissional 2) com possibilidades de atuação em: equipes de alto rendimento, escolinhas de esporte, projetos sociais, academias e assessorias esportivas e atendimento individual de atletas.
Obs.: A(o) estagiária(o) poderá realizar suas atividades em outras instituições desde que esta seja aprovada pelo SEPsi e que seja estabelecida uma parceria entre tal instituição, o SEPsi e o Núcleo SCORE.
Contextualização: Segundo o Relatório Nacional de Desenvolvimento Humano do Brasil – MOVIMENTO É VIDA: ATIVIDADES FÍSICAS E ESPORTIVAS PARA TODAS AS PESSOAS, na sociedade contemporânea, as atividades físicas e esportivas fazem parte de forma
crescente da vida das pessoas. Povoam o cotidiano de grande parcela da população brasileira, seja pela sua prática, seja no consumo como espectador televisivo e/ou torcedor que frequenta as arenas esportivas. Neste relatório, o Esporte é considerado um bem cultural, direito social e fator de desenvolvimento humano, definido pelo conjunto de práticas corporais, atividades físicas e esportivas que, pelo envolvimento ocasional ou organizado, exprime um grau de desenvolvimento cultural esportivo, com possibilidades de incidir em aspectos educacionais, da saúde, do bem-estar, pela ampliação de conhecimentos, relações sociais e resultados esportivos. Dessa maneira, constata-se quão amplo e complexo o Esporte é e justifica o anseio pela compreensão das relações entre esse fenômeno e o ser humano. Assim, o papel da Psicologia no estudo e intervenção nesse campo é fundamental para que tal entendimento seja atingido de forma mais completa. Estas atividades de estágio beneficiam o público-alvo com o atendimento especializado da área de Psicologia do Esporte e as(os) alunas(os), pois não há uma disciplina específica dessa área na grade curricular do Curso de Graduação em Psicologia da UFSCar.
Público-alvo: Atletas de alto rendimento, pessoas em iniciação ou formação esportiva, praticantes de atividades físicas e participantes de projetos sociais esportivos.
Local: São Carlos e região, a depender do projeto o qual a(o) estagiária(o) será inserida(o).
Objetivos de ensino:
Objetivo geral:
Preparar as(os) alunas(os) de Graduação em Psicologia da UFSCar para a atuação na área esportiva, por meio do estudo, experimentação e vivência.
Objetivos específicos:
Ao final das atividades, a(o) aluna(o) deverá ser capaz de:
Psicologia do Esporte, problematizando e refletindo sobre o contexto em que está inserido;
2. Planejar diferentes formas de atuação da/do psicóloga/o do esporte nos diferentes contextos, propondo alternativas de intervenção de acordo com o planejamento estabelecido a partir das demandas;
3. Fundamentar, de acordo com seu referencial teórico e outros relatos de atuação em contextos similares, as intervenções propostas;
4. Executar as intervenções planejadas para as demandas identificadas;
5. Acompanhar e responsabilizar-se pelo desenvolvimento das ações de intervenção;
6. Registrar as intervenções realizadas, bem como os resultados obtidos;
7. Avaliar a intervenção de acordo com os indicadores obtidos e o(s) método(s) utilizado(s) visando verificar a adequação e eficácia dos procedimentos, estando apto a propor sugestões e alterações pertinentes e em conformidade com a análise dos dados obtidos; 8. Produzir de relatórios sobre sua atuação de modo a possibilitar a
reprodução, modificação ou inovação das intervenções realizadas dentro do contexto o qual está inserida(o).
Atividades previstas:
Prevê que o(a) estagiário(a) em Psicologia do Esporte possa conhecer e aprimorar esse campo de atuação, realizando o plano de trabalho estabelecido na instituição designada, representando as atividades normalmente realizadas por um(a) psicólogo(a)da área. Prevê a capacitação teórica sobre o campo de atuação e os processos psicológicos subjacentes a ele, aconselhamento ético, preparação de materiais, diário de campo, princípios de observação e avaliação psicológica no esporte, técnicas de intervenção e a intervenção propriamente dita.
O(A) estagiário (a) deverá catalogar as demandas da equipe por meio de técnicas de observação, entrevistas e aplicação de instrumentos.
A partir de então, o(a) estagiário(a) deverá planejar, de acordo com os referenciais teóricos dispostos, as atividades de intervenção. As atividades tipicamente incluem: treinamento mental (ex.: autofalas, técnicas de visualização/imaginação e técnicas de relaxamento), manejo e regulação emocional (ex.: manejo de ansiedade e estresse, técnicas de controle emocional), treinamento de habilidades sociais, estabelecimento de vínculos e grupos, resolução de conflitos, estabelecimento de metas, aplicação de instrumentos, observação de comportamentos-alvo em treinos e jogos.
Serão 2 (duas) horas de supervisão com o psicólogo responsável, 8 (oito) horas de intervenção e observação e 2 (duas) horas de estudo e preparação das atividades de intervenção por semana.
O(A) estagiário(a) poderá ser acompanhado pelo(a) psicólogo(a) responsável durante a catalogação das demandas. As supervisões iniciais terão como foco o planejamento de atividades de acordo com as demandas catalogadas. A partir disso, o(a) estagiário(a) irá acompanhar o andamento das atividades corriqueiras dos projetos, anotando no diário de campo o que foi observado, de acordo com a relevância para a atuação. As supervisões também terão a função de capacitar o(a) estagiário(a) a aplicar as diferentes técnicas de treinamento de habilidades psicológicas descritas acima.
O(a) estagiário(a) deverá entregar o referido diário após cada atividade em que ele(ela) for acompanhar. Nesse diário de campo deverá estar discriminado os principais acontecimentos; relatos de conversas; entrevistas e observações realizadas; intervenções individuais ou em grupo e consequente efeito; e os tópicos a serem trabalhados nas próximas sessões.
Semestralmente, o(a) estagiário(a) deverá entregar um relatório que mostre o que foi realizado (baseado nos diários de campo), o embasamento teórico utilizado e uma descrição detalhada dos procedimentos usados, além da identificação das principais demandas encontradas, bem como a recomendação de medidas para supri-las no semestre subseqüente.
Procedimentos previstos:
- Catalogar demandas a partir de observações, realização de entrevistas, aplicação de questionários, inventários ou escalas (desde que seja pertinente e que se saiba analisá-los);
- Registrar o que for pertinente (conversas, atividades, acontecimentos relevantes) no diário de campo;
- Planejar as ações de acordo com as demandas levantadas e intervir; - Discriminar e analisar os indicadores pertinentes para qualificar o sucesso ou não das intervenções realizadas;
- Analisar, discutir e propor ações ou inovações com o supervisor e com o grupo para o bom andamento das atividades;
- Redigir um relatório baseado nas atividades realizadas durante o estágio, analisando as virtudes e deficiências desta experiência.
Produto final: Relatório de atividades desenvolvidas e seus resultados.
Local da atividade prática. Instituições esportivas de São Carlos e região, a depender do projeto o qual a(o) estagiária(o) será inserida(o). Horário das atividades práticas: A depender do cronograma das Instituições esportivas o qual a(o) estagiária(o) será inserida(o).
Local da atividade de supervisão teórica: a forma e horários de supervisão serão combinados posteriormente entre aluno e supervisor.
Horário das atividades de supervisão teórica: A depender dos horários das(os) estagiárias(os).
Número de vagas: 1 (uma)
Critérios mínimos de seleção: Ter cursado e ter sido aprovado em Processos Básicos 2. Se o número de interessadas(os) exceder o proposto, a escolha se dará por análise do histórico escolar daqueles que pleiteiam as vagas e entrevistas individuais com os candidatos pelo supervisor.
Bibliografia:
Bock, A. M. B., Furtado, O., & Teixeira, M. D. L. T. (1999). Psicologias. São Paulo: Saraiva.
Conde, E. F. Q., Filgueiras, A., Ângelo, L. F., Bernardes, A. P., Carvalho, C. A. (2019) Psicologia do Esporte e do Exercício: Modelos Teóricos, Pesquisa e Intervenção. São Paulo: Passavento.
Fernandes, P. T. (2019) Interdisciplinaridade na Psicologia do Esporte. Curitiba: Editora CRV.
Fiorese Vieira, L., Andrade do Nascimento Junior, J. R., & Lopes Vieira, J. L. (2013). O estado da arte da pesquisa em Psicologia do Esporte no Brasil. Revista de Psicología del deporte, 22(2), 0501-507.
Martin, G. L. (2001). Consultoria em psicologia do esporte: orientações práticas em análise do comportamento. Campinas: Instituto de Análise do Comportamento.
Ministério do Esporte (2016). Diagnóstico Nacional do Esporte (caderno 2). Brasil: SECOMS
Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (2017). Relatório Nacional de Desenvolvimento Humano do Brasil – MOVIMENTO É VIDA: ATIVIDADES FÍSICAS E ESPORTIVAS PARA TODAS AS PESSOAS. São Paulo: PNUD
Rubio, K. (1999). A psicologia do esporte: histórico e áreas de atuação e pesquisa. Psicologia: ciência e profissão, 19(3), 60-69.
Rubio, K. (2007). Da psicologia do esporte que temos à psicologia do esporte que queremos. Revista brasileira de Psicologia do Esporte, 1(1), 01-13.
Rubio, K. & Camilo, J. A. C. (2019). Psicologia Social do Esporte. São Paulo: Képos.
Van Raalte, J. L., & Brewer, B. W. (2011). Psicologia do esporte. São Paulo: Santos Editora.
Weinberg, R. S., & Gould, D. (2008). Fundamentos da psicologia do esporte e do exercício. Porto Alegre: ArtMed.
Docente: Profa. Dra. SABRINA MAZO D’AFFONSECA
Projeto: Intervenção a estudantes com histórico de
experiências adversas na infância
Contextualização: Ao longo dos últimos anos diversas pesquisa na área da psicologia tem tido como objetivo verificar o impacto que as
experiências adversas durante a infância tem a curto e longo prazos na saúde dos indivíduos. As experiências adversas na infância (EAI)
consistem em todos os tipos de abuso, negligência e outras experiências potencialmente traumáticas que ocorrem com indivíduos com menos de 18 anos de idade. As EAIs incluem negligência, abuso físico, abuso sexual, abuso psicológico, exposição à violência entre os pais/cuidadores, exposição a uso indevido de substâncias ou a doença mental por algum membro da família, separação parental, divórcio, e prisão de algum membro da família. Dados de estudos indicam que as experiências adversas durante a infância aumentam o risco de perturbações físicas e psicológicas na idade adulta. A proposta da atividade consiste em oferecer atendimento psicoterapêutico online na abordagem
Cognitivo-Comportamental, a qual têm se mostrado efetiva para lidar com as consequências das situações traumáticas, promover o bem-estar emocional dessa população e prevenir problemas de comportamento e psicopatologias na idade adulta.
Público-alvo: Mulheres com idade acima de 18 anos que tenham histórico de experiências adversas na infância.
Objetivos de ensino:
Objetivos gerais:
1. Capacitar os alunos para a aplicação de métodos e procedimentos de terapia cognitivo comportamental de maneira eficiente, ética e socialmente significativa;
2. Qualificar os alunos em princípios, métodos e procedimentos de terapia cognitivo comportamental para o atendimento a mulheres expostas à experiências adversas na infância
Objetivos específicos:
Ao final das atividades anuais o aluno deverá ser capaz de:
1. Identificar, descrever e problematizar as necessidades de mulheres encaminhados para atendimento psicoterapêutico. 2. Propor alternativas de intervenção à luz da teoria cognitivo
comportamental a fim de transformar a realidade problematizada. 3. Fundamentar, teórica e praticamente, ações de intervenção
propostas.
4. Planejar o acompanhamento ou a condução das ações de intervenção propostas.
5. Acompanhar e responsabilizar-se pelo desenvolvimento das ações de intervenção.
6. Registrar as intervenções realizadas, bem como os resultados obtidos.
7. Avaliar o desempenho do cliente exposto à intervenção de modo a verificar a eficácia dos procedimentos e a propor modificações de intervenções pertinentes e guiadas pela análise de dados.
Atividades previstas:
*Os alunos de Práticas de Atuação Profissional 3 - 4 (3º ano da graduação) farão acompanhamento e observação dos procedimentos propostos e intervenções e atendimentos pontuais conforme sua capacitação, sempre sob supervisão de um aluno mais capacitado e/ou do docente responsável. Os alunos de Estágio Supervisionado 1 - 2 e 3 - 4 (4º e 5º anos da graduação) conduzirão sessões de psicoterapia, lidando diretamente com os clientes atendidos.