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Literare. Edição Fevereiro 2021

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Literare

Edição Fevereiro 2021

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NOTA: Dado o caráter interdisciplinar desta Antologia, os textos

publicados respeitam as normas e técnicas bibliográficas utilizadas por cada autor.

A responsabilidade pelo conteúdo dos textos desta obra é dos res-pectivos autores e autoras, isentando os Organizadores e a Editora com as ideias publicadas.

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Literare

Edição Fevereiro 2021

1ª. Edição

Clube da Literatura 2021

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ou processo, especialmente por sistemas gráficos. A viola-ção dos direitos é punível como crime (art. 184 e parágrafos do Código Penal), com pena de prisão e multa, busca e apreensão e indenizações diversas (art. 101 a 110 da Lei 9.610, de 19/02/1998, Lei dos Direitos Autorais).

Capa, Projeto Gráfico e Editoração

Editora IGM

Impressão

Gráfica Parceira

Dados Internacionais de Catalogação na Publicação (CIP) Literare – Edição Fevereiro 2021. / Clube da Litera-tura. – Goiânia, GO: Editora IGM, 2021. 1ª Edição.

94 p. : il. ; 21 cm ISBN: 978-65-87038-45-2

1. Literatura Brasileira - Coletânea. 2. Poesia I. Título.

CDU: B869-1

Índice para catálogo sistemático:

Poesias brasileiras – Literatura B869.1 Literatura brasileira – Coletânea B869.8

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Sumário

DEUSES E JUÍZES DA INTERNET ... 13 ALIVAN FREITAS LIMA

TONS DE CINZA ... 16 ANDRÉ SOSKA

LÁGRIMAS FLAMEJANTES... 17 ANTHONY JUSZCZAK PORTES

NÃO ME ROTULE ... 19 CLÁUDIA GOMES

FASES ESCOLARES-ENSINO INFANTIL ... 22 DJANE DE SOUSA BARROS

UM HOMEM COMO QUALQUER OUTRO, UM DEUS COMO NENHUM OUTRO ... 25

ERINALDO SILVA OLIVEIRA

ENFIM, BARREADO! ... 27 HELENA DOMINGOS PROFUNDEZAS ... 38 IZANI GONÇALVES SEUS SORRISOS... 40 JEAN MEND TUA PRESENÇA ... 41 J L G

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FEVEREIRO: REFLEXÕES E APRENDIZADOS ... 43 LIZANDRO BARBOZA DA SILVA

MUNDO (QUASE) [TODO] ON-LINE!? ... 45 MARCOS PEREIRA DOS SANTOS

BEIJA-FLOR ... 47 MARIDONATO

O TEMPO... ... 49 NEUBA MARIA DA SILVA

O CONHECIMENTO ... 51 NILS KUSTEMBERG DE SEBASTIÃO PEREIRA

ORFEU QUANTO SILÊNCIO, HOJE É CARNAVAL ... 53 ODY DMITRI CHURKIN TROVOADA A GALOPE... 56 OTÁVIO ZANELLA A POEIRA DO TEMPO... 58 RONILSON LOPES CARNAVAL DE CALENDÁRIO ... 60 RONNE CLAYTON DE CASTRO GONÇALVES

SONETO DE LIVROS ... 62 SISSA MOROSO

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ANCESTRANDO ... 70 VILMA PAVÃO FOLINO

NA OPACIDADE ... 77 VITOR SERGIO

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Deuses e juízes da

in-ternet

Alivan Freitas Lima

A internet tem sido um terreno fértil para os julgamentos, os juízes não perdem tempo, deter-minam quem erra ou acerta!

Se esquecem da lei e que a internet não é um lugar, uma terra sem lei, lá também se aplica a lei no rigor constitucional!

Na cultura do cancelamento, os juízes, deu-ses, semideudeu-ses, intocáveis e os perfeitos deter-minam valores e princípios a serem seguidos!

O veredicto é de imediato, sem defesa ou ao menos uma explicação!

Cancelam, sem perdão! Aliás, o perdão não é considerado por esse júri!

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A democracia, a liberdade de expressão, o li-vre arbítrio deixa de existir nesse país da perfei-ção, na terra sem lei, no território da intolerância!

Não é tolerável, nada que vá de contra aos ditames dos deuses e dos juízes da internet, o cancelamento é a palavra final!

Não respeitam falas, opiniões e posiciona-mento na cultura do cancelaposiciona-mento, o cancelador coloca o ponto final, o cancelado não tem defesa!

Terreno perigoso, leis constituídas na visão única e inacabada!

O cancelador, cancela no outro aquilo que diz ser contraditório, inapropriado, mas na ver-dade ele cancela aquilo que também o faz, e não percebe que faz igual ou não quer perceber!

Se acham perfeitos, no caminho certo, mas na verdade andam na contramão!

A cultura do cancelamento busca a perfeição alheia, mas é impossível encontrar, somos

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plu-Já começou errado, o cancelador não é per-feito!

Fazem justiça, gritam por justiça, são de-terminantes por detrás de uma tela, são corajo-sos para atacar, agem como fossem os donos da verdade!

Portanto, cancelo, o cancelador e a cultura do cancelamento, sem deuses e juízes se achando o dono do mundo e da internet, a lei existe e puni no rigor!

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Tons de Cinza

André Soska

É branco ou preto, qual será a cor?

Qual será o rótulo da vez? Quanto terá de valor? É muito fácil julgar fora da posição

Difícil é enfrentar determinada situação. É certo ou errado? Serei eu a determinar? Serei advogado, júri, juiz, tudo para condenar? Poucas coisas na vida são simples assim

Duais a ponto de escolher apenas entre o não e o sim. Entre o preto e o branco há diversos tons de cinza Condenar é fácil dependendo de quem atinja

E quando for com você ou com alguém que você se importa?

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Lágrimas Flamejantes

Anthony Juszczak Portes

O céu ficou rubro e intenso.

Suas mãos tão quentes sobre meu rosto. As últimas palavras e um medo,

cada dia será mais pesado a partir de hoje. Seus passos de dança e seus joelhos sujos as histórias pela metade e as noites inteiras nada disto será o bastante para que eu possa es-quecer

os caminhos errantes, errados e intoleráveis que passei.

As cartas e os dados, todos eles sujos de saudades. Todos eles corrompidos pelo desviar caótico que escolhi

todos eles têm uma aposta, todos eles têm teu nome e deles escorrem,

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lagrimas flamejantes.

Era uma estrada deserta de mão única e corríamos sem freios movidos pela emoção

éramos um único raio em meio ao deserto de solidão tão perto do sol dourado e tão lindo quanto teus olhos tuas mãos guiavam o vento e nos indicavam a

plenitude de mais um dia de paz.

Então veio teu sorriso e teu beijo com sabor de morte as piadas sem graça e veneno nos bolsos.

Já não era mais o caminho e você estava de olhos fechados

girávamos e nos destruíamos feito partículas in-finitas de amor e desilusão

meus pedaços na rodovia, minhas mãos tremulas. Vejo você me observar, gargalhar e no teu rosto estão lagrimas flamejante.

O impasse, o fogo, o calor, a brisa de verão no teu coração hostil são apenas.

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Não me rotule

Cláudia Gomes

Não me rotule

Não estou nas prateleiras dos supermercados Não pertenço a seções

(PRÉ) DEFINIDAS Não pertenço.

Não pertenço ao rótulo da objetivação Não sou objeto

Sou um ser de sentimentos De desejos e sonhos

Não coisificação.

Sou um SER de adversidade, Não de reprodução.

Mas reproduzo sonhos de todas as nações Reproduzo gente

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Sou um SER de adversidade, Amor, carinho e solidariedade Fazem parte do me padrão Mas não me rotule

Não sou passiva de observação. Nesta grande adversidade

Que compõe a sociedade Estou ali, estou aqui Fazendo parte

Sendo única e plural Como todo cidadão. Sendo assim,

Não me rotule

Somos iguais e diferentes Somos um mosaico de gente Formado por identidades Somos diferentes

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Sou um SER de adversidade, Não sigo padrões excludentes Sigo meus passos contente E luto diariamente

Pelo meu lugar no mundo Pelo meu lugar no Sol. Por isso,

Exijo respeito Sou diferente

E igual a todos nisso. Não me rotule Não rotule Rotule amor Respeito Canção Reproduza amor Em seu coração!

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Fases escolares-Ensino

Infantil

Djane de Sousa Barros

Desde o nascimento somos ensinados que a vida é um grande legado.

E tudo que desde pequenos nos é dado tem um propósito e caminho traçado. Na infância o que prevalece é a inocência, qualidade mais sublime de um ser.

Somos dispostos aos aprendizados da vida, inicialmente em casa com situações cotidianas, mas logo com ensinamentos da sociedade,

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Agora surgem as ideias do mundo escolar, aprender o ABC e entender o B A BA. Conhecimentos vão sendo adquiridos, lições vão sendo repassadas,

e o alfabeto e as cores são lindamente tracejados. E o florescer de uma criança

encanta aos olhos de uma nova esperança. Quando a professora ali espera,

surge o sinal de uma amizade sincera. O encantamento de tudo novo

e o desespero da distância dos pais são igualados por grandes seres, que estudaram para ser como tais. Assim de simples brincadeiras formam-se metodologias.

E do simples formato de uma bola geram-se grandes teorias.

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O que antes era fase de adaptação, com períodos curtos para uns, longos para outros,

tornou-se momentos de acolhimento para todos. O receber e o ouvir,

o gerar vínculo emocional, afetivo e social. Com dificuldades iniciais,

mas com todos os tipos de acolhimentos primor-diais.

Por isso são muitas as fases, grandes as etapas,

inúmeros são os desafios e agraciadas são as vitórias.

Portanto, o início é apenas o começo de algo que não tem fim.

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Um homem como

qualquer outro, um

Deus como nenhum

outro

Erinaldo Silva Oliveira

Comum, sou apenas mais alguém sem ti. Do barro me fizeste, para tua glória fui criado mais rebelde e inconstante fugi de teus braços revolta-do. Sozinho tentei meu próprio caminho trilhar e só desilusões encontrei. De outros amores fui atras “oh qual cego eu fiquei”.

Ao sucesso tentei chegar, sempre alguém querendo me tornar. Apenas mais um no meio da multidão. Arrependido, tentei regressar a ti. Ao amor perdido quis de novo encontrar. Procurei

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por alguém que me ajudasse a retornar a você, apenas me desiludi.

Lá fora te busquei, mais tu estavas aqui, dentro de mim, batendo a porta, esperando que eu o deixasse entrar. Bondoso, me mostrou que tudo o que precisava estava em ti. Sublime me mostrou que a plenitude da vida é viver assim.

Agora quero para sempre em teus braços es-tar. Pai, amigo, companheiro, amado... são tantos nomes... difícil terminar. Resgatou me e mostrou que não há ninguém igual a ti. Continuo comum em relação aos outros, um homem, simplesmente humano, mais que tem como amigo um Deus acima de qualquer outro, justo, eterno e sobera-no.

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Enfim, Barreado!

Helena Domingos

Na primavera de 1995, meu pai e minha ir-mã caçula saíram do interior de São Paulo rumo à Curitiba onde eu morava. Uma linda capital, repleta de parques e ruas verdejantes para se co-nhecer e visitar. Com vasta diversidade e belís-simos lugares, o estado do Paraná possui exce-lentes pontos turísticos a serem explorados.

Diante disso, me recordei que em algum momento meu pai havia expressado seu desejo de conhecer a cidade e o porto de Paranaguá, um dos mais importantes do Brasil.

Colonizada pelos portugueses, a pequena ci-dade histórica, possui pouco mais de 130 mil ha-bitantes e fica a noventa quilômetros da capital. É a mais antiga do Paraná e a mais importante

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do litoral paranaense por ser portuária e interli-gar o estado às demais regiões do país e do exte-rior.

Foi então que, inspirada em meus pensa-mentos e com algumas ideias em mente, durante nosso café da manhã os convidei para uma aven-tura histórica, ecológica e gastronômica:

__Que tal um passeio de trem até Paranaguá e um barreado na serra?

Os dois admirados e curiosos com minha proposta, se entreolharam e pude imaginar dois pontos de interrogação em minha frente! Meu pai concordou, mas logo questionou:

__Sempre quis conhecer Paranaguá, mas não sei o que é esse... barro do quê?

__Barreado, pai! Vamos desvendar esse mis-tério partindo amanhã bem cedo?

Concordaram e minha irmã vibrou com a possibilidade de viajar de trem pela primeira vez.

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larado, embarquei ambos no trem em direção à cidade portuária.

O comboio parte de Curitiba, passa por Mor-retes e Antonina até chegar à Paranaguá. É uma viagem turística que vale muito a pena, numa beleza ímpar e de um cenário deslumbrante cor-tando a Serra do Mar. É um passeio com emoção e de perder o fôlego que perpassa por trechos com pontes, túneis, penhascos e verdadeiros abismos verdes.

Desci a serra com o carro para encontrá-los no destino final e voltarmos juntos pela sinuosa Estrada da Graciosa. O objetivo era contemplar as belezas da antiga via que, durante a primave-ra, suas curvas ficam floridas com hortênsias ro-sas e azuladas.

Essa estrada foi uma importante rota usada pelos tropeiros a caminho do litoral. Construída no meio da Mata Atlântica, é bastante estreita e passa por belos riachos que nascem na Serra do Mar.

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Cheguei antes do trem e ao desembarcarem na estação ferroviária de Paranaguá, estavam deslumbrados com a viagem e meu pai foi logo dizendo:

__Há muito tempo eu não viajava de trem, foi muito bom e emocionante! Agora... além de finalmente conhecer esta cidade, quero saber o que é esse tal de barreado!

A incógnita pairava em sua mente desde o dia anterior e rindo da situação fui logo dizendo:

__Claro pai, primeiro vamos realizar seu so-nho explorando esta cidade e depois iremos sanar sua curiosidade. Porém, minha irmã estava mais curiosa ainda:

__Ahhh... somente depois?

__Calma, irmãzinha... ainda temos um traje-to a percorrer!

Saímos caminhando pelas ruas e observan-do a arquitetura observan-do períoobservan-do colonial com seus

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cou abismado com tantos navios e pilhas de

con-tainers.

Com cheiro característico de cidade portuá-ria, aproveitamos também para visitar o mercado de peixes e a feirinha de artesanato.

Numa parada para um delicioso suco de fru-tas e uma porção de peixe frito à beira-mar, pu-demos observar os pequenos barcos levando os turistas à Ilha do Mel, distante apenas vinte e cinco quilômetros dali.

Num momento de nostalgia, meu pai se re-cordou do ano anterior quando estivemos na ilha desfrutando de suas belezas:

__Precisamos repetir o passeio e voltarmos neste paraíso! Traremos sua mãe novamente.

__Voltaremos sim pai, realmente foi ótimo e muito divertido na ilha.

Em seguida, deixamos a cidade e partimos rumo à Morretes. Começamos a subir a serra pa-ra que eles pudessem desvendar o enigma do barreado. Ao longo do trajeto tivemos a

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oportuni-dade de apreciar ainda mais as belezas naturais da Serra do Mar, florida também com as lindas árvores de manacá.

Ao chegarmos à Morretes, minha irmã na expectativa, perguntou:

__Eba... finalmente vamos conhecer o bar-reado... onde está?

Tanto ela quanto meu pai estavam ansiosos para conhecer o tal. Ainda com o carro demos um giro pelas ruas e ambos ficaram encantados com o charme dos casarões e do rio Nhundiaquara cortando a cidade, que na língua indígena,

nhun-dia é o mesmo que peixe e quara significa

empo-çado ou buraco.

A origem do nome desta cidade surgiu pelo fato de estar entre pequenos morros chamados de `morretes´. Apesar de seus 17.000 habitantes, aos finais de semanas a pequena cidade fica mo-vimentada com a visitação dos turistas, com

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gru-É possível passear pelo centro histórico e admirar o belo casario; andar pela antiga ponte de ferro chamada de Ponte Velha e contemplar a cidade por outro ângulo; visitar igrejas; fazer pi-quenique e/ou tomar banho de rio; divertir-se com as compras, bem como, degustar os pratos típicos e produtos locais.

Aos domingos as lojinhas no centro da cida-de ficam abertas além da tradicional feira cida-de ar-tesanato, onde podemos encontrar artigos de madeira, tecido, argila, dentre outros. E ainda, as barraquinhas de bebidas e guloseimas com doces caseiros, biscoitos, cachaça e licores.

Como a banana é uma fruta muito cultivada na região, é comum encontrarmos diversos pro-dutos como, licor de banana, cachaça de banana, banana-passa, banana-chip e as famosas balas de banana. Sua fibra também é usada como ma-téria-prima na confecção dos artigos de artesana-to.

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Estacionamos o carro e caminhamos pela rua principal. Quando paramos em frente a um restaurante tradicional próximo ao rio, perguntei: vamos conhecer o barreado? Sorridente, meu pai logo exclamou:

__Enfim, barreado! E minha irmã: __Ufa... finalmente!

Escolhemos uma mesa estratégica de onde podíamos contemplar uma bela vista da Serra do Mar e do rio cruzando a cidade. Enquanto espe-rávamos pelo atendimento no ambiente agitado, podíamos sentir a tranquilidade ao som da água correndo lá fora.

Após alguns minutos de apreciação e êxtase, fomos acolhidos por um garçom muito simpático:

__Boa tarde, sou José e irei atendê-los neste domingo maravilhoso de sol. O que pensam em comer hoje? Posso sugerir nosso prato típico, o famoso Barreado?

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__Realmente é de comer? Lembra barro! Todos riram, inclusive o garçom, que logo seguiu com a explicação:

__Isso mesmo, é um prato com carne cozida em panela de barro, por isso esse nome!

Ambos se entreolharam novamente, enquan-to José prosseguia:

__É preciso cozinhar por longo tempo, o su-ficiente para desfiar toda a carne. Depois de cozi-da, as fibras da carne se soltam resultando em um caldo grosso, saboroso e temperado com bons ingredientes... e complementou:

__É um prato com origem atribuída aos por-tugueses que vieram para o litoral do Paraná no século XVIII.

Enfim, sanadas as curiosidades e com água na boca, todos concordaram em conhecer o tal do barreado, acatando mais uma sugestão do gar-çom:

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__Como aperitivo, o aguardente de banana e para acompanhar o prato, vinho para vocês e su-co de uva para a garota.

Após alguns minutos de espera, ficamos co-mentando sobre o recente aprendizado. Em se-guida, o garçom retornou com todos os apetre-chos e iniciou uma nova surpresa com o ritual para nos servir.

Usando pratos fundos, José preparou um a um. Primeiramente, colocou a farinha de mandi-oca e uma concha de carne com bastante caldo para formar um pirão. Mexeu com um garfo até dissolver bem. Depois colocou sobre o pirão mais um pouco de carne e banana cortada em rodelas. Para acompanhamento serviu arroz branco e sor-ridente nos desejou:

__Bom apetite. Espero que gostem!

Agradecemos e enquanto trocávamos olha-res, degustamos o tradicional prato paranaense.

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torta de banana e provamos o licor também de banana.

Após o cafezinho, pagamos a conta, nos des-pedimos de José e decidimos fazer mais uma passeata pela pitoresca cidade. Andamos pelas ruas e calçadas e paramos mais uma vez, agora para um relaxamento na relva às margens do rio.

Estávamos sentados sob a sombra de uma frondosa árvore num momento de tranquilidade e contemplação quando, de repente, num suspiro de satisfação, meu pai quebrou o silêncio:

__Humm... Enfim, Barreado! Foi muito bom e delicioso desvendar esse mistério!

Caímos na gargalhada e finalizamos nosso passeio retornando à Curitiba.

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Profundezas

Izani Gonçalves

Há um veneno chamado medo Que entorpece a carne e o espírito

Há corações partidos, alimento escasso de minh’alma

Há um coração partido, desenraizado Que aos ventos se declarou

Há um sentimento não correspondido Cedeu, sedento por amor

Na existência do que há, Existiu algo fugaz em seu ser

Houve nós, entre nós que se perdeu Fluiu, correu, pulsou sem completude

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E na existência das coisas e do que resistiu Do veneno engolido mas nulificado

Fechou-se, petrificou-a

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Seus Sorrisos

Jean Mend

Encanto-me por sorrisos Largos

Despretensiosos Puros

Simples e de preferência sinceros

Depois de um longo e cansativo dia de trabalho Ver-te sorrir é minha recompensa

Vale mais que um diamante

Gosto de ver os sorrisos que saem de sua boca Sem esquecer os sorrisos que saem de seu olhar Ao sorrir você me traz vida.

Me transfora em um novo ser Amo todos seus sorrisos.

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Tua Presença

Jeronimo Luiz Gonçalves

Passam horas, dias, meses, anos, décadas Sentimento perene, infinito

Necessidades do corpo, da pele, da alma

Distância e ausência, deixam meu coração aflito. Preciso sentir-me próximo, olhar, tocar, acariciar Colar os lábios, sentir seu calor

E nesses anseios do corpo, da mente

Sentir o coração descompassado, lanceado de amor. Saudades no peito invade, não há remédio, nem magia Que cure a dor de tua ausência

Assim passo a vida a te buscar para vivermos juntos Acalentar, usufruir tudo de tua presença.

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Luna

Lauanda Meirielle dos Santos

Que seus olhos possam enxergar a doçura do mundo, mesmo quando ele esteja cheio de injustiças.

Que o seu sorriso permaneça intacto, quando você descobrir a maldade humana. Que as suas mãos encontrem a amizade

e que seus pés possam percorrer novos caminhos. Que seus braços, encontrem meus abraços,

quando você desejar regressar a casa. Que seu amor seja infinito.

Que seja por você mesma. Que seja pela vida.

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Fevereiro: reflexões e

aprendizados

Lizandro Barboza da Silva

Olha lá amigo festeiro, Sinto alegrias a contagiar Porém vamos nos cuidar Chegou o mês de fevereiro. Ainda temos a pandemia Use máscara e higiene pessoal Cumpra o distanciamento social E saia desse tempo com maestria. O mês lembra a Festa da Purificação Há ainda São Valentim, patrono do amor Ainda não dá para festejar, evite aglomeração.

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Vamos dar a vida outra cor Tenha neste mês moderação

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Mundo (Quase) [Todo]

On-line!?

Marcos Pereira dos Santos

Já é 2021!!! Final do mês de fevereiro: Um ano e quatro dias de pandemia. A COVID-19 ainda está no Globo inteiro. Novo Coronavírus! Quanto caos! Quem diria! Temos de (con)viver no ‘novo normal’.

Rupturas sociais e mudanças radicais. É o boom virtual. “Era da sociedade digital”. Eis a Terra em (r)evoluções sem iguais!

Lives, delivery, educação a distância,

Ensino remoto (emergencial), redes sociais,

Drive-thru, webcursos, videoconferência,

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Há também: lockdown, “toque de recolher”, Uso de máscara de proteção facial,

Álcool em gel para higienizar e combater (...), E ainda aferição de temperatura corporal.

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Beija-flor

MariDonato

O beija, beija-flor,

Beija a flor quando está calor. Na leveza do seu voar,

Está sempre a bailar.

A dona do jardim, fica a contemplar, Aquela ave a bailar.

Quem será que está a visitar, A dona daquele lar?

Baila, baila beija-flor,

Quando pousa sobre a flor, Suga seu néctar com sabor. Para saciar sua sede no calor.

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A luz do sol, dá o tom da sua cor,

Mas quanta beleza, tom sobre tom, furta-cor. A dona do jardim fica a olhar,

Aquela ave a bailar.

No jardim seu ninho a preparar, O beija-flor nele vai colocar, Seus ovos a esperar.

Fica a contemplar, o filhote vai nascer. Todo dia a fitar,

Seu ninho da cor do mar. Mamãe beija-flor a chocar, Nasceu seu filhote!!

Todos a contemplar, seu filhote a bailar! Bailou por entre as flores e voou!!

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O Tempo...

Neuba Maria da Silva

O tempo passa.... Tudo passa... Só não passa a essência do Ser.

Quem eu era alguns anos atrás? Quem sou eu neste exato momento ...

Mudanças ocorreram... Sonhos foram realiza-dos…Expectativas foram quebradas....

Tive medo…. Superei. Tive momentos grandiosos e felizes. Tive também momentos de tristezas en-fim. Agora, vivo um dia de cada vez. Sou agraci-ada pelo Deus Onipotente que me ama apesar de meus pecados. Por isso digo-vos:

Quando o amor acontece... Acontece sem explicação, Sem planejamento,

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E, aloja no coração,

Na mente e em todo nosso corpo Com uma eloquente emoção.

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O Conhecimento

Nils Kustemberg de Sebastião Pereira

O conhecimento de certa forma nos traz liberdade A imaginação, vai além de conhecer uma cidade O conhecimento é limitado,

Portanto a imaginação está lado a lado. A pessoa inteligente não sabe de nada O verdadeiro conhecimento nunca se acaba Quem sabe o que é certo

Tem um sábio sempre por perto.

Não confunda conhecimento com sabedoria Seja sábio, o conhecimento auxilia

Não seja ignorante,

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O conhecimento torna-nos mais jovem por inteiro Sejas portanto, o mensageiro,

E o seu conhecimento seja de um pessimista Na esperança e na vontade de um otimista.

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Orfeu quanto silêncio,

hoje é carnaval

Ody Dmitri Churkin

... eis que neste ano, neste fevereiro não há car-naval,

Caprichos de Momo, esta deusa mimada não permitiu a festa global?

Cadê os blocos, cadê as marchinhas, cadê o pes-soal?

Medo, incerteza roubaram a alegria, não há desfi-les, silêncio total,

Façanha jamais imaginada, tristeza descomunal, Então quem produziu tamanho mal?

Espero que seja um pesadelo, que logo se acabe, e quando o sol raiar,

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Que haja festa, quero dançar, quero pular, quero logo despertar.

... mas não há batucadas, ..Orfeu, Orfeu não consigo acordar....

Não quer olhar pra trás? Alguém pode me belis-car?

Ecoa de muito longe um grito para me avisar, Eis que quem desfila, quem reina, quer nossas vidas arrastar,

Para muito além do que podemos imaginar, Em companhia de Morfeu ou de Ícelo, para um eterno sonhar.

E na avenida, onde estão os passistas? É perigo-so dançar?

não há ritmos, não há alegorias... apenas o pesar, ao invés das baterias,

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Por que tanto sarcasmo, por que tanto terror? Quem és tu, que consegues o Rei da Festa se ca-lar,

... eis que é soberana, tem dura cerviz, veja, Ele não quer dançar....

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Trovoada a Galope

Otávio Zanella

E o vento vem a galope lá do Sul

Destemido e voraz, pugilante conduz-se, Retorce obstáculos, árvores e placas

Vem todo encilhado com armas de combate. Ergue um lençol de nuvens negras

Faz malhas mais fortes e camadas mais claras. As pessoas recolhem cadeiras e guarda-sóis O galope dos ventos revira revoltos cabelos Espalhados em espirais quebradiças.

Tem de ser mais ligeiro do que a água que vem As portas e janelas contém a força que tem, A praia se esvazia, corridos ao seu abrigo

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Ruidosos estrondos ruivos, ecoam em sustos Raios retorcidos, estouros aos ouvidos

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A Poeira do Tempo

Ronilson Lopes

Velhos sentimentos guardados,

Envoltos em silêncios, dores e, às vezes, mágoas... Estremecem no peito ao remover a sujeira das fotos Desbotadas pela poeira do tempo,

De repente, um telefonema, uma lágrima... Um eu te amo dito no meio de um soluço, Fazem renovar as esperanças,

Em saber que sentirá no caminho, um pouquinho de amor

De agora em diante...

Mas, não deixa de haver certa amargura Em pensar que as palavras,

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Depois...o risco, é guardar as fotos novamente e com elas

O sentimento, para serem corroído pelas traças do tempo.

Melhor seria emoldurar as fotos,

Pô-las na estante ou, do ladinho da cama, Para olhá-las todas as noites

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Carnaval de Calendário

Ronne Clayton de Castro Gonçalves

Expectativas para mais um ano, Lembranças do carnaval passado, Tênis descolado,

Abadá customizado, Corpo suado.

Músicas na ponta da língua, As vezes língua com língua, Fotos com os amigos. Desde já, planos! Folia futura,

Carnaval dois mil e vinte e um, Aglomeração em lugar nenhum, Assim ninguém queria,

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Vontade de ter aproveitado, Ainda mais o carnaval passado, Folião isolado,

Novas máscaras,

Cores, formas, tamanhos e brilhos, Sem esquecer que agora,

Deve cobrir nariz e boca, Pular na rua?

Que vontade!

Mas por responsabilidade, A festa foi diferente,

Digna de registro mesmo que descontente De um carnaval real apenas no calendário, Adaptação, ação e vontade,

O folião segue,

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Soneto de Livros

Sissa Moroso

Nosso Tempo de Escola era é muito gratificante, Primeiras Estórias, somamos a todos e escrevemos. Vivíamos no Mundo da Lua, como Espumas flu-tuantes,

Palavras, muitas palavras e num livro caberemos. Na adolescência anotaremos num Diário de uma paixão,

Nossa Lira dos vinte anos com a Felicidade clan-destina.

A juventude vive sem medo de Cem anos de solidão, Brincando o Jogo da Amarelinha e com muita

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Na fase adulta vivemos o acolhimento e o amor natural.

Valorizamos pais e filhos e formamos os Laços de Família.

Isso ninguém me tira, é faces da vida e muito primordial.

Nunca desista de seus sonhos é o nosso lema de viver.

Nesse soneto, encontramos dezessete livros para leitura.

E retratos de uma senhora que tem gosta muito de escrever.

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Ninfa de Cristal

Tauã Lima Verdan Rangel

À margem do rio murmurante, eu estou a ver A senhora dos sonhos, meu desejoso querer A bailar ao sabor da singela lufada dissipadora Do calor forte e abrasador, a brisa aterradora Como um cristal que reluz ao forte raio solar O meu coração descontrolado está a palpitar Eis-me a delirar com o sorriso enternecedor Um brinde a doce vida! Dissipa toda cruel dor Ninfa de natureza fugaz que está a me seduzir Todos os meus sentidos estão prostrados a ti Pela beleza de seus traços, em continua paixão

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Inquieto-me diante da onírica visão revelada Jaz na essência uma sensação incontrolada Sinto que não sou dono de mim, dou-te a razão

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Um fio de voz

Teresa Barranha

Quando me restar apenas um fio de voz

não me peças para falar.

Permite-me levar essas palavras

no bolso direito das minhas histórias. Essa será a minha bagagem.

Palavras só minhas, como chaves, para abrir o caminho escancarado e cheio de melodia.

As minhas derradeiras palavras acabarão de abrir o meu coração. Vá para onde for,

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para atravessar o rio. Com elas atravessarei

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Por uma libertação

Verônica Côco

Não sei quando foi, mas tudo começou a mudar. Não sei quando percebi, mas tudo deixou de ser perfeito e virou pesadelo.

Será que todos estão errados e somente eu estou certa?

Sou a personificação da certeza e da razão? Não, essas não tenho mais. Deixei de tê-las há tempos.

O medo se apossou e começou a comandar. O medo nos impede de lutar.

O medo nos faz recuar. O medo nos tira as forças.

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Se tudo pudesse mudar

Começaria por não te conhecer Sair sem ao menos “Oi” dizer Talvez, assim, não iria sofrer

Não precisaria mais me curvar diante dos seus gritos

Nem aceitar mais flores vermelhas e acuadas. Fechei-me

E o mundo abandonei A pureza de mim se perdeu

Pois quando estamos na escuridão O medo nos ampara

E segura nossas mãos Levando-nos ao infinito Guiando-nos sem razão

Porém corremos o risco de não voltar Sem esperanças...no limbo ficar.

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Ancestrando

Vilma Pavão Folino

“Nossa maior responsabilidade é a de sermos bons antepassados”.

Jonas Salk

Em fevereiro, dia 21, comemoramos o Dia Nacional do Imigrante Italiano. E muitos pergun-tam: Porque um dia especial para os italianos se nosso país recebeu imigrantes de muitas nações que também deixaram marca indelével em nossa cultura, costumes, culinária, arte, literatura, jo-gos, música, processo de urbanização, técnicas agrícolas e muitas outras?

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es-entre 1880 e 1930, com o expressivo número de 1 243 633, segundo o IBGE, representa o maior movimento migratório internacional de nossa his-tória. Tanto que, segundo divulgação em 2013 da Embaixada Italiana no Brasil, os descendentes de imigrantes italianos, compunham 15% da popu-lação brasileira, um montante próximo a 30 000 000 de ítalo-brasileiros. Além das influências já citadas impossível deixar de afirmar que os itali-anos nos deixaram também inumeráveis e magní-ficas lições e ajudaram a instituir a ética do tra-balho, valorizando o que nosso país desconhecia: TRABALHO.

A data se refere à chegada do Vapor La Sofia que transportou mais de 380 trentinos e vênetos destinados à Província do Espírito Santo, em 1874. A denominada Expedição Tabacchi iniciou o grande movimento massivo, constante e organi-zado da imigração italiana no Brasil. Pequeno vis-lumbre de valorização da nossa própria história.

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O fato é que temos orgulho da forma com que nossos ancestrais, italianos ou não, enfrenta-ram a insalubre travessia do Atlântico, na tercei-ra classe dos vapores que zingtercei-ravam os mares no final do século XIX e início do XX. E muitas vezes pensamos que suas agruras maiores terminariam aí. Pura ilusão.

Também não foram somente as dificuldades de assimilação do novo idioma, de novos costu-mes, as jornadas imensas de duro trabalho co-nhecidas pelos descendentes, ao menos parcial-mente, que sintetizam todas os sofrimentos des-ses destemidos pioneiros. A chegada, o pisar em terra firme no novo país escolhido, o encami-nhamento ao destino, campo ou cidade, repre-sentou uma outra saga.

Consultando alguns Registros de Matrícula do Museu da Imigração de São Paulo em que constam nome, sobrenome, nacionalidade, idade,

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vel que no item “origem”, nem sempre esteja es-crito um nome de porto europeu, mas Rio de Ja-neiro. Isso mesmo: Procedência- Rio de JaJa-neiro. Isso significa que muitos vapores trouxeram os imigrantes somente até o Rio e de lá para Santos, ou qualquer outro porto brasileiro, o transporte foi feito em navios de cabotagem.

Quando os navios atracavam, os imigrantes só eram autorizados a desembarcar depois de dois dias aguardando a inspeção sanitária para comprovação de ausência de epidemia. E o transporte era então em pequenos barcos que comportavam 15 a 20 pessoas e como no início não havia hospedaria preparada para acolher imigrantes, eram levados para locais improvisa-dos onde permaneciam por 3 a 4 dias aguardan-do contrato de trabalho ou o navio que os levaria para o porto mais próximo de sua meta. Só em maio de 1883 foi inaugurada a Hospedaria Ilha das Flores, no Rio, um local de abrigo, cadastra-mento, orientação, encontros e preparação para o

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que ainda estava por vir, segundo o site com o nome da hospedaria.

Chegar a seu local de contrato ou onde já vi-viam parentes e amigos, também não foi tão fácil, nem mesmo para os que se dirigiam a Santos ou a São Paulo, principalmente no início da imigra-ção, antes da ferrovia. Permaneciam em Santos no Arsenal da Marinha, no porto Góes no Guaru-já, na Igreja do Valongo, no Teatro Rink e subiam para o planalto de carroça, a cavalo...A partir de 1867 com a inauguração da ferrovia, a ligação litoral-planalto ficou menos penosa, mas nem sempre os horários dos navios combinavam com o dos trens e os imigrantes aguardavam em va-gões.

A Hospedaria dos Imigrantes em São Paulo, ao lado da Estação Ferroviária do Brás, com um magnífico complexo arquitetônico projetado para tal começou a ser construída em 1886 e a

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funci-soas, mas no auge da imigração chegou a receber 11000.

E se você é paulista, pode estar se pergun-tando: onde foram recebidos, então, meus ances-trais, já que chegaram antes desta data?

Quem poderá auxiliar nesta resposta é Rosa Guadalupe Soares Udaeta, cuja dissertação de mestrado / USP- 2013 apresenta uma objetiva e rigorosa pesquisa sobre o acolhimento aos imi-grantes em São Paulo de 1875 a 1886. A disser-tação de Udaeta nos descortina um panorama abrangente e instigador destas hospedagens im-provisadas na Província de São Paulo nesse perí-odo. Aponta desde pensão e casinhas de madeira, olaria adaptada, quartel a galpões sem camas nem esteiras e barracas.

Bem, se você leitor conhece dados e datas da chegada de seus antepassados imigrantes, pode-rá fazer uma correlação entre a história pessoal e a das hospedarias e através disso, valorizar e honrar ainda mais seus ancestrais, pois verificará

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que o grau de saúde, força de vontade, vigor, de-terminação, esperança, coragem e superação que tiveram, foi muito, mas muito maior do que a nossa imaginação acostumada ao conforto pode alcançar.

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Na opacidade

Vitor Sergio Sempre... Quando... A perceber Já se foi... O tempo... Os sorrisos... O agora... E a vida. Já se foi... E com isso,

não viveu, nem se viu. Com isso,

as almas e o entusiasmo

definharam, não retornam mais.

Estão encunhadas e matreiras em um belo local: Na opacidade.

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Sobre os

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Alivan Freitas Lima Ipirá - BA

Pedagogo e pós-graduado em Gestão e Coordenação Escolar (2018), professor na Faculdade Eugênio Gomes (2020). Membro do Grupo de pesquisa Corpo-Território - Decolonial-CNPPq-UEFS. Au-tor do livro Silenciamento, Educação do Campo e suas Memórias Subterrâneas.

André Soska Cachoeirinha - RS

Escreve desde os 13 anos. Publica seus textos nas redes sociais Facebook e Ins-tagram em uma página chamada Força, Fé e Esperança. Publicou o seu primeiro livro físico em 2020 intitulado Leveza.

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Anthony Juszczak Portes Curitiba - PR

Natural de Curitiba, passou a infância e a adolescência no interior do estado. De-senvolveu sua inspiração na sua passa-gem por São Paulo e desde então dedica-se aos poemas e contos.

Cláudia Gomes

Feira de Santana - BA

Natural de Salvador, BA, radicada em Feira de Santana. Doutoranda em Edu-cação, é professora e poetisa. Publicou Catadora de Versos, Condado Poético, A Mulher e a Rosa e outros poemas de amor, Malu: a bailarina das águas e an-tologias como Poetas pela Paz 1 e 2, Ca-dernos Negros 39, Lúdicas Estrofes, Poe-sia de Botão, Indignados, Correspondên-cia etc.

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Djane de Sousa Barros Itaituba - PA

Itaitubense, filha de Maranhenses, espo-sa do Helton David, mãe do Davi Luiz, teve uma infância feliz. No ensino infantil brincou do que quis, fez das cores o arco-íris, se fez das letras pra ser feliz. Mestra em Letras procura demonstrar sua es-sência em seus escritos e, assim, refletir sobre tudo que foi e está sendo vivido.

Erinaldo Silva Oliveira Itaituba - PA

Alguém com muitas coisas na cabeça. Meste em educação. Esposo apaixonado da Sandra e Pai coruja da Eloah. Nasceu e vive em Itaituba no interior do Pará. Filho de garimpeiro e descendente de nordestinos.

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Helena Domingos São Paulo - SP

Licenciada em Letras e Especialista em Arte e Educação e em Gestão Cultural. Autora de contos nas antologias: Vozes Ítalo-brasileiras III e IV (2019 e 2020); Contos de Cidade (2020); Longe de casa - contos e crônicas de imigrantes lusófo-nos (2020). Menção Honrosa no XVIII Concurso Nacional de Contos “Prêmio Jorge Andrade” (2021).

Izani Gonçalves São Luís - MA

(Izani Gonçalves) é ludovicense, geógrafa e Ma pela Universidade Federal do Mara-nhão, poetisa, escritora, pesquisadora. Participante de diversas antologias como as: “Retalhos”, “Brasileiríssimos: Melho-res Poetas e 2021” (Ed. Psiu), “Enluara-das I: Se essa Lua fosse Nossa” (Ed. Ser Mulher Arte); Antologia Café & Literatura (Ed. MWG).

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Jean Mend Caucaia - CE

Canal Jean Poetamador - Caucaia - Ce - @jeanpoetamador

Além de se dedicar a vida literária, traba-lha como professor universitário e orien-tador de T.I.

Hoje aos 41 anos, reside na cidade de Caucaia (Ceará).

É membro da Academia da ABL Virtual, ABC, AABLA, ACILBRAS, FEBACLA, Ail Ordem Scriptorium, ACE e LITERATE.

Jeronimo Luiz Gonçalves Goiânia - GO

Reside em Goiânia, é Professor aposen-tado. Obras publicadas: Poemas Memó-rias da Terra Goiana; Poemas Amor à Terra Goiana. Participou de várias anto-logias poéticas, ganhando menções hon-rosas, e conquistou um segundo e um primeiro lugar em Concursos Literários. É membro correspondente da Acad. de Letras de Teófilo Otoni.

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Lauanda Meirielle dos Santos Goiânia – GO / Bogotá - Colômbia

Doutoranda em antropologia e dedica-se a estudar os temas migratórios. É escri-tora premiada no Brasil, Colômbia, Perú e Estados Unidos. Atualmente, vive na cidade de Bogotá.

Lizandro Barboza da Silva Tabatinga - AM

Poeta da Tríplice Fronteira, buscante do saber, faz das letras sua inspiração para as composições. Participa das Academias Nacionais e Internacionais. É um dos melhores poetas do Amazonas pela Al-meida Editoral. Tem poemas em várias antologias. Em janeiro deste ano foi aprovado na Antologia do Clube da Lite-ratura. A poesia é seu amor.

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Marcos Pereira dos Santos Ponta Grossa - PR

Brasileiro. Natural da cidade de Ponta Grossa/PR. Pós-doutor (PhD) em Ensino Religioso pelo Seminário Internacional de Teologia Gospel (SITG) - Ituiutaba/MG. Pesquisador em Ciências da Educação. Literato profissional. Professor universi-tário em Ponta Grossa/PR, onde reside atualmente. E-mail: [email protected]

MariDonato Curitiba - PR

Sou nascida em Castro-Pr, resido em Curitiba. Graduada em Pedagogia e Le-tras-Português, Pós-graduada em Tecno-logias Aplicadas à Educação. Autora de dois livros de Literatura Infantil, “BEBE-LÔ e seus amigos”, “BEBE“BEBE-LÔ e a fada Chô, pela Editora Inverso. Participação em livro de Contos e com dois novos pro-jetos de edição para Literatura Infantil e Infanto-Juvenil.

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Neuba Maria da Silva Caçu - GO

Nasceu em 25 de agosto de 1969 no mu-nicípio de Rio Verde – Go. Filha de Se-bastião Guedes da Silva e de Maria Apa-recida da Silva. Professora de Língua portuguesa e ocupante da cadeira n° 33 da ALESG. Publicações: “Chuva de emo-ção: vultos e sentimentos – poesia” Edito-ra IGM; Antologia LiteEdito-rare Janeiro 2021.

Nils Kustemberg de Sebastião Pereira São Paulo de Olivença - AM

Tecnólogo em Processos Gerenciais - UNIASSELVI. Licenciado em Letras - Lín-gua Portuguesa - UEA. Especialista em Letramento Digital - UEA. Especialista em Ensino de Língua Portuguesa - Uni-cam/Prominas. Professor da Rede Muni-cipal de Ensino da Disciplina Língua Por-tuguesa de 6° ao 9° ano.

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Ody Dmitri Churkin

Campina Grande do Sul - PR

Mestre em Educação, Pedagogo, Profes-sor filósofo, palestrante, escritor e poeta. Acredito que poesia seja um elo afetivo entre a racionalidade com a subjetivida-de. Arte Sublime. Campina Grande do Sul - PR - [email protected]

Otávio Zanella Araranguá - SC

Professor de Português e Literaturas, aposentado,

ARTES EM PALAVRAS: 1. VIRENTES COLINAS EM OLHARES SEMINARÍSTI-COS, 2. NOSSA SENHORA DA SALETE, A VÍRGEM DO MORRO REDONDO, 2020, 3. Prontos para serem editados: 8 livros de poesia, 1 livro de crônicas e 1 livro Historicizando uma terra dizimada por uma Barragem.

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Ronilson Lopes Lábrea - AM

Ronilson de Sousa Lopes é escritor, poe-ta, contista e professor de Filosofia do Instituto Federal do Amazonas. Membro corresponde da Academia Internacional de Artes, Letras e Ciências 'A palavra do século 21' - ALPAS 21. Atualmente curso Mestrado em Estudos Literários da Uni-versidade Federal de Rondônia UNIR.

Ronne Clayton de Castro Gonçalves Belém - PA

Natural de Belém do Pará. Mestre em Ensino (UNIVATES). Especialista em Formação de Leitores (FIJ). Bacharel em Biblioteconomia (UFPA). Atualmente é Bibliotecário da Universidade Federal do Oeste do Pará, Campus Itaituba. Poeta aventureiro, possui algumas produções literárias publicadas em Antologias.

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Sissa Moroso Siderópolis - SC

Natural de Tubarão/SC. Educadora des-de 1990. Coautora do livro des-de contos “Faces da Vida”, escreveu o livro infanto-juvenil: O Enigma de Zaki. Membro da Academia de Letras e Arte de Siderópolis (ALASI). Da Associação de Jornalistas e Escritores do Brasil (AJEB/SC) e Acade-mia Internacional de Literatura Brasilei-ra.

Tauã Lima Verdan Rangel Mimoso do Sul - ES

Pós-doutorado em Sociologia Política pela UENF. Doutor e Mestre em Ciências Ju-rídicas e Sociais pela UFF. Autor de li-vros literários: "Versos, Inversos & Ou-tros Escritos"; “Indrisos em Versos”; "Efemeridade em Versos"; "Aldravias e Versos" (v. 1); “Decanatos em Versos”; “Aldravias e Versos (v. 2).

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Teresa Barranha

Aguiar da Beira - Portugal

Autora do livro Regal, Defesa da Aldeia; Primeiro Prémio no Concurso Literário de Prosa – Serranias 2018;

Primeiro Prémio (poesia) Concurso Pro-fessor Mário Clímaco/ 2019

Autora do projeto - A Árvore da Poesia.

Verônica Côco

Campos dos Goytacazes - RJ

Uma professora apaixonada pela profis-são. Organizadora e coautora de 08 obras em parceria com seus alunos e companheiros de profissão. Ama as pala-vras, poesias e conectar-se às emoções. Uma mulher forte, que tem na família sua fortaleza e que não tem medo de reinventar-se. Insiste em ser feliz.

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Vilma Pavão Folino Itu - SP

Pedagoga e psicopedagoga aposentada. Contos publicados nas antologias “Vozes Ítalo-brasileiras” - II, (2018); III (2019); IV (no prelo) - COMITES/SP e em “Contos de Cidade” (2020) Editora IGM. Coorga-nizadorara dos livros “Italianos em Itu-da imigração à atualidade”, volume 1 (2017) e volume 2 (2018)., Fox Tablet.

Vitor Sergio Uberlândia - MG

Mineiro de nascimento (Patrocínio) e de morada (Uberlândia). Acredita que tudo é possível de ser poetizado, assim vê a arte poética como uma representação históri-ca das meras ações cotidianas com um toque de pessoalidade.

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www.editoraigm.com.br

+55 (11) 94205-8079

Referências

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