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Psicodiagnóstico V - fichamento

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CUNHA, Jurema Alcides.

CUNHA, Jurema Alcides. PsicodiagnósticoPsicodiagnóstico-V.-V. 5 ed. Porto Alegre: 5 ed. Porto Alegre: Artmed,Artmed, 2000.

2000.

Psicodiagnóstico é uma avaliação psicológica feita com propósitos clínicos, Psicodiagnóstico é uma avaliação psicológica feita com propósitos clínicos, visando identificar forças e fraquezas no funcionamento psicológico, com um visando identificar forças e fraquezas no funcionamento psicológico, com um foco na existência ou não de psicopatologia. O fim do século XIX e começo do foco na existência ou não de psicopatologia. O fim do século XIX e começo do séc. XX foi marcado pelos trabalhos de Galton, que introduziu o estudo das séc. XX foi marcado pelos trabalhos de Galton, que introduziu o estudo das diferenças individuais, Cattell, a quem se devem as primeiras provas

diferenças individuais, Cattell, a quem se devem as primeiras provas designadas como testes mentais, e Binet, que

designadas como testes mentais, e Binet, que propôs a utilização do propôs a utilização do exameexame psicológico, por meio de medidas intelectuais, como coadjuvante da avaliação psicológico, por meio de medidas intelectuais, como coadjuvante da avaliação psicológicas. A esses três autores é atribuída a paternidade do

psicológicas. A esses três autores é atribuída a paternidade do psicodiagnóstico.

psicodiagnóstico.

Embora a psicometria (difundida pelas escalas de Binet) tenha sido Embora a psicometria (difundida pelas escalas de Binet) tenha sido fundamental para a garantia de cientif

fundamental para a garantia de cientificidade dos instrumentos do psicólogo,icidade dos instrumentos do psicólogo, é importante estabelecer a diferença entre o psicometrista e o psicólogo

é importante estabelecer a diferença entre o psicometrista e o psicólogo

clínico: o primeiro tende a valorizar os aspectos técnicos da testagem, visando clínico: o primeiro tende a valorizar os aspectos técnicos da testagem, visando obter dados,

obter dados, enquanto no penquanto no psicodiagnóstico há a utilização de sicodiagnóstico há a utilização de testes e outrastestes e outras estratégias, para avaliar o sujeito de forma sistemática e cientifica, visando a estratégias, para avaliar o sujeito de forma sistemática e cientifica, visando a resolução de problemas.

resolução de problemas.

Kraepelin, no século XIX, se notabilizou por seu sistema de classificação dos Kraepelin, no século XIX, se notabilizou por seu sistema de classificação dos transtornos mentais, especialmente seus estudos diferenciais entre

transtornos mentais, especialmente seus estudos diferenciais entre esquizofrenia e psicose maníaco-depressiva. Assim também Freud, que esquizofrenia e psicose maníaco-depressiva. Assim também Freud, que contribuiu decisivamente para caracterizar a dif

contribuiu decisivamente para caracterizar a diferença entre estadoserença entre estados neuróticos e psicóticos, dentre os

neuróticos e psicóticos, dentre os transtornos classificados como funcionaistranstornos classificados como funcionais (não-orgânicos). Logo em seguida, o teste de

(não-orgânicos). Logo em seguida, o teste de associação de palavras, de Jung,associação de palavras, de Jung, completou o lastro para o lançamento posterior das técnicas projetivas. O completou o lastro para o lançamento posterior das técnicas projetivas. O

psicodiagnóstico surgiu, assim, como conseqüência do advento da psicanálise, psicodiagnóstico surgiu, assim, como conseqüência do advento da psicanálise, que ofereceu novo enfoque para o

que ofereceu novo enfoque para o entendimento e classificação dosentendimento e classificação dos transtornos mentais.

transtornos mentais.

Psicodiagnóstico é um processo científico, limitado no tempo, que utiliza Psicodiagnóstico é um processo científico, limitado no tempo, que utiliza

técnicas e testes psicológicos, em nível individual ou não, seja para entender técnicas e testes psicológicos, em nível individual ou não, seja para entender problemas à luz de pressupostos teóricos, identificar

problemas à luz de pressupostos teóricos, identificar e avaliar aspectose avaliar aspectos

específicos, seja para classificar o caso e prever seu curso possível. O plano de específicos, seja para classificar o caso e prever seu curso possível. O plano de avaliação é estabelecido com base nas perguntas ou hipóteses iniciais,

avaliação é estabelecido com base nas perguntas ou hipóteses iniciais, definindo-se não só os i

definindo-se não só os instrumentonstrumentos necessários, mas como e quando utils necessários, mas como e quando utilizá- izá-los. Selecionada e

los. Selecionada e administrada uma bateria de testes, obtêm-se dados queadministrada uma bateria de testes, obtêm-se dados que devem ser interrelacionados com as informações da história clínica, pessoal e devem ser interrelacionados com as informações da história clínica, pessoal e outras, a partir do elenco das hipóteses iniciais, para permitir uma seleção e outras, a partir do elenco das hipóteses iniciais, para permitir uma seleção e uma integração, norteada pelos

uma integração, norteada pelos objetivosobjetivos do psicodiagnóstico.do psicodiagnóstico. a)

a) ClassifClassificação simples – icação simples – comparação entre sujeitos (ex. comparação entre sujeitos (ex. nível intelecnível intelectual).tual).  b)

 b) DescriçãDescrição o – além – além da classificada classificação, interpreta diferção, interpreta diferenças de enças de escores,escores, identificando forças e fraquezas e

identificando forças e fraquezas e descrevendo o desempenho dodescrevendo o desempenho do sujeito.

sujeito. c)

c) ClassifClassificação nosológicicação nosológica – a – há testagem das há testagem das hipótesehipóteses iniciais, tomando-s iniciais, tomando-se como referência critérios diagnósticos (uso preferencial de um

se como referência critérios diagnósticos (uso preferencial de um modelo categórico para análise psicopatológica).

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d)

d) Diagnóstico diferencialDiagnóstico diferencial – são investigadas irregularidades ou– são investigadas irregularidades ou inconsistência do quadro sintomático, para diferenciar

inconsistência do quadro sintomático, para diferenciar alternativasalternativas diagnósticas, níveis de funcionamento ou a

diagnósticas, níveis de funcionamento ou a natureza da patologia.natureza da patologia. e)

e) AvaliaçAvaliação compreensiva – é ão compreensiva – é determideterminado o nado o nível de funcionamentnível de funcionamento dao da personalidade, funções do

personalidade, funções do egoego e dee deinsight insight e sistema de defesas, para ae sistema de defesas, para a

indicação de recursos terapêuticos e possível

indicação de recursos terapêuticos e possível resposta aos mesmos.resposta aos mesmos. f)

f) EntendimenEntendimento dinâmico – há uma to dinâmico – há uma integraintegração dos dados anteriores comção dos dados anteriores com base teórica, permitindo a explicação

base teórica, permitindo a explicação de aspectos comportamentaisde aspectos comportamentais nem sempre acessíveis na entrevista, assim como a

nem sempre acessíveis na entrevista, assim como a antecipação deantecipação de fontes de dificuldades na terapia e a definição de focos terapêuticos fontes de dificuldades na terapia e a definição de focos terapêuticos (entendimento da problemática do sujeito numa dimensão mais (entendimento da problemática do sujeito numa dimensão mais profunda, na perspectiva histórica do desenvolvimento).

profunda, na perspectiva histórica do desenvolvimento). g)

g) PrevençãPrevenção o – identifi– identifica problemas precocemente, avalica problemas precocemente, avalia a riscos, faz umariscos, faz uma estimativa de forças e fraquezas do ego e sua capacidade para

estimativa de forças e fraquezas do ego e sua capacidade para enfrentar situações difíceis.

enfrentar situações difíceis. h)

h) PrognóstiPrognóstico – determina o curso provável do co – determina o curso provável do caso.caso. i)

i) PeríciPerícia forense – a forense – fornece subsídifornece subsídios para os para questões relaciquestões relacionadas comonadas com “insanidade”, competência para o exercício das funções de cidadão, “insanidade”, competência para o exercício das funções de cidadão, avaliação de incapacidades ou patologias

avaliação de incapacidades ou patologias que podem se associar comque podem se associar com infrações da lei etc.

infrações da lei etc. Resumidame

Resumidamente, os passos dnte, os passos do diagnóstico com o diagnóstico com base base em um moem um modelodelo psicológico de natureza clínica são: a) levantamento de perguntas psicológico de natureza clínica são: a) levantamento de perguntas

relacionadas com os motivos da consulta e definição das hipóteses iniciais e relacionadas com os motivos da consulta e definição das hipóteses iniciais e dos objetivos do exame; b)

dos objetivos do exame; b) planejamento, seleção e utilização planejamento, seleção e utilização de instrumentosde instrumentos de exame psicológico; c)

de exame psicológico; c) levantamento quantitativo e qualitativo dos dados;levantamento quantitativo e qualitativo dos dados; d) integração de dados e informações e formulação de inferência pela

d) integração de dados e informações e formulação de inferência pela

integração dos dados, tendo como pontos de referência as hipóteses iniciais e integração dos dados, tendo como pontos de referência as hipóteses iniciais e os objetivos do exame; e)

os objetivos do exame; e) comunicação de resultados e orientação sobre ocomunicação de resultados e orientação sobre o caso.

caso.

O problema O problema

Um problema é identificado quando são

Um problema é identificado quando são reconhecidas alterações ou mudançasreconhecidas alterações ou mudanças nos padrões de comportamento comum, que podem

nos padrões de comportamento comum, que podem ser percebidas comoser percebidas como sendo de natureza quantitativa ou qualitativa.

sendo de natureza quantitativa ou qualitativa. Pode-se falar em alteraçõesPode-se falar em alterações autolimitadas, verificadas pela presença de um exagero ou diminuição de um autolimitadas, verificadas pela presença de um exagero ou diminuição de um padrão de comportamento usual, observadas na atividade (motora, fala,

padrão de comportamento usual, observadas na atividade (motora, fala, pensamento

pensamento), no ), no humor (depressão, euforia), em outros humor (depressão, euforia), em outros afetos (embotamento,afetos (embotamento, excitação) etc. Se a

excitação) etc. Se a intensidade dos sintomas for desproporcional às causasintensidade dos sintomas for desproporcional às causas e/ou persistir além da vigência normal dos efeitos das mesmas (no luto

e/ou persistir além da vigência normal dos efeitos das mesmas (no luto patológico, p. ex.), já há significação clínica.

patológico, p. ex.), já há significação clínica.

Quando as mudanças percebidas são de natureza qualitativa, chamam a Quando as mudanças percebidas são de natureza qualitativa, chamam a atenção por seu cunho estranho, bizarro, idiossincrásico, i

atenção por seu cunho estranho, bizarro, idiossincrásico, inadequado ounadequado ou esquisito e geralmente são associadas com dificuldades mais sérias. No esquisito e geralmente são associadas com dificuldades mais sérias. No entanto, um comportamento ou experiência subjetiva definidos como entanto, um comportamento ou experiência subjetiva definidos como sintomáticos em um contexto podem ser aceitáveis em outro,

sintomáticos em um contexto podem ser aceitáveis em outro, devendo-sedevendo-se observar que um sintoma único não tem valor

observar que um sintoma único não tem valor diagnóstico em si, sendodiagnóstico em si, sendo necessário que o paciente apresente um certo

necessário que o paciente apresente um certo número de característicasnúmero de características sintomatológicas, durante um certo período de tempo, para se

sintomatológicas, durante um certo período de tempo, para se chegar a umachegar a uma decisão diagnóstica.

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Na avaliação da existência de psicopatologia, têm sido destacado o uso de Na avaliação da existência de psicopatologia, têm sido destacado o uso de dois modelos: o

dois modelos: o modelo categóricomodelo categórico, de enfoque qualitativo, exemplificado, de enfoque qualitativo, exemplificado pelo julgamento clínico sobre a presença ou não de uma configuração de pelo julgamento clínico sobre a presença ou não de uma configuração de sintomas significativos (mais utilizado pelos psiquiatras); e o

sintomas significativos (mais utilizado pelos psiquiatras); e o modelomodelo dimensional

dimensional, de enfoque quantitativo, exemplificado pela medida da, de enfoque quantitativo, exemplificado pela medida da intensidade sintomática (mais utilizado pelos

intensidade sintomática (mais utilizado pelos psicólogos), embora na maioriapsicólogos), embora na maioria das vezes esses enfoques sejam associados.

das vezes esses enfoques sejam associados.

Transtorno mental

Transtorno mental pode ser conceituado como uma síndrome ou padrãopode ser conceituado como uma síndrome ou padrão comportam

comportamental ou psicológico ental ou psicológico clinicamente importante, que ocorre noclinicamente importante, que ocorre no indivíduo, associado com sofrimento ou incapacitação.

indivíduo, associado com sofrimento ou incapacitação. Na tarefa do psicodiagnóstico, o

Na tarefa do psicodiagnóstico, o psicólogo sofre inúmeras pressões e pode terpsicólogo sofre inúmeras pressões e pode ter dificuldades em reconhecer percepções e experienciar

dificuldades em reconhecer percepções e experienciar sentimentos de raiva esentimentos de raiva e intolerância que, se não forem conscientizados, podem interferir e até

intolerância que, se não forem conscientizados, podem interferir e até invalidar o processo avaliativo.

invalidar o processo avaliativo. Shafer se refere a

Shafer se refere a algumas necessidades inconsciente e permanentesalgumas necessidades inconsciente e permanentes (constantes) mobilizadas no psicólogo-pessoa durante a

(constantes) mobilizadas no psicólogo-pessoa durante a testagem:testagem: a)

a) aspeaspecto voyeucto voyeurista – o psicólogrista – o psicólogo examino examina e perscruta e perscruta o paciente,a o paciente,

enquanto se mantém preservado pela neutralidade e curta duração do enquanto se mantém preservado pela neutralidade e curta duração do vínculo;

vínculo;  b)

 b) aspecto autocrático – na medida em que diz ao paciente o que deveaspecto autocrático – na medida em que diz ao paciente o que deve fazer, de que forma e

fazer, de que forma e quando;quando; c)

c) aspeaspecto oraccto oracular – quando proular – quando procede comcede como se tudo soubeo se tudo soubesse, consse, conheceshecessese e pudesse prever (dono da verdade);

e pudesse prever (dono da verdade); d)

d) aspeaspecto santicto santificado – quandficado – quando assumo assume o papel de salvadoe o papel de salvador do pacienter do paciente;; O autor aponta também algumas constantes do paciente na interação cl

O autor aponta também algumas constantes do paciente na interação clínica:ínica: a) auto-exposição sem confiança/intimidade violada – o paciente se sente a) auto-exposição sem confiança/intimidade violada – o paciente se sente vulnerável, exposto ao psicólogo;

vulnerável, exposto ao psicólogo;

b) perda de controle sobre a situação – por se sentir à mercê do psicólogo, o b) perda de controle sobre a situação – por se sentir à mercê do psicólogo, o paciente passa a adotar uma postura defensiva;

paciente passa a adotar uma postura defensiva; c) perigo de autoconfrontação – a

c) perigo de autoconfrontação – ao mesmo tempo querendo ajuda e receandoo mesmo tempo querendo ajuda e receando o confronto de aspectos rechaçados, a testagem implica

o confronto de aspectos rechaçados, a testagem implica ataque aos seusataque aos seus processos defensivos;

processos defensivos;

d) tentação de reagir de forma regressiva – pela dificuldade de aceitação das d) tentação de reagir de forma regressiva – pela dificuldade de aceitação das próprias dificuldades;

próprias dificuldades;

e)ambivalência diante da liberdade – pois tem que enfrentar o risco de se e)ambivalência diante da liberdade – pois tem que enfrentar o risco de se expor

expor

A entrevista clínica A entrevista clínica

Em psicologia a entrevista clínica é um conjunto de técnicas de investigação, Em psicologia a entrevista clínica é um conjunto de técnicas de investigação, de tempo delimitado, dirigido por um entrevistador treinado, com o objetivo de tempo delimitado, dirigido por um entrevistador treinado, com o objetivo de descrever e avaliar aspectos pessoais, relacionais ou sistêmicos (indivíduo, de descrever e avaliar aspectos pessoais, relacionais ou sistêmicos (indivíduo, casal, família,

casal, família, rede social), em um processo que virede social), em um processo que visa fazer recomendações,sa fazer recomendações, encaminhamento

encaminhamentos ou propor intervenção em benefício s ou propor intervenção em benefício do entrevistado. Ado entrevistado. A entrevista é a única técnica capaz de testar os limites de aparentes

entrevista é a única técnica capaz de testar os limites de aparentes contradições e de tornar explícitas características indicadas pelos contradições e de tornar explícitas características indicadas pelos instrumentos padronizado

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O entrevistador deve estar atento aos processos no outro,

O entrevistador deve estar atento aos processos no outro, e a sua intervençãoe a sua intervenção deve orientar o sujeito

deve orientar o sujeito a aprofundar o contato com sua própria experiência.a aprofundar o contato com sua própria experiência.  Todo

 Todos os s os tipos tipos de ende entrevistrevista têta têm algum alguma foma forma rma de estde estruturruturaçãoação, na m, na medidaedida em que a atividade do entrevistador direciona a entrevista no sentido de em que a atividade do entrevistador direciona a entrevista no sentido de alcançar os seus objetivos, sendo dele a responsabilidade pela condução do alcançar os seus objetivos, sendo dele a responsabilidade pela condução do processo.

processo.

Os tipos de entrevista podem ser classificados (no geral) a partir de dois eixos: Os tipos de entrevista podem ser classificados (no geral) a partir de dois eixos: quanto a forma (estrutura) e segundo o objetivo.

quanto a forma (estrutura) e segundo o objetivo. Quanto ao aspectoQuanto ao aspecto formal

formal, as entrevistas podem ser dividi, as entrevistas podem ser divididas em estruturadas, semi-das em estruturadas,

semi-estruturadas e de livre estruturação. As primeiras privilegiam a objetividade e estruturadas e de livre estruturação. As primeiras privilegiam a objetividade e geralmente se destinam ao levantamento de informações específicas,

geralmente se destinam ao levantamento de informações específicas, definidas pelas necessidades de um projeto

definidas pelas necessidades de um projeto (ex. entrevista epidemiológica).(ex. entrevista epidemiológica). A grande maioria das técnicas de entrevista divulgadas em psicologia clínica A grande maioria das técnicas de entrevista divulgadas em psicologia clínica enquadram-se como de livre estruturação, no entanto as técnicas

enquadram-se como de livre estruturação, no entanto as técnicas dede entrevista vêm sendo gradativamente especificadas, de modo que sua entrevista vêm sendo gradativamente especificadas, de modo que sua estrutura pode ser mais claramente definidas. As

estrutura pode ser mais claramente definidas. As entrevistas semi-entrevistas

semi-estruturadas são assim denominadas porque o entrevistador tem clareza de estruturadas são assim denominadas porque o entrevistador tem clareza de seus objetivos, que tipo de informação é necessária para atingi-los, como essa seus objetivos, que tipo de informação é necessária para atingi-los, como essa informação deve ser obtida, em que seqüência e em que condições deve ser informação deve ser obtida, em que seqüência e em que condições deve ser investigada e como deve ser considerada (critérios de avaliação). Além de investigada e como deve ser considerada (critérios de avaliação). Além de estabelecer um procedimento que garante a obtenção da i

estabelecer um procedimento que garante a obtenção da informaçãonformação necessária de modo padronizado, ela aumenta a confiabil

necessária de modo padronizado, ela aumenta a confiabilidade ouidade ou

fidedignidade da informação obtida e permite a criação de um banco de dados fidedignidade da informação obtida e permite a criação de um banco de dados úteis à pesquisa, ao estabelecimento da eficácia terapêutica e ao

úteis à pesquisa, ao estabelecimento da eficácia terapêutica e ao planejamento das ações de saúde.

planejamento das ações de saúde.

Quanto aos objetivos

Quanto aos objetivos, deve-se considerar primeiramente que a finalidade, deve-se considerar primeiramente que a finalidade maior de uma entrevista é sempre a de descrever e avaliar para oferecer maior de uma entrevista é sempre a de descrever e avaliar para oferecer alguma forma de retorno, requerendo sempre uma etapa de apresentação da alguma forma de retorno, requerendo sempre uma etapa de apresentação da demanda, de reconhecimento da natureza do problema e da

demanda, de reconhecimento da natureza do problema e da formulação deformulação de alternativas de solução e encaminhamento. Além desses objetivos-fins, alternativas de solução e encaminhamento. Além desses objetivos-fins, existem objetivos instrumentais, que são muitos e

existem objetivos instrumentais, que são muitos e variados (p. ex., quando sevariados (p. ex., quando se pretende avaliar um quadro psicopatológico, é

pretende avaliar um quadro psicopatológico, é necessário um examenecessário um exame detalhado dos sintomas; na entrevista psicodinâmica, é

detalhado dos sintomas; na entrevista psicodinâmica, é importante aimportante a investigação do desenvolvimento psicossexual etc). Por isso,

investigação do desenvolvimento psicossexual etc). Por isso, estratégiasestratégias

diferentes de avaliação podem ser utilizadas para atingir os objetivos de cada diferentes de avaliação podem ser utilizadas para atingir os objetivos de cada situação, ou combinadas, para atingir objetivos

situação, ou combinadas, para atingir objetivos diversos, além de considerardiversos, além de considerar as variações de abordagem, de problemas apresentados e da cli

as variações de abordagem, de problemas apresentados e da clientelaentela atendida.

atendida.

Alguns tipos de entrevistas quanto à sua finalidade, no entanto, devem ser Alguns tipos de entrevistas quanto à sua finalidade, no entanto, devem ser ressaltados: de triagem, de anamnese, diagnósticas (sindrômicas ou

ressaltados: de triagem, de anamnese, diagnósticas (sindrômicas ou dinâmicas), sistêmicas e de devolução.

dinâmicas), sistêmicas e de devolução. a)

a) entrevista deentrevista de triagemtriagem– tem por objetivo avaliar a demanda do sujeito e– tem por objetivo avaliar a demanda do sujeito e fazer um encaminhamento, sendo geralmente utilizada em serviços de fazer um encaminhamento, sendo geralmente utilizada em serviços de saúde pública ou clínicas sociais, onde é necessário avaliar a adequação saúde pública ou clínicas sociais, onde é necessário avaliar a adequação da demanda em relação ao encaminhamento pretendido. A triagem

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também é fundamental para avaliar a gravidade da crise, identificando também é fundamental para avaliar a gravidade da crise, identificando a necessidade de

a necessidade de apoio medicamentoso.apoio medicamentoso.  b)

 b) entrevista deentrevista de anamneseanamnese - objetiva o levantamento detalhado da- objetiva o levantamento detalhado da história de desenvolvimento da pessoa, principalmente na

história de desenvolvimento da pessoa, principalmente na infância,infância, podendo ser estruturada cronologicamente. Fazer uma anamnese irá podendo ser estruturada cronologicamente. Fazer uma anamnese irá facilitar ao clínico a apreciação de questões desenvolvimentais

facilitar ao clínico a apreciação de questões desenvolvimentais importantes na história do paciente.

importantes na história do paciente. c)

c) EntrevistaEntrevista diagnósticadiagnóstica – exame e análise cuidados de uma condição na– exame e análise cuidados de uma condição na tentativa de compreende-la, explica-la e possivelmente modifica-la.

tentativa de compreende-la, explica-la e possivelmente modifica-la. Pode priorizar

Pode priorizar aspectos sindrômicosaspectos sindrômicos (descrição de sinais, como baixa(descrição de sinais, como baixa

auto-estima e sentimentos de culpa, e

auto-estima e sentimentos de culpa, e de sintomas, como humorde sintomas, como humor deprimido e ideação suicida) para a classificação de um quadro ou deprimido e ideação suicida) para a classificação de um quadro ou síndrome, ou

síndrome, ou aspectos psicodinâmicosaspectos psicodinâmicos (descrição e compreensão da(descrição e compreensão da

experiência ou modo particular de funcionamento do sujeito, tendo em experiência ou modo particular de funcionamento do sujeito, tendo em vista uma abordagem teórica). Essas duas perspectivas devem ser vista uma abordagem teórica). Essas duas perspectivas devem ser vistas como complementares. É comum a existência de sinai

vistas como complementares. É comum a existência de sinais es e sintomas isolados ou subclínicos, que não são suficientes para dar sintomas isolados ou subclínicos, que não são suficientes para dar configuração a uma síndrome, mas são importantes por sugerir uma configuração a uma síndrome, mas são importantes por sugerir uma dinâmica e indicar um

dinâmica e indicar um modo particular de adoecer.modo particular de adoecer. d)

d) EntrevistaEntrevista sistêmica –sistêmica – focalizam a avaliação da estrutura ou da históriafocalizam a avaliação da estrutura ou da história relacional ou familiar e também aspectos importantes da rede social de relacional ou familiar e também aspectos importantes da rede social de pessoas e famílias.

pessoas e famílias. e)

e) Entrevista deEntrevista de devolução –devolução – tem por finalidade comunicar ao sujeito otem por finalidade comunicar ao sujeito o resultado da avaliação e

resultado da avaliação e também permitir ao sujeito expressar seustambém permitir ao sujeito expressar seus pensamento

pensamentos e s e sentimentos em relação às sentimentos em relação às conclusões e recomendaçõesconclusões e recomendações do avaliação e ainda a reação do sujeito a elas. Destaca-se a

do avaliação e ainda a reação do sujeito a elas. Destaca-se a importância de ajudar o sujeito

importância de ajudar o sujeito a compreender as conclusões ea compreender as conclusões e recomendaçõe

recomendações e s e a remover distorções ou a remover distorções ou fantasias contraproducentesfantasias contraproducentes em relação a suas necessidades.

em relação a suas necessidades.

A entrevista tem o potencial de modificar a maneira como o paciente se A entrevista tem o potencial de modificar a maneira como o paciente se percebe (auto-estima), percebe seu futuro pessoal (planos, desejos, percebe (auto-estima), percebe seu futuro pessoal (planos, desejos, esperanças) e suas relações significativas. Assuntos importantes, esperanças) e suas relações significativas. Assuntos importantes,

afetivamente carregados e associados a experiências dolorosas, muitas vezes afetivamente carregados e associados a experiências dolorosas, muitas vezes aparecem nas entrevistas clínicas, devendo o

aparecem nas entrevistas clínicas, devendo o entrevistador desenvolver aentrevistador desenvolver a capacidade de tolerar a

capacidade de tolerar a ansiedade e de falar ansiedade e de falar abertamente sobre temasabertamente sobre temas difíceis.

difíceis.

Vale ressaltar que a observação do

Vale ressaltar que a observação do comportamcomportamento , da ento , da comunicação não-comunicação não-verbal e do material latente do paciente contribui de maneira especial para verbal e do material latente do paciente contribui de maneira especial para elucidações importantes sobre o entrevistados. Restringir o âmbito do

elucidações importantes sobre o entrevistados. Restringir o âmbito do interpretável somente ao conteúdo explícito da

interpretável somente ao conteúdo explícito da comunicação pode acarretarcomunicação pode acarretar perda de informação clínica significativa.

perda de informação clínica significativa.

Ser capaz de compreender seus processos contratransferenciais é um dos Ser capaz de compreender seus processos contratransferenciais é um dos recursos mais importantes do clínico. Reconhecer como os processos mentais recursos mais importantes do clínico. Reconhecer como os processos mentais e afetivos são mobilizados em si mesmo e ser capaz de relacionar esse

e afetivos são mobilizados em si mesmo e ser capaz de relacionar esse processo ao que se passa na relação imediata com o sujeito fornece ao processo ao que se passa na relação imediata com o sujeito fornece ao entrevistador uma via inigualável de

entrevistador uma via inigualável de compreensão da experiência do outro.compreensão da experiência do outro.

História clínica História clínica

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Pretende caracterizar a emergência de sintomas ou de

Pretende caracterizar a emergência de sintomas ou de mudançasmudanças comportam

comportamentais, numa determinada época, e entais, numa determinada época, e a sua evolução até o a sua evolução até o momentomomento atual (ocasião em que o exame foi solicitado). As queixas, os motivos

atual (ocasião em que o exame foi solicitado). As queixas, os motivos explícitos e até

explícitos e até a não admissão de sintomas fornecem um ponto de a não admissão de sintomas fornecem um ponto de partida,partida, procurando-se localizar no tempo o aparecimento de mudanças sintomáticas, procurando-se localizar no tempo o aparecimento de mudanças sintomáticas, associa-los com as circunstâncias de vida

associa-los com as circunstâncias de vida no momento, analisando o seuno momento, analisando o seu impacto e repercussão em atividades e r

impacto e repercussão em atividades e relações.elações.

História pessoal ou anamnese História pessoal ou anamnese

Pressupõe uma reconstituição global da vida do

Pressupõe uma reconstituição global da vida do paciente, devendo serpaciente, devendo ser

enfocada conforme os objetivos do exame e dependendo do tipo e da idade do enfocada conforme os objetivos do exame e dependendo do tipo e da idade do paciente. De acordo com a problemática e a estrutura de personalidade do paciente. De acordo com a problemática e a estrutura de personalidade do paciente, certas áreas e confli

paciente, certas áreas e conflitos deverão ser mais explorados do que tos deverão ser mais explorados do que outros,outros, com atenção em certos pontos que possam indicar explicações

com atenção em certos pontos que possam indicar explicações para apara a emergência e o desenvolvimento do transtorno atual. Alguns tópicos

emergência e o desenvolvimento do transtorno atual. Alguns tópicos podempodem servir de referência: contexto familiar, primeira infância (até 3 anos), infância servir de referência: contexto familiar, primeira infância (até 3 anos), infância intermediária (3 a 11

intermediária (3 a 11 anos), pré-puberdade, puberdade e adolescência, idadeanos), pré-puberdade, puberdade e adolescência, idade adulta e fontes subsidiárias (familiar ou familiares, exames anteriores etc). adulta e fontes subsidiárias (familiar ou familiares, exames anteriores etc).

Avaliação dinâmica Avaliação dinâmica

Geralmente integrada com a história, busca-se relação

Geralmente integrada com a história, busca-se relação entre os problemasentre os problemas específicos atuais e

específicos atuais e as experiências passadas da pessoa, colocando aas experiências passadas da pessoa, colocando a problemática numa perspectiva histórica que permita compreender o problemática numa perspectiva histórica que permita compreender o transtorno dentro de um processo vital, em um c

transtorno dentro de um processo vital, em um contexto temporal, afetivo eontexto temporal, afetivo e social, com base num quadro referencial teórico. Partindo-se de queixas, são social, com base num quadro referencial teórico. Partindo-se de queixas, são identificados conflitos e

identificados conflitos e causas, interrelacionados conteúdos, reunidos ecausas, interrelacionados conteúdos, reunidos e integrados informações que embasam o entendimento dinâmico no fluxo da integrados informações que embasam o entendimento dinâmico no fluxo da história do paciente.

história do paciente.

Exame do estado mental do paciente Exame do estado mental do paciente

No que diz respeito à ordenação metodológica do exame do estado mental, há No que diz respeito à ordenação metodológica do exame do estado mental, há um consenso de que as principais

um consenso de que as principais alterações envolvem sinais e/ou sintomasalterações envolvem sinais e/ou sintomas nas seguintes áreas da

nas seguintes áreas da conduta humana: atenção, sensopercepção, memória,conduta humana: atenção, sensopercepção, memória, orientação, consciência, pensamento, linguagem, inteligência, afetividade e orientação, consciência, pensamento, linguagem, inteligência, afetividade e conduta.

conduta.

Atenção –

Atenção – é um processo psíquico que permite é um processo psíquico que permite concentrar a atividade mentalconcentrar a atividade mental sobre um fato determinado, sendo importante considerar a capacidade de sobre um fato determinado, sendo importante considerar a capacidade de concentração; quanto tempo é mantida a atenção

concentração; quanto tempo é mantida a atenção

(persistência/fatigabilidade); em quantos objetos é capaz

(persistência/fatigabilidade); em quantos objetos é capaz de estar focadade estar focada simultaneamente (distribuição; quanto tempo demora para começar a efetiva simultaneamente (distribuição; quanto tempo demora para começar a efetiva atenção (excitabilidade). São considerados transtornos de atenção a

atenção (excitabilidade). São considerados transtornos de atenção a

aprosexia

aprosexia (ausência de atenção),(ausência de atenção), hipoprosexiahipoprosexia (atenção diminuída),(atenção diminuída), hiperprosexia

hiperprosexia (atenção exagerada) e(atenção exagerada) e distraibilidadedistraibilidade (atenção inconstante). A(atenção inconstante). A distração,

distração, entendida como a impossibilidade de manter constante atenção eentendida como a impossibilidade de manter constante atenção e

também quando o indivíduo estão tão concentrado que não

também quando o indivíduo estão tão concentrado que não percebe o que sepercebe o que se passa ao seu redor, é chamada de

passa ao seu redor, é chamada de desatenção seletiva.desatenção seletiva. Sensopercepção –

Sensopercepção – é a capacidade de captar as sensações, através doé a capacidade de captar as sensações, através do

receptores sensoriais, e transforma-las em imagens ou sensações no SNC. Os receptores sensoriais, e transforma-las em imagens ou sensações no SNC. Os

(7)

transtornos mais freqüentes são as ilusões (percepções deformadas de um transtornos mais freqüentes são as ilusões (percepções deformadas de um objeto) e as al

objeto) e as alucinações (percepções sem objeto, podendo ser produzidas emucinações (percepções sem objeto, podendo ser produzidas em relação a qualquer qualidade sensorial).

relação a qualquer qualidade sensorial). As

As ilusõesilusões podem ser causadas por peculiaridades do sistema de podem ser causadas por peculiaridades do sistema de refração;refração;

limitações naturais dos órgãos do sentido; a

limitações naturais dos órgãos do sentido; alterações da consciência (turvaçãolterações da consciência (turvação ou obnubilação da consciência, gerando as

ou obnubilação da consciência, gerando as ilusões metamorfósicas –ilusões metamorfósicas – macroscopia, microscopia e porropsia

macroscopia, microscopia e porropsia11); falta de atenção; catatimias); falta de atenção; catatimias

(influência exercida pela afetividade na percepção, na atenção, no julgamento (influência exercida pela afetividade na percepção, na atenção, no julgamento e na memória, resultando em deformação da realidade

e na memória, resultando em deformação da realidade em relação aos objetosem relação aos objetos que cercam); erros de julgamento (delírios); reconhecimento deficiente.

que cercam); erros de julgamento (delírios); reconhecimento deficiente. As

As alucinaçõesalucinações podem ser visuais, auditivas, gustativas, olfativas, táteis,podem ser visuais, auditivas, gustativas, olfativas, táteis,

térmicas, cenestésicas (sensibilidade dos órgãos viscerais) e

térmicas, cenestésicas (sensibilidade dos órgãos viscerais) e cinestésicas oucinestésicas ou motoras (falsa percepção de movimentos). Costuma-se falar também em motoras (falsa percepção de movimentos). Costuma-se falar também em

alucinose,

alucinose, quando há todas as características da iquando há todas as características da imagem alucinatória, menosmagem alucinatória, menos

a convicção da realidade

a convicção da realidade ou participação da pessoa no processo (termoou participação da pessoa no processo (termo frequentemente empregado para designar

frequentemente empregado para designar deliriumdelirium alucinatório por causaalucinatório por causa

orgânica). Nas

orgânica). Nas pseu pseudoaludoalucinaçõcinaçõeses (alucinações psíquicas) falta também a(alucinações psíquicas) falta também a convicção que caracteriza as alucinações,

convicção que caracteriza as alucinações, mas não há uma patologia orgânicamas não há uma patologia orgânica comprovada (p. ex. visão do duplo).

comprovada (p. ex. visão do duplo).

Memória –

Memória – é a função que garante o elo temporal da vida psíquica. Costumaé a função que garante o elo temporal da vida psíquica. Costuma ser analisada em três dimensões: a

ser analisada em três dimensões: a fixação, a evocação e fixação, a evocação e o reconhecimento.Ao reconhecimento.A

fixação

fixação é a capacidade de gravar os dados; aé a capacidade de gravar os dados; a evocaçãoevocação é a capacidade deé a capacidade de

atualizar os dados já fixados (esquecimento é a impossibilidade de evocar); e atualizar os dados já fixados (esquecimento é a impossibilidade de evocar); e

reconhecimento

reconhecimento é a capacidade é a capacidade de recordar uma imagem (engrama).de recordar uma imagem (engrama).

As alterações da memória quanto à fixa

As alterações da memória quanto à fixação são ação são a amnésiaamnésia (abolição da(abolição da

memória);

memória); hipomnésiahipomnésia (enfraquecimento da memória);(enfraquecimento da memória); hipermnésiahipermnésia (exagero(exagero

patológico da evocação);

patológico da evocação); dismnésiadismnésia (designação geral das perturbações da(designação geral das perturbações da

fixação e/ou evocação). É f

fixação e/ou evocação). É freqüente o uso de expressõesreqüente o uso de expressões hipmnésiahipmnésia anterógrada, retrógrada e retroanterógrada

anterógrada, retrógrada e retroanterógrada, correspondentes ao déficit de, correspondentes ao déficit de

memória para os fatos ocorridos antes, depois ou

memória para os fatos ocorridos antes, depois ou antes e após o antes e após o fatorfator desencadeante do quadro. Há também ocorrência de

desencadeante do quadro. Há também ocorrência de amnésia lacunar amnésia lacunar nosnos

estados crepusculares epilépticos (anterógrada) e

estados crepusculares epilépticos (anterógrada) e amnésia lacunar histéricaamnésia lacunar histérica

(retrógrada, explicada pela

(retrógrada, explicada pela repressão).repressão).

As disfunções do reconhecimento mais habituais são as

As disfunções do reconhecimento mais habituais são as agnosiasagnosias (transtorno(transtorno

do reconhecimento da imagem, quando o objeto é familiar ao paciente); do reconhecimento da imagem, quando o objeto é familiar ao paciente);

 param

 paramnésianésiass (alucinações da memória: trata-se de imagens criadas pela(alucinações da memória: trata-se de imagens criadas pela

fantasia e tidas como recordações de

fantasia e tidas como recordações de acontecimentos reais – fenômenos doacontecimentos reais – fenômenos do

déjà vu

déjà vu ee jamais  jamais vuvu).). Orientação –

Orientação – é uma das expressões da lucidez psíquica pela qual seé uma das expressões da lucidez psíquica pela qual se identifica a capacidade de consciência temporo-espacial. Examina-se a identifica a capacidade de consciência temporo-espacial. Examina-se a orientação

orientação autopsíquicaautopsíquica, relativa à identidade pessoal e as relações com o, relativa à identidade pessoal e as relações com o

grupo social, e a orientação

grupo social, e a orientação alopsíquicaalopsíquica, referente à consciência do lugar, do, referente à consciência do lugar, do

tempo e da situação. As desorientações são classificas em seis tipos:

tempo e da situação. As desorientações são classificas em seis tipos: apáticaapática

(falta de interesse);

(falta de interesse); amnésicaamnésica (alterações da memória);(alterações da memória); confucionalconfucional (turvação(turvação

11Sensação de distanciamento e diminuição dos objetos Sensação de distanciamento e diminuição dos objetos que se movem. È que se movem. È um dos fenômenos de alteração um dos fenômenos de alteração perceptivaperceptiva

observados na epilepsia, onde os objetos parecem

observados na epilepsia, onde os objetos parecem retroceder no espaço, sem modificar retroceder no espaço, sem modificar aparentemente o seuaparentemente o seu

tamanho. tamanho.

(8)

da consciência);

da consciência); delirantedelirante (ajuizamento patológico da realidade);(ajuizamento patológico da realidade); histriônicahistriônica

(desorientação temporo-espacial limitada) e

(desorientação temporo-espacial limitada) e oligofrênicaoligofrênica (dificuldade de(dificuldade de

aprender ou entender). aprender ou entender).

Consciência –

Consciência – capacidade de o indivíduo dar conta do que ocorre dentro e aocapacidade de o indivíduo dar conta do que ocorre dentro e ao seu redor. O estado de consciência é suscetível de alterar-se quanto à sua seu redor. O estado de consciência é suscetível de alterar-se quanto à sua continuidade, amplitude e claridade, nos estados de

continuidade, amplitude e claridade, nos estados de obnubilaçãoobnubilação (ou(ou

turvação); estados de

turvação); estados de comacoma; estados de; estados de estreitamento da consciênciaestreitamento da consciência

(epilépticos) e estados de

(epilépticos) e estados de dissociação da consciênciadissociação da consciência (casos de histeria).(casos de histeria). Pensamento –

Pensamento – traduz a aptidão do indivíduo para elaborartraduz a aptidão do indivíduo para elaborar conceitosconceitos (aptidão(aptidão

de relacionar a palavra com seu significado e relacionar os significados entre de relacionar a palavra com seu significado e relacionar os significados entre si), articular esses conceitos em

si), articular esses conceitos em juízos juízos (capacidade de relacionar conceitos(capacidade de relacionar conceitos

entre si)

entre si) e, com e, com base nissobase nisso, construir, construir raciocíniosraciocínios (capacidade de concluir por(capacidade de concluir por

indução, do particular p

indução, do particular para o geral, ara o geral, por dedução, do por dedução, do geral para o partgeral para o particular, eicular, e por analogia, do conhecimento particular para

por analogia, do conhecimento particular para o particular).o particular). As manifestações

As manifestações qualitativasqualitativas do pensamento incluem os conceitos, juízos edo pensamento incluem os conceitos, juízos e raciocínios, cabendo analisar as operações racionais: análise e síntese;

raciocínios, cabendo analisar as operações racionais: análise e síntese; generalização e sistematização; abstração e concreção e

generalização e sistematização; abstração e concreção e comparação.comparação. Nas manifestações

Nas manifestações quantitativasquantitativas avalia-se aavalia-se a velocidade de associação dasvelocidade de associação das idéias

idéias ou oou ofluxo das idéias.fluxo das idéias. De modo geral, a análise clínica do pensamento éDe modo geral, a análise clínica do pensamento é

baseada nos distúrbios de

baseada nos distúrbios de produ produção, ção, curso curso e conte conteúdo eúdo do pedo pensamnsamento.ento.

Quanto à

Quanto à prod produçãoução, costuma-se distinguir o pensamento, costuma-se distinguir o pensamento mágicomágico

(predominância de idéias primitivas, selvagens ou

(predominância de idéias primitivas, selvagens ou infantis) e o infantis) e o pensamentopensamento

lógico. lógico.

No

No cursocurso do pensamento observa-se as seguintes aldo pensamento observa-se as seguintes alterações:terações: fuga de idéiasfuga de idéias

(aceleração do pensamento, com exuberância e incontinência verbal);

(aceleração do pensamento, com exuberância e incontinência verbal); inibiçãoinibição do pensamento

do pensamento (oposto do anterior, podendo chegar ao mutismo);(oposto do anterior, podendo chegar ao mutismo);  perse

 perseveraçãveração / vero / verbigerabigeraçãoção (persistência obstinada em determinados temas;(persistência obstinada em determinados temas;

pronúncia de frases ou palavras inúmeras vezes, sem relação

pronúncia de frases ou palavras inúmeras vezes, sem relação identificávelidentificável com a realidade);

com a realidade); desagregaçãodesagregação (perda da capacidade de estabelecer relações(perda da capacidade de estabelecer relações

conceituais),

conceituais), bloqueio/interceptaçãobloqueio/interceptação ouou detençãodetenção (bloqueio abrupto do curso(bloqueio abrupto do curso do pensamento). No exame do

do pensamento). No exame do conteúdoconteúdo do pensamento encontram-se osdo pensamento encontram-se os delírios

delírios,, asas idéias supervalorizadasidéias supervalorizadas e oe o deliriumdelirium..

Os

Os delíriosdelírios podem ser classificados conforme a sua temática podem ser classificados conforme a sua temática (de(de

desconfiança, de perseguição, de influência, de prejuízo, de referência, de desconfiança, de perseguição, de influência, de prejuízo, de referência, de autopreferência, de ciúme, de grandeza, de descendência, de invenção, de autopreferência, de ciúme, de grandeza, de descendência, de invenção, de transformação, de prestígio, de missão divina,

transformação, de prestígio, de missão divina, de reforma social, de de reforma social, de possessãopossessão diabólica ou divina, de culpa etc; quanto ao grau de elaboração

diabólica ou divina, de culpa etc; quanto ao grau de elaboração

(sistematizados e não-sistematizados) e conforme o curso evolutivo (agudos e (sistematizados e não-sistematizados) e conforme o curso evolutivo (agudos e crônicos).

crônicos). As

As idéias idéias supervalorizadasupervalorizadass são causadas por perturbação da capacidade desão causadas por perturbação da capacidade de ajuizar e constituem uma tendência determinada mais por

ajuizar e constituem uma tendência determinada mais por valores afetivos,valores afetivos, passando a determinar a conduta do indivíduo.

passando a determinar a conduta do indivíduo. Quando tais manifestações seQuando tais manifestações se tornam irredutíveis e o indivíduo perde a capacidade de estabelecer o

tornam irredutíveis e o indivíduo perde a capacidade de estabelecer o confronto entre o objetivo e o subjetivo, já se fala em juízos delirantes. confronto entre o objetivo e o subjetivo, já se fala em juízos delirantes.

(9)

Emprega-se o termo

Emprega-se o termo deliriumdelirium para caracterizar uma alteração dapara caracterizar uma alteração da

consciência-vigilância de natureza orgânica, com a presença de delírios (ex. consciência-vigilância de natureza orgânica, com a presença de delírios (ex.

delirium tremens, delirium febril). delirium tremens, delirium febril). Linguagem –

Linguagem – os principais quadro patológicos da linguagem falada de causaos principais quadro patológicos da linguagem falada de causa orgânica são:

orgânica são: a)

a) disartria -disartria - dificuldade de articular palavras; em grau extremo édificuldade de articular palavras; em grau extremo é anartria).

anartria).  b)

 b) disfasia -disfasia - dificuldade ou perda da dificuldade ou perda da capacidade de compreender ocapacidade de compreender o

significado das palavras e/ou incapacidade de se utilizar dos símbolos significado das palavras e/ou incapacidade de se utilizar dos símbolos verbais; em grau extremo é

verbais; em grau extremo é afasia.afasia. Existem três tipos básicos de afasia:Existem três tipos básicos de afasia:

1) afasia de Werbucke (afasia nominal), essencialmente de 1) afasia de Werbucke (afasia nominal), essencialmente de compreensão

compreensão, resultante da , resultante da incapacidade de entender os símbolosincapacidade de entender os símbolos verbais, falados ou escritos, resultando em fala incompreensível; 2) verbais, falados ou escritos, resultando em fala incompreensível; 2) afasia de Broca (afasia

afasia de Broca (afasia mista), quando todas as modalidades demista), quando todas as modalidades de linguagem estão afetadas; e 3) afa

linguagem estão afetadas; e 3) afasia motora pura, em que o pacisia motora pura, em que o pacienteente pode entender o que lhe é dito, pode ler e escrever, só não pode falar. pode entender o que lhe é dito, pode ler e escrever, só não pode falar. c)

c) disfonia – disfonia – defeito da fala que resulta em alteração da sonoridade dasdefeito da fala que resulta em alteração da sonoridade das palavras, de causa periférica (traquéia,

palavras, de causa periférica (traquéia, aparelho respiratório).aparelho respiratório). d)

d) dislalia – dislalia – quando a linguagem resulta defeituosa, sem que haja lesãoquando a linguagem resulta defeituosa, sem que haja lesão

central. central.

Os principais quadros patológicos da li

Os principais quadros patológicos da linguagem falada de causanguagem falada de causa predominantem

predominantemente psíquica ente psíquica são:são: a)

a) mutismo;mutismo;  b)

 b) logorréia – logorréia – fluxo incessante, com comprometimento da coesão lógica (ofluxo incessante, com comprometimento da coesão lógica (o

estado mais grave é a

estado mais grave é a fuga de idéiasfuga de idéias, quando a velocidade do fluxo do, quando a velocidade do fluxo do

pensamento ultrapassa as possibilidades de

pensamento ultrapassa as possibilidades de expressão);expressão); c)

c)  jargo jargonofasnofasia – ia – as palavras são pronunciadas corretamente, mas nãoas palavras são pronunciadas corretamente, mas não

combinam de forma lógica (salada de

combinam de forma lógica (salada de palavras);palavras); d)

d)  paraf parafrasia – rasia – quando são inseridas numa frase correta uma ou maisquando são inseridas numa frase correta uma ou mais

palavras sem correspondência com as

palavras sem correspondência com as demais.demais. e)

e) neologismo – neologismo – palavra nova utilizada em lugar de outra, cujo significadopalavra nova utilizada em lugar de outra, cujo significado

somente o paciente sabe qual é. somente o paciente sabe qual é. f)

f) coprolalia – coprolalia – uso incontrolável de linguagem obscena fora uso incontrolável de linguagem obscena fora de contextode contexto adequado.

adequado. g)

g) Verbigeração ou estereotipia verbal – Verbigeração ou estereotipia verbal – repetição de sílabas, palavras ourepetição de sílabas, palavras ou

frases de forma incontrolável e

frases de forma incontrolável e monótona.monótona. h)

h) Pararrespostas – Pararrespostas – respostas não correspondentes à pergunta feita.respostas não correspondentes à pergunta feita. Inteligência –

Inteligência – diz-se que um indivíduo será tanto mais inteligente: 1) quantodiz-se que um indivíduo será tanto mais inteligente: 1) quanto melhor, mais rápido e mais

melhor, mais rápido e mais facilmente compreenda: 2) quanto maior, maisfacilmente compreenda: 2) quanto maior, mais extenso e variado for o número de enlaces e associações que estabeleça entre extenso e variado for o número de enlaces e associações que estabeleça entre os dados da compreensão; 3) quanto mais pronta e

os dados da compreensão; 3) quanto mais pronta e espontaneamenespontaneamente elaborete elabore novas e originais idéias; 4) quanto melhor saiba ajuizar com segurança e

novas e originais idéias; 4) quanto melhor saiba ajuizar com segurança e raciocinar com lógica; 5)

raciocinar com lógica; 5) quanto melhor se adapte às exigências quanto melhor se adapte às exigências das situaçõesdas situações vitais. As patologias mais f

vitais. As patologias mais freqüentes são os estados deficitários, congênitos oureqüentes são os estados deficitários, congênitos ou adquiridos da atividade intelectual e os métodos utilizados para aferição são adquiridos da atividade intelectual e os métodos utilizados para aferição são feitos por testes específicos.

(10)

Afetividade –

Afetividade – revela a sensibilidade interna da pessoa frente à satisfação ourevela a sensibilidade interna da pessoa frente à satisfação ou à frustração de suas necessidades (tendências que i

à frustração de suas necessidades (tendências que impulsionam o indivíduo ampulsionam o indivíduo a praticar um ato ou a

praticar um ato ou a buscar uma categoria determinada de objetos). Osbuscar uma categoria determinada de objetos). Os fenômenos afetivos mais elementares são as

fenômenos afetivos mais elementares são as emoçõesemoções (respostas afetivas(respostas afetivas resultantes da satisfação ou frustração das necessidades primárias, ou seja, resultantes da satisfação ou frustração das necessidades primárias, ou seja, biológicas ou orgânicas) e os

biológicas ou orgânicas) e os sentimentossentimentos (vivências relacionadas com a(vivências relacionadas com a satisfação ou frustração das necessidades superiores (de natureza estética, satisfação ou frustração das necessidades superiores (de natureza estética, ética e moral). Fala-se em afeto para tipificar uma explosão incontida de ética e moral). Fala-se em afeto para tipificar uma explosão incontida de emoções ou sentimentos, como medo, ira, alegria,

emoções ou sentimentos, como medo, ira, alegria, angústia, paixão, desdeangústia, paixão, desde que a lucidez de consciência seja mantida.

que a lucidez de consciência seja mantida. As alterações patológicas mais freqüentes do

As alterações patológicas mais freqüentes do humor humor são:são:

1.

1. distimia – distimia – alteração tanto no sentido de exaltação quanto inibição. Osalteração tanto no sentido de exaltação quanto inibição. Os

graus mais comuns são a distimia depressiva (hipotímica graus mais comuns são a distimia depressiva (hipotímica ouou melancólica) e a distima hipertímica (expansiva ou eufórica); melancólica) e a distima hipertímica (expansiva ou eufórica); 2.

2. disforia – disforia – tonalidade do mau humor (irritabilidade, desgosto etonalidade do mau humor (irritabilidade, desgosto e

agressividade); agressividade); 3.

3. hipotimia/hipertimia – hipotimia/hipertimia – tristeza e/ou alegria patológica (imotivada outristeza e/ou alegria patológica (imotivada ou

inadequada). inadequada).

As alterações mais freqüentes das emoções e dos

As alterações mais freqüentes das emoções e dos sentimentos são:sentimentos são: a)

a) ansiedade – ansiedade – é a tensão expectante, que varia da apreensão à aflição. Háé a tensão expectante, que varia da apreensão à aflição. Há

uma vivência de perigo iminente, de origem indeterminada, e um uma vivência de perigo iminente, de origem indeterminada, e um sentimento de impotência e insegurança diante do

sentimento de impotência e insegurança diante do perigo, podendoperigo, podendo chegar ao pânico;

chegar ao pânico;  b)

 b) angústia – angústia – ocorre quando a ansiedade é acompanhada de sintomasocorre quando a ansiedade é acompanhada de sintomas

físicos (sudorese, taquicardia, variação da pressão etc.); físicos (sudorese, taquicardia, variação da pressão etc.); c)

c) apatia – apatia – indiferença afetiva;indiferença afetiva; d)

d) fobia – fobia – medo patológico de um objeto específico, medo patológico de um objeto específico, com reaçõescom reações

inadequadas ao objeto amedrontador; inadequadas ao objeto amedrontador; e)

e) ambivalência afetiva – ambivalência afetiva – sentimentos opostos em relação ao sentimentos opostos em relação ao mesmomesmo

objeto; objeto; f)

f) labilidade afetiva – labilidade afetiva – mudança rápida e imotivadas das emoções emudança rápida e imotivadas das emoções e

sentimentos. sentimentos.

Conduta –

Conduta – refere-se a um padrão habitual de refere-se a um padrão habitual de comportamento numcomportamento num

determinado contexto. Os transtornos de conduta são classificados por alguns determinado contexto. Os transtornos de conduta são classificados por alguns autores em:

autores em:

a)

a) Alterações patológicas das pulsões (tendências) instintivas, divididas Alterações patológicas das pulsões (tendências) instintivas, divididas em:em: 1) perturbações da tendência natural de

1) perturbações da tendência natural de conservação: condutasconservação: condutas suicidas, automutilações, a

suicidas, automutilações, auto-agressõesuto-agressões..

2) perturbações da tendência natural do sono:

2) perturbações da tendência natural do sono: insônia, hipersonia,insônia, hipersonia, cataplexia

cataplexia22..

3) perturbações da tendência de ali

3) perturbações da tendência de alimentação: anorexia, bulimia,mentação: anorexia, bulimia, polidipsia

polidipsia33, dipsomania, dipsomania44, mericismo, mericismo55, pica, pica66..

4) perturbações da tendência de expansão motora (impulso natural de 4) perturbações da tendência de expansão motora (impulso natural de poder, impulso agressivo), caracterizadas pelo exagero do i

poder, impulso agressivo), caracterizadas pelo exagero do impulsompulso

22Rigidez provocada por espanto; paralisia causada por Rigidez provocada por espanto; paralisia causada por espanto. Em sentido amplo, desmaio passageiro provocadoespanto. Em sentido amplo, desmaio passageiro provocado

 por vivência emociona  por vivência emocional.l.

33RessecamenRessecamento incômodo da to incômodo da boca; sede compulsiva, frequentemente de origem boca; sede compulsiva, frequentemente de origem psicológica.psicológica. 44Abuso periódico do álcool (bebedeira trimestral).Abuso periódico do álcool (bebedeira trimestral).

(11)

agressivo: crueldade (infligir ou

agressivo: crueldade (infligir ou mostrar-se indiferente ao sofrimentomostrar-se indiferente ao sofrimento alheio); agressividade auto ou heterodirigida

alheio); agressividade auto ou heterodirigida (geralmente sob a forma(geralmente sob a forma de sintomas psicossomáticos). Formas particulares de agressividade são de sintomas psicossomáticos). Formas particulares de agressividade são o furor epiléptico, o furor catatônico e o furor maníaco. Esses estados o furor epiléptico, o furor catatônico e o furor maníaco. Esses estados são frequentemente associados a episódios de agitação psicomotora em são frequentemente associados a episódios de agitação psicomotora em pacientes oligofrênicos

pacientes oligofrênicos77, portadores de quadros demenciais e , portadores de quadros demenciais e portadoresportadores de afecções do lobo frontal e temporal.

de afecções do lobo frontal e temporal.

5) perturbações da tendência sexual: impotência, frigidez, ejaculção 5) perturbações da tendência sexual: impotência, frigidez, ejaculção precoce, sadomasoquismo, promiscuidade.

precoce, sadomasoquismo, promiscuidade.

6) perturbações da higiene corporal: incontinência fecal e/ou urinária; 6) perturbações da higiene corporal: incontinência fecal e/ou urinária; gatismo

gatismo88..

b)

b) Alterações patológicas das Alterações patológicas das necessidades ditas superiores (não-primárias):necessidades ditas superiores (não-primárias): avareza, prodigalidade, cleptomania, hedonismo

avareza, prodigalidade, cleptomania, hedonismo99, colecionismo patológico,, colecionismo patológico, imediatismo sociopático, egoísmo, narcisismo.

imediatismo sociopático, egoísmo, narcisismo.

A ENTREVISTA CLÍNICA ESTRUTURADA PARA O DMS-IV – SCID

A ENTREVISTA CLÍNICA ESTRUTURADA PARA O DMS-IV – SCID – é hoje o– é hoje o mais atual e abrangente para o

mais atual e abrangente para o diagnósticos dos transtornos mentais. Todasdiagnósticos dos transtornos mentais. Todas as versões da SCID são compostas por uma série

as versões da SCID são compostas por uma série de módulos, cada umde módulos, cada um destino à avaliação de

destino à avaliação de conjuntos de categorias diagnósticas agrupadas nosconjuntos de categorias diagnósticas agrupadas nos mesmos padrões do DSM-IV.

mesmos padrões do DSM-IV.

Os módulos estão organizados hierarquicamente, segundo uma

Os módulos estão organizados hierarquicamente, segundo uma ordem ouordem ou seqüência lógica (denominada

seqüência lógica (denominada algoritmoalgoritmo), que representa o raciocínio clínico), que representa o raciocínio clínico

completo, considerando as alternativas que possam (ou devam) ser completo, considerando as alternativas que possam (ou devam) ser antecipadas. Os algoritmos diagnósticos são integrados à estrutura da antecipadas. Os algoritmos diagnósticos são integrados à estrutura da entrevista, de modo que as várias

entrevista, de modo que as várias hipóteses diagnósticas são sucessivamentehipóteses diagnósticas são sucessivamente testadas. As questões que investigam cada quadro patológico estão

testadas. As questões que investigam cada quadro patológico estão organizadas em hierarquias, assim, a maioria das perguntas só

organizadas em hierarquias, assim, a maioria das perguntas só é formuladasé formuladas se o contexto é adequado. O primeiro módulo da SCID é a

se o contexto é adequado. O primeiro módulo da SCID é a avaliaçãoavaliação  prelim

 preliminar inar , destinada a obter informações gerais e facilitar o, destinada a obter informações gerais e facilitar o rapport.rapport.

Um dos diagnósticos diferenciais mais difíceis de se estabelecer é o da Um dos diagnósticos diferenciais mais difíceis de se estabelecer é o da depressão dupla, que ocorre quando há sobreposição de um Transtorno depressão dupla, que ocorre quando há sobreposição de um Transtorno

Depressivo Maior (TDM) à Distimia. Neste caso, é essencial para o diagnóstico Depressivo Maior (TDM) à Distimia. Neste caso, é essencial para o diagnóstico final não só a

final não só a gravidade dos sintomas, mas também o seu padrão temporal.gravidade dos sintomas, mas também o seu padrão temporal. Ou seja, o reconhecimento das variações dos

Ou seja, o reconhecimento das variações dos quadros psicopatológicoas,quadros psicopatológicoas, levando em consideração outras informações relevantes, irá ajudar a levando em consideração outras informações relevantes, irá ajudar a

desenvolver uma compreensão e uma terapêutica mais adequadas a cada desenvolver uma compreensão e uma terapêutica mais adequadas a cada situação.

situação.

ENTREVISTA MO

ENTREVISTA MOTIVACIONAL – ETIVACIONAL – EM (ou M (ou INTERAÇÃO MOTINTERAÇÃO MOTIVACIONAL) IVACIONAL) ––

tem como objetivo auxiliar

tem como objetivo auxiliar nos processos de mudanças comportamenos processos de mudanças comportamentais,ntais, trabalhando a resolução da ambivalência, tendo sido delineada para ajudar na trabalhando a resolução da ambivalência, tendo sido delineada para ajudar na decisão de mudança nos

decisão de mudança nos comportamentocomportamentos considerados aditivos, s considerados aditivos, comocomo transtornos alimentares, tabagismo, abuso de álcool e drogas, j

transtornos alimentares, tabagismo, abuso de álcool e drogas, jogo patológicoogo patológico e outros comportamentos compulsivos. Inspira-se em vária

e outros comportamentos compulsivos. Inspira-se em várias abordagens,s abordagens,

77Oligofrenia – deficiência congênita ou precoce Oligofrenia – deficiência congênita ou precoce de qualquer origem. Idiotia. de qualquer origem. Idiotia. Debilidade mental.Debilidade mental. 88

(12)

como a terapia cognitivo-comportamental, terapia sistêmica, terapia centrada como a terapia cognitivo-comportamental, terapia sistêmica, terapia centrada na pessoa, combinando elementos diretivos e não-diretivos.

na pessoa, combinando elementos diretivos e não-diretivos. De acordo com Heather (1992) os transtornos aditivos são

De acordo com Heather (1992) os transtornos aditivos são essencialmenteessencialmente problemas motivacionais, sendo a motivação para a mudança a chave problemas motivacionais, sendo a motivação para a mudança a chave dodo problema comportame

problema comportamental. O conflintal. O conflito motivacional (por que mudar?), presenteto motivacional (por que mudar?), presente no problema, instala a ambivalência. Assim, trabalhar a ambivalência nos

no problema, instala a ambivalência. Assim, trabalhar a ambivalência nos comportam

comportamentos aditivos é entos aditivos é trabalhar a essência do problema, pois trabalhar a essência do problema, pois nasnas concepções das terapias pós-comportament

concepções das terapias pós-comportamentais, a ais, a ambivalência não éambivalência não é

considerada um traço de personalidade, mas uma interação dinâmica entre considerada um traço de personalidade, mas uma interação dinâmica entre oo paciente e uma situação aguda, i

paciente e uma situação aguda, imediata e com dimensões interpessoais emediata e com dimensões interpessoais e intrapessoais.

intrapessoais. Na EM os clientes

Na EM os clientes são estimulados a articular para são estimulados a articular para si mesmos suas razões parasi mesmos suas razões para mudar, por meio de técnicas

mudar, por meio de técnicas de aconselhamento, de feedback adequado e dede aconselhamento, de feedback adequado e de análise de custo-benefício, entre outros. A balança decisional é uma estratégia análise de custo-benefício, entre outros. A balança decisional é uma estratégia fundamental, utilizada para mostrar os dois lados do conflito. Outro princípio fundamental, utilizada para mostrar os dois lados do conflito. Outro princípio norteador da EM é o modelo

norteador da EM é o modelo transteórico, composto por vários conceitostransteórico, composto por vários conceitos teóricos destinados a descrever

teóricos destinados a descrever os processos demudança do comportamentoos processos demudança do comportamento humano, baseado na premissa de que a mudança comportamental é um

humano, baseado na premissa de que a mudança comportamental é um processo e que as pessoas têm diversos níveis

processo e que as pessoas têm diversos níveis de motivação, de prontidãode motivação, de prontidão para mudar. Este modelo está atualmente sendo empregado nos

para mudar. Este modelo está atualmente sendo empregado nos comportam

comportamentos sadios, na área entos sadios, na área de educação e da promoção da saúde.de educação e da promoção da saúde.

ENTREVISTA LÚDICA ENTREVISTA LÚDICA

Freud foi o primeiro estudioso que refletiu sobre a função e o mecanismo Freud foi o primeiro estudioso que refletiu sobre a função e o mecanismo psicológico da atividade lúdica infantil. É na situação do brinquedo que a psicológico da atividade lúdica infantil. É na situação do brinquedo que a criança procura se relacionar com o

criança procura se relacionar com o real, experimentando-o a seu modo,real, experimentando-o a seu modo, procurando construir e recriar sua realidade. Graças ao

procurando construir e recriar sua realidade. Graças ao processo de projeçãoprocesso de projeção dos perigos internos sobre o mundo externo, ela domina a realidade e realiza dos perigos internos sobre o mundo externo, ela domina a realidade e realiza seus desejos. O brinquedo é, então, um meio de comunicação; é a ponto que seus desejos. O brinquedo é, então, um meio de comunicação; é a ponto que permite ligar o mundo externo e o interno, a realidade objetiva e a fantasia. permite ligar o mundo externo e o interno, a realidade objetiva e a fantasia. Assim, Freud estabeleceu os marcos referenciais da técnica

Assim, Freud estabeleceu os marcos referenciais da técnica do jogo,do jogo, demonstrando que brincar não é

demonstrando que brincar não é só um passatempo prazeroso, mas tambémsó um passatempo prazeroso, mas também uma maneira de elaborar circunstâncias traumáticas.

uma maneira de elaborar circunstâncias traumáticas.

Para Melanie Klein, o brincar é a linguagem típica da criança, equiparada à Para Melanie Klein, o brincar é a linguagem típica da criança, equiparada à associação livre e aos

associação livre e aos sonhos dos adultos, portanto a neurose de transferênciasonhos dos adultos, portanto a neurose de transferência desenvolve-se da mesma maneira. Anna Freud, ao contrário, afirmava que a desenvolve-se da mesma maneira. Anna Freud, ao contrário, afirmava que a criança não possui consciência de sua doença, pelo que não pode estabelecer criança não possui consciência de sua doença, pelo que não pode estabelecer uma neurose de transferência com o terapeuta. Embora divergentes, o

uma neurose de transferência com o terapeuta. Embora divergentes, o trabalho de ambas muito contribuiu para o

trabalho de ambas muito contribuiu para o desenvolvimento da psicoterapiadesenvolvimento da psicoterapia infantil.

infantil.

Arminda Aberastury, por sua vez, afirma que a

Arminda Aberastury, por sua vez, afirma que a criança não estabelece umacriança não estabelece uma transferência positiva com o psicoterapeuta, como também é capaz

transferência positiva com o psicoterapeuta, como também é capaz dede

estruturar, através dos brinquedos, a representação de seus conflitos básicos, estruturar, através dos brinquedos, a representação de seus conflitos básicos, suas principais defesas e fantasias de doença e cura. Evidenciou, assim, o suas principais defesas e fantasias de doença e cura. Evidenciou, assim, o

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