Diversidade e Ecologia de Anfíbios Anuros em Morrinhos, GO Juliano,R.J;Borges,F.J.A; Arruda,F.V;Oliveira,M.A .C
Introdução
O Cerrado, contrário ao pensamento geral, é uma das regiões de maior biodiversidade do planeta, sendo considerado um dos hotspots mundiais, isto é, um dos biomas mais ricos e ameaçados. Apesar de toda sua riqueza biológica, o Cerrado tem sido intensamente devastado e alterado, principalmente após a abertura, no fim da década de 50, da intensa corrida da pecuária extensiva e agricultura para o Centro-Oeste (Aragão, 1994), principalmente do advento e mecanização do cultivo da soja (Medeiros, 1998).
Muitos taxa estão declinando ao redor do mundo e a causa desse declínio tem atraído a atenção de muitos (Caughley, 1994; Storfer, 2003). Uma das principais causas desse declínio é a fragmentação de habitats, onde um taxon antes amplamente distribuído persiste apenas como uma série de populações isoladas (Knick and Rotenberry, 1995). Populações pequenas e isoladas não são apenas mais vulneráveis à extinção através de fatores como estocasticidade ambiental e demográfica, mas a perda de variabilidade genética pode aumentar ainda mais o risco de extinção (Lande and Barrowclough, 1987; Caughley, 1994).
Muitos estudos ecológicos requerem estimativas acuradas da riqueza de espécies por área, que é um dos prerequesitos para a preparação de estudos de impacto ambiental. Similarmente, análises comparativas de assembléias em vários habitats usando dados de presença-ausência requerem praticamente uma lista completa para cada área (Graham et al., 2003). O registro é fundamental para a conservação da herpetofauna, bem como de outros grupos animais e plantas (Doan &
Arriaga, 2002; Rocha et al., 2004).
Nos últimos 20 anos, diversos estudos têm mostrado que o sistema de acasalamento dos anuros não é aleatório, podendo ser explicado pela competição entre machos (Arak, 1983) ou por escolha da fêmea (Ryan, 1990). Fêmeas são consideradas um recurso limitante para o sucesso reprodutivo dos machos nos coros reprodutivos, que necessitam de áreas alagadas ou úmidas para o acasalamento e desova (Wells, 1977; Robertson, 1990; Ryan, 1990).
Conservacionistas, planejadores e outros grupos de interesse precisam conhecer onde uma espécie ocorre, e também onde é mais provável sua ocorrência, para que ela possa se beneficiar da proteção de áreas, manejo e monitoramento de habitat (Hazell, 2003). Adicionalmente, a informação do status da espécie - se ela está estável, em declínio geral ou na área - precisa ser descoberto. Espécies sintópicas de anfíbios estão correspondentemente vulneráveis contra as ameaças globais de deflorestamento, drenagem de áreas alagáveis e poluição por resíduos agriculturais. (Gibbons et al., 2000).
Materiais e métodos
Os trabalhos de campo foram realizados durante os meses de outubro de 2004 a agosto de 2005 na fazenda Paraíso, localizada no município de Morrinhos, GO (49°6’25,5”W;
17°43’58,8’S). A área consiste basicamente de pastagens com o declive acentuada, algumas nascentes e riachos circundados por mata de galeria, lagoas temporárias ou permanentes brejos de área aberta e área de pastagens. Em alguns locais de morro existem pequenos enclaves de cerrado sensu stricto. Os diversos ambientes foram amostrados durante o dia, a fim de se determinar os locais de desova para as diversas espécies. Para as observações noturnas, foram usadas lanternas a pilha de luz branca. As informações de campo foram registradas em gravador microcassete Panasonic®, e posteriormente transcritas em caderno de campo. Diversas informações, relativas ao indivíduo observado, foram registradas: data, horário, condições metereológicas, macro e microhabitat, altura do sítio de canto; tipo de comportamento que esta executando e se está interagindo com outros indivíduos.
Para caracterizar inicialmente a distribuição espacial das comunidades, cada paisagem foi classificada de acordo com o macrohabitat e microhabitat; estes foram caracterizados conforme o critério do fácil reconhecimento, de acordo com o microhabitat (como árvore, arbusto, vegetação
emergente, vegetação marginal, margem, vegetação flutuante, riacho, solo, etc). Para a altura do sítio de canto calculou-se a média aritmética e o desvio padrão:
Resultados
Foram registradas 29 espécies de anfíbios anuros de quatro famílias diferentes. Algumas espécies apresentaram o padrão explosivo de reprodução, outras apresentaram padrão prolongado (tabela I)
O número de espécies foi positivamente correlacionado com a temperatura média mensal do ar (R2=0,72; N=11; P<0,05) (Figura 1) e com a precipitação média mensal (R2=0,79; N=11;
P<0,05) (Figura 1) e fracamente com a umidade relativa média mensal (R2=0,60; N=11; P=0,049).
O efeito da umidade relativa média mensal sobre a abundância de anfíbios anuros é muito fraco e facilmente perceptível quando se remove a influência das outras variáveis através de uma regressão múltipla (P>0,05).
Distribuição Espacial
Família Bufonidae (tabela II)
1. Bufo schneideri foi observado se alimentando e vocalizando na margem de lagoas permanentes e temporárias e também nas imediações de currais e habitações humanas.
2. Bufo cf. granulosus foi observado vocalizando em apenas uma ocasião, não vocalizando, próximo a um riacho.
Família Microhylidae (tabela II)
3. Elachistocleis ovalis vocalizava parcialmente submerso em poças permanentes ou temporárias rasas (±10 cm) ou na margem da vegetação que cobriam parte da lagoa.
4. Chiamoscleis albopunctata foi observado vocalizando em apenas uma ocasião, após uma chuva forte vocalizando próximo (±100 cm) à margem de uma poça temporária, sob a vegetação.
Família Leptodactylidae (tabela II)
5. Adenomera sp. vocalizava sempre em áreas secas, em meio a arbustos esparsos, em áreas abertas ou de pastagem.
6. Baricholos ternetzi vocalizava na mata fechada, sobre o folhedo.
7. Leptodactylus fuscus vocalizava na vegetação aberta e no pasto, no chão, não próximo à corpos d’água necessariamente.
8. Leptodactylus labirynthicus vocalizava parcialmente submerso, na margem de corpos d´água grandes (>30 m2), permanentes ou temporários. Vários indivíduos, machos e fêmeas adultos e jovens também foram observados ao redor dos corpos d’água, não vocalizando.
9. Leptodactylus mystaceus vocalizava em matas fechadas, em pequenas galerias (± 5 cm de diâmetro) sob o folhedo.
10. Leptodactylus mystacinus. vocalizava em áreas abertas próximas a corpos d’água, sob a vegetação arbustiva mais exposta.
11. Leptodactylus ocellatus observado em várias ocasiões, não vocalizando, na margem de corpos d’água.
12. Leptodactylus podicipinus vocalizava em áreas encharcadas, na base da vegetação arbustiva onde permanecia uma lâmina d’água.
13. Physalaemus centralis observado em apenas uma ocasião, vocalizando em pequenas áreas encharcadas temporárias, em pequenas depressões naturais do terreno ou em cavidades formadas pelas pegadas do gado.
14. Physalaemus cuvieri vocalizava em pequenas áreas encharcadas temporárias, em pequenas depressões naturais do terreno ou em cavidades formadas pelas pegadas do gado.
15. Physalaemus nattereri vocalizava parcialmente submerso, geralmente após as fortes chuvas, em lagoas temporárias de áreas abertas ou em pequenas poças formadas pela chuva forte (±500 cm2). Também foi encontrado várias vezes se alimentando de cupins, próximo a termiteiros.
16. Pseudopalludicola sp. vocalizava no solo, na margem de lagoas temporárias ou permanentes em áreas abertas.
17. Provavelmente um Leptodactylidae da subfamília Ceratophrynae; espécie vocalizava enterrado, sob o folhedo em mata fechada. Não foi possível sua captura nem identificação precisa.
Família Hylidae (tabela II e III)
18. Hyla albopunctata vocalizava na vegetação arbustiva marginal ou emergente d’água em áreas adjacentes a matas (x =74,11±53,43 cm)
19. Hyla biobeba vocalizava na vegetação arbustiva e em barrancos marginalmente a riachos de mata (x = 244,50± 268,93cm).
20. Hyla jimi vocalizava sobre a vegetação arbustiva na margem de poças temporárias e permanentes, em áreas abertas (x= 43,35±20,06 cm).
21. Hyla lundii foi observada em apenas uma ocasião, não vocalizando sobre uma cerca.
22. Hyla minuta vocalizava no chão e sobre a vegetação arbustiva na margem de poças temporárias e permanentes, em áreas abertas (x =40,41=23,88 ± cm).
23. Hyla raniceps vocalizava no chão e (x =53,0=46,98 ± cm).
24. Hyla soaresi vocalizava no chão e sobre a vegetação arbustiva na margem de poças temporárias (x = 62,00±101,44 cm).
25. Phrynohias venulosa vocalizava na água e sobre a vegetação arbustiva na margem de poças temporárias (x =12,0=26,83 ± cm).
26. Phyllomedusa hipochondrialis vocalizava sobre a vegetação arbustiva na margem de poças temporárias e riachos de fluxo lento, em áreas abertas ou em mata (x =50,88±28,36 cm).
27. Pseudis bolbodactyla vocalizava parcialmente submersa em corpos de água temporários ou permanentes, ancoradas na vegetação flutuante ou emergente nas áreas mais rasas (<20cm profundidade).
28. Scinax fuscomarginatus vocalizava no chão e sobre a vegetação arbustiva na margem de poças temporárias e permanentes, em áreas abertas (x = 45,42±24,35 cm).
29. Scinax gr. rubra vocalizava no chão e sobre a vegetação arbustiva na margem de poças temporárias (x=35,11= ±43,48 cm) e também nas imediações de currais e habitações humanas.
A maioria das espécies (82,76%) foi encontrada em área aberta. Menos da metade das espécies de área aberta são exclusivas desses ambientes (42,82%). Nenhuma espécie foi encontrada exclusivamente nas áreas de borda de mata. Mais da metade (57,14%) das espécies que ocorrem nas matas são exclusivas desses ambientes.
Discussão
As espécies encontradas na Fazenda Paraíso são, em sua maioria, típicas de formações abertas (Colli et al., 2002). O isolamento de poças pode ser um fator determinante na dinâmica populacional de algumas espécies, independente de sua qualidade (Marsh et al., 1999, 2000;
Bradford et al., 2003). Algumas espécies possuem necessidades específicas para os locais de desova, alimentação e corte (Robertson, 1990; Ryan, 1990). Já os girinos possuem necessidades bem diferentes dos adultos quanto a nutrição e microambientes (Eterovick & Sazima, 2000), diferentes estruturas de poças temporárias e permanentes, fluxo e qualidade da água, predação e isolamento contribuem para a composição de espécies em um dado amb iente (Thurnheer & Reyer, 2000; Barnett, & Richardson, 2002).
Em nosso estudo, as espécies associadas a habitats aquáticos permanentes (riachos, poças) também apresentaram distribuição sazonal mais longa. Fatores abióticos são os principais reguladores dos padrões de atividade de animais ectotérmicos, como a distribuição sazonal de anfíbios anuros (Hofer et al., 1999).
Conclusões
1. A maioria das espécies da área de estudo sincronizou a reprodução com a estação chuvosa.
2. Os padrões espacial e temporal observados nessa taxocenose parecem refletir tanto fatores ecológicos como restrições históricas.
3. As espécies estudadas apresentaram graus diversos de partilha de recursos, embora não tenha sido possível quantificar alguns desses fatores (dieta, vocalização, etc)
4. Ainda são necessários estudos que avaliem a dinâmica temporal e detalhes da utilização de microambientes para vocalização e ovoposição nessa assembléia de anfíbios anuros.
Tabela I – Distribuição sazonal da atividade de vocalização das espécies de anuros na área de estudo (NV=registrado na data, porém não-vocalizante).
Espécies Out Nov Dez Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set
qtde Bufonidae
1 Bufo ocellatus NV X
2 Bufo schneideri NV NV NV NV NV NV NV NV NV X X X
Hylidae
3 Hyla albopunctata X X X X X X X X X X X
4 Hyla biobeba X X X X X X X X X X X
5 Hyla jimi X X X X X X X
6 Hyla lundii NV
7 Hyla minuta X X X X X X X X X X X X
8 Hyla raniceps X X X NV
9 Hyla soaresi X X X
10 Phrynohias venulosa X X
11 Phylomedusa hipochondryalis X X X X X X X X
12 Pseudis bolbodactyla X X X X X X NV X X NV X
13 Scinax gr. rubra X X X X X NV
14 Scinax fuscomarginatus X X X X X
Leptodactilydae
15 Adenomera sp. X X X X X
16 Baricholos ternetzi X X X X
17 Leptodactylus fuscus X X X X X NV NV X
18 Leptodactylus labirynthicus X X X X NV NV X X
19 Leptodactylus mystaceus X X X
20 Leptodactylus mystacinus X
21 Leptodactylus ocellatus NV NV NV NV NV NV
22 Leptodactylus cf. podicipinus X X X
23 Physalaemus centralis X
24 Physalaemus cuvieri X X X X X X X
25 Physalaemus nattereri X X X X X X NV NV NV
26 Pseudopalludicola sp. X X X X X X NV X
27 Leptodactylidae sp1 X
Microhylidae
28 Chiasmocleis albopunctata X
29 Elachistocleis ovalis X X X
Total 17 17 18 22 12 11 7 3 4 5 5 13
Figura 1- Relação entre o número de espécies (N), a precipitação (P) e temperatura (T). Período de estudo (vide texto).
Figura 2 – Altura do sítio de vocalizações dos hilídeos arborícolas da área de estudo.
0,00 10,00 20,00 30,00 40,00 50,00 60,00 70,00 80,00 90,00 100,00
H. albopunctata H. biobeba
H. jimi H. minuta
H. ranicepsH. soaresiP. venulosa P. hipocondrialis
S. fuscomarginatus S. gr. rubra
Espécies
Altura (cm)
0 5 10 15 20 25
Out Nov Dez Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago 0 5 10 15 20 25 30 350 300 250 200 150 100 50
N P T
mm °C
N
Meses do período de estudo
400
Tabela II – Estratificação horizontal das espécies de anuros nos microambientes da área de estudo.
Legenda: pp=poça permanente ; pt=poça temporária ; s = solo; r = riacho; rcl = riacho de curso lento.
Vegetação aberta/pasto Borda Mata
Espécies pt pp s rcl pt s pp pt r s
N° Bufonidae
1 Bufo ocellatus X
2 Bufo schneideri X X
Hylidae
3 Hyla albopunctata X X X X
4 Hyla biobeba X
5 Hyla jimi X X
6 Hyla lundii X
7 Hyla minuta X X X X
8 Hyla raniceps X
9 Hyla soaresi X
10 Phrynohias venulosa X X
11 Phylomedusa hipochondryalis X X
12 Pseudis bolbodactyla X
13 Scinax gr. rubra X X
14 Scinax fuscomarginatus X X
Leptodactilydae
15 Adenomera sp. X X
16 Baricholos ternetzi X
17 Leptodactylus fuscus X
18 Leptodactylus labirynthicus X X X X
19 Leptodactylus mystaceus X
20 Leptodactylus mystacinus X
21 Leptodactylus ocellatus X
22 Leptodactylus podicipinus X X
23 Physalaemus centralis X
24 Physalaemus cuvieri X X X X
25 Physalaemus nattereri X X
26 Pseudopalludicola sp. X X
27 Leptodactylidae sp1 X
Microhylidae
28 Chiasmocleis albopunctata X
29 Elachistocleis ovalis X X
Total 24 9 7
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