História da Espetáculo
Aula I
Profa. Dra. Lígia Tourinho
ligiatourinho
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LIGIATOURINHO/DISCIPLINAS/DISCIPLINA1
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Data Atividade
18/08 Semana integração acadêmica
25/08 Apresentação da disciplina/ Introdução à análise crítica ea teoria dos gêneros
1/09 Artes da Cena: da Pré-história à Antiguidade
8/09 Antiguidade: os dramaturgos trágicos.
15/09 – questão Video: Fragmento de As Bacantes – Teatro Oficina.
22/09 - avaliação 1 A Arte Poética de Aristóteles
29/09 As Artes da Cena da Idade Média ao Renascimento:
06/10 Do renascimento ao drama-moderno
06/10
13/10 - questão Documentário sobre a vida de B. Brecht.
20/10 - avaliação 2 As Artes da Cena do início no séc XX: Vanguardas Russas e o Teatro Épico.
27/10 As Artes da Cena do início no séc XX: Rudolf Laban e a Dança Teatro (exibição de videos).
3/11 As Vanguardas Artísticas. Artaud e o Teatro da
Crueldade.
10/11 Os conceitos de partitura. A Antropologia Teatral (exibição de videos).
17/11 – questão Das vanguardas ao Happening, Performance e Body Art: O paradigma pós-dramático.
24/11 - avaliação 3 + semanário Cena Contemporânea – América Latina
Avaliação:
Semanário de espetáculos (4.0 pontos).
3 análises críticas – 1 por unidade. (assistir a 3 espetáculos profissionais ou universitários) (1.0 ponto cada).
3 questões: Refletir, escrever e
entregar.(máximo 1 lauda, escrito a mão) (1.0 ponto cada)
Espetáculo
“É espetáculo tudo o que se oferece ao olhar. `O espetáculo é a categoria universal sob as espécies pela qual o mundo é visto’ (Barthes, 1975: 179). Este termo genérico aplica-se à parte visível da peça (representação), a todas as formas de arte da (representação), a todas as formas de arte da representação (dança, ópera, cinema, mímica, circo, etc.) e a outras atividades que importam uma participação do público (esportes, ritos, cultos, interações sociais), em suma, a todas as cultural performances das quais se ocupa a etnocenologia”
(PAVIS, 2003, p. 141).
“O dramaturgo é a figura mais importante do teatro eterno, do teatro que vai além de uma teatro eterno, do teatro que vai além de uma única geração” (GASSNER, 1997, p. XXII).
Dramaturgia
Arte de fazer dramas.
Arte (techne, do grego: ofício, habilidade, arte).
Drama: ação.
Para Gassner (1997) o drama surge dos primeiros esforços humanos em dominar o mundo visível e invisível, a oposição entre morte e vida. Para Lang (2000) se relaciona ao fogo da vida. Princípio dinâmico do drama:
Conflito.
Para Pavis, (2005) drama pode significar gênero oposto à comédia associado ao drama psicologizado, mas seu sentido geral refere-se a poema dramático, texto escrito para diferentes papéis e de acordo com uma ação conflituosa.
Classificação das obras literárias por gêneros e traços estilísticos. Origem em Sócrates Livro 3 e na República do Platão (Épico – relato do poeta, Ditirambo. Lírico e Dramático – o poeta desaparece e dá voz ao do Platão (Épico – relato do poeta, Ditirambo. Lírico e Dramático – o poeta desaparece e dá voz ao personagem).
Rosenfeld (1997) aborda a Teoria dos Gêneros em suas acepções substantivas e adjetivas (texto para leitura na xerox – ROSENFELD, A. O teatro épico. São Paulo:
Perspectiva, 1997).
Videos
Kazuo Ohno - The Written Face
http://youtu.be/ACms__4Y2mU
Martha Graham Night Journey Clip for DGC
http://youtu.be/fFNsKeMbW20
Acepção adjetiva lírica
Acepção adjetiva dramática
A Sagração da Primavera - Pina Bausch http://youtu.be/8WYS1LS1oos
Acepção adjetiva épica
Retrospectiva Histórica
Das primeiras civilizações ao fim da sociedade greco-romana.
O início do cristianismo, seu período de instauração e o surgimento e desenvolvimento do drama moderno e da dança cênica.
do drama moderno e da dança cênica.
As duas grandes guerras mundiais, a corrida tecnológica e o início da pós-modernidade.
Análise de espetáculos:
Teatralogia e Teoria dos Gêneros.
Gêneros.
Lígia Tourinho
Análise do Espetáculos
Sugestão de leitura: PAVIS, P. A análise dos espetáculos. São Paulo: Perspectiva, 2003.
Balanço da pesquisa em análises de espetáculos:
Espectador – realiza uma análise ipso facto.
Espectador – realiza uma análise ipso facto.
Diderot – 1758 – Sobre a Poesia Dramática.
Lessing – 1767 – A Dramaturgia de Hamburgo.
Brecht – retomada da tradição do dramaturg (conselheiro literário e teatral do encenador, dramaturgista).
França: Roland Barthes e Bernard Dort.
Por uma análise de espetáculos:
Encenação: conceito abstrato e teórico que reúne as opções que o encenador tomou enquanto objeto empírico.
Espetáculo – o espetáculo em sua materialidade e a situação concreta da sua materialidade e a situação concreta da sua enunciação.
Linguagem espetacular: polifônica.
A arte teatral é “materialista”: O que ela diz é que não há pensamento sem corpo; o teatro é corpo, e o corpo é primordial e expressa o desejo de viver (UBERSFELD, 2005, p. 190).
Um espetáculo não é um livro, um quadro, um discurso, mas uma duração, uma dura prova discurso, mas uma duração, uma dura prova para os sentidos: Isso quer dizer que dura, cansa, que todo esse barulho é duro para nossos corpos. Tem que sair de lá exausto, tomados por uma garganta inextinguível e maravilhosa (NOVARINA, 2005, p. 15).
Análise de espetáculos (não é um dos termos mais bem sucedidos): “Analisar é decompor, cortar, fatiar o continuum da representação em camadas finas ou em unidades em camadas finas ou em unidades infinitesimais” (PAVIS, 2003, p. 4).
Para se ter a experiência estética de um espetáculo de circo, de uma performance ou simplesmente de uma encenação que usa muitos materiais, é preciso se deixar impressionar por sua materialidade, não procurar lhes atribuir um sentido. É o que fazem naturalmente as crianças e aqueles que assistem a um espetáculo que pertence a uma outra tradição que não sua. Assim, a tendência atual para a análise de espetáculos é para um tendência atual para a análise de espetáculos é para um retornar às realidades materiais e concretas da cena, um retorno dessublimado ao corpo da representação, o que rompe com a idéia abstrata da encenação como sublimação do corpo cênico, como esquema abstrato ideal (PAVIS, 2003, P. 15).
A questão fundamental da análise é saber para quem e com qual meta
a efetuamos e que método será bem adaptado para isso
bem adaptado para isso
(PAVIS, 2003, p. 21).
Os instrumentos para análise
Descrição verbal.
Tomada de notas.
Questionários (Ubersfeld, Helbo, Pavis).
Documentos outros.
Documentos outros.
Exemplos de análises críticas
Link:
https://sites.google.com/a/eefd.ufrj.br/grupo- de-pesquisa-em-dramaturgias-do-
corpo/home
Bibliografia
GASSNER, J. Mestres do Teatro I. São Paulo: Perspectiva, 1997.
LANG, P. Dramaturgia Del Bailarín. México: INBA/ Cenidi-Danza/ Escenología, 2000.
NOVARINA,V. Carta aos Atores. Rio de Janeiro: 7 Letras, 2005.
NORA, Sigrid (org). Temas para a Dança Brasileira. São Paulo:
SESCSP, 2010.
SESCSP, 2010.
PAVIS, P. A análise dos espetáculos. São Paulo: Perspectiva, 2003.
TOURINHO, L. Dramaturgias do Corpo: protocolos de criação das Artes da Cena.
Doutorado em Artes. Instituto de Artes/ Unicamp. Campinas: Unicamp, 2009.
UBERSFELD, A. Para Ler o Teatro. São Paulo: Perspectiva, 2005.