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À DESCOBERTA DE LEIRIA!

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Academic year: 2021

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À DESCOBERTA

DE LEIRIA!

(2)

Ficha técnica

Câmara Municipal de Leiria

Divisão de Ação Cultural, Museus e Biblioteca Divisão de Juventude e Educação

Vereador da Cultura, Desporto e Turismo Gonçalo Lopes

Vereadora da Educação e Juventude Anabela Graça

Coordenação de Projeto

Ana Santos Ferreira

Textos

Isabel Brás

Revisão

David Arede

Design

Samuel Ramos

(3)

Índice

INTRODUÇÃO ... 03

Onde fica A sua História e os seus protagonistas ... 10

O que visitar ... 13

O que fazer (serviços educativos) ... 17

CASTELO DE LEIRIA Onde fica ... 21

A sua História e os seus protagonistas ... 23

O que visitar ... 33

O que fazer (serviços educativos) ... 36

m|i|mo – MUSEU DA IMAGEM EM MOVIMENTO Onde fica ... 40

A sua História e os seus protagonistas ... 42

O que visitar ... 49

O que fazer (serviços educativos) ... 54

CENTRO DE INTERPRETAÇÃO DO LAPEDO ... 08

... ... ... BIBLIOTECA MUNICIPAL AFONSO LOPES VIEIRA Onde fica ... 57

A sua História e os seus protagonistas ... 59

O que visitar ... 68

O que fazer (serviços educativos) ... 71

MOINHO DO PAPEL Onde fica ... 74

A sua História e os seus protagonistas ... 76

O que visitar ... 85

O que fazer (serviços educativos) ... 88

AGROMUSEU MUNICIPAL DONA JULINHA Onde fica ... 92

A sua História e os seus protagonistas ... 93

O que visitar ... 107

O que fazer (serviços educativos) ... 111

SERÁ QUE AINDA SE LEMBRAM? ... 117 ...

...

...

(4)

Introdução

O Dinis e a Isabel dormitavam à sombra de um frondoso carvalho, ao fundo

1

do quintal da avó Luísa.

Sempre que vinham da escola, depois de uma apetitosa merenda

(arranjada com aquele toque especial que as avozinhas sabem dar) e feitos os TPC's, muito gostavam aqueles dois petizes de ir explorar as hortas e o pomar, que se estendiam nas traseiras da casa dos avós!

Adoravam observar os bichinhos pequeninos, como as formigas, seguindo

com curiosidade o seu laborioso esforço de recolha e transporte de

alimentos para o formigueiro.

(5)

e os enormes ramos, dominando todo o quintal.

Subitamente, despertaram com um ruído de folhas a serem pisadas

por uns pés pesados. Qual não foi o seu espanto, quando viram diante

de si um ancião de longas barbas brancas muito sorridente. Quem

seria? Não sentiram qualquer receio, porque lhes pareceu alguém

familiar.

(6)

(2) Qualquer semelhança com o famoso mago de Avalon é pura coincidência. Não usa uma longa túnica,

nem um chapéu pontiagudo. É verdade que lembra um pouco o Mestre de Il était une fois ... l'homme, com uns pozinhos de Gandalf, e mais ainda de Old Sage. Mas é essencialmente um velhinho simpático,

personagem favorita de um jogo que costumavam partilhar na consola, somente um pouquinho de tempo antes do jantar.)

- Olá Dinis e Isabel! Estão bons? Que fazem? Querem acompanhar-me numa viagem inesquecível?

- Boa! – (responderam eles entusiasmados) – ainda temos umas horas até os

nossos pais nos virem buscar. Para onde nos levas?

(7)

da Cápsula e viajaremos por fascinantes locais… Lá encontraremos uns fantásticos espaços para visitar e imensas coisas interessantes acerca deles havemos de descobrir. Vamos explorar a história da cidade e da região.

- E que espaços fantásticos são esses, que existem na nossa cidade e na nossa região? – (perguntou, intrigado, o Dinis.)

- Ouvimos dizer que Leiria tem grandes maravilhas, mas ainda conhecemos

muito poucas – (acrescentou a Isabel.)

(8)

damos um saltinho ao m|i|mo – museu da imagem em movimento.

Descemos até à Biblioteca Municipal Afonso Lopes Vieira, fazemos um passeio à beira do Rio Lis e paramos no Moinho do Papel. Finalmente, saímos um pouco da cidade e terminamos a nossa aventura no Agromuseu Municipal Dona Julinha. Que tal?

- Viva! – (Gritaram alegres as crianças) – Podemos ir agora?

- Andemos, num ápice ao nosso destino!

(Firmaram as mãos no bastão de Merlino e puf… desapareceram no ar.)

(9)

Onde fica?

(Puf… os nossos três amigos reapareceram no Vale do Lapedo.)

- Impressionante! – (exclamou Dinis, estupefacto com o que estava a contemplar)

Que sítio tão fascinante, cheio de vegetação! Olha aquelas rochas! têm umas formas tão esquisitas… Onde estamos nós?

DO ABRIGO DO LAPEDO

(10)

- O que estás a ver ali é o Vale do Lapedo. – Aqui, onde nos encontramos, chama-se Carrasqueira, que pertence à freguesia de Santa Eufémia.

Vamos visitar o Centro de Interpretação do Lapedo. Para cá chegar apanha-se a Estrada Nacional n.º 350, passa-se pelas localidades de Andrinos e Quintas do Sirol e segue-se em direção à Caranguejeira, até chegar ao café e garrafeira “Vista do Lapedo “.

Possui as seguintes coordenadas GPS:

(respondeu Merlino)

o o

39 45’29.00’’N 8 43’53.00’’W.

(11)

A sua História e os seus protagonistas

- Porque é que este sítio é tão importante? – (perguntou a Isabel.)

- O Vale do Lapedo – (explicou Merlino) – já pela beleza natural, com a sua configuração

e características geológicas especiais, assim como o tipo de vegetação e animais

que nele habitam, tem vindo a motivar o interesse das pessoas. Após 1998, esse

interesse aumentou, pois ocorreu aqui uma das maiores descobertas arqueológicas

dos últimos tempos, no nosso país, e com grande impacto mundial.

(12)

- Que descoberta foi essa? – (inquiriu o Dinis, cheio de curiosidade.)

- Em dezembro de 1998, através da verificação de uma suspeita de vestígios, numa toca de coelho, foram encontrados ossos humanos cobertos com ocre (pigmento natural). Os arqueólogos iniciaram as escavações e depararam com uma sepultura datada do Paleolítico Superior (40.000 a 10.000 anos AP = Antes do Presente) , a primeira do género na Península Ibérica.

- Ó Merlino, o meu cão todos os dias descobre ossos no nosso quintal e até ao momento ninguém lhe deu muita importância! – (disse a Isabel, a rir)

– Porque são estes tão importantes para os arqueólogos?

(13)

- A investigação dos arqueólogos permitiu concluir que as ossadas tinham mais de 24.500 anos, revelando características anatómicas de uma criança com cerca de 4 anos e muito provavelmente resultante de uma mistura entre o homem moderno e o nosso último antepassado europeu, o Homem de Neandertal. Sabem outra coisa interessante sobre esta criança? – (questiona o Merlino.)

- Querem ver que o ursinho de peluche estava a dormir com ela! – (alvitrou o Dinis.)

- Oh Dinis! Andas lá próximo – (disse o Merlino) – sabes, é que junto à criança foram encontradas ossadas de um láparo (coelho juvenil) . O que é que isto pode significar?

Não se sabe ao certo, mas podemos imaginar que a família quis que permanecesse

junto desta criança algo querido e protetor.

(14)

O que visitar

- Merlino, o que é que podemos ver dentro destas “casinhas” do Centro de Interpretação? – (questionou a Isabel, intrigada.)

- Hum… vejamos… - (respondeu Merlino) - na entrada do primeiro módulo

encontramos o atendimento e a pequena loja; depois passamos por um corredor,

onde podemos visualizar o enquadramento natural do Vale do Lapedo, isto é,

ficamos a conhecer a fauna e a flora existente no vale. Também ficamos com uma

melhor ideia do tempo que decorreu desde a primeira ocupação humana do local

até ao período final do Paleolítico, através de uma barra cronológica.

(15)

Seguimos para o segundo módulo, onde encontramos vários painéis que ilustram o

processo de escavação e análise do esqueleto do “menino do Lapedo”, bem como

uma réplica da cabeça da criança e a réplica do próprio esqueleto, no seu contexto de

enterramento. Voltamos ao primeiro módulo, para ver uma segunda parte, que

mostra os materiais recolhidos na escavação arqueológica e a réplica de uma lareira

de tratamento de peles de animais e o seu desmanche.

(16)

- E podemos ver o Vale daqui? – (interrogou o Dinis, que ficara impressionado com o primeiro vislumbre daquele lugar “mágico”, que lhe pareceu saído de um livro de aventuras.)

- Claro que sim – (responde Merlino) – seguindo por um caminho próprio, entre aquela

vegetação, vais encontrar um belíssimo miradouro, donde consegues avistar grande

parte do vale. Vamos lá?

(17)

- Sim – (disseram as crianças)

– Olha tão bonito! O que são aquelas aberturas na rocha que vemos por todo vale?

- Ah! – (replicou Merlino) – são diversas cavidades formadas pela erosão da rocha

calcária, por ação da água e pela deposição de sedimentos. Por isso é que o vale se

chama Lapedo, por causa destas inúmeras lapas, as quais serviam de abrigo,

sobretudo para as comunidades dos caçadores-recoletores da Pré-História.

(18)

O que fazer (serviços educativos)

(O sábio, de repente e para grande espanto dos pequenos, exibe o seu IPAD.)

- Qual é o vosso espanto? Lá por ser velhote não posso ter o meu IPADzinho?!

Ora então vamos cá ver na página eletrónica da Câmara Municipal de Leiria, em

www.cm-leiria.pt, qual o programa que o serviço educativo do CIALV (Centro de

Interpretação do Abrigo do Lagar Velho) tem para oferecer…

(19)

É fácil deixarmo-nos envolver pela “magia” do Vale do Lapedo. É um lugar de comovente beleza e mistério. No Centro de Interpretação do Lapedo abre-se a porta para a compreensão da sua Geologia e Pré-História, proporcionando informações sobre o enquadramento natural do vale e a ocupação humana do sítio arqueológico Abrigo do

SERVIÇOS EDUCATIVOS

CENTRO DE INTERPRETAÇÃO DO LAPEDO

CONTACTOS

Carrasqueira

|

2420 Santa Eufémia Tel.: 244 839 677

Casa dos Pintores

|

Oficina Municipal de Arqueologia

(20)

Visita guiada, com indicação dos sítios arqueológicos mais relevantes, onde se apresentam métodos de trabalho em arqueologia, o resultado de alguns trabalhos desenvolvidos e o seu contributo para o conhecimento da história da ocupação humana na região.

Apresenta-se o modo de vida dos grupos de caçadores do Paleolítico Superior, especialmente quando estes têm uma relação crucial com o seu meio ecológico, como é o caso das populações de caçadores-recolectores do Paleolítico Superior, que habitaram o Vale do Lapedo.

Destinatários:

Pré-escolar, 1º, 2º e 3º CEB, Secundária Participantes:

Mínimo 12, máximo 25.

Abertura e visitas guiadas por marcação prévia Duração:

40 minutos

Destinatários: 1º, 2º CEB

Participantes: mínimo 12, máximo 25 Por marcação prévia

Duração: 45 minutos

Destinatários: 1º, 2º, 3.º CEB Cidadãos invisuais e amblíopes Participantes: mínimo 12, máximo 25 Por marcação prévia

Duração: 45 minutos

Destinatários: pré-escolar, 1º e 2º CEB Participantes: mínimo 12,máximo 25 Por marcação prévia

Duração: 45 minutos

ARQUEOLOGIA EXPERIMENTAL – PROSPEÇÃO ARQUEOLÓGICA

Esta oficina compreende uma componente teórica de enquadramento, apresentada numa perspetiva lúdico-pedagógica. Posteriormente, a participação em atividades práticas de Arqueologia, nomeadamente, simulação de prospeção arqueológica e estudo de materiais arqueológicos (arqueologia experimental), determina a relação com os sítios arqueológicos do Vale do Lapedo (Geográfica e Ambiental).

ARQUEOLOGIA TÁTIL EXPERIMENTAL *

A oficina desenvolve-se num ambiente adaptado às necessidades dos participantes, mediante a disponibilização de objetos com diferentes características, associáveis a diferentes cronologias e enquadrados na evolução tecnológica humana. Os objetos disponibilizados e manuseados pelos participantes integram-se em diferentes grupos de materiais: pedra, madeira, osso e peles, com especial relação com as atividades identificadas no Abrigo do Lagar Velho. Os materiais apresentam diferentes texturas, formas e decorações. Através destes pressupostos, os participantes podem tirar ilações quanto ao objetivo e utilização das peças.

RISCOS E RABISCOS: A ARTE NA PRÉ-HISTÓRIA *

O conceito de arte aplica-se aqui a um vasto conjunto de formas, que testemunham comportamentos simbólicos e sociais dos caçadores paleolíticos. Procura-se relacionar o conhecimento do comportamento animal com o estudo da arte dos caçadores do Paleolítico Superior europeu, considerando-se que o conhecimento do comportamento e morfologia dos animais permite uma melhor compreensão do modo de vida, costumes e manifestações artísticas das populações humanas, especialmente quando estas têm uma relação crucial com o seu meio ecológico, como é o caso das populações de caçadores-recolectores do Paleolítico Superior, que habitaram o Vale do Lapedo e a bacia do Lis.

OFICINAS PEDAGÓGICAS

OUTROS SERVIÇOS

TABELA:

Visitas guiadas:

gratuito

(21)

- Claro! Crianças, agarrem-se de novo ao bastão e a Cápsula levar-nos-á ao próximo destino. Qual é? Lembram-se? – (pergunta o Merlino.)

- O Castelo de Leiria! Será que os reis estão à nossa espera? – (responderam em coro.)

(22)

Onde fica?

(Puf… os nossos três amigos reapareceram na Rua do Castelo, em Leiria.)

- Olhem, ali fica o Castelo, com as suas portas de entrada, ao cimo desta rua, em pleno centro da cidade – (apontou Merlino) – Majestoso, não é? É o símbolo e o orgulho de Leiria.

- Oooohhhh – (exclamaram as crianças, maravilhadas) – como é grande e bonito!

(23)

- Mas, se os pais ou os professores dos meninos, que não viajam na Cápsula, os quiserem trazer para uma visita, o que podem fazer para chegar até aqui? –

(questionaram as crianças.)

- É fácil, com o Castelo lá no alto, basta percorrer as ruas na sua direção.

Coordenadas GPS:

39 44’51.00’’N 8 48’31.00’’W.

o o

(24)

A sua História e os seus protagonistas - Porque é que o castelo fica tão alto? – (perguntou a Isabel.)

- O castelo foi erigido neste morro de “dolerito ofítico” – (explicou Merlino) - Eu sei, é um nome um pouco difícil para ti, Isabel, e para o mano também, porque sois crianças.

Mas é como os adultos chamam ao tipo de rocha de que é formada esta elevação no terreno. Construir uma fortaleza num sítio alto era importante para defender o território e os seus habitantes. Daqui de cima podia ver-se tudo em volta, até muitos quilómetros de distância. Assim, se as sentinelas avistassem tropas inimigas a aproximarem-se, tinham mais tempo para avisar os soldados e assim mais possibilidades de resistirem aos ataques dos invasores. Também as pessoas que

viviam nas imediações podiam

refugiar-se dentro das muralhas

e do próprio castelo.

(25)

- E além de tudo, as vistas da cidade, do rio e das paisagens em redor são maravilhosas!

– (acrescentou o Dinis, encantado.)

- Tão maravilhosas que encantaram muitos outros povos, que contribuíram para a fixação de pessoas nesta zona, desde a Pré-História recente. – (comentou o Merlino.)

- Mas quando é que este castelo foi construído? – (questionou a Isabel.)

-Começou por ser uma fortaleza militar e foi edificado por volta de 1135, ano que

marca a fundação de Leiria. Foi diversas vezes atacado e tomado pelos muçulmanos,

como aconteceu pelo menos em 1137, 1140 e 1144, e reconquistado pelos soldados

cristãos do rei D. Afonso Henriques. Este primeiro rei de Portugal concedeu Carta de

Foral a Leiria em 1142. Psiu……

(26)

- Parece-me que estou a ver alguém chegar perto. Ah! mas é o valoroso D. Paio Guterres, primeiro alcaide-mor de Leiria! – (sussurrando para os pequenos) – acho que liguei, sem querer, o botão da Cápsula para viagens no tempo e regressámos a 1137.

Bom dia, D. Paio, como tem passado? Parece muito satisfeito. Que aconteceu? –

(questionou Merlino.)

- Depois de passarmos por grandes aflições, por causa da investida dos mouros, e ficando aqui sitiados durante vários dias, conseguimos aguentar e repelir esses infiéis

– (respondeu o alcaide, limpando o suor que lhe escorria pelo rosto queimado do sol.)

(27)

- Bem vejo, deve ser um alívio grande para si e seus bravos soldados – (retorquiu Merlino.)

- Nem me fale! Estamos exaustos, mas muito contentes com esta vitória – (volveu D. Paio) – Agora, se me dão licença, estou com um pouco de pressa, tenho de ir escrever uma mensagem e enviar as boas notícias a el-rei D. Afonso Henriques. Adeus.

- Adeus D. Paio, boa sorte – (despediu-se Merlino. Voltando-se para as crianças, baixou a voz dizendo com ar sério) – Pobre D. Paio, desta vez escapou, mas no ataque de 1140 as coisas vão correr menos bem. Ele será feito prisioneiro e morrerão 250 cavaleiros.

- Que horror! – (exclamou a Isabel.)

(28)

- Que outros reis, além do D. Afonso Henriques, estiveram aqui? – (interessou-se o Dinis.)

- Naqueles tempos – (respondeu Merlino) - os reis deslocavam-se frequentemente com

a sua corte, pelas diversas vilas do seu reino. Leiria alojou, com mais frequência, reis

como D. Afonso III e D. Dinis. A sua rainha, D. Isabel de Aragão, sabem… a Rainha

Santa da famosa lenda do milagre das rosas? Pois ela, decerto, acompanhou o “Rei

Lavrador” mas, quando passou a ser senhora de Leiria, raras vezes residiu aqui. Acho

que preferia os seus paços reais em Monte Real e, após a morte do rei, fixou-se em

Coimbra, mais propriamente em Santa Clara-a-Velha.

(29)

Também os reis – (continuou Merlino) - D. Afonso IV, D. Pedro I e D. Fernando residiram em Leiria. Na época ainda não existia no castelo um palácio real, por isso ficavam instalados nos antigos Paços de São Simão, que existiram no sítio onde hoje se encontra o edifício do Comando da PSP de Leiria, ali em baixo, no Largo de São Pedro.

Neles, ou junto deles, realizaram-se as célebres Cortes de Leiria de 1254, que

reuniram pela primeira vez os representantes dos três estados sociais: a nobreza, o

clero e o povo. Também se realizaram aqui as Cortes de 1372 e 1376.

(30)

D. Afonso Henriques D. Afonso III D. Afonso IV

O Conquistador O Bolonhês Poeta Bravo

D. Afonso Henriques

Reinado: 128 185

Fundação de Leiria em 1135.

Recebe carta de foral em 1142.

1 - 1

D. Afonso III

Reinado: 245 1279

Cortes - Em 1254, o rei reúne em Leiria uma cúria em que estão representados as três ordens.

1 -

D. Dinis

Reinado: 279 1325

I i nou a

ampliou o Pinhal de Leiria.

Grande Poeta.

1324 – Manda construir a Torre de Menagem atual.

1 -

mpuls o agricultura e

D. Afonso IV

Reinado: 325 1357

Filho de D. Dinis, c

plantação do Pinhal de Leiria e recupera as muralhas do castelo.

1 -

onclui a

D. Dinis

Reis de Portugal

(31)

D. Fernando D. Pedro I

O Formoso O Justiceiro

D. Fernando

Reinado: 67 83

1372 - Reun as cortes procede à reparação da cintura de defesa da povoação.

13 - 13

e e

D. Pedro I

Reinado: 57 67

Conhecido pela sua relação com Inês de Castro.

13 - 13

D. João I

O da Boa Memória

D. João I

Reinado: 85 433

1411 - Concede alvará régio para Paio Guterres produzir papel, no Moinho de Papel de Leiria.

13 - 1

Reis de Portugal

Par a R es taur o

(32)

- E também vinham os príncipes e as princesas? – (perguntou a Isabel.)

- É de esperar – (disse Merlino) - que os filhos e as filhas destes monarcas e de outros que

se lhes seguiram acompanhassem igualmente os pais. Até se fala de uma princesa

Zara, que, diz a lenda, era filha de um velho mouro, guardião do castelo, depois de os

muçulmanos o terem conquistado aos cristãos. Um dia, enquanto estava à janela, a

linda princesa viu algo estranho: o mato deslocava-se de um lado para o outro e

aproximava-se do castelo. Ela perguntou ao pai se o mato andava, ao que ele

respondeu que sim, se o levassem. E de facto, o mato estava a ser levado pelos

soldados do rei D. Afonso Henriques, que assim disfarçados conseguiram retomar o

castelo. Da princesa Zara e do seu pai ninguém mais ouviu falar…

(33)

- Que história tão engraçada – (disse o Dinis) E que mais nos contas sobre o castelo?

- Lamentavelmente – (prosseguiu Merlino) - o castelo viria a sofrer diversas destruições,

ao longo de séculos, por causa de guerras e outras situações. Por exemplo, no século

XVIII a população vinha aqui e retirava pedras do castelo para as suas casas. E assim,

no século XIX, este já se encontrava em ruínas. Felizmente que no século seguinte,

por iniciativa de pessoas como o Arquiteto Ernesto Korrodi e Tito de Sousa Larcher, o

Estado viria a realizar obras de recuperação no castelo, entre 1916 e 1933, sob a

direção de Korrodi. Graças a isso, hoje podemos admirá-lo em todo o seu esplendor,

apesar de algumas partes já não serem originais.

(34)

O que visitar

- O que podemos ver no interior do Castelo? – (quis ainda saber o Dinis.)

- Depois de passarmos – (explicou Merlino) - as Portas da Albacara, a entrada principal para o castelo, encontramos a Casa da Guarda, onde agora se localiza a receção, bilheteira e loja. Ao subir por uma escadaria chegamos à Porta da Buçaqueira - Torre dos Sinos, que no século XIII serviu como local de criação ou de guarda de falcões, açores e gaviões usados nas caçadas. Passamos depois pela Igreja de Santa Isabel da Pena, a primeira igreja a ser fundada em Leiria, na década de 1140, por iniciativa de D.

Dinis Anaia, prior da Sé de Coimbra, e entregue aos Cónegos de Santa Cruz de Coimbra.

(35)

As , anexas à igreja, mostram o local onde residia o vigário crúzio e outros cónegos e clérigos, ou seja, os padres que prestavam serviços religiosos e tomavam conta da igreja. Do lado oposto, próximo da igreja, erguem-se os Paços Novos, ou o palácio real, com a sua formosíssima galeria e os seus torreões, mandados construir por D. Dinis no século XIV, pelo que o seu brasão foi lá colocado.

Ruínas da Colegiada

(36)

A , estrutura central do castelo medieval com funções militares, sofreu obras de reforma em 1324, por ordens de D. Dinis. Do seu alto avista-se toda a cidade e arredores. Atualmente possui, no seu interior, um núcleo museológico (um

pequeno museu) , que mostra alguns objetos ali encontrados em escavações arqueológicas, realizadas em 1996, e réplicas de armamento da época medieval.

Perto da torre, num pano da muralha, encontramos a porta da traição, onde se crê que entraram sorrateiramente os muçulmanos, numa das tomadas do castelo. Finalmente, podemos ver as antigas cisternas do castelo, onde se armazenava a água.

torre de menagem

(37)

O que fazer (serviços educativos)

– Merlino, além de visitar todas essas coisas curiosas, que mais podemos fazer no Castelo? - (questionou o Dinis.)

(O sábio exibe de novo o seu IPAD e responde) - Há imensas atividades, como visitas guiadas,

oficinas pedagógicas, exposições temporárias, celebrações de Dias Comemorativos

ou efemérides, ações de formação e workshops.

(38)

Uma das “glórias” de Leiria, como o carateriza o poeta Afonso Lopes Vieira. Sem dúvida, o símbolo da cidade e o orgulho dos seus habitantes. A sua posição altiva, dominando a paisagem urbana, forneceu segurança e estabilidade a diversas gerações. Desde tempos pré-históricos que o morro, onde foi implantado, aos pés do qual serpenteia o Rio Lis, abrigou diferentes povos. O ano de 1135 marca a história da cidade pela construção desta fortaleza militar, por iniciativa de D. Afonso Henriques.

Ao visitá-lo desfilam pelo nosso imaginário os reis e as rainhas, os príncipes e as princesas, os cavaleiros e os heróis que por aqui passaram. A Torre de Menagem invoca D. Dinis, mentor da sua reedificação e impulsionador do desenvolvimento das terras

SERVIÇOS EDUCATIVOS

CASTELO DE LEIRIA

CONTACTOS

Rua do Castelo

|

2400-235 Leiria Tel.: 244 839 670

www.cm-leiria.pt

|

[email protected] GPS

39°44’49.00’’ N | 8°48’34.00’’ W

HORÁRIO

terça a domingo

Inverno 1 outubro a 31 março: 9h30-17h30

(39)

O CASTELO ANTES E DEPOIS

Uma visita que permite descobrir e conhecer a história que antecedeu o aparecimento das muralhas. Aprende-se história com base nas mais recentes investigações e descobertas arqueológicas.

Olhar o horizonte, além das muralhas, enriquece a cultura histórica e ensina a interpretar a paisagem submissa.

Destinatários: pré-escolar, 1º, 2º e 3º CEB, Secundária Participantes: mínimo 12, máximo 25

De terça a sexta-feira, dentro do horário do Castelo Duração: 60 minutos

Destinatários: pré-escolar e 1.º CEB Participantes: mínimo 12, máximo 25

De terça a sexta-feira, dentro do horário do Castelo Duração: 60 minutos

Destinatários: pré-escolar e 1.º CEB Participantes: mínimo 12, máximo 25

De terça a sexta-feira, dentro do horário do Castelo Duração: 60 minutos

Destinatários: pré-escolar e 1.º CEB Participantes: mínimo 12, máximo 25

De terça a sexta-feira, dentro do horário do Castelo Duração: 60 minutos

Destinatários: pré-escolar e 1.º CEB Participantes: mínimo 12, máximo 25

De terça a sexta-feira, dentro do horário do Castelo Duração: 60 minutos

Destinatários: 1º e 2º CEB

Participantes: mínimo 10, máximo 15

De terça a sexta-feira, dentro do horário do Castelo Duração: 60 minutos

Destinatários: pré-escolar e 1.º, 2º CEB Participantes: mínimo 12, máximo 25

De terça a sexta-feira, dentro do horário do Castelo Duração: 60 minutos

À CONQUISTA DO CASTELO

Munidos de um escudo, de uma espada, de uma coroa ou até mesmo de uma tiara vamos partir à descoberta do Castelo. Como verdadeiros artífices medievais construiremos os nossos próprios apetrechos e descobriremos a sua utilidade e simbologia.

CASTELOS PARA GUERREIROS E PRINCESAS

Queres construir o teu castelo? Imagina que és um rei, uma rainha, um guerreiro lendário ou uma princesa encantada…

Utilizando materiais naturais e reciclados, vem dar largas à tua criatividade e imaginação e constrói o teu próprio castelo.

CONTOS ANIMADOS - LENDAS DA CIDADE

A princesa Zara recebe as crianças. Numa visita guiada pelos diferentes espaços do Castelo, os participantes vão conhecendo a sua história, através de surpreendentes leituras encenadas.

A MAGIA DAS SOMBRAS

Através da magia da luz, personagens vão surgindo na tela branca. Será um rei, uma princesa, será um corvo? Não! São as sombras dos personagens que pairam como uma névoa sobre o castelo de Leiria.

O MILAGRE DAS ROSAS

Tendo por base a conhecida lenda “O Milagre das Rosas”, os participantes serão envolvidos, individual ou coletivamente, numa sugestiva diversidade de técnicas, que podem ir desde a construção de personagens, flores, cenários, passando por pequenas dramatizações

CAÇA À COROA - PEDDY PAPPER

Atividade lúdica destinada aos mais aventureiros, que, desvendando as pistas e vencendo etapas, partem em busca de um tesouro escondido algures no Castelo. A "Caça à coroa" realiza-se dentro das muralhas do Castelo e é pedagogicamente estruturada em função da história do Castelo e da Cidade de Leiria.

OFICINAS PEDAGÓGICAS

(40)

nos trazer aqui, numa visita de estudo. Gostava que os meus colegas de classe conhecessem este lugar tão maravilhoso.

- Sim, boa ideia – (concordou Merlino) - Agora vamos ver um outro espaço mais

moderno, mas igualmente interessante, que fica aqui bem perto: o m|i|mo – museu

da imagem em movimento. Nem precisamos da Cápsula, basta descer uns metros

pela calçada e num instante lá chegaremos.

(41)

Onde fica?

- Este é o Largo de São Pedro – (explicou Merlino). O m|i|mo fica num local chamado

“Cerca do Castelo”. E reparem, mesmo ao lado, temos a pequenina e fabulosa Igreja de São Pedro.

É um Monumento Nacional como o Castelo, e é do estilo românico. Observem o seu

arco de volta perfeita, no seu lindo portal. Foi a segunda igreja de Leiria, construída

no século XII.

(42)

Vemos a sede da PSP, instalada nos antigos Paços Episcopais, construídos em 1640, onde residiam os bispos da diocese de Leiria, criada em 22 de maio de 1545. Por isso é que todos os anos o dia 22 de maio é feriado municipal, para se celebrar o dia da cidade. Também, já referi há pouco, aqui existiram os Paços reais de São Simão, lembram-se?

Coordenadas GPS:

39 44'50.50''N 8 48'26.70''W.

o o

(43)

A sua História e os seus protagonistas

- Este museu tem um nome giro – (comentou o Dinis) – mas do que é que trata?

- O m|i|mo – (respondeu Merlino) - ensina-nos a perceber como funciona o maravilhoso

mundo das imagens em movimento. Possui uma fantástica coleção de objetos,

suportes de imagens animadas e em movimento, que nos permitem ver as diferentes

técnicas de projeção, exibição e difusão das imagens, desde os tempos em que ainda

não havia cinema (Pré-Cinema) até ao Cinema dos nossos dias. Também a Fotografia

merece destaque neste Museu.

(44)

- Ah, eu gosto muito de desenhos animados! Como é que se lembraram de fazer um museu destes aqui em Leiria? – (questionou a Isabel.)

- Em 1996 – (continuou Merlino) - por ocasião de uma iniciativa levada a cabo pelo Teatro José Lúcio da Silva, no âmbito das comemorações dos 100 Anos do Cinema Português, surgiu a ideia de criar ali no Teatro, uma exposição permanente dedicada às origens do Cinema. Como se foram recolhendo e estudando muitas peças, a Câmara Municipal de Leiria autorizou, em 1997, que se constituísse um museu, primeiramente designado “Museu da Imagem”. Em 1999, passou a chamar-se

“Museu da Imagem em Movimento”, por ser um nome mais adequado aos

conteúdos da sua exposição permanente.

(45)

Quando, em 2005, se iniciaram, no Teatro José Lúcio da Silva, as obras para a sua modernização, o m|i|mo instalou-se temporariamente no Mercado de Sant'Ana e finalmente, em tempos bem recentes, veio para um novo edifício, na Cerca do Castelo.

Esta nova sede do m|i|mo resultou da recuperação de um conjunto de edifícios, junto da igreja de São Pedro, bastante antigos.

- Boa tarde Senhor Mimoso! – - obrigado por nos

receber. Gostaria que explicasse aos meninos a história deste local, escolhido para as novas instalações do m|i|mo.

(cumprimentou Merlino, a mascote do m|i|mo)

(46)

- Boa tarde, sejam bem-vindos – (disse o Mimoso)

- É um prazer falar-vos da história deste lugar. O que sabemos, pelas fontes

bibliográficas e pelas escavações arqueológicas aqui realizadas, é que neste local

existiram unidades agrícolas romanas, edifícios medievais do tempo da fundação

de Leiria, e um grande cemitério do tempo da fundação da Igreja de São Pedro, ou

seja, no século XII. Um dos edifícios, provavelmente com ligação à igreja, albergava

a fábrica paroquial (uma comissão que administrava os bens destinados à conservação, reparação

e manutenção da igreja e ao exercício das suas funções) e o vigário.

(47)

O edifício, onde hoje se encontra o m|i|mo foi “cavalariça da Rainha D. Isabel” e mais

tarde “celeiro del-rei”. Sofreu obras no século XVI ou XVII. Com a criação do Bispado de

Leiria, em 1545, os bens que o Mosteiro de Santa Cruz de Coimbra possuía no Priorado

de Santa Isabel da Pena, em Leiria, passaram para a Mitra e para o Cabido da Sé, tendo

o bispo D. Dinis de Melo mandado fazer um celeiro episcopal – o “Celeiro da Mitra” -,

num edifício com escadaria de alpendre, mais fronteiro da nave da Igreja de São Pedro,

e confinando com o “celeiro del-rei”. O seu piso térreo coincidiria, possivelmente, com

o antigo edifício da adega e celeiro que o Mosteiro de Santa Cruz de Coimbra aí havia

construído. Durante as Invasões Francesas, o Paço Episcopal, onde residia o bispo, bem

como estes edifícios, na sua envolvência, sofreriam destruições.

(48)

- E que aconteceu depois dos franceses terem passado por aqui?

– (atreveu-se a interromper o Dinis.)

- Bom – (respondeu o Mimoso) - os edifícios devem ter sido reparados, pois em 1823

alojaram neles uma parte do corpo do exército português, que fora destacado para

Leiria. Em 1870, a Igreja de São Pedro servia como teatro. Aliás, o escritor Eça de

Queiroz chegou a vir aqui assistir a espetáculos, quando veio residir em Leiria, entre

1870 e 1871, por ter sido nomeado Administrador do Concelho. Entre 1889 e 1899, a

Igreja viu-se reduzida a palheiro e curral de gado, depois a depósito de madeiras,

tendo ficado em ruínas.

(49)

Só em 1940 é que seria reconstruída. Os edifícios que já referimos e o Paço Episcopal foram ocupados pelo Regimento de Artilharia N.º 4 até 1975. Entre esse ano e 1981, alojaram-se aqui os “retornados” das ex-colónias portuguesas em África. Finalmente, em 1985, o antigo Paço Episcopal passou a ser a sede do Comando da PSP de Leiria.

-Uau, que longa e interessante história têm estes espaços, nunca imaginei que tanta gente tivesse vivido aqui! – (exclamou a Isabel, deveras impressionada com o que acabara de ouvir.)

- Obrigado, Mimoso – (disse Merlino) - foi muito gratificante conhecê-lo e ouvi-lo.

Ensinou-nos imensas coisas interessantes.

(50)

O que visitar

- Querem ver o m|i|mo? Sigam-me, mas aos saltinhos, se puderem, hi, hi, hi… estou a

brincar! Aqui, à entrada, fica a receção e a loja com recordações giras para

comprarem. Ali, à direita, temos o Centro de Documentação e Informação Artur

Avelar, onde, através da Biblioteca e do Arquivo de Imagem, podem consultar diversas

bibliografias, documentos e materiais audiovisuais sobre cinema e fotografia. Há uma

sala de visionamento para os audiovisuais.

(51)

Mesmo ao lado da Biblioteca, fica a Reserva Visitável, onde podem descobrir curiosos

aparelhinhos, como os brinquedos óticos e as lanternas mágicas. Ali, ao fundo, fica o

Gabinete e Laboratório de Conservação e Restauro, onde técnicos

conservadores/restauradores trabalham na limpeza e retauração das peças. Vamos

passar pela Área de lazer, que é uma área onde os visitantes podem descansar,

lanchar (há máquinas de venda com café e outras bebidas quentes, águas, sumos, e

snacks) e maravilhar-se com uma soberba vista para o rio e o Estádio. Aqui, ao lado,

aliás cuidado com os degraus, porque temos de descer um bocadinho, entramos na

Sala de Exposições Temporárias. Reparem nas suas colunas e arcos, mas sobretudo no

pavimento… é inclinado!

(52)

- Giro não é? Estão a gostar? – (perguntou o Mimoso.)

- Oh, sim, estamos a gostar muito – (responderam as crianças.)

- E ainda não viram tudo. Subamos ao piso 1, que eu acho que se vão divertir bastante, na Oficina do Olhar. Lá existe um conjunto de objetos recriados que podem tocar e manipular, de forma a realizarem experiências de imagens animadas, seguindo a evolução da física e da mecânica.

- Ai que divertido, olha Dinis, estou a girar o zootrópio gigante. Vem ver, é o máximo! –

(disse a Isabel, rindo, muito satisfeita.)

(53)

- Que pândego! – (exclamou o Dinis, muito divertido) - Parece um tambor e tem uns cortes por onde podemos ver as figuras em tiras, que parecem mexer-se quando o fazes girar.

Se girares com mais força mexem-se mais rápido.

- Continuemos – (disse Merlino) – quero passar pelo Centro de Recursos Multimédia, para

ver como se produzem documentos audiovisuais, e pela Sala Polivalente. Com um

pouco de sorte chegamos a tempo de assistir à projeção de um filme. Quem me dera

que fosse um western (filme de cowboys) com o John Wayne, o meu ator favorito.

(54)

- A sala polivalente também serve para ações de formação e workshops, colóquios e conferências, sessões de lanterna mágica e teatro de sombras – (acrescentou o Mimoso) – Bom, neste piso só falta ver a grande Sala de Exposições, que também recebe exposições temporárias de arte, design, entre outras.

- Ainda há mais um piso, não há? – (perguntou o Dinis.)

- Sim – (respondeu o Mimoso) – no piso 2 fica o Serviço Educativo e a Área

Administrativa.

(55)

O que fazer

(serviços educativos)

- Senhor Mimoso, – (disse Merlino) - estamos encantadíssimos com tudo o que vimos.

Sabemos que os vossos serviços educativos realizam muitas atividades interessantes, que também ajudam a conhecer melhor, e de forma divertida, os espaços e as coleções do m|i|mo. Quer-nos falar sobre elas?

- São ótimas, eu recomendo-as todas! – (respondeu o Mimoso) - Por acaso tenho aqui o

programa, podem ficar com ele. Olhem só o que podem escolher:

(56)

O m|i|mo é o ponto de partida para uma viagem à arqueologia da imagem, desde o Pré-Cinema à Imagem Numérica, documentando os momentos e apresentando as mágicas máquinas que construíram a História, desafiaram convicções e quebraram barreiras, iludindo os sentidos e perceções.

É a chave que permite descobrir os múltiplos cruzamentos, entre os marcos que compõem a História do maravilhoso mundo das imagens animadas, onde as dimensões do real e dos sonhos se confundem.

SERVIÇOS EDUCATIVOS

m|i|mo - MUSEU DA IMAGEM EM MOVIMENTO

CONTACTOS

Largo de S. Pedro (cerca do Castelo) 2400-235 Leiria

Tel.: 244 839 675

www.cm-leiria.pt

|

[email protected] GPS

39°44`50.50’’ N | 8°48`26.70’’ W

PRODUÇÃO

(57)

VISITA GUIADA

Visita ao circuito museológico, abordando três grandes áreas: pré-cinema, fotografia e cinema. As visitas são costumizadas aos níveis de ensino dos visitantes.

Destinatários: pré-escolar, 1º, 2º e 3º CEB, Secundária Participantes: mínimo 12, máximo 25

De terça a sexta-feira, dentro do horário do Museu Duração: 45 minutos

Destinatários: pré-escolar, 1.º, 2.º e 3.º CEB Participantes: mínimo 12, máximo 25

De terça a sexta-feira, dentro do horário do m|i|mo Duração: 30 a 60 minutos

Destinatários: pré-escolar, 1.º, 2.º e 3.º CEB.

Participantes: mínimo 10, máximo 25

De terça a sexta-feira, dentro do horário do m|i|mo Duração: 30 a 60 minutos

Destinatários: pré-escolar, 1.º, 2.º e 3.º CEB.

Participantes: mínimo 10, máximo 25

De terça a sexta-feira, dentro do horário do m|i|mo Duração: 30 a 60 minutos

Destinatários: 1.º CEB

Participantes: mínimo 12, máximo 25

De terça a sexta-feira, dentro do horário do m|i|mo Duração: 60 minutos

Destinatários: 2.º, 3.º CEB e Secundário Participantes: mínimo 5, máximo 10 Às quintas, dentro do horário do m|i|mo Duração: aproximadamente 90 minutos

CURIOSAMENTE | A MAGIA DA ÓTICA

Oficina de descoberta dos princípios básicos do cinema de animação, que visa estimular e compreender a essência do mecanismo da representação gráfica do movimento. Através da realização de várias experiências, os participantes têm oportunidade de explorar, de uma forma lúdica, a magia das imagens em movimento.

TEATRO DE SOMBRAS

O teatro de sombras é a forma mais antiga de contar histórias com imagens em movimento, sendo por isso um dos antecessores do cinema. Nesta oficina, os participantes vão criar e construir personagens e, através da dramatização de pequenas histórias, as sombras ganham vida.

LANTERNA MÁGICA

A lanterna mágica é o antecedente mais próximo do cinema. Ouvindo histórias conhecidas ou inventadas, os participantes são convidados a assumir dois papéis importantes: de ilustradores e o de narrador. No final assistem a um "espetáculo" de lanterna mágica.

HOJE VOU AO FOTÓGRAFO

Sabias que antigamente ir ao fotógrafo era um momento único e raro?

Queres vir fazer o teu retrato num museu de Leiria?

Aceita o desafio e vem construir uma moldura em origami, para colocar a tua fotografia.

CIANOTIPIA

A Cianotipia é uma antiga técnica fotográfica, que origina imagens de cor azul, feita a partir de uma emulsão aquosa fotossensível, à base de ferro, que se pode aplicar em vários suportes como o papel, tecido, pedra entre outros.

A oficina de cianotipia é uma oportunidade de conhecer e experimentar os processos que envolvem os primórdios da fotografia.

OFICINAS PEDAGÓGICAS

PRODUÇÃO

(58)

Onde fica?

- Para chegarmos à Biblioteca vamos de igual modo dar um descansozinho à Cápsula – (disse Merlino, olhando bem-humorado para as duas crianças) .

– Faz-nos bem andar um bocadinho a pé. E assim aproveitamos para ver o Centro

Histórico, a parte mais antiga da cidade. Tem uma “Rua Direita”, que na verdade é

um pouco torta – (comentou ele, soltando uma sonora gargalhada.)

(59)

- Uma Rua Direita que é torta? Como é isso? – (perguntou a Isabel.)

- Já vão ver – (afirmou o Merlino) - Primeiro descemos o Largo de São Pedro, em direção ao centro histórico da cidade, ao Largo Cândido dos Reis (Terreiro) . No nº6 situa-se a nossa Biblioteca Municipal Afonso Lopes Vieira. Quem vier pelo lado do Largo da República, é só cortar para a Rua dos Mártires e descer pela Rua de Alcobaça.

Coordenadas GPS:

39°44'38.00''N 8° 48'36.50”W'.

(60)

A sua História e os seus protagonistas

- Que casas tão grandes e bonitas tem este largo! – (exclamou a Isabel.)

- É verdade – (respondeu Merlino) - este largo, já desde o século XVII, que é um dos locais

mais nobres da cidade. Chamava-se “Terreiro das Camarinhas”. Ainda hoje as

pessoas dizem: “vamos ao Terreiro”, porque é como ficou mais conhecido. Aqui

podemos ver as casas de famílias ilustres, como o solar do Barão de Salgueiro, o solar

dos Ataídes, ou a casa do Barão de Viamonte, que deu nome à Rua Direita, a partir de

1881. O edifício que a Biblioteca ocupa é bastante grande, pois vai até à esquina com

a Rua Gomes Freire. É conhecido como a Casa Charters d'Azevedo.

(61)

- Eia, essa família devia ser muito rica, para ter uma casa assim tão grande!

– (comentou o Dinis.)

- Na verdade – (explicou Merlino) - é a maior de Leiria, considerando o comprimento da

fachada. Antes de ter sido adquirida, no século XIX, por José Isabel Henriques

d'Azevedo, 1.º Visconde de S. Sebastião, ela pertenceu a outra família ilustre, os

Sousa Castelo-Branco. Foi sofrendo algumas reformas ao longo do tempo e acabou

sendo dividida pelos vários sucessores do 1.º Visconde de S. Sebastião, entre os quais

Guilherme Charters Henriques d'Azevedo, a quem calhou a parte onde hoje está

instalada a Biblioteca. Também ali funcionou o Grémio da Lavoura.

(62)

- E como é que a Biblioteca foi aí parar? E porque é que se chama Biblioteca Afonso Lopes Vieira e não tem antes o nome do dono da casa? – (questionou a Isabel.)

- Afonso Lopes Vieira – (explicou Merlino) - foi um grande poeta e escritor leiriense, que

viveu entre 1878 e 1946. Apesar de ter ido viver para Lisboa, desde os seis anos,

nunca esqueceu a sua cidade natal e vinha visitá-la amiúde. Ai! lá carreguei outra

vez, sem querer, no botão da máquina do tempo e agora estamos a recuar ao ano de

1946. Estamos no Largo da Rosa, em Lisboa, em frente à porta da casa do Poeta, que

morreu no dia 25 de janeiro daquele ano. Mas aí vem a sua esposa, D. Helena Aboim

Lopes Vieira, abrir-nos a porta.

(63)

- Bom dia, minha senhora – (cumprimentou Merlino) - desculpe o incómodo, mas queríamos fazer-lhe algumas perguntas sobre a fabulosa biblioteca pessoal do seu ilustre esposo, pode ser?

- Claro, sejam bem-vindos - (disse D. Helena Lopes Vieira) Entrem, por favor, eu mesma os conduzirei até lá. Sigam-me por este corredor. Ei-la!

- Caracas! – (exclamou o Dinis, fascinado com tantos livros nas estantes e sobretudo com o aspeto

elegante de toda a sala.)

(64)

- Para além de ser a sua biblioteca pessoal – (explicou D. Helena Lopes Vieira) - com muitos

livros que herdou do tio das Cortes, o Dr. Xavier Rodrigues Cordeiro, este era

igualmente o gabinete de trabalho do Afonso. Aqui escreveu muitas cartas, obras

literárias e discursos que proferiu em várias conferências e viagens. Mas aproveitem

agora para ver a biblioteca como está, no seu estado original, porque em breve irá

ser doada à cidade de Leiria. Tenciono cumprir esse desejo de meu marido, que

embora não o tenha deixado registado por escrito, manifestou-o publicamente há

uns anos atrás, mais precisamente em 15 de abril de 1939, numa entrevista que

concedeu ao “Diário de Lisboa”.

(65)

- Isso é um gesto muito afetuoso e nobre de seu marido! – (comentou Merlino) - E de si também, porque não o tendo manifestado por escrito… a senhora não seria obrigada a concretizar essa doação.

- Faço-o com muito gosto – (declarou D. Helena Lopes Vieira) - e porque sei que o Afonso ficaria muito feliz. Espero que os leirienses apreciem e não se esqueçam de quem tanto defendeu a sua nação e a sua cidade.

- Com certeza que ficarão gratos e perpetuarão a memória do nosso grande Poeta, que muito divulgou Portugal, a cultura e a literatura portuguesas – (retorquiu Merlino)

- Muito obrigado, senhora D. Helena, pela sua gentileza. Adeus e passe muito bem.

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- Adeus, adeus crianças – (despediu-se D. Helena Lopes Vieira)

- Quando a biblioteca for para Leiria, não se esqueçam de a frequentar e ler os livros que o Afonso escreveu, com muito carinho, para vós. O meu favorito é “Animais Nossos Amigos”.

(Bloing… os nossos amigos regressaram rapidamente ao presente.)

- Ainda venho cá a pensar no que nos contou a D. Helena Aboim Lopes Vieira…

- (disse a Isabel.)

- Também eu – (replicou Dinis.)

(67)

- Adeus, adeus crianças – (despediu-se D. Helena Lopes Vieira) - Quando a biblioteca for para Leiria, não se esqueçam de a frequentar e ler os livros que o Afonso escreveu, com muito carinho, para vós. O meu favorito é “Animais Nossos Amigos”.

(Bloing… os nossos amigos regressaram rapidamente ao presente.)

- Ainda venho cá a pensar no que nos contou a D. Helena Aboim Lopes Vieira…

- (disse a Isabel.)

- Também eu – (replicou Dinis.)

(68)

- Lembro-me – (disse Merlino) - que também o senhor Américo Cortez Pinto deu uma

ajuda na transferência da biblioteca de Afonso Lopes Vieira para Leiria, tendo ainda

conseguido, junto de D. Helena Lopes Vieira, a doação do mobiliário e outros objetos

pessoais do Poeta. Deste modo, a Câmara Municipal de Leiria inaugurou a Biblioteca

Municipal Afonso Lopes Vieira no dia 30 de abril de 1955, no edifício dos Paços do

Concelho. Só mais tarde é que passou para a antiga Casa Charters d'Azevedo, depois

da realização das obras do projeto de instalação, da responsabilidade do Arquiteto

Charters Monteiro, tendo sido inaugurada no novo edifício a 25 de setembro de 1997.

(69)

O que visitar

- Primeiro – (explicou Merlino) - entramos num espaçoso átrio com o Balcão de

Atendimento, onde entre outras coisas podemos fazer as requisições e entregas dos

livros ou materiais audiovisuais que necessitarmos. À esquerda, situa-se uma sala

onde se realizam regularmente exposições temporárias de pintura, fotografia,

trabalhos de alunos de escolas… enfim, sobre muitas coisas. Por vezes até mesmo

no átrio se fazem pequenas exposições. À direita do balcão de atendimento fica a

Sala de Apoio, e do outro lado, as instalações sanitárias para o público e a Sala

Fernando Amaro, secretário do Governador de Macau até à década de 60. A área

central é a grande Sala de Leitura de Adultos, com muitas estantes cheias de livros

que se podem consultar.

(70)

É o lugar ideal para o estudo, pois aí as pessoas devem permanecer em silêncio para não perturbar a concentração na leitura. Engraçado é o pátio interior com umas laranjeiras, junto da sala de leitura. Existe também um pátio exterior, bem maior, voltado para o Largo Cândido dos Reis e para a Rua Grão Vasco. Possui umas pequenas pirâmides em vidro, que lembram as do famoso Museu do Louvre, em Paris.

- E no piso de cima, o que é que existe? – (perguntou a Isabel.)

(71)

- Quando subimos as escadas – (continuou Merlino) - logo à esquerda vemos uma sala que é usada para formações, conferências, palestras… depois, em grande parte da galeria que circunda este piso, situam-se diversos postos de utilização de computadores para o público. A sala maior é a Sala de Leitura Infantil e Juvenil, dedicada à literatura para os mais novos. Ali próximo, é possível ver a biblioteca pessoal e gabinete de trabalho do Afonso Lopes Vieira na Sala Afonso Lopes Vieira.

Há ainda neste piso uma Cafetaria, com uma pequena esplanada (quando faz bom

tempo, claro!) numa varanda virada para o largo e o Castelo, e uma área que é

reservada aos serviços internos da Biblioteca.

(72)

O que fazer (serviços educativos)

- Mas não vamos à biblioteca só para ler livros!? – (admirou-se a Isabel.)

- Oh! não – (respondeu Merlino) - a Biblioteca é um “mundo” a descobrir! Olhem só que

coisas maravilhosas se podem fazer ali:

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A Biblioteca Municipal Afonso Lopes Vieira oferece a oportunidade de visitar um ambiente da intimidade de um dos nossos maiores escritores do século XX: a Sala Afonso Lopes Vieira, que reconstitui a biblioteca e o gabinete do poeta.

Apesar da era digital em que vivemos, nada poderá substituir a dimensão profunda e absorvente do Livro. Manusear os livros e mergulhar na imensidão dos seus conteúdos, num lugar propício à reflexão, cria uma relação única e privilegiada com o conhecimento.

A Biblioteca Municipal Afonso Lopes Vieira vai mais além do mero

SERVIÇOS EDUCATIVOS

BIBLIOTECA MUNICIPAL AFONSO LOPES VIEIRA

CONTACTOS

Largo Cândido dos Reis

|

2410-112 LEIRIA Tel.: 244 839 666

www.cm-leiria.pt

|

[email protected] GPS

39°44’38.00’’ N | 8° 48’36.50’’ W

HORÁRIO

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VISITA GUIADA

À SALA AFONSO LOPES VIEIRA

Uma viagem pela literatura de Afonso Lopes Vieira, na sua biblioteca pessoal, doada ao Município de Leiria.

Destinatários: 9 º ano, Secundário e Superior.

Participantes: até 30 participantes quinta-feira às 14h00

Duração: até 60 minutos Destinatários: pré-escolar, 1º CEB

Participantes: mínimo 12, máximo 25 | À segunda-feira, entre as 10h00 e as 11h00.

Duração: 60 minutos

Destinatários: Bebés dos 6 aos 36 meses e acompanhante Participantes: 10 | À quinta-feira, das 10:15 às 11:00 Duração: 45 minutos

Destinatários: pré-escolar, 1º CEB.

Participantes: mínimo 12, máximo 30 À quarta-feira, entre as 10h30 e as 11h00.

À sexta-feira, entre as 14h30 e as 15h00.

Duração: 30 minutos Destinatários: 1º CEB

Participantes: mínimo 12, máximo 30 À sexta-feira, entre as 14:00 e 15:00 Duração: 60 minutos

Destinatários: 2.º e 3º CEB Participantes: máximo 25

À segunda-feira, das 11h00 às 12h30 Duração: 90 minutos

Destinatários: 2º CEB Participantes: máximo 12

2 sessões em cada interrupção escolar, entre as 15h00 e as 16h00 Duração: 60 minutos

Destinatários: 3.º CEB e Secundário Participantes: máximo 25

Na primeira segunda-feira de cada mês, entre as 11h00 e as 12h30 Duração: 90 minutos

Destinatários: Secundário

Participantes: 1 turma durante 1 semana, por ano (10º, 11º e 12º ano) 2º período 2013/2014: alunos do 12º ano

3º período 2013/2014: alunos do 11º ano 1º período 2014/2015: alunos do 10º ano

BEBETECA - Cantinho de Embalo

A Bebeteca é um espaço intergeracional, criado a pensar na promoção da leitura desde os primeiros anos de vida. Acontece num ambiente dimensionado e apelativo para uma aprendizagem lúdica e ativa dos bebés.

CONTOS E CANTIGAS | HORA DO CONTO

Contemplando o sentido semântico das palavras ou textos literários, esta atividade proporciona momentos agradáveis de fantasia e imaginação. As histórias, adaptadas às faixas etárias, podem ser animadas com sons e música.

DE CONTO EM CONTO (H)ORA EÇA!

A iniciativa visa a exploração de pequenos mistérios e aventuras, em alguns contos adaptados às crianças, o conhecimento de existências quotidianas do autor Eça de Queiroz, bem como a mediatização do interesse e gosto pela leitura.

À DESCOBERTA DA BIBLIOTECA

Identificação dos diferentes recursos de informação existentes na BMALV, que inclui pesquisa em catálogo informático e localização nas estantes. Deste modo, proporciona-se aos utentes o conhecimento e a prática de utilização de uma biblioteca

CLUBE DE LEITURA | LEITURA PARTILHADA

Promovendo a dinâmica de grupo e a reflexão, pretende-se incentivar o espírito crítico e a discussão de ideias, em torno de uma obra ou de um autor.

COMO FAZER REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

De uma forma divertida desenvolvem-se competências de pesquisa bibliográfica e documental. Com base no normativo, os participantes adquirem o conhecimento que lhes permitirá tirar o máximo partido de uma Biblioteca.

AUTORES À VISTA

Apresentação conjunta de trabalhos realizados no âmbito do estudo de autores, da disciplina de língua portuguesa. Os projetos pedagógicos e curriculares desenvolvidos nas escolas serão partilhados com a comunidade através de uma exposição/animação a realizar na Biblioteca Municipal Afonso Lopes Vieira.

OFICINAS PEDAGÓGICAS

Através de pistas, as crianças descobrem o "mistério" da Biblioteca.

Estas visitas têm dois momentos diferentes:

- Para o pré-escolar, um momento lúdico com um jogo ou uma história.

- Para o 1º CEB, um jogo lúdico para localização dos recursos de informação nas estantes.

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Onde fica?

- Que belo passeio à beira do Lis! – (exclamou Merlino).

- E que agradável é o som da água a correr. Meninos, estamos quase a chegar ao Moinho do Papel. Cuidado para não caírem ao rio.

- Em que local da cidade de Leiria é que nos encontramos? – (questionou o Dinis.)

- Pertinho da “ponte dos caniços” – (respondeu Merlino) - Do lado do rio há um pequeno açude, muito engraçado, e na margem direita situa-se o quartel dos Bombeiros

Municipais de Leiria.

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- Como se chega até aqui… quero dizer, normalmente? – (perguntou a Isabel.)

- Pode-se chegar aqui pela autoestrada A1, ou EN1, em direção ao centro da cidade.

O Moinho fica perto do Largo de Infantaria 7, ou, se quiserem na margem oposta ao quartel dos Bombeiros Municipais, exatamente na Rua da Fábrica do papel, nº13.

Coordenadas GPS:

39º44´25.50’’N 8º48’03.80’’W

(77)

A sua História e os seus protagonistas

- Este moinho não é mesmo de papel, pois não? Senão, com tanta água em volta era capaz de se desfazer todo – (comentou a Isabel, muito preocupada.)

- Ah, ah, ah – (riu o Dinis) – que tolinha!

- Então, Dinis, – (repreendeu Merlino) - não arrelies a tua irmã. Isabel, sabes o que é um moinho?

- Sei, – (afirmou a Isabel) - mas os que eu já vi na Serra de São Mamede eram de pedra,

tinham umas grandes velas a girar e estavam muito alto, lá nos montes.

(78)

- Esses são os moinhos de vento – (explicou Merlino) - ou seja, para fazer girar as mós que moem os cereais utiliza-se a força do vento. Por isso é que geralmente ficam no cimo dos montes, onde o vento sopra com mais intensidade. O Moinho do Papel inicialmente também se destinou à moagem dos cereais, mas como se situa junto ao rio, em vez do vento usa a força da água para fazer girar as mós. Aqui, para além do Moinho do Papel, existiram, desde os tempos medievais, vários moinhos de água ou azenhas.

- Olha depressa, Merlino – (avisou o Dinis) – o ponteiro do cronómetro da Cápsula está a

marcar 1411. Porquê?

(79)

- Bom – (disse Merlino) - lá vamos nós de novo voltar atrás no tempo. Desta vez, vamos recuar ao século XV, para perceberem porque é que se chama Moinho do Papel. Já vejo ali parado, a observar o rio, Gonçalo Lourenço de Gomide.

É o “patrão” da “fábrica do papel” e o escrivão do rei. Vamos perguntar-lhe como

tudo começou. Senhor Gonçalo, se faz o favor, pode-nos dizer o que se faz aqui no

seu moinho?

(80)

- Ora vivam, forasteiros – (saudou D. Gonçalo) - Entrem e vejam, – (disse ele, empertigando-se

cheio de orgulho) - o meu engenho é o primeiro cá no reino e nesta cidade, onde se faz o

papel a partir da celulose. É um dos primeiros também na Península Ibérica! Por Carta

Régia d´ El-rei D. Dinis… olhem, até a tenho aqui comigo, querem ver? Cá está… El-rei

diz aqui que me permite “em dois assentamentos velhos que em outro tempo foram

moinhos que estão no termo e na ribeira da nossa vila de Leiria … junto à ponte dos

caniços…" instalar "…engenhos de fazer ferro, serrar madeira, pisar burel e fazer

papel, ou outras coisas que se façam com o artifício da água… contando que não

sejam moinhos de pão". Estes assentamentos, que em outro tempo foram moinhos de

moer cereais, e que antes eram de um tal Afonso Annes Fanqueiro, estavam

destruídos há muito. Fiquei com eles por troca que fiz com o mosteiro de Santa Clara.

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Olha lá, ó rapaz! – (gritou ele a um rapazito que ia a passar por perto) – Vai chamar o mestre para ir trolar os rodízios, que a corrente de água vai demasiado forte – (voltando-se para os nossos amigos) – desculpem, não posso ficar aqui na conversa, tenho muito que fazer. Adeus.

- Adeus senhor Gonçalo, obrigado – (agradeceu Merlino.)

- Merlino, porque é que o senhor Gonçalo Lourenço não continuou a moer os cereais e passou a fabricar o papel? – (questionou a Isabel.)

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- Sabes – (disse Merlino) - é que neste século surgiu pela primeira vez a imprensa. O alemão Johannes Gutenberg foi o inventor em 1439 da prensa móvel, que permitiu a impressão, através de carateres móveis, revolucionando o modo de fazer livros na Europa e no Mundo. E para imprimir os livros, naturalmente precisavam de papel.

Leiria foi uma das primeiras cidades em Portugal, além de Faro e Lisboa, a ter uma tipografia. Pertencia ao judeu Abrão D'Orta e provavelmente situar-se-ia na antiga judiaria de Leiria, ali na zona da Igreja da Misericórdia. Foi lá impresso em 1496 o Almanach Perpetuum Celestium, escrito entre 1473 e 1478 por outro judeu, o Abraão Zacuto. Este importante guia astronómico teve uma enorme importância para os nossos navegadores, durante as viagens dos Descobrimentos.

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Referências

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