• Nenhum resultado encontrado

Colheita possível.

N/A
N/A
Protected

Academic year: 2022

Share "Colheita possível."

Copied!
48
0
0

Texto

(1)
(2)
(3)

Limpos e potentes

Conheça as tecnologias para controle de emissões existentes nos motores agrícolas

Por falta de espaço, não publicamos as referências bibliográficas citadas pelos autores dos artigos que integram esta edição. Os interessados podem solicitá-las à redação

pelo e-mail: [email protected]

Os artigos em Cultivar não representam nenhum consenso. Não esperamos que todos os leitores simpatizem ou concordem com o que encontrarem aqui. Muitos irão, fatalmente, discordar. Mas todos os colaboradores serão mantidos. Eles foram selecionados entre os melhores do país em cada área. Acreditamos que podemos fazer mais pelo entendimento dos assuntos quando expomos diferentes opiniões, para que o leitor julgue. Não aceitamos a responsabilidade por conceitos emitidos nos artigos. Aceitamos, apenas, a responsabilidade por ter dado aos autores a oportunidade de divulgar seus conhecimentos e expressar suas opiniões.

NOSSOS TELEFONES: (53)

• Editor

Gilvan Quevedo

• Redação

Rocheli Wachholz Karine Gobbi

• Revisão

Aline Partzsch de Almeida

• Design Gráfico Cristiano Ceia

Grupo Cultivar de Publicações Ltda.

Direção Newton Peter

Cultivar Máquinas • Edição Nº 184 • Ano XVII - Maio 2018 • ISSN - 1676-0158

• Coordenador Comercial Charles Echer

• Vendas Sedeli Feijó

Rithiéli de Lima Barcelos José Luis Alves

• Coordenação Circulação Simone Lopes

Índice

Destaques

• GERAL 3028.2000

C

Cultivar

C

4

Rodando por aí

10

Trator New Holland movido a biometano

12

Perdas na colheita de arroz

• ASSINATURAS 3028.2070

• REDAÇÃO 3028.2060

• MARKETING 3028.2065

• Assinaturas Natália Rodrigues Clarissa Cardoso

• Expedição Edson Krause

• Impressão:

Kunde Indústrias Gráficas Ltda.

www.revistacultivar.com.br [email protected]

CNPJ : 02783227/0001-86 Insc. Est. 093/0309480

Assinatura anual (11 edições*): R$ 269,90 (*10 edições mensais + 1 conjunta Dez/Jan)

Números atrasados: R$ 22,00 Assinatura Internacional: US$ 150,00

€ 130,00

Colhedoras de café

Uso de colhedoras em lavouras de café conilon

Tecnologia de aplicação

Como garantir uma pulverização eficiente,

sem perdas e com o máximo de aproveitamento

20

Capa - AGCO

23

16

Empresas - ZF lança novos eixos

30 17

Irrigação em cana-de-açúcar

20

Tecnologia de Aplicação

23

Capa - Motores: emissão de poluentes

26

Motores: diferentes sistemas

30

Colheita mecanizada de café conilon

33

Agrishow: lançamentos e destaques

29

Empresas - Raven inaugura nova sede

(4)

RODANDO POR AÍ

Pacote de garantias

Pensamento global Agricultura de Precisão

Mais economia

Atenta às necessidades dos clientes dos diversos ramos de atividades do agrone- gócio, a Michelin reforçou sua presença no segmento agrícola durante a Agrishow 2018. “Mais uma vez leva- mos à Agrishow novidades que incentivam e fortalecem a evolução do agronegócio no País. Além de pneus de- senvolvidos para a realidade brasileira, lançamos durante o evento o mais completo pacote de garantias comer- ciais do mercado”, afirmou o diretor comercial de Pneus para Transporte Fora da Es- trada da Michelin, Christian

Mendonça. Christian Mendonça

Presente em mais um ano de Agrishow, o presidente global da marca New Holland, Carlo Lambro, falou da importância de pensar globalmente, e agir localmente – além de comentar a importância do mercado brasileiro para a New Holland. “Um dos pilares da empre- sa é nossa presença global. Sempre pensamos globalmente, e fazemos lançamentos globais. Mas com estratégias locais, para cada uma das regiões que atuamos. Temos mais de dois mil distribuidores e mais de cinco mil pontos de venda no mundo, esses parceiros nos ajudam a pensar nas necessidades locais e no desenvolvimento do produto para cada necessidade do agricultor”, ressaltou o presidente.

Carlo Lambro

Biometano

Com a apresentação do trator mo- vido a biometano, a New Holland compartilhou com os visitantes da Agrishow sua filosofia para energias alternativas e uma fazenda autos- suficiente em energia. “Temos um sonho: uma fazenda que consegue gerar a própria energia dentro das aplicações da própria propriedade agrícola. Ao mesmo tempo em que buscamos uma solução que é am- bientalmente correta com a energia a biometano, também ressaltamos a economia ao produtor rural com esse tipo de combustível”, explicou vice- -presidente da New Holland para a América Latina, Rafael Miotto. A New Holland desenvolveu o primeiro pro- tótipo do trator em 2013 e, depois de muitos testes pelo mundo – inclusive no Brasil –, o trator conceito foi o

grande destaque da marca na feira. Rafael Miotto

Segundo o diretor de Marketing de Produto da New Holland, Eduardo Luis, os comparativos do trator movido a biometa- no com os movidos a diesel pelos produtores rurais, são inevitáveis. “Por isso, o que buscamos é o desempenho, a produtividade e a autonomia similares às soluções movi- das a diesel. Só conseguimos atingir essa performance em função do desenvolvimento de um motor exclusivo para o biometano”, destacou Luis. O executivo ainda afirmou que a energia a biometano promove em torno de 30% de economia ao produtor, em comparação

a diesel. Eduardo Luis

Para o diretor Mer- cado Brasil da New Holland, Alexandre Blasi, a agricultura de precisão não faz parte do futuro, mas já é o presente do agricul- tor. “É fundamental o produtor integrar toda frota. Cada vez mais o agricultor faz a conta na ponta do lápis, e quanto mais dados de produtividade e rendi- mento de área ele tiver, mais eficiência ele terá em suas tomadas de decisão com relação à propriedade rural”, ressaltou Blasi.

Alexandre Blasi

Centro das Estratégias

Uma gama de clientes que vai desde o pequeno ao grande produtor rural, a New Holland destaca seu papel no desenvol- vimento de soluções que au- xiliem o agricultor brasileiro a vencer barreiras. “Quando a gente coloca o produtor rural no centro da nossa estratégia, e olha pelos olhos dele, a gente vê esse desafio, de que para produzir da forma que o Brasil pode produzir, nós temos que estar dispostos a enfrentar”, garantiu o diretor de Marke- ting Comercial, Felipe Vieira.

Pensando nisso, a marca levou todas as suas soluções e o portfólio de produtos aos pro- dutores do Sudeste durante a

Agrishow 2018. Felipe Vieira

(5)

Novidades

Para os produtores que planeja- vam renovação de frota, a Massey Ferguson lançou em primeira mão, na Agrishow 2018, as séries de tratores MF 4700 e MF 5700 e a plataforma draper 9255, de 45 pés, para colheitadeiras axiais. “Com o desafio de janelas de cultivo cada vez mais curtas, máquinas e implementos com tecnologia são grandes aliados do empresário agrícola. Conectados às necessidades do campo, nós levamos para a feira novidades que contribuem para aumento de rentabilidade e economia operacional”, disse o diretor de Vendas da Massey Ferguson, Eduardo Nunes.

Mais concessionárias

Primeira colheitadeira

150 novos produtos Investimento

Maio 2018 • www.revistacultivar.com.br

05

Na Agrishow 2018, a Mahindra do Brasil anunciou que passa a ser gerida pela própria Mahindra & Mahindra, e se reporta à unidade dos Estados Unidos, assim como ocorre com as operações realizadas no México e no Canadá. A presença do vice-presidente de marketing das Américas, Cleo Franklin, durante a feira ressaltou a importância do Brasil para a marca Mahindra. A empresa também focou na ampliação da rede de concessionárias, passando de 11 para mais de 20 no país ao longo do próximo ano. “A Mahindra quer investir forte na ampliação e qualificação da rede de concessionárias para garantir a cobertura e o pós-venda, algo que é muito importante para nós”, explicou o diretor- -geral de Operações da Mahindra, Jak Torretta.

Jak Torretta e Cleo Franklin

Um dos destaques da Mahindra, durante a Agrishow 2018, foi a apresentação de sua primeira co- lheitadeira ao mercado brasileiro.

O equipamento, fabricado pela empresa finlandesa Sampo Rosen- lew, inicia os testes de validação no segundo semestre, com nacionaliza- ção prevista para daqui a três anos.

“Com o acordo com a marca Sampo Rosenlew, conseguimos entrar em outro segmento para proporcionar soluções cada vez mais completas aos produtores brasileiros”, explicou o gerente de Vendas da Mahindra,

Jalison Cruz. Jalison Cruz

Eduardo Nunes

Na área de colheitadeiras, a AGCO destacou o investimento em uma nova linha de montagem na planta de Santa Rosa (RS), responsável pela fabricação nacional de colhe- doras e colheitadeiras. “Estamos colocando um foco muito grande na área de plataformas de corte.

Hoje, a AGCO tem a maior família de plataformas de corte do mercado, que se completa com o lançamento da plataforma de 45 pés realizado aqui na Agrishow. O conjunto de colheitadeira e plataforma cria um benefício tanto em consumo, quan- to em qualidade de colheita, que vai definir um novo patamar no merca- do de máquinas axiais”, enfatizou o diretor de Marketing da AGCO para

América do Sul, Alfredo Jobke. Alfredo Jobke

A AGCO aproveitou a presença na Agrishow 2018 para destacar a incorpo- ração da tecnologia Precision Planting às plantadeiras do grupo. “Em agosto de 2017, a AGCO adquiriu a empresa Precision Planting, e a tecnologia da marca é o que existe de mais avançado em termos de tecnologia de plantio, que traz um ganho substancial de produti- vidade aos agricultores que usam esses equipamentos”, ressaltou o presidente da AGCO para a América do Sul, Luís Felli. Em ciclo de investimento de cinco anos, a AGCO está investindo em de- senvolvimento de plantas e engenharia para novos produtos na América do Sul o valor de US$ 300 milhões. “Entre o final de 2017, até 2019, estamos colo- cando no mercado mais de 150 novos produtos”, disse o presidente.

Luís Felli

Mercado brasileiro

O vice-presidente de Vendas e Marketing da AGCO para a América do Sul, Werner Santos, aproveitou a presença na Agrishow para falar sobre a importância do mercado agrícola para a balança comercial bra- sileira, ressaltando que, apesar das turbulências do mercado nacional, a agricultura mostra re- sultados que levantam a economia do País. “O agro é muito importante para o Brasil, além de ser um fator que faz extrema diferença em nossa ba- lança comercial”, disse o

vice-presidente. Werner Santos

(6)

Investimentos constantes Tratores

Gesto de amor Manutenção do futuro

A Case IH destacou a colhedora de cana A8810 e os tratores Steiger durante a Agrishow 2018. “Tivemos uma expansão muito grande do portfólio de trator, e hoje nos orgulhamos em dizer que temos uma das ofertas mais completas de tratores do País: com soluções que vão de 60cv até 620cv, para atender todos os tipos de operação”, disse o diretor de Marketing de Produto da Case IH para a América Latina, Silvio Campos. A linha Steiger possui tratores que vão de 370cv a 620cv, sendo uma das mais for- tes do mercado, projetada para proporcionar potência máxima em qualquer atividade.

O vice-presidente da Case IH para a América Latina, Mirco Romagnoli, destacou o cres- cimento de portfólio e nível de investimento constante da marca Case IH com sua parti- cipação na Agrishow 2018. “O que a gente faz é desenvolver produtos novos: por exemplo, nossa linha de colheitadeiras foi totalmente renovada nos últimos dois anos. Lançamos a série 130, agora relançamos a série 230. Esse é o DNA da nossa marca, o desenvolvi- mento de tecnologia. E nos últimos anos, devido a uma recessão do mercado, investir em novos produtos pediu muita coragem”, brincou o

vice-presidente. Mirco Romagnoli

Produto conceito, pensado para fa- cilitar a manutenção de máquinas no campo: a Case IH apresentou, na Agrishow 2018, um óculos de realidade virtual que oferece informações 3D da máquina e pretende ser uma ferramenta para otimizar e oferecer dinamismo aos concessionários e ao produtor rural. A tecnologia oferece rapidez em uma situação de colheita dos principais grãos do Brasil e, por meio da visualização digital e do acesso remoto, auxilia o produtor na solução de desafios de monta- gem e produtividade da máquina.

“Isso é um exemplo de agricultura do futuro, e do que a gente pode fazer pelo produtor. O que a gente quer é sempre entregar facilidade ao nosso cliente”, disse o respon- sável por serviços da Case IH para

América Latina, Auri Orlando. Auri Orlando

A Case IH fez a doação de um trator, modelo Farmall 80 platafor- mado, para o Hospital de Câncer de Barretos. A chave da máquina foi entregue aos representantes do hospital durante a Agrishow.

O trator será rifado e toda a verba arrecadada será revertida para a entidade “Na feira começamos com a venda da rifa, e essa venda vai até o mês de setembro em toda nossa rede de concessionários”, destacou o diretor de Marke- ting Comercial da Case IH para a América Latina, Diogo Melnick. O sorteio será realizado no dia 26 de setembro deste ano.

Diogo Melnick Silvio Campos

Padronização

A principal novidade da Agrale na Agrishow, junto com o lançamento do trator 6185, foi a padronização nas cores de seus tratores. Com uma pintura única, todos os tratores da marca serão prata metálico com rodas e detalhes em vermelho escuro.

“Essa padronização visa facilitar a identificação dos tratores da marca.

Seremos a única monta- dora a oferecer tratores com pintura metálica com padrão automoti- vo”, explica o gerente de Vendas de Tratores da

Agrale, Adriano Chiarini. Adriano Chiarini

SureDrive

A Ag Leader Tecnology lançou a linha de equipamentos para controle e monitoramento de plantio: o SureDrive. A ferramenta, desenvolvida para ser instalada na maioria das plantadeiras disponíveis no mercado, é capaz de fazer taxa variável de sementes, abertura e fechamento de linha e ainda compensação de curvas linha a linha. “O SureDrive veio para colocar o produtor no comando de sua operação de plantio. Entre seus principais benefícios estão a economia de sementes, a melhora do índice de singulação e ainda a distribuição da semente ao longo da linha” comentou o gerente regional de Vendas da Ag Leader para a região Sudeste, Vitor Miller.

(7)

MF 4700 E MF 5700 Versatilidade e robustez

Novas séries Destaques PLA

BH 184

Maio 2018 • www.revistacultivar.com.br

07

Destaques no estande da Massey Fergu- son, os novos pulverizadores MF 8125 e MF 9130 Plus chamaram a atenção dos visitantes. Projetados para oferecer mais produtividade diária e menor consumo de combustível, os autopropelidos se destacam também pela alta capacidade de tração, o chassi flexível, a segurança e o conforto operacional. “O pulverizador é a máquina que mais trabalha durante a safra porque entra diversas vezes na lavoura para realizar as aplicações necessárias.

Com isso, o produtor necessita de um equipamento que seja robusto, versátil e confiável”, diz Vitor Kaminski, supervisor de Marketing Produto Pulverizadores da AGCO para a Massey Ferguson. “Com esses atributos, o MF 8125 proporciona o máximo potencial de produtividade, qualidade na aplicação, além de manter elevada a vida útil de toda a estrutura do

pulverizador”, acrescenta. Vitor Kaminski

Duas séries de tratores da Mas- sey Ferguson evoluíram e foram apresentadas na Agrishow. As tradicionais séries MF 4700 e 5700 com tratores de 75cv a 105cv rece- beram novos motores eletrônicos de três cilindros, além da versati- lidade das transmissões nas duas famílias. “A série MF 4700 possui opções de transmissão 12x12 e 8x8, na reversão mecânica e eletro- -hidráulica. Já a MF5700 possui transmissão 12x12, que, atrelada à reversão mecânica ou eletro- -hidráulica, proporciona maior gama de marchas do mercado”, ga- rante o coordenador de Marketing Tratores AGCO, Douglas Vincensi.

Douglas Vincensi

A equipe de tratores da Massey Ferguson teve motivos de sobra para comemorar. As séries MF 4700 e MF 5700, que receberam inovações em seus projetos, chamaram a atenção dos visitantes da Agrishow e foram sucesso nas apresentações dos modelos no estande da marca.

“Os novos motores eletrônicos de três cilindros, a maior capacidade de levante e vazão da categoria, além de maior escalonamento de marchas de trabalho do mercado, com a opção de contar com um súper creeper, são destaques na Série MF 4700, garante o gerente de Marketing de Produto, Eder Dornelles Pinheiro.

Um dos modelos que mais chamaram a atenção no estande da Valtra foi o BH 184, sétimo modelo da Linha BH Geração 4. Além de ser lan- çamento, o modelo estava estilizado e atraiu ainda mais os olhares dos visitantes. “A Valtra é a primeira marca a oferecer no Brasil um trator no segmento de 180cv equipado com quatro cilindros. Esse diferencial garante maior economia de combustível e menor custo de manutenção, o que, por sua vez, aumenta o rendimento do produtor rural”, afirma Winston Quintas, supervisor de Marketing de Tratores da Valtra. A transmissão mecânica Heavy Duty é outra vantagem operacional dessa linha de trabalho pesado, que é indicada para operações com cana-de- -açúcar, como transporte do transbordo, por exemplo.

Três máquinas chamaram a aten- ção dos visitantes no estande da PLA: o distribuidor de produtos sólidos, Pegasus 4.6 Air, e os autopropelidos Orion 250, com capacidade para 2,5 mil litros, e Taurus 320, de 3,2 mil litros.

De acordo com Rodrigo Oliva, gerente de Marketing de Produto, o “Pegasus 4.6 Air está preparado para interpretar um mapa de aplicação em doses variáveis com um sistema preciso, independen- temente de serem doses altas ou baixas.” A máquina possui motor MWM 218cv, tanque de produto de 4.6m³ e transmissão hidrostá-

tica 4x4 Danfoss. Rodrigo Oliva

Do menor ao maior

O maior integrante da família de tratores da LS Tractor desembarcou de vez na Agrishow 2018. O modelo H145, que já está sendo fabricado e comercializado no Brasil, tem motor Perkins de 4.4 litros, Turbo Intercooler de 145cv, transmissão Synchro Shuttle de 12x12 ou Power Shuttle de 20x20, tomada de força de três velocidades e eixo dianteiro Carraro. Outro modelo que chamou atenção foi o menor integrante da família LS, o MT25, com motorização e 25cv. “Amplia- mos o portfólio e, assim, o leque de produtores que poderão contar com nossos tratores, garantiu o gerente de produto”, Astor Kilpp.

Ronaldo Pereira e Astor Kilpp

(8)

Orion 70 anos

Ampliação AgrOn Production

Stara

Entre os diversos destaques da Jacto nesta edição da Agrishow, o aniversário de 70 anos da em- presa deu o tom no estande da companhia. Para o presidente da Jacto Agrícola, Fernando Gonçalves, o compromisso da empresa nestes 70 anos de ati- vidade é garantir ao produtor o acesso às tecnologias que o tornam cada vez mais compe- titivo e com a possibilidade de otimizar sua produção. “Ao lon- go desses 70 anos de história, a empresa apresentou diferentes produtos e tecnologias, visando atender às necessidades es- pecíficas dos agricultores das diferentes regiões onde atua”,

garante Gonçalves. Fernando Gonçalves

Com um estande amplo e todos os produtos do portfólio expostos ao público, a Raven levou à Agrishow muitas novidades e antecipou tendências tecnológicas. Com foco em oferecer produtos para o con- trole de aplicação, a empresa alicerça suas atividades na qualidade de produtos e serviços oferecidos pela empresa. Um dos destaques nesta edição da feira foi o Sistema de Controle de Bicos Hawkeye, uma das primeiras tecnologias de bocal de modulação por largura de pulso, que oferece maior precisão na taxa de aplicação e compensação em curvas.

Um dos destaques da Orion na Agrishow foi o Portal Cygni AG, uma ferramenta que possibilita, através de imagens de satélite, visualizar anomalias na lavoura, identificar o problema existente e intervir nos locais afetados de forma precisa e eficaz. Esta ferramenta permite, uma vez identificado o problema, a aplicação de insumos e defensivos em taxa variável apenas nas áreas afetadas, gerando economia de produtos e preservando os inimigos naturais. Outro destaque foi o equipamento HF-300 para aplicação de defensivos no sulco de plantio de culturas hortifrúti.

Dois importantes lan- çamentos chamaram a atenção no estande da Stara: o autopropeli- do Imperador 3.0, que agrega as funções de pulverizador, distribui- dor de fertilizantes e de sementes leves, além de mais três versões da Semeadora Abso- luta, que agora possui versões de 26 a 44 li- nhas de plantio. “São dois importantes lan- çamentos que vêm para facilitar o trabalho dos produtores”, garante o presidente da Stara,

Gilson Trennepohl. Gilson Trennepohl

A Hexagon Agriculture apresentou a sua linha de produtos com destaque para o lançamento da HxGN AgrOn Production, uma so- lução inteligente de gestão de cultivos. “A solução ajudará para que possamos atingir novos níveis de cultivos e eficiência, representando o que de mais avançado existe na tecnologia agrícola no mundo. Por isso, decidimos fazer o lançamento oficial na Agrishow, uma das maiores feiras do setor”, pontuou o presidente da Hexagon Agricul- ture, Bernardo de Castro.

No caminho certo

Ao comemorar 40 anos de história, a Trimble levou para a Agrishow 2018 a sua ampla linha de produtos e novidades para o agricultor brasileiro com destaque para o Monitor Trimble GFX-750 e o EZ- -Pilot Pro. De acordo com o diretor comercial para a América Latina da Divisão de Agricultura da Trimble, Guillermo Perez-Iturbe, o conjunto formado pelo monitor GFX-750 e o sistema de direciona- mento EZ-Pilot Pro se integra como uma solução de agricultura de precisão eficiente, e com um grande diferencial, que é um valor de investimento mais acessível para o produtor. “O sistema de direcio- namento EZ-Pilot Pro garante o alinhamento perfeito da máquina na linha e tem excelente custo x benefício”, concluiu Guillermo.

(9)

55 anos Yanmar

Vipal Versatilidade

Pacote Agrishow

Maio 2018 • www.revistacultivar.com.br

09

A Yanmar apresentou a sua linha completa de produtos para o segmento agrícola, com destaque para os tratores Solis de 26cv a 90cv, nas versões Rops, Cabine e Estreito, além da linha de motocultivadores e a transplan- tadeira de mudas de hortaliças. “A feira proporciona uma oportunidade ímpar para a realização de negócios e estabelecimento de novas parcerias e relacionamentos, sobretudo nesta nova fase de retomada ao setor agrícola”, explicou o supervisor de Vendas Agrícolas da Yanmar, Fernando Figueiredo.

A Vipal Borrachas marcou presença na Agrishow 2018, levando soluções para trato- res, caminhões e implemen- tos destinados a todas as necessidades da produção agrícola. Para o diretor co- mercial e de Marketing da Vipal Borrachas, Guilherme Rizzotto, o objetivo da em- presa na feira foi alcançado.

“Tivemos uma boa presença de público e colocamos toda a nossa linha de produtos e os novos lançamentos à dispo- sição do consumidor, através dos nossos reformadores autorizados”, garante.

Guilherme Rizzotto

A comemoração de 55 anos de fundação foi um dos destaques da Piccin na Agrishow 2018, onde a empresa apresentou o portfólio completo de produtos para o preparo do solo e agricultura de precisão. “Este é um ano importante para nós. Completamos 55 anos de atividades e ao longo dos últimos anos nos dedicamos para levar o que há de melhor ao produtor em termos de economia, durabilidade e aplicação”, destacou a diretora comercial da Piccin, Ligia Peccin.

A Prometeon ofereceu durante a Agrishow a possibilidade de toda a linha de pneus agrícolas da Prometeon ser financiada por meio das linhas BB Investe Agro com prazos de até cinco anos e taxas atrativas. Outro destaque ficou por conta da Linha PHP e da Série 01, além do pacote Agro DNA Solution.

“A Agrishow é uma ocasião ideal para anunciarmos a possibili- dade de financiamento de nos- sos pneus agrícolas por meio da linha BB Investe Agro. Além disso, mostramos o que temos de mais modernos e eficiente com nossas linhas de produtos e serviços”, afirmou o diretor comercial Agro da Prometeon, Alexandre Stucchi.

A Perkins e a MDPower, empresa do Grupo Sotreq e Máster Distribui- dor da marca Perkins no Brasil, estiveram presentes na 25ª Agrishow, onde apresentaram a família de motores 1100 da Perkins. O destaque ficou por conta dos modelos 1103, de três cilindros; o 1104, de quatro cilindros; e o 1106, de seis cilindros. De acordo com o gerente de Marketing da Perkins para a América Latina, Rafael de Souza, “estas versões são silenciosas e flexíveis para atender vários setores, desde bombas d’água até colheitadeiras, entre outros, e atendem os níveis de emissões de poluentes MAR-I”.

Alexandre Stucchi

Ligia Peccin

Agricultura familiar

A Jumil realizou o lançamento da plantadora adubadora Supera III.

Outro destaque da empresa foi a conquista do Prêmio Gerdau 2018 na categoria Agricultura Familiar, com a colhedora de forragem JM4200SH com Cracker, da Jumil. Segundo a diretora comercial da Jumil, Patrícia Morais, receber este prêmio é uma honra e um incentivo para toda a equipe da Jumil. “O reconhecimento acontece através dos clientes e usuários que avaliaram e oportunizaram esta premiação. Esta conquista fortalece ainda mais a convicção dos investimentos que foram realizados”, concluiu.

Patrícia Moraes

(10)

TECNOLOGIA

O elo que faltava

U

m trator movido a biogás produzido a partir de restos culturais e deje- tos gerados na propriedade, com custo inferior ao diesel, mantendo a mesma eficiência e ainda redu-

rista e foco na agricultura, o trator foi apresentado com exclusividade pela primeira vez na América Latina no final de abril, na Chácara Marujo, em Castro (PR), que já utiliza um outro trator New Holland, com motor adap- tado para funcionar a biometano.

Desde 2006, a New Holland vem fazendo testes com combus- tíveis alternativos como propano, hidrogênio e biodiesel e, mais re- centemente, de 2013 pra cá, vem desenvolvendo o modelo movido a biometano, que de acordo com o gerente de Marketing de Produto, Nilson Righi, é uma ótima alterna- tiva para o produtor. “O biometano reduz os impactos do efeito estufa e também permite que o produtor possa transformar um passivo am- biental ruim em energia”, explica.

Segundo o executivo, o motor FPT

Apresentado com exclusividade antes da Agrishow, novo trator conceito da New Holland, movido a biometano, promete ser o elo que faltava na propriedade para dar

autonomia energética para os produtores rurais

zindo em até 80% as emissões em comparação com um motor padrão a diesel, é o que promete o novo trator conceito da New Holland.

Com estimativa de chegar ao mercado em três anos, design futu-

Fotos New Holland

(11)

Jan Haasjes, proprietário da Chácara Marujo, possui na sua propriedade biodigestores, onde coloca os dejetos produzidos na granja de mais de nove mil ma- trizes de suínos e mais alimentos descartados de supermercados que são entregues na propriedade.

Os resíduos viram biofertilizante, empregado nos 800ha de grãos que possui, energia utilizada para o funcionamento da fazenda e ao aquecimento da granja, e o metano gerado neste processo é filtrado para produzir o biometano, utili- zado no trator que está em testes na propriedade há um ano.

No entanto, Haasjes reclama do trator conceito foi completamen-

te desenvolvido para funcionar com gás, o que é diferente, por exemplo, dos motores adaptados para este combustível. “O motor a gás não tem nenhuma diferença para o motor a diesel em termos de durabilidade, custos de manutenção e desempe- nho. Além disso, conta com uma grande facilidade de abastecimento e é capaz de trabalhar o dia inteiro sem ter que parar para reabastecer”, afirmou Righi.

A aposta da empresa é que o biometano vai se tornar uma al- ternativa energética muito viável para os produtores rurais nos pró- ximos anos. De acordo com o vice- -presidente da New Holland para a América Latina, Rafael Mioto, já há a discussão no Governo e também na iniciativa privada para alavancar os investimentos na área. “As ações ambientais tão importantes, mas que não trazem junto a rentabilida- de econômica, tendem a caminhar devagar. Foi sem dúvida um desafio técnico e tecnológico desenvolver um trator eficiente e produtivo para fechar o elo que faltava na fazenda sustentável em energia, elemento- -chave do conceito de ‘energy in- dependent farm’, em que a fazenda não produz apenas alimentos, mas também a biomassa que precisa para gerar energia e executar suas operações”, conclui.

Maio 2018 • www.revistacultivar.com.br

11 que, apesar de conseguir produzir uma boa quantidade de gás, não possui ainda à disposição no País máquinas que utilizam o biome- tano para funcionar. “Eu produzo o gás, mas me faltam máquinas e caminhões compatíveis com ele.

Preciso de apenas mais um compo- nente, as máquinas, que em países da Europa já estão à disposição dos produtores”, conclui o produtor.

O novo trator conceito movido a biometano possui motorização NEF de seis cilindros, com 180hp de potência e 740Nm de torque, o que lhe permite o desempenho equivalente ao modelo movido a diesel.

A aposta da empresa é que o biometano vai se tornar uma alternativa energética muito viável para os produtores rurais nos próximos anos

O trator foi apresentado com estimativa de chegar ao mercado

em três anos, com design futurista e foco na agricultura Detalhe do sistema de armazenamento do metano e componentes do motor

.M

(12)

COLHEDORAS

Perdas

identificadas

O

arroz irrigado é cultivado numa área de aproxima- damente 1,083 milhão de hectares no estado do Rio Grande do Sul, com produção de 7,4 milhões de toneladas. O sistema de colheita destas áreas é totalmente mecanizado, sendo que perdas quantitativas são inerentes a este processo.

Não existem dados exatos sobre as perdas totais durante a colheita de grãos nas lavouras brasileiras, porém, estimativas dão conta de que as mes- mas encontram-se em torno de 20%

da produção total.

Durante o processo de colheita mecânica, as perdas quantitativas de- veriam ser inferiores a 3% do total de grãos disponíveis para serem colhidos

na lavoura, porém, no caso da lavoura de arroz, estudos demonstram que essas perdas podem atingir 10%.

Perdas na lavoura podem ser clas- sificadas em três tipos: perdas pré-co- lheita, perdas no processo de colheita e pós-colheita. As perdas pré-colheita são aquelas que ocorrem antes do processo de colheita, por fatores climáticos, natu- rais e ataque de animais. As perdas que ocorrem durante o processo de colheita (perdas devido à colhedora) podem ter origem na implantação inadequada da lavoura (escolha da variedade/cultivar, erros na semeadura/adubação, falta de tratamento fitossanitário adequado), podem ocorrer devido a fatores climá- ticos (ocorrência de ventos e chuvas intensas, causando acamamento) e a

fatores operativos, como o estado de manutenção, regulagens e qualificação do operador. Já as perdas denominadas de pós-colheita são aquelas que ocorrem no processo de transporte, beneficia- mento e armazenamento do produto.

PERDAS NA COLHEDORA

Nas colhedoras, as perdas podem ser analisadas em dois locais distintos:

parte frontal (devem-se à plataforma de corte) e parte posterior da máquina (que resultam dos sistemas de trilha, separação e limpeza).

A plataforma de corte apresenta como função cortar, recolher e encami- nhar a cultura para a unidade de trilha, sendo composta por separadores, barra

Novo método de identificação de perdas na plataforma, criado pelo Nimeq, da Universidade Federal de Pelotas, facilita a coleta e a

interpretação dos dados obtidos na lavoura

(13)

Maio 2018 • www.revistacultivar.com.br

13 de corte, molinete, condutor helicoidal

(caracol) ou esteira (draper) e canal alimentador. A diferença entre a pla- taforma que utiliza o sistema draper é que, neste caso, o sistema responsável por recolher o produto que cai na base da plataforma e é encaminhado ao canal alimentador, não é um cilindro helicoi- dal, mas sim esteiras de borracha.

Considerando que a colheita é a etapa final do processo produtivo, as perdas devem ser mantidas dentro de padrões aceitáveis, a fim de não com- prometer a lucratividade da lavoura.

Portanto, a avaliação sistemática das perdas de grãos nas lavouras, aliada a um processo de constante regulagem da colhedora, reduz a quantidade de grãos perdidos, garantindo a produtividade e a lucratividade esperadas da lavoura.

Devido à complexidade dos diferen- tes métodos utilizados para avaliar as perdas na colheita em lavouras de arroz, principalmente aquelas que ocorrem na plataforma de corte, a equipe do Núcleo de Inovação em Máquinas e Equipa- mentos Agrícolas (Nimeq) da Uni- versidade Federal de Pelotas (UFPel) desenvolveu uma metodologia prática para analisar as perdas na plataforma de corte em lavouras de arroz irrigado, a qual pode ser empregada para outras culturas, onde a barra de corte trabalhe numa altura vertical mínima de 30cm.

MÉTODO

CONVENCIONAL

O método comumente utilizado prevê a utilização de armação de 1m2 de

se contam os grãos, deve-se proceder ao cálculo da sua equivalência em peso, para tanto se pode utilizar o peso específico do grão com o qual se está trabalhando. Desta forma será pos- sível calcular as perdas quantitativas de grãos em função da produtividade da lavoura, obtendo-se um resultado percentual que indicará a necessidade ou não de se fazer ajustes na máquina.

Esse método é de difícil execução em lavouras de arroz irrigado, poden- do levar a erros amostrais, visto que, em muitos casos, na hora da colheita resta uma certa quantidade de água na lavoura. Soma-se a isso o fato de que a quantidade de grãos que deverão ser contados normalmente é bastante alta.

MÉTODO NIMEQ

Tentando contornar este problema e agilizar a obtenção de resultados sem perder a precisão, a equipe do Nimeq desenvolveu uma metodologia para área, que deve abranger toda a largura

da plataforma de corte da colhedora.

Inicialmente se faz a determinação da quantidade de grãos disponíveis para serem colhidos pela máquina na lavoura, a qual é obtida com a coleta dos grãos disponíveis em uma área de 1m2, para tanto se utiliza uma armação quadrada com 1m de lado. Com essa mesma armação se faz a determinação das perdas pré-colheita.

Para a determinação das perdas na plataforma, a colhedora deve ser parada durante o processo de colheita, desliga- da a plataforma de corte e a máquina retrocedida. À frente de onde ficar a marcação dos pneus dianteiros da co- lhedora, deve ser colocada a armação de 1m2 e coletados os grãos caídos. Da quantidade de grãos assim obtidos deve ser subtraído o valor referente à perda pré-colheita anteriormente registrado.

Posteriormente a estas determi- nações, nas quais, geralmente, apenas Detalhes da plataforma de corte draper utilizada no experimento

Considerando que a colheita é a etapa final do processo produtivo, as perdas devem ser mantidas dentro de padrões aceitáveis

Fotos John Deere

(14)

obtenção da quantidade de perdas na plataforma de corte em lavouras de ar- roz irrigado. Esta metodologia consiste em determinar, ao longo da largura da plataforma, em locais predeterminados, a perda de grãos. Isso também possi- bilita identificar os pontos que geram as maiores perdas e relacioná-las às condições de trabalho da máquina, como velocidade de deslocamento, tipo de plataforma e altura de corte. Para isso, foram projetados coletores de PVC em forma de calha com dimensões de 15cm x 75cm com área individual de 1.125cm², os quais são posicionados sobre o solo, nas entre linhas da cultu- ra, regularmente espaçados ao longo da largura da plataforma de corte da máquina.

Para o teste desta metodologia realizaram-se dois experimentos de campo: um no Departamento de Treinta y Tres, no Uruguai, em lavoura de 200ha de arroz irrigado e outro na Província de Entre Rios, na Argentina, numa lavoura de 850ha de arroz irrigado.

A colhedora utilizada, em ambos os casos, foi da marca John Deere modelo

9670 STS Rice com o módulo Single Tine Separation (STS), na qual foram utilizadas duas plataformas com sis- tema draper dos modelos 625D, com 7,60m, e 630D, com 9,10m de largura, respectivamente.

Para maior precisão na quantifica- ção das perdas na plataforma, foi defini- do que o número de coletores utilizados seria variável de acordo com a largura da plataforma, a fim de se obter uma área de coleta mínima de 1,200m2. Na plataforma 625D foram utilizados 12 coletores, obtendo-se uma área de co-

leta de 1,350m², já na plataforma 630D foram utilizados 14 coletores, tendo uma área de coleta total de 1,575m².

Os coletores foram posicionados de maneira equidistante, ao longo da plata- forma de corte, e após a passagem sobre estes, a colhedora era parada, a platafor- ma desligada e a máquina retrocedida.

Os grãos captados pelos coletores foram, então, contados e a operação repetida, no mínimo, três vezes. Desta forma não se faz necessária a obtenção das perdas pré-colheita, visto que os grãos captados pelos coletores se referem apenas à per- da da plataforma de corte, o que reduz o tempo gasto no processo. Outro ponto importante é que, com a utilização desta metodologia torna-se possível localizar ao longo da largura da plataforma, quais os pontos que geram maiores perdas, o que é impossível com a utilização do método tradicional.

Na Figura 1 são apresentadas as perdas na plataforma de corte, obtidas para a colhedora modelo 625D, sendo possível observar que os maiores va- lores ocorrem nas extremidades e no centro da plataforma.

Quando se determinaram as perdas referentes à plataforma 630D, verificou- -se que as mesmas apresentaram uma distribuição lateral praticamente igual à da plataforma 625D, embora com um volume maior de perdas (Figura 2).

Nota-se que, a exemplo do caso anterior (625D), as maiores perdas também ocorrem nas extremidades e no centro.

Quando se compara o método con- vencional com o proposto pelo Nimeq, Figura 1 - Ilustra a localização exata das perdas na plataforma 625D

Figura 1 - Ilustra a localização exata das perdas na plataforma 625D

Foram projetados coletores de PVC em forma de calha com dimensões de 15cm x 75cm com área individual de 1.125cm²

(15)

verifica-se que o primeiro é bastante trabalhoso, demorado e de difícil en- tendimento, principalmente para os produtores e operadores de máquinas, além de não fornecer os pontos exatos das perdas ao longo da plataforma.

Se comparado com as demais téc- nicas, a utilização do método Nimeq,

possibilita a identificação das perdas de grãos por locais específicos ao longo da plataforma, pois os grãos ficam reti- dos dentro dos coletores, facilitando a contagem, ou mesmo a pesagem direta, podendo-se gerar gráficos que facilitam a visualização e o entendimento do processo de perdas.

As perdas podem ser analisadas em dois locais distintos:

parte frontal e parte posterior da máquina

Antonio L. T. Machado, Ângelo Vieira do Reis, Fabricio A. Medeiros, Mauro F. Ferreira, Roberto L. T. Machado, Tiago Vega Custódio, César Silva de Morais e Marina Peter Schwab, Nimeq, UFPel

.M

Equipe da UFPel que testou o novo método de avaliação de perdas em colhedoras de arroz

Fotos Antonio Liles Machado

(16)

EMPRESAS

Além de ampliar sua atuação no mercado de eixos agrícolas, com opções para tratores de menor potência, com uso voltado para fruticultura e cafeicultura, a ZF apresenta o protótipo do trator conceito semiautônomo, desenvolvido em conjunto

com a montadora austríaca Lindner

De olho no amanhã

C

onfiante na importância da agricultura e do agronegócio para o desenvolvimento da economia do país, a ZF lançou no dia 11 de abril o novo Eixo Narrow – para tratores de 25cv a 70cv -, que será apre- sentado com exclusividade durante a Agrishow 2018 – feira que ocorre de 30 de abril a 4 de maio, em Ribeirão Preto (SP). A empresa alemã, conhecida por ser uma das maiores fabricantes de chassis e peças para a indústria automo- tiva do mundo, aproveitou o lançamen- to para destacar produtos tradicionais de seu portfólio, que também estarão à disposição dos produtores rurais que quiserem conhecer mais durante a feira.

Em 2015, com a aquisição da chine- sa Kintra – do grupo YTO -, uma joint venture possibilitou a ampliação da atuação da ZF no mercado. O Eixo Nar- row faz parte de um portfólio de eixos- -portal estreitos da Série Kintra – já com engenharia ZF. “A nomenclatura portal define o conceito ‘blindado’, que carac- teriza a vedação de todos os elementos rotativos do eixo. O vão livre aumentado torna a aplicação do produto ideal para fruticultura e cafeicultura”, explicou o diretor de Vendas da ZF para América do Sul, Sílvio Furtado.

Além do Eixo Narrow, um produto

que foi apresentado pela primeira vez na Agrishow 2017, como lançamento, e agora já está no mercado em produção, nos tratores e concessionários de má- quinas, é o Eixo TSA23. Produzido para tratores na faixa de potência de 160cv a 240cv, com uma interface para sus- pensão dianteira, bloqueio hidráulico e diferencial, e sensor de esterçamento integrado.

O TSA23, que teve sua aplicação tes- tada em parceria com a Unesp Jabotica- bal, já tem disponibilidade da versão 3m – voltado principalmente para o cultivo da cana-de-açúcar. “A versão de 3m pos- sibilita a transformação do eixo para a operação de cana. A partir do momento que ele não precisa mais do uso do eixo de 3m, com o kit ele pode fazer a troca - em uma oficina ou concessionário - de volta para a versão standard”, afirmou o gerente de Unidade de Negócios para Tecnologia Industrial da ZF América do Sul, Paulo Vecchia. A versão 3m será de- monstrada este ano na Agrishow. Além de eixos, a marca apresenta a linha de

amortecedores e embreagens durante a Agrishow 2018.

CONCEITO PARA O FUTURO

A ZF também apresentou o protóti- po do seu trator conceito – semiautôno- mo -, a tecnologia aposta em um trator guia e um trator seguidor, que aprende o trajeto a ser feito e consegue repeti- -lo independentemente. Com uso de sensores lidar e radar, câmeras e GPS, o trator “reconhece” a proximidade de qualquer obstáculo, agindo de forma a evitar acidentes e alertando o produtor rural no tablet ou aparelho celular. “Com a utilização do gerenciamento das in- formações, conseguimos ter uma visão 360º do espaço, e com o processamento de dados, podemos sempre priorizar segurança e produtividade dentro deste conceito”, ressaltou Vecchia.

O projeto é uma parceria com a montadora austríaca Lindner, e ex- plora tendências de conectividade e automação. Para Vecchia, é importante desenvolver e estar à frente do que há de mais moderno na área, porém desa- fios infraestruturais ainda prejudicam a aplicação desse tipo de tecnologia.

Projeto de trator conceito

semiautônomo foi apresentado Paulo Vecchia e Silvio Furtado falaram sobre os planos da ZF

.M

Fotos ZF

(17)

Rendimento líquido

As áreas cultivadas com cana-de-açúcar aumentaram mais de 47% nos últimos dez anos, porém a produtividade média das lavouras chegou a passar por

períodos de decréscimo. Para um maior retorno econômico e aumento da produtividade, o uso de técnicas que permitam maior controle ambiental, como a

irrigação, torna-se fundamental

IRRIGAÇÃO

A

cultura da cana-de-açúcar ocupa grande destaque no cenário agrícola brasileiro, fato demonstrado pelo crescimento da área de cultivo, passando de 5,84 milhões de hec- tares na safra 2005/06 para estimativas de 8,61 milhões de hectares em 2018/19 (aumento de 47,4%). No entanto, a pro- dutividade não apresentou tendência de crescimento durante o mesmo período.

Na safra 05/06, a produtividade média nacional da cultura foi de 74t/ha, passan- do para 72,6t/ha em 18/18, sendo que em alguns anos agrícolas, como nas safras 11/12 e 12/13, ocorreram decréscimos médios de rendimento de até 9t/ha em relação a 05/06 (Conab, 2018).

Para um maior retorno econômico ao produtor, o aumento da produtividade do canavial é imprescindível, porém, existe a necessidade da utilização de novas técnicas no manejo da lavoura. Dentre os manejos que podem ser adotados para isso, destacam-se a utilização de mudas pré-brotadas no plantio, o uso de cultiva-

res adaptadas ao ambiente de produção e a utilização de sistemas de irrigação.

Com as alterações climáticas, como períodos de longas estiagens, o uso de técnicas que permitam maior controle ambiental na agricultura torna-se im- prescindível. Dessa maneira, a irrigação por gotejamento subsuperficial ganha destaque. Dentre os sistemas de irrigação, este é o que apresenta a maior eficiência de aplicação de água. Além disso, permite aplicação de defensivos via água para controle de pragas de solo (quimigação) e possibilita a fertirrigação, diminuindo custos com horas/máquina e aumentando a eficiência da adubação, uma vez que a aplicação pode ser parcelada em diferen- tes fases durante o ciclo.

A cana-de-açúcar é a cultura que pos- sui a maior área irrigada do Brasil, com 1,7 milhão de hectares (ANA, 2017). Entretan- to, em quase a totalidade da área irrigada (98,5%) existe somente a denominada

“irrigação de salvamento”, muitas vezes através da aplicação de vinhaça, visando

dar melhores condições para o desen- volvimento inicial da cultura. A lâmina aplicada por essa modalidade de irrigação raramente ultrapassa 80mm, apresentan- do pequena condição de indicar cultivares que são responsivas à irrigação, uma vez que a demanda hídrica ao longo do ciclo da cultura ultrapassa 1.200mm. Com isso, estudos que aplicam água durante todo o ciclo da cultura são necessários para avaliar a responsividade de diversas cultivares à irrigação.

A quantificação da demanda hídrica pela planta é fator primordial para a lu- cratividade de lavouras de cana-de-açúcar irrigada. Em muitos casos, a quantidade de água aplicada é muito inferior ou superior à real necessidade da planta, causando prejuízos econômicos e ambientais. Nesse sentido, deve-se monitorar diariamente o consumo hídrico pela cultura, aplicando- -se a quantidade de água adequada para cada estádio da cana-de-açúcar. O moni- toramento da necessidade da irrigação pode ser realizado por diversos métodos,

Maio 2018 • www.revistacultivar.com.br

17

Valley

(18)

dentre os quais os mais conhecidos estão na utilização de sensores de umidade do solo e também por meio da estimativa da evapotranspiração da cana-de-açúcar.

Em regiões onde a disponibilidade hí- drica é limitada, ou seja, a vazão outorgada é pequena, a irrigação sob déficit hídrico é uma das alternativas para o manejo hídrico da cana-de-açúcar. Essa modalidade de manejo de irrigação visa fornecer água em quantidade menor do que a requerida pela cultura. Como o risco de diminuição da produtividade nessa situação existe, deve-se escolher variedades de cana que toleram pequeno déficit hídrico sem afetar drasticamente seu rendimento, porém as mesmas variedades devem ser responsivas à irrigação.

Em experimento com cinco cultivares de cana-de-açúcar realizado na região canavieira do estado de São Paulo, foi ava- liado o efeito de diferentes regimes de ir- rigação por gotejamento subsuperficial na produtividade de colmos da cana (Figura 1) e de açúcar (Figura 2) para dois anos de avaliação (1ª e 2ª soca). Os manejos hídri- cos consistiam em irrigação suplementar (Sup), irrigação deficitária (Def) e não irrigado (Seq). A irrigação suplementar foi aquela que aplicou água em quantidade suficiente para suprir toda a necessidade da cana-de-açúcar, enquanto que a defici- tária consistiu em aplicar somente 50% da necessidade hídrica. O tubo gotejador uti- lizado na irrigação foi o modelo Durázio/

Petroisa, com vazão de 1,5 litro por hora e instalado sob a linha de plantio.

Para os dois anos de estudo, as culti- vares CTC 4 e RB 86-7515 foram as que apresentaram o menor incremento em produtividade quando irrigadas. Além dis- so, a cultivar IAC 95-5000 não apresentou

grande incremento em produtividade en- tre os manejos de irrigação suplementar e deficitária, indicando que não apresenta perdas de produtividade quando mantida sob irrigação deficitária. Para as cultivares IACSP 93-3046 e IAC 91-1099 observa-se que há um incremento de produtividade significativo quando são irrigadas. Esses dados demonstram a necessidade de informações e pesquisas que indiquem a variedade de cana-de-açúcar ideal para cultivos irrigados, pois a escolha da variedade correta é fundamental para o sucesso da canavicultura irrigada.

De um modo geral, e para condições edafoclimáticas do interior do estado de São Paulo, pode-se afirmar que para o cul-

tivo de 1ª e 2ª soca, a irrigação promove aumento de produtividade na cana-de- -açúcar da ordem de 30t/ha. Também se pode afirmar que a queda de produti- vidade entre uma safra e outra é menor nas áreas irrigadas. As cultivares CTC 4, IACSP 93-3046, RB86-7515, IAC95-5000 e IAC91-1099 no sequeiro alteraram a sua produtividade entre os anos em -16%, -0,7%, -6%, -9% e -11%, respecti- vamente, enquanto que para a irrigação suplementar as alterações foram de -2%, -3%, +16%, -9% e -3%, respectivamente.

A produtividade de açúcar (Figura 2) é obtida pela multiplicação da produtivi- dade de colmos (t/ha) pela concentração de açúcar total recuperável (ATR em Figura 1 - Produtividade de colmos de cinco cultivares de cana-de-açúcar sob irrigação deficitária, irrigação suplementar e não irrigadas, 1ª soca e 2ª a soca

IRRIGADO (t/ha) 170 105 122,80 133,90 118,80 171,21 132,56 155,00 177,50 193,20 186,00 225,20 249,02 72,00 67,00 63,00 61,00

Tabela 1 - Produtividade de cultivares de cana-de-açúcar sob manejos irrigado e sequeiro em diversas localidades e tipos de solo

CULTIVAR RB931011 SP791011 RB855536 SP80-3280 RB86-7515 RB72454 SP90-3414 SP79-1011 RB81-3804 RB94-3365 RB86-7515 RB855536 RB855453 RB86-7515 RB855536 SP83-2847 SP89-1115

SEQUEIRO (t/ha) 140 115 95,60 91,90 84,90 132,41 106,80 71,20 79,90 80,60 87,60 214,60 178,06 61,00 60,00 59,00 57,00

CICLO 1° ano 1° ano 2° ano 2° ano 2° ano 2° ano 3° ano 1° ano 1° ano 1° ano 1° ano 1° ano 1° ano 4° ano 4° ano 4° ano 4° ano

LOCAL Teresina/PI Teresina/PI Jaú/SP Jaú/SP Jaú/SP Botucatu/SP Piracicaba/SP Carpina/PE Carpina/PE Carpina/PE Carpina/PE Guaíra/SP Rio Verde/GO

Jaú/SP Jaú/SP Jaú/SP Jaú/SP

SOLO PVAd PVAd PVe PVe PVe NV PVAe

PAd PAd PAd PAd

**

LVdf PVe PVe PVe PVe

LVef: Latossolo Vermelho eutroférrico; PVe: Argissolo Vermelho eutrófico; NV: Nitossolo Vermelho; PVAe: Argissolo Vermelho-amarelo eutrófico; PAd: Argissolo Amarelo distrófico; LVdf: Latossolo Vermelho distroférrico; ** Não relatado. Informações retiradas dos trabalhos de Oliveira et al. (2014), Arantes (2012), Barbosa et al. (2012) e Andrade Júnior et al. (2017)

(19)

Maio 2018 • www.revistacultivar.com.br

19

kg/t). Observa-se que para as cultivares pouco responsivas à irrigação (CTC 4 e RB 86-7515), a produtividade de açúcar não foi incrementada significativamente sob irrigação, pois a produtividade de colmos foi próxima à da obtida no sequeiro. Para outras, como a IAC 93-3046, a IAC 95- 5000 e a IAC 91-1099, os incrementos de açúcar superaram 5t/ha.

Destaca-se um fato relevante para a cana-de-açúcar irrigada: a produtividade de açúcar para algumas cultivares na 2ª soca foi superior à 1ª soca (Figura 2).

Como a produtividade de colmos foi supe- rior na 1ª soca esperava-se maior rendi- mento em açúcar para o ano anterior. No entanto, verificou-se que o teor de açúcar (kg por tonelada) para a 2ª soca foi supe- rior ao da 1ª, afetando o rendimento final.

Isso ocorreu, pois para a 1ª soca o corte foi realizado no início da safra (maio), enquanto que para a 2ª soca, no meio da safra (julho). A cana-de-açúcar intensifica o processo de maturação sob déficit hí- drico e/ou temperaturas baixas (<20°C).

No início da safra, muitas regiões produ- toras ainda apresentam temperaturas que permitem o crescimento vegetativo da cultura, fato ainda mais pronunciado em lavouras irrigadas (sem ou pequeno

déficit). Dessa maneira, quando irrigada, a cana-de-açúcar não deve ser colhida no início da safra, até mesmo para cultivares precoces, visando obter o máximo rendi- mento tecnológico.

A Tabela 1 apresenta dados de pro- dutividade de diversas cultivares de cana-de-açúcar sob irrigação suplemen- tar e não irrigadas, em diferentes solos, servindo de informação para a escolha de cultivares responsivas ou não à irri- gação. Resultados experimentais com cana-de-açúcar irrigada indicam que em regiões com precipitação anual inferior a 1.000mm, o uso da irrigação é indispen- sável para obter elevados rendimentos, sendo os incrementos independentes das cultivares. Para regiões com precipitação anual superior a 1.000mm, observa-se que os incrementos de rendimento são influenciados pelo genótipo, o que indica que a escolha da cultivar a ser irrigada nessas regiões deve ser muito mais cri- teriosa e técnica.

A implantação do sistema de irrigação por gotejamento em canaviais deve ser analisada em função de vários fatores, tais como custos de implantação e ma- nutenção, aumento da longevidade da lavoura, além dos benefícios já citados que

a irrigação traz ao produtor. Atualmente, o custo de implantação do gotejamento na cana-de-açúcar fica entre R$ 8.500,00 e R$ 12.000,00 por hectare, variando em função do tamanho da área, da topografia do terreno, do modelo do tubo gotejador, do sistema de bombeamento e de filtra- gem e espaçamento da cultura.

Em uma análise objetiva, consideran- do que o custo variável é igual ao benefício indireto da irrigação e que uma lavoura irrigada tenha uma longevidade de dez anos e de sequeiro, de cinco anos, com amortização da implantação da irrigação de R$ 4.500,00 por hectare referente ao custo para a renovação do canavial, dessa maneira, considerando o valor de RS 70,00 a tonelada de cana-de-açúcar e depreciando o restante do custo da implantação da irrigação em dez anos, aumentos de produtividade de 5,7t/ha a 10,71t/ha já seriam suficientes para que a irrigação por gotejamento fosse viável ao canavicultor.

Portanto, nota-se que, mesmo em regiões que apresentam condições favo- ráveis para o cultivo da cana-de-açúcar, a irrigação pode aumentar a lucratividade do produtor. Para isso, deve-se levar em conta informações técnicas indispensá- veis. Dentre elas, destacam-se o manejo adequado da irrigação e a escolha correta da cultivar de cana-de-açúcar. Sendo assim, o conhecimento técnico prévio é fundamental para a adoção da irrigação em cana-de-açúcar, uma vez que depois que o sistema foi implantado, pouco se pode fazer para alterá-lo. .M Cana cultivada sem irrigação (A) e

cultivada com irrigação suplementar (B)

Figura 2 - Produtividade de açúcar (ATR) de cinco cultivares de cana-de-açúcar sob irrigação deficitária, irrigação suplementar e não irrigadas

Alexandre B. Dalri,

Anderson Prates Coelho e João Alberto Fischer Filho, Unesp

Mesmo talhão mostra a diferença do cultivo de cana em sequeiro e irrigada

Fotos Alexandre B. Dalri

(20)

PULVERIZADORES

A

Tecnologia de Aplicação é uma área de estudo multi- disciplinar que visa à correta colocação do produto biologicamente ativo no alvo, quando e se necessário, de forma econômica e com o mínimo de contaminação ambiental. Abrange o controle de insetos, ácaros, plantas daninhas e agentes patogênicos nas diferentes culturas e considera pro- cedimentos desde a formulação dos produtos aplicados e da preparação das caldas até a aplicação eficiente e segura e o gerenciamento das operações.

No contexto dos tratamentos fitos- sanitários estão envolvidos custos de produção significativos do processo produtivo da agropecuária, com refle- xos importantes na sustentabilidade das culturas.

A utilização de volumes elevados é comum devido à distribuição aleatória e generalizada dos alvos nos cultivos, inclusive em locais de difícil acesso aos produtos fitossanitários, como sob tecidos vegetais ou sob o solo.

Tradicionalmente, as pulverizações são realizadas lançando as caldas de fora para o interior do dossel vegetal, implicando dificuldades de atingir o subdossel. Por conta disto é comum que apenas uma pequena quantidade

A adoção de boas práticas agrícolas, desde a escolha da formulação, passando pela regulagem dos equipamentos até a aplicação correta, garante uma

pulverização segura e eficiente

de gotas alcance o baixeiro, ao mesmo tempo em que pode haver escorrimento de calda das folhas na parte mais expos- ta da cultura.

Por outro lado, para aumentar a penetração das gotas para o baixeiro, são utilizadas gotas menores, que são sujeitas a perdas por evaporação e por deriva, deslocando-se para áreas dis- tantes daquela destinada ao tratamento fitossanitário (Figura 1). Todas estas perdas, via de regra, são compensadas por maiores volumes de calda ou mes- mo por maior número de aplicações, ambas onerosas tanto para a atividade quanto para o ambiente.

Com isto, tem-se verificado cresci- mento contínuo no uso dos produtos fitossanitários, agravado pelo surgi- mento de pragas e doenças exóticas e pela seleção de organismos resistentes.

Para a proteção das gotas finas em menores taxas de aplicação são dispo- níveis estratégias como atuar com a barra mais baixa ou com a assistência de ar, selecionar as horas mais úmidas, menos quentes ou com menos vento durante o dia, ou utilizar adjuvantes.

Cada uma das técnicas depende de quão críticas são as situações no momento das aplicações, que resultem em perdas das gotas.

Quanto ao uso de adjuvantes, tem sido um assunto de grande interesse para produtores agrícolas devido às propostas de proteção às gotas para a redução de deriva e da evaporação, o melhor espalhamento das gotas e uma possível melhora na absorção da calda pelos alvos. Com isto, tem-se expandido rapidamente o número de produtos comerciais.

Com função de aumentar a eficiência por modificar determinadas carac- terísticas da calda, o adjuvante não apresenta propriedade fitossanitária.

Seus efeitos destacam-se na redução da tensão superficial das caldas pulveriza- das, diminuindo a força de ligação entre as moléculas de água, o que aumenta o espalhamento das gotas sobre as su- perfícies tratadas, com maior cobertura e probabilidade de contato com o alvo biológico (Figura 2). Pode haver ainda um aumento da afinidade da calda com a superfície tratada, o que aumenta o espalhamento da gota.

A tensão superficial refere-se às forças que existem na interface entre fluidos, impedindo que eles se mistu-

rem. Dentre os líquidos utilizados para pulverização, normalmente

Soma de fatores

Jacto

(21)

Referências

Documentos relacionados

Sustentabilidade.. É importante observar que, segundo os dados coletados e resultados obtidos, os vídeos da 7ª Mostra Circuito Tela Verde compreendem perspectivas

b) Na Biblioteca da Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto coexistiram no tempo preocupações com a gestão física dos documentos e com o processamento de dados;

Receita de Produtos (Quantidade) Margem de Produtos (Qualidade) Alavancadores de Produtividade Investimento Investimento Processo Processo Mercado Mercado

Novo meio, inicialmente denominado, BHYMI (Brain-heart-yeast-meat infusion) logo Rq., constante basicamente de extrato de cérebro, extrado de coração, extraio de carne, extrato

A figura 15 ilustra uma das várias aplicações da técnica de redução catalítica seletiva para o pós tratamento dos gases de escape em veículos de grande porte com

[r]

As DMUs com maior crescimento percentual de novilhas no período foram as que apresentaram maior eficiência técnica, sendo como todas as propriedades incorporaram

Os efeitos podem, consoante as legislações nacionais, ser meramente factuais (compete neste caso às autoridades competentes, e nomeadamente às autoridades judiciais, extrair