SOBRE A ORIGEM DO DESENVOLVIMENTO DOS SEGUROS

Texto

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PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DE SÃO PAULO PUC - SP

Adriano Romano

SOBRE A ORIGEM DO DESENVOLVIMENTO DOS SEGUROS

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1 PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DE SÃO PAULO

PUC - SP

Adriano Romano

SOBRE A ORIGEM DO DESENVOLVIMENTO DOSSEGUROS

MESTRADO EM ECONOMIA DA MUNDIALIAZAÇÃO E DESENVOLVIMENTO

Dissertação apresentada à Banca Examinadora da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, como exigência parcial para obtenção do título de MESTRE em Economia da Mundialização e Desenvolvimento, sob a orientação do Prof. Dr. Professor Dr. José Nicolau Pompeo.

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“Um sólido mercado nacional de seguros e resseguros é uma característica essencial do crescimento econômico” Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento (UNCTAD), 1964

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3 RESUMO

Este artigo discute os determinantes históricos, ao mesmo tempo em que estima a contribuição das leis e das instituições na determinação do nível atual de desenvolvimento de uma indústria que desempenha um papel fundamental na economia moderna: seguros. Resultados empíricos extraídos de uma amostra de 70 países (desenvolvidos e emergentes), bem como de 40 antigas colônias, evidenciam que as tradições legais trazidas pelos colonizadores (Lei Comum Britânica e Código Civil Francês) e a taxa de mortalidade dos primeiros colonizadores influenciaram na formação e na qualidade das instituições no longo prazo, com fortes implicações para o mercado de seguros, explicando então as diferenças nos níveis atuais de desenvolvimento desta indústria entre os países.

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ABSTRACT

This paper assesses the historical determinants, as well as estimates the contribution of law and institutions in determining the development level among countries, of an industry that plays a key role in the workings of a modern society: insurance. Empirical results extracted from a sample of 70 developed and emerging countries, from which 40 former colonies, provide evidence that the legal traditions brought by colonizers (British Common Law and French Civil Code), alongside the mortality rates of first colonial settlers, influenced the formation and the quality of long-lasting institutions, with strong implications for the insurance markets and its different development levels seen today among the various countries.

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5 SUMÁRIO

1. INTRODUÇÃO ………..……….……….……... 9

1.1. O seguro na antiguidade; Colônias no Novo Mundo e o seguro marítimo; Blaise Pascal e o seguro de vida; Benjamin Franklin e o seguro contra incêndios ... 9

1.2. Seguros nos dias atuais ... 11

2. O PAPEL E A IMPORTÂNCIA DOS SEGUROS NA ECONOMIA MODERNA ... 15

3. DADOS ….…..…...……….….……….…... 17

3.1. Desenvolvimento do mercado de seguros (DS) ... 17

3.2. Mortalidade dos colonizadores e as leis ... 18

3.3. Outros possíveis determinantes do desenvolvimento do mercado de seguros ... 20

4. RESULTADOS DAS REGRESSÕES.………....……....……. 23

4.1. Regressão “leis e o desenvolvimento dos mercados de seguros” ... 23

4.2. Regressão “taxa de mortalidade dos colonizadores e o desenvolvimento dos mercados de seguros” ... 25

4.3. Regressão “leis, taxa de mortalidade e o desenvolvimento dos seguros” ... 25

5. RECOMENDAÇÕES AOS FORMULADORES DE POLÍTICAS NO BRASIL …... 29

6. CONCLUSÕES ….………...………....….…...…...…. 33

REFERÊNCIAS ……….……….….……….. 35

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1. INTRODUÇÃO

Os níveis de penetração de seguros diferem de forma dramática entre as nações mais e menos desenvolvidas. No Reino Unido, o total de prêmios (faturamento) de seguros chega a mais de 10% do PIB, comparado a 4% no Brasil... 0,7% no Egito... e 17% em Taiwan. Qual a razão para diferenças tão grandes? O que se pode fazer para reduzir estas diferenças, concretamente no caso do Brasil? São estas as questões que este artigo se propõe a tratar e responder.

1.1 O seguro na antiguidade; Colônias no Novo Mundo e o seguro marítimo; Blaise Pascal e o seguro de vida; Benjamin Franklin e o seguro contra incêndios

O seguro é um mecanismo de transferência de risco que protege e fornece compensação, de maneira parcial ou total, por perdas ou danos causados por eventos fora de controle do segurado. Sob um contrato de seguro ("apólice"), uma das partes contratantes (a "Seguradora") indeniza a outra parte (o "Segurado") em caso de perdas advindas de certos eventos, dentro de um período específico de tempo, desde que o pagamento de uma taxa (o "prêmio") tenha sido feito pelo segurado em favor da Seguradora.

O conceito principal de seguro, "a desconcentração do risco", existe desde o início da humanidade. Desde caçar em grupo para diminuir a probabilidade de morte de um caçador solitário ao envio de mercadorias em vários carregamentos para evitar a perda total da carga - nós sempre estivemos cientes do risco. A primeira apólice de seguros escrita da antiguidade aparece inscrita num obelisco Babilônico chamado de “Código do Rei Hamurabi” (1792 to 1750 a.C.). Junto com leis que hoje em dia podem nos parecer de extrema brutalidade, o Código de Hamurabi oferecia então um seguro básico, que garantia a um devedor o direito de não pagar seus empréstimos caso uma catástrofe pessoal o impedisse de fazê-lo (incapacidade física por doença ou acidente, uma inundação, etc).

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7 Almirantado da Inglaterra, a partir de 1547. Mas a verdadeira expansão para os seguros marítimos como ramo de negócios viria dos mesmos cafés que operavam como a Bolsa de Valores não-oficial do Império Britânico. No final do século 17, as viagens marítimas entre o Novo e o Velho Mundo estavam apenas começando, com o estabelecimento das primeiras colônias. Uma cafeteria de propriedade de Edward Lloyd, mais tarde batizada de "Lloyd's de Londres", foi o primeiro lugar de encontro para comerciantes, donos de barco, investidores e outras partes envolvidas nas viagens em busca de seguro. Um sistema básico para o financiamento das viagens marítimas foi estabelecido. Num primeiro estágio, comerciantes e empresas buscavam financiamento junto a investidores capitalistas. Estes ajudariam a encontrar pessoas que tivessem a vontade de se tornar colonizadores, normalmente pessoas desesperada que viviam nas áreas mais pobres de Londres, além de comprar as provisões necessárias para a viagem. Em troca, os investidores capitalistas teriam garantido uma parte dos retornos das mercadorias e bens que os colonizadores encontrassem nas Américas. Depois que a viagem tivesse então sido assegurada pelos investidores capitalistas, comerciantes e donos de barcos iam ao Lloyd's e entregavam uma cópia da carga do navio para ser lida para os investidores e SUBSCRITORES que lá se encontravam. Os interessados em assumir parte do risco em troca de um valor determinado de "prêmio de seguro" assinavam abaixo do manifesto da carga, indicando a porcentagem da carga pela qual eles iriam se responsabilizar (portanto, "subscrição", termo utilizado pelas Seguradoras até hoje). Desta forma, uma única viagem teria vários Subscritores, que tratavam de não concentrar seu risco, ao mesmo tempo em que assumiam responsabilidade por parte da carga em outros barcos e viagens.

Blaise Pascal (matemático e filósofo Francês) e seu compatriota Pierre de Fermat descobriram um modo de expressar probabilidades e, portanto, entender os diferentes níveis de risco. O triângulo de Pascal levou a criação das primeiras tábuas atuariais que foram (e ainda são) usadas para calcular taxas de seguro. A primeira tábua de mortalidade foi criada em 1693 usando o triângulo de Pascal e, ato seguido, nascia o seguro de vida. Benjamin Franklin, entre outras coisas, estadista e um dos "pais fundadores" dos Estados Unidos, foi um dos primeiros a propor seguros mútuos. "The Philadelphia Contributionship", a primeira seguradora contra incêndios a ter sucesso nas colônias, foi criada por ele e seus amigos bombeiros e continua a operar até hoje. Benjamin Franklin também propôs outras formas de seguro, que incluíam seguros de vida, previdência e seguros para viúvas e órfãos.

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A importância dos Mercados Financeiros para o crescimento econômico tem sido exaustivamente estudada e reconhecida. Greenwood e Jovanovic (1989), King e Levine (1993), Rousseau e Wachtel (1998) e, mais recentemente, Levine ET AL. (2000) apresentaram evidências sobre a relação entre o desenvolvimento de mercados financeiros e o crescimento econômico. Por sua vez, o papel e a contribuição do mercado de seguros no desenvolvimento foi alvo de pouca atenção até hoje.

O faturamento mundial do mercado de seguros alcançou a cifra recorde de USD 4 trilhões e 641 bilhões em 2013, o equivalente a 6.3% do PIB do planeta. Somente nos 25 países da comunidade europeia, o faturamento do mercado segurador chega a 8.5% do PIB, empregando mais de um milhão de pessoas, diretamente. Considerando o tamanho do mercado de seguros, seria razoável supor que ele tivesse um papel maiúsculo no desenvolvimento econômico. Surpreendentemente, porém, a literatura dedicada ao papel dos seguros na economia é ainda pequena, principalmente quando comparada aos inúmeros trabalhos com foco nos Bancos, Instituições Financeiras, Mercados de Títulos de dívida e Ações. E os poucos trabalhos que tentaram investigar a relação do mercado segurador com o crescimento econômico são controversos em sua tentativa de estabelecer e demonstrar empiricamente os vínculos causais - se o mercado de seguros promove o crescimento econômico e não o contrario, o típico dilema "ovo ou a galinha". François Outreville (2013) fez uma revisão de 15 artigos empíricos que testavam os vínculos causais entre os seguros e o desenvolvimento econômico. Embora muitos deles tenham encontrado evidências de que o desenvolvimento do mercado de seguros é caracterizado por um fenômeno de “oferta-induzida” (que significa que o desenvolvimento dos seguros causa crescimento econômico), outros mostravam evidências de um padrão “demanda-induzida” (conforme a economia se desenvolve, a demanda por seguros aumenta).

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9 Vamos voltar por um momento à relação entre Mercados Financeiros e crescimento econômico, esta sim exaustivamente estudada e que sugere uma forte relação causal entre os dois. Por "Mercados Financeiros" queremos dizer mercados financeiros bem desenvolvidos e funcionais, mercados de capitais e proteção aos direitos de propriedade privada, os quais uma vez em funcionamento explicam a eficiência da alocação de capital, a inovação tecnológica e, em última instância, crescimento econômico. Mas por que alguns países possuem mercados financeiros grandes e desenvolvidos e outros não?

Já no final do século 18, o grande filósofo político Montesquieu percebeu a concentração geográfica da prosperidade e da pobreza no mundo e ofereceu uma explicação. Ele basicamente argumentava que as pessoas nos climas tropicais tendiam a ser preguiçosas e a ser lideradas por tiranos, com pouca disposição para o trabalho árduo e que também não eram inovadoras – por estas razões estas nações eram pobres.

Mas a hipótese “geográfica” de Montesquieu foi mais tarde questionada e, neste sentido, muitos trabalhos foram mais a fundo no intuito de investigar as causas fundamentais do porquê alguns países terem desenvolvido seus Mercados Financeiros (e suas economias) e outros não, com especial menção aos trabalhos seminais de La Porta ET AL (1998), "Law and Finance" (doravante "LLSV") e Acemoglu ET AL (2001), "The Colonial Origins of Comparative Development" (doravante AJR). Ambas as teorias chegaram à conclusão de que as instituições, as leis e a qualidade dos mecanismos que garantem a sua aplicação são as causas fundamentais por trás do desenvolvimento dos mercados financeiros, ainda que LLSV e AJR ofereçam mecanismos causais bastante distintos. Em 1998 LLSV se concentrou em duas das mais influentes tradições legais para explicar as diferenças no desenvolvimento das leis e das instituições: o Direito Comum Britânico e o Código Civil Francês. A Grã-Bretanha e a França instituíram seus respectivos códigos de leis em suas colônias. Como o Código Civil Francês coloca menos ênfase na proteção dos direitos à propriedade privada que o Direito Comum Britânico, LLSV nos mostra que as colônias francesas irão desfrutar no futuro de menores níveis de desenvolvimento de seus Mercados Financeiros.

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dos colonizadores eram altas, os Europeus criaram Estados extrativistas, principalmente destinados à extração e exploração de ouro, prata, cobre, etc. (países da África e América Latina). Nos países onde o ambiente favorecia o estabelecimento dos colonizadores Europeus, estes criaram instituições que protegiam o direito à propriedade privada (Estados Unidos, Austrália e Nova Zelândia), que mais tarde se traduziriam em Mercados Financeiros mais desenvolvidos. Tanto LLSV quanto AJR enfatizam a importância das condições iniciais ao influenciar as instituições como elas são hoje, mas existem diferenças fundamentais entre os dois. LLSV foca na tradição legal trazida pelo colonizador, portanto a identidade do colonizador é determinante na teoria de LLSV, enquanto AJR foca nas condições naturais das colônias e sua influência na construção das instituições de longo prazo - para AJR, estas condições ambientais naturais são a chave, não a identidade do colonizador.

Em 2003, Beck, Demirguc-Kunt e Levine (doravante BDL) foram os primeiros a considerar as teorias de LLSV e AJR simultaneamente na tentativa de melhor explicar os determinantes para o desenvolvimento institucional e, portanto, sua relação com o desenvolvimento dos Mercados Financeiros.

Baseado no trabalho de BDL, as instituições e as leis são determinantes do desenvolvimento do mercado financeiro e, em última instância, do desenvolvimento econômico. Neste artigo, conduzimos testes empíricos semelhantes aos feitos por BDL para identificar se as origens legais e a qualidade das instituições primitivas também se mostram determinantes do estado atual de desenvolvimento do mercado de seguros nos diversos países. E chegamos a resultados bastante parecidos.

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11 2. O PAPEL E A IMPORTÂNCIA DOS SEGUROS NA ECONOMIA MODERNA

Para melhor entender a contribuição dos seguros para a economia moderna, vamos primeiro lembrar o quão grande o setor de seguros é realmente. De acordo com a Swiss RE, em 2013 o faturamento total das empresas privadas de seguros totalizou USD 4 trilhões e 641 bilhões - 6.3% do total do PIB Mundial. Desse total USD 2 trilhões e 608 bilhões foram seguros relacionados ao ramo VIDA e USD 2 trilhões e 33 bilhões referentes ao ramo NÃO-VIDA (para maiores detalhes sobre os ramos de seguros, ver Seção 3). Trata-se de recursos financeiros gigantescos, o que por si só já destaca a importância da indústria de seguros. Nas economias desenvolvidas, a penetração de seguros (total de prêmios emitidos divididos pelo PIB) geralmente responde pelo equivalente a 10% do PIB, como são os casos dos Estados Unidos, Reino Unido, França e Japão. Tais fluxos de recursos levam a acumulação de ativos enormes, controlados pela indústria de seguros - nos Estados Unidos, Reino Unido e Japão, os ativos controlados pelas seguradoras equivalem a 40, 60 e 90% do PIB, respectivamente.

Em 2013, as perdas (seguradas e não seguradas) advindas de eventos catastróficos foram estimadas em USD 140 bilhões. A Ásia foi a região mais afetada, com perdas de USD 62 bilhões. O tufão Haiyan atingiu as Filipinas em Novembro de 2013 (um dos maiores tufões já registrados), inundações na Europa e no Canadá, múltiplas tempestades de vento e trovões nos Estados Unidos e na Europa - no total, o setor de seguros indenizou USD 37 bilhões de perdas relacionadas às catástrofes naturais e USD 8 bilhões relativos a desastres provocados pelo homem em 2013.

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intermediários financeiros e vários outros empregos no setor de serviços, que vão desde tecnologia da informação a transportes, auditores, consultores, etc.

Mas os seguros não se limitam à indenização de vitimas de desastres ou ao emprego de milhões de pessoas; acima de tudo, o setor desempenha um papel central no processo de capitalização de uma economia moderna. Os enormes fluxos de ativos gerados pela indústria, devido à própria natureza dos contratos de seguro e dos prazos normalmente longos de que é objeto, normalmente permanecem nos mercados financeiros de uma economia por bastante tempo - aqui não se trata de capital especulativo que se move em qualquer direção em busca de lucro rápido, mas de recursos orientados para o médio e longo prazo, desempenhando portanto um papel especial no financiamento do crescimento econômico. Ao mobilizar a poupança, o setor de seguros tem um impacto duplo na economia: em primeiro lugar, ele aumenta a taxa geral de poupança (principalmente através dos produtos de seguros de VIDA) e, em segundo lugar, diminui o nível desnecessário de poupanças preventivas, estimulando o investimento e o consumo ao reduzir estes capitais que seriam usados em caso de eventos desastrosos, liberando-os para usos mais produtivos na economia.

Todo o acima exposto faz com que o setor de seguros tenha um papel central na economia, ao dar as seguintes contribuições:

1) reduzindo o capital necessário às empresas para operar;

2) estimulando o investimento e a inovação, ao ajudar a criar um ambiente de maior segurança;

3) contribuindo para a modernização dos mercados financeiros; 4) facilitando às empresas o acesso ao capital;

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13 3. DADOS

3.1. Desenvolvimento do mercado de seguros (DS)

“DS” é igual ao valor total de prêmios emitidos, dividido pelo Produto Interno Bruto (PIB), na média dos anos de 2007 a 2012. Uma amostra de 70 países cobertos pelo estudo da Swiss RE foi usada para a regressão “leis e seguros”, enquanto outra amostra de 40 países (antigas colônias) foi usada nas regressões “mortalidade dos colonizadores e seguros” e “leis, mortalidade dos colonizadores e seguros”. O número reduzido foi usado para cobrir o mesmo grupo de colônias usado por BDL. Para medir o desenvolvimento do mercado de seguros, usamos dados fornecidos pelos estudos Sigma da Swiss RE, publicados desde 1968. Os dados fornecidos são baseados nos prêmios diretos emitidos por todas as seguradoras registradas, nos ramos VIDA e Não-VIDA (ramos elementares, no Brasil) e são originados principalmente através das autoridades nacionais que supervisionam os mercados de seguros (no Brasil, a Superintendência dos Seguros Privados – SUSEP) e associações de seguros.

De acordo às convenções da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OECD), VIDA é qualquer forma de seguro cujo pagamento é contingente ao fato de o segurado estar vivo ou falecido. De forma mais abrangente, se estende a qualquer forma de seguro cujo pagamento da indenização depende também do estado de saúde do segurado – portanto, o ramo VIDA inclui todos os seguros que pagam benefícios em razão de:

1) Falecimento do segurado (normalmente chamado de “seguro de vida”); 2) Sobrevivência do segurado por um determinado período de tempo;

3) Incapacidade física temporária ou permanente do segurado, por doença ou acidente. O ramo VIDA é normalmente classificado em seguros individuais ou grupais (como nos casos dos seguros que cobrem todo o grupo de empregados de uma empresa)

Os seguros de saúde, que tratam dos benefícios pagos em decorrência de acidentes ou doenças do segurado, também existem em forma individual ou grupal e estão alocados no segmento Não-VIDA, que cobre toda e qualquer forma de seguro não definida dentro do ramo VIDA e inclui os seguros que cobrem:

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2) Responsabilidade Civil (exemplos: pagamentos devidos à negligencia profissional, defeitos de fabricação de produtos entre outros);

3) Acidentes do trabalho.

Os seguros Não-Vida são chamados no Brasil de “Ramos Elementares” e são também chamados de “Seguros de Propriedade e Responsabilidade Civil” ou “Seguros Gerais”. Quando comprados por indivíduos (seguros residenciais e de automóveis, por exemplo) são também chamados de “seguros de linhas pessoais”. Quando adquiridos por empresas e outras organizações (exemplos: responsabilidade civil para produtos, incêndio e explosão de fábricas) são classificados como “seguros de linhas comerciais”. Em alguns mercados, também cão chamados de “Seguros de Grandes Riscos” ou “seguros Industriais”, incluídos aí os ramos de seguros marítimo e aeronáutico.

3.2. Mortalidade dos colonizadores e as leis

Os colonizadores Europeus se encontraram com os mais diversos ambientes ao redor do mundo, alguns mais fáceis e habitáveis e outros completamente inóspitos, cheios de pragas, doenças e guerras, onde os Europeus vieram a falecer em grandes quantidades.

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15 A Figura 1 indica uma correlação negativa entre a taxa de mortalidade dos colonizadores e o desenvolvimento do mercado de seguros:

Com relação às leis, seguimos fiéis à teoria de BDL (2003), que se baseou em LLSV (1998, 1999) ao identificar a origem legal de cada país como Francesa, Britânica, Alemã, Escandinava ou Socialista. Mas uma vez que usamos os dados de AJR (2001) sobre a mortalidade dos colonizadores, usamos apenas os dados dos países que herdaram a tradição legal da França ou da Inglaterra. Para efeito dos países colonizados por Portugal e Espanha, estes herdaram a tradição legal Francesa – na época da colonização, estes países já haviam sido invadidos pela França, durante as guerras napoleônicas.

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A Figura 2 abaixo mostra que o desenvolvimento do mercado de seguros é maior nos países que herdaram o Direito Comum Britânico que nos países que herdaram a tradição legal do Código Civil Francês – na amostra, temos 45 países de tradição francesa e 25 de tradição britânica.

3.3. Outros possíveis determinantes do desenvolvimento do mercado de seguros

Usamos os mesmos potenciais outros determinantes do desenvolvimento dos mercados financeiros encontrados em BDL (2003) para avaliar a robustez dos nossos determinantes para o desenvolvimento dos mercados de seguro. Estes são:

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17 independência garante aos países maiores oportunidades para desenvolver suas instituições, políticas e regulações, independente de qual tenha sido a sua herança colonial”;

CATÓLICA, MUÇULMANA e OUTRAS RELIGIÕES equivalem à fração da população que é católica, muçulmana ou de outras religiões não protestantes. Os dados são de LLSV (1999) e são usados baseados no fato de que vários acadêmicos argumentam que a religião molda a visão nacional com relação aos direitos à propriedade, concorrência e o papel do Estado (LLSV, 1999; Stultz and Williamson, 2003);

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4. RESULTADOS DAS REGRESSÕES

Seguem os resultados e os comentários sobre as três regressões sobre a relação entre: 1) As leis e o desenvolvimento do mercado de seguros

2) Mortalidade dos colonizadores e o desenvolvimento do mercado de seguros

3) As leis, a mortalidade dos colonizadores e o desenvolvimento do mercado de seguros

Todas as regressões acima testam o impacto de nossa variável de interesse sozinha e com as variáveis de controle sugeridas pela literatura, apresentadas na seção precedente. Resumindo, a variável dependente é: desenvolvimento do mercado de SEGUROS. Como BDL, usamos a variável binária origem legal FRANÇA para explorar a relação entre as leis e os seguros e a taxa de MORTALIDADE para avaliar a relação entre a taxa de mortalidade dos colonizadores e os seguros. Variáveis binárias para AMÉRICA LATINA e ÁFRICA, composição religiosa (CATÓLICA, MUÇULMANA e OUTRAS RELIGIÕES, INDEPENDÊNCIA e diversidade ÉTNICA são usadas como variáveis de controle, ao mesmo tempo em que a regressão que controla todas estas variáveis ao mesmo tempo também é incluída (com exceção da “composição religiosa”, uma binária que nunca entrou no intervalo de significância dos 5%).

4.1.Regressão “leis e o desenvolvimento dos mercados de seguros”

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Tabela 1:

A regressão estimada é: desenvolvimento de seguros = α + β1Origem Legal FRANÇA + β2X, onde o desenvolvimento de seguros equivale ao valor total de prêmios dividido pelo PIB. A

variável binária Origem Legal FRANÇA é igual a UM se o país herdou suas leis do Código Civil Francês e ZERO caso as tenha herdado do Direito Comum Britânico. A regressão também inclui um vetor de variáveis de controle, X. AMÉRICA LATINA e ÁFRICA são variáveis binárias que assumem o valor de UM se o país é localizado na América Latina ou África Subsaariana. CATÓLICA, MUÇULMANA e OUTRAS RELIGIÕES equivalem à fração da população que é católica, muçulmana ou de outras religiões não-protestantes.

INDEPENDÊNCIA equivale à fração dos anos, desde 1776, que um país tenha se tornado independente. Composição ÉTNICA mede a probabilidade de que dois indivíduos selecionados aleatoriamente dentro de um mesmo país venham a pertencer a grupos etnolinguísticos diferentes. As regressões são estimadas utilizando-se o Método dos Mínimos Quadrados Ordinários. Erros padrão em parênteses. ***,**,** indicam parâmetros significativos em intervalos de confiança de 1%, 5%, e 10%, respectivamente. As definições e fontes das variáveis utilizadas são dadas no apêndice.

LEIS E SEGUROS

Origem Legal FRANÇA

América

Latina África Católica Muçulmana

Outras

Religiões Independência

Composição

Étnica R2 Ajustado Obs

-.0317*** 0.171 70

(.008)

-.0273*** -.0175* -.0117 0.188 70

(.008) (.009) (.014)

-.0131 -.0002 -.0006*** -.0001 0.328 70

(.0116) (.0002) (.0002) (.0001)

-.0392*** .0410*** 0.338 70

(.007) (.009)

-.0332*** -.0283* 0.194 70

(.008) (.016)

-.0331*** -.0194** -.0186 .0403* -.0251 0.194 70

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4.2. Regressão “taxa de mortalidade dos colonizadores e o desenvolvimento dos mercados de seguros”

A Tabela 2 indica uma significativa, negativa associação entre a taxa de mortalidade dos colonizadores e o desenvolvimento dos seguros, mesmo após os controles de BDL (2003) serem incluídos. Estes resultados suportam a visão de que taxas de mortalidade mais altas dos colonizadores são negativamente associadas com o nível atual de desenvolvimento dos mercados de seguros, mesmo após os controles relevantes. Estes números são por sua vez consistentes com a conclusão de AJR (2001, 2002), a de que o ambiente das antigas colônias foi vital para influenciar a maneira pela qual ela foi colonizada - se ela se tornou uma colônia extrativista ou de povoamento – com implicações de longo prazo para o desenvolvimento institucional e, consequentemente, para o desenvolvimento dos seguros. Além do mais, o R2 das regressões incluindo a taxa de mortalidade são geralmente mais altos que os que incluem a herança legal, sugerindo que a primeira tem um poder de explicação maior que a segunda quando se trata do desenvolvimento dos seguros. Estes resultados são similares aos obtidos por BDL (2003). È importante notar que o número de observações nesta regressão é menor que na regressão anterior, uma vez que as observações dos países que não foram antigas colônias foram excluídas. Estas 40 colônias são um subgrupo das 70 colônias do estudo de BDL (2003).

4.3. Regressão “leis, taxa de mortalidade e o desenvolvimento dos seguros”

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Tabela 2:

A regressão estimada é: desenvolvimento de seguros = α + β1taxa de MORTALIDADE + β2X, onde o desenvolvimento de seguros equivale ao valor total de prêmios dividido pelo PIB. A

variável binária taxa de MORTALIDADE se refere ao número anualizado de falecimentos por cada milhar de soldados Europeus nas antigas colônias no começo do século 19. A regressão também inclui um vetor de variáveis de controle, X. AMÉRICA LATINA e ÁFRICA são variáveis binárias que assumem o valor de UM se o país é localizado na América Latina ou África Subsaariana. CATÓLICA, MUÇULMANA e OUTRAS RELIGIÕES equivalem à fração da população que é católica, muçulmana ou de outras religiões não-protestantes.

INDEPENDÊNCIA equivale à fração dos anos, desde 1776, que um país tenha se tornado independente. Composição ÉTNICA mede a probabilidade de que dois indivíduos selecionados aleatoriamente dentro de um mesmo país venham a pertencer a grupos etnolinguísticos diferentes. As regressões são estimadas utilizando-se o Método dos Mínimos Quadrados Ordinários. Erros padrão em parênteses. ***,**,** indicam parâmetros significativos em intervalos de confiança de 1%, 5%, e 10%, respectivamente. As definições e fontes das variáveis utilizadas são dadas no apêndice.

MORTALIDADE E SEGUROS

Mortalidade América

Latina África Católica Muçulmana

Outras

Religiões Independência

Composição

Étnica R2 Ajustado Obs

-.0177*** 0,335 40

(.004)

-.0237*** .0129 .0410 0.453 40

(.004) (.008) (.004)

-.0134*** -.0008*** -.0009*** -.0005** 0.650 40

(.003) (.0002) (.0002) (.0002)

-.0179*** .0165 0.351 40

(.004) (.011)

-.0184*** .0169 0.194 40

(.004) (.014)

-.0260*** .0250** .0433*** -.0288** -.0042 0.486 40

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22 Tabela 3:

A regressão estimada é: desenvolvimento de seguros = α + β1 Origem Legal FRANÇA + β2 taxa de MORTALIDADE + β3X, onde o desenvolvimento de seguros equivale ao valor total de

prêmios dividido pelo PIB. A variável binária Origem Legal FRANÇA é igual a UM se o país herdou suas leis do Código Civil Francês e ZERO caso as tenha herdado do Direito Comum Britânico. A variável binária taxa de MORTALIDADE se refere ao número anualizado de falecimentos por cada milhar de soldados Europeus nas antigas colônias no começo do século 19. A regressão também inclui um vetor de variáveis de controle, X. AMÉRICA LATINA e ÁFRICA são variáveis binárias que assumem o valor de UM se o país é localizado na América Latina ou África Subsaariana. CATÓLICA, MUÇULMANA e OUTRAS RELIGIÕES equivalem à fração da população que é católica, muçulmana ou de outras religiões não-protestantes. INDEPENDÊNCIA equivale à fração dos anos, desde 1776, que um país tenha se tornado independente. Composição ÉTNICA mede a probabilidade de que dois indivíduos selecionados aleatoriamente dentro de um mesmo país venham a pertencer a grupos etnolinguísticos diferentes. As regressões são estimadas utilizando-se o Método dos Mínimos Quadrados Ordinários. Erros padrão em parênteses. ***,**,** indicam parâmetros significativos em intervalos de confiança de 1%, 5%, e 10%, respectivamente. As definições e fontes das variáveis utilizadas são dadas no apêndice.

LEIS, MORTALIDADE E SEGUROS

Origem Legal

FRANÇA Mortalidade

América

Latina África Católica Muçulmana Outras Religiões Independência

Composição

Étnica R2 Ajustado Obs

-.0225*** -.0145*** 0.452 40

(.007) (.004)

-.0243*** -.0213*** .0209** .0387*** 0,581 40

(.007) (.004) (.008) (.011)

.0067 -.0136*** -.0009*** -.0010*** -.0006** 0,644 40

(.010) (.003) (.0003) (.0002) (.0002)

-.0226** -.0145*** .0003 0,436 40

(.008) (.003) (.012)

-.0215** -.0149*** .0057 0,436 40

(.008) (.004) (.014)

-.0218*** -.0223*** .0238** .0440*** .0131 .011 0,574 40

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23 5. RECOMENDAÇÕES AOS FORMULADORES DE POLÍTICAS NO BRASIL

Em primeiro lugar e central em relação ao objetivo deste artigo: leis e instituições de qualidade são essenciais. De acordo com North (1990, p.3) “ instituições são as regras do jogo ou, mais formalmente, são as restrições humanamente concebidas que moldam as interações humanas”. Boas instituições econômicas neste contexto são as que proporcionam a segurança dos direitos à propriedade, direitos estes que são protegidos por leis, que devem ser propriamente aplicadas por mecanismos de qualidade que reforcem o seu cumprimento. Para que o setor de seguros possa atingir o seu máximo potencial econômico e social, o ambiente regulatório deve ser o melhor possível.

O Brasil possui o 7º maior PIB do mundo (1), mas somente o 12º maior mercado de seguros medido por prêmios e o 38º se levado em conta o critério de penetração de seguros (2). Quando se trata de “Qualidade Regulatória” e “Estado de Direito”, a posição é ainda pior: o Brasil ocupa o 74º e 66º lugares, respectivamente (3).

RANKING MUNDIAL

País GDP Prêmio Bruto Penetração Qualidade da Regulação Estado de Direito

Estados Unidos 1 1 17 27 11

China 2 4 49 26 56

Japão 3 2 7 22 13

Alemanha 4 6 21 35 20

França 5 5 11 35 21

Reino Unido 6 3 6 21 3

Brasil 7 12 38 74 66

Russia 8 24 73 81 93

India 11 15 40 47 32

África do Sul 33 18 2 33 13

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A tabela acima sugere uma qualidade baixa na formulação de políticas, bem como ineficiência dos mecanismos usados para reforçar o cumprimento das leis e regulações. Ao mesmo tempo, estes resultados refletem a pouca extensão do sistema legal do país no que se refere à proteção dos investidores e aos direitos de propriedade. Reformas urgentes e profundas se fazem necessárias, trazendo uma regulação menos onerosa, diminuindo a burocracia, aumentando a eficiência do sistema judiciário na resolução de disputas, mais independência ao poder judiciário, melhores proteções aos direitos à propriedade e à proteção aos investidores – todas estas medidas adaptadas neste caso às reais necessidades dos consumidores e do mercado segurador em geral.

Nosso segundo conjunto de recomendações vai na direção da educação do consumidor. Infelizmente, o seguro é normalmente considerado como uma despesa desnecessária pelos potenciais compradores, principalmente quando estes são desinformados. O seguro também é visto como um bem superior pelos economistas, portanto se tornaria regularmente disponível e necessário apenas quando muitas outras necessidades básicas tivessem sido satisfeitas – nada mais longe da verdade. O seguro não é uma despesa, mas um investimento na proteção dos ativos de empresas e indivíduos. Em muitos casos, não estar segurado é a opção mais cara no longo prazo – para o individuo e a sociedade como um todo. A precaução e a consciência financeira, devido às mudanças sociais que estão acontecendo em nossa sociedade, devem ser encorajadas. Sendo assim, tanto o Estado quanto as próprias companhias seguradoras deveriam investir na comunicação e educação do público em geral, no que tange aos benefícios dos seguros.

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25 global, caracterizada pela emergência de novos riscos (como mudanças climáticas e novas tecnologias), novas necessidades e tendências (maior expectativa de vida, cobertura do sistema de saúde), a cooperação entre o governo e o sistema privado de seguros é uma necessidade, sendo os seguradores sólidos parceiros no desenvolvimento de um sistema de proteção social suplementar, particularmente nos campos da saúde e da previdência social.

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6. CONCLUSÕES

Usando as mesmas variáveis instrumentais de BDL para avaliar os determinantes históricos de desenvolvimento financeiro, este trabalho avalia e calcula as contribuições das instituições na determinação dos diferentes níveis atuais de desenvolvimento do seguro entre os países.

Assim como em BDL, este trabalho baseia-se em duas teorias diferentes que moldaram duradouras instituições econômicas: a "teoria das leis e finanças” de LLSV e a "teoria da mortalidade dos colonizadores" de AJR. A primeira prevê que as condições ambientais originais, fossem hospitaleiras ou hostis, encontradas pelos colonizadores Europeus, moldaram a forma e a qualidade das instituições econômicas criadas pelos colonizadores. LLSV, por outro lado, diz que a herança da tradição da origem legal (seja o Direito Comum Britânico ou o Código Civil Francês) explica as diferenças nas instituições econômicas entre os países, onde a lei comum britânica tende a enfatizar os direitos de propriedade privada em um grau muito maior do que os países que herdaram o direito civil francês. Nossa análise dos resultados nos dá duas conclusões principais. Em primeiro lugar, os resultados do artigo para a teoria de LLSV aplicada ao desenvolvimento de seguros são conclusivos. A origem legal explica as diferenças de desenvolvimento dos mercados de seguros entre os países, mesmo após o controle de mortalidade dos colonizadores, composição religiosa, diversidade étnica e do número de anos desde que o país se tornou independente em 1776. Os resultados mostram que países com tradição legal francesa têm um nível atual mais baixo de desenvolvimento do mercado de seguros quando comparado com os países que herdaram o direito comum britânico.

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APÊNDICE

Tabela 4: PENTETRAÇÃO DOS SEGUROS Swiss Re Sigma Studies 2013

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Imagem

Tabela 4: PENTETRAÇÃO DOS SEGUROS  Swiss Re Sigma Studies 2013

Tabela 4:

PENTETRAÇÃO DOS SEGUROS Swiss Re Sigma Studies 2013 p.31

Referências