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EXMO(A). SR(A) DR(A) JUIZ(A) PRESIDENTE DA 36ª VARA DO TRABALHO DE SÃO PAULO - CAPITAL

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EXMO(A). SR(A) DR(A) JUIZ(A) PRESIDENTE DA 36ª VARA DO TRABALHO DE SÃO PAULO - CAPITAL

PROCESSO N.° 00017113320125020036

SYDNEY ALLAN DAVIDSON , Graduado em Engenharia Civil, Pós Graduado em Administração de Empresas e em Engenharia de Segurança e Higiene do Trabalho e especializado em Meio Ambiente, nomeado por alta deferência de V.Excia., para proceder aos exames periciais, nos autos do processo supra mencionado, entre as partes:MARA DE FREITAS

KRAEMER, reclamante e TELEFÔNICA BRASIL LTDA + VISÃO PREV SOCIEDADE DE

PREVIDÊNCIA COMPLEMENTAR , reclamada(s), vem apresentar o resultado de seu trabalho, na conformidade do Laudo Técnico em anexo, desincumbindo-se, assim, do honroso encargo para o qual foi designado, e na oportunidade, estimar os seus honorários profissionais em R$ 4.055,00 (quatro mil e cinquenta e cinco reais), atualizados à época do depósito, considerando além da correção monetária, também o cálculo dos juros de mora, aos moldes do que prevê a lei 8.177/91.

Itens X Horas Técnicas : compromisso e carga:1,0; diligência 2,0 ; levantamento/pla. de dados 3,0; análise dos autos /docs/relatórios 4,0; redaçao 4,0; conferência reservada 1,0 = Sub-Total 15,0; despesas com deslocamentos 1,0; Total de Horas Trabalhadas = 16,0

Para definirmos o valor final, temos a equação: HP= Vht x Hs x Iu x Ic x Ir x Ep Onde: Vht = R$ 160,00(valor da hora técnica tomando como base a APEJESP e o ABAPE)

Hs = Horas efetivamente trabalhadas Iu = Índice de utilização de equipamentos especiais

Iu = 1,20 - com utilização de equipamentos Iu = 1,00 - sem utilização de equipamentos Ic = Índice de complexidade do trabalho executado

Ic simples = 1,00 Ic complexidade média = 1,10 Ic maior complexidade = 1,20 Ir = Índice proporcional ao número de reclamantes Ep = Especialização profissional (>10 anos) = 1,20 Portanto: HP = 160,0 x 16,0 x 1,20 x 1,10 x 1,0 x 1,2

NESTES TERMOS P.DEFERIMENTO São Paulo, 12/07/2014 (assinatura digital)

SYDNEY ALLAN DAVIDSON Perito do Juízo

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LAUDO TÉCNICO PERICIAL

PROCESSO N.° 00017113320125020036 AUTOR : MARA DE FREITAS KRAEMER

RÉU : TELEFÔNICA BRASIL LTDA + VISÃO PREV SOCIEDADE DE PREVIDÊNCIA COMPLEMENTAR

OBJETIVO: CARACTERIZAÇÃO E CLASSIFICAÇÃO DE PERICULOSIDADE

O presente laudo trata de avaliação pericial conclusiva sobre as condições de exposição a agentes perigosos com a finalidade de definir o enquadramento da atividade analisada, no termo do Artigo 193 da Consolidação das Leis do Trabalho CLT, das Normas Regulamentadoras NR- 16 e NR- 20 da Portaria nº 3.214/78, da Lei nº 12.740/12, e da Portaria nº 3.393, de 17.12.87.

1) INTRÓITO

A perícia foi realizada no dia 03/04/2014, das 14:30:00 às 15:30:00, nas instalações situadas na Rua Fausto Ferraz, 172, Paraíso, São Paulo, SP. (ata fl. 45)

Trata-se a 1ª reclamada de uma empresa concessionária de serviço em telefonia. Grau de Risco 3. Para a realização deste trabalho prestaram informações as seguintes pessoas: Rafael Rodrigues Novais - Bombeiro Civil; As partes apesar de comunicadas não compareceram na vistoria.

2) DO AMBIENTE DE TRABALHO

O local de trabalho era dentro das instalações de um predio comercial da reclamada com as seguintes características a saber:

ARRANJO FÍSICO

* Pé direito: 3,0 metros

* Cobertura: Com proteção a intempéries

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* Paredes: Alvenaria * Piso: Cimentado plano * Iluminação: Artificial * Ventilação: Artificial

3) DA FUNÇÃO E ATIVIDADE DO RECLAMANTE FUNÇÃO

Segundo os autos do processo o autor trabalhou na função de ANALISTA DE NEGÓCIOS, no período laboral de 14/09/1993 até 20/03/2012.

ATIVIDADE

Executar atividades administrativas de análise inerentes à função; Fazer relatórios em geral utilizando terminal de computador; Participar de reuniões com gestores; Manter o local limpo e organizado.

4) EQUIPAMENTO DE PROTEÇÃO COLETIVA (EPC) E INDIVIDUAL (EPI)

- EPC: Foi identificado a existência dos seguintes dispositivos de proteção coletiva:* Sinalização de segurança* Rede de hidrantes* Extintores manuais de incêndio - EPI: Não há.

5) DOS POSSÍVEIS RISCOS OCUPACIONAIS / TÉCNICA EMPREGADA

NR 16 ANEXO 2 ATIVIDADES E OPERAÇÕES PERIGOSAS COM INFLAMÁVEIS 1. São consideradas atividades ou operações perigosas, conferindo aos trabalhadores que se dedicam a essas atividades ou operações, bem como aqueles que operam na área de risco adicional de 30 (trinta) por cento, as realizadas: QUADRO N.º 3 a na produção, transporte, processamento e armazenamento de gás liqüefeito. na produção, transporte, processamento e armazenamento de gás liqüefeito. b no transporte e armazenagem de inflamáveis líquidos e gasosos liqüefeitos e de vasilhames vazios não-desgaseificados ou decantados. todos os trabalhadores da área de operação. c nos postos de reabastecimento de aeronaves. todos os trabalhadores nessas atividades ou que operam na área de risco. d nos locais de carregamento de navios-tanques, vagões-tanques e caminhões-tanques e enchimento de vasilhames, com inflamáveis líquidos ou gasosos liqüefeitos. todos os trabalhadores nessas atividades ou que operam na área de risco. e nos locais de descarga de navios-tanques, vagõestanques e caminhões-tanques com inflamáveis líquidos ou gasosos liqüefeitos ou de vasilhames vazios não-desgaseificados ou decantados. todos os trabalhadores nessas atividades ou que operam na área de risco f nos serviços de operações e manutenção de navios-tanque, vagões-tanques, caminhões-tanques, bombas e vasilhames, com inflamáveis líquidos ou gasosos liquefeitos, ou vazios não-desgaseificados ou decantados. todos os trabalhadores nessas atividades ou que operam na área de risco. g nas operações de desgaseificação, decantação e reparos de vasilhames não-desgaseificados ou decantados. Todos os trabalhadores

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nessas atividades ou que operam na área de risco. h nas operações de testes de aparelhos de consumo do gás e seus equipamentos. Todos os trabalhadores nessas atividades ou que operam na área de risco. i no transporte de inflamáveis líquidos e gasosos liqüefeitos em caminhão-tanque. motorista e ajudantes. j no transporte de vasilhames (em caminhões de carga), contendo inflamável líquido, em quantidade total igual ou superior a 200 litros, quando não observado o disposto nos subitens 4.1 e 4.2 deste anexo. motorista e ajudantes l no transporte de vasilhames (em carreta ou caminhão de carga), contendo inflamável gasosos e líquido, em quantidade total igual ou superior a 135 quilos. motorista e ajudantes. m nas operação em postos de serviço e bombas de abastecimento de inflamáveis líquidos. operador de bomba e trabalhadores que operam na área de risco. 2. Para os efeitos desta Norma Regulamentadora - NR entende-se como: I. Serviços de operação e manutenção de embarcações, vagões-tanques, caminhões-tanques, bombas e vasilhames de inflamáveis: a) atividades de inspeção, calibração, medição, contagem de estoque e colheita de amostra em tanques ou quaisquer vasilhames cheios; b) serviços de vigilância, de arrumação de vasilhames vazios não-desgaseificados, de bombas propulsoras em recinto fechados e de superintendência; c) atividades de manutenção, reparos, lavagem, pintura de embarcações, tanques, viaturas de abastecimento e de quaisquer vasilhames cheios de inflamáveis ou vazios, não desgaseificados; d) atividades de desgaseificação e lavagem de embarcações, tanques, viaturas, bombas de abastecimento ou quaisquer vasilhames que tenham contido inflamáveis líquidos; e) quaisquer outras atividades de manutenção ou operação, tais como: serviço de almoxarifado, de escritório, de laboratório de inspeção de segurança, de conferência de estoque, de ambulatório médico, de engenharia, de oficinas em geral, de caldeiras, de mecânica, de eletricidade, de soldagem, de enchimento, fechamento e arrumação de quaisquer vasilhames com substâncias consideradas inflamáveis, desde que essas atividades sejam executadas dentro de áreas consideradas perigosas, ad referendum do Ministério do Trabalho. II. Serviços de operação e manutenção de embarcações, vagões-tanques, caminhões-tanques e vasilhames de inflamáveis gasosos liquefeitos: a) atividades de inspeção nos pontos de vazamento eventual no sistema de depósito de distribuição e de medição de tanques pelos processos de escapamento direto; b) serviços de superintendência; c) atividades de manutenção das instalações da frota de caminhões-tanques, executadas dentro da área e em torno dos pontos de escapamento normais ou eventuais; d) atividades de decantação, desgaseificação, lavagem, reparos, pinturas e areação de tanques, cilindros e botijões cheios de GLP; e) quaisquer outras atividades de manutenção ou operações, executadas dentro das áreas consideradas perigosas pelo Ministério do Trabalho. III . Armazenagem de inflamáveis líquidos, em tanques ou vasilhames: a) quaisquer atividades executadas dentro da bacia de segurança dos tanques; b) arrumação de tambores ou latas ou quaisquer outras atividades executadas dentro do prédio de armazenamento de inflamáveis ou em recintos abertos e com vasilhames cheios inflamáveis ou não-desgaseificados ou decantados. IV. Armazenagem de inflamáveis gasosos liquefeitos, em tanques ou vasilhames: a) arrumação de vasilhames ou quaisquer outras atividades executadas dentro do prédio de armazenamento de inflamáveis ou em recintos abertos e com vasilhames cheios de inflamáveis ou vazios não desgaseificados ou decantados. V. Operações em postos de serviço e bombas de abastecimento de inflamáveis líquidos: a) atividades ligadas diretamente ao abastecimento de viaturas com motor de explosão. VI. Outras atividades, tais como: manutenção, lubrificação, lavagem de viaturas, mecânica, eletricidade, escritório de vendas e gerência, ad referendum do Ministério do Trabalho. VII. Enchimento de quaisquer vasilhames (tambores, latas), com inflamáveis líquidos: a) atividades de enchimento, fechamento e arrumação de latas ou caixas com latas. VIII. Enchimento de quaisquer vasilhames (cilindros, botijões) com inflamáveis gasosos liquefeitos: a) atividades de enchimento, pesagem, inspeção, estiva e arrumação de cilindros ou botijões cheios de GLP; b) outras atividades executadas dentro da área considerada perigosa, ad referendum do Ministério do

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Trabalho. 3. São consideradas áreas de risco: ATIVIDADE ÁREA DE RISCO a Poços de petróleo em produção de gás. círculo com raio de 30 metros, no mínimo, com centro na boca do poço. b Unidade de processamento das refinarias. Faixa de 30 metros de largura, no mínimo, contornando a área de operação. c Outros locais de refinaria onde se realizam operações com inflamáveis em estado de volatilização ou possibilidade de volatilização decorrente de falha ou defeito dos sistemas de segurança e fechamento das válvulas. Faixa de 15 metros de largura, no mínimo, contornando a área de operação. d Tanques de inflamáveis líquidos Toda a bacia de segurança e Tanques elevados de inflamáveis gasosos Círculo com raio de 3 metros com centro nos pontos de vazamento eventual (válvula registros, dispositivos de medição por escapamento, gaxetas). f Carga e descarga de inflamáveis líquidos contidos em navios, chatas e batelões. Afastamento de 15 metros da beira do cais, durante a operação, com extensão correspondente ao comprimento da embarcação. g Abastecimento de aeronaves Toda a área de operação. h Enchimento de vagões – tanques e caminhões – tanques com inflamáveis líquidos. Círculo com raio de 15 metros com centro nas bocas de enchimento dos tanques. i Enchimento de vagões-tanques e caminhõestanques inflamáveis gasosos liquefeitos. Círculo com 7,5 metros centro nos pontos de vazamento eventual (válvula e registros). j Enchimento de vasilhames com inflamáveis gasosos liquefeitos. Círculos com raio de 15 metros com centro nos bicos de enchimentos. l Enchimento de vasilhames com inflamáveis líquidos, em locais abertos. Círculo com raio de 7,5 metros com centro nos bicos de enchimento. m Enchimento de vasilhames com inflamáveis líquidos, em recinto fechado. Toda a área interna do recinto. n Manutenção de viaturas-tanques, bombas e vasilhames que continham inflamável líquido. Local de operação, acrescido de faixa de 7,5 metros de largura em torno dos seus pontos externos. o Desgaseificação, decantação e reparos de vasilhames não desgaseificados ou decantados, utilizados no transporte de inflamáveis. Local da operação, acrescido de faixa de 7,5 metros de largura em torno dos seus pontos externos. p Testes em aparelhos de consumo de gás e seus equipamentos. Local da operação, acrescido de faixa de 7,5 metros de largura em torno dos seus pontos extremos. q abastecimento de inflamáveis Toda a área de operação, abrangendo, no mínimo, círculo com raio de 7,5 metros com centro no ponto de abastecimento e o círculo com raio de 7,5 metros com centro na bomba de abastecimento da viatura e faixa de 7,5 metros de largura para ambos os lados da máquina. r Armazenamento de vasilhames que contenham inflamáveis líquidos ou vazios não desgaseificados ou decantados, em locais abertos. Faixa de 3 metros de largura em torno dos seus pontos externos. s Armazenamento de vasilhames que contenham inflamáveis líquidos ou vazios não desgaseificados, ou decantados, em recinto fechado. Toda a área interna do recinto. t Carga e descarga de vasilhames contendo inflamáveis líquidos ou vasilhames vazios não desgaseificados ou decantados, transportados pôr navios, chatas ou batelões. Afastamento de 3 metros da beira do cais, durante a operação, com extensão correspondente ao comprimento da embarcação. 4 - Não caracterizam periculosidade, para fins de percepção de adicional: 4.1 - o manuseio, a armazenagem e o transporte de líquidos inflamáveis em embalagens certificadas, simples, compostas ou combinadas, desde que obedecidos os limites consignados no Quadro I abaixo, independentemente do número total de embalagens manuseadas, armazenadas ou transportadas, sempre que obedecidas as Normas Regulamentadoras expedidas pelo Ministério do Trabalho e Emprego, a Norma NBR 11564/91 e a legislação sobre produtos perigosos relativa aos meios de transporte utilizados; 4.2 - o manuseio, a armazenagem e o transporte de recipientes de até cinco litros, lacrados na fabricação, contendo líquidos inflamáveis, independentemente do número total de recipientes manuseados, armazenados ou transportados, sempre que obedecidas as Normas Regulamentadoras expedidas pelo Ministério do Trabalho e Emprego e a legislação sobre produtos perigosos relativa aos meios de transporte utilizados. QUADRO I CAPACIDADE MÁXIMA PARA EMBALAGENS DE LÍQUIDOS INFLAMÁVEIS Embalagem Combinada Embalagem interna Embalagem Externa Grupo de Embalagens* I Grupo de Embalagens* lI Grupo de Embalagens* III Tambores de: Metal

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Plástico Madeira Compensada Fibra 250 kg 250 kg 150 kg 75 kg 400 kg 400 kg 400 kg 400 kg 400 kg 400 kg 400 kg 400 kg Recipientes de Vidro com mais de 5 e até 10 litros; Plástico com mais de 5 e até 30 litros; Metal com mais de 5 e até 40 litros. Caixas Aço ou Alumínio Madeira Natural ou compensada Madeira Aglomerada Papelão Plástico Flexível Plástico Rígido 250 kg 150 kg 75 kg 75 kg 60 kg 150 kg 400 kg 400 kg 400 kg 400 kg 60 kg 400 kg 400 kg 400 kg 400 kg 400 kg 60 kg 400 kg Bombonas Aço ou Alumínio Plástico 120 kg 120 kg 120 kg 120 kg 120 kg 120 kg Embalagens Simples Grupo de Embalagens* I Grupo de Embalagens* lI Grupo de Embalagens* III Tambores Aço, tampa não removível Aço, tampa removível Alumínio, tampa não removível Alumínio, tampa removível Outros metais, tampa não removível Outros metais, tampa removível Plástico, tampa não removível Plástico, tampa removível 250L 250 L** 250 L 250 L** 250 L 250 L** 250 L** 250 L** 450 L 450L Bombonas Aço, tampa não removível Aço, tampa removível Alumínio, tampa não removível Alumínio, tampa removível Outros metais, tampa não removível Outros metais, tampa removível Plástico, tampa não removível Plástico, tampa removível 60 L 60 L** 60 L 60 L** 60 L 60 L** 60 L 60 L** 60 L 60 L Capacidade Máxima para Embalagens de Líquidos Inflamáveis Embalagens Compostas Grupo de Embalagens* I Grupo de Embalagens* lI Grupo de Embalagens* III Plástico com tambor externo de aço ou alumínio Plástico com tambor externo de fibra, plástico ou compensado Plástico com engradado ou caixa externa de aço ou alumínio ou madeira externa ou caixa externa de compensado ou de cartão ou de plástico rígido Vidro com tambor externo de aço, alumínio, fibra, compensado, plástico flexível ou em caixa de aço, alumínio, madeira, papelão ou compensado 250 L 120 L 60 L 60 L 250 L 250 L 60 L 60 L 250 L 250 L 60 L 60 L * Conforme definições NBR 11564 – ABNT. ** Somente para substâncias com viscosidade maior que 200 mm2 /seg.

ANÁLISE DO TEMPO DE EXPOSIÇÃO

O tempo de exposição aos agentes identificados era de natureza habitual e contínua.

DESCRIÇÃO DA APARELHAGEM UTILIZADA

Neste trabalho não foi necessário utilizar equipamentos de precisão.

6) MEDIÇÕES DAS CONDIÇÕES AMBIENTAIS/ RESULTADOS OBTIDOS

A avaliação foi qualitativa por inspeção do local de trabalho.

7) INTERPRETAÇÃO /ANÁLISE DOS RESULTADOS

ANÁLISE POR INFLAMÁVEIS: Constatei no predio da Central Paraiso após a reforma ocorrida no prédio em DEZ/2010 o seguinte: 4 GMG de 440 KVa, 02 reservatórios de 200 litros de óleo disel e 01 tanque enterrado externo junto a rampa de acesso com 3.000 litros de óleo diesel. Considerando o período de trabalho do reclamante ANTES DA REFORMA DEZ/2010 afirmo que

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a reclamada mantinha dois geradores de energia elétrica sendo um no pavimento térreo (Stemac 1000 Kva) e o segundo gerador (GMG2 1000 Kva) no 1º subsolo do edificio. O óleo diesel ficava armazenado em 3 (três) tanques não enterrados com capacidade de 1000 litros no pavimento térreo em uma sala de armazenamento. Adicionalmente na sala do gerador 2 na laje do 1º subsolo do prédio havia outro tanque acima de 250 litros de óleo diesel. Considerando a NR-20, Líquidos Combustíveis e Inflamáveis, em seu item 20.2.7 "Os tanques para armazenamento de líquidos inflamáveis somente poderão ser instalados no interior do edifício sob a forma de tanques enterrados". Considerando o item 20.2.13 " O armazenamento de líquidos inflamáveis dentro do edifício só poderá ser feito com recipientes cuja capacidade máxima seja de 250 litros por recipiente". Segundo parâmetros da Petrobrás considerando que o óleo diesel possui o seu ponto de fulgor da ordem de 60 ºC(sessenta graus), pois existe uma pequena variação, dependendo da quantidade de nafta adicionado ao produto, portanto é inflamável e se classifica como líquido combustível de classe II. - Periculosidade por Inflamáveis -São consideradas atividades ou operações perigosas, conferindo aos trabalhadores que se dedicam a essas atividades ou operações, bem como àqueles que operam na àrea de risco adicional de 30% (trinta por cento), as realizadas: ATIVIDADES - s)armazenamento de vasilhames que contenham inflamáveis líquidos ou vazios não desgaseificados, ou decantados, em recinto fechado. ÁREAS DE RISCO - toda área interna do recinto "todo o prédio" - construção vertical dividida em pavimentos, uma vez que lajes de separação vertical não constituem em barreiras para efeito de isolação de sinistros que, em ocorrendo no subsolo/térreo difundir-se-iam por toda a edificação. Confirmação deste preceito de segurança - também adotado pelas normas de prevenção e combate a incêndios da Polícia Militar, através do Decreto Estadual Nº 38.069/93 - são as distâncias observadas no Quadro de Atividades/Áreas de Risco do Anexo 2 da NR-16, medidas apenas horizontalmente.

8) FUNDAMENTO LEGAL

PERICULOSIDADE POR INFLAMÁVEIS: Conforme determina a Lei Nº 6.514 de 22/12/77, Regulamentada em sua NR-20 e NR-16, descrito em seu anexo Nº 2, "Atividades e Operações Perigosas com Inflamáveis", item 3 letra "d", do Quadro de Atividade/Área de Risco, "ÁREA DE RISCO" "toda a bacia de segurança", considerado "todo o prédio", pela existência no interior do edifício de tanques não enterrados contendo óleo diesel que é inflamável, estando acima da capacidade permitida por lei, e que também as lajes de separação vertical não se constituem em barreiras eficientes de isolação em caso de incêndio e explosão.

9) QUESITOS MM JUÍZO

Não apresentou quesitos elucidativos até a presente data.

DO RECLAMANTE

fls 289-290: 11q 1. No prédio da Reclamada onde trabalhou o Reclamante encontra-se no subsolo ou térreo motores geradores alimentados a óleo diesel? R. Sim. 2 Os tanques para armanezamento

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de liquidos inflamáveis, somente poderão ser instalados no interior dos edifícios sob forma de tanques enterrados (Portaria 3.214/78, NR-20, sub-item 20.2.7)? R. Sim. 3. O reservatório de Diesel que existe na Reclamada está enterrado? R. Conforme informado no laudo. 4 O armazenamento de líquidos inflamáveis dentro de edifícios, somente poderá ser feito em recipientes cuja capacidade máxima seja superior a 250 litros? Portaria 3.214/78, NR 20, sub-item 20.2.13)? R. Afirmativo. 5 Qual a capacidade dos tanques de óleo diesel existentes no prédio da reclamada? R. Antes da reforma DEZ/2010 havia 03 tqs elevados de 1000 litros no andar térreo e 01 tq elevado de 300 litros no 1º susbsolo, após a reforma 03 tqs elevados de 200 litros e 01 tq enterrado com 3.000 litros de óleo diesel. 6 Como o prédio é uma construção vertical dividida em pavimentos, as lajes de separação vertical constituem-se em barreiras para efeito de isolação de sinistros que possam ocorrer no andar em que está o reservatório de óleo diesel? R. As lajes não são consideradas barreiras de isolação. 7 Ocorrendo uma explosão/incêndio no andar do reservatório de inflamável, difundir-se-ia por toda edificação? R. Sim. 8 Na opinião do perito como a atividade da reclamante desenvolve-se dentro de tal prédio, sendo este recinto fechado, todo prédio e, principalmente o local de trabalho da reclamante, encontra-se em risco? R. Afirmativo. 9 A luz do anexo 2 da NR-16, portaria 3.214/78, que estabelece como área de risco o armazenamento de vasilhames que contenham líquidos inflamáveis em recinto fechado, podemos concluir que a reclamante trabalhava em condições de risco, caracterizando a periculosidade? R. Sim. 10 Sr. Perito entende que desde a admissão a autora já estava exposto as condições de risco mencionados, ou caso negativo desde que época tal situação passou a existir? R. A situação de perigo compreende do início do contrato até de DEZ 2010 época da entrega da reforma dos tanques de óleo diesel no prédio. 11 Sr. Perito pode afirmar se houve alterações/adequações recentemente nos referidos tanques? Quando tais alterações ocorreram? O que foi alterado no local? Na situação anterior qual seria a resposta aos quesitos de n.º 1 ao n.º 10? R. Sim conforme já informado. Vide resposta quesito 10.

DA RECLAMADA

fls 294-296: 14q 1. Descreva detalhadamente as atividades desenvolvidas pela reclamante, considerando o tempo despendido em cada local, o translado e a freqüência com que realizava cada uma delas? R. Executar de forma habitual durante a jornada de trabalho atividades administrativas de análise inerentes à função; Fazer relatórios em geral utilizando terminal de computador; Participar de reuniões com gestores; Manter o local limpo e organizado. 2. Quais os critérios técnicos e analíticos utilizados na avaliação? Descreva o método e a técnica utilizada. R. Conforme descrito no laudo. 3. No local de trabalho, onde a reclamante exercia suas atividades, há caracterização de uma área de risco, consoante elencado na NR-16? R. Afirmativo. 4. Na reclamada foi encontrado óleo diesel em condições de armazenamento, conforme disposto na norma legal? Caso positivo, justifique tecnicamente. R. Foi identificado armazenamento de óleo em desacordo com a norma NR 20 conforme descrito no laudo. 5. Suposto óleo diesel existente em edifício da empresa reclamada tem como finalidade ser utilizado no grupo de geradores? R. Sim. 6. A reclamante adentrava freqüente e habitualmente a área de risco? Em caso positivo, com qual periodicidade e por quanto tempo? Qual o critério utilizado para esta avaliação? R. Sim. Jornada diária de 8 horas de trabalho. Todo o interior do prédio é a bacia de segurança, com base no critério da norma NR 16 e NR 20. 7. Descreva qual a forma do armazenamento do óleo diesel e se este é feito em recipientes de até 250 litros, conforme estabelece s NR 20.2.13. R. Conforme descrito no laudo. 8. Informe se nas Normas Regulamentadoras especifica a quantidade de recipientes que pode haver em um local. R. Conforme descrito no laudo. 9. Informe se existe, no mesmo recinto onde o autor permanecia, armazenamento de óleo diesel em quantidade superior a 250 litros e se este se

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encontra enterrado ou em local externo ao prédio, informando a respectiva distância. Caso positivo, apresente croqui. R. Não. Conforme descrito no laudo. 10. Existe concentração de gases e/ou vapores inflamáveis no ambiente em que o reclamante trabalhou? Se positivo, qual a concentração ambiental? R. Não. 11. Baseado na FISPQ do produto, descreva qual o ponto de fulgor no óleo diesel supostamente utilizado na reclamada e se o mesmo pode ser considerado como combustível inflamável, de acordo com a norma legal. R. Conforme descrito no laudo. 12. A autora desempenhava suas atividades em área de risco, dentro da bacia de segurança dos tanques de óleo diesel? Se positivo, descreva qual a delimitação da área de risco e a respectiva alínea da Norma Regulamentadora 16. R. Sim, conforme descrito no laudo. 13. Com base nas ordens de serviços existentes na reclamada, o reclamante trabalhava diretamente no transporte ou manuseio de inflamáveis líquidos? Caso positivo, justifique. R. A autora não tinha por atividades manusear inflamáveis. 14. Informe se a reclamada adota medidas de proteção coletiva de trabalho. R. Sim, conforme informado no laudo.

10)CONCLUSÃO

Após análise criteriosa dos autos, com base no estudo da função, da jornada de trabalho e da avaliação ambiental, concluo que no exercício da função de ANALISTA DE NEGÓCIOS, a saber :

Faz juz à percepção do adicional de periculosidade (30% Salário).

Nas avaliações das atividades insalubres e perigosas com base na CLT em seus artigos 192 e 193 parágrado 2º , o empregado poderá optar pelo adicional que por ventura lhe seja devido.

O laudo pericial foi protocolado no SISDOC-TRT 2ª Região.

São Paulo, 12/07/2014 (assinatura digital)

SYDNEY ALLAN DAVIDSON Perito do Juízo

BIBLIOGRAFIA

- FUNDACENTRO

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- ACGIH (American Conference of Governmental Industrial Hygienists) - NIOSH (National Institute for Occupational Safety and Health)

- OSHA (Occupational Safety and Health Administration) - PORTARIA Nº 3.214/78 e 25/94

- ISO 2631 e ISOIDIS 5349 - ISO 9612/97

- LEI FEDERAL Nº 12.740/12

FOTOS DA ÁREA PERICIADA

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– Foto 1 –

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– Foto 2 –

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– Foto 3 –

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– Foto 4 –

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– Foto 5 –

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– Foto 6 –

Referências

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