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BRASIL
nº 470LÍTIO
A PRODUÇÃO E A COMPETITIVIDADE DA ARGENTINA, BOLÍVIA E CHILE
N o 47 0 A b ril /2 01 7 A E V O LU Ç Ã O D O S B A N C O S A m ér ic aE con o m
ia
O que mudou na gestão
de Maria Silvia, uma
das únicas mulheres
do alto escalão do
governo Temer
ENTREVISTA
EXCLUSIVA
A TRANSFORMAÇÃO
DO BNDES
O ESVAZIAMENTO DAS AGÊNCIAS, O INVESTIMENTO
DAS INSTITUIÇÕES BANCÁRIAS EM TECNOLOGIA DA
INFORMAÇÃO, O FUTURO DAS TRANSAÇÕES E O PAPEL
DAS FINTECHS NO MERCADO DE INVESTIMENTOS
A EVOLUÇÃO DOS
BANCOS
No 470 ABR/2017 R$ 20,00
30 | AméricaEconomia
Tecnologia
Confiança que gera bilhões
forma de monetização da Wecash, platafor-ma chinesa de avaliação de risco de crédito, pode ser diferente, mas não deixa de dar boas mar-gens de lucro para a gigante asiática. Com mais de 63 milhões de usuários ativos e um valor de
mer-cado próximo a R$ 1 bilhão, a empresa aposta na união entre ferramentas tecnológicas avançadas
e um modelo disruptivo de negócios. A companhia fornece para instituições financeiras o Relatório Wecash, que
avalia inúmeras dimensões do relacio-namento de uma pessoa com sua renda e que fica pronto em 15 minutos.
O diferencial: zero de custo para as insti-tuições financeiras, o que torna a opção atra-ente e gera uma economia de bilhões de reais
à receita dos contratantes. A Wecash só passa a AméricaEconomia Brasil
receber uma comissão dos bancos à medida que o tomador de crédito pague as prestações assumidas. O Chief Operating Officer (COO) da We-cash, Roger Madeira, explica que o processo de remuneração da empresa é uma demonstração de confiança na eficiência de seu sistema de ava-liação de crédito. “A remuneração depende do sucesso mensal da operação”, diz.
Recentemente, a empresa se instalou no Bra-sil com o intuito de atacar diretamente o mode-lo de análise de crédito praticado no país. “Esse custo encarece a concessão de crédito na medida em que ele é transferido para a taxa de juros do empréstimo”, explica o COO. Depois do Brasil, a Wecash projeta rápida expansão para Argentina, Uruguai, Chile e México.
SHUTTERSTOCK
Abril | 31
Oferecimento:
Topa uma
carona?
Waze vai lançar para os usuários brasileiros o Carpool, o serviço de
caro-na entre usuários do aplicativo – a data oficial do lançamento ainda não está
definida. Por meio de uma ferramenta separada do GPS, os motoristas poderão oferecer caronas para outras pessoas que farão uma rota parecida e dividir o com-bustível. Entretanto, o app deixa claro: a ideia não é lucrar e, sim, dividir custos.
A primeira cidade a testar o novo sistema será São Paulo e os motoristas poderão utilizar a ferramenta apenas duas vezes por dia.
compartilhamento de notícias falsas se tor-nou um problema nas redes sociais – e não poderia ser diferente no Brasil. A fim de erradicar esta questão, a plataforma de comunicação cor-porativa interna Flock lançou a versão brasileira do Detector de Notícias Falsas (DNF). A plata-forma permite que os usuários identifiquem in-formações falsas antes de as compartilharem.
A ferramenta reconhece e sinaliza o conteú-do de mais de 600 fontes conteú-do munconteú-do toconteú-do con-sideradas enganosas, não verificadas ou falsas quando os usuários compartilham as informa-ções na plataforma Flock. A nova versão inte-gra também as fontes enganosas brasileiras, que sinalizará links de qualquer um dos sites
Uma notícia falsa foi detectada
AméricaEconomia Brasil
AméricaEconomia Brasil
O
O
listados. Ao compartilhar as URLs suspeitasnas caixas de mensagem da ferramenta, o re-curso faz uma referência cruzada ao link em seu banco de dados. Quando o conteúdo de uma fonte de notícias não confiável é identificado, o DNF imediatamente o sinaliza e avisa aos usuá-rios que ele é uma notícia falsa.
“Infelizmente, desinformação gera desinfor-mação e, através dos meios simples de compar-tilhamento no ecossistema digital de hoje, uma pequena notícia não confiável pode facilmente se espalhar como um incêndio em uma orga-nização inteira”, afirma Bhavin Turakhia, CEO da Flock.
A ferramenta identifica e sinaliza o conteú do de mais de
fontes do mundo todo con sideradas enganosas
50 | AméricaEconomia
Por Beatriz Santos, de São Paulo
Tecnologia bancária
nvestimento em tecnologia da informação (TI) pode até ser uma nova questão a ser acrescida no budget de muitas empresas nos últimos anos – mas não para as instituições bancárias. Isso porque soluções e serviços inovadores já começavam a despontar em meados dos anos 1960, quando chegaram
Negócios |
50 | AméricaEconomia
I
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Cifras dos investimentos
do Brasil em TI estão
equiparadas às de países
como França, Alemanha
e Índia. Realidade do fim
das agências se aproxima
O futuro
dos bancos
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por aqui os primeiros computadores no setor financeiro. No entanto, agora há um boom de dinheiro no setor para atender o cliente digital. A novidade está nos números que os bancos trazem sobre o uso cada vez mais maciço dos smartphones para o acesso aos dados e transações.
A onda de dinheiro no segmento movimenta um mercado gigantesco de tecnologia. De acor-do com os últimos daacor-dos da Federação Brasileira de Bancos (Febraban), os investimentos mais as despesas com TI feitos pelos bancos brasileiros totalizaram R$ 19 bilhões em 2015. Segundo um levantamento da consultoria Gartner, de um total
Investimentos mais as despesas com TI totalizaram
em 2015
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de US$ 51 bilhões em investimentos e despesas em TI, o setor bancário é responsável por 13%, atrás apenas do governo, que investe 14%.
A cifra deixa o país em 7º lugar em investi-mentos em tecnologia neste segmento, uma vez que se considera as dez maiores economias do mundo. Deste total, 44% foram aplicados em software, 35% em hardware (equipamentos) e 20% em telecomunicações. Além disso, tais da-dos fazem do Brasil o Bric que mais investe em TI na comparação com a proporção do Produto Interno Bruto (PIB).
“É importante ressaltar que, quando se calcu-la os gastos em tecnologia da informação como proporção do PIB, os investimentos do Brasil estão alinhados com países como França, Ale-manha e Índia”, afirma Gustavo Fosse, diretor setorial de tecnologia bancária da Febraban.
Canais digitais
Em uma escala de evolução, as primeiras tec-nologias implementadas foram os processos em tempo real, depois a expansão da rede de caixas eletrônicos, o desenvolvimento de soluções de biometria e, por fim, a criação dos canais de in-ternet e mobile banking – atualmente, os mais utilizados pelos clientes bancários.
“O cliente está cada vez mais conectado e busca cada vez mais os canais digitais para lidar com suas finanças”, afirma Fosse. Hoje, os canais digitais são responsáveis por 54% das transações bancárias, ante 38% em 2011.
O número de contas habilitadas para o uso do mobile banking – via aplicativos – cresceu mais de 16 vezes entre 2011 e 2015, passando de 2 milhões para 33 milhões. Em 2015, os canais digitais foram responsáveis por 54 bilhões de
Investimentos do Brasil em TI estão alinhados com países como França, Alemanha e Índia
SHUTTERSTOCK
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transações, 70% a mais do que há quatro anos. “Isso mostra uma mudança relevante de com-portamento do usuário”, declara o diretor.
Um dos fatores que consolidaram os canais digitais por aqui está relacionado ao acesso à in-ternet no Brasil – hoje, alcança 56% da popula-ção. O uso dos smartphones também contribui: se olharmos o cenário mundial, estamos acima da média, que é de 37%.
Tais números que estes canais apresentam atraíram investimentos expressivos às institui-ções financeiras. “Estas plataformas se tornaram uma expressiva porta de entrada para a inclusão financeira de milhões de brasileiros pela possibi-lidade de carregar no bolso e acessar, a qualquer momento, serviços antes restritos a agências bancárias”, observa Gustavo Fosse.
Mobile first
Atuar como uma startup e lançar soluções inovadoras todos os meses – principalmente para os mobile banking. Esta é a intenção do banco Santander, que observou um aumento de clientes digitais nas plataformas da institui-ção. “De todas as transações financeiras feitas no banco, 75% foram em canais digitais. Isso é uma tendência do mercado e, nos últimos anos, em-preendemos várias iniciativas a fim de digitalizar o cliente”, declara Alessandro Andrade, superin-tendente executivo de canais digitais do banco.
Para Andrade, o cliente por si só é digital. “No dia a dia, ele está com o celular na mão, no ponto de ônibus, na rua, no trabalho. Então o que precisamos fazer é estar presentes nesses momentos”, declara. Para isso, eles utilizam o conceito de mobile first, que nada mais é do que pensar em novas soluções e priorizá-las para o mobile. A intenção é que seja possível realizar importantes transações com o menor número de cliques.
“Hoje, quando o cliente abre o aplicativo, ele já tem pelo menos três informações importan-tes. Em um só clique ele já pode fazer uma transferência ou um pagamento e pode
visualizar o saldo. Abaixo, também com um só clique, a partir do quanto ele tem na conta, pode fazer um empréstimo ou contratar produtos de investimento. Simplicidade é o nome do jogo”, explica Andrade.
Para que estas ferramentas sejam implemen-tadas em um tempo hábil, o Santander mudou a forma de trabalhar e, hoje, são guiados pelo mé-todo ágil – basicamente o que fazem as compa-nhias como Spotify e Netflix, por exemplo. “Es-tas empresas fazem todo mês melhorias nos aplicativos e é um processo rápido. Então nos inspiramos nelas”, conta o executivo.
O que antes poderia de-morar cerca de nove me-ses, agora pode ser feito em apenas um. O novo mode-lo é dividido em células de trabalho; alguns andares do prédio da instituição, que juntos contam com mais ou menos 600 colaboradores,
Gustavo Fosse, diretor setorial de tecnologia bancária da Febraban e diretor de tecnologia do Banco do Brasil Em 2015, os canais digitais foram responsáveis por de transações
54 bilhões
DIVULGAÇÃO54 | AméricaEconomia
trabalham em conjunto. “As pessoas trabalham juntas, em mesas de trabalho multidisciplinares. Têm um líder, o responsável pela tecnologia, o de design, o de segurança. Assim, ao final de algumas semanas de trabalho, conseguimos lançar uma fer-ramenta nova”, exemplifica Andrade.
Curva acentuada de crescimento
Do total de 26,8 milhões de correntistas do banco Bradesco, 13,8 milhões são clientes di-gitais – praticamente a metade. Hoje, 41% das transações são feitas pelo Bradesco Celular, al-cançando um recorde diário de 20,3 milhões de transações – em 2008, esse percentual era de 1%. A internet representou 36% do total de transa-ções, o Fone Fácil 2% e o autoatendimento 15%. “A maioria das transações do banco já é feita por canais digitais, como internet, mobile, ATM e contact center. O Bradesco Celular é o prin-cipal canal utilizado e, nos próximos anos, essa curva só vai aumentar”, afirma Luca Cavalcanti, diretor-executivo do Bradesco.
Uma nova tecnologia que está em anda-mento para ser lançada nos próximos meses é o Bradesco Inteligência Artificial (BIA), que consiste em uma plataforma de tecnologia cognitiva já implantada internamente para dar suporte às agências, tirando dúvidas dos fun-cionários a qualquer hora e lugar. Outro proje-to é a Biometria de Voz, que já está sendo im-plementado em maneira beta (versão de teste) e deve expandir durante 2017.
O saque sem cartão, apenas aproximando um celular com tecnologia NFC, também já está dis-ponível. “O cliente precisa apenas configurar o valor no aplicativo e, ao chegar no terminal de autoatendimento com o smartphone, realiza o saque na metade do tempo e sem a necessidade de utilizar o cartão”, explica Cavalcanti.
Presença no polo mundial de tecnologia
Nada de divisão sobre quem é digital ou não, o Banco do Brasil considera que todos os clientes são digitais. Claro, uns com mais intensidade, ou-tros com menos. E é nesta intensidade que o banco enxerga um aumento expressivo. Em 2016, o canal que mais transacionou no banco foi o mobile, com 38,6%. A internet representou 26,4%, enquanto o atendimento presencial somente 3,5%.
“Hoje são mais de 600 projetos em anda-mento. O que estamos trabalhando em termos de tecnologia é cada vez mais melhorar a expe-riência do cliente, fazer com que meu cliente digital faça um uso mais intensivo das soluções digitais”, afirma Gustavo Fosse, que também é diretor de tecnologia do Banco do Brasil.
Segundo este conceito, o Banco do Brasil criou há cerca de oito meses um laboratório de tecno-logia no Vale do Silício – o polo mundial de tec-nologia na região na Califórnia, Estados Unidos (EUA). Existe uma equipe fixa por lá, e a cada três meses uma outra equipe sai do Brasil para o laboratório com o objetivo de trazer, ao final deste período, uma solução totalmente inovadora e di-ferente com base na experiência que vão ter na re-gião em contato com as demais fintechs, startups e grandes empresas de tecnologia.
“Paralelo a isso, nós também criamos um la-boratório em Brasília em janeiro deste ano, onde trabalhamos com experimentações de novas tec-nologias. Este grupo baseado aqui no Brasil atua em contato com fintechs, startups, universidades, aceleradoras, a fim de tentar trazer as melhores so-luções para os nossos clientes”, afirma Fosse.
Uma das soluções é o Conta Fácil: basta baixar o aplicativo e abrir uma conta de pagamento para
UM DOS FATORES QUE CONSOLIDARAM OS CANAIS DIGITAIS NO BRASIL ESTÁ RELACIONADO AO ACESSO À INTERNET – HOJE, ALCANÇA 56% DA POPULAÇÃO. O USO DOS SMARTPHONES TAMBÉM CONTRIBUEM: DIANTE DO CENÁRIO MUNDIAL, O PAÍS ESTÁ ACIMA DA MÉDIA, QUE É DE 37%
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quem ainda não possui conta no Banco do Brasil. Além disso, o correntista agora pode emitir uma senha de atendimento presencial pelo aplicativo, que dá uma estimativa de tempo para o atendi-mento. As senhas entram em uma fila virtual e o cliente efetua o check-in pelo aplicativo quando chegar à unidade do banco.
A reestruturação anunciada pelo banco há alguns meses, além de ser uma estratégia de negócio, é uma avaliação do que o cliente quer, de acordo com o executivo. “Estamos em constante avaliação do que o cliente quer. A reestruturação é consequência das escolhas dos nossos clientes. Se ele quer ser atendido presencialmente, vai continuar sendo; se optar por um atendimento digital, que é o que tem se mostra-do como o principal, ele vai ter esse atendimento da melhor maneira possível”, explica.
Fintechs
Ao pé da letra, uma fintech é a junção dos ter-mos financial e technology. Ou seja, são startups que criam inovações na área de serviços financei-ros, tornam o mercado de finanças mais eficientes. Hoje, são mais de 250 fintechs no Brasil, distribu-ídas num grande leque de categorias, entre elas pagamentos, crédito, investimento e até seguros.
“A crise de 2010 nos Estados Unidos juntou o desemprego em alta, a urgência de cortar gastos e muitos especialistas sem trabalho no mercado, principalmente bancários. Este grupo de pessoas com expertise no mercado financeiro criou um cenário onde a inovação disruptiva era a única chance de sobrevivência”, conta José Prado, co-fundador e diretor-executivo da Associação Bra-sileira de Fintechs (ABFintechs).
Um exemplo é a Rico, uma corretora de va-lores 100% digital voltada para pessoa física, ou seja, para quem quer investir em um ambiente digital, sem a necessidade de ir a um lugar físico.
“Nossos clientes são investidores que estão começando, querem sair do ambiente bancário e já estão familiarizados com a internet. Têm de 25 a 40 anos e quer fazer esse serviço por ele mesmo, diretamente, sem a intermediação de um gerente”, explica Mônica Saccarelli, sócia- diretora da Rico.
Pela plataforma e aplicativo intuitivos, o in-vestidor consegue fazer tudo sozinho. As opções
é a junção dos
ter mos financial
e technology
Fintech
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de investimentos são em Tesouro Direto, Renda Fixa, que é CDB, LC, LCI e LCA, investimentos mais sofisticados, como fundos de investimentos e imobiliários, e também no mercado de ações.
Hoje, são mais de 110 mil investidores na plataforma. “Nós tivemos um recorde de aber-tura de contas no mês de janeiro deste ano”, conta a diretora.
Existem também as fintechs que atuam como ponte entre os investidores e empresas, que é o caso da Nexoos. Em atuação há cinco meses em São Paulo e há pouco mais de um ano no Para-guai, a plataforma conecta pequenas e médias empresas que precisam de empréstimos e inves-tidores pessoa física que estão dispostos a fazer investimentos ao financiar estas empresas.
“Ao invés de um investidor colocar o dinhei-ro na poupança e o banco fazer os empréstimos para outras empresas, é como se ele fizesse di-retamente este processo, com um retorno mui-to maior”, explica Daniel Gomes, cofundador e CEO da Nexoos.
Também inteiramente digital – inclusive as assinaturas –, a plataforma tem um rendimento superior aos seus concorrentes: um empréstimo pode render em média 23% ao ano sobre volu-me investido. “A gente consegue uma taxa mais
barata para as empresas, principalmente porque não precisamos de uma garantia real, como um imóvel ou veículo, por exemplo”, declara Gomes.
Pioneiro no segmento de bancos online, o Sofisa Direto tem como objetivo ser um banco diferente, contestador. Oferecem a mesma ren-tabilidade para investimentos de R$ 1 a R$ 1 milhão sem cobrança de taxas e tarifas. A opção tornou-se muito atrativa.
“O mercado do qual fazemos parte está em franco crescimento. Ano passado, a poupança perdeu R$ 40,7 bilhões líquidos e, em 2015, fo-ram R$ 53 bilhões. Este dinheiro está à procu-ra não somente de melhores rendimentos, mas também de condições mais vantajosas”, afirma Leo Cherman, responsável pelo Sofisa Direto.
Sobre a concorrência num momento que sur-gem muitas fintechs, Cherman é objetivo – não é um problema. Pelo contrário, é ótimo. “Somos 100% digital desde 2011, nascemos assim. São seis anos pensando em como evoluir e entregar a melhor experiência para os nossos clientes. Ser somente digital sem entregar valor não adianta nada. Nosso esforço está em trazer algo de valor ao cliente, que mude sua relação com o seu banco. O futuro não será somente digital, será também diferente em outras dimensões”, finaliza.
Hoje, são mais de
fintechs no Brasil, distribu ídas em um grande leque de categorias, entre elas pagamentos, crédito, investimento e até seguros