Projeto Pedagógico
Curso de Direito
AMERICANA
2018
Projeto Pedagógico
Curso de Direito
Projeto Pedagógico do Curso de Direito do Centro Universitário Salesiano de São Paulo (UNISAL) - Unidade AMERICANA
AMERICANA
2018
LICEU CORAÇÃO DE JESUS
Instituição Mantenedora
Luís Otávio Botasso
Presidente
CENTRO UNIVERSITÁRIO SALESIANO DE SÃO PAULO
P. Justo Ernesto Piccinini
Chanceler
Prof. Me. P. Eduardo Augusto Capucho Gonçalves
Reitor
Profa. Dra. Eliana Rodrigues
Pró-Reitora de Ensino, Pesquisa e Pós-Graduação
Prof. Me. Nilson Leis
Pró-Reitor Administrativo
Prof. Me. Antonio Wardison
Pró-Reitor de Extensão, Ação Comunitária e Pastoral
Valquíria Vieira de Souza
UNISAL – Unidade Americana / Campus Dom Bosco
Unidade Sede – Americana
Homero Tadeu Colinas
Diretor de Operações
P. José Adilson Morgado
Gerente Financeiro
Thiago Fernando Cardoso Nalesso
Coordenador do Curso de Direito
Unidade de Campinas / Liceu Salesiano
Marcelo Augusto Scudeler
Diretor de Operações
Ir. Marcelo Oliveira dos Santos
Gerente FinanceiroUnidade de Campinas / São José
Anderson Luís Barbosa
Diretor de Operações
Ir. Marcelo Oliveira dos Santos
Gerente FinanceiroUnidade de Lorena
Grasiele Augusta Ferreira Nascimento
Diretora de Operações
P. Mauro Bombo
Gerente Financeiro
Unidade de São Paulo / Pio XI
Rosana Manzini
Diretora de Operações
P. André Luís Simões
Gerente Financeiro
Unidade de São Paulo / Santa Teresinha
Rosana Manzini
Diretor de Operações
P. Francisco Inácio Vieira Júnior
Equipe responsável pelo Projeto do Curso
(Membros do NDE)
Prof. Me. Thiago Fernando Cardoso Nalesso
Coordenador do Curso de Direito
Profa. Ma. Cristiane Tranquilim Lisi
Docente
Prof. Dr. Daniel Figueira de Barros
Docente
Prof. Dr. Everaldo Tadeu Quilici Gonzalez
Docente
Profa. Ma. Laira Beatriz Boaretto
Docente
Profa. Dra. Melissa Furlan
Docente
Profa. Ma. Milena Letícia Pfister
Docente
Prof. Me. Ricardo Lorenzi Pupin
Docente
Prof. Me. Tiago Felipe Coletti Malosso
Sumário
1 A INSTITUIÇÃO ... 1 1.1 IDENTIFICAÇÃO ... 1 1.2 HISTÓRICO DA INSTITUIÇÃO ... 1 1.3 IDENTIDADE CORPORATIVA ... 3 1.3.1 Missão ... 5 1.3.2 Visão ... 51.3.3 Valores e Princípios da Qualidade ... 6
1.3.4 Concepções filosóficas e políticas de ensino, pesquisa e extensão ... 9
1.3.4.1 Concepções Filosóficas ... 9
1.3.4.2 Políticas de Ensino ... 14
1.3.4.3 Políticas de Pesquisa ... 16
1.3.4.4 Políticas de Extensão, Ação Comunitária e Pastoral... 17
1.4 AVALIAÇÃO INSTITUCIONAL ... 20
1.4.1 Contextualização da Avaliação Institucional ... 20
1.4.2 Princípios Norteadores da Avaliação Institucional ... 22
1.4.3 Atuação dos Grupos de Qualidade e ações decorrentes dos processos de avaliação ... 25
1.5 NAP-NÚCLEO DE ASSESSORIA PEDAGÓGICA ... 26
1.6 PASTORAL UNIVERSITÁRIA ... 28
1.6.1 Objetivos ... 28
2 O CURSO DE DIREITO ... 30
2.1 INSERÇÃO REGIONAL DO CURSO ... 30
2.1.1 Os Salesianos em Americana ... 30
2.1.2 Características Geográficas e de desenvolvimento da Região de Americana ... 31
2.1.3 Análise mercadológica ... 34
2.2 ORGANIZAÇÃO DIDÁTICO-PEDAGÓGICA ... 34
2.3 PRAZO PARA INTEGRALIZAÇÃO DO CURSO ... 36
2.4 OBJETIVOS DO CURSO ... 36
2.5 PERFIL DO EGRESSO ... 38
2.6 COORDENAÇÃO DO CURSO ... 40
2.6.1 Atuação do coordenador ... 41
2.6.2 Formação do coordenador ... 43
2.6.3 Experiência do coordenador (acadêmica e não acadêmica) ... 44
2.6.4 Efetiva dedicação à administração e à condução do curso ... 45
2.7 ARTICULAÇÃO DA GESTÃO DO CURSO COM A GESTÃO INSTITUCIONAL ... 46
2.7.1 Implementação das políticas institucionais constantes no PDI e no PPI, no âmbito do curso 47 2.8 COLEGIADO DO CURSO ... 49
2.8.1 Composição e funcionamento do colegiado de curso ... 50
2.8.2 Articulação do colegiado de curso com os colegiados superiores ... 51
2.9 NÚCLEO DOCENTE ESTRUTURANTE ... 51
2.10 ATUAÇÃO DO CORPO DE TUTORES ... 52
2.10.1 Relação docentes e tutores por estudante ... 54
2.11 PPC-PROJETO PEDAGÓGICO DE CURSO ... 55
2.11.1 Articulação do PPC com o Projeto Institucional - PPI e PDI ... 55
2.11.2 Coerência do currículo com os objetivos do curso ... 56
2.11.5 Adequação da metodologia de ensino à concepção do curso ... 58
2.11.6 Coerência dos procedimentos de avaliação dos processos de ensino e aprendizagem com a concepção do curso ... 61
2.11.7 Inter-relação das unidades de estudo ... 62
2.11.8 Matriz curricular ... 65
2.11.9 Ementário e bibliografia ... 68
2.12 ESTÁGIO CURRICULAR SUPERVISIONADO ... 109
2.12.1 Avaliação do Estágio Supervisionado ... 112
2.13 TRABALHO DE CONCLUSÃO DE CURSO (TCC) ... 112
2.14 ATIVIDADES ACADÊMICO-CIENTÍFICO-CULTURAIS ... 114
2.14.1 Atividades Complementares ... 114
2.14.2 Monitoria ... 115
2.14.3 Semana de Estudos Jurídicos ... 116
2.15 PRÁTICAS PEDAGÓGICAS INOVADORAS ... 116
2.15.1 Visitas Técnicas ... 116
2.15.2 Coordenação compartilhada (docente/discente) dos eventos realizados pelo Curso . 117 2.15.3 Projeto Direito e Cinema ... 117
2.15.4 Atividades de Aprofundamento Acadêmico... 118
2.16 PRÁTICAS PEDAGÓGICAS INCLUSIVAS E POLÍTICAS DE ACESSIBILIDADE ... 119
2.16.1 Disciplina optativa de Libras (Decreto Nº 5.626/2005) ... 122
2.17 PRÁTICAS DE EXTENSÃO ... 123
2.17.1 Projeto Adote uma Entidade ... 124
2.17.2 Mostra de Responsabilidade Social e de Ação Comunitária ... 125
2.18 PRÁTICAS DE PESQUISA ... 126
2.18.1 A Iniciação Científica no UNISAL (BIC-SAL) ... 126
2.18.2 Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Científica – PIBIC-CNPq ... 127
2.18.3 Mostra de Produção Científica ... 128
2.19 AMBIENTE VIRTUAL DE APRENDIZAGEM ... 128
2.19.1 ATIVIDADES DE TUTORIA ... 131
2.20 CULTURA EMPREENDEDORA ... 133
2.21 EDUCAÇÃO AMBIENTAL -SUSTENTABILIDADE ... 134
2.22 EDUCAÇÃO DAS RELAÇÕES ÉTNICO-RACIAIS E PARA O ENSINO DE HISTÓRIA E CULTURA AFRO-BRASILEIRA E INDÍGENA (RESOLUÇÃO CNE/CPN°01 DE 17 DE JUNHO DE 2004) ... 136
2.23 DIREITOS HUMANOS (RESOLUÇÃO CNE/CPNº1, DE 30/05/2012) ... 137
2.24 CONDIÇÕES DE ACESSIBILIDADE PARA PESSOAS COM DEFICIÊNCIA OU MOBILIDADE REDUZIDA ... 138
2.25 TECNOLOGIAS DE INFORMAÇÃO E COMUNICAÇÃO NO PROCESSO DE ENSINO-APRENDIZAGEM ... 139
2.26 MECANISMOS DE INTERAÇÃO ENTRE DOCENTES, TUTORES E ESTUDANTES ... 141
2.27 PROCEDIMENTOS DE AVALIAÇÃO DOS PROCESSOS DE ENSINO-APRENDIZAGEM ... 143
3 CORPO DOCENTE E PESSOAL TÉCNICO-ADMINISTRATIVO ... 145
3.1 POLÍTICA DE CONTRATAÇÃO ... 145
3.2 PLANOS DE CARREIRA DOCENTE E DE PESSOAL TÉCNICO ... 146
3.3 PLANO DE EDUCAÇÃO, TREINAMENTO E DESENVOLVIMENTO DE DOCENTES E PESSOAL TÉCNICO ... 146
3.4 CORPO DOCENTE DO CURSO (2016) ... 148
4 INFRAESTRUTURA ... 149
4.1 LABORATÓRIOS ... 150
4.1.1 Formação Básica ... 150
4.1.2 Formação Específica ... 154
4.2 BIBLIOTECA ... 155
4.2.1 Infra- estrutura física da biblioteca ... 155
4.2.3 Serviços prestados ... 157
4.2.4 Infraestrutura física da biblioteca ... 159
4.2.5 Acervo específico ... 161
4.3 SALAS DE AULA ... 164
4.4 GABINETES PARA DOCENTES PERÍODO INTEGRAL ... 168
4.5 AUDITÓRIOS E AMBIENTES DE CONVIVÊNCIA ... 169
4.6 ACESSIBILIDADE ... 169
4.7 NÚCLEO DE PRÁTICAS JURÍDICAS ... 170
5 ATENDIMENTO AO ESTUDANTE ... 171 5.1 ATENDIMENTO PSICOPEDAGÓGICO ... 171 5.2 PROGRAMA DE NIVELAMENTO ... 172 5.3 POLÍTICA DE BOLSAS ... 173 5.4 POLÍTICA DE INTERCÂMBIO ... 173 6 POLÍTICAS DE AVALIAÇÃO ... 174
6.1 AVALIAÇÃO DO RENDIMENTO ACADÊMICO... 174
6.2 AVALIAÇÃO INSTITUCIONAL ... 176
1 A INSTITUIÇÃO
1.1 IdentificaçãoMantenedora:LICEU CORAÇÃO DE JESUS CNPJ:60.463.072/0001-05
Mantida: CENTRO UNIVERSITÁRIO SALESIANO DE SÃO PAULO Chanceler: P. Justo Ernesto Piccinini
Reitor: Prof.Me. P. Eduardo Augusto Capucho Gonçalves
Diretor de Operações: Prof. Me. Homero Tadeu Colinas
Coordenador do Curso de Direito: Prof. Me. Thiago Fernando Cardoso
Nalesso
Telefone:(19) 3471-9700 Fax:(19) 3471-9716 Site: http://www.unisal.br
Endereço: Avenida de Cillo, 3.500 – Parque Universitário
CEP: 13467-600. Americana, Estado de São Paulo.
1.2 Histórico da instituição
O Centro Universitário Salesiano de São Paulo – UNISAL – resulta do reconhecimento da qualidade de ensino oferecido pelas Faculdades Salesianas, por intermédio de Decreto Presidencial de 24/11/1997, relevando, assim, os serviços prestados ao Brasil pela congregação salesiana que aqui está presente desde 1883, quando iniciou suas atividades na cidade de Niterói (RJ), com a fundação do seu primeiro colégio.
Desde então, vem consolidando sua estrutura administrativa e patrimonial, por meio de vigorosos investimentos na área de educação, o que
ocasionou uma significativa expansão de suas escolas nos diversos graus de ensino. Esse crescimento teve ainda maior ênfase nas escolas de Ensino Fundamental e Médio, em função do próprio carisma salesiano – a educação
de jovens – lema maior do fundador da congregação, São João Bosco, e
inspirador de todas as suas ações.
No âmbito do Ensino Superior, o Liceu Coração de Jesus, em 1939, abriu em São Paulo os primeiros cursos universitários salesianos devidamente reconhecidos pelo governo. A Faculdade de Administração e Finanças, mantida pelos salesianos, funcionou no Liceu até 1964, quanto foi transferida para a Pontifícia Universidade Católica de São Paulo.
Além disso, os responsáveis pela formação dos salesianos perceberam que era necessário obter o reconhecimento oficial para os estudos de Filosofia realizados pelos estudantes, especialmente os seminaristas. Assim nasce a Faculdade Salesiana de Filosofia, Ciências e Letras, em Lorena, São Paulo, que foi autorizada pelo decreto do Presidente da República, de 11 de fevereiro de 1952. Era a segunda Instituição de Educação Superior particular a se instalar no interior do Estado de São Paulo, e a primeira, particular, no Vale do Paraíba paulista.
Em 1972 os salesianos do Colégio D. Bosco, em Americana, São Paulo, fundaram o Instituto de Ciências Sociais, primeira instituição de Ensino Superior da cidade.
Para atender à crescente demanda de especialistas na região de Campinas, São Paulo, polo de excelência em Tecnologia, cria-se, em 1987, a Faculdade Salesiana de Tecnologia (FASTEC), com os Cursos Superiores de Formação de Tecnólogos em Eletrônica Industrial e Instrumentação e Controle, a partir da base tecnológica já oferecida pela Escola Salesiana São José.
Assim, quando as Faculdades Salesianas de Lorena, Campinas e Americana se integraram, em 1993, tendo como sede a cidade de Americana (Parecer CFE nº 131/93, homologado pela Portaria nº 209 de 19/2/93) inicia-se o processo, junto ao MEC, para a sua transformação em universidade, tendo o Liceu Coração de Jesus, de São Paulo, como Entidade Mantenedora.
O resultado, como dito acima, foi o Decreto Presidencial de 24 de novembro de 1997 que erigiu as Faculdades Salesianas em Centro
Universitário Salesiano de São Paulo - Centro Universitário Salesiano de São
Paulo – UNISAL – com as Unidades que já existiam nas Faculdades Salesianas (Americana, Campinas - São José, Lorena). Com o decreto foi aberto o novo campus de Campinas (Liceu Nossa Senhora Auxiliadora) e uma nova unidade, a de São Paulo, com os campi do Liceu Coração de Jesus e de Santa Terezinha. Em 2005 foi autorizado o funcionamento do Curso de Teologia, no campus Pio XI, no Alto da Lapa, também em São Paulo.
Ressalte-se também que o Centro Universitário Salesiano de São Paulo – UNISAL – integra, desde o início, o conjunto das mais de setenta Instituições
Salesianas de Educação Superior (IUS) existentes no mundo e se rege pelos
documentos: Identidade das Instituições Salesianas de Educação Superior, e
Políticas para a presença salesiana na educação superior, aprovados pelo
Reitor-Mor da Congregação Salesiana, aos 12 de fevereiro de 2003.
É um dos objetivos do Centro Universitário Salesiano de São Paulo – UNISAL buscar intercâmbio e interação com instituições que promovam a educação, a ciência, a cultura e a arte, especialmente, com as IUS. A Instituição possui o Núcleo de Desenvolvimento Institucional que é responsável pelo processo de internacionalização.
1.3 Identidade corporativa
O UNISAL definiu sua identidade corporativa a partir do documento
Identidade das Instituições Salesianas de Educação Superior (IUS)1. Tal documento define as IUS como:
instituições de ensino superior: comunidade acadêmica - formada por docentes, estudantes e pessoal administrativo – que “promove de modo rigoroso, crítico e propositivo o desenvolvimento da pessoa humana e do patrimônio cultural
1
da sociedade, mediante a pesquisa, a docência, a formação superior”.
de inspiração cristã: sua visão do mundo e da pessoa humana tem raízes no Evangelho de Jesus e é demonstrada pela comunidade acadêmica.
caráter católico: a instituição assume que sua origem e permanência se dão no coração da Igreja, por meio de expressões de comunhão e partilhamento com a comunidade.
índole salesiana: opção prioritária pelos jovens, especialmente os desprestigiados socialmente; “uma relação integral entre cultura, ciência, técnica, educação e evangelização, profissionalismo e integridade de vida (...); uma experiência comunitária baseada na ‘presença’, com espírito de família, dos docentes e o pessoal de gestão entre e para os estudantes; um estilo acadêmico e educativo de relacionamento baseado num amor manifestado aos alunos e por eles percebido.”2
Enfim, um apreço pela pessoa fundado na confiança, no cuidado, no amor demonstrado.
A educação superior é uma vocação dos salesianos pela própria finalidade educativa de toda obra da Congregação Salesiana, pois se considera que em nossos tempos, tendo em vista a crise de identidade, fins e valores pela qual educadores e educação passam, há necessidade de:
uma presença qualificada nos campos em que se promove a mudança social, especialmente juvenil;
uma contribuição salesiana à formação qualificada dos jovens para o acesso ao mercado de trabalho e para um responsável empenho social, de modo que tal empenho ultrapasse as
2
exigências e as necessidades do mercado, produzindo mudanças e novos desenvolvimentos na mesma sociedade;
um acompanhamento educativo evangelizador dos jovens durante uma etapa em que tomam decisões importantes para sua vida. Trata-se, no fundo, de um serviço de orientação vocacional tanto para opções fundamentais em sua vida quanto para sua profissão;
uma constante reflexão científica sobre o sistema educativo salesiano, enquanto teoria e práxis, uma confrontação com o mundo da cultura e da ciência e também uma tentativa de contribuição salesiana específica na área da educação.
Portanto, as necessidades e os objetivos apontados justificam a presença da Congregação Salesiana e do UNISAL na educação superior. Os salesianos não abdicam de educar e qualificar jovens, de formar o cidadão, de formar para a vida, para o trabalho, para a convivência social.
1.3.1 Missão
“O UNISAL, fundado em princípios éticos, cristãos e salesianos, tem por missão contribuir para a formação integral de cidadãos, por meio da produção e difusão do conhecimento e da cultura, e pelas experiências de ação social, em um contexto de pluralidade.”
1.3.2 Visão
“Consolidar-se como centro de excelência, reconhecido nacional e internacionalmente na produção, sistematização e difusão do conhecimento e na qualidade de serviços prestados à comunidade.”
1.3.3 Valores e Princípios da Qualidade
A prática educativa do UNISAL apoia-se nos seguintes valores:
Amorevolezza, Diálogo, Ética, Profissionalismo e Solidariedade.
Amorevolezza: é o canal de acesso ao diálogo educativo, caracterizado por demonstrações recíprocas de afeto entre educador e educando que possibilitam as trocas simbólicas dos valores e dos significados de vida. A amorevolezza, a razão e a religião compõem um harmonioso movimento pedagógico, expressão de uma espiritualidade relacional que exige equilíbrio afetivo, fidelidade oblativa, diálogo educativo, paciência histórica e clima de amizade e serviço.
Diálogo: é o elemento constitutivo e fundante da pessoa humana, necessitada das trocas simbólicas com o outro para suas realizações pessoal e social. Apresenta-se como pressuposto ao debate, à participação da comunidade, respaldando a gestão dos diversos processos institucionais.
Ética: é o processo racional de discussão de valores apreendidos por tradição, possibilitando a sua livre e crítica introjeção. Na instituição, a ética promove a dissolução de conflitos e livre construção, desenvolvimento e definição de valores e da pessoa humana.
Profissionalismo: é condição para que, em um contexto social amplo e complexo, haja uma intervenção competente, em uma área de trabalho. O profissionalismo expressa a necessidade de formar pessoas qualificadas técnico-profissionalmente, capazes de buscar constantemente soluções teóricas-práticas para os desafios e necessidades sociais e de se inserir no mercado de trabalho, contribuindo para a construção de uma sociedade cidadã.
Solidariedade: é a atitude de reconhecimento e respeito à pessoa humana e aos seres vivos, no que diz respeito à sua dignidade.
Manifesta-se pelo cultivo da sensibilidade e da partilha nas ações voltadas às causas humanitárias, ecológicas e religiosas.
A Pedagogia Salesiana é baseada no Sistema Preventivo de Dom Bosco que acreditava que os jovens são agentes de sua própria história e que seu potencial para o bem poderia ser estimulado. Assim, Dom Bosco firmou sua estratégia educativa sobre um conjunto de crenças e valores.
Com sua orientação religiosa cristã, a Educação Salesiana acredita: que na Igreja, Deus nos chama a sermos sinais e portadores do
amor aos jovens, especialmente os mais pobres; que todo jovem tem potencialidade para o bem;
que o jovem é protagonista de sua formação e de sua história; que a Escola é ambiente capaz de desenvolver a educação
integral, humana e cristã;
que a função da escola é educar e não somente instruir.
Estes Postulados de Fé, fundamentando a ação educativa salesiana, produzem profundas consequências na sua forma de conceber o conhecimento, como matéria-prima da educação.
Os valores são: o critério preventivo; o ambiente educativo; as forças interiores; a presença animadora; a relação pessoal.
O Critério Preventivo procura encaminhar as possibilidades para experiências positivas de forma a prevenir as experiências deformantes, ajudando a viver em plenitude as aspirações, os dinamismos e impulsos. O ambiente educativo salesiano pretende ser um ambiente acolhedor, em que os educandos possam se encontrar com os amigos e conviverem em alegria. Os
relacionamentos são marcados pela confiança e festa, o trabalho, o cumprimento do dever. As expressões livres e múltiplas do protagonismo acontecem com tranquilidade.
As Forças Interiores, previstas como estratégia educativa, prevêem que a razão, a religião e o amor educativo sejam os seus sustentáculos. É importante o sentido do bom senso, flexibilidade e persuasão; da religiosidade inerente a cada ser, inserido no processo educativo, independente da religião escolhida e da cordialidade que faz crescer e cria a corresponsabilidade. Ir ao encontro dos educandos e encontrá-los onde se encontram, acolhê-los desinteressadamente e com solicitude, colocar-se em atenta escuta de seus pedidos e aspirações são para os educadores salesianos opções fundamentais que precedem qualquer outro passo educativo.
A relação pessoal é mais um dos valores previstos no Sistema Preventivo de Dom Bosco. Essa relação se baseia na valorização e respeito constante do patrimônio individual e da acolhida incondicional do educando. Procura sempre o diálogo, incansavelmente, e demonstra sua confiança no ser humano assim como a oferta personalizada de propostas educativas.
O rosto salesiano, hoje, caracteriza-se por:
formar uma rede, a chamada Família Salesiana, que está espalhada pelo mundo, originando no Brasil a Rede Salesiana de Escolas (RSE);
buscar eficiência e qualidade por intermédio de conteúdos significativos, oferecendo instrução, privilegiando o educativo, atento e crítico aos fenômenos culturais, interagindo educativamente e procurando superar didáticas repetitivas, orientando para um projeto de vida com visão humana e evangélica do trabalho e atualização permanente;
basear-se nos valores evangélicos, com identidade católica; porém aberta aos valores multirreligiosos e multiculturais;
fundar-se na Pedagogia Salesiana e no sistema preventivo, que busca a formação da pessoa estimulando o protagonismo juvenil;
atuar consciente da função e responsabilidade social privilegiando currículos adaptados; promovendo a formação social e profissional; animando o ambiente e atuando preventivamente.
1.3.4 Concepções filosóficas e políticas de ensino, pesquisa e
extensão
1.3.4.1 Concepções Filosóficas
Conforme definido no Projeto Pedagógico Institucional (PPI) da instituição a educação que se almeja deve levar em conta as múltiplas dimensões da experiência humana e capacitar o educando para lidar com o universo de informações a que está exposto, nem sempre eticamente construtivas. Trata-se pois de considerar o educando como sujeito de sua própria formação. Para isso, necessário explicitar a realidade vivida e a realidade que deseja ser construída, ou seja, tornar clara a concepção de homem que embasa os projetos pedagógicos.
Possuindo um fundamento biológico, que o enraíza na natureza, o homem se explicita também na diversidade cultural. É um ser da práxis, da ação refletida e consciente em vista de fins e valores, como também do ócio estético. Está ligado intimamente ao mundo, por sua natureza em comum com o sistema complexo da vida em seus diversos níveis. Ao mesmo tempo, pela consciência, supera os determinismos que o ligam à cadeia natural. O homem, ser histórico por excelência, aspira à transcendência, seja em suas utopias histórico-políticas, seja nas utopias religioso-escatológicas.
Multidimensional, o homem existe e se realiza nos níveis biológico, psíquico, social, afetivo e racional. Coexistem, ora em equilíbrio, ora em desequilíbrio, as dimensões somática, individual, econômica, política, sapiencial, erótica, estética, histórica, técnica e ética. Desse modo, o homem será adequadamente compreendido e educado, se essas diversas dimensões antropológicas forem vistas com espírito conjuntivo e não disjuntivo, se
contempladas com olhar de simultaneidade que mantenha a multidimensionalidade humana. À luz de uma educação transdisciplinar, pois o homem existe como totalidade para além dos recortes e fragmentações dos saberes científicos positivos à luz de uma educação integral, porque para o ser humano integral, a educação é essencialmente “educação para a liberdade” e consequentemente, da responsabilidade pessoal e coletiva.
A multiplicidade de dimensões, deve-se frisar, forma uma unidade. O uno se expressa como múltiplo, a multiplicidade existe como uma unidade. O todo existe nas partes e estas expressam a totalidade-unidade do ser humano.
A concepção filosófica da educação salesiana descrita acima orienta a construção e a materialização dos projetos pedagógicos de curso que colima educar para as múltiplas competências e habilidades através de um currículo rico de experiências concretas e atividades complementares. Orienta-se para o protagonismo do educando em todas as suas faces, possibilitando seu desenvolvimento e autonomia, como realização pessoal e serviço à comunidade, em consonância com a missão salesiana de transformação social e dos valores da cidadania solidária e participativa.
Reconhecemos a riqueza da razão humana, sem esquecer-nos de seus limites internos e de sua possibilidade de cair no erro e na intolerância. Por isso cultiva-se sempre, uma firme decisão pelo conhecimento racional contra as mistificações e massificações, aliada a uma cultura da compreensão humana como abertura ao outro e à diversidade, mediada pelo diálogo esclarecedor e compartilhamento de decisões.
Essa concepção toma forma no Sistema Preventivo de Educação, coluna dorsal e espírito que anima todas as obras educativas salesianas, inculturado nos mais diversos quadrantes do globo.
O Sistema Preventivo é uma espiritualidade e uma metodologia pedagógica, que se caracteriza:
pela vontade de viver entre os jovens e educandos, participando de sua vida, com atenção às suas verdadeiras exigências e valores;
pela acolhida incondicional que se torna força promocional e capacidade incansável de diálogo;
pelo critério preventivo que acredita na força do bem presente em todo jovem e procura desenvolvê-la mediante experiências positivas;
pela centralidade da razão, que é bom senso nas exigências e normas, flexibilidade e persuasão nas propostas; da religião, entendida como desenvolvimento do sentido de Deus, inerente a cada pessoa; da cordialidade, que se exprime como amor educativo que faz crescer e cria correspondência;
pelo ambiente positivo entranhado de relações pessoais, vivificado pela presença amorosa e solidária, que é animadora e ativadora dos educadores e do protagonismo dos próprios jovens.3
Por isso calca o Centro Universitário Salesiano de São Paulo uma filosofia de educação na herança cultural universal, ensinada, pesquisada e divulgada diuturnamente nos vários canais acadêmicos, à luz de uma reverência pelo saber e pela ciência, aliada à vigilância crítica e criativa, sem o que não avançam as ciências da vida e da natureza, as ciências humanas e sociais, com destaque para as ciências da educação, mediações necessárias para que o país entre no rol das nações dotadas de uma plataforma humana e cultural à altura de suas aspirações e necessidades.
Pelo corpo se conhece o outro que diariamente partilha os projetos e fazeres educativos, desde o mais simples educador de apoio até o corpo diretivo. Daí utilizar da comunicação a expressão estrutural da existência humana, possibilitando ir além do mero encontro sem importância, supondo sujeitos que se educam, convivem e transcendem o simples pólo objetivo e
3
DICASTÉRIO PARA A PASTORAL JUVENIL SALESIANA. Pastoral Juvenil Salesiana: quadro de referência
fundamental. Tradução José Antenor Velho; desenhos Angel Larrañaga. 2. ed. São Paulo: Editora Salesiana, 2004.
receptivo, existindo como pessoa livre, para que haja verdadeira interação. Comunicação como a entendemos não significa homogenia que cancela a configuração original das pessoas, antes pressupõe como sua condição sine qua non a diferença, o debate, a resistência produtora de subjetividades coerentes e autônomas, expandindo a energia criadora e personalizante da vida comunitária, baseada nas forças interiores do trinômio salesiano: afeto, razão (dialógica) e transcendência.
A opção determinante de Dom Bosco pelos jovens, sobretudo os mais pobres, encontra eco na prática educativo-profissional, fazendo o carisma fundacional salesiano ressoar numa forma específica de olhar a realidade e de a ela reagir, para entendê-la e transformá-la. Salesianos, portanto, são sensíveis aos aspectos que favoreçam a educação e evangelização dos jovens como também sensíveis aos riscos a que estão expostos. Ainda, atentos aos aspectos positivos, aos novos valores e possibilidades de retomada da vida e de seus projetos. Por fim, salesiano são portadores de uma atitude de escuta e de diálogo com os jovens-educandos.
Essa atitude é capaz de abrir uma prática científica de análise do campo social, através de pesquisas desenvolvidas pelo corpo docente e discente, que possibilita conhecer:
as diversas situações de pobreza e de exclusão social que comprometem gravemente sua dignidade e educação;
as instituições educativas e a relação que estabelecem com os jovens-educandos: família, o sistema educativo, a qualidade e a integridade da formação que oferece, os meios de comunicação social disponíveis no entorno e o tipo de mentalidade que favorecem;
os aspectos que mais exercem influência sobre os educandos, como as possibilidades e qualidades de trabalho a eles oferecidas, as oportunidades de ocupar o tempo livre, a realidade associativa;
a realidade cultural com seus valores e limites, experiências, linguagens e símbolos que formam a mentalidade e sensibilidade dos jovens, bem como direciona suas aspirações e sonhos.4
Por fim, o homem é ser da práxis. A práxis é ação refletida, consciente e dirigida a concretizar o projeto de converter as possibilidades em realidades históricas. Há diversas formas de práxis: do trabalho, da sexualidade, da religião, do saber, da religião, da política. O homem exerce a práxis em vários estilos e diferentes níveis, numa pluralidade dinâmica atingindo todas as dimensões de seu ser. É ao mesmo tempo, Homo Sapiens, Faber, Ludicus,
Oeconomicus, Politicus, Technicus, Culturalis, Affectivus, Rationalis, Ethicus, Symbolicus, Historicus, Religiosus. O homem é síntese de práxis diversas. A
práxis é transitiva e intransitiva, porque trabalha a natureza circundante e também promove a autocriação do homem em toda sua complexidade. Mediante a práxis, o ser humano transforma elementos exteriores e transforma a si mesmo. Produz recursos instrumentais e tece seu próprio destino. A práxis historiciza a aspiração, o projeto, a utopia de transformação, a esperança que, acalentada pelas culturas, deve nortear a educação integral que, efetivamente, procuramos dar aos nossos alunos e à comunidade.
A práxis educativa, ao mesmo tempo em que procura a formação integral do educando, não esquece o educador que busca o conhecimento permanentemente, discutindo paradigmas educacionais, ética e educação, interdisciplinaridade, avaliação, valores da educação salesiana, epistemologia da prática docente, além de ser ocasião de planejamento e vivência transdisciplinar, enriquecendo as experiências pessoais dos educadores, inspirando projetos comuns, reabastecendo, enfim, o prazer e a vocação de educar, marca dos educadores salesianos.
4
DICASTÉRIO PARA A PASTORAL JUVENIL SALESIANA. Pastoral Juvenil Salesiana: quadro de referência
fundamental. Tradução José Antenor Velho; desenhos Angel Larrañaga. 2. ed. São Paulo: Editora Salesiana, 2004.
A dimensão comunicativa, que radica na própria expressividade humana, antropologicamente falando, entra num sistema mais vasto de comunicação local e global. O primeiro tomado como território no qual se atua e se busca a transformação educativa. O segundo, não material ou geográfico, mas não menos real, que é o mundo da comunicação social, que nos faz exigências, às quais estamos respondendo com ações efetivas, investimentos materiais e em recursos humanos, objetivando:
passar do cultivo de uma atitude de abertura e comunicação interna, como capacidade envolvente de valores ao diálogo com instituições salesianas e não-salesianas que atuam na mesma área,
abrir-se ao espaço criado pelas técnicas modernas capazes de construir relações, oferecer uma imagem de si e iniciar um diálogo com interlocutores invisíveis mas reais,
o exercício efetivo de “redes de conhecimento”, por meio da educação para o uso das diversas mídias, da aplicação das novas tecnologias ao ensino, do desenvolvimento das potencialidades comunicativas das pessoas e, por fim, pela promoção dos novos pobres, entendidos como tais os excluídos dos circuitos da informação, facilitando-lhes o acesso às novas tecnologias e suas possibilidades.5
1.3.4.2 Políticas de Ensino
Os princípios que norteiam as políticas de ensino da instituição fundamentam-se na aprendizagem como um processo dinâmico; na construção das habilidades e competências das quais o educando necessita para ampliar sua empregabilidade; na concepção acadêmica que transcende a mera
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DICASTÉRIO PARA A PASTORAL JUVENIL SALESIANA. Pastoral Juvenil Salesiana: quadro de referência
fundamental. Tradução José Antenor Velho; desenhos Angel Larrañaga. 2. ed. São Paulo: Editora Salesiana, 2004.
organização dos currículos em um conjunto de disciplinas fragmentadas, na avaliação que supera notas ou conceitos restritos a processos formais e valoriza as competências e habilidades; no docente como mediador e articulador do processo de ensino-aprendizagem e ainda no aluno como sujeito do próprio processo.
À luz de tais princípios, entende-se que:
a) a aprendizagem é um processo dinâmico, que se realiza passo a passo, em uma gradualidade de ritmos e propostas que devem considerar as características e peculiaridades de cada aluno, assim como as especificidades de cada curso;
b) a aprendizagem como processo contínuo consiste em transformar o conhecimento adquirido pelo aluno em habilidades e competências que, de fato, viabilizem sua atuação plena, como profissional e como cidadão capaz de interagir com o meio socioprofissional; refletir, ponderar, argumentar, conciliar, comparar, sintetizar, decidir rápida e precisamente, sempre em bases justas e coerentes. Trata-se de reconhecer as possibilidades de traduzir conhecimento em desenvolvimento, entendido não somente a partir da perspectiva econômica, mas também sob uma ótica humanística;
c) ao docente cabe o papel de mediador e articulador no processo de ensino-aprendizagem, favorecendo, assim, o objetivo maior de um projeto pedagógico institucional que é, essencialmente, o desenvolvimento humano, social e técnico-cultural;
d) o desenvolvimento da dimensão técnica é apenas uma parte das muitas dimensões e das aptidões que constituem uma aprendizagem de nível superior. A qualificação profissional passa pela aquisição de competências técnicas, mas envolve também o desenvolvimento de aptidões filosóficas, políticas e éticas;
e) a aprendizagem de temas contemporâneos promove a formação além da sala da aula e dos mecanismos formais da academia; permite ao aluno conhecer os temas locais e globais, instigando-o à reflexão sobre questões ambientais, culturais, sociais, políticas e econômicas;
f) a aprendizagem deve favorecer a formação de cidadãos sintonizados com a sociedade contemporânea e instigar no aluno a capacidade de criticar, sintetizar e se expressar.
1.3.4.3 Políticas de Pesquisa
A Política de Pesquisa de uma IES está relacionada à sua Missão e aos seus Valores institucionais. O UNISAL serve à comunidade gerando conhecimento e recursos importantes para o desenvolvimento científico, econômico, profissional, social e cultural prioritariamente das regiões em que se localiza; contribui para o bem-estar da sociedade e, assim, garante melhoria de vida na busca dialógica da verdade.
Tendo por missão contribuir na formação integral de cidadãos, através da produção e difusão de conhecimento e de cultura, mostra-se plenamente alinhado com a sua Política de Pesquisa. Os valores apregoados pelo UNISAL (amorevolezza, diálogo, ética, profissionalismo e solidariedade) garantem um canal de diálogo entre o educador e o educando, que é prioritário nas relações necessárias ao processo de investigação científica, técnica e cultural.
A ética é fundamental nas ações de pesquisa, garantindo o devido respeito ao objeto de pesquisa. O profissionalismo garante as competências oferecidas pelo pesquisador e que são desenvolvidas no corpo discente por meio de ações proativas pautadas no princípio da formação para a pesquisa. O rigor científico no desenvolvimento de conteúdos da pesquisa e da docência também está declarado nos documentos institucionais do UNISAL, bem como a necessária interdisciplinaridade em ações investigativas, princípio norteador das relações entre áreas na IES. A indissociabilidade entre ensino, pesquisa e extensão se realiza com a construção de um ambiente acadêmico e científico pluralista, capaz de formar cidadãos éticos e profissionais competentes, com uma postura crítico-reflexiva, investigativa e autônoma, propiciando o desenvolvimento de suas competências política, social, religiosa e ética,
garantindo seu compromisso com um processo de humanização e construção socialmente responsável e empreendedora de sua realidade. A indissociabilidade é a essência que orienta a transformação permanente da Instituição, sendo conditio sine qua non para a realização de sua missão. É realizada a partir da relação dinâmica entre a teoria e a prática, numa visão integral do ser humano e numa relação integral entre cultura, ciência, técnica, educação e religiosidade; também promove o desenvolvimento rigoroso, crítico, propositivo e sustentável da pessoa humana. O UNISAL vincula o ensino que desenvolve às atividades investigativas. Para isso, estimula seus alunos à atividade criadora e investigativa, desenvolvida individualmente e/ou em equipe, dentro de uma determinada disciplina ou área, tornando-a veículo facilitador do despertar de vocações e aperfeiçoamento de habilidades. Para o cumprimento destas atribuições, os Centros e os Núcleos de Pesquisa do UNISAL estabelecem uma conexão dos agentes de pesquisa com a Graduação e a Iniciação Científica.
1.3.4.4 Políticas de Extensão, Ação Comunitária e Pastoral
A Congregação Salesiana, consciente e respeitosa antes de tudo da natureza específica da Universidade e das suas exigências, faz-se presente nela também para acompanhar os jovens no momento mais decisivo de seu processo de amadurecimento, oferecendo-lhes a contribuição do seu patrimônio educativo e carismático.
As IUS – Instituições Salesianas de Educação Superior - presentes em todos os continentes, formam uma rede de mais de setenta comunidades acadêmicas – Universidades, Centros Universitários, Faculdades Isoladas, Escolas Técnicas e Escolas Superiores.
Com toda a diversidade, apresentam, como diferencial, a promoção de uma educação integral e contínua, baseada em um serviço de formação científica, profissional, humana e cristã.
A Extensão e a Ação Comunitária ocupam um lugar privilegiado no Projeto Salesiano, expandindo, dessa forma, suas ações acadêmicas e sociais, que justificam o serviço qualificado aos jovens e sua inserção concreta, como fator gerador de mudança em favor de uma sociedade fundamentada em valores mais justos e promissores.
A Identidade Salesiana, no meio universitário é assegurada pela presença transdisciplinar da Pastoral, que perpassa o ensino, a pesquisa e a extensão, em todas as disciplinas, incluindo as de caráter ético e religioso, as ações comunitárias e as relações interpessoais e profissionais, tanto na esfera acadêmica, quanto administrativa. A missão da Pastoral é a de articular e animar a Comunidade Universitária como sinal de presença. Trata-se da intencionalidade educativo-pastoral que, por meio da pedagogia e da espiritualidade salesianas, orienta, coloca-se a serviço, evangeliza.
A Extensão para o UNISAL é o eixo articulador entre o Ensino e as novas metodologias de construção do conhecimento. Configura-se como aprendizado de gestão coletiva acerca da prática social e como suporte ao ensino, à pesquisa e à produção do conhecimento. As ações extensionistas permitem a reflexão crítica da realidade, que subsidiará a formação de novas organizações didático-pedagógicas.
A Ação Comunitária é entendida como as diversas práticas presentes frente às demandas sociais. A Ação Comunitária está além da prestação de serviços. Constitui-se como mecanismo de conquista e garantia dos direitos sociais, contribuindo para a construção e ampliação da cidadania. A inserção do UNISAL na realidade socioeconômica do seu entorno está alicerçada em um processo de reciprocidade entre as ações acadêmicas e as necessidades sociais, em uma perspectiva de transformação social. Além disso, o UNISAL acredita ser necessária uma obrigatória interface entre o Projeto Pedagógico Institucional (PPI) e a gestão da Extensão, da Ação Comunitária e Pastoral.
Considera determinante uma perfeita integração entre os gestores responsáveis pelas Áreas Acadêmica (Ensino e Pesquisa) e de Extensão, Ação Comunitária e Pastoral, por considerá-las indissociáveis.
O UNISAL possui, em sua organização, a Pró-Reitoria de Extensão, Ação Comunitária e Pastoral, por considerar essa área de atuação junto à comunidade seu grande diferencial. Trata-se de um órgão executivo, responsável pelo planejamento, supervisão e coordenação das atividades de extensão, ação comunitária e pastoral, que assume como eixos norteadores das suas práticas e ações, a Educação Social e a Educação Continuada.
A Educação Social é entendida como a educação integral do ser humano que se prepara para a convivência com seus semelhantes, possibilitando a superação ou redução dos conflitos e a compreensão do outro por meio do diálogo construtivo e da paz social.
A Educação Continuada é compreendida como projetos de capacitação permanente da comunidade universitária nos mais diversos processos de aprendizagem.
Cursos de extensão universitária, formação, capacitação, além de eventos oferecidos para monitores, educadores e familiares dos educandos de Obras Sociais, sejam elas públicas, particulares ou salesianas, contam com a presença e o acompanhamento de professores, funcionários e alunos do UNISAL que, além de ampliarem suas oportunidades de desenvolvimento acadêmico e profissional, capacitam-se na busca de soluções para os desafios e necessidades de cunho social.
A mesma oportunidade é oferecida aos discentes, por meio de estágios curriculares e/ou extracurriculares nos Núcleos de Atendimento Jurídico, presentes em quatro Unidades do UNISAL, nos Serviços de Atendimento Psicológico e de Serviço Social, nas denominadas Empresas Júnior, que atendem a comunidade de forma qualitativa e expressiva e nas Atividades Pastorais realizadas por alunos dos diversos cursos do UNISAL.
Todas as atividades do UNISAL concentram-se no fiel cumprimento do princípio da valorização do ser humano, sob o vértice do ensino, da pesquisa e
da extensão. É um educar partilhado e compartilhado e cujo objetivo maior é o de educar para a vida.
1.4 Avaliação Institucional
A Avaliação Institucional é considerada atividade de suma importância para o desenvolvimento e aperfeiçoamento contínuos do UNISAL, posto que uma Gestão de Qualidade é constitutiva da Identidade da Instituição. A Avaliação Institucional consta, ainda, dos principais documentos norteadores do UNISAL, como o “Plano de Desenvolvimento Institucional”, a “Identidade” e as “Políticas” das Instituições Universitárias Salesianas, em âmbito mundial. Por isso, o UNISAL assume a Avaliação Institucional como um elemento indispensável, uma vez que ela permite o acompanhamento de todas as atividades e inspira ações de melhoria. Desde a constituição do UNISAL existe uma Comissão Própria de Avaliação (CPA), com representação dos diversos setores da comunidade educativa, que é responsável pela condução do processo de autoavaliação.
1.4.1 Contextualização da Avaliação Institucional
O projeto de autoavaliação, em vigor até 2004, contemplava 16 tipos diferentes de avaliação aplicadas com periodicidade variada, desde anuais até trienais, conforme especificado no Plano de Avaliação Institucional. Vêm sendo avaliados tanto aspectos acadêmicos, em suas dimensões de ensino, pesquisa e extensão, como administrativos; tanto de caráter interno (como avaliação de disciplinas, de infraestrutura e de condições de trabalho) quanto de caráter externo (avaliação dos relacionamentos externos e do compromisso social). As avaliações vêm sendo realizadas tanto por agentes internos quanto externos, sendo levantados dados qualitativos e quantitativos.
Desde a sua implantação, existe a efetiva participação de toda a comunidade acadêmica nos processos de autoavaliação do UNISAL. Os alunos avaliam docentes, disciplinas e aspectos gerais da Instituição, como infraestrutura e serviços. Docentes avaliam a coordenação e os mesmos aspectos gerais avaliados pelos alunos. Funcionários avaliam suas condições de trabalho.
As divulgações têm sido as mais amplas possíveis, ocorrendo em diversas instâncias. Os resultados de avaliações de disciplinas são consolidados por docente, por turma, por série, por curso e por Unidade. Os resultados individuais dos docentes são divulgados somente a eles e a seus superiores. Todas as outras consolidações são amplamente divulgadas: o aluno recebe o resultado de sua turma, de seu curso, de sua Unidade e do UNISAL, através de gráficos afixados em sala de aula. O coordenador recebe os resultados de seu curso, da Unidade e do UNISAL, e assim por diante. Os diretores, pró-reitores e o reitor recebem um CD com a consolidação de todos os dados. A divulgação das outras avaliações segue a mesma lógica, ou seja, os resultados são divulgados às partes interessadas, guardando-se sigilo ligado a questões éticas.
Consolidou-se, no UNISAL, a proposta realizada pela Comissão Própria de Avaliação indicando que os membros dos fóruns constituíssem grupos permanentes de qualidade, recebendo os resultados de todas as avaliações, cuidando de sua interpretação articulada em parceria com a Comissão Própria de Avaliação e da implantação das ações, atuando de forma parcialmente independente dos colegiados (seriam subconjuntos destes), cabendo a estes últimos, a aprovação das ações sugeridas pelos grupos de qualidade. Os grupos enviam as informações a respeito das ações adotadas para registro da Comissão Própria de Avaliação.
Esta mesma estrutura de Avaliação Institucional foi mantida e adaptada para as novas orientações a partir da Lei nº 10.861, de 14 de abril de 2004, demandando um estudo minucioso para alterar o projeto de Avaliação
Institucional, a fim de atender o Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior – SINAES - que ora entrava em vigor.
O projeto de Avaliação Institucional foi construído pela CPA considerando os seguintes aspectos: a) os princípios norteadores da avaliação institucional, b) as justificativas e os objetivos, c) as metodologias e as estratégias de ação, d) a legislação e os documentos institucionais, e) os recursos materiais e humanos dentre outros. A partir da definição dos pressupostos teórico-metodológicos da avaliação, foram traçadas as metas de curto prazo, que englobavam a construção de instrumentos de avaliação e suas respectivas metodologias de aplicação, bem como um cronograma do ciclo avaliativo da Instituição e sua operacionalização.
A Avaliação Institucional no UNISAL é organizada segundo o princípio da integração, sendo que os diversos estudos, reflexões e valorações são articuladas em função da compreensão global da Instituição.
1.4.2 Princípios Norteadores da Avaliação Institucional
O desenvolvimento do processo de avaliação institucional passou a ser bastante requerido no cenário nacional. As experiências em relação a esta temática têm revelado, entretanto, que é necessário que os princípios orientadores dos processos de avaliação sejam construídos e conhecidos por todos, de forma a conseguir um maior envolvimento de todos no processo. Com este objetivo foram organizados os princípios que norteiam os trabalhos de Avaliação Institucional do UNISAL.
A Avaliação Institucional é um processo de reflexão coletiva e não apenas a verificação de um resultado pontual. A avaliação é pensada como um processo destinado a promover o contínuo crescimento. É próprio da avaliação institucional promover, no coletivo, a permanente reflexão sobre os processos e seus resultados, em função de objetivos a serem alcançados. Avaliar supõe, em algum momento e de alguma forma, medir. Mas medir, certamente, não é
avaliar. Portanto, a avaliação é uma categoria intrínseca do processo ensino-aprendizagem, por um lado, e do Plano de Desenvolvimento Institucional (PDI), por outro. Ela só tem sentido dentro da própria organização do trabalho pedagógico do professor e da Instituição. Há, portanto, que se reafirmar a confiança no professor e na Instituição. A avaliação deve ser feita pelo e para o professor/aluno e seu coletivo imediato – a Instituição. As mudanças necessárias devem ser processadas no âmbito do Plano de Desenvolvimento Institucional, discutido, implementado coletivamente e amparado pela instituição.
Existem várias definições para “qualidade” de ensino. Assume-se aqui, que a qualidade é entendida como o melhor que uma comunidade do ensino superior pode conseguir frente aos desafios que se interpõem à realização da sua missão institucional. Além de “resultados” estão em jogo tanto as “finalidades do processo educativo” como as “condições” nas quais este ocorre. Entretanto, as condições oferecidas para se conseguir a almejada qualidade devem ser levadas em conta como em qualquer outra atividade humana. Não se desconhecem aqui os limites que uma sociedade desigual e injusta impõe para o trabalho dos profissionais da educação. Da mesma forma, não se ignora a responsabilidade que a educação tem como meio de emancipação e de propiciação de melhores oportunidades de inserção social a amplas parcelas da população.
Qualidade, portanto, não deve ser vista apenas como “domínio de conhecimento de forma instrumental”, mas, além disso, deve incluir os processos que conduzam à emancipação humana e ao desenvolvimento de uma sociedade mais justa e solidária. Neste sentido, a qualidade da instituição superior depende, também, da qualidade social que se consegue criar para os seus destinatários. Não menos importante, portanto, é a dimensão emancipadora dos processos avaliativos que visa inserir docentes e discentes em seu tempo e espaço, bem como dotá-los de capacidade crítica e criativa para poder organizar novos tempos e espaços. Os processos avaliativos, longe de serem apenas aperfeiçoamento de resultados acadêmicos, visam criar
sujeitos autônomos pelo exercício da participação em todos os níveis. Formar para transformar a vida e instruir para permitir o acesso ao saber acumulado são aspectos indissolúveis do ato educativo.
Nenhuma das ações de avaliação deve conduzir a “ranqueamentos” ou classificação de Unidade, campus, cursos ou profissionais e tampouco deve conduzir à premiação ou punição. Os dados são produzidos nos vários níveis com o objetivo de serem utilizados pelos interessados na geração de processos de reflexão local e melhoria da Instituição. Como princípio geral, as ações de avaliação dentro ou fora da sala de aula não se destinam a punir ou classificar, mas sim a promover.
O processo avaliativo deve ser construtivo e global. Ele envolve participantes internos (professores, alunos, especialistas, funcionários administrativos) e participantes externos (sociedade, empregadores, egressos). Trata-se de um processo que deve combinar autoavaliação, avaliação por pares e também um olhar externo.
No âmbito da Avaliação Institucional, a técnica de base será a autoavaliação seguida pelo diálogo entre a Comissão Própria de Avaliação (CPA) e os Gestores, com o objetivo de consolidar e elaborar os laudos das avaliações. Os laudos das avaliações serão analisados de maneira minuciosa pelos Grupos de Qualidade (GQ) das Unidades e dos cursos. A partir das análises realizadas pelos Grupos de Qualidade, considerando todas as avaliações ocorridas ao longo do ano, será elaborado um plano de melhorias para a Unidade e os cursos a ser desenvolvido no ano seguinte. O plano de melhorias deve ser apresentado à Unidade ou ao colegiado de curso que deliberarão a operacionalização e o acompanhamento das ações aprovadas.
A Comissão Própria de Avaliação (CPA) incentiva, assessora e registra a ação dos Grupos de Qualidade. Com este processo conjunto, participativo e contínuo de trabalho, procura-se garantir que os resultados das avaliações sejam interpretados e utilizados da melhor maneira possível pelos próprios avaliados, que são os principais protagonistas de seu desenvolvimento.
1.4.3 Atuação dos Grupos de Qualidade e ações decorrentes dos processos de avaliação
A avaliação do PPC encontra-se diretamente vinculada ao processo de Avaliação Institucional. No UNISAL entende-se que os princípios orientadores dos processos de avaliação sejam construídos e conhecidos, de forma a conseguir um maior envolvimento de todos no processo. Com este objetivo foram organizados os princípios que norteiam os trabalhos de avaliação da instituição.
A avaliação institucional é um processo de reflexão coletiva e não apenas a verificação de um resultado pontual. A avaliação é um processo destinado a promover o contínuo crescimento. É próprio da avaliação, promover no coletivo a permanente reflexão sobre os processos e seus resultados, em função de objetivos a serem superados.
A avaliação institucional é coordenada pela Comissão Própria de Avaliação (CPA) que fornece ao curso uma visão geral sobre a percepção da comunidade acadêmica em relação à estrutura do curso, das unidades curriculares, da atuação docente e da gestão do curso, assim como uma autoavaliação discente sobre o aproveitamento geral do curso. Estes dados permitem uma visão geral sobre o cumprimento dos objetivos determinados no PPC.
A partir dos relatórios encaminhados pela CPA o Núcleo Docente Estruturante – NDE analisa as informações e encaminha ao Colegiado de Curso propostas de ajustes ou estratégias de efetivação do Projeto Pedagógico.
Além da atividade da CPA, do NDE e do Colegiado do Curso de Direito ocorre também a participação do Grupo de Qualidade do Curso de Direito (GQ). O GQ é formado por docentes e discentes, indicados pelo Colegiado de Curso e nomeado pela Direção de Operações, e tem a função de identificar
virtudes e deficiências estruturais ou acadêmicas e subsidiar o Colegiado, a Coordenação de Curso e a Direção para a tomada de decisões.
A avaliação não visa a “ranqueamentos” de nenhuma ordem nem devem conduzir à premiação ou punição. Os dados são produzidos nos vários níveis com o objetivo de serem usados pelos interessados na geração de processos de reflexão local e melhoria da instituição. Como princípio geral, as ações de avaliação dentro ou fora da sala de aula não se destinam a punir ou classificar, mas sim a promover adequações em relação às finalidades definidas no PPC.
No que tange ao processo de ensino-aprendizagem devem ser disponibilizados conhecimentos para que os professores possam melhorar estratégias de ensino e avaliação, preservando a autonomia profissional e valorizando a atuação responsável do professor no processo pedagógico.
O UNISAL busca verificar continuamente, por meio dos Colegiados de Curso e de seus Núcleos Docentes Estruturantes (NDEs), a existência da adequação curricular em relação aos objetivos do curso, contemplando as perspectivas estabelecidas pelas respectivas diretrizes curriculares nacionais.
1.5 NAP - Núcleo de Assessoria Pedagógica
O Núcleo de Assessoria Pedagógica nasceu da preocupação da direção do Centro Universitário Salesiano de São Paulo com a formação e a prática pedagógica dos docentes frente às demandas do mundo contemporâneo e ao desafio do Ensino Superior. Foi construído coletivamente por representantes das diversas áreas do conhecimento e de todas as unidades do UNISAL, com o intuito de oferecer uma visão integrada do NAP. São objetivos do NAP:
a) Pesquisar as principais necessidades pedagógicas do corpo docente; b) Propor reflexão contínua sobre a prática pedagógica da comunidade educativa do UNISAL;
c) Desenvolver um programa de formação continuada do UNISAL buscando a qualidade dos processos educativos;
d) Estimular a produção científica e didático-pedagógica do corpo docente;
e) Motivar ações pedagógicas interdisciplinares;
f) Incentivar e assessorar o corpo docente para o desenvolvimento de produtos tecnológicos que incrementem a prática pedagógica;
g) Contribuir na organização de atividades de formação de educadores e eventos promovidos pelo UNISAL;
h) Produzir conhecimentos que contribuam na melhoria das ações educativas;
i) Contribuir com a construção do perfil do docente que atua no UNISAL, segundo os princípios salesianos de educação;
j) Criar estratégias para busca constante de novos saberes da área da Educação que possam contribuir para a melhoria da prática pedagógica;
k) Criar condições para o desenvolvimento de competências pedagógicas do docente para a atuação no ensino à distância.
O NAP na ação quotidiana utiliza-se de uma série de estratégias para a obtenção de seus objetivos, que podem ser divididas nas seguintes formas de atuação:
a) Formação Pedagógica: tem o propósito de contribuir com a melhoria da prática docente, considerando o protagonismo do professor em seu processo de formação. Para tanto, privilegiam-se ações integradas, construídas por meio do diálogo junto ao corpo docente, dentre as quais podem ser incluídos: desenvolvimento de cursos, proposta de oficinas, convites para palestras, encontros com profissionais que possam enriquecer a formação do grupo, sugestão para participação em fóruns de discussão (presenciais e/ou virtuais) sobre teoria e prática pedagógica, estímulo para explorar a riqueza da aprendizagem cooperativa.
b) Formação Acadêmica: objetiva fomentar o aprimoramento acadêmico, divulgando junto aos professores informações relevantes para a construção do seu perfil profissional e aprimoramento pedagógico.
c) Assessoria Pedagógica às Coordenações de Curso: subsidiar as coordenações dos diferentes cursos, de acordo com necessidades e solicitações.
d) Avaliação Institucional: apresentar subsídios e sugestões para a proposta de avaliação institucional e contribuir na elaboração de leitura e interpretação dos dados e, a partir deles, sugerir ações dentro da proposta de formação pedagógica do NAP.
1.6 Pastoral Universitária
A identidade Salesiana no meio universitário é assegurada pela presença transdisciplinar da Pastoral, que perpassa o ensino, a pesquisa e a extensão, por meio de disciplinas, ações comunitárias e relações interpessoais e profissionais, tanto na esfera acadêmica, quanto administrativa. A missão da Pastoral é articular e animar a comunidade universitária na reflexão dos valores da instituição – Amorevolezza, Diálogo, Ética, Profissionalismo e Solidariedade. O UNISAL se empenha em promover uma educação integral e contínua, baseada em um serviço de formação científica, profissional, humana e cristã. Trata-se não somente de oferecer ao discente a formação acadêmica, mas capacitá-lo para assumir o exercício da cidadania, baseada na ética, justiça e solidariedade. Ao participarem das atividades e ações comunitárias, os alunos também são motivados a refletirem e vivenciarem a prática social junto à comunidade. Com isso, várias iniciativas têm-se consolidado.
1.6.1 Objetivos
A Pastoral Universitária tem o objetivo geral de criar modelos de intervenção e de acompanhamento de formação/pastoral, para a comunidade
universitária, baseados na pedagogia e espiritualidade salesiana. Constituem-se como objetivos específicos:
a) Refletir sobre o Sistema Educativo Salesiano, enquanto teoria e práxis em confrontação com o mundo da cultura e da ciência, além de assegurar a presença salesiana de maneira significativa junto aos alunos, por meio da docência e do relacionamento pessoal, na Congregação, na Igreja e na Sociedade, por meio da pesquisa e dos serviços de Extensão Universitária.
b) Oferecer formação profissional competente e meios de sensibilização solidária, que permitam a formação de pessoas dotadas de consciência crítica, para o exercício da cidadania, comprometida com os valores éticos e cristãos, visando à construção de uma sociedade mais justa.
c) Organizar e promover encontros para a comunidade interna e externa, que contribuam para a reflexão de temas relevantes, como direitos humanos, redução das desigualdades sociais e econômicas, destacando a importância do Sistema Preventivo e das Práticas Educativas Salesianas.
d) Estimular e articular todos os setores do UNISAL para que os projetos e ações sejam norteados pelos valores institucionais – amorevolezza (relação educativa, serena e acolhedora), diálogo, ética, profissionalismo e solidariedade.
e) Favorecer a criação de grupos de estudos que possibilitem a manutenção e o aprofundamento destes trabalhos.
2 O CURSO DE DIREITO
Nome do Curso: Direito
Autorização para funcionamento: Parecer CES/CNE 426/2000 com
despacho em 10/05/2000 e publicação em 30/05/2000.
Reconhecimento do curso: Portaria n. 257, de 19 de Junho de 2006.
Número de Vagas: 135 (cento e trinta e cinco) vagas anuais, das quais 45
(quarenta e cinco) para o período matutino e 90 (noventa) destinadas ao período noturno.
Regime Escolar Adotado: seriado semestral.
Prazos para Integralização Curricular: mínimo de 10 e máximo de 15
Semestres.
Turno de Funcionamento: matutino, das 7h50min. às 11h30min. e noturno,
das 19h às 22h35 min.
Início das Atividades Letivas e Situação Atual: as atividades letivas
iniciaram-se em 05/02/2001. Em Março de 2014 o curso conta com 796 (setecentos e noventa e seis) alunos matriculados, sendo 173 (cento e setenta e três) no período matutino e 623 (seiscentos e vinte e três) no período noturno.
Conclusão da Primeira Turma: ocorreu em 2005/2.
Número atual de docentes (2018/1):22 (vinte e dois) docentes.
2.1 Inserção Regional do Curso 2.1.1 Os Salesianos em Americana
As Instituições Salesianas têm uma sólida tradição em educação, em todos os níveis. Em 1985 aconteceu o centenário da primeira escola Salesiana no estado de São Paulo, o Liceu Coração de Jesus, onde teve início, no ano de
1939, o primeiro curso universitário - Administração e Finanças (curso transferido integralmente para a PUC São Paulo, em 1964).
No ensino superior o UNISAL oferece atualmente cursos de graduação e pós-graduação nas unidades de ensino de Americana, Campinas, Lorena e São Paulo.
Na unidade de Americana são oferecidos os seguintes cursos de Graduação: Administração, Ciências Contábeis, Comunicação Social – Publicidade e Propaganda, Direito, Engenharia Ambiental, Engenharia Civil, Engenharia Elétrica - Modalidade Eletrônica, Engenharia de Automação e Controle, Engenharia de Software, Engenharia de Produção, Letras, Moda, Pedagogia, Psicologia, Serviço Social e Sistemas de Informação, além dos Cursos Superiores de Tecnologia em Gestão Comercial, Gestão de Recursos Humanos, Logística e Marketing. Também é oferecido o Programa de Mestrado em Educação, além de diversos cursos de pós-graduação lato sensu e de extensão.
2.1.2 Características Geográficas e de desenvolvimento da Região de Americana
O perfil de Americana é de cidade próspera, em notória propensão de crescimento nos aspectos administrativo, estrutural, econômico, social. Geograficamente possui extensão territorial com área total de 133,63 km2, área ocupada de 92 km2, segundo o Instituto Geográfico e Cartográfico da Universidade de São Paulo.6
6Prefeitura Municipal de Americana – São Paulo. Disponível em:
Enquanto características educacionais da região de Americana seguem os dados das redes municipal e particular de ensino7:
Taxa de Analfabetismo do Município de Americana: 3,70% (Censo
2010)
Rede Municipal de Educação:
Ensino Infantil:
10 Creches Municipais 14 Casas da Criança
19 EMEIs (01 Período Integral)
Em 2011 - 6.723 alunos assistidos pela Rede Municipal de Ensino Infantil
Ensino Fundamental:
01 Centro de Atendimento Integral a Criança (CAIC) - período Integral 06 Centros Integrados de Educação Pública (CIEP) - período Integral 03 Escolas Municipais de Ensino Fundamental (EMEF)
01 Centro Municipal de Educação do Autista (CMEA) Ensino de Jovens e Adultos EJA
7Prefeitura Municipal de Americana – São Paulo. Disponível