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perspectivas de pesquisa :: Brapci ::

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CLARICE MUHLETHALER O_ESOUZA FARIA ,<:l'!'i61JW 'U " '2 "I-,29íx,b

Departamento de Docum,entaçao , , ,

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(:'!1P,):) ltii~ür L!15nor.tsri1l')t:l; tqH:'!1~);)srít nidJi',l..' ·,lsl.Ib:vibni

Estudo de usuários como instrumento de pesquisa do contexto't!~'lc'àMl.i,

nicação da informação científica e tecnológica, A observação( análise,

identifica-ção e descriidentifica-ção da demanda e uso da informação como recú~-ó~HfãQ)< pj:a~~j~;

fl'lm fimIJ?imentCii làéf.m'ilrist:~açãô'é'.avaliação: ~e)biDl ióteéas~e'JSér'vill=t:is,:de'inf(jrffl'~ão,

Tipo-<9i:!,160ii'Ii;';,logja,§ m~09.o,I,09,i~ ql,Ç.s·~sJ~<il'o",~\1.I~slj;jrios:,:, 1('I f,'i'~ill"'i ';'J ",;;)c,i~h: ól.t

;~AI:JI.~:~H]'13r,

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1. INTRODUÇÃO o):,,(,io')I~:) ~(»)IJnl;I;-'~P ,OJ'rI:JSJ

, Ii;,)bl~ortna !ihtençãord&,con/;leceir:com(l)1

os

cientistas efteGnéJo'Yos..lbus.~m~e

recu-peraon' injf,o,rmaçã0.)1 n:acesSári:arao ct.éselil'lOlv~mento:'alet~esqujsasf1,bibJio:tecá[jo:s (ê

cléntistaSlId<i:;jrif0nmação:€otltinua.ml a IneaIrZar,ie,stuaOSétléi uS!uárj'oS>p~eZ!q:ua;a observaçãa;,ian'á'lisepidentitibàçãoae:;desér:i,çãOlrda:idemand~,de::l!Iso)rda:intormação

são de vital importância para o planejamento, adrninistraçâoia 'allélliação,de.bibliüi tecâs..'e'sér.Vjços)deli'rtformaçã0'Gjen:Hf.i~ etecnolóqiea-, y~ ~ f,':'YlT I:,;1(1J;'>-(,

1''1Gn'A~atlS'êndardeiJÍ nfra-estrotcra par,a ünplernentatros -sistemasí de-icoP.'Juni;caç.ãu, (Fdeseliwo'l vi tnelltaJdel pesqulsascis:ciJl.aclits-;r0S"ted uzidos re€UllS0S paraJal;P,l1J~1ieaçãose, divulgação dos trabalhos cientrficos, os problemas de valoração dos trabalhos paf-~

PUblieação"'er'as'rdifi,cl1ldades: em 'Obí~t1tIeow:rSQS'isãotf'at(!)res·,queéltetam 'o

dssenvol-Vill'lentor.eien.t{fJco,e;tMno[ógi,co.em.1!"8 rses -suoqesenv,blvidbS;)'ii c > ; w '" ':0) <;U SfTI!Jl

;l~~l üons-idéramdo' esssscíatores Jibrn'á,se -essenciaíoa ,ah.á-(js:elldaicomtJn~caçã..o,-t:é~-; Oicoricierrtífica formalce informal :c0rtlh forma de;(deli'meM' u~,proc_edimelittor:pf.(lr ~ito~~ à~'PeSQuisà, :ien~(fr!Ja/seml"Co,~tudO, desoonsiderar as: ,oo;n~ições:e.m;Q,U\l, se ~ !OreIilOfoa'én:d>Bnasllo:el/81ié:lmesmOl um:!çertol.aeSpl'epBIIO ,do pes,qUls:adQr,,;bra'Sllel.lf.!?:

com relação à utilização de serviços de informação e documentação, ass:iro2G<1HTilO;a ,ê:1oi:tG:)iiqq,; ,;,.,8mqO;('!'J(lh ,;:C,O'!6lJn"ct :\('/o9M m~,t~v" !.;1~n9(),I10V ...I ,Y"l'~VlA.JA Ti'] .'lEi, r

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(2)

A Comunicação da Informação Científica e Tecnológica: ...

adoção de uma postura um tanto alienada em relação àpolítica científica e tecno. lógica nacional.

A própria biblioteca também se encontra à margem do processo de desenvol-vimento científico e tecnológico.

Dessa forma, os estudos de usuários apresentam-se apenas como subsíd iosà

avaliação

-,

e revisão do;serviços- bibliotecários,

--

permitindo à biblioteca ajustar o

zyxwvutsrqponmlkjihgfedcbaZYXWVUTSRQPONMLKJIHGFEDCBA

seu nível de desempenho de modo a garantir aos usuários acesso à tntorrnacâcso. licitada em condições reais de eficiência e eficácia.

Quando se pretende avaliar a satisfação dos usuários de um si~ma de infor-mação, adotam-se normalmente duas linhas básicas de pesquisa.

Numa delas o sistema avalia a eficácia dos serviços e da coleção e toma essa medida como um indicador do quanto o sistema está apto a satisfazer as necessi-dades de seus usuários.

A outra linha de.pesquisa consiste em solicitar aos usuários sua opinião a res-peito dos serviços que o sistema proporciona.

A despeito do método utilizado na pesquisa, ele dirá sempre muito mais so-bre o próprio sistema de informação do que sobre o grau de satisfação de seus usuários.

2. O PROBLEMA

A comunicação,

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l a t o s e n s u , se refere a todas as formas pelas quais u~rt,

te afeta outra.

---

Da mesma forma, a linguagem usada poderá ser oral, musical,

qes--

-~

tual ou simbólica.

O problema da comunicação deve ser analisado sob três aspectos básicos: . técnico, semântico e psicológico .

..- O aspecto técnico diz respeito à precisão na transferência da informação. O aspecto semântico se refere à compreensão, por parte do receptor, do signifi-cado da mensagem emitida. O aspecto psicológico concerne ao nível de relevân.

cia e efetividade pelo qual uma informação transmitida provoca alteração no com· portarnento do receptor.

De certa forma, é poss rvel concluir que os problemas técnicos estão no ârn-bito da engenharia de sistemas, enquanto que os problemas de natureza semânti· ca e-psicológica se referem ao aspecto lingüístico e psicofilosófico da comunica· çãõ.

No entanto, ocorre uma certa interdependência entre a engenharia do siso tema de comunicação da informação e os fatores semânticos e comportamentais do processo de comunicação. A interpretação do significado e a relevância da men· sagem dependem da precisão com que se efetua a transmissão. Da mesma forma, os problemas de ruído semântico e suas implicações na decodificação da mansa gem afetarão o canal, provocando alterações na capacidade e na freqüência de transmissão.

CLARICE MUHLETHALER DE SOUZA FARIA

Os bibliotecários e cientistas da informação demonstram-se, através de seus estudos, mais preocupados com a análise e descrição a nível microssistêmico do

ue com a análise das relações a nível macro.

q Em outras palavras, há uma preocupação cada vez maior com os problemas

re~ssal)1ento da informação, gerados ou incorporados à base de

da-dos do sistema, em detrimento dos aspectos de seleção, entrada, busca e recupera-ção da informarecupera-ção.

A biblioteca e os serviços de informação devem ser vistos como parte de um macrossistema, que é o conhecimento. Para fins de avaliação, a biblioteca e os sis-temas de informação devem ser considerados por seus subsistemas operacionais. Porém, no contexto organizacional, devem se referir ao relacionamento com seu macrossistema imediato.

No entanto, este relacionamento é, muitas vezes, determinado pelos objeti-vos individuais dos usuários. Esses objetivos, teoricamente, devem ser formulados com base nos objetivos da organização, à qual tanto os usuários quanto os siste-mas de informação estão subordinados.

Se na prática isso não ocorrer, os objetivos operacionais do sistema de in-formação podem ficar seriamente comprometidos com uma demanda falsa.

O usuário de sistemas de informação tem sido visto como um fator de estí-mulo do sistema. No entanto, é preciso estudá-Io em sua psicologia, observando os sinais de seu comportamento, independente de uma conexão formal com os servi-ços informativos.

Os processos mentais que permitem a cada indivíduo organizar seus concei-tos, conhecer a si mesmo e conseqüentemente viver melhor estão no plano da fa-ceta de personalidade, objeto de estudos profundos por Piaget, Vygotsky, Luria, Guilford e outros psicólogos, os quais concluíram que os conceitos não se formam na mente de forma desordenada, nem o raciocrnio é um processo mental imutável. Havendo compreendido o valor da capacidade de diferenciar e classificar o conhecimento, estaremos aptos a compreender que a habilidade humana de modi-ficar-se progressivamente é o fundamento da criatividade, que, seja na arte ou na ciência, consiste na habilidade de apresentar informações de uma forma até então não utilizada.

A teoria da informação não está envolvida com o significado, mas unicamen-te com a transmissão da mensagem. Os serviços de informação, no entanto, estão muito mais voltados para o significado

informação, sua relevância, pertinência, a PSicologia e a satisfação dos usuários.

Dessa forma, as pesquisas na área da comunicação da informação devem Possibilitar mais do que uma avaliação de custo/benefício dos ·serviços mantidos Pelo sistema de informação, mas permitir virtualment;investigar o próprio pro-cesSode transterénc!a da informação.

40 R. Bibliotecon. Brasília, 14(1), jan./jun. 1986 R. Bibliotecon. Brasília, 14(1), jan./jun. 1986

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gica se justificam como procedimentos de investigação controladâ'!piil(ál:10'If\1 sb oli)

,;<u Ú a ) ' óf)séf\íâÇão~?ãfiljli'sé é"ijéSGr~flCl~a-::xtEf)írifo'rm'à"çãbQfléht\lfkà é'técni, cá!;;'2(:. 'f/·.~:<'·.nIC!d fi .or;:rl~:lf:Nf.; ,.:tb ?nil El:S'l .()Jnsini")3í"ir!«) \] S ~)UP .G:-r;L3j2i22c~1:.\crT!

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for'máção'cierit:rfíCa)ieftlfun'oló~iGâp'; 9~ r'i:)'i9~),jbno;JG~!rlGg'1u CJJxc.:inOJ 0[1,rns,09

c) observação, análise e descrição do comportamen.f.ofi1áhitds(~Gnliêe.ssitla"1

des-expeessas db.usuárrosda. caforrT<laçãoTci,entimÍ'<;are;~lWnd~ógi:ca~djs:por:li>vel pl!1

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tos, serviços e sistemas de recuperação da infentnaçâoodcz C,,;X23 Oêq<'!lTlC'(()j sbCDm

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ma em Schleyer (26), pela referência, na literatura, a uma pesquisa r.ealti'Z<ida!

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.; H:: cA'tJ;àvés<:de<:.>E!ihtre iros~'2'l")'1éf'po'ss,(ve ~ilevaY\:tarc;exteJil's:a;ltte:rlnur'a'::so'bnelQ:tem'<l9

além de uma consistente revisão da literatur.a)~sitr1IJ:lg~inl.;1eiIIla'Ci0nàt:sobre.'Jinto1'

" :bJQCAlRN.i:l: MtJPHtlHi-HAiltffiRl li>E!';$OOZ;ftlffWRMJJ ,A,

IITillçaOg~iêntríliilcar;-eute(.frY016gjca9'ü'aJ1sf!!r1}":Gi;a':de Ii:nifôrm'~~bGé'J!illElah'orat-ó.Jtj~S)d~

esquisa e desenvolvimento e inovação industrial. ,06~611Jqoq

P Em âmbito nacional destacam-se algumas contribuições, a saber:

- os estudos de Pompeu e Liechitz (22) sobre os serviços

.g~...

inf@limaQ~lil,

di:;;iGl)qut.flI;I,t!:sJrÜ~J(9.~.•pÇJrT'i,{!l~ !:!il,~:liiy'l:I~o,rJ:-Jiª"I:i§lJtfl:7cje?a~~~8fl!p'giªLe~~~J~ ~ úcleo

. i!í1,fJj[1b !B(,)QIl.~~~§t~r,,9§li.S!ll,Qsj~tE;tní:lL~~;IroW,f/1q~CR1;r~<;1)l0!9g,j.çih9.P;;~~b~!. g g ~ ,

<:1,,1(,1:) 9tAUj!;i,&s!iãQJ.q~r~inil;!ªsr:Q,~l!fahºm§ge2~~<!.F,)&a i.~,~ri§1.fW!g1~61ª96i~p,u~1:fti.·alJP~!íI;

ide",tittiç'pç!p"'dGl§tf~m.~~E\Ss<tlfJi~~~-ª:!íi~§F!Ç>,$,ig~~l 3Up se'/ srnu .zobsb &b

- a pesquisa de Souza (27), aplicada à população de técnicos e

profissio-nais de apoio operacional e adTJnJ~\~<ui~g z9j}"fseJ[iS\9~~is/~~?fo~~fi~í!~_eg~L

:(J?.m8;)L;rAi:?~S~li'},«~?j

&~i~ól.pHtc_;epH~dl;~W'ft

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~\.DtelJas;b ct9;l)H~~r~JIR)sJW,lf:Ji~for.

maçao e suas caracter ísticas pessoais, assim com<G,?,j~~3Lt.~~s;9:~f9:u~Jaoda

rede documentária da empr~~~T~:;P.~;mt;l~7~Ô

ge

~~rf.,~rrr.~;;ç~g;,)L!'ip.el(,!

- descrição do fluxo de informação do Instituto

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;200f115:jnIl110fi cJJdb 20'lEnüL;Z9UP ,S

pesquisa de Araújo (04), em dlss,ena~a<?"de_ ..me~!;ado, s<?5re <?~Qca3aisde

comunicação técnica em labora't6~'I~sJdé1jp~s~t~s2~~~! ~ês~e~y8J~1~~nto e

sua função nos processos de inovação e transt.~r~l"!fi_a ~lr~i:~,ÓIJdia,

in-.(,,0.,,".1;) fi ",c,lf, .. G (.,

r.1uinçlo proposições básicas R a r a os estudos no campo. os canais de

co-~rertooJ0l:>OJE!; 11 2.gD. ,nSQI;;Jnbvê8D 9 ê.-19lt;:rni:~\1 .~:Sl!1u~)('!o 0(, •UJf) ·jB1é.'B:)~lf).J

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4, METODOLOGIAS 0:)1:1:;9t \irm!:lnt

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aplicação dos instrumentos

---

de coleta de dados e o nível de abrangênOià~dãL.cdle:tà·

--

(4)

4-3-A Comunicação da Informação Cientifica e Tecnológica: ... CLARICE MUHLETHALER DE SOUZA FARIA

de dados - se a população total do segmento-alvo ou apenas uma amostragem de população.

Brittain

zyxwvutsrqponmlkjihgfedcbaZYXWVUTSRQPONMLKJIHGFEDCBA

(06) e Exon (09) têm a mesma opinião no que diz respeito à estru-turação do projeto de pesquisa, ou seja, a formulação da hipótese de pesquisa, fun-damentação teórica, escolha da metodologia, parâmetros de análise e interpreta-ção dos resultados.

Schleyer (26), comentando a utilização de gues..!ionários, e~trevistas e

diá-rios, aponta algumas desvantagens de cada instrumento. Em relação aos questioná-rios, destaca a dificuld-ª-de na formulação das questões, evitando distorções e rotei-ros tendenciosos, a baixa percentagem de retorno, a falta de precisão da memória dos respondentes e o caráter não-longitudinal do instrumento. As entrevistas são consideradas pela autora instrumentos mais valiosos, pela possibilidade de um con-tatoPessoal com o respondente. garantindo com isso um maior percentual de re-torno e riqueza de detalhes. Apesar dessas vantagens, as entrevistas também são estudos longitudinais e não garantem precisão de memória dos respondentes, além de serem inadequadas à coleta de dados em grandes populações.

OSdiários apresentam ainda, segundo observa Schleyer, (26), algumas des-vantagens, tais como: ~icote ao método, dependência da precisão de memória do respondente, desinteresse e grande volume de informações de difícil análise.

O método do incidente crítico não deve ser considerado como um instru-mento de pesquisa nem como uma técnica, porque consiste em uma forma de~ lise e descrição de um evento observável, re~zada com o apoio instrumental de um questionário, entrevista ou diário.

O método de observação direta poderá ou não estar apoiado em roteiro pre-viamente estruturado, com a finalidade de facilitar as anotações do comportamen-to do objecomportamen-to observado.

A comparação das equipes de pesquisa desenvolvendo tarefas distintas pode-rá se apoiar na aplicação de questionários, entrevistas e diários.

A análise de citações, pela associação de referências citadas por um autor num documento com as referências feitas posteriormente ao próprio documento onde aparecem as citações, J20ssibilita verificar a ocorrência de acoplamentos bi-bliográficos ou ÇQ-citações.

A análise de citações é um instrumento de coleta de informações sobre o fl~o da informação científica e tecnológica, identificação de resultados produzi-dos pela geração de informação, identificaÇão de

ZYXWVUTSRQPONMLKJIHGFEDCBA

c o l é g i o s i n v i s / v e i s , s t e r s na

litera-~a científica e frentes de pesquisa,

-4.2 - Variáveis

O teste das hipóteses de pesquisa, ou seja, a verificação de uma suposição que se faz na tentativa de explicar o que ainda se desconhece, depende da deterr-; nação das variáveis, elementos essenciais à construção dos instrumentos de colsj, de dados, uma vez que representam os dados que necessitamos estudar.

4.3 - Métodos e Instrumentos de Pesquisa

Entre os métodos de pesquisa utilizados em estudos de usuários destacam-se a) i!).cidente crítico;

b) r~gistro de soluções de um problema;

c) o.bservação direta;

d) comparação de equipes de pesquisa desenvolvendo tarefas idênticas.

No que diz respeito aos instrumentos de coleta de dados, os mais freqüentei são:

a) questionários auto-administrados: b) entrevistas pessoais estruturadas; c) diários;

d) aná Iise de citações.

t.ancaster (16), ao discutir as vantagens e desvantagens dos métodos, consi dera o incidente crítico, aplicado por meio de questionário, entrevista ou diário, o método mais confiável, por descrever um evento recentemente ocorrido, o qual, no caso específico da opção pela técnica de diário, apresenta um índice reduzido de falhas e/ou inexatidão.

Landau (17) também desenvolve extensa crítica àtécnica de incidente críti co. em relação à qual enuncia detalhes importantes quando se pretende utilizara mesma técnica.

Wood (30) destaca, em relação à utilização de questionários, alguns fatorei

relativos à extensão, estrutura, distribuição e codificação que não devem ser es' quecidos. A aplicação de questionários combinados com entrevistas é recomenda· da.

Brittain (05) destaca a utilização da técnica Delphi, aperfeiçoada por volt! de 1964 na Rand Corporation (12) e utilizada por Kairalla (15) no Instituto dI Pesquisas Tecnológicas de São Paulo - IPT, como adequada a estudos para previ' são e avaliação tecnológica e para previsão da necessidade orçamentária.

Anderla (02) ressalta como vantagens da técnica Delphi o anonimato das res' postas, a retroalimentação suscetível de ser verificada e a natureza quantificávt das respostas.

5. GENERALIZAÇÕES E CONTRADiÇÕES

Os estudos de usuários têm se concentrado basicamente em três grandes áreas, a saber:

1. demanda de informação em C&T;

. 2. configuração do processo de transferência de informação tecnológica em Instit . -Ulçoes de pesquisa e desenvolvimento;

R. Bibliotecon. Brasllia, 14(1), jan./jun. 198~ R. Bibliotecon. Brasília, 14(1), jan./jun. 1986

(5)

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Ca.lll)ll.f1içcrç~QJdlt.:!1nfí!>rmMã'q.-Qiê:niHfLctíâêiT~Ii\'Qlôgica: ... _ .. 6~1i(j)±.!i'\cRJI:CE. MU ";!icE! I.f-tA. bEiRlli>'c SJi>UZA IrAR I·AJ ,I,

tn.;'?-~i13oo.Qqf:igura.cãQ:;do,;PIí~.c;~S.g)de;&.Qm!;,ln+!1ÃçãO('dantnf~nná~Q parijiiflbvaÇi CONSIDERAÇÕES E RECOMENDAÇÕES ,I,'~"" ,

ir.t.d~~trií;lf)Guqsb ,E')lOq lrisb ok.)l:I'.jfii~O;!3 r,is1< uo ,f,2iuTJ?'iq sb üJé1i.O~q nu 01';:;:61,6. O caráter êiefltiflcóf'dos ri!S't(]t:ló~td~itisbáii'oS"devérá"se'r'dete'rmíhadb',ues'se~;

_st'ilqlê.il:fiavés,<Oa§sas'jlj)Q!idpgeli\s/:.I~elD;l?i:d~.J;)~§Sjí,v'il.bcpl\l:<Vui~Q~e:"Q·s;,:~s~~QiºSld.~.

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ocuso e,<p6jl'€Ôns--e(iflliêlf(ila;;a<l'rJbr.idadeie afqwar.rtialaderaleuntdwniaçãe demandada studos; '.''" ,lIl"",::;I~A

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~fsterna-;'de-IJtlllfo);ína~ã'o'lf'eSptlc(fico (t!!lumai:álreá(aI:OJcoLlrhe'cimemtetoiemt(tiiGo~eio . Considerando-se: .~;': .'~,~.v ~:í1'.f ".•W";'Elli'brJ.,ql;;:;\':,,,3

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~'da9def.t\ahdã':tle?i:ri.f0rri'la,~o'l '<!torcomlOOrta·mel1wg!rri'(!vel.dessétísfaeâo. de 1:JSll ' . 3. a possibilidade de uti lização dos estudos. «íe-usuáries, segundo'

l.ancas-rio, assi m como pel'ài>f,efa~el; estlfutl'lra-iSlde)lcará1leflpolll'tiao?f<i0mer€iat:el"adrnini têrO('1&)?:p'à;-iàl ldê'M\'fH:à'Ção'tôà""fô'ri'l1ai MI~JliJ1t1 Bmà'<!ete!r!1irfad~ c011lú'rlidát:leae

rr.âtivÍ) qU~'âfdfà\m !!fUalqlnir ilnvêS'trgaçã01dQ%:om'pr(J)rt8mehto'l1o:mancinslb ~() uSfázr~~~obtém ,inf'll:mação; ,,li ~,"1?"''-,'i,OE..;,."., ..·, .cI'~· . r~,,,!J I",,;' _

00 6n'No·'é'illtaht~'liâ(e-s-s6-;!j1espeitb(.4ltleh (O[Jlt))·iidmi.1le:q'tfJ.eiestud<iJS'deseRiVolwi:dosrel", ',c J:A,~llªtR~~ d~:::I"nlTi;ê~~{~~:~p'~g~a~o~!;PQ~'R:Qs;~be;g' ~1'Cu'nl;lla

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ti n;; e-~fiffecessar'lb ,rrs~gut'1·clooI!.a'lllli:a:st!!r,f{,1i6)'tl'cons,iderao::a rne cessí daderdeoadapt deRê6Trip'l'lf~~daHé:!

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ffletM'ó't<tigi'a'S'éiretÓitiendat;;:ões,bof.lfi'áve(s,às';wndr.çÕeintoeaisl'! ,,~)C\6:)"::-';-'lb 3 91recomenda-.se~_flar,a ,~~.tudos deusuários, a adoção de um~ rnetodoloqia qe'p'~squis,a

. _ . ·ní.LJv.luti-q,~Jt.8::,V\I ~.{ fi: .11VI.\~~lp':3-' "'~2u;.:nt':'}! · L)~'LI..::r:1. ,'V •...i,JJB··,·.;,.~ .. \

Crane (08) ainda acrescenta observações-sobse.osastores Ç!,ue~,af.etamJ,a

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~~êrtlrf.g~,s.s~:It!P\y~j~R,~d~g~9~~,:,.[l,,"iê';w ,n.l:liJI'i11 ' r ; , [ , , ' ib",;rl n;J!/;irtW'

l'i'i'áhâa,'tlél1uSb' erUaCi1li,fúr.rtlação.nó-'â·m~it()l dá'>mêl:r0ipse1m.eê:notogia'_ê)~p-ot.'con& 1. identificar pólos de comunicação e disseminação_diLinfprl1)!lçã~';.q

~ael1l'Ctà',J'afet'á'IW~9'e:st'~0'S;der.us'i;fáhi~0srempf'eebdfd@sfle'sse:âr;mfuilto!N1aiárea tJient·ílnJ ,o~;2Y,I(JVaI'i'ár.loRgl~<H'Mde\fa·rnHíátidilde 'rom-osl ooncekos .básiees-da rtermino logra

ca, o fator da interdisciplinaridade estimula a comuntcacãoüermaêe infqr!mal;;N usada no processo de busca, recuperaçã-1):~comuni'éaÇão"fÓftÍ1àrda'lih'f(jriTiação;

âr'e'àcda' têcni:í1~~','0Tmesrnd(hãO"od0r.te~jem(collse'qüêmeiafda triê.cessidade se sigil ,~(e,'3:l>~ilà1fârí~r q%U)8eP.F.(h'ffe?:1'?n~'h't~i:f(k'fUri~ões; éstrlJt(,ir'étbp'e(ÇI~iohál;~:,s~r:

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A Comunicação da Informação Cientffica e Tecnológica: ...

Abstract:

Communication of scientific and technological information: research trends

User studies as a research instrument for the scientific and technical communication.

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Referências

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