GISANE DE ARAÚJO OLIVEIRA
A IMPORTÂNCIA DO TRABALHO DA ENFERMAGEM NO
ATENDIMENTO A GESTANTE NA ESF
NATAL – RN
GISANE DE ARAÚJO OLIVEIRA
A IMPORTÂNCIA DO TRABALHO DA ENFERMAGEM NO
ATENDIMENTO A GESTANTE NA ESF
Monografia apresentada ao Curso de Especialização em Linhas de Cuidado em Enfermagem – Opção Saúde Materna, Neonatal e do Lactente do Departamento de Enfermagem da Universidade Federal de Santa Catarina como requisito parcial para a obtenção do título de Especialista.
Profa.Orientadora: Ms. Ana Lúcia Nascimento Fonseca
NATAL – RN
O trabalho intitulado A Importância do Trabalho da Enfermagem no Atendimento a gestante na ESF de autoria da aluna Gisane de Araújo Oliveira foi examinado e avaliado pela banca avaliadora, sendo considerado APROVADO no Curso de Especialização em Linhas de Cuidado em Enfermagem – Área de Saúde Materna, Neonatal e do Lactente.
_____________________________________
Profa. Dra. Ana Lúcia Nascimento Fonseca
Orientadora da Monografia
_____________________________________
Profa. Dra. Vânia Marli Schubert Backes
Coordenadora do Curso
_____________________________________
Profa. Dra. Flávia Regina Souza Ramos
Coordenadora de Monografia
NATAL – RN
apoiaram, contribuindo para a concretização de mais uma realização. Á vocês a minha eterna gratidão.
A assistência pré-natal tem a finalidade educacional e social, visa promover a saúde, o bem estar das gestantes, dos seus filhos (fetos e recém-nascidos) e de suas famílias, iniciando-se o mais precocemente possível. No Brasil, a persistência dos índices elevados dos coeficientes de mortalidade materna, motivou a criação de políticas públicas que focalizem a mulher grávida e seu filho. Assim, em 2000 é lançado o programa de Humanização no Pré-natal e Nascimento, com o objetivo de melhorar o acesso, a cobertura e a qualidade do acompanhamento pré-natal. Neste cenário, vem se firmando o Programa de Saúde da Família (PSF), que compreende dentre outras vertentes, um foco de atenção à saúde da mulher. O programa de saúde da família constitui uma proposta de assistência diferenciada, que vê o indivíduo como um todo e prioriza as ações de promoção a saúde. Este estudo trata-se de um estudo bibliográfico com abordagem qualitativa, que mostra a importância do atendimento à gestante prestado pela enfermeira na atenção básica de saúde, mais especificamente no PSF; bem como visa contribuir para a melhoria da qualidade da assistência. Pressupomos que a atuação da enfermeira proporciona uma apreensão mais ampliada das necessidades da gestante, sendo um dispositivo que favoreceu a perspectiva de transformação do processo de trabalho. O referencial teórico baseou-se no processo de trabalho da enfermagem, nas diretrizes do programa saúde da família e na assistência pré-natal. Conclui-se com este estudo que a assistência a gestante, realizada pela enfermagem é bastante satisfatória. Salienta-se, no entanto, a importância da afetividade no relacionamento entre o profissional e a gestante.
PALAVRAS-CHAVE: Gravidez. Enfermagem. Pré-natal
.
1 INTRODUÇÃO... 05
1.1 OBJETIVO GERAL...09
1.1.1 OBJETIVOS ESPECÍFICOS...09
1.2 METODOLOGIA...10
2 O PROCESSO DE TRABALHO DA ENFERMAGEM NO ATENDIMENTO A GESTANTE NO PSF... 12
2.1 O SUS E O PROGRAMA SAÚDE DA FAMÍLIA (PSF)...12
2.2 O PROCESSO DE TRABALHO DA ENFERMAGEM...16
2.3 A MULHER GRÁVIDA...18
2.4 O PROGRAMA DE ASSISTÊNCIA INTEGRAL À SAÚDE DA MULHER (PAISM) 19 2.5 REDES DE ATENÇÃO À SAÚDE (RAS)...20
2.6 PRÉ-NATAL: SUA IMPORTÂNCIA E FINALIDADES...21
2.7 A CONSULTA DE PRÉ-NATAL...24
2.8 A ENFERMAGEM E A INTERAÇÃO NA ASSISTÊNCIA A GESTANTE...26
3 CONCLUSÃO...28
1 INTRODUÇÃO
A década de 1980 é inaugurada por uma profunda crise financeira da Previdência Social, em conseqüência da existência de um grande número de pessoas utilizando os serviços de saúde sem a criação de novas fontes de financiamento que garantissem os recursos necessários para atender a toda a população. É também nessa década que surge a Reforma Sanitária.
A Reforma Sanitária representou um movimento de intelectuais, professores, partidos políticos, e outros, que criticavam o sistema de saúde existente, denunciando as precárias condições de saúde de grande parte da população brasileira. Como conseqüência deste movimento foi instituída, pela Constituição Brasileira de 1988, o SUS, que propõe uma assistência à saúde norteada pelas propostas de universalidade, integralidade e eqüidade que serão abordadas no desenvolvimento deste trabalho.
A viabilização de tais propostas exige dos profissionais uma nova forma de pensar e questionar as ações e práticas de saúde. Diante desta conjuntura, a prática dos profissionais de saúde, enquanto sujeitos e agentes de transformação, necessita de um processo de reformulação, visando à qualidade de suas ações.
A ESF que tem como objetivo reorientar as práticas assistências a partir da atenção básica pode ser considerado como o ponto de partida para a melhoria do atendimento fornecido pelos profissionais à população, pois como é baseado em princípios do SUS, prima pela humanização e integralidade da assistência. Porém, observa-se, que a ESF ainda está distante do que foi preconizado pelo SUS, pois oferece ações de baixa resolutividade aos problemas da clientela, o que pode ser decorrente de fatores inter-relacionados, tais como, a falta de organização e operacionalização dos serviços, a falta de profissionais capacitados e infra-estrutura adequada, o relacionamento interprofissional, a qualidade do envolvimento existente entre o profissional e o cliente, o respeito ao cliente por parte dos serviços de saúde, etc. (MINISTÉRIO DA SAÚDE, 2006).
Entretanto, espera-se que com o advento das Redes de Atenção a Saúde (RAS) este panorama mude, pois preconizam que a atenção primária em saúde, mais especificamente, a ESF seja a coordenadora e a ordenadora do cuidar, o que necessitará que seja construído um maior vínculo entre o profissional e o paciente para a prestação de serviços e ações direcionadas aos problemas de saúde da população adscrita.
Frente a todas estas dificuldades, na maioria das vezes, o enfermeiro é o profissional de saúde, que desde os tempos remotos, desenvolve o papel de cuidador, aquele que apresenta maior interação com o paciente e a sua família.
A enfermagem como categoria profissional que visa à saúde individual e coletiva, sempre buscou a interface entre a comunidade e os serviços de saúde. De imediato incorporou as estratégias da ESF, contribuindo de forma significativa nos processos de planejamento, coordenação, implantação e avaliação dessa nova proposta (MINISTÉRIO DA SAÚDE, 2001).
Sendo o enfermeiro, o profissional que tradicionalmente, desenvolve a maioria das ações no programa de assistência à gestante nas unidades básica, torna-se necessário focalizar a forma de interação entre o enfermeiro e o cliente nesse processo, no sentido de dar início a uma avaliação das atividades realizadas por este profissional.
É na consulta de enfermagem no pré-natal, que o enfermeiro, por dispor de um maior contato com as gestantes, tem a possibilidade de desenvolver um relacionamento mais terapêutico e afetivo, não abordando apenas questões biológicas. Pois, acredito que para uma melhor assistência ao pré-natal, é necessário o estabelecimento de diálogos que valorizem a mulher como ser integral, inserido num contexto social e familiar, considerando sua individualidade, emoções e dificuldades. Esta estratégia visa identificar situações de risco entre as mulheres, na perspectiva de alcançar resolutividade nos serviços, agindo preventivamente e desenvolvendo ações educativas.
As atividades educativas são de suma importância para o desenvolvimento de uma assistência de pré-natal de qualidade, pois quando as gestantes conseguem interagir de forma positiva, com boa receptividade por parte dos profissionais, seja durante as palestras educativas ou nas consultas individuais elas conseguem demonstrar seus medos e angústias facilmente, o que permite ao profissional direcionar o seu atendimento com vistas a sanar os problemas de saúde.
Nos meus primeiros anos de trabalho na enfermagem, de 2005 até 2010, trabalhei na ESF de um município do RN, que possuía uma população de aproximadamente 13.500 habitantes. Lá eu realizava o acompanhamento de pré-natal das gestantes da área e procurava construir com elas um vínculo afetivo estabelecendo uma relação construtiva, com troca de saberes, levando em conta seus medos e anseios.
As atividades educativas mais utilizadas eram as individuais desenvolvidas durante as consultas ou nas visitas domiciliares, existindo também as atividades em grupo, como as palestras, que ocorriam esporadicamente, mas nas quais eram abordados temas como:
cuidados com o pré-natal; mudanças fisiológicas que ocorrem durante a gestação; sinais de parto; aleitamento materno; vacinação do bebê; cuidados com o bebê e puerpério.
A participação era boa, lá as gestantes realizavam trocas de saberes entre elas e também com o profissional de saúde; porém, em decorrência da grande demanda da ESF estes encontros aconteciam com menor frequência.
Diante deste contexto, o tema escolhido é: “O processo de trabalho da enfermagem no atendimento a gestante na ESF”.
Visando verificar a importância da assistência de enfermagem prestada a gestante durante as consultas de pré-natal, o nosso problema de pesquisa se insere no seguinte questionamento:
É reconhecida a importância da assistência pré-natal prestada pela enfermeira na atenção básica de saúde?
De acordo com o problema exposto, levantamos as seguintes hipóteses:
A enfermagem é uma profissão que ampliou seus horizontes com o advento da ESF. O enfermeiro é o profissional que realiza a maioria das consultas do pré-natal.
O processo de educação em saúde é de suma importância para o desenvolvimento da assistência de enfermagem à gestante durante o pré-natal.
O tema escolhido se deu tendo em vista o meu envolvimento profissional com o Programa saúde da mulher, mais especificamente com a assistência pré-natal; e tendo em vista que a minha formação é a enfermagem, e que estes profissionais veem lutando durante anos para que ocorram melhorias para esta área de assistência a mulher; quero deixar registrado a importância do profissional de enfermagem para a assistência em saúde das gestantes brasileiras.
A importância do tema dá-se em decorrência de ser o enfermeiro, o profissional, que na grande maioria das unidades de saúde dos municípios brasileiros, assiste as gestantes, do início ao fim do pré-natal.
Estudamos, pois, o processo de trabalho da enfermeira no programa de pré-natal, no intuito de contribuir para a avaliação da assistência de enfermagem numa perspectiva de transformação demonstrando também, a importância do processo de educação em saúde para as gestantes.
A relação com o momento atual decorre do aumento do número de consultas de pré-natal, e a diminuição do número de óbitos maternos e neonatais, o que demonstra um maior número
de profissionais compromissados com a saúde brasileira, e consequentemente, maior resolutividade da assistência.
1.1 OBJETIVO GERAL
Ressaltar a importância do atendimento à gestante prestado pelas enfermeiras no pré-natal da rede básica de saúde.
1.1.1 OBJETIVOS ESPECÍFICOS
Compreender o processo de trabalho das enfermeiras na assistência pré-natal da rede básica de saúde;
Contribuir para a melhoria da assistência pré-natal, visando à satisfação do usuário; Mostrar a importância de se manter uma relação interpessoal entre o profissional de
saúde e a grávida.
Demonstrar a importância das atividades educativas no cotidiano da assistência pré-natal.
1.2 METODOLOGIA
Do ponto de vista da sua natureza, a pesquisa será aplicada, pois objetiva gerar conhecimentos para a aplicação prática; sua abordagem será qualitativa por permitir identificar os elementos que analisam o processo de trabalho da enfermagem
Segundo Brienza apud Minayo (2001), a abordagem qualitativa permite compreender o universo de significados, motivações, aspirações, crenças, valores e atitudes correspondentes ao espaço mais profundo das relações, dos processos e dos fenômenos que podem ser apreendidos através do cotidiano, da vivência e da explicação do senso comum das pessoas que vivenciam determinada situação. (BRIENZA, 2001, pág.63).
Trata-se de um estudo exploratório, descritivo, do tipo pesquisa bibliográfica, pois segundo Tomasi e Yamamoto (1999), busca através de referências teóricas publicadas contribuições científicas do passado existentes sobre um determinado tema.
A pesquisa descritiva visa o estudo de fatos e fenômenos do mundo humano, sem a interferência do investigador e também procura descobrir a freqüência com que um fenômeno ocorre, sua relação e conexão com outros, sua natureza e características. Busca conhecer diversas situações e relações que ocorrem na vida social, política e econômica e demais aspectos do comportamento humano (TOMASI & YAMAMOTO, 1999).
Para o levantamento bibliográfico foi utilizado publicações dos últimos 20 anos, já que durante o trabalho foi elaborada uma pequena retrospectiva a respeito da criação do SUS e do PSF, assim como dos avanços na assistência a saúde da mulher e da ascensão do profissional enfermeiro na história da saúde pública.
A busca ativa dos dados foi realizada em manuais do ministério da saúde publicados neste período, além de consultas em livros de enfermagem assim como nos módulos das unidades desta especialização.
Para a consulta em trabalhos científicos foram utilizadas publicações mais recentes, tendo como descritores, entre outros, o processo de educação em saúde e a assistência de enfermagem a gestante na ESF.
Todo o processo de levantamento e análise de dados utilizado para a construção deste projeto foram realizados no período de janeiro a abril de 2014.
O modelo de intervenção utilizado é a tecnologia de cuidado ou de conduta, pois o produto deste projeto é uma nova modalidade assistencial, baseada na afetividade e no processo educativo como centro do relacionamento terapêutico, com vistas a contribuir de forma satisfatória para a melhoria da prática de enfermagem.
2 O PROCESSO DE TRABALHO DA EMFERMAGEM NO ATENDIMENTO A GESTANTE NA ESF
2.1 O SUS E O PROGRAMA SAÚDE DA FAMÍLIA (PSF)
Para construir a base para a atenção primária dos serviços de saúde, a Organização Mundial de Saúde (OMS), adotou princípios que propõem valores de dignidade humana, equidade, solidariedade e ética direcionadas para a promoção e proteção da saúde, centradas na pessoa, permitindo que o cidadão influencie os serviços de saúde (STARFIELD, 2002).
No Brasil, as estratégias de saúde propostas pelo governo, tal como nos mostra a história, nem sempre visavam o bem-estar da população. As políticas de saúde nacionais refletiam o momento vivido, a economia vigente e as classes dominadoras.
O processo de construção de um sistema de saúde brasileiro foi resultante de um conjunto de embates políticos e ideológicos, traçados por diferentes atores sociais ao longo dos anos para integrar os princípios propostos pela OMS.
Com a criação da nova Constituição Brasileira de 1988, que estabeleceu o discurso: “Saúde é direito de todos e dever do Estado”, a partir de então todo brasileiro teria direito legal aos serviços de prevenção, promoção e recuperação da saúde.
No processo de divulgação da nova constituição, torna-se iminente a idealização de um sistema de saúde que implementasse estas novas leis. Surgiu então o Sistema Único de Saúde (SUS), que tem como base os princípios doutrinários da universalidade, eqüidade e integralidade.
A regulamentação do SUS foi possível através das Leis Orgânicas da Saúde 8.080/90 e 8.142/90 que estabelecem princípios e direcionam a implantação de um modelo de atenção à saúde que priorize a descentralização, universalidade, integralidade da atenção e o controle social, ao mesmo tempo em que incorpora em sua organização, o princípio da territorialidade para facilitar o acesso das demandas populacionais aos serviços de saúde (BRASIL, 1990).
As propostas do SUS tiveram início em 1991 com o Programa de Agentes Comunitários de Saúde (PACS); mas somente em 1994 tem sua efetivação com o Programa de Saúde da Família (PSF), que propõe nova dinâmica para a estruturação dos serviços de saúde, através da assistência multidisciplinar ao cliente e a sua família garantindo a proximidade do profissional que levaria uma assistência integral e resolutiva.
O PSF apresenta-se como estratégia de reorganização da atenção à saúde, que se caracteriza por um modelo centrado no usuário, demandando das equipes a incorporação das práticas humanitárias a assistência médico-sanitária em nosso país. “Isso imprimiria uma nova dinâmica de atuação nas unidades básicas de saúde, com definição de responsabilidades entre os serviços de saúde e a população” (FIGUEIREDO, 2005).
A Unidade de Saúde da Família (U.S.F.) deve se constituir no primeiro contato do usuário com o sistema de saúde. Não pode ser apenas um local de triagem e encaminhamento, tem que ser resolutivo, com profissionais capazes de assistir aos problemas de saúde mais comuns por meio de práticas educativas que promovam a saúde e previnam doenças em geral (MINISTÉRIO DA SAÚDE, 2000).
“A USF deve realizar uma assistência integral, contínua e de qualidade, desenvolvida por uma equipe multiprofissional na própria Unidade e também nos domicílios e em locais comunitários, como escolas, creches, asilos, presídios, entre outros” (MINISTÉRIO DA SAÚDE, 2000, p.13).
O PSF nasceu em 1994 e no final de 2002 contava com mais de 16 mil equipes, presentes em 90% dos municípios brasileiros, atendendo a 55 milhões de pessoas, o que representa um terço da população brasileira (MINISTÉRIO DA SAÚDE, 2000).
Segundo o Ministério da Saúde (2000), a Equipe de saúde da Família (E.S.F.) deve ser composta, no mínimo, por um médico, um enfermeiro, um auxiliar de enfermagem e entre 4 a 6 agentes comunitários de saúde. Cada equipe trabalha com uma área adscrita, ou seja, com um número fixo de famílias que varia de 600 a 1000 famílias, com o limite máximo de 4.500 habitantes.
De acordo com o SIAB (2003), houve mudanças significativas em alguns indicadores de saúde brasileiros após a implantação do PSF. A proporção de gestantes com consultas de pré-natal realizadas no mês em áreas cobertas pelo PACS foi de 78,3%; já nas áreas cobertas pelo PSF, o percentual é de 89,4%. Com relação à proporção de gestantes com o início do pré-natal no primeiro trimestre; nas áreas cobertas pelo PACS, foi de 59,6%, e nas áreas cobertas pelo PSF a taxa foi de 72,4% (MINISTÉRIO DA SAÚDE, 2004).
Obsevou-se também um aumento da proporção de mães que realizaram sete ou mais consultas de pré-natal, passando de 46% em 2000 para 61,1% em 2010, o que significou um aumento de 271 mil nascimentos a mais em 2010, cujas mães realizaram sete ou mais consultas de pré-natal. Este aumento da proporção foi identificado em todas as regiões do país, porém nas regiões norte e nordeste foram observados as menores proporções, 37% e 45,6% respectivamente (MINISTÉRIO DA SAÚDE, 2012).
Com relação aos óbitos constatamos uma persistência de queda do risco de morte infantil no Brasil (de 26,6 para 16,2 por mil nascidos vivos entre 2000 e 2010) e se tratando da mulher, a mortalidade materna decresceu aproximadamente pela metade em 20 anos; a razão de morte materna (RMM) caiu 51%, de 141 para 68 óbitos por 100 mil nascidos vivos, entre 1990 e 2010, o que vem a confirmar as melhorias na área da saúde com a criação do PSF e posterior aumento do número de equipes de saúde da família que tornou possível a melhoria da atenção à saúde ampliando o acesso as ações e serviços (MINISTÉRIO DA SAÚDE, 2012).
Com a chegada do PSF, a assistência básica de saúde ficou “em alta”, e o número de USFs foram rapidamente ampliados. Nesta ótica, já que o PSF desenvolve trabalhos com grupos específicos, nos diversos ciclos vitais (crianças, gestantes, idosos, etc.), observou-se, que a procura por estes serviços aumentou.
A maioria destes grupos é coordenada pela enfermeira, com o apoio dos outros profissionais da equipe. Aqui é trabalhada a educação em saúde, a promoção da saúde, prevenção de doenças, etc.
Um dos grupos mais procurados na atenção básica é aquele formado por gestantes. Vimos que este fato se deve, entre outros fatores, ao advento do PSF, aonde os profissionais vão em busca da captação precoce de suas gestantes.
A assistência pré-natal prestada pelas ESFs, não baseia-se apenas nas consultas do médico/enfermeira, ou na solicitação de exames, mas visa também, a humanização do atendimento; o envolvimento do profissional com o seu cliente; a formação de grupos, aonde as gestantes podem trocar suas vivências, entre outros.
O Programa de Saúde da Família possibilitou uma melhor compreensão das situações, com uma atuação mais dialógica e completa, permitindo a construção de vínculos mais espontâneos e naturais com a população. Nesta perspectiva, o PSF é uma forma de requalificar o trabalho da saúde pública e conseqüentemente, da saúde da mulher.
Este programa tem obtido melhorias no âmbito da assistência pré-natal, pois através de ações planejadas, o acompanhamento a gestante vem atingindo um grupo cada vez maior de mulheres, contribuindo para a diminuição da mortalidade materna.
De acordo com o Ministério da Saúde (2000), as atribuições básicas de uma ESF são: Conhecer a realidade das famílias pelas quais são responsáveis, com ênfase nas suas
Identificar os problemas de saúde mais comuns e situações de risco aos quais a população está exposta;
Elaborar, com a participação da comunidade, um plano local para o enfrentamento dos fatores que colocam em risco a saúde;
Programar as atividades e reestruturar o processo de trabalho;
Executar, de acordo com a qualificação de cada profissional, os procedimentos de vigilância à saúde e de vigilância epidemiológica, nos diversos ciclos da vida. Atuar no controle de doenças transmissíveis como a tuberculose, a hanseníase, as DSTs e AIDS, de doenças infecto-contagiosas, das doenças crônico-degenerativas e de doenças relacionadas ao trabalho e ao meio ambiente;
Valorizar a relação com o usuário e com a família para a criação de vínculo de confiança, que é fundamental no processo de cuidar;
Resolver a maior parte dos problemas de saúde detectados e, quando isso não for possível, garantir a continuidade do tratamento, através da adequada referência do caso;
Prestar assistência integral, respondendo de forma contínua e racionalizada à demanda, buscando contatos com indivíduos sadios ou doentes, visando promover a saúde através da educação sanitária;
Desenvolver processos educativos através de grupos voltados à recuperação da auto-estima, troca de experiências, apoio mútuo e melhoria do auto-cuidado;
Promover ações intersetoriais e parcerias com organizações formais e informais existentes na comunidade para o enfrentamento conjunto dos problemas;
Promover, através da educação continuada, a qualidade de vida e contribuir para que o meio ambiente torne-se mais saudável;
Discutir de forma permanente, junto à equipe e à comunidade, o conceito de cidadania, enfatizando os direitos de saúde e as bases legais que o legitimam;
Incentivar a formação e/ ou participação ativa nos Conselhos Locais de Saúde e no conselho Municipal de Saúde.
Em 2006 o PSF passou a se chamar Estratégia Saúde da Família (ESF) e neste mesmo ano com o advento do Pacto pela Saúde que visava, entre outros, a consolidação do SUS e o fortalecimento da atenção básica, tinha entre as suas metas a ampliação e qualificação da ESF
para que esta viesse a se tornar o modelo de atenção básica à saúde como centro ordenador das redes de atenção à saúde do SUS.
2.2 O PROCESSO DE TRABALHO DA ENFERMAGEM
A enfermagem carrega uma história de devoção, obediência e servidão; era executada por mulheres dóceis, submissas aos homens, neste caso, também aos médicos. Até hoje é exercida essencialmente por mulheres, dado a relação social que a profissão pressupõe.
No Brasil, até o início do século XX, a enfermagem era exercida em bases puramente empíricas, apoiadas no saber médico, que tinha como preocupação maior a doença e não à saúde. Voluntários, escravos e religiosos, não podendo deixar de citar Ana Néri (conhecida como a mãe dos brasileiros), eram pessoas que se dispunham a cuidar dos enfermos (GERMANO, 1985, pág.37).
O enfermeiro é um trabalhador da área da saúde. E todo trabalhador em saúde produz um produto, o resultado esperado, que é a satisfação de uma necessidade do usuário, causar um impacto positivo sobre a saúde individual ou coletiva. É específico da ação de enfermagem o cuidado. Cabe à enfermagem o cuidar do indivíduo nas diversas fases de sua vida, esteja ele doente ou sadio, assim como de sua família e das coletividades.
Sendo assim, pode-se dizer que a enfermagem apresenta, dentre outras, a finalidade de atender às necessidades sociais, ou seja, a promoção da saúde, a prevenção de doenças e a recuperação do indivíduo, ou o controle da saúde da população. Fazem parte também, desta profissão, as ações de cunho administrativo e educativo, e a participação no planejamento em saúde.
Com a chegada da ESF, o enfermeiro como membro da equipe, ganhou um amplo espaço de atuação na atenção básica de saúde à população. Aqui ele tem a oportunidade de vivenciar as várias faces do trabalho em enfermagem.
De acordo com o Pacto pela saúde 2006, portaria n° 648/GM de 28 de março de 2006, anexo I, as atribuições da enfermeira da ESF são:
I - realizar assistência integral (promoção e proteção da saúde, prevenção de agravos, diagnóstico, tratamento, reabilitação e manutenção da saúde) aos indivíduos e famílias na USF e, quando indicado ou necessário, no domicílio e/ou nos espaços comunitários (escolas, associações etc.), em todas as fases do desenvolvimento humano: infância, adolescência, idade adulta e terceira idade;
II – conforme protocolos ou outras normativas técnicas estabelecidas pelo gestor municipal ou do Distrito Federal, observadas as disposições legais da profissão, realizar consulta de enfermagem, solicitar exames complementares e prescrever medicações;
III – planejar, gerenciar, coordenar e avaliar as ações desenvolvidas pelos ACSs; IV – supervisionar, coordenar e realizar atividades de educação permanente dos ACSs e da equipe de enfermagem;
V – contribuir e participar das atividades de Educação Permanente do Auxiliar de Enfermagem, ACD e THD;
VI – participar do gerenciamento dos insumos necessários para o adequado funcionamento da USF.
Na ESF, a enfermeira representa um importante papel no acompanhamento do pré-natal, pois é ela quem realiza a maioria das consultas, e é com ela que a gestante consegue interagir de forma integral e humanizada. Pois, sabemos que desde os primórdios da profissão, a enfermeira é o profissional que mais se envolve com o paciente, prestando-lhe uma assistência contínua e de qualidade.
Segundo resultados obtidos em seu estudo, BONADIO apud HOLANDA (2005), diz que uma das razões para as mulheres avaliarem positivamente a assistência de pré-natal prestada na instituição de estudo, é a confiança que a cliente deposita na atuação da enfermeira, no esclarecimento de dúvidas. Elas sentem que ali são ouvidas e atendidas.
Outro aspecto importante é a presença do processo educativo como componente da prática de enfermagem uma vez que envolve a relação entre os sujeitos do cuidar, através da comunicação dialógica favorecendo a construção da autonomia e da responsabilidade da gestante no cuidado com a própria saúde e na manutenção da qualidade de vida.
As ações educativas devem levar em conta as crenças e saberes da mulher proporcionando as trocas de informação entre ela e a enfermeira, que permitam a identificação das suas reais necessidades de saúde e melhores escolhas.
Oprofissional de enfermagem, portanto, precisa estar preparado para a realização das práticas educativas, a fim de otimizar as políticas públicas e oferecer as informações adequadas às mulheres e as suas famílias.
2.3 A MULHER GRÁVIDA
A gravidez é uma das fases mais importantes na vida de uma mulher. Durante este período ocorrem várias transformações no corpo, nas emoções e no relacionamento com os outros. Trata-se de um momento bastante complexo, aonde surgem sentimentos ambivalentes de querer ou não querer estar grávida.
A maternidade, em sua grande maioria, é fonte de alegria e prazer, desde que as mulheres contem com o apoio e as condições adequadas de conceber, gerar, parir e criar os filhos. Por outro lado, quando não existem o apoio emocional e a estruturação familiar, a gravidez pode vir a tornar-se um problema na vida de qualquer mulher.
Cabe a equipe de saúde, ao entrar em contato com uma mulher grávida, buscar compreender os múltiplos significados da gestação para aquela mulher e sua família.
O contexto de cada gestação é determinante para o seu desenvolvimento, bem como para a relação que a mulher e a família estabelecerão com a criança, desde as primeiras horas após o nascimento. Interfere, também, no processo de amamentação e nos cuidados com a criança e com a mulher. Um contexto favorável fortalece os vínculos familiares, condição básica para o desenvolvimento saudável do ser humano. (MINISTÉRIO DA SAÚDE, 2006, pág.15).
Assim, a história que cada mulher grávida traz deve ser acolhida integralmente, a partir do seu relato e do seu parceiro. Partilhando as suas experiências as grávidas esperam obter ajuda, discutir e esclarecer questões. O diálogo franco, a sensibilidade e a capacidade de percepção de quem acompanha o pré-natal são condições básicas para o fortalecimento da gestante no seu caminho até o parto, levando a um nascimento tranqüilo e saudável (MINISTÉRIO DA SAÚDE, 2006).
Os profissionais de saúde devem estar informados quanto as transformações que ocorrem no organismo feminino; das condições físicas e emocionais pelas quais passam as mulheres neste período para que possam ajudá-las nesta importante fase de suas vidas, prestando-lhes uma assistência pré-natal humanizada e de qualidade (MINISTÉRIO DA SAÚDE, 1994).
2.4 PROGRAMA DE ASSISTÊNCIA INTEGRAL À SAÚDE DA MULHER
Uma das grandes diretrizes do setor saúde é o reconhecimento de que a atenção à saúde é um direito de todo cidadão, sendo dever do Estado assegurá-lo, através de ações que visam à humanização do atendimento, a universalidade, a equidade e a integralidade da assistência.
Durante décadas, as políticas de saúde da mulher no Brasil enfocaram exclusivamente o atendimento às demandas decorrentes da gestação e do parto, restringindo a atenção ao processo reprodutivo.
O Programa Nacional de Saúde Materno-Infantil lançado em 1974 pelo Ministério da Saúde teve como ênfase os programas de prevenção à gravidez de alto risco e suplementação alimentar às gestantes e puérperas de baixa renda. Pelo que se observou, de 1974 até 1983, as políticas públicas de atenção à saúde da mulher ficaram restritas à assistência ao período de gestação, com o intuito de garantir a saúde das mães e de seus filhos (BRIENZA, 20005. p.47).
A política oficial do governo brasileiro sobre a saúde da mulher foi elaborada em 1984, o Programa de Assistência Integral à Saúde da Mulher (PAISM), que objetiva, através da sua implantação nos Estados e Municípios, a superação ou controle dos fatores de risco responsáveis pela morbi-mortalidade feminina (MINISTÉRIO DA SAÚDE, 1995).
As ações básicas do PAISM têm por objetivo desenvolver ações integrais que possam prevenir as doenças ou promover e recuperar a saúde da mulher. O princípio de integralidade aqui preconizado considera a mulher como um todo indivisível e tem um enfoque direcionado a todas as fases de sua vida. Engloba ações que permeiam desde o pré-natal; parto; puerpério; prevenção do câncer cérvico uterino e mamário; planejamento familiar e assistência ao
climatério. Busca, ainda, a organização dos serviços e a resolutividade da rede básica de saúde.
Segundo Moura e Rodrigues (2003) a implantação do PAISM veio estimular o desenvolvimento de várias atividades de cunho educativo nas unidades de saúde, com vistas à promoção do autoconhecimento e da autoestima das mulheres, em que se incluíram oficinas e outros tipos de abordagens grupais com enfoque participativo.
O programa objetiva garantir à população feminina o acesso aos serviços de saúde de diferentes níveis de complexidade. Entre outros objetivos, podemos destacar também, a ampliação da cobertura e melhoria da qualidade das ações de pré-natal, parto e puerpério, e a realização de ações educativas.
A assistência pré-natal é definida pelo PAISM como “os cuidados de saúde dispensados à mulher visando assegurar a higidez de seu organismo e o crescimento e desenvolvimento adequado do seu concepto, reduzindo assim a morbi-mortalidade materna e perinatal” (BRASIL apud BRIENZA, 2005).
O serviço de pré-natal deve ser organizado para corresponder as reais necessidades da população gestante. Isto pode ser obtido através de conhecimentos técnico-científicos e de recursos adequados e disponíveis. As ações executadas devem assegurar a continuidade no atendimento, acompanhamento e avaliação do processo (HOLANDA, 2000).
2.5 REDES DE ATENÇÃO A SAÚDE (RAS)
O Brasil vive atualmente um período de grandes mudanças no seu sistema de saúde que caracteriza-se por ações e serviços fragmentados, com intervenções curativas voltadas para a resolução dos problemas da demanda espontânea. E em decorrência das grandes diversidades regionais e diferenças sócio-econômicas que produzem uma gama de necessidades de saúde, nos deparamos com um financiamento público insuficiente para dar conta da oferta de serviços que contemplem as reais necessidades de saúde da população.
Com o intuito de driblar esta situação foram criadas as redes integradas e regionalizadas de saúde em todo o território brasileiro que caracterizam-se por arranjos organizativos de ações e serviços de saúde, de diferentes densidades tecnológicas, que integradas por meio de sistemas de apoio técnico, logístico e de gestão, buscam garantir a integralidade do cuidado (BRASIL,2010).
As redes têm como objetivo prover atenção contínua integral, de qualidade, responsável e humanizada, voltada para as necessidades da população de forma singular respeitando a regionalização. Aqui as relações são horizontais entre os diferentes pontos de atenção à saúde, sendo a Atenção Primária, a ordenadora e coordenadora do cuidar, ficando esta responsável pela atenção contínua e integral de uma determinada população centrada em suas necessidades de saúde.
Existem atualmente várias RAS em desenvolvimento em nosso país, porém como o foco do nosso trabalho diz respeito à assistência pré-natal falaremos um pouco a respeito da rede cegonha.
A Rede Cegonha consiste em uma rede de cuidados que visa assegurar à mulher o direito ao planejamento reprodutivo e à atenção humanizada à gravidez, ao parto e ao puerpério, bem como permite à criança o direito ao nascimento seguro, ao crescimento e ao desenvolvimento saudáveis (BRASIL, 2011b). Esta organizada de maneira a possibilitar o provimento contínuo de ações de atenção à saúde materna e infantil para a população de determinado território.
Em consonância com a Portaria nº 4.279/GM/MS, de 2010 (BRASIL, 2010), possui as seguintes diretrizes:
I - Garantia do acolhimento com avaliação e classificação de risco e vulnerabilidade; ampliação do acesso e melhoria da qualidade do pré-natal.
II - Garantia de vinculação da gestante à unidade de referência e ao transporte seguro. III - Garantia das boas práticas e segurança na atenção ao parto e nascimento.
IV - Garantia da atenção à saúde das crianças de zero a vinte e quatro meses com qualidade e resolubilidade.
V - Garantia de acesso às ações do planejamento reprodutivo.
2.6 PRÉ-NATAL: SUA IMPORTÂNCIA E FINALIDADES
A assistência pré-natal é o acompanhamento fornecido à gestante, a partir da concepção, até o nascimento do bebê, garantindo um parto saudável, e o bem estar materno e neonatal. Envolve ações de promoção e prevenção da saúde, além de diagnóstico e tratamento dos problemas que possam ocorrer neste período.
A atenção pré-natal deve ter como características principais a qualidade e a humanização. É dever dos serviços e profissionais de saúde acolher com dignidade a mulher e o recém-nascido, fornecendo-lhes atendimento ambulatorial básico e hospitalar.
Hoje em dia a assistência pré-natal possui metas bem mais amplas, como orientar os hábitos de vida, quanto à dieta, atividade física, vestuário, assistência psicológica, ajudando a superar problemas e conflitos; preparar para a maternidade; diagnosticar e tratar doenças preexistentes que podem complicar ou agravar a gravidez e o parto; prevenir, diagnosticar e tratar patologias próprias da gravidez (HOLANDA, 2000, p.9).
De acordo como Manual de Pré-natal e puerpério (2006), do Ministério da Saúde, os serviços de saúde, para garantirem uma efetiva assistência, devem oferecer e respeitar os seguintes critérios: vinculação de unidades que prestam atenção pré-natal às maternidades/hospitais; garantia dos recursos humanos, físicos, materiais e técnicos necessários à atenção pré-natal, assistência ao parto e ao recém-nascido e atenção puerperal; captação precoce de gestantes na comunidade; garantia de atendimento a todas as gestantes que procurem os serviços de saúde; garantia da realização dos exames complementares necessários; garantia de atendimento a todas as parturientes e recém-nascidos que procurem os serviços de saúde e garantia de internamento, sempre que necessário; garantia de acompanhamento durante o trabalho de parto, no parto e no pós-parto; incentivo ao parto normal e redução do cesário desnecessário; transferência da gestante e/ou do neonato em transporte adequado, mediante vaga assegurada em outra unidade, quando necessário (SAMU); garantia de atendimento das intercorrências obstétricas e neonatais; atenção à mulher no puerpério e ao recém-nascido.
Em geral, a assistência pré-natal, envolve procedimentos simples, como a realização da primeira consulta o mais precocemente possível; a realização de no mínimo seis consultas durante todo o pré-natal e atividades educativas em grupo ou individuais. A enfermeira deve estar apta a ouvir as queixas e dúvidas das gestantes, transmitindo nesse momento o apoio e a confiança necessários para que ela possa conduzir com mais autonomia a gestação e o parto.
Esta demonstrada que a adesão das mulheres ao pré-natal está relacionada à qualidade da assistência prestada pelo serviço e pelos profissionais de saúde, o que em última análise, será essencial para a redução dos elevados índices de morbimortalidade materna e perinatal verificados no Brasil (MINISTÉRIO DA SAÚDE, 2000).
No Brasil vem ocorrendo um aumento no número de consultas de pré-natal por mulher que realiza o parto no SUS, partindo de 1,2 consultas por parto em 1995, para 5,45 consultas por parto em 2005. Entretanto, esse indicador apresentou diferenças regionais significativas: em 2003, o percentual de nascidos de mães que fizeram sete ou mais consultas foi menor no Norte e Nordeste, independentemente da escolaridade da mãe (MINISTÉRIO DA SAÚDE, 2012).
Estes índices continuam em desenvolvimento, no Brasil de 2000 à 2010 ocorreu um aumento considerado na proporção de nascidos cujas mães tiveram sete ou mais consultas. De acordo com a escolaridade, quanto maior a escolaridade materna, maior a proporção de mães com o número de consultas recomendados. Em 2000, 74,4 % das mães com 8 a 11 anos de estudo realizaram sete ou mais consultas, enquanto 21,2 % daquelas sem nenhuma escolaridade realizaram o número de consultas preconizadas. Já em 2010, 81,2% das mães com 8 a 11 anos de estudo realizaram as consultas recomendadas, enquanto 28,1 % daquelas sem nenhum estudo realizaram as consultas (MINISTÉRIO DA SAÚDE, 2012).
O Programa de Humanização do Pré-natal e Nascimento (PHPN), instituído pelo Ministério da Saúde, através da Portaria/GM n° 569, de 01/06/00, fundamenta-se nos preceitos de que a humanização da Assistência Obstétrica e Neonatal é condição primeira para o adequado acompanhamento do parto e puerpério. Apresenta como objetivo assegurar a melhoria do acesso, da cobertura e da qualidade do acompanhamento pré-natal, da assistência ao parto e puerpério, às gestantes e ao recém-nascido.
Segundo o PHPN, para que se desenvolva uma adequada assistência à gestante e a puérpera, as Unidades de Saúde integrantes do SUS têm como responsabilidade: atender a todas as gestantes residentes na área de abrangência; estabelecer mecanismo de vinculação pré-natal/parto; cadastrar as gestantes no pré-natal, até o quarto mês da gestação, garantindo os seguintes eventos:
- Realizar a primeira consulta de pré-natal até o quarto mês de gestação;
- Realização de, no mínimo, seis consultas de acompanhamento pré-natal, sendo, preferencialmente, uma no primeiro trimestre, duas no segundo trimestre e três no terceiro trimestre da gestação;
- Realização de uma consulta no puerpério, até 42 dias após o nascimento; - Realização de exames laboratoriais básicos preconizados pela assistência
pré-natal;
- Aplicação da vacina antitetânica, quando necessário; - Realização de atividades educativas;
- Classificação de risco gestacional;
- Garantir às gestantes de risco, acesso ao atendimento ambulatorial e/ou hospitalar, quando necessário.
Os princípios fundamentais que norteiam a proposta do PHPN são os seguintes:
- Toda a gestante tem direito ao acesso a atendimento digno e de qualidade no decorrer da gestação, parto e puerpério;
- Toda a gestante tem direito de saber e ter assegurado o acesso à maternidade em que será atendida no momento do parto;
- Toda a gestante tem direito à assistência ao parto e ao puerpério e que esta seja realizada de forma humanizada e segura;
- Todo recém-nascido tem direito à assistência neonatal de forma humanizada e segura;
Neste contexto, a assistência pré-natal deve organizar-se para atender às reais necessidades da população de gestantes, através de ações de saúde que estejam voltadas para a cobertura de toda a população-alvo da área de abrangência da unidade de saúde, assegurando o acesso ao atendimento, acompanhamento e avaliação destas ações sobre a saúde materno-perinatal (MINISTÉRIO DA SAÚDE, 1988).
2.7 A CONSULTA DE PRÉ-NATAL
Pode-se dizer, que a consulta de pré-natal é o veículo para a implementação do programa de assistência integral à gestante. Portanto, a sua qualidade é de suma importância, pois permitirá à mulher uma gestação tranqüila, sem intervenções desnecessárias ou transtornos decorrentes de uma assistência mal planejada.
A consulta de pré-natal envolve procedimentos simples que apresentam como ponto chave da assistência a humanização, “o saber ouvir o outro”. A enfermeira pode desenvolver um encontro mais humanístico e afetivo, já que ela dispõe de um maior contato com as gestantes. Assim, a humanização da assistência é uma meta primordial para que os serviços de saúde alcancem um atendimento mais efetivo e condizente com as necessidades da clientela.
A enfermeira que presta cuidados às gestantes no pré-natal deve estabelecer uma escuta ativa e uma adequada prática de comunicação junto as grávidas. Desta forma, poderá
contribuir para que essas mulheres ganhem autonomia, participando de forma mais efetiva da promoção de sua saúde e da saúde do seu filho.
De acordo com o Manual de Assistência Pré-natal do Ministério da Saúde (2000), uma gestante sem fatores de risco detectados deve receber no mínimo duas consultas realizadas pelo profissional médico: uma no início do pré-natal e a outra entre a 29° e a 32° semana de gestação. As demais serão acompanhadas pela enfermeira. Pois, de acordo com a Lei do Exercício Profissional da Enfermagem – Decreto n° 94.406/87, o pré-natal de baixo risco pode ser inteiramente acompanhado pela enfermeira.
Na primeira consulta de pré-natal, deve-se abordar a história clínica da gestante, proceder ao exame físico e realizar as ações complementares. Durante a história clínica devem-se investigar dados de identificação; condições sócio-econômicos e culturais; ocupação; estado civil; número e idade de dependentes; condições de moradia; antecedentes familiares e pessoais, com especial atenção para hipertensão, diabetes, doenças congênitas, cardiopatias; antecedentes ginecológicos e sexuais; antecedentes obstétricos, enfatizando o número de gestações, parto, abortamentos, filhos vivos, idade da primeira gestação, experiência de aleitamento materno; motivo da consulta; e informações sobre a gestação atual (MINISTÉRIO DA SAÚDE, 2006).
Os dados sobre a gestação atual englobam a data do primeiro dia/mês/ano da última menstruação – DUM; peso prévio e altura; sinais e sintomas na gestação em curso; hábitos alimentares; medicamentos usados na gestação; internação durante essa gestação; hábitos: fumo, álcool e drogas ilícitas; aceitação ou não da gravidez pela mulher, pelo parceiro e pela família (MINISTÉRIO DA SAÚDE, 2006).
O exame físico é dividido em geral e específico (gineco-obstétrico). No exame geral é avaliado o estado clínico da gestante, já no exame específico (gineco-obstétrico). No exame geral é avaliado o estado clínico da gestante, já no exame específico, é enfatizado o seu estado gestacional. Este último aborda o exame clínico das mamas; palpação obstétrica; medida da altura uterina; ausculta dos batimentos cardio-fetais; inspeção dos genitais externos; exame especular e toque vaginal de acordo com a necessidade (MINISTÉRIO DA SAÚDE, 2006).
As ações complementares incluem a solicitação de exames laboratoriais e ultra-sonografia; encaminhamentos para atendimentos odontológicos, imunização, nutrição, práticas educativas, serviços especializados e o agendamento de consultas subseqüentes (MINISTÉRIO DA SAÚDE, 2006).
Nas consultas subseqüentes, os profissionais devem proceder a uma revisão da ficha perinatal; realizar anamnese atual sucinta, exame físico, incluindo o gineco-obstétrico; fazer
acompanhamento laboratorial e práticas educativas; avaliação quanto à gestação de risco; orientações frente às manifestações clínicas decorrentes da gravidez; além do agendamento das próximas consultas.
2.8 A ENFERMAGEM E A INTERAÇÃO NA ASSISTÊNCIA A GESTANTE
De acordo com os escritos de BONADIO apud HOLANDA (2000), a interação se consubstancia em instrumento básico da enfermagem na assistência à mulher e a sua família, durante a gravidez, parto e puerpério. A interação possibilita a execução dos cuidados contribuindo para o alcance do principal objetivo do pré-natal, que é a redução dos índices de morbimortalidade materna e perinatal.
Durante a assistência ao pré-natal existem diferentes momentos que possibilitam ao enfermeiro desenvolver um bom processo de interação com a sua gestante, entre eles podemos citar o face a face durante as consultas; na sala de vacina, durante a imunização da gestante; nas visitas domiciliares ou durante as atividades em grupo. Nestes momentos o enfermeiro tem a oportunidade de desenvolver uma escuta participativa o que irá favorecer o processo de educação em saúde que é de suma importância para o desenrolar de uma gravidez saudável.
Segundo Moura e Rodrigues (2003), o atual modelo assistencial esta pautado na promoção a saúde através da educação, o que dá ao usuário o direito à informação para a tomada de decisões a respeito de sua saúde. Sendo assim, os enfermeiros estão atuando em conformidade com a atual política de saúde comprometidos com a democratização do saber em saúde e com o desenvolvimento de potencialidades da clientela. Pois, é dever do enfermeiro informar aos clientes sobre como cuidar da saúde, ajudando-os a tomar decisões conscientes, e é direito dos clientes serem informados sobre os cuidados de saúde e participarem das decisões que influenciam sua vida e sua saúde.
Ainda de acordo com Moura e Rodrigues (2003), em uma pesquisa realizada no estado do Ceará, existe déficit quanto à oferta de atividades de informação em saúde, no nível grupal, no sentido de que sejam atividades realizadas de forma sistemática e rotineira, com planejamento prévio e não de forma esporádica como o que é visto na ESF da maioria dos municípios do país. Entretanto, percebe-se que as enfermeiras demonstraram compreensão aprimorada quanto ao enfoque das práticas de informação em saúde, inclusive no que se
refere à adoção da metodologia participativa, valorização das necessidades de informação do grupo e utilização adequada do material de apoio. No âmbito individual, constatou-se que os enfermeiros vêm estabelecendo satisfatória interação com as gestantes proporcionando a essas mulheres uma troca de informações mais completa, por ocasião da consulta de enfermagem.
A valorização da humanização no relacionamento interpessoal é necessária para a enfermagem obstétrica como meio de contribuir para o atendimento a mulher no período gravídico, constituindo-se, juntamente com outros fatores, em eficiente fator de redução dos problemas ocorridos durante a gestação e parto.
De acordo com o estudo realizado por HOLANDA (2000), cujo propósito foi de verificar a presença de afetividade nas reações da enfermeira durante a interação com a gestante na consulta de enfermagem no serviço de pré-natal, observou-se, que na maioria dos casos, a enfermeira buscou a resolutividade das necessidades expressadas pelas gestantes, através de esclarecimentos, orientações e encaminhamentos. Com relação à presença da afetividade durante as consultas, em alguns casos, estiveram presentes elementos importantes como: apoio, aceitação e empatia.
Ainda segundo o estudo, apesar de predominarem opiniões positivas com relação ao processo interativo entre a enfermeira e a gestante, observou-se que em alguns casos a enfermeira reagiu com indiferença às queixas expressadas pelas gestantes. Neste caso a interação foi prejudicada, visto que a gestante não encontrou na enfermeira a aceitação e o apoio que necessitava.
As gestantes demonstraram que o relacionamento com o profissional de enfermagem foi bastante positivo, pois a enfermeira proporcionou momentos, durante a consulta, onde elas tiveram a oportunidade de conversar, dizer o que sentem esclarecer suas dúvidas, minimizar seus anseios. Outro ponto ressaltado foi de que a enfermeira utiliza uma linguagem mais acessível, fácil de ser compreendida e seguida, auxiliando na continuidade do tratamento (HOLANDA, 2000, p.56).
3 CONCLUSÃO
O propósito do nosso estudo foi de realizar uma pesquisa bibliográfica a respeito do Processo de Trabalho da Enfermagem no atendimento a gestante no serviço de pré-natal do Programa de Saúde da Família. Baseado nisto, e diante da análise da literatura estudada, nos torna possível tecer algumas considerações.
De acordo com o problema em estudo: “É reconhecido à importância da assistência pré-natal prestada pela enfermeira na atenção básica de saúde?” Podemos dizer que há anos atrás, o papel da enfermagem na atenção à gestante era de cunho apenas burocrático, a enfermeira encarregava-se de preencher a papelada necessária ao cadastramento da gestante, entre outras atividades administrativas. Ficando a assistência ao pré-natal resumida a consultas mecanicistas, esporádicas, realizadas pelos médicos.
Com o passar dos anos e a chegada do PSF, o papel da enfermeira na atenção básica de saúde, inclusive na assistência pré-natal, ganhou amplo destaque. A mesma tornou-se a coordenadora de vários programas de acompanhamento de grupos prioritários, inclusive o das gestantes; além de realizar a maioria das consultas durante o acompanhamento pré-natal.
Após esse período, a procura, por parte das mulheres grávidas, pelo acompanhamento pré-natal nas unidades de saúde, e o número de consultas, aumentou. Podemos dizer que este sucesso deve-se a um atendimento de qualidade prestado pelos profissionais de saúde, principalmente pela enfermeira, pois é ela quem dispõe de maior tempo para fornecer uma atenção mais humanizada a gestante.
Com base no estudo, podemos dizer que a profissão enfermagem possui sua importância reconhecida frente à assistência a gestante.
A mulher grávida precisa de apoio, de aceitação e de um relacionamento interativo com o profissional de saúde com quem ela possa dividir suas angústias. Ou seja, uma assistência resolutiva, visando à satisfação do cliente.
Para que a enfermeira consiga alcançar a satisfação do cliente, é necessário que ela desenvolva com a gestante uma relação interpessoal caracterizada pela empatia, comunicação e socialização, proporcionando com isso um encontro mais afetivo e o desenvolvimento do processo de educação em saúde com a troca de saberes mútua, levando em conta as crenças e o conhecimento que estas mulheres adquiriram durante a vida.
Durante o estudo, foi comprovado que uma boa interação entre a enfermeira e a gestante é de suma importância para um acompanhamento pré-natal de qualidade, aonde as gestantes
possam tornar-se um agente ativo do processo. Pois um relacionamento terapêutico e educativo, com certo grau de envolvimento emocional entre o profissional e o cliente, é de grande valia para o crescimento humano de ambas as partes.
Constatamos também, que o processo de educação em saúde desenvolvido durante as consultas ou em meio aos encontros grupais é um componente fundamental para o bom desenvolvimento da assistência ao pré-natal culminando com o parto e o nascimento saudáveis.
Recomenda-se, pois, a todos os profissionais de saúde que ainda não aderiram a este novo modo de pensar, aonde a afetividade é o centro do relacionamento terapêutico; que procurem revisar suas práticas de saúde, e incorpore os pressupostos do SUS, de humanização, integralidade e equidade da assistência, colocando o cliente como ator principal da assistência e incorporando as ações educativas no cuidar da enfermagem em prol da dignidade e autonomia dos pacientes e dos profissionais de saúde.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
BONADIO, I.C. Ser tratada como gente: A vivência de mulheres atendidas no serviço de pré-natal de uma instituição filantrópica. São Paulo, 1996.210p. Tese de doutorado – Escola de Enfermagem, Universidade de São Paulo.
BRANDEN, P.S. Enfermagem Materno-infantil. Tradução: CONSENDEY, C.H. 2° edição. Rio de Janeiro. Reichmann & Affonso. Editores, 2000.524p.
BRIENZA, A.M. O processo de trabalho da enfermeira na assistência pré-natal da rede
básica de saúde do município de Ribeirão Preto. Ribeirão Preto, 2005.168p. Tese de
doutorado – Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto, Universidade de São Paulo.
BRASIL. Ministério da Saúde. Acompanhamento a Saúde da Mulher: Parte II Ações Educativas. Brasília, 1995.22p.
BRASIL. Ministério da Saúde. Assistência ao parto domiciliar por parteiras tradicionais. Módulos das Ações Básicas de Assistência integral à saúde da Mulher e da Criança. Brasília, 1994.72p.
BRASIL. Ministério da Saúde. Assistência Pré-natal: Manual técnico. 3° edição. Brasília, 2000.66p.
BRASIL. Ministério da Saúde. Assistência Pré-natal: Normas e Manuais Técnicos. Brasília, 1988.44p.
BRASIL. Ministério da Saúde. Cadernos de Atenção Básica. Programa de Saúde da
Família: A implantação da Unidade de Saúde da Família. Brasília, 2000.44p.
BRASIL. Ministério da Saúde. Manual de Enfermagem: Programa de Saúde da Família. Brasília, 2001.228p.
BRASIL. Ministério da Saúde. Plano de Ação para a Redução da Mortalidade Materna. Brasília, 1995.22p.
BRASIL. Ministério da Saúde. Pré-natal e Puerpério: atenção qualificada e humanizada. Manual Técnico. Brasília, 2003. 163p.
BRASIL. Ministério da Saúde. Saúde Brasil 2011: Uma análise da situação de saúde e a vigilância da saúde da mulher. Brasília, 2012. 443p.
BRASIL. Ministério da Saúde. Série Pactos pela Saúde 2006: Política Nacional de Atenção Básica. Vol.4. Brasília, 2006.60p.
BRASIL. Ministério da Saúde. Sistema de Informação da Atenção
Básica-SIAB:Indicadores 2003. 6° edição ver. e atual.Brasília,2004.48p.
BUDÓ, M.L.D. SAUPE, R. Conhecimentos populares e educação em saúde na formação
do enfermeiro. Revista Brasileira de Enfrmagem, Brasília (DF) 2004 mar/abr; 57(2):165-9.
FIGUEIREDO, N.M.A. (org.). Ensinando a cuidar em saúde pública. São Caetano do Sul: Difusora Editora, 2005.523p.
GERMANO, R.M. Educação e ideologia da enfermagem no Brasil. 2° ed. São Paulo: Cortez, 1985.
HOLANDA, C.S.M. Em busca da afetividade na interação enfermeiro-gestante em um
serviço de pré-natal. Natal, 2000.64p. Dissertação de Mestrado – Departamento de
Enfermagem, Universidade federal do Rio Grande do Norte.
MARTINI, J.G. VERDI, M. Curso de Especialização em Linhas de Cuidado em Enfermagem: Políticas de redes na atenção a saúde. Florianópolis (SC): Universidade Federal de Santa Catarina/ Programa de Pós-Graduação em Enfermagem, 2013.58p.
MOURA, E.R.F. RODRIGUES, M.S.P. Comunicação e Informação em Saúde no
pré-natal. Ceará, 2003.109p. Dissertação de Mestrado – Universidade Federal do Ceará.
NASCIMENTO, M.S. NASCIMENTO, M.A.A. Prática da Enfermeira no Programa de
saúde. Ciênc. Saúde Coletiva. vol.10.n.2.Rio de Janeiro.abr./jun.2005. Acessado em 14/01/08. SciELO.
NOGUEIRA, M.I. Assistência Pré-natal. Prática de Saúde a serviço da vida. São Paulo: Hucitec, 1994.157p.
PRADO, M.L. HEIDMANN, I.T.S.B. RUBNITIZ, K.S. Curso de Especialização em Linhas de Cuidado em Enfermagem: Processo Educativo em saúde. Florianópolis (SC): Universidade Federal de Santa Catarina/ Programa de Pós-Graduação em Enfermagem, 2013.47p.
STARFIELD, B. Atenção primária: Equilíbrio entre necessidades de saúde e tecnologia. Brasília: Unesco, Ministério da Saúde, 2002.726p.
TOMASI, N.G.S; YAMAMOTO, RM. Metodologia da pesquisa em saúde: fundamentos
essenciais. Curitiba: As autoras, 1999.