REITORIA DA UFMG
•
Aryane Lázaro
•Luiza Dornelas
•
Mariana Murta
•Mariana Quintão
CARACTERÍSTICAS DO EDIFÍCIO
Arquiteto:
Eduardo
Mendes
Guimarães
Jr.,com
colaboração de Gaspar Ferdinando Garreto e Ítalo
Pezzuti;
Início da Obra: 1957;
Inauguração: Outubro de 1962;
Uso: Institucional;
Endereço: Av. Antônio Carlos 6627, Campus UFMG,
Pampulha.
ARQUITETO RESPONSÁVEL
Eduardo Mendes Guimarães Jr
Formado pela Escola de Arquitetura da Universidade de Minas
Gerais, Eduardo Mendes Guimarães Júnior nasceu em 1929, na cidade de Mariana –MG.
Foi um dos maiores arquitetos da época (Déc. 60) sendo um
arquiteto muito importante nesse momento de Belo Horizonte, por ser um expoente no jeito modernista de pensar e por sempre trabalhar para reforçar os valores modernos.
Foi responsável pelas obras do Mineirão; Refinaria Gabriel Passos; prédio da Faculdade de Educação e da Faculdade de Química da UFMG; além de inúmeras casas em Belo Horizonte.
EDIFÍCIO DA REITORIA DA UFMG
Inaugurado em outubro de 1962, o prédio da reitoria da UFMG foi o primeiro do
Campus a ser construído e representa a arquitetura mineira pós-Pampulha.
A obra começou a ser realizada na década de 50 como resultado do movimento de uma geração de arquitetos modernistas contra a proposta anterior, neoclássica, do plano diretor para a cidade universitária, o Plano Pederneiras.
A proposta de projeto neoclássico para a Cidade Universitária ia de encontro com as obras realizadas na época e com os conceitos e tendências vislumbrados no período. "Construir um Campus com aquelas características logo após a construção da Pampulha seria um retrocesso" afirma Eduardo Fajardo (arquiteto do Departamento de Planejamento Físico e Obras (DPFO) da UFMG).
O movimento de oposição, formado por grandes arquitetos da época e liderado por Eduardo Mendes dos Guimarães Júnior, se estendeu por quase uma década e teve apóio de Juscelino Kubitschek.
O resultado foi a derrubada do plano Pederneiras e a definição de
um novo projeto.
Eduardo Guimarães foi convidado a ser o chefe do primeiro
escritório técnico de planejamento físico do Campus e a Reitoria foi o
primeiro prédio a ser projetado por ele.
O prédio foi inaugurado às vésperas do governo militar, na gestão
do reitor Orlando Magalhães Carvalho, com presença do presidente
João Goulart e do ministro Darcy Ribeiro.
Três pavimentos já estavam concluídos e o saguão foi inaugurado
com uma exposição de quadros dos mais celebrados pintores
brasileiros, abrangendo a mostra três séculos e meio de pintura no
Brasil, com telas pertencentes ao Museu nacional de Belas Artes.
C
OMPOSIÇÃO E
V
OLUMETRIA DO
E
DIFÍCIO
Uso da racionalidade (organização dos espaços
internos);
Volumes geométricos;
Obra monumental;
Proximidade da escala humana;
Procurou atender necessidades administrativa
S
ISTEMA
C
ONSTRUTIVO
Alvenaria Estrutural
Pano de vidro.
ESTILO ARQUITETÔNICO
A presença
de
pilotis,
para
sociabilidade
e
exposições;
O desenho chanfrado (como se fosse um barco);
O pátio interno;
R
EFORMAS
Até ser considerado patrimônio histórico, o edifício sofreu diversas alterações ao longo de seus 40 anos de existência.
Em 1998 foi feita uma reforma no hall de entrada: Mais que apenas propor uma intervenção pontual, os arquitetos optaram por realizar um trabalho global de levantamento histórico e diagnóstico de conservação, entregue à universidade.
O projeto do hall tinha como demandas o controle de entrada aos elevadores,
através de catracas, e a criação de uma recepção.
Implantando balcões de desenho sóbrio sob um volume a meia altura no saguão de entrada – com um painel original de Yara Tupinambá - desejava-se não apenas manter a neutralidade necessária à intervenção como também a diferenciação entre elementos adicionados e originais.
TOMBAMENTO
Quatro décadas após sua inauguração, o prédio da Reitoria da UFMG foi incorporado ao conjunto de obras do patrimônio Histórico e Cultural de Belo Horizonte. O tombamento é um reconhecimento da importância simbólica e cultural da obra e da qualidade da arquitetura moderna mineira pós-Pampulha.
Significou a inscrição do edifício, projetado pelo arquiteto Eduardo Mendes
Guimarães Júnior, nos livros do Tombo Histórico, do Tombo Arqueológico, Etnográfico e Paisagístico e no do Tombo de Belas-Artes. As inscrições garantem a preservação da memória e do bem material específico, além de assegurar a sua conservação dentro do que preconiza a lei municipal 3802.
A inscrição foi decidida pelo Conselho Deliberativo do Patrimônio Cultural do
Segundo Tereza Bruzzi, arquiteta da gerência de Patrimônio Histórico
Urbano, o prédio da Reitoria foi tombado junto com vários edifícios da Pampulha, como o Mineirão, o Mineirinho, a Igreja de São Francisco, a antiga casa de Juscelino Kubitschek, o Iate Clube, a Casa de Baile e o Museu de Arte Moderna.
"A obra merece a inscrição nos livros de tombo por tratar-se de arquitetura da época, de excepcional valor histórico e referência cultural", afirma a arquiteta.