LEITURA
TÉCNICAS DE LEITURA
Profa. Dra. Vera Vasilévski
Ler é ...
... atribuir sentido ao texto, usando conhecimentos anteriores (de mundo, experiência) para ancorar
conhecimentos novos.
Assim, muitas vezes, lemos o que queremos ler (interpretamos aquilo que queremos) e não
necessariamente o que está lá. Isso é especialmente verdade quando temos opinião formada sobre o
3M D14 D3 V3R40, 3574V4 N4 PR414, 0853RV4ND0 DU45
CR14NC45 8R1NC4ND0 N4 4R314. 3L45 7R484LH4V4M MU170 C0N57RU1ND0 UM C4573L0 D3 4R314, C0M 70RR35,
P4554R3L45 3 P4554G3NS 1N73RN45. QU4ND0 3575V4M QU453 4C484ND0, V310 UM4 0ND4 3 D357RU1U 7UD0, R3DU21ND0 0 C4573L0 4 UM M0N73 D3 4R314 3 35PUM4. 4CH31 QU3, D3P015 D3 74N70 35F0RC0 3 CU1D4D0, 45 CR14NC45 C41R14M N0 CH0R0. C0RR3R4M P3L4 PR414, FUG1ND0 D4 4GU4, R1ND0 D3 M405 D4D45 3 C0M3C4R4M 4 C0N57RU1R 0U7R0 C4573L0. C0MPR33ND1 QU3 H4V14
4PR3ND1D0 UM4 GR4ND3 L1C40; G4574M05 MU170 73MP0 D4 N0554 V1D4 C0N57RU1ND0 4LGUM4 C0154 3, M415 C3D0 0U M415 74RD3, UM4 0ND4 P0D3R4 V1R 3 D357RU1R 7UD0 0 QU3 L3V4M05 74N70 73MP0 P4R4 C0N57RU1R. M45 QU4ND0 1550 4C0N73C3R 50M3N73 4QU3L3 QU3 73M 45 M405 D3 4LGU3M P4R4 53GUR4R, 53R4 C4P42 D3 50RR1R! S0 0 QU3
Ocorre que, se conseguirmos ler as primeiras palavras, imediatamente decifraremos todo o texto. Por quê?
Nosso cérebro cria associações que permitem o
restabelecimento do código (no caso, a língua portuguesa escrita) que dominamos, e nos leva a ler o texto com
facilidade. Assim, para entender essa mensagem,
não ipomtra em qaul odrem as Lteras de uma plravaa etãso, a úncia csioa iprotmatne é que a piremria e útmlia Lteras
etejasm no lgaur crteo. O rseto pdoe ser uma bçguana ttaol, que vcoê anida pdoe ler sem pobrlmea. Itso é poqrue nós não lmeos cdaa Ltera isladoa, mas a plravaa cmoo um tdoo.
Por isso, temos dificuldade de identificar erros de
imprensa, pois adotamos uma visão global a partir de elementos privilegiados que nos permitem economizar a leitura de todos os elementos.
Nosso cérebro tende a restabelecer automaticamente a constância dos objetos, de acordo com o modelo que ele conhece.
Então, é muito importante a participação ativa no processo de ensino-aprendizagem. É preciso estar
constantemente refletindo sobre o que se lê e sobre o que se vê.
A reflexão e o questionamento contribuem para uma
percepção mais apurada do mundo e, dessa forma, para melhor compreensão dos conteúdos que você precisa
desenvolver ao longo do curso, por exemplo, por meio da leitura de textos.
FUNÇÕES DA LEITURA (diálogo entre texto e leitor)
• Informação: dicionários, calendários, horários, listas telefônicas, enciclopédias, ementa de um curso;
• Aquisição de conhecimento: textos acadêmico--científicos, manuais, é feita por médicos,
engenheiros, cientistas, professores;
• Lazer: preencher o tempo (lúdica);
• Estético-literária: implica mais esforço, pesquisa, ou a leitura fica ingênua.
MOMENTOS DA LEITURA
(independentemente da função)
1. Descodificação: reconhecer o sinal gráfico, poder ler, acessar o léxico; processo periférico; 2. Compreensão: (entender) literal – baseada nas
palavras; inferencial – relacionar frases, sentido (contexto de conhecimento);
3. Interpretação: conhecimento prévio, pessoal; 4. Retenção: integrar à memória.
- A leitura tem diferentes objetivos:
Exemplo: Ao visitar uma casa que está à venda, um ladrão e um agente imobiliário prestarão atenção a
características diferentes. Quais são?
- Todos os leitores constroem hipóteses, a leitura é baseada nisso. A piada é engraçada porque não confirma a hipótese (expectativa) do
Para aprender algo, o indivíduo precisa contribuir com algo. Para compreender o texto, o leitor deve fazer
inúmeras inferências. A percepção do mundo está baseada na experiência subjetiva de cada um e não no dado objetivo; um dado deve ser ativamente
conectado a alguma coisa antes de ser assimilado. (Ex.: esquema ‘restaurante’)
Ao iniciar a leitura, o leitor vasculha a memória em busca de um esquema no qual possa fixar as informações do texto. O dado é compreendido e evocado a partir de uma perspectiva. Só se reproduz literalmente o que não se compreende. O leitor constrói o sentido do texto, à
medida que seu conhecimento prévio complementa as lacunas deixadas pelo texto.
Leitura: Resultado da interação entre as contribuições do texto e do leitor.
Numa pesquisa de campo, descobriu-se os principais itens de consumo, do qual os seguintes era considerado mais
importante: o celular e o computador portátil.
COESÃO E COERÊNCIA TEXTUAL
Haviam muitas questões para se abordar. Algumas vieram impressas em uma folha amarela esverdeada.
A convocação foi mandada por meio de uma carta
TÉCNICAS DE LEITURA-ESTUDO
(para adquirir conhecimento)
1. Pré-leitura (descodificação)
2. Leitura analítica (compreensão e interpretação)
3. Leitura reflexiva (retenção)
4. Sublinhado (destacar idéias principais)
5. Mapeamento (produz impacto, compreensão imediata e fácil retenção).
6. Autoquestionamento (estudo do texto todo)
PRÉ-LEITURA
(descodificação)
Aciona esquemas, formula hipóteses, momento rápido em que o leitor examina informações sobre o que está lendo: título, autor, capa, data, comentários. Cria
expectativas. Seu objetivo é ativar informação
relevante para que o leitor compreenda o texto com mais facilidade.
LEITURA ANALÍTICA
(compreensão e interpretação)
Olhos no texto, questionário durante a leitura:
– O que estou lendo faz sentido, é o que imaginei? → sim/não → voltar/adiantar → consultar outras fontes (dicionário, p.ex.).
A monitoria da compreensão é constante, para que se leia sem que nada fique para trás. Pode ser facilitada pelas expectativas da pré-leitura.
(retenção)
Olhos longe do texto (texto na memória). Integração da informação. Questionar-se sobre o texto, avaliá-lo (tipo de argumentação, fundamentos que o autor usa; é confiável?, tema, novidade, utilidade, concordo?, por quê?, consigo resumir mentalmente?).
As respostas reorganizam os esquemas na memória. Com esses passos, o texto será facilmente recuperado quando necessário.
SUBLINHADO
Não marcar mais de 30% do texto, marcar entre 20% e 30%. Antes de marcar, estabelecer objetivos. Marcar as
ideias centrais de modo a fazer um resumo. Levar em conta o que o professor mencionou em sala. Não começar a
marcar antes de ler o texto pelo menos uma vez, não marcar um parágrafo ou um trecho inteiro antes de lê-lo todo. Circular palavras importantes, fazer perguntas na margem, escrever imp ao lado de ideias importantes.
AUTOQUESTIONAMENTO (estudo)
Envolve formular perguntas (monitoria da retenção) escritas sobre o conteúdo lido e tentativa de responder a elas
oralmente. Boa para conteúdos factuais (história, biologia, economia – não adequado para literatura, matemática,
química).
Ajuda se você for testado mais tarde com testes de múltipla escolha ou perguntas com respostas curtas.
AUTOQUESTIONAMENTO (estudo)
Força concentração, achar ideias principais para fazer as
perguntas, compreender o texto profundamente. Exige
tempo, é trabalhosa. Concentrar-se no nível do parágrafo
pode fazer perder o sentido geral, o conhecimento pode ser maior do que o necessário.
SUMARIZAÇÃO
Ler um texto inteiro e reescrevê-lo, cortando o que não é importante para compreender seu conteúdo básico, ou
cortando o conteúdo que o leitor já conhece, ou o que não faz parte do objetivo da leitura.
Etapas: identificar ideia principal, categorias secundárias, detalhes de reforço, juntá-las em um texto reduzido e
(produz impacto)
Compreensão imediata e fácil retenção. Representação
gráfica, quadro verbal de ideias organizadas e simbolizadas para o leitor. Exercício de pensamento crítico que exige
discernimento e decisões sobre o texto, mostra como o texto é organizado parcial ou totalmente.
Etapas: identificar ideia principal, categorias secundárias,
Bibliografia consultada
• KLEIMAN, Ângela B. Oficina de Leitura. Teoria e Prática. Campinas: Pontes, 1999.
• O cérebro e as suas incríveis potencialidades. Disponível em: <http://cerebro.weebly.com/conflitos-cerebrais.html>. Acesso em: ago. 2014.
• VASILÉVSKI, V. Proficiência em leitura em estudantes universitários. Anais do Ciel, UEPG, Ponta Grossa, 2013.