GOVERNO DO ESTADO DO PARANÁ
DECRETO N. 1980/2007
O GOVERNADOR DO ESTADO DO PARANÁ, no uso das atribuições que lhe confere o art. 87, V, da Constituição Estadual e tendo em vista o disposto na Lei n. 11.580, de 14 de novembro de 1996; no parágrafo único do art. 9º da Lei Complementar n. 107, de 11 de janeiro de 2005; e no art. 212 do Código Tributário Nacional,
DECRETA
Art. 1º Fica aprovado o Regulamento do Imposto sobre Operações Relativas à
Circulação de Mercadorias e sobre Prestações de Serviços de Transporte Interestadual e Intermunicipal e de Comunicação - RICMS, anexo ao presente.
Art. 2º As remissões ao Regulamento do ICMS, aprovado pelo Decreto n. 5.141, de
12 de dezembro de 2001, constantes em normas de procedimento fiscal ou administrativa e em regimes especiais, vigentes em 31 de dezembro de 2007, entendem-se reportadas, no que couber, aos dispositivos que tratam das correspondentes matérias no Regulamento do ICMS anexo ao presente.
Art. 3º Os produtores rurais a que se refere o art. 128 do Regulamento do ICMS
anexo ao presente, em atividade na data da publicação deste decreto, deverão inscrever-se no CAD/PRO até 30.06.2008.
§ 1° As pessoas jurídicas que exerçam a atividade agropecuária deverão inscrever-se no Cadastro de Contribuintes do ICMS - CAD/ICMS, nos termos do art. 113 e seguintes do Regulamento do ICMS anexo ao presente, até 30.06.2008.
§ 2° As demais regras previstas no Regulamento do ICMS anexo ao presente, aplicam-se, no que couber, aos produtores rurais pessoas físicas ou jurídicas enquanto não inscritos no CAD/PRO ou no CAD/ICMS.
Art. 4º Fica revogado o Regulamento do ICMS, aprovado pelo Decreto n. 5.141, de
12 de dezembro de 2001.
Art. 5º Este Decreto entrará em vigor na data de sua publicação, produzindo efeitos
a partir de 1º.03.2008, em relação aos artigos 621 a 628; e a partir de 1º.01.2008, em relação aos demais dispositivos.
Curitiba, 21 de dezembro de 2007, 186º da Independência e 119º da República.
Roberto Requião, Heron Arzua,
Governador do Estado. Secretário de Estado da Fazenda.
Rafael Iatauro,
REGULAMENTO DO IMPOSTO SOBRE OPERAÇÕES RELATIVAS À CIRCULAÇÃO DE MERCADORIAS E SOBRE PRESTAÇÕES DE SERVIÇOS DE TRANSPORTE INTERESTADUAL E INTERMUNICIPAL E DE COMUNICAÇÃO – RICMS
SUMÁRIO
Artigos DISPOSIÇÃO PRELIMINAR... 1º
TÍTULO I
DAS DISPOSIÇÕES BÁSICAS CAPÍTULO I
-DA INCIDÊNCIA... 2º
CAPÍTULO II
-DAS IMUNIDADES, NÃO-INCIDÊNCIAS E BENEFÍCIOS
FISCAIS... 3º - 4º
CAPÍTULO III
-DO FATO GERADOR... 5º
CAPÍTULO IV
-DOS ELEMENTOS QUANTIFICADORES -SEÇÃO I
-da base de cálculo... 6º - 13 -SEÇÃO II
-da alíquota... 14 - 15
CAPÍTULO V
-DA SUJEIÇÃO PASSIVA -SEÇÃO I
-do contribuinte... 16 - 17 -SEÇÃO II
-do responsável ou substituto... 18 - 19 -SEÇÃO III
-da responsabilidade solidária... 20
CAPÍTULO VI
-DO LOCAL DA OPERAÇÃO E DA PRESTAÇÃO... 21
CAPÍTULO VII
-DO REGIME DE COMPENSAÇÃO DO IMPOSTO -SEÇÃO I
-das modalidades... 22 - 27 -SUBSEÇÃO I
-da apuração centralizada do imposto... 28 - 34 -SUBSEÇÃO II
-do crédito no setor agropecuário... 35 - 40 -SUBSEÇÃO III
-da habilitação e da transferência de créditos acumulados... 41 - 47 -SUBSEÇÃO IV
-da liquidação de débitos com créditos acumulados... 48 - 53 -SUBSEÇÃO V
-da autorização prévia para utilização do crédito... 54 - 58 -SEÇÃO II
-do crédito presumido... 59 -SEÇÃO III
-da vedação do crédito... 60 -SEÇÃO IV
-do estorno do crédito... 61 -SEÇÃO V
-da manutenção do crédito... 62
CAPÍTULO VIII
-DA EXTINÇÃO DO CRÉDITO TRIBUTÁRIO -SEÇÃO I
-das modalidades de extinção... 63 -SEÇÃO II
-do local, da forma e dos prazos de pagamento... 64 – 65 -SEÇÃO III
-do regime especial de recolhimento do imposto... 66 - 71 -SEÇÃO IV
-da atualização monetária dos créditos tributários... 72 -SEÇÃO V
-dos juros de mora... 73 -SEÇÃO VI
-da denúncia espontânea... 74 -SEÇÃO VII
-da redução das multas... 75 -SEÇÃO VIII
-do parcelamento... 76 - 79 -SEÇÃO IX
-da restituição... 80 - 85
CAPÍTULO IX
-DOS REGIMES ESPECIAIS -SEÇÃO I
-disposições gerais... 86 - 88 -SEÇÃO II
-do pedido... 89 -SEÇÃO III
-do exame, do encaminhamento e do controle... 90 -SEÇÃO IV
-da concessão, indeferimento ou cassação... 91 - 92
CAPÍTULO X
-DA SUSPENSÃO DO IMPOSTO... 93
CAPÍTULO XI
-DO DIFERIMENTO DO IMPOSTO -SEÇÃO I
-de mercadorias em geral... 94 - 95 -SEÇÃO II
-do diferimento parcial... 96 - 97 -SEÇÃO III
-nas prestações de serviços... 98 -SEÇÃO IV
-no setor agropecuário
-SUBSEÇÃO I
-insumos de ração, ração, concentrados e suplementos... 99 - 100 -SUBSEÇÃO II
-outros insumos agropecuários... 101 - 102 -SEÇÃO V
-das disposições comuns ao diferimento... 103 - 109
TÍTULO II
DAS OBRIGAÇÕES TRIBUTÁRIAS ACESSÓRIAS CAPÍTULO I
-DISPOSIÇÕES GERAIS... 110 - 112
CAPÍTULO II
-DO CADASTRO DE CONTRIBUINTES -SEÇÃO I
-da inscrição... 113 - 115 -SEÇÃO II
-da alteração cadastral... 116 - 117 -SEÇÃO III
-da paralisação temporária e do reinício de atividade... 118 - 119 -SEÇÃO IV
-da baixa da inscrição no CAD/ICMS... 120 - 121 -SEÇÃO V
-do cancelamento da inscrição no CAD/ICMS... 122 - 125 -SEÇÃO VI
-do comprovante de inscrição cadastral – CICAD... 126 -SEÇÃO VII
-SEÇÃO VIII
- do cadastro de produtores rurais -SUBSEÇÃO I - da inscrição ... 128 - 129 -SUBSEÇÃO II - da alteração cadastral ... 130 -SUBSEÇÃO III - da exclusão do CAD/PRO... 131 -SUBSEÇÃO IV
- do cancelamento da inscrição no CAD/PRO... 132 -SUBSEÇÃO V
- do comprovante de inscrição – CICAD/PRO ... 133 -SUBSEÇÃO VI
- das disposições gerais sobre o CAD/PRO... 134
CAPÍTULO III
- DA CLASSIFICAÇÃO NACIONAL DE ATIVIDADES
ECONÔMICAS- CNAE VERSÃO 2.0... 135
CAPÍTULO IV
-DOS DOCUMENTOS FISCAIS -SEÇÃO I
-dos documentos em geral... 136 -SEÇÃO II
-da nota fiscal... 137 - 142 -SUBSEÇÃO I
-da nota fiscal de venda a consumidor... 143 - 144 -SUBSEÇÃO II
-dos documentos fiscais emitidos por ECF... 145 -SUBSEÇÃO III
-da nota fiscal-ordem de serviço... 146 - 147 -SUBSEÇÃO IV
-da emissão de nota fiscal na entrada de bens ou
de mercadorias... 148 - 150 -SUBSEÇÃO V
-da nota fiscal de produtor... 151 - 154 -SUBSEÇÃO VI
-da nota fiscal de entrega em cooperativa... 155 - 160 -SUBSEÇÃO VII
-da nota fiscal/conta de energia elétrica... 161 - 162 -SEÇÃO III
-dos documentos relativos a prestações de serviço de transporte
-SUBSEÇÃO I
-da nota fiscal de serviço de transporte... 163 - 166 -SUBSEÇÃO II
-do conhecimento de transporte rodoviário de cargas e
da autorização de carregamento e transporte... 167 - 168 -SUBSEÇÃO III
-do conhecimento de transporte aquaviário de cargas... 169 - 170 -SUBSEÇÃO IV
-do conhecimento aéreo... 171 - 172 -SUBSEÇÃO V
-do conhecimento de transporte ferroviário de cargas... 173 - 174 -SUBSEÇÃO VI
-do despacho de transporte... 175 - 177 -SUBSEÇÃO VII
-da ordem de coleta de cargas... 178 - 179 -SUBSEÇÃO VIII
-do manifesto de carga... 180 - 181 -SUBSEÇÃO IX
-do bilhete de passagem rodoviário... 182 - 183 -SUBSEÇÃO X
-do bilhete de passagem aquaviário... 184 - 185 -SUBSEÇÃO XI
-SUBSEÇÃO XII
-do bilhete de passagem ferroviário... 189 - 191 -SUBSEÇÃO XIII
-do conhecimento de transporte multimodal de cargas – CTMC... 192 - 196 -SUBSEÇÃO XIV
-da nota fiscal de serviço de transporte ferroviário... 197 - 199 -SEÇÃO IV
-dos documentos fiscais relativos a prestações de serviço de comunicação
-SUBSEÇÃO I
-da nota fiscal de serviço de comunicação... 200 - 201 -SUBSEÇÃO II
-da nota fiscal de serviço de telecomunicações... 202 - 203 -SEÇÃO V
-das disposições comuns aos documentos fiscais... 204 - 217 -SUBSEÇÃO I
-das disposições específicas aos documentos fiscais relativos
à prestação de serviço de transporte... 218 - 233 -SUBSEÇÃO II
-da impressão e emissão simultânea de documentos fiscais... 234 - 236 -SEÇÃO VI
-da autorização de impressão de documentos fiscais... 237
CAPÍTULO V
-DOS LIVROS FISCAIS -SEÇÃO I
-das disposições gerais... 238 - 243 -SEÇÃO II
-do livro registro de entradas... 244 -SEÇÃO III
-do livro registro de saídas... 245 -SUBSEÇÃO ÚNICA
-do resumo de movimento diário... 246 - 247 -SEÇÃO IV
-do livro registro de controle da produção e do estoque... 248 - 249 -SEÇÃO V
-do livro registro de impressão de documentos fiscais... 250 -SEÇÃO VI
-do livro registro de utilização de documentos fiscais e
termos de ocorrências... 251 -SEÇÃO VII
-do livro registro de inventário... 252 -SEÇÃO VIII
-do livro registro de apuração do ICMS... 253
CAPÍTULO VI
-DO CÓDIGO FISCAL DE OPERAÇÕES E PRESTAÇÕES E
DO CÓDIGO DE SITUAÇÃO TRIBUTÁRIA... 254
CAPÍTULO VII
-DA DECLARAÇÃO DAS OPERAÇÕES OU PRESTAÇÕES -SEÇÃO I
-da guia de informação e apuração do ICMS – GIA/ICMS... 255 - 257 -SEÇÃO II
-da declaração fisco-contábil... 258 -SEÇÃO III
-do informativo anual sobre a produção mineral... 259 -SEÇÃO IV
-da guia de informação das operações e prestações
interestaduais... 260 - 261 -SEÇÃO V
-da guia nacional de informação e apuração do ICMS
substituição tributária – GIA-ST... 262 - 264
TÍTULO III
DOS PROCEDIMENTOS ESPECIAIS CAPÍTULO I
-SEÇÃO I
-da devolução ou troca de mercadoria em virtude de garantia ... 265 - 267 -SEÇÃO II
-da substituição de partes e peças em virtude de garantia... 268 - 270 -SEÇÃO III
-da devolução por particular, sem cláusula de garantia... 271 -SEÇÃO IV
-da devolução por contribuinte inscrito... 272 -SEÇÃO V
-do retorno da mercadoria não entregue... 273 -SEÇÃO VI
-da disposição final... 274
CAPÍTULO II
-DAS OPERAÇÕES COM DEPÓSITO FECHADO... 275 - 278
CAPÍTULO III
-DAS OPERAÇÕES COM ARMAZÉM GERAL... 279 - 292
CAPÍTULO IV
-DAS OPERAÇÕES DE VENDA À ORDEM OU PARA
ENTREGA FUTURA... 293
CAPÍTULO V
-DAS DISPOSIÇÕES SOBRE VENDA AMBULANTE -SEÇÃO I
-operações realizadas por contribuinte inscrito no CAD/ICMS... 294 - 296 -SEÇÃO II
-operações realizadas por contribuinte de outro estado... 297 -SEÇÃO III
-operações realizadas por contribuinte não inscrito ou
sem conexão com estabelecimento fixo... 298
CAPÍTULO VI
-DA REMESSA PARA INDUSTRIALIZAÇÃO OU CONSERTO... 299 - 306
CAPÍTULO VII
-DA REMESSA DE PEÇAS, PARTES, COMPONENTES E ACESSÓRIOS PARA INSTALAÇÃO E MONTAGEM DE
APARELHOS, MÁQUINAS E EQUIPAMENTOS... 307 - 308
CAPÍTULO VIII
-DA REMESSA DE MERCADORIA EM DEMONSTRAÇÃO... 309 - 311
CAPÍTULO IX
-DA CONSTRUÇÃO CIVIL... 312 - 317
CAPÍTULO X
-DA INSTITUIÇÃO FINANCEIRA... 318
CAPÍTULO XI
-DAS EMPRESAS DE TELECOMUNICAÇÕES... 319 - 328
CAPÍTULO XII
-DAS PRESTAÇÕES PRÉ-PAGAS DE SERVIÇOS DE
TELEFONIA... 329 - 335
CAPÍTULO XIII
-DAS EMPRESAS DE ENERGIA ELÉTRICA... 336 - 338
CAPÍTULO XIV
-DAS OPERAÇÕES COM ENERGIA ELÉTRICA CUJA LIQUIDAÇÃO FINANCEIRA OCORRA NO ÂMBITO DA CÂMARA DE COMERCIALIZAÇÃO DE ENERGIA ELÉTRICA -
CCEE... 339 - 343
CAPÍTULO XV
-DAS OPERAÇÕES DE TRANSMISSÃO E CONEXÃO DE
ENERGIA ELÉTRICA NO AMBIENTE DA REDE BÁSICA... 344 - 346
CAPÍTULO XVI
-DO EQUIPAMENTO EMISSOR DE CUPOM FISCAL - ECF -SEÇÃO I
-da utilização... 347 - 352 -SEÇÃO II
-dos documentos fiscais... 353 - 355 -SUBSEÇÃO I
-do cupom fiscal... 356 - 359 -SUBSEÇÃO II
transporte de passageiro... 360 - 362 -SUBSEÇÃO III
-da nota fiscal de venda a consumidor... 363 - 365 -SUBSEÇÃO IV
-do mapa resumo de viagem... 366 -SUBSEÇÃO V
-dos bilhetes de passagem rodoviário, aquaviário e ferroviário... 367 - 372 -SUBSEÇÃO VI
-da leitura da memória fiscal... 373 - 374 -SUBSEÇÃO VII
-da redução Z... 375 - 376 -SUBSEÇÃO VIII
-da leitura X... 377 - 378 SUBSEÇÃO IX
-do registro de venda... 379 -SUBSEÇÃO X
-do conferência de mesa... 380 -SEÇÃO III
-dos demais documentos -SUBSEÇÃO I
-do comprovante não-fiscal... 381 -383 -SUBSEÇÃO II
-do comprovante não-fiscal cancelamento... 384 -SUBSEÇÃO III
-comprovante de crédito ou débito... 385 -SUBSEÇÃO IV
-da fita-detalhe... 386 - 388 -SUBSEÇÃO V
-do relatório gerencial... 389 - 390 -SUBSEÇÃO VI
-da fita-detalhe em ECF com memória de fita-detalhe... 391 -SEÇÃO IV
-da escrituração fiscal -SUBSEÇÃO I
-do mapa resumo ECF... 392 -SUBSEÇÃO II
-do registro de saídas... 393 - 394 -SUBSEÇÃO III
-do resumo de movimento diário... 395 - 396 -SEÇÃO V
-das disposições finais... 397 - 398
CAPÍTULO XVII
-DA EMISSÃO DE DOCUMENTOS E DA ESCRITURAÇÃO DE LIVROS FISCAIS POR SISTEMA DE PROCESSAMENTO DE DADOS
-SEÇÃO I
-da utilização... 399 - 400 -SEÇÃO II
-do pedido de uso... 401 - 402 -SEÇÃO III
-do credenciamento para fornecimento de sistemas informatizados
de natureza fiscal... 403 - 404 -SEÇÃO IV
-da documentação técnica... 405 -SEÇÃO V
-das condições específicas... 406 - 407 -SEÇÃO VI
-da nota fiscal... 408 - 410 -SEÇÃO VII
-do conhecimento de transporte rodoviário, aquaviário e aéreo... 411 -SEÇÃO VIII
-dos documentos fiscais emitidos em via única por sistema eletrônico de processamento de dados por contribuintes prestadores de serviços
de comunicação e fornecedores de energia elétrica... 412 - 419 -SEÇÃO IX
-das disposições comuns aos documentos fiscais... 420 - 421 -SEÇÃO X
-das disposições comuns aos formulários destinados à emissão
de documentos fiscais... 422 - 423 -SEÇÃO XI
-da autorização para confecção de formulário destinado à emissão
de documentos fiscais... 424 -SEÇÃO XII
-do registro fiscal... 425 -SEÇÃO XIII
-da escrituração fiscal... 426 -429 -SEÇÃO XIV
-da fiscalização... 430 -SEÇÃO XV
-das disposições finais... 431 - 433
CAPÍTULO XVIII
-DOS REGIMES ESPECIAIS NA PRESTAÇÃO DE SERVIÇO DE TRANSPORTE
-SEÇÃO I
-do regime especial na prestação de serviço de transporte
aéreo... 434 - 443 -SEÇÃO II
-do regime especial na prestação de serviço de transporte
ferroviário... 444 - 449 -SEÇÃO III
-do regime especial na prestação de serviço de transporte
de valores... 450 - 452 -SEÇÃO IV
-do regime especial na prestação de serviço de transporte
aquaviário... 453 - 454
CAPÍTULO XIX
- DAS OPERAÇÕES E PRESTAÇÕES DE EXPORTAÇÃO -SEÇÃO I
-das operações e prestações realizadas com o fim específico
de exportação... 455 - 463 -SEÇÃO II
-das remessas para formação de lotes em recintos
alfandegados... 464 – 466 -SEÇÃO III
- das remessas de mercadoria para exportação direta, por conta
e ordem de terceiro situado no exterior... 467 - 468
CAPÍTULO XX
-DA SUBSTITUIÇÃO TRIBUTÁRIA EM OPERAÇÕES COM MERCADORIAS
-SEÇÃO I
-das disposições comuns à substituição tributária nas
operações com mercadorias... 469 - 479 -SEÇÃO II
-das operações com cerveja e refrigerante... 480 - 481 -SEÇÃO III
-das operações com cigarro e outros produtos derivados
do fumo... 482 - 483 -SEÇÃO IV
-das operações com cimento... 484 - 485 -SEÇÃO V
-das operações com veículos... 486 - 488 -SEÇÃO VI
-das operações com combustível, lubrificante, aditivo e outros -SUBSEÇÃO I
-da responsabilidade e da base de cálculo... 489 - 490 -SUBSEÇÃO II
-das operações interestaduais com combustíveis... 491 - 498 -SUBSEÇÃO III
-das informações relativas às operações interestaduais com
-SUBSEÇÃO IV
- das operações com biodiesel... 503 - 506 -SUBSEÇÃO V
-das demais disposições... 507 - 514 -SEÇÃO VII
-das operações com sorvetes... 515 - 516 -SEÇÃO VIII
-das operações com pneumáticos, câmaras de ar e protetores.... 517 - 518 -SEÇÃO IX
-das operações com tintas, vernizes e outras mercadorias da
indústria química... 519 - 520 -SEÇÃO X
-das operações com mercadorias destinadas a revendedores
para venda porta-a-porta... 521 - 523 -SEÇÃO XI
-das operações com energia elétrica... 524 a 525 -SEÇÃO XII
-das operações com filme fotográfico e cinematográfico e “slide”.. 526 a 527 -SEÇÃO XIII
-das operações com disco fonográfico, fita virgem ou gravada... 528 a 529 -SEÇÃO XIV
-vendas de veículos novos realizadas por meio de faturamento
direto ao consumidor... 530 a 534 -SEÇÃO XV
- das operações com aparelhos celulares ... 535 - 536
CAPÍTULO XXI
-DA SUBSTITUIÇÃO TRIBUTÁRIA NA PRESTAÇÃO DE
SERVIÇO DE TRANSPORTE... 537 a 539
CAPÍTULO XXII
-DAS OPERAÇÕES COM ARROZ -SEÇÃO I
-da suspensão... 540 a 541 -SEÇÃO II
-da utilização do crédito fiscal... 542 a 545
CAPÍTULO XXIII
-DAS OPERAÇÕES COM CAFÉ -SEÇÃO I
-do diferimento... 546 -SEÇÃO II
-da base de cálculo... 547 - 550 -SEÇÃO III
-da escrituração fiscal... 551 -SEÇÃO IV
-do aproveitamento de crédito fiscal... 552
CAPÍTULO XXIV
-DAS OPERAÇÕES COM GADO EQÜINO... 553
CAPÍTULO XXV
-DAS OPERAÇÕES REALIZADAS PELA CONAB/PGPM -SEÇÃO I
-do diferimento... 554 -SEÇÃO II
-do regime especial... 555 - 556 -SEÇÃO III
-do programa fome zero... 557 -SEÇÃO IV
-das operações relacionadas com o Programa de Aquisição de
Alimentos da Agricultura Familiar - PAA... 558 - 563
CAPÍTULO XXVI
-DAS OPERAÇÕES COM SUCATA -SEÇÃO I
-do diferimento... 564 -SEÇÃO II
-da emissão de nota fiscal na entrada... 565 -SEÇÃO III
CAPÍTULO XXVII
-DAS OPERAÇÕES E PRESTAÇÕES INTERESTADUAIS RELACIONADAS COM FUMO EM FOLHA
-SEÇÃO I
-das operações interestaduais... 568 -SEÇÃO II
-do serviço de transporte... 569 -SEÇÃO III
-do pagamento do imposto por responsabilidade... 570 - 571 -SEÇÃO IV
-da autorização do regime especial... 572 - 573
CAPÍTULO XXVIII
-DAS OPERAÇÕES DE CONSIGNAÇÃO MERCANTIL... 574 - 576
CAPÍTULO XXIX
-DAS OPERAÇÕES REALIZADAS EM BOLSA DE
MERCADORIAS OU DE CEREAIS COM A INTERMEDIAÇÃO
DO BANCO DO BRASIL... 577
CAPÍTULO XXX
-DAS OPERAÇÕES DE EXPORTAÇÃO DE CHASSI DE ÔNIBUS E DE CAMINHÃO, COM TRÂNSITO PELA
INDÚSTRIA DE CARROCERIA... 578 - 579
CAPÍTULO XXXI
-DOS BENS OU MERCADORIAS CONTIDOS EM
ENCOMENDAS AÉREAS INTERNACIONAIS... 580
CAPÍTULO XXXII
-DAS OPERAÇÕES DE VENDAS DE CAFÉ EM GRÃO LEILOADO EM BOLSA, EFETUADAS PELO
GOVERNO FEDERAL... 581 - 584
CAPÍTULO XXXIII
-DAS OPERAÇÕES RELACIONADAS COM A DESTROCA DE BOTIJÕES VAZIOS DESTINADOS AO
ACONDICIONAMENTO DE GLP, REALIZADAS COM
OS CENTROS DE DESTROCA... 585 - 587
CAPÍTULO XXXIV
-DAS PRESTAÇÕES DE SERVIÇO DE COMUNICAÇÃO
POR MEIO DE SATÉLITE... 588 - 590
CAPÍTULO XXXV
-DAS PRESTAÇÕES DE SERVIÇOS DE TELEVISÃO POR
ASSINATURA VIA SATÉLITE... 591 - 594
CAPÍTULO XXXVI
-DAS OPERAÇÕES COM PALETES E CONTENTORES... 595 - 598
CAPÍTULO XXXVII
-DAS OPERAÇÕES COM PETRÓLEO E SEUS DERIVADOS LÍQUIDOS A GRANEL, COM TRANSPORTE POR NAVEGAÇÃO
DE CABOTAGEM... 599 - 604
CAPÍTULO XXXVIII
-DA FÁBRICA DO AGRICULTOR... 605 - 609
CAPÍTULO XXXIX
-DAS OPERAÇÕES DE COLETA, ARMAZENAGEM E REMESSA
DE PILHAS E BATERIAS USADAS... 610
CAPÍTULO XL
-DA REMESSA DE MERCADORIAS EM CONSIGNAÇÃO
INDUSTRIAL... 611 - 616
CAPÍTULO XLI
-DAS PRESTAÇÕES DE SERVIÇO DE COMUNICAÇÃO DE
ACESSO À INTERNET... 617 - 620
CAPÍTULO XLII
-DAS OPERAÇÕES REALIZADAS MEDIANTE LEILÃO... 621 - 628
CAPÍTULO XLIII
-DAS IMPORTAÇÕES PELOS PORTOS DE PARANAGUÁ E
ANTONINA E AEROPORTOS PARANAENSES... 629 - 635
TÍTULO IV
DO CONTROLE E DA ORIENTAÇÃO FISCAL CAPÍTULO I
CAPÍTULO II
-DO CONTROLE NA CIRCULAÇÃO DE MERCADORIA -SEÇÃO I
-do sistema de segurança das bombas medidoras e dos
equipamentos para a distribuição de combustíveis... 641 – 645 -SEÇÃO II
- do sistema de controle interestadual de mercadorias em
trânsito - SCIMT... 646 -SEÇÃO III
-outros mecanismos de controle... 647
CAPÍTULO III
-regime individual de controle e pagamento... 648
CAPÍTULO IV
-DA CONSULTA -SEÇÃO I
-do setor consultivo... 649 -SEÇÃO II
-da formulação das consultas... 650 - 651 -SEÇÃO III
-do encaminhamento da consulta... 652 - 653 -SEÇÃO IV
-dos efeitos da consulta... 654 - 659
TÍTULO V
DA DÍVIDA ATIVA ... 660 - 667
TÍTULO VI
DAS INFRAÇÕES, DAS PENALIDADES E DO PROCESSO CAPÍTULO I
-DAS INFRAÇÕES E PENALIDADES... 668 - 669
CAPÍTULO II
-DO LANÇAMENTO -SEÇÃO I
-do processo administrativo fiscal de instrução contraditória... 670 - 671 -SEÇÃO II
-do rito especial... 672
TÍTULO VII
DA APREENSÃO DE MERCADORIAS OU BENS E SUA DESTINAÇÃO CAPÍTULO I
-DA APREENSÃO DE MERCADORIAS OU BENS... 673
CAPÍTULO II
-DA DESTINAÇÃO DE MERCADORIAS OU BENS
APREENDIDOS... 674 - 675
TÍTULO VIII
ANEXOS ANEXO I - ISENÇÕES
ANEXO II - REDUÇÃO NA BASE DE CÁLCULO ANEXO III - CRÉDITO PRESUMIDO
ANEXO IV - CÓDIGOS
TABELA I - CÓDIGOS FISCAIS DE OPERAÇÕES E PRESTAÇÕES TABELA II - CÓDIGO DA SITUAÇÃO TRIBUTÁRIA - CST
TABELA III - CÓDIGOS DAS UNIDADES FEDERADAS ANEXO V - FORMULÁRIOS
TABELA I - CONTROLE DE CRÉDITO DE ICMS DO ATIVO PERMANENTE – CIAP TABELA II – MEMORANDO-EXPORTAÇÃO
ANEXO VI - PROCESSAMENTO DE DADOS TABELA I - MANUAL DE ORIENTAÇÃO
TABELA II - CÓDIGO DE BARRAS DOS DOCUMENTOS FISCAIS IMPRESSOS E EMITIDOS
SIMULTANEAMENTE
TABELA III – MANUAL DE ORIENTAÇÃO – DOCUMENTOS FISCAIS EMITIDOS EM UMA
ÚNICA VIA
ANEXO VII - PRESTAÇÕES PRÉ-PAGAS DE SERVIÇOS DE TELEFONIA
MANUAL DE ORIENTAÇÃO
PRESTAÇÕES PRÉ-PAGAS DE SERVIÇOS DE TELEFONIA
REGULAMENTO DO IMPOSTO SOBRE OPERAÇÕES RELATIVAS À CIRCULAÇÃO DE MERCADORIAS E SOBRE PRESTAÇÕES DE SERVIÇOS DE TRANSPORTE
INTERESTADUAL E INTERMUNICIPAL E DE COMUNICAÇÃO – RICMS DISPOSIÇÃO PRELIMINAR
Art. 1º O imposto sobre operações relativas à circulação de mercadorias e sobre prestações de
serviços de transporte interestadual e intermunicipal e de comunicação - ICMS, ainda que as operações e as prestações se iniciem no exterior, de que trata a Lei n. 11.580, de 14 de novembro de 1996, será regido pelas disposições contidas neste Regulamento.
TÍTULO I
DAS DISPOSIÇÕES BÁSICAS CAPÍTULO I
DA INCIDÊNCIA Art. 2º O imposto incide sobre (art. 2º da Lei n. 11.580/96):
I - operações relativas à circulação de mercadorias, inclusive o fornecimento de alimentação e bebidas em bares, restaurantes e estabelecimentos similares;
II - prestações de serviços de transporte interestadual e intermunicipal, por qualquer via, de pessoas, bens, mercadorias ou valores;
III - prestações onerosas de serviços de comunicação, por qualquer meio, inclusive a geração, a emissão, a recepção, a transmissão, a retransmissão, a repetição e a ampliação de comunicação de qualquer natureza;
IV - fornecimento de mercadorias com prestação de serviços não compreendidos na competência tributária dos Municípios;
V - o fornecimento de mercadorias com prestação de serviços sujeitos ao imposto sobre serviços, de competência tributária dos Municípios, quando a lei complementar aplicável expressamente o sujeitar à incidência do imposto estadual.
VI - a entrada no estabelecimento de contribuinte, de mercadoria ou bem oriundos de outras unidades da Federação, destinados ao uso ou consumo ou ao ativo permanente.
§ 1º O imposto incide também:
a) sobre a entrada de mercadoria ou bem importados do exterior, por pessoa física ou jurídica, ainda que não seja contribuinte habitual do imposto, qualquer que seja a sua finalidade;
b) sobre o serviço prestado no exterior ou cuja prestação se tenha iniciado no exterior;
c) sobre a entrada, no território paranaense, de petróleo, inclusive lubrificantes e combustíveis líquidos e gasosos dele derivados, e de energia elétrica, quando não destinados à industrialização ou à comercialização pelo destinatário adquirente aqui localizado, decorrentes de operações interestaduais, cabendo o imposto a este Estado.
§ 2º A caracterização do fato gerador independe da natureza jurídica da operação ou prestação que o constitua.
CAPÍTULO II
DAS IMUNIDADES, NÃO-INCIDÊNCIAS E BENEFÍCIOS FISCAIS Art. 3º O imposto não incide sobre (art. 4º da Lei n. 11.580/96):
I - operações com:
a) livros, jornais e periódicos e o papel destinado a sua impressão; b) livros, jornais e periódicos em meio eletrônico ou mídia digital;
II - operações e prestações que destinem ao exterior mercadorias, inclusive produtos primários e produtos industrializados semi-elaborados, ou serviços;
III - operações interestaduais relativas a energia elétrica e petróleo, inclusive lubrificantes e combustíveis líquidos e gasosos dele derivados, quando destinados à industrialização ou à comercialização;
V - operações relativas a mercadorias que tenham sido ou que se destinem a ser utilizadas na prestação, pelo próprio autor da saída, de serviço de qualquer natureza definido em lei complementar como sujeito ao imposto sobre serviços, de competência tributária dos Municípios, ressalvadas as hipóteses previstas na mesma lei complementar;
VI - operações de qualquer natureza de que decorra a transferência de propriedade de estabelecimento industrial, comercial ou de outra espécie;
VII - operações decorrentes de alienação fiduciária em garantia, inclusive a operação efetuada pelo credor em decorrência do inadimplemento do devedor;
VIII - operações de arrendamento mercantil, não compreendida a venda do bem arrendado ao arrendatário;
IX - operações de qualquer natureza decorrentes da transferência de bens móveis salvados de sinistro para companhias seguradoras;
X - saídas de produção do estabelecimento gráfico de impressos personalizados que não participem de etapa posterior de circulação promovida pelo destinatário;
XI - saídas de peças, veículos, ferramentas, equipamentos e de outros bens, não pertencentes à linha normal de comercialização do contribuinte, quando utilizados como instrumentos de sua própria atividade ou trabalho;
XII - serviços prestados pelo rádio e pela televisão, ainda que iniciados no exterior, exceto o Serviço Especial de Televisão por Assinatura;
XIII - saídas de bens do ativo permanente.
XIV - transferência de ativo permanente e de material de uso ou consumo entre estabelecimentos do mesmo titular, inclusive quanto ao diferencial de alíquotas de que trata o inciso XIV do art. 5º. Parágrafo único. Equipara-se às operações de que trata o inciso II a saída de mercadoria realizada com o fim específico de exportação para o exterior, destinada a:
a) empresa comercial exportadora, inclusive "tradings" ou outro estabelecimento da mesma empresa;
b) armazém alfandegado ou entreposto aduaneiro.
Art. 4º Os convênios concessivos de benefícios fiscais serão celebrados na forma prevista em lei
complementar a que se refere a alínea "g" do inciso XII do § 2º do art. 155 da Constituição Federal (art. 3º da Lei n. 11.580/96).
Parágrafo único. As operações e as prestações beneficiadas com isenção, redução na base de cálculo e crédito presumido estão elencadas, respectivamente, nos Anexos I, II e III deste Regulamento.
CAPÍTULO III DO FATO GERADOR
Art. 5º Considera-se ocorrido o fato gerador do imposto no momento (art. 5º da Lei n. 11.580/96):
I - da saída de mercadoria de estabelecimento de contribuinte, ainda que para outro estabelecimento do mesmo titular;
II - do fornecimento de alimentação, bebidas e outras mercadorias por qualquer estabelecimento; III - da transmissão a terceiro de mercadoria depositada em armazém geral ou em depósito fechado, na unidade federada do transmitente;
IV - da transmissão de propriedade de mercadoria, ou de título que a represente, quando a mercadoria não tiver transitado pelo estabelecimento transmitente;
V - do início da prestação de serviços de transporte interestadual e intermunicipal, de qualquer natureza;
VI - do ato final do transporte iniciado no exterior;
VII - das prestações onerosas de serviços de comunicação, feitas por qualquer meio, inclusive a geração, a emissão, a recepção, a transmissão, a retransmissão, a repetição e a ampliação de comunicação de qualquer natureza;
VIII - do fornecimento de mercadoria com prestação de serviços: a) não compreendidos na competência tributária dos Municípios;
b) compreendidos na competência tributária dos Municípios e com indicação expressa de incidência do imposto de competência estadual, como definido na lei complementar aplicável; IX - do desembaraço aduaneiro de mercadoria ou bem importados do exterior;
X - do recebimento, pelo destinatário, de serviço prestado no exterior;
XI - da aquisição em licitação pública de mercadoria ou bem importados do exterior e apreendidos ou abandonados;
XII - da entrada no território do Estado de petróleo, inclusive lubrificantes e combustíveis líquidos e gasosos dele derivados, e de energia elétrica, oriundos de outra unidade federada, quando não destinados à industrialização ou comercialização;
XIII - da utilização, por contribuinte, de serviço cuja prestação se tenha iniciado em outra unidade federada e não esteja vinculada a operação ou prestação subseqüente, alcançada pela incidência do imposto;
XIV - da entrada no estabelecimento de contribuinte, de mercadoria ou bem oriundos de outra unidade da Federação, destinados ao uso ou consumo ou ao ativo permanente.
§ 1º Quando a operação ou prestação for realizada mediante o pagamento de ficha, cartão ou assemelhados, considera-se ocorrido o fato gerador no fornecimento desses instrumentos ao adquirente ou usuário.
§ 2º Na hipótese do inciso IX, após o desembaraço aduaneiro, a entrega, pelo depositário, de mercadoria ou bem importados do exterior deverá ser autorizada pelo órgão responsável pelo seu desembaraço, que somente se fará mediante a exibição do comprovante de pagamento do imposto incidente no ato do despacho aduaneiro, ressalvada a hipótese do § 7º do art. 65.
§ 3º Para efeito de exigência do imposto por substituição tributária, inclui-se, também, como fato gerador do imposto, a entrada de mercadoria ou bem no estabelecimento do adquirente ou em outro por ele indicado.
§ 4º Poderá ser exigido o pagamento antecipado do imposto, observado o disposto no art. 13, nos casos de venda ambulante quando da entrada de mercadoria no Estado para revenda sem destinatário certo.
§ 5º Considerar-se-á ocorrida operação ou prestação tributável quando constatado (art. 51 da Lei n. 11.580/96):
a) o suprimento de caixa sem comprovação da origem do numerário, quer esteja escriturado ou não;
b) a existência de título de crédito quitado ou despesas pagas e não escriturados, bem como bens do ativo permanente não contabilizados;
c) diferença entre o valor apurado em levantamento fiscal que tomou por base índice técnico de produção e o valor registrado na escrita fiscal;
d) a falta de registro de documento fiscal referente à entrada de mercadoria;
e) a existência de contas no passivo exigível que apareçam oneradas por valores documentalmente inexistentes;
f) a existência de valores que se encontrem registrados em sistema de processamento de dados, equipamento emissor de cupom fiscal ou outro equipamento similar, utilizados sem prévia autorização ou de forma irregular, que serão apurados mediante a leitura dos dados neles constantes;
g) a falta de registro de notas fiscais de bens adquiridos para consumo ou para ativo fixo; h) a superavaliação do estoque inventariado.
§ 7º Na hipótese de entrega de mercadoria ou bem importados do exterior antes do desembaraço aduaneiro, considera-se ocorrido o fato gerador neste momento, devendo a autoridade responsável, salvo disposição em contrário, exigir a comprovação do pagamento do imposto.
CAPÍTULO IV
DOS ELEMENTOS QUANTIFICADORES SEÇÃO I
DA BASE DE CÁLCULO Art. 6º A base de cálculo do imposto é (art. 6º da Lei n. 11.580/96):
I - nas saídas de mercadorias previstas nos incisos I, III e IV do art. 5º, o valor da operação; II - na hipótese do inciso II do art. 5º, o valor da operação, compreendendo mercadoria e serviço; III - na prestação de serviço de transporte interestadual e intermunicipal e de comunicação, o preço do serviço;
IV - no fornecimento de que trata o inciso VIII do art. 5º: a) o valor da operação, na hipótese da alínea "a";
b) o preço corrente da mercadoria fornecida ou empregada, na hipótese da alínea "b"; V - na hipótese do inciso IX do art. 5º, a soma das seguintes parcelas:
a) valor da mercadoria ou bem constante dos documentos de importação, observado o disposto no art. 7º;
b) imposto de importação;
c) imposto sobre produtos industrializados; d) imposto sobre operações de câmbio;
e) quaisquer outros impostos, taxas, contribuições e despesas aduaneiras;
VI - na hipótese do inciso X do art. 5º, o valor da prestação do serviço, acrescido, se for o caso, de todos os encargos relacionados com a sua utilização;
VII - na hipótese do inciso XI do art. 5º, o valor da operação acrescido do valor dos impostos de importação e sobre produtos industrializados e de todas as despesas cobradas ou debitadas ao adquirente;
VIII - na hipótese do inciso XII do art. 5º, o valor da operação de que decorrer a entrada;
IX - na hipótese dos incisos XIII e XIV do art. 5º, o valor da operação ou prestação sobre a qual foi cobrado o imposto na unidade federada de origem, e o imposto a recolher será correspondente à diferença entre as alíquotas interna e interestadual.
§ 1º Integra a base de cálculo do imposto, inclusive na importação do exterior de mercadoria ou bem:
a) o montante do próprio imposto, constituindo o respectivo destaque mera indicação para fins de controle;
b) o valor correspondente a:
1. seguros, juros e demais importâncias pagas, recebidas ou debitadas, bem como descontos concedidos sob condição, assim entendidos os que estiverem subordinados a eventos futuros e incertos;
2. frete, caso o transporte seja efetuado pelo próprio remetente ou por sua conta e ordem e seja cobrado em separado.
§ 2º Não integra a base de cálculo do imposto o montante:
a) do imposto sobre produtos industrializados, quando a operação, realizada entre contribuintes e relativa a produto destinado à industrialização ou à comercialização, configurar fato gerador de ambos os impostos;
b) correspondente aos juros, multa e atualização monetária recebidos pelo contribuinte, a título de mora, por inadimplência de seu cliente, desde que calculados sobre o valor de saída da mercadoria ou serviço, e auferidos após a ocorrência do fato gerador do tributo;
c) do acréscimo financeiro cobrado nas vendas a prazo promovidas por estabelecimentos varejistas, para consumidor final, desde que:
1. haja a indicação no documento fiscal relativo à operação, dentre outros elementos, do preço a vista da mercadoria, do valor total da operação, do valor da entrada, se for o caso, do valor dos acréscimos financeiros excluídos da tributação e do valor e da data do vencimento de cada prestação;
2. o valor excluído não exceda o resultado da aplicação de taxa, que represente as praticadas pelo mercado financeiro, fixada mensalmente pela Secretaria de Estado da Fazenda, sobre o valor do preço a vista;
d) correspondente ao pedágio, na prestação de serviço de transporte rodoviário de cargas. § 3º No caso do inciso IX:
a) quando a mercadoria entrar no estabelecimento para fins de industrialização ou comercialização, e posteriormente for destinada para consumo ou integrada ao ativo permanente do adquirente, acrescentar-se-á, à base de cálculo, o valor do Imposto sobre Produtos Industrializados - IPI, cobrado na operação de que decorreu a entrada, quando esta ocorrer de outro estabelecimento industrial ou a ele equiparado;
b) para fins do cálculo do diferencial de alíquotas:
1. considerar-se-á como valor da operação aquele consignado no campo “Valor Total da Nota” do quadro “CÁLCULO DO IMPOSTO” do documento fiscal que acobertou a entrada de mercadoria destinada ao uso, consumo ou ativo permanente;
2. sobre o valor de que trata o item 1 aplicar-se-á a diferença aritmética simples entre as alíquotas interna e interestadual, independentemente do valor do imposto cobrado na origem.
§ 4º Na saída de mercadoria para estabelecimento localizado em outra unidade federada, pertencente ao mesmo titular, a base de cálculo do imposto é:
a) o valor correspondente à entrada mais recente da mercadoria;
b) o custo da mercadoria produzida, assim entendida a soma do custo da matéria-prima, material secundário, mão-de-obra e acondicionamento;
c) tratando-se de mercadorias não industrializadas, o preço corrente no mercado atacadista do estabelecimento remetente.
§ 5º Nas operações e prestações interestaduais entre estabelecimentos de contribuintes diferentes, caso haja reajuste do valor depois da remessa ou da prestação, a diferença fica sujeita ao imposto no estabelecimento do remetente ou do prestador.
§ 6º Nas vendas para entrega futura o valor contratado será atualizado a partir da data de vencimento da obrigação até a da efetiva saída da mercadoria, de acordo com a variação do Fator de Conversão e Atualização do ICMS - FCA, de que trata o § 1º do art. 72.
§ 7º Não se aplica o disposto no parágrafo anterior:
a) ao contribuinte que nas operações internas debitar e pagar o imposto em Guia de Recolhimento do Estado do Paraná - GR-PR, por ocasião do faturamento;
b) quando a efetiva saída da mercadoria e o vencimento da obrigação comercial ocorrerem no mesmo mês.
§ 8º Para os efeitos da alínea "e" do inciso V deste artigo, entende-se por despesas aduaneiras aquelas efetivamente pagas à repartição alfandegária até o momento do desembaraço da mercadoria ou bem.
§ 9º Para fins do disposto na alínea "c" do § 2º deste artigo:
a) a parcela do acréscimo financeiro que exceder ao valor resultante da aplicação da taxa fixada, nos termos do item 2 da alínea “c” do § 2º, não será excluída da base de cálculo do imposto, sendo tributada normalmente;
b) os acréscimos financeiros a serem excluídos serão determinados em função do prazo médio de pagamento, que será definido em número de dias, considerados em intervalos não inferiores a quinze;
c) sempre que o prazo médio diferir de intervalos de quinze dias, o resultado deverá ser arredondado para o limite mais próximo, e quando recair no ponto médio, deverá ser considerado o intervalo imediatamente posterior;
d) o valor da parcela a vista, se houver, será incluído no cálculo do prazo médio de pagamento; e) a condição a que se refere o item 1 da alínea “c” do § 2º poderá ser satisfeita de forma diversa, desde que previamente autorizada pela Secretaria da Fazenda, nos termos dos arts. 86 a 92;
f) a base de cálculo do imposto, após deduzidos os acréscimos financeiros, não poderá ser inferior: 1. ao preço máximo ou único de venda a varejo fixado pelo fabricante ou por autoridade competente;
2. ao valor da venda a vista da mercadoria na operação mais recente;
3. ao valor da aquisição mais recente, acrescido do percentual de margem de lucro bruto operacional, apurado no exercício anterior, na hipótese de inaplicabilidade dos itens 1 e 2 desta alínea;
g) não se aplica em operação para a qual a legislação determina base de cálculo reduzida, e não exime o contribuinte de outras obrigações relativas às vendas a prestação fixadas em legislação específica.
§ 10. Para os fins do disposto no inciso III deste artigo, em relação às prestações de serviços de comunicação, o preço do serviço compreende, também, os valores cobrados a título de acesso, adesão, ativação, habilitação, disponibilidade, assinatura e utilização dos serviços, bem assim aqueles relativos a serviços suplementares e facilidades adicionais que otimizem ou agilizem o processo de comunicação, independentemente da denominação que lhes seja dada (Convênio ICMS 69/98).
Art. 7º O preço de importação expresso em moeda estrangeira será convertido em moeda nacional
pela mesma taxa de câmbio utilizada no cálculo do imposto de importação, ou a que seria utilizada para tanto, sem qualquer acréscimo ou devolução posterior, se houver variação da taxa de câmbio até o pagamento efetivo do preço (art. 7º da Lei n. 11.580/96).
Parágrafo único. O valor fixado pela autoridade aduaneira para fins de base de cálculo do imposto de importação, nos termos da lei aplicável, substituirá o preço declarado.
Art. 8º Na falta dos valores a que se referem os incisos I e VIII do art. 6º , a base de cálculo do
imposto é (art. 8º da Lei n. 11.580/96):
I - o preço corrente da mercadoria, ou de sua similar, no mercado atacadista do local da operação ou, na sua falta, no mercado atacadista regional, caso o remetente seja produtor, extrator ou gerador, inclusive de energia;
II - o preço FOB estabelecimento industrial a vista, caso o remetente seja industrial;
III - o preço FOB estabelecimento comercial a vista, na venda a outros comerciantes ou industriais, caso o remetente seja comerciante.
§ 1º Para aplicação dos incisos II e III deste artigo, adotar-se-á sucessivamente:
a) o preço efetivamente cobrado pelo estabelecimento remetente na operação mais recente;
b) caso o remetente não tenha efetuado venda de mercadoria, o preço corrente da mercadoria ou de sua similar no mercado atacadista do local da operação ou, na falta deste, no mercado atacadista regional.
§ 2º Na hipótese do inciso III deste artigo, se o estabelecimento remetente não efetuar vendas a outros comerciantes ou industriais ou, em qualquer caso, se não houver mercadoria similar, a base de cálculo será equivalente a setenta e cinco por cento do preço de venda corrente no varejo.
Art. 9º Nas prestações sem preço determinado, a base de cálculo do imposto é o valor corrente do
serviço no local da prestação (art. 9º da Lei n. 11.580/96).
Art. 10. Quando o valor do frete, cobrado por estabelecimento pertencente ao mesmo titular da
mercadoria ou por outro estabelecimento de empresa que com aquele mantenha relação de interdependência, exceder os níveis normais de preços em vigor, no mercado local, para serviço semelhante, constantes de tabelas elaboradas pelos órgãos competentes, o valor excedente será havido como parte do preço da mercadoria (art. 10 da Lei n. 11.580/96).
Parágrafo único. Para os fins deste artigo, considerar-se-ão interdependentes duas empresas quando:
a) uma delas, por si, seus sócios ou acionistas, e respectivos cônjuges ou filhos menores, for titular de mais de cinqüenta por cento do capital da outra;
b) uma mesma pessoa fizer parte de ambas, na qualidade de diretor, ou sócio com funções de gerência, ainda que exercidas sob outra denominação;
c) uma delas locar ou transferir a outra, a qualquer título, veículo destinado ao transporte de mercadorias.
Art. 11. A base de cálculo, para fins de substituição tributária, será (art. 11 da Lei n. 11.580/96):
I - em relação às operações ou prestações antecedentes ou concomitantes, o valor da operação ou prestação praticado pelo contribuinte substituído;
II - em relação às operações ou prestações subseqüentes, obtida pelo somatório das parcelas seguintes:
a) o valor da operação ou prestação própria realizada pelo substituto tributário ou pelo substituído intermediário;
b) o montante dos valores de seguro, de frete e de outros encargos cobrados ou transferíveis aos adquirentes ou tomadores de serviço;
c) a margem de valor agregado, inclusive lucro, relativa às operações ou prestações subseqüentes. § 1º Tratando-se de mercadoria ou serviço cujo preço final a consumidor, único ou máximo, seja fixado por órgão público competente, a base de cálculo do imposto, para fins de substituição tributária, é o referido preço fixado.
§ 2º Existindo preço final a consumidor sugerido pelo fabricante ou importador, a base de cálculo será este preço, na forma estabelecida em acordo, protocolo ou convênio.
§ 3º A margem a que se refere a alínea "c" do inciso II deste artigo será estabelecida com base nos seguintes critérios:
a) levantamentos, ainda que por amostragem, dos preços usualmente praticados pelo substituído final no mercado considerado;
b) informações e outros elementos, quando necessários, obtidos junto a entidades representativas dos respectivos setores;
c) adoção da média ponderada dos preços coletados.
§ 4º O imposto a ser pago por substituição tributária, na hipótese do inciso II deste artigo, corresponderá à diferença entre o valor resultante da aplicação da alíquota prevista no art. 14 sobre a respectiva base de cálculo e o valor do imposto devido pela operação ou prestação própria do substituto.
§ 5º Em substituição ao disposto no inciso II do "caput" deste artigo, a base de cálculo em relação às operações ou prestações subseqüentes poderá ser o preço a consumidor final usualmente praticado no mercado considerado, relativamente ao serviço, à mercadoria ou sua similar, em condições de livre concorrência, adotando-se para sua apuração as regras estabelecidas no § 3º.
Art. 12. Poderá a Fazenda Pública (art. 12 da Lei n. 11.580/96):
I - mediante ato normativo, manter atualizada, para efeitos de observância pelo contribuinte, como base de cálculo, na falta do valor da prestação de serviços ou da operação de que decorrer a saída de mercadoria, tabela de preços correntes no mercado de serviços e atacadista das diversas regiões fiscais;
II - em ação fiscal, estimar ou arbitrar a base de cálculo:
a) sempre que sejam omissos ou não mereçam fé as declarações ou os esclarecimentos prestados pelo contribuinte, ou os documentos expedidos pelo sujeito passivo ou pelo terceiro legalmente obrigado;
b) sempre que inocorrer a exibição ao fisco dos elementos necessários à comprovação do valor da operação ou da prestação, inclusive nos casos de perda ou extravio dos livros e documentos fiscais; c) quando houver fundamentada suspeita de que os documentos fiscais ou contábeis não refletem o valor da operação ou da prestação;
d) quando ocorrer transporte ou armazenamento de mercadoria sem os documentos fiscais exigíveis;
III - estimar ou arbitrar base de cálculo em lançamento de ofício, abrangendo: a) estabelecimentos varejistas;
b) vendedores ambulantes sem conexão com estabelecimento fixo ou pessoas e entidades que atuem temporariamente no comércio.
Parágrafo único. Havendo discordância em relação ao valor estimado ou arbitrado, nos termos do inciso II, caberá avaliação contraditória administrativa, observado o disposto no art. 670, ou judicial.
Art. 13. Na hipótese do pagamento antecipado a que se refere o § 4º do art. 5º, a base de cálculo é
o valor da mercadoria ou da prestação, acrescido de percentual de margem de lucro fixado para os casos de substituição tributária, ou na falta deste o de trinta por cento (art. 13 da Lei n. 11.580/96).
SEÇÃO II DA ALÍQUOTA
Art. 14. As alíquotas internas são seletivas em função da essencialidade dos produtos ou serviços,
assim distribuídas (art. 14 da Lei n. 11.580/96): I - alíquota de 27% (vinte e sete por cento):
a) nas operações com os seguintes produtos classificados na Nomenclatura Brasileira de Mercadorias - Sistema Harmonizado NBM/SH:
1. bebidas alcoólicas (posições 2203, 2204, 2205, 2206 e 2208); 2. fumos e sucedâneos manufaturados (Capítulo 24);
b) nas operações com energia elétrica, exceto a destinada à eletrificação rural; c) nas prestações de serviços de comunicação;
II - alíquota de 26% (vinte e seis por cento) nas operações com: a) gasolina;
b) álcool anidro para fins combustíveis; III - alíquota de 25% (vinte e cinco por cento):
a) nas operações com os seguintes produtos classificados na Nomenclatura Brasileira de Mercadorias - Sistema Harmonizado – NBM/SH:
1. armas e munições, suas partes e acessórios (Capítulo 93);
2. asas-delta, balões e dirigíveis (códigos 8801.10.0200 e 8801.90.0100); 3. embarcações de esporte e de recreio (posição 8903);
4. peleteria e suas obras e peleteria artificial (Capítulo 43); 5. perfumes e cosméticos (posições 3303, 3304, 3305 e 3307); b) nas operações com energia elétrica destinada à eletrificação rural; IV - alíquota de 12% (doze por cento):
a) nas operações com os seguintes produtos classificados na NBM/SH:
1. assentos (posição 9401); móveis (posição 9403); suportes elásticos para camas (subposição 9404.10) e colchões (subposição 9404.2);
2. cal (códigos 2522.10.00, 2522.20.00, 2522.30.00) quando destinada à construção civil; 3. ladrilhos e placas de cerâmica (códigos 6907 e 6908);
4. leite UHT ("ultra high temperature") acondicionado em embalagem longa vida (posição 0401); 5. máquinas e aparelhos industriais, exceto peças e partes (posições 8417 a 8422, 8424, 8434 a 8449, 8451, 8453 a 8465, 8468, 8474 a 8480 e 8515);
6. massas alimentícias, desde que não consumidas no próprio local (posição 1902);
7. painéis de partículas e painéis semelhantes de madeira ou de outras matérias lenhosas, mesmo aglomeradas com resinas ou com outros aglutinantes orgânicos (posições 4410); painéis de fibras
de madeira ou de outras matérias lenhosas, mesmo aglomeradas com resinas ou com outros aglutinantes orgânicos (posição 4411);
8. produtos de padaria, pastelaria ou da indústria de bolachas e biscoitos, mesmo adicionados de cacau, hóstias, cápsulas vazias para medicamentos, obreias, pastas secas de farinha, amido ou de fécula, em folhas e produtos semelhantes (posição 1905);
9. reboques e semi-reboques (código 8716.3900); eixos, exceto de transmissão e suas partes (8708.60); elevadores e monta-cargas (subposição 8428.10); escadas e tapetes rolantes (subposição 8428.40) e partes de elevadores (subposição 8431.31);
10. refeições industriais (código 2106.90.0500) e demais refeições quando destinadas a vendas diretas a corporações, empresas e outras entidades, para consumo de seus funcionários, empregados ou dirigentes, bem como fornecimento de alimentação de que trata o inciso I do art. 2º, excetuado o fornecimento ou a saída de bebidas;
11. telhas e lajes planas pré-fabricadas, painéis de lajes, pré-lajes e pré-moldados (códigos 6810.19.0200, 6810.91.9900 e 6810.99.9900);
12. tratores, microtratores, máquinas e implementos agropecuários e agrícolas (códigos, posições ou subposições: 8701.10.0100, 8791.90.0100, 8701.90.0200, 8201, 8424.81, 8432, 8436 e 8437); 13. veículos automotores novos (códigos 8701.20.0200, 8701.20.9900, 8702.10.0100, 8702.10.0200, 8702.10.9900, 8702.90.0000, 8703.21.9900, 8703.22.0101, 8703.22.0199, 8703.22.0201, 8703.22.0299, 8703.22.0400, 8703.22.0501, 8703.22.0599, 8703.22.9900, 8703.23.0101, 8703.23.0199, 8703.23.0201, 8703.23.0299, 8703.23.0301, 8703.23.0399, 8703.23.0401, 8703.23.0499, 8703.23.0500, 8703.23.0700, 8703.23.1001, 8703.23.1002, 8703.23.1099, 8703.23.9900, 8703.24.0101, 8703.24.0199, 8703.24.0201, 8703.24.0299, 8703.24.0300, 8703.24.0500, 8703.24.0801, 8703.24.0899, 8703.24.9900, 8703.32.0400, 8703.32.0600, 8703.33.0200, 8703.33.0400, 8703.33.0600, 8703.33.9900, 8704.21.0100, 8704.21.0200, 8704.22.0100, 8704.23.0100, 8704.31.0100, 8704.31.0200, 8704.32.0100, 8704.32.9900, 8706.00.0100 e 8706.02.0000 e na posição 8711, quando a operação seja realizada sob o regime da sujeição passiva por substituição tributária, com retenção do imposto relativo às operações subseqüentes, observado o disposto no § 2º deste artigo;
b) nas operações com os seguintes produtos classificados na Nomenclatura Comum do Mercosul – NCM:
1. blocos de espuma (código 3909.50.29); perfis de polímeros de cloreto de vinila (código 3916.20.00); tubos e seus acessórios (posição 3917); outras chapas, folhas, películas, tiras e lâminas, de plásticos não alveolares (posição 3920); artigos de transporte ou de embalagem, de plásticos; rolhas, tampas, cápsulas e outros dispositivos para fechar recipientes de plásticos (posição 3923) ;
2. blocos e tijolos para construção (código 6810.11.00);
3. óleo diesel (código NCM 2710.19.21), biodiesel (código NCM 3824.90.29), mistura óleo diesel/biodiesel (código NCM 2710.19.21), gás de refinaria (NCM 2711.29.90), gás liquefeito de petróleo (código NCM 2711.19.10) e gás natural (código NCM 2711.11.00 e 2711.21.00) (Lei n. 15.610, de 22 de agosto de 2007).
4 pias, lavatórios, colunas para lavatórios, banheiras, bidês, sanitários e caixas de descarga, mictórios e aparelhos fixos semelhantes para uso sanitário, de porcelana ou cerâmica (códigos 6910.10.00 e 6910.90.00);
5. retroescavadeiras (código 8429.5900), carregadeiras (códigos 8429.5190 – 8429.5199), motoniveladoras (código 8429.2090), empilhadeiras (códigos 8427.2090, 8427.2010 e 8427.1019), escavadeira hidráulica (código 8429.5290), trator de esteira (código 8429.1190) e rolo compactador (código 8429.4000).
c) nas operações com os seguintes produtos avícolas e agropecuários, desde que em estado natural: 1. abóbora, abobrinha, acelga, agrião, aipim, aipo, alcachofra, alecrim, alface, alfavaca, alfazema, algodão em caroço, almeirão, alpiste, amendoim, aneto, anis, araruta, arroz, arruda, aspargo, aveia, azedim;
2. batata, batata-doce, beringela, bertalha, beterraba, beterraba de açúcar, brócolis, brotos de feijão, brotos de samambaia, brotos de bambu;
3. cacateira, cambuquira, camomila, cana-de-açúcar, cará, cardo, carnes e miúdos comestíveis frescos, resfriados ou congelados, de bovinos, suínos, caprinos, ovinos, coelhos e aves, casulos do bicho-da-seda, catalonha, cebola, cebolinha, cenoura, centeio, cevada, chá em folhas, chicória, chuchu, coentro, cogumelo, colza, cominho, couve, couve-flor;
4. endivia, erva-cidreira, erva-de-santa maria, erva-doce, erva-mate, ervilha, escarola, espinafre; 5. feijão, folhas usadas na alimentação humana, frutas frescas, fumo em folha, funcho;
6. gengibre, gergelim, girassol, gobo, grão-de-bico; 7. hortelã;
8. inhame; 9. jiló;
10. leite, lenha, lentilha, losna;
11. macaxeira, madeira em toras, mamona, mandioca, manjericão, manjerona, maxixe, milho em espiga e em grão, morango, mostarda;
12. nabo e nabiça; 13. ovos de aves;
14. palmito, peixes frescos, resfriados ou congelados, pepino, pimentão, pimenta; 15. quiabo;
16. rabanete, raiz-forte, rami em broto, repolho, repolho-chinês, rúcula, ruibarbo; 17. salsão, salsa, segurelha, sorgo;
18. taioba, tampala, tomate, tomilho, tremoço, trigo; 19. vagem;
d) nas operações com os seguintes produtos: 1. animais vivos;
2. calcário e gesso; 3. farinha de trigo;
4. gasolina de avião - AVGAS;
5. semens, embriões, ovos férteis, girinos e alevinos; 6. serviços de transporte;
7. tijolo, telha, tubo e manilha que, na sua fabricação, tenha sido utilizado argila ou barro como matéria-prima;
V - alíquota de 7% (sete por cento) para as operações com alimentos, quando destinados à merenda escolar, nas vendas internas à órgãos da administração federal, estadual ou municipal;
VI - alíquota de 18% (dezoito por cento) para as demais prestações de serviço, e operações com bens ou mercadorias.
§ 1º Entre outras hipóteses as alíquotas internas são aplicadas quando:
a) o remetente ou o prestador e o destinatário da mercadoria, bem ou serviço estiverem situados neste Estado;
b) da entrada de mercadoria ou bens importados do exterior;
c) da prestação de serviço de transporte, ainda que contratado no exterior, e o de comunicação transmitida ou emitida no estrangeiro e recebida neste Estado;
d) o destinatário da mercadoria ou do serviço for consumidor final localizado em outra unidade federada desde que não contribuinte do imposto.
§ 2º A aplicação da alíquota prevista para as mercadorias relacionadas no item 13 da alínea "a" do inciso IV, independerá da sujeição ao regime da substituição tributária nas seguintes situações:
a) em relação aos veículos classificados nos códigos 8701.20.0200, 8701.20.9900, 8702.10.0100, 8702.10.0200, 8702.10.9900, 8704.21.0100, 8704.22.0100, 8704.23.0100, 8704.31.0100, 8704.32.0100, 8704.32.9900, 8706.00.0100 e 8706.00.0200 da NBM/SH;
b) no recebimento do veículo importado do exterior, por contribuinte do imposto, para o fim de comercialização, integração no ativo imobilizado ou uso próprio do importador;
c) na operação realizada pelo fabricante ou importador, que destine o veículo diretamente a consumidor ou usuário final, ou quando destinado ao ativo imobilizado do adquirente.
§ 3º Para a fruição do previsto na alínea “c” do § 2º, o estabelecimento adquirente do veículo destinado ao ativo imobilizado somente poderá aliená-lo, ou transferi-lo para outro Estado, após o decurso de doze meses da respectiva entrada, devendo esta circunstância estar expressa no documento fiscal emitido pelo fabricante ou importador, por ocasião da venda do veículo.
§ 4º O estabelecimento adquirente de que trata o § 3º que vier a alienar, ou transferir para outro Estado, o veículo adquirido para o ativo imobilizado, antes do decurso de doze meses da respectiva entrada, deverá recolher o imposto correspondente à diferença entre a aplicação das alíquotas previstas no inciso VI e no inciso IV sobre a base de cálculo da aquisição original, com os acréscimos legais calculados desde a data da aquisição.
§ 5º Na nota fiscal emitida para documentar a saída do veículo do ativo imobilizado do estabelecimento indicado no § 4º deverá constar a data da aquisição original e o destaque do imposto quando devido.
§ 6º O disposto nos §§ 3º e 4º:
a) aplica-se a veículos automóveis de passageiros, classificados nos códigos NBM/SH 8703, e veículos comerciais leves, com capacidade de carga de até 5t, classificados nos códigos NBM/SH 8704;
b) não se aplica no caso de sinistro por perda total do veículo a ser comprovado de acordo com a legislação própria e os princípios de contabilidade geralmente aceitos.
Art. 15. As alíquotas para operações e prestações interestaduais são (art. 15 da Lei n. 11.580/96):
I - 12% para as operações e prestações interestaduais que destinem bens, mercadorias e serviços a contribuintes estabelecidos nos Estados de Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro, Santa Catarina e São Paulo, ressalvado o disposto no inciso III deste artigo;
II - 7% para as operações e prestações interestaduais que destinem bens, mercadorias e serviços a contribuintes estabelecidos no Distrito Federal e nos demais Estados não relacionados no inciso anterior, ressalvado o disposto no inciso seguinte;
III - 4% nas prestações de serviço de transporte aéreo interestadual de passageiro, carga e mala postal.
CAPÍTULO V DA SUJEIÇÃO PASSIVA
SEÇÃO I DO CONTRIBUINTE
Art. 16. Contribuinte do imposto é qualquer pessoa, física ou jurídica, que realize, com
habitualidade ou em volume que caracterize intuito comercial, operações de circulação de mercadoria ou prestações de serviços de transporte interestadual e intermunicipal e de comunicação, ainda que as operações e as prestações se iniciem no exterior (art. 16 da Lei n. 11.580/96).
Parágrafo único. É também contribuinte a pessoa física ou jurídica que, mesmo sem habitualidade ou intuito comercial:
a) importe do exterior mercadoria ou bem, qualquer que seja a sua finalidade;
b) seja destinatária de serviço prestado no exterior ou cuja prestação se tenha iniciado no exterior; c) adquira em licitação mercadoria ou bem apreendidos ou abandonados;
d) adquira petróleo, inclusive lubrificantes e combustíveis líquidos e gasosos dele derivados, ou energia elétrica, oriundos de outra unidade federada, quando não destinados à industrialização ou à comercialização.
Art. 17. Considera-se contribuinte autônomo cada estabelecimento do mesmo contribuinte (art. 17
da Lei n. 11.580/96).
§ 1º Equipara-se a estabelecimento autônomo, o veículo ou qualquer outro meio de transporte utilizado no comércio ambulante, na captura de pescado ou na prestação de serviços.
§ 2º Para os efeitos deste Regulamento, depósito fechado do contribuinte é o local destinado exclusivamente ao armazenamento de suas mercadorias no qual não se realizam vendas.
SEÇÃO II
DO RESPONSÁVEL OU SUBSTITUTO
Art. 18. São responsáveis pelo pagamento do imposto (art. 18 da Lei n. 11.580/96):
I - o transportador, em relação à mercadoria:
a) que despachar, redespachar ou transportar sem a documentação fiscal regulamentar ou com documentação fiscal inidônea;
b) transportada de outra unidade federada para entrega sem destinatário certo ou para venda ambulante neste Estado;
c) que entregar a destinatário diverso do indicado na documentação fiscal;
d) transportada que for negociada com interrupção de trânsito no território paranaense; II - o armazém geral e o depositário a qualquer título:
a) pela saída real ou simbólica de mercadoria depositada neste Estado por contribuinte de outra unidade federada;
b) pela manutenção em depósito de mercadoria com documentação fiscal irregular ou inidônea; c) pela manutenção em depósito de mercadoria desacompanhada de documentação fiscal;
III - o alienante de mercadoria, pela operação subseqüente, quando não comprovada a condição de contribuinte do adquirente;
IV - o contribuinte ou depositário a qualquer título, na qualidade de substituto tributário, em relação ao imposto incidente sobre uma ou mais operações ou prestações, sejam antecedentes, concomitantes ou subseqüentes - inclusive quanto ao valor decorrente da diferença entre alíquotas interna e interestadual nas operações e prestações que destinem bens e serviços a consumidor final, contribuinte do imposto, localizado neste Estado - na forma prevista neste Regulamento, em relação:
a) aos seguintes produtos classificados nas abaixo citadas seções da NBM/SH: 1. animais vivos e produtos do reino animal (Seção I);
2. produtos do reino vegetal (Seção II);
3. gorduras e óleos animais ou vegetais, produtos da sua dissociação, gorduras alimentares elaboradas e ceras de origem animal ou vegetal (Seção III);
4. produtos das indústrias alimentares, bebidas, líquidos alcoólicos e vinagres, fumo (tabaco) e seus sucedâneos manufaturados (Seção IV);
5. produtos minerais (Seção V);
6. produtos das indústrias químicas ou das indústrias conexas (Seção VI); 7. plásticos e suas obras e borracha e suas obras (Seção VII);
8. peles, couros, peleteria (peles com pêlo) e obras destas matérias, artigos de correeiro ou de seleiro, artigos de viagem, bolsas e artefatos semelhantes e obras de tripa (Seção VIII);
9. madeira, carvão vegetal e obras de madeira, cortiça e suas obras e obras de espartaria ou de cestaria (Seção IX);
10. pastas de madeira ou de outras matérias fibrosas celulósicas, papel ou cartão de reciclar (desperdícios e aparas) e papel e suas obras (Seção X);
11. matérias têxteis e suas obras (Seção XI);
12. obras de pedra, gesso, cimento, amianto, mica ou de matérias semelhantes, produtos cerâmicos e vidro e suas obras (Seção XIII);
13. pérolas naturais ou cultivadas, pedras preciosas ou semipreciosas e semelhantes, metais preciosos, metais folheados ou chapeados de metais preciosos, e suas obras, bijuterias e moedas (Seção XIV);
14. metais comuns e suas obras (Seção XV);
15. máquinas e aparelhos, material elétrico, e suas partes, aparelhos de gravação ou de reprodução de som, aparelhos de gravação ou de reprodução de imagens e de som em televisão, e suas partes e acessórios (Seção XVI);
16. material de transporte (Seção XVII);
17. instrumentos e aparelhos de ótica, fotografia ou cinematografia, medida, controle ou de precisão, instrumentos e aparelhos médico-cirúrgicos, aparelhos de relojoaria, instrumentos musicais, suas partes e acessórios (Seção XVIII);
18. armas e munições, suas partes e acessórios (Seção XIX); 19. mercadorias e produtos diversos (Seção XX);
b) aos serviços de transporte e de comunicação;
V - o contribuinte, em relação à mercadoria cuja fase de diferimento ou suspensão tenha sido encerrada;
VI - o contribuinte que promover saída isenta ou não tributada de mercadoria que receber em operação de saída abrangida pelo diferimento ou suspensão, em relação ao ICMS suspenso ou diferido concernente à aquisição ou recebimento, sem direito a crédito;
VII - qualquer pessoa, em relação à mercadoria que detiver para comercialização, industrialização ou simples entrega, desacompanhada de documentação fiscal ou acompanhada de documento fiscal inidôneo;
VIII - o leiloeiro, síndico, comissário ou liquidante, em relação às operações de conta alheia;
IX - a pessoa natural ou jurídica de direito privado, nas circunstâncias previstas nos arts. 131 a 138 do Código Tributário Nacional;
X - o contratante de serviço ou terceiro que participe de prestação de serviços de transporte interestadual ou intermunicipal e de comunicação.
§ 1º A adoção do regime de substituição tributária em relação às operações interestaduais dependerá de acordo específico celebrado pelas unidades federadas interessadas.
§ 2º A responsabilidade a que se refere o inciso IV fica também atribuída:
a) ao contribuinte que realizar operação interestadual destinada ao Estado do Paraná com petróleo, inclusive lubrificantes, combustíveis líquidos e gasosos dele derivados, em relação às operações subseqüentes realizadas neste Estado;
b) às empresas geradoras ou distribuidoras de energia elétrica e ao agente comercializador, nas operações internas e interestaduais com energia elétrica destinadas ao Estado do Paraná, na condição de contribuinte ou de substituto tributário, pelo pagamento do imposto, desde a produção ou importação até a última operação, sendo seu cálculo efetuado sobre o preço praticado na operação final.
§ 3º Nas operações interestaduais com as mercadorias de que trata o parágrafo anterior, que tenham como destinatário adquirente consumidor final localizado no Estado do Paraná, o imposto incidente na operação será devido a este Estado e será pago pelo remetente.
§ 4º A Coordenação da Receita do Estado - CRE, na hipótese do inciso IV deste artigo, pode determinar:
a) a suspensão da aplicação do regime de substituição tributária;
b) em relação a contribuinte substituto que descumprir as obrigações estabelecidas na legislação, a suspensão da aplicação do regime de substituição tributária ou o pagamento do imposto na saída da