• Nenhum resultado encontrado

Border Gateway Protocol (BGP)

N/A
N/A
Protected

Academic year: 2019

Share "Border Gateway Protocol (BGP)"

Copied!
90
0
0

Texto

(1)

REDES MPLS

PROFESSOR: MARCOS A. A. GONDIM

(2)

Roteiro

 Introdução ao BGP  Sistema Autônomo  Fundamentos do BGP  Sessão BGP

 Cabeçalho BGP  Mensagem BGP  Tabelas BGP  Estados do BGP

(3)

Border Gateway Protocol (BGP)

Protocolos de roteamento podem ser

classificados como:

IGP EGP

RIP

EIGRP

OSPF

IS-IS

(4)

Distâncias Administrativas

Protocolo AD

Diretamente Conectada 0

Estática 1

eBGP 20

EIGRP (Interno) 90

IGRP 100

OSPF 110

ISIS 115

RIP 120

EGP 140

EIGRP (Externo) 170

iBGP 200

(5)

Border Gateway Protocol (BGP)

BGP - Border Gateway Protocol

 BGP1: RFC 1105  BGP2: RFC 1163  BGP3: RFC 1267

BGP4: RFC 4271 - versão atual, com suporte a VLSM.

O BGP é um protocolo de roteamento Path Vector

(Protocolo Vetor Distância avançado).

(6)

Path Vector

 Informa os números dos AS que compõem o caminho até uma rede

(7)
(8)

O BGP pode ser usado em 2 cenários...

eBGP: quando o BGP realiza a divulgação de

rotas entre Sistemas Autônomos diferentes é

chamado de

Exterior BGP

.

iBGP: entretanto o BGP pode ser utilizado para

a divulgação de rotas dentro de um mesmo

Sistema Autônomo e é chamado de

Interior

(9)
(10)

Sistema Autônomo

É definido por um conjunto de roteadores sob

uma mesma política de roteamento e

administração.

Um dos roteadores é escolhido como o

roteador que comunica-se com outros

roteadores na Internet/MPLS e é capaz de

enviar rotas corretas aos demais.

O BGP associa redes com sistemas

(11)
(12)

Sistema Autônomo

Para diferir e identificar univocamente

cada sistema autônomo (AS), este será

associado a um número que o identifica

mediante os demais sistemas.

Esse número varia entre

1 e 65.535

(13)

Sistema Autônomo

IANA é a organização que gerencia globalmente a utilização de IPs e números dos

Sist. Autônomos.

(14)
(15)

Detecção de loops

O BGP realiza a

detecção de loops

montando um

“histórico” dos AS (Path Vector).

Os pacotes que passarem por um AS que consta no

(16)

Loops BGP

AS 7

172.31.254.0/23 AS Path - vazio

AS 25 AS 69 AS 19 172.31.254.0/23 172. 31.2 54.0 /23 AS Pa

th - 7 17 2.3 1.2 54 .0/23 AS Pa

th

7 25

172. 31.2

54.0 /23 AS Pa

th – 7 25

19

172.31.25 4.0/23 AS Pa

th 7 25

19 69

(17)
(18)

Sessão BGP

Antes do estabelecimento de uma sessão BGP, os

roteadores vizinhos trocam mensagens entre si para

entrar em acordo sobre quais serão os parâmetros da

sessão.

Não havendo discordância e nem erros durante a

negociação dos parâmetros entre as partes, a sessão

BGP é estabelecida.

Caso contrário, serão enviadas mensagens de erro e a

(19)
(20)

Cabeçalho BGP

As mensagens trocadas em sessões BGP

têm o comprimento máximo de 4.096

bytes, e mínimo de 19 bytes.

(21)

Cabeçalho BGP

Campo Marcador

 Verificar a autenticidade da mensagem recebida e se houve

perda de sincronização entre os roteadores vizinhos BGP.

Campo Comprimento

 Deve conter um número que representa o comprimento total da

mensagem, incluindo o cabeçalho.

 Como pode haver mensagens que não possuem dados após o

(22)

Cabeçalho BGP

Campo Tipo

 Contém um número que representa o código de um tipo de

mensagem.

 Existem 4 tipos de mensagens BGP:

 Open;

 Keepalive;

 Update;

(23)

Mensagens BGP

 A mensagem do tipo OPEN é enviada para se iniciar a abertura de uma sessão BGP

entre os vizinhos BGP, através da porta TCP = 179.

Version number: Indica qual a versão do BGP é utilizada (ex: BGP4).

AS number: Indica o número do AS do roteador local. O peer verifca o valor do

AS e caso não seja o valor esperado a sessão BGP é derrubada.

Hold time: Indica o valor máximo de tempo em segundos utilizado entre

mensagem keepalive ou update sucessivos.

BGP router ID: campo de 32-bits que identifca o originador BGP. O BGP ID é

um endereço IP que identifica o roteador. O BGP router ID é escolhido da mesma forma que no OSPF: ele é o maior endereço IP ativo existente e associado a uma interface (exceto IP de loopback). Caso haja um IP de loopback configurado ele terá a preferência com ID do BGP.

(24)

Mensagens BGP

A mensagem do tipo

KEEPALIVE

é

composta apenas de cabeçalho padrão

das mensagens BGP.

O tempo máximo de espera para o

(25)

Mensagens BGP

A mensagem

UPDATE

é enviada quando

há mudanças na rede.

Essa mudança pode ser:

uma nova rede disponível

remover uma rota que aponta para uma rede

(26)

Mensagens BGP

A mensagem do tipo

NOTIFICATION

é

enviada no caso da detecção de erros

durante ou após o estabelecimento de

uma sessão BGP.

São usadas para:

encerrar uma sessão;

informar o porquê do encerramento da

(27)

Mensagens BGP

Uma mensagem

UPDATE

contém as informações

abaixo:

Rotas Retiradas (Withdrawn Routes): Indica quais os prefixos

IP devem ser retirados da tabela de rotas por não estarem disponíveis.

Atributos de Caminho (Path attributes): Fazem parte deste

subcampo os atributos (AS Path , Local Preference, Weight etc).

Informação de disponibilidade (Network-layer reachability

(28)
(29)

Diferenças entre FIB e RIB:

Fowarding Information Base (FIB)

 Armazena a melhor rota.

Router Information Base (RIB)

 As rotas que não foram consideradas melhores ficarão

guardadas na RIB e serão utilizadas caso a rota principal fique indisponível.

O BGP jamais anuncia uma prefixo que não esteja na

(30)

Tabelas BGP

A tabela de roteamento BGP é composta de 3 partes:

 Adj-RIB-in,  Loc-RIB,  Adj-RIB-Out.

As rotas BGP são mantidas separadamente e apenas a

(31)
(32)
(33)

Estados dos BGP

Para o estabelecimento do BGP são necessárias 5

etapas:

Idle

Procurando por vizinhos.

Connect

TCP handshake-triplo completo com vizinho.

Open Sent

Enviada mensagem Open BGP.

Open Confirm

Resposta recebida.

(34)

Estados dos BGP

Enquanto a negociação está nas etapas: Idle,

Connect, Open Sent, Open Confirm é exibido o

status “Active”.

(35)
(36)

Atributos

Conhecidos

Opcionais (Well-known)

(37)

Atributos Obrigatórios/ Discricionários

Conhecidos obrigatórios (Well-known mandatory):

 Precisam estar obrigatoriamente em todas as mensagens de

update trocadas entre os roteadores via BGP, independentemente do fabricante.

Conhecidos discricionários (Well-known discretionary):

 Não precisam estar contidos em todas as mensagens de

(38)

Atributos Opcionais

Opcional transitivo (Optional transitive):

 Não precisam ser implementados por todos os fabricantes, e

quando sim, podem ser “propagados” para outros neighbors

através de mensagens de update.

Opcional não-transitivo (Optional non-transitive):

 Semelhantes aos citados acima, porém, um router nunca

(39)
(40)

Critério para escolha de rotas

Em primeiro lugar, o BGP apenas analisa os

atributos para "desempatar" duas ou mais rotas

para o

MESMO PREFIXO.

Caso haja um prefixo mais específico esse

sempre será preferido independentemente dos

seus atributos "mais favoráveis".

Exemplo:

 Rota recebida: 200.123.0.0/23

(41)

Critério para desempate de rotas

 Como o BGP escolhe uma rota:

 Sempre que houver duas ou mais opções de rota para prefixos iguais

(mesma máscara de sub-rede) e ambas tiverem sido recebidas via BGP, o protocolo vai escolher a melhor rota de acordo com a ordem:

1. Rota com maior valor de WEIGHT (valor padrão = 0). Quanto maior melhor.2. Rota com maior valor de LOCAL_PREF (valor padrão = 100). Quanto maior

melhor.

3. Rota originada localmente.

4. Rota com o menor AS_PATH (nº de AS’s por onde passou). Quanto menor

melhor.

5. Rota com menor tipo de origem. IGP (i) < EGP (e) < INCOMPLETE (? – rota

gerada pelo comando redistribute)

6. Rota com menor métrica multi-exit discriminator (MED). Quanto menor

melhor. OBS: É usado somente no caso de recebimento de rotas redundantes de um mesmo AS.

(42)

Critério para desempate de rotas

8. Rota com a menor métrica IGP para o nexthop BGP

Ex: O next-hopaprendido via OSPF (110) vai ”vencer” um next-hop aprendido via IS-IS

(115).

9. Rota externa mais antiga.

10. Rota recebida de um router com menor Router ID.11. Rota com o menor tamanho de cluster list.

(Ambientes com Route Reflector(iBGP) apenas)

(43)
(44)

Habilitando o BGP

Este comando identifica a qual AS o

roteador pertence.

Somente uma instância BGP pode ser

(45)
(46)

Vizinhança BGP

Roteadores vizinhos que rodam BGP são

chamados

de neighbors

.

Os

neighbors

são descobertos através de

(47)

Determinando Vizinhos

Este comando ativa a sessão BGP com um vizinho.

O endereço IP vizinho será utilizado para realização de

atualizações.

O valor do remote-as indica se será utilizado IBGP ou

EBGP.

(48)
(49)

Vizinhança Externa (multi-hop)

Permite conexão BGP

(50)
(51)
(52)
(53)

Propagando redes através do BGP

Diferentemente dos IGPs o comando network

não inicia (start) o BGP em interfaces

específicas.

Em contrapartida, o comando

network

no BGP,

(54)

Desativando uma sessão

com um vizinho BGP

Comando utilizado para realizar

(55)

Next-hop-self

O roteador C anuncia o prefixo 170.10/16 com next-hop 2.2.2.3

Quanto A anuncia esta rota para B temos um PROBLEMA!

RTC# router bgp 300

(56)
(57)
(58)
(59)
(60)

EBGP Peering

Para o caso de utilização do

EBGP

, para o IP

do

neighbor

pode-se usar o IP da interface

diretamente conectada (não é a melhor

configuração).

Porém se uma interface de loopback for

utilizada como IP do

neighbor

em uma sessão

(61)

Cenário A

Aluno

(62)
(63)

Cenário A

Configuração do Roteador AS 1:

Router# debug bgp all !

Router(config)# router bgp 1

Router(config-router)# neighbor 100.1.1.1 remote-as 100

Router(config-router)# neighbor 100.1.1.1 description eBGP com AS 100 Router(config-router)# network 150.0.0.0 mask 255.255.255.0

(64)

Cenário A

Verficando Configuração do Roteador AS 1:

Router# show ip bgp summary !

Router# show ip bgp neighbors 100.1.1.1 routes !

Router# show ip bgp neighbors 100.1.1.1 advertised-routes !

Router# show ip bgp 123.0.0.0 !

ATENÇÃO: Router# show ip bgp neighbors 1.1.1.13 received-routes

Aluno

(65)

Soft-reconfiguration

 Habilitar o “soft reconfiguration inbound” para um neighbor reserva uma

área em memória para guardar informações de todas as rotas recebidas desse neighbor.

 Para habilitar o soft reconfiguration inbound:

(66)
(67)

Cenário B

(Conexão com 2 links)

(68)

AS 200 AS 100 AS 1 AS 222 AS 123 AS 111 AS 55 Estamos aqui!!! 123.0.0.0/8 150.0.0.0/8 IP: 100.100.100.1 IP: 200.200.200.1 Melhor caminho!

Cenário B

(Conexão com 2 links)

1. WEIGHT (valor padrão = 0).

2. LOCAL_PREF (valor padrão = 100). 3. Rota originada localmente.

4. Rota com o menor AS_PATH

AS 2

(69)

Verficando Configuração do Roteador AS 1:

Router(config)# router bgp 1

Router(config-router)# neighbor 200.1.1.1 remote-as 100

Router(config-router)# neighbor 200.1.1.1 description eBGP com AS 200

Aluno

Cenário B

(70)

Verficando Configuração do Roteador AS 1:

Router# show ip bgp summary !

Router# show ip bgp neighbors 100.1.1.1 routes !

Router# show ip bgp neighbors 100.1.1.1 advertised-routes !

Router# show ip bgp 123.0.0.0

Aluno

Cenário B

(71)

Atenção!

Neste cenário temos o AS 1 e 2 trocando

tráfego com os provedores do AS 200 e AS 100.

(72)
(73)

Mudando a preferência

AS 200 AS 100

(74)

Mudando a preferência

A figura abaixo mostra que o caminho

(75)

Mudando a preferência

Embora haja dois AS’s e o preferencial

(76)

Mudando a preferência

AS 200 AS 100

AS 16 AS 222 AS 123 AS 111 AS 55 Estamos aqui!!! 123.0.0.0/8 16.0.0.0/8 IP: 100.16.1.1 IP: 200.16.1.1

(77)

Mudando a preferência

Após a mudança do atributo weight temos

(78)
(79)

IBGP Peering

Qual IP deve-se utilizar

para configuração do neighbor em uma sessão entre os roteadores A e D?

Se o roteador D usar:

neighbor 10.3.3.1 remote-as 65102,

mas se o roteador A enviar pacotes BGP para o roteador D via roteador B, a

(80)

Update Source

 Este comando ativa manualmente o IP de origem.

 Caso não se utilize o Update Source, o IP do pacote BGP será o da

(81)

IBGP

Update Source

Caso a configuração em C fosse: neighbor 10.1.1.1 remote-as 65101 e a interface correspondente ao IP 10.1.1.1 fosse para down a sessão

(82)

Comando BGP: next-hop-self

O comando

neighbor next-hop-self

faz o BGP

usar o endereço IP da interface por onde os

pacotes saem (ou o IP da

loopback

) do próprio

roteador para o

update

como o

next-hop

para

(83)
(84)

Peer Group

É um agrupamento de

neighbors

com as

mesmas características.

Simplifica a configuração e torna o envio de

(85)

Peer Group

(86)

Peer Group

Sem Peer Group

(87)

Reset da tabela de roteamento

Caso sejam realizadas mudanças na rede

ou implementados novos filtros se faz

necessária atualizar a tabela de rotas

BGP.

Existem dois tipos de reset: Hard Reset e

(88)

Hard Reset

Reseta todas as conexões BGP com este roteador.

Toda a tabela BGP é descartada e refeita.

Reseta somente a conexão BGP com o neighbor

(89)

Hard Reset

(90)

Soft Reset

Deste modo as rotas aprendidas e disponíveis

não são perdidas;

O roteador reenvia todas as informações BGP

Referências

Documentos relacionados

 Fornecimento dos Pisos de Borracha de Alta Resistência para aplicação em Passagens de Nível - STRAIL para o primeiro projeto de Veículos Leves sobre Trilhos (VLT) entre Santos (SP)

Entre os dias 15 e 17 de maio, a Faculdade de Ciências Médicas de São José dos Campos – Humanitas, vivenciou o segundo “Campeo- nato Esportivo Inter- traiçoeiros”, realizado

Como seu parceiro para os produtos de iluminação geral da OSRAM, gostaríamos de nos apresentar e dizer-lhe mais sobre a empresa LEDVANCE, a nossa estratégia, portefólio e –

Após cinco semanas, duas plantas de claro e duas plantas de escuro foram coleta- das para medidas de massa fresca e massa seca.. Ao final das dez semanas de experimento foi

Danos e/ou defeitos decorrentes da ação de montador ou do consumidor na montagem, desmontagem e remontagem do produto, sem acompanhamento do técnico autorizado pela loja.. Danos

São definidos três tipos de mensagens que os agentes trocam entre si: mensagem de licitação, contém os dados da licitação, enviada do agente Empresa Pública para os

Se você tem muitos clientes RR em um grupo da atualização, a seguir não há nenhuma necessidade para um cálculo do rSPF pelo cliente RR se aqueles clientes RR terão a mesma

1º - HOMOLOGAR o afastamento da Professora do Magistério Superior LUCIANA DA SILVA MORAES SARDEIRO, com ônus limitado, matrícula Siape nº 2406953, lotada no Campus de Capanema,