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O bservatório N acional

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Academic year: 2019

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Buracos Negros

Edição: 0 7 / 2 0 1 1 A part ir de 1 2 anos

N º 8 Edição: 0 7 / 2 0 1 1 A part ir de 1 2 anos

N º 1 0 ã o ç

e

l

o

C

Obser vat ó r i o

Naci o nal

(2)

President e da República

Dilm a Vana Rousseff

M inist ro de Est ado da Ciência, Tecnologia e I novação

Marco Ant onio Raupp

Secret ário - Ex ecut ivo do

M inist ério da Ciência, Tecnologia e I novação

Luiz Ant ônio Rodrigues Elias

Subsecret ário de Coordenação das Unidades de Pesquisa

Arquim edes Diógenes Ciloni

Diret or do Observat ório N acional

Sergio Luiz Font es

Observat ório N acional - M CTI

Rua General José Crist ino, 77 CEP: 20921- 400 - Bairro São Crist óvão Rio de Janeiro - RJ Brasil

Fone: ( 21) 2580 6087 PABX: ( 21) 3504 9100 FAX: ( 21) 2580 6041

Criação e Desenvolvim ent o

Divisão de At ividades Educacionais - DAED

Dr. Ant ares Kleber ( I n Mem oriam - I dealizador das revist as)

Luzia Ferraz Penalva Rit e

Revisão Científica

Carlos Henrique Veiga Dalton de Faria Lopes

Dr. Carlos Henrique Veiga ( Chefe da Divisão de At ividades Educacionais) Rodrigo Cassaro Resende

Silvia da Cunha Lim a Edilene Ferreira Felipe Nogueira Carvalho

(Pesquisadores da Coordenação de Astronomia e Astrofísica) Dr.

Dr.

O Observat ório Nacional não se responsabiliza pela divulgação dos dados e opiniões expressos nest a publicação, sendo est es de int eira responsabilidade dos aut ores.

As inform ações cient íficas e a nova ort ografia foram at ualizadas at é a dat a dest a edição. Caros Leit ores,

Est a série de revist as, desenvolvidas pela Divisão de At ividades Educacionais do Observat ório Nacional/ MCTI , t em com o m et a à difusão de inform ações gerais sobre os t em as m ais recorrent es de Ast ronom ia e Geofísica. Levar o leit or ao pensam ent o cient ífico, à im aginação e à criação, at raindo- o a pesquisar os conceit os aqui abordados ou sugeridos, é um dos obj et ivos dest a publicação.

(3)

Olá am igos! Talvez vocês não se lem brem de m im m as cert am ent e m e conhecem . Quem saberia dizer o m eu nom e?

(4)

HA

HA

HA

HA

HA

HA

HA

HA

Não, não! Eu sou m uit o, m uit o m ais velho que o Papai Noel! Ele m e cham a de senhor e pede a m inha benção, pede que eu o prot ej a, et c..

O Senhor é o novo diret or da escola!

Não, não! E eu vou querer um t rabalho enorm e desse? Olhem para m im ! Eu sou m uit o velho, m uit o m esm o!

(5)

Eu sou espert o e não preciso de dica! O senhor é u m ast r ôn om o do Obser vat ór io Nacional, um daqueles que sem pre vêm aqui dar palest ras. Est á disfarçado de m uit o velho para nos enganar!

Puxa vida! Com o eu não pensei nisso!

Tam bém não, m eu caro m enino! Eu sou m u it o m ais v elh o qu e qu alqu er ast rônom o! E t em m ais, eles vivem falando a m eu respeit o m as sabem t ão pouco sobre m im ! Aliás, ninguém sabe m uit o a m eu respeit o!

Quem será?

É o Faust ão disfarçado! Só pode ser algum at or de novela! Talvez sej a o...

(6)

Não diga best eira! Deve ser algum polít ico pedindo vot o!

Achei! É o nam orado da Valéria!

Eu não t enho nam orado, m as vou arranj ar um bem fort ão! Aí eu quero ver você im plicar com igo!

Est ou m e oferecendo com o candidat o!

(7)

Calm a, m eninada! Eu não vim cr i ar p r ob lem as! Vou d ar algum as pist as e logo, logo, vocês vão descobrir quem eu sou!

Eu sei t udo que acont ece! Sei o que vocês fazem , e regist ro cada um a de suas at ividades. É só m e pergunt ar que eu digo o que vocês fizeram ont em , ou há m uit o t em po!

I h, para com isso! Velho fofoqueiro!

Ninguém consegue se livrar de m im ! Mu i t o s l u t am co n t r a a m i n h a presença, m as eu sem pre venço. Est ou em t odos os lugares. Vej o t udo e aguardo o m om ent o em que sou cham ado para t rabalhar, um t rist e m om ent o.

O senhor est á querendo nos dizer que é Deus? Não! Com cert eza

(8)

Agora eu est ou m orrendo de curiosidade! Por favor, diga- nos quem é o senhor!

Est á bem ! Vou sat isfazer a curiosidade de vocês: Eu sou o t em po!

Vai chover nesse fim de sem ana?

(9)

Agora vej o com o ele se t ornou um a am eaça para

o seu próprio planet a. Vej o t u d o, an ot o t u d o e n ão int ervenho em nada! Só aguardo a m inha cham ada, quando ent ão, encerro a exist ência de qualquer ser vivo cort ando aquilo que os hum anos cham am de linha da vida, um t ênue fio que liga t odos vocês a m im .

Esse cara é o responsável pelas rugas na pele? Pelo envelhecim ent o? Eu odeio ele! Não quero assist ir porcaria de palest ra nenhum a!

Por favor, desculpe- m e m as eu nem sei com o cham á- lo! Mas j á que o senhor t em t odos esses poderes eu queria fazer um pedido. Posso?

Não, não! Não faça isso com igo não! Eu só est ava brincando! Você não pode fazer isso! Pense na m inha fut ura fam ília! Não sej a cruel e vingat iva!

O que esse m aluco est á dizendo?

(10)

Peça sim , Valeria! Peça sim !

Peça!

Peça!

Peça!

Peça!

Peça!

Peça!

Você est á com plet am ent e m aluco! Eu j am ais faria isso! Em bora você sej a um t rast e, u m a c o i s a e s t r a n h a , desprezível, eu j am ais faria um pedido desse! Aliás nem é preciso, porque eu sei, m uit o bem , com o t rat ar você!

Legal! Legal! Eu t e am o! Eu t e am o! Eu t am bém m e am o! Me dá um beij o! Um não, dois! Dois não, cem ou m il, ou sei lá quant os...

Você sai pra lá, senão eu m esm a cort o a sua linha da vida! Prefiro beij ar um bode pret o, em noit e de Lua Cheia! Prá t rás! Xô! Xô!

HA

HA

HA

HA

(11)

Calm a! Ainda bem que eu est ou aqui! Prá que gast ar t em po de suas vidas, que eu espero sej am bem longas, com bobagens? Vam os aproveit ar o t em po, est udar, ver as coisas bonit as e esquecer o que é ruim . Só assim vocês serão felizes!

Mas diga lá, m inha j ovem brigona, qual era o pedido que você queria m e fazer?

(12)

Ssshhhh! Pare de pensar best eiras!

Caram ba! O cara lê pensam ent os!

Que perigo! Já que o senhor viu t udo que acont eceu no Universo, desde que ele foi form ado, t am bém viu c o m o o s c i e n t i s t a s desenvolveram a ast ronom ia. Seria m uit o t rabalhoso nos cont ar um pouquinho dessa hist ória?

Com prazer, m enina! Vou lhes falar sobre alguns velhos ast rônom os, não t ão velhos quant o eu, m as cuj as idéias foram fundam ent ais para fazer o ser hum ano fugir do m ist icism o e ent ender os fenôm enos celest es.

(13)

Olha, de vida de cient ist a eu não ent endo, m as se o senhor falar dos art ist as da t elevisão eu posso at é aj udar. Eu sei t udo sobre a vida deles!

Cale a boca! Que

garot a chat a! Assim não dá! Eu vim aqui para aprender! Ou você se cala ou ...

Ou o quê? Ela é gat a e fala o que quiser! É m elhor você se acalm ar!

Clar o, clar o! Eu est ava brincando!

I m agine o que era olhar para o céu, ver m ilhares de est relas, a L u a e n ã o e n t e n d e r , absolut am ent e, o que era aquilo! I m agine o pavor que um eclipse, um com et a, um clarão repent ino no céu, causava em nossos ant epassados!

(14)

Elas acredit am no m íst ico porque não sabem nada sobre ciência! A verdade é que a ciência não é t ão divulgada assim ! Out ros, m esm o sabendo ciência, p r e f e r e m a c r e d i t a r n o m íst ico, m uit as vezes por t em er coisas, inevit áveis, t ais com o a m ort e.

Eu, heim ! Que papo brabo! Sai prá lá! Vam os m udar de assunt o?

Não, não! Não pare, não! Cont inue, vovô! Es s e a s s u n t o d e m ort e m e int eressa m uit o!

Ah, m e poupa, coisa est ranha!

Cruz credo, que garot a esquisit a!

Essa garot a é suspeit a! Tem coisa errada aí. Acho m elhor ficar de olho! Com pet e a vocês, est udant es,

pessoas esclarecidas, aj udarem t oda a sociedade a superar est e m ist icism o que est á crescendo,

cada vez m ais, ent re nós. Vam os ent ão falar s o b r e c o m o o s ant igos viam o céu.

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(16)

Por que será que isso acont ecia?...

Eles não conseguiam respost as, m as not aram que o lugar do nascim ent o do Sol m udava de posição, com o passar do t em po. E, m ais ainda, após algum t em po, ele volt ava a nascer no m esm o lugar!

Logo os povos not aram que a posição do Sol, no céu, est ava associada com o at o de plant ar e colher. Quando o Sol nascia em um det erm inado local, era hora de plant ar. Quando com eçava a nascer em out ro local, era hora de colher. E assim por diant e...

Que legal! Ent ão o prim eiro uso da ast ronom ia est ava ligado com o plant io? E isso quer dizer que a ast ronom ia foi a prim eira ciência que aj udou o ser hum ano a sobreviver?

I sso m esm o! Podem os dizer que a ast ronom ia foi a p r i m e i r a “ f e r r a m e n t a ” cient ífica da hum anidade!

É legal saber isso, porque t em sem pre alguém dizendo que est udar ast ronom ia é bobagem , porque ela não põe feij ão na m esa!

(17)

Poderia explicar isso, um pouquinho m elhor?

O Sol em it e a energia que aquece o nosso planet a. É ela que incide sobre as plant as e as alim ent a, que faz evaporar a água dos m ares e oceanos que depois cai, sob a form a de chuva, irrigando a t erra. Tudo isso depende do Sol, que é um a est rela e, port ant o, assunt o da ast ronom ia.

Sol em ite a energia que aquece a Terra.

A energia do Sol incide sobre as plantas e as alim enta.

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Mas com o as pessoas com eçaram a descobrir o céu?

I h! Ela pir ou! O céu sem pre est eve onde est á, p o r t a n t o n i n g u é m o descobriu!

Ela t em razão! O céu foi sendo, aos poucos, “ descobert o”, com os povos ant igos anot ando os fenôm enos que viam . Foram os ast rônom os de um a região cham ada Mesopot âm ia, e que hoj e é o I raque, além dos chineses, que fizeram as prim eiras anot ações, que exist em at é hoj e.

For am en t ão esse povos que com eçaram a d e s e n v o l v e r a ast ronom ia?

Sim , m as a ast ronom ia só veio a se desenvolver, m esm o, com os f i l ó s o f o s , h o m e n s m u i t o int eligent es, que viviam na Grécia ant iga. Foram eles os p r i m e i r o s q u e r e a l m e n t e t en t ar am d escr ev er o q u e acont ecia no céu. E isso ocorreu há alguns m ilhares de anos!

C a r a m b a ! El e s deviam ser m esm o m uit o int eligent es!

E eram m esm o! Suas ideias nos assom bram at é hoj e. Pensar t udo o que eles pensaram , sem t er a aj uda dos equipam ent os que t em os hoj e! Lem bre- se que, na época deles, n ão h av i a, n em ao m en os, t elescópios!

E com o esses povos ant igos im aginavam o espaço?

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Que legal! Bem sim ples, não é?

Sim ples, sem dúvida, m as não, corret o! Levaria ainda m uit o t em po para que ent endêssem os com o o céu funcionava. E isso com eçou quando um ast rônom o, cham ado Nicolau Copérnico, divulgou seus t rabalhos.

E quem foi Copernico?

N icolau Copérnico

N icolau Copérnico foi um ast rônom o e m at em át ico que desenvolveu a t eoria heliocênt rica do Sist em a Solar. Foi t am bém cónego da I grej a Cat ólica, governador e adm inist rador, j urist a, ast rólogo e m édico.

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Copernico foi um cient ist a que nasceu na Polônia no ano de 1473. Na sua época, pensava- se que a Terra est ava no cent ro do Sist em a Solar e que t odos os planet as, assim com o o Sol, giravam em t orno dela.

Foi Copérnico quem propôs um m odelo corret o, do Sist em a Solar no qual o Sol est ava no cent ro e os planet as giravam em t orno dele. A esse m odelo se dá- se nom e de “ sist em a heliocênt r ico”, isso por que Helios era o nom e grego do deus Sol.

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Est a im agem é a página do m anuscrit o original de Copernicus onde ele desenhou o seu sist em a heliocênt rico. O Sol est á no cent ro circundado por Mercúrio ( Merc) ( núm ero 7) , Vênus ( Veneris) ( núm ero 6) , Terra ( Telluris) ( núm ero 5) , Mart e ( Mart is) ( núm ero 4) , Júpit er ( Jovis) ( núm ero 3) , Sat urno ( Sat urnus) ( núm ero 2) e as est relas fixas ( núm ero 1) .

Por que esses nom es esquisit os?

Po r q u e o s ci en t i st a s d a ant iguidade usavam a língua lat ina para escrever seus t ext os. Esses são os nom es

dos planet as, em lat im . Ué! E os out ros planet as? T á f a l t a n d o U r a n o , Net uno, e Plut ão!

Na época de Copérnico não exist ia t elescópio e só se conheciam os planet as visíveis a olho nu, ou sej a, som ent e os cinco que eu cit ei ant es. E, m ais um a coisa, Plut ão não é m ais planet a e sim planet a anão j unt o com Ceres, Eris, Makem ake e Haum ea.

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Ué! E não é assim ? Não é não! Vam os ver agora o que acont eceu:

Nessa época discut ia- se m uit o com o os planet as se deslocavam no céu. At é que surgiu o cient ist a alem ão Johannes Kepler, que esclareceu esse assunt o.

Johannes Kepler

Johannes Kepler foi o ast rônom o, que form ulou as t rês leis fundam ent ais da m ecânica celest e, conhecidas com o leis de Kepler. Dedicou- se t am bém ao est udo da ópt ica.

Em defesa da ast rologia, publicou Tercius int erveniens, onde crit icava aqueles que at acavam a ast rologia pelo seu viés superst icioso e não a dist inguiam da a s t r o l o g i a c o m o c o s m o l o g i a . É im port ant e not ar que Kepler defendia a ast r ologia com o cosm ologia, com o explicação do m odo com o se processam a s r e l a ç õ e s e n t r e a s t r o s e acont ecim ent os t errenos, dent ro do âm bit o da at uação divina. É clara sua crít ica t ant o aos cét icos quant o aos superst iciosos.

(24)

Kepler m ost rou que os planet as não descreviam órbit as circulares em t orno do Sol. Essas órbit as eram elipses.

CI RCULO

(25)

Além disso, Kepler m ost rou que os planet as não m ant inham a m esm a velocidade em t odos os locais da órbit a. Quando est avam m ais pert o do Sol, deslocavam - se m ais rápidos. Quando est avam m ais afast ados, deslocavam - se m ais lent am ent e.

Segunda Lei de Kepler

T= 0d T= 0d

T= 10d

T= 10d

(26)

Essas descobert as de Kepler ficaram conhecidas com o as “ leis de Kepler”, que regem o m ovim ent o dos corpos celest es no espaço. E isso foi da m aior im port ância para o desenvolvim ent o da ast ronom ia.

Professor, com o diria m inha colega prosa, que sent a aqui pert o de m im , “ não pude deixar de perceber” que o senhor disse que o “ seu” Kepler fez t rês leis. Ele era advogado?

Mas que m onst ro! Devia ganhar um prêm io pela burrice!

No caso dele isso j á é doença!

Esse elem ent o t em que ser isolado da sociedade!

(27)

Os cient ist as cham am de “ leis” as regras gerais que se aplicam a um dado sist em a físico. Por exem plo, as leis de Kepler se aplicam ao m ovim ent o de qualquer corpo celest e exist ent e. Por esse m ot ivo elas são cham adas de “ leis”.

A ciência veio a ser realm ent e m odificada quando surgiu o it aliano Galileu Galilei. Ele nasceu na I t ália, no ano de 1564 e, usando m at em át ica, provou que as ideias de Copérnico est avam corret as. Galileu é considerado com o o prim eiro “ cient ist a m oderno”.

Galileu Galilei

Galileu Galilei, foi um físico, m at em át ico, ast rónom o e filósofo it aliano que t eve um papel preponderant e na cham ada revolução cient ífica.

(28)

Galileu foi o prim eiro a ut ilizar um t elescópio para observar os céus e ent ão... Uau! Ele descobriu quat ro sat élit es que giravam em t orno do planet a Júpit er! Vej am só com o são lindos esses sat élit es.

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Já pensaram no que isso significa? Ser o prim eiro a observar corpos celest es, descobrir algo que nunca foi vist o ant es? Já pensou que em oção?

É m esm o! Olhem só, eu fico arrepiada só em pensar nisso! Descobrir 4 sat élit es de um a só vez! Que incrível!

Eu t am bém fiquei arrepiado! Olhem só! Que incrível!

HA

HA

HA

HA

HA

HA

HA

HA

HA

(30)

Palhaço! Bobalhão! Não poderia esperar nada diferent e de um a pessoa que não t em qualquer sensibilidade!

Eu t enho sensibilidade sim ! Acabei de m ost rar que sou sensível a choques elét ricos!

E t em m ais! Galileo t am bém descobriu que a Lua possuía crat eras e m ont anhas. Ant es acredit ava- se que os corpos celest es t inham superfícies suaves e esféricas, ou sej a, eram corpos celest iais perfeit os. Galileu m ost rou que a superfície da Lua se parecia com a da Terra.

Bem , depois dessas descobert as est ava t udo resolvido, não é?

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I saac N ew t on

( Ret rat ado por Godfrey Kneller

I saac N ew t on, foi um cient ist a inglês, m ais reconhecido com o físico e m at em át ico, em bora t enha sido t am bém ast rônom o, alquim ist a, filósofo nat ural e t eólogo. Sua obra, Ph ilosop h iae Nat u r alis Pr in cip ia Mat h em at ica, é considerada um a das m ais influent es em Hist ória da ciência. Publicada em 1687, est a obra descreve a lei da gravit ação universal e as t rês leis de Newt on, que fundam ent aram a m ecânica clássica.

(32)

Newt on nasceu no ano de 1642, na I nglat er ra. Ele fez t rabalhos m uit o im port ant es, na ópt ica, e est abeleceu t rês leis, m ais fundam ent ais, que descrevem os fenôm enos que acont ecem à nossa volt a no dia-a- dia.

Que leis são essas?

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Com o vocês podem ver, às vezes, de onde m enos se espera vem a grande surpresa! Giba est á cert o. São m esm o as “ leis de Newt on”.

Com o ele sabia isso?

Deve est ar “ colando” de algum livro, escondido debaixo da m esa... Só pode ser!

Com o é que você sabia isso, t rast e?

Ué! Kepler fez as “ leis de Kepler” ! Daí, Newt on só pode t er feit o as “ leis de Newt on”.

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Além disso, Newt on t am bém apresent ou um a t eor ia que ele cham ou de “ gravit ação universal”. Ela explica, por exem plo, a força de at ração que exist e ent re os corpos celest es.

Ah, é essa a força que m ant ém os planet as em órbit a?

De cert o m odo, sim . Tam bém é essa força que nos m ant ém sobre a superfície da Terra, em bora ela sej a quase um a esfera.

Essa força exist e em t odo lugar?

(35)

Ent ão a força gravit acional, aqui na Terra, é m aior do que na superfície da Lua?

Muit o cert o! A m assa da Lua é m enor do que a da Terra. Daí a força gravit acional lá, é m enor do que aqui. Em um ast eroide pequeno, ela seria bem m enor ainda.

As est relas t am bém t êm força gravit acional?

Tem sim . E as est relas, com grandes m assas, t êm um a força gravit acional m uit o int ensa. Exist em est relas m uit o pequenas, cuj a força gravit acional é surpreendent em ent e grande. E isso foi m ost rado por um out ro cient ist a fam oso.

I h, eu conheço esse cara!

Não conhece, não! E pare de pensar best eira!

Eu heim ! O cara é um dit ador ! Nem m e deix a pensar! I sso é violação dos m eus direit os hum anos!

(36)

Você queria dizer violação dos seus direit os de anim al!

HA HA HA

HA

HA

HA

Es s e c i e n t i s t a é S u b r a h m a n y a n Chandrasekhar. Seu nom e é com plicado para nós, porque ele era indiano.

Um cient ist a índio?

(37)

Subrahm anyan Chandrasekhar

Subram anyan Chandrasekhar, foi um físico indiano, nat uralizado cidadão dos Est ados Unidos da Am érica. Recebeu o Nobel de Física em 1983, por im port ant es est udos t eóricos de processos físicos referent es à est rut ura e à evolução das est relas.

(38)

Eu fico revolt ada com as best eiras que o Giba diz! Se pelo m enos ele só pensasse!

Chandrasekhar foi o cient ist a que descobriu o que acont ecia com as est relas, quando elas est avam j á no final da sua evolução. Foi ele quem disse que poderiam exist ir est relas, m uit o pequenas e densas, cham adas “ est relas anãs brancas”.

Esse seu am igo aí, o Sibrit ravt ania Chadram uskriva, ele...

Vocês est ão rindo de quê? Eu não falo indiano! E nem vocês!

O Giba é um t rast e, m as at é que nos divert e, de vez em quando!

É m esm o! Eu nunca vi um garot o t ão sem -vergonha, em t oda a m inha vida!

HA

HA

HA

HA

(39)

Fale, Giba! Faça sua pergunt a!

Vou falar nada, não! Não falo m ais nada! Cansei desses perdedores!

En t ão v am os con t in u ar. . . As est relas anãs brancas são m uit o pequenas e m uit o densas. Possuem t am anho, aproxim adam ent e, igual ao da Terra e um a colher de chá de m at éria dessas est relas pesaria q u a se u m a t o n e l a d a . E f o i Chandrasekhar quem m ost rou que elas exist iam .

Olhem só um a im agem de um a est r ela an ã br an ca: É o pont inho pequeno. Ela é a com panheira da est rela Sirius.

Sirius

(40)

Agora eu vou m ost rar a vocês um ret rat o de um cient ist a, m uit o fam oso! Quero saber quem o conhece!

Albert Einst ein

(41)

Esse eu conheço! É um m ecânico de carros que t em um a oficina, pert o da m inha casa!

Não t em m ais j eit o! Eu j á disse: I sso é doença!

Que vergonha!

I h, é m esm o Giba? Ele é t eu am igo, é? Que legal!

(42)

Pu x a ! Esse ca r a é m esm o m uit o parecido co m o m e u a m i g o m e c â n i c o , o Pe d r o “ Ensopado” !

(43)

George Anthony Gam ow

George Ant hony Gam ow, foi um físico russo que concebeu um im port ant e t rabalho sobre Cosm ogonia com Ralph Alpher que foi publicado com o a Teoria Alpher- Bet he- Gam ov em 1948. Gam ow adicionou o nom e de Hans Bet he ( que não part icipara da concepção do t rabalho) para fazer um t rocadilho com as t rês prim eiras let ras do alfabet o grego, alpha bet a gam m a. O t rabalho delineava com o os níveis at uais de hidrogênio e hélio no universo ( dos quais se pensava, e ainda se pensa, que correspondem a 99% de t oda a m at éria do universo) poderiam ser perfeit am ent e explicados por reações que ocorreram durant e o "Big Bang".

(44)

Gam ow nasceu na Ucrânia e m orou, m uit o t em po, nos Est ados Unidos. Ele é um dos cient ist as que m ost rou que, a cham ada Teoria da Grande Explosão, a t eoria que diz que o Universo t eve um m om ent o de origem , est ava cert a.

Com o é? Grande Explosão?

Opa, opa! Explosão? I sso é sério.

(45)

Caram ba! Quem sonho bacana! Quant a coisa bonit a eu aprendi! At é m esm o dorm indo! Ah, m as que pena! Acordei bem na hora em que o velhinho ia falar sobre Cosm ologia!

(46)

I sso é prá você nunca m ais invadir o m eu sonho! Trast e! Porcaria! Droga!

Agora eu te pego, Giba!

I nvadi o sonho dela? Ela sonhou com igo? Espet acular! Que m aravilha! Ela gost a de m im ! Ela m e am a!

Ela m e am a! Ela m e am a!

(47)

O personagem Tem po dest a est ória em quadrinhos é um a hom enagem a Ant ares Kleber Grij ó de Oliveira, que faleceu no dia 06 de m arço de 2009.

I dealizador e aut or da série de revist as sobre t em as da ast ronom ia, Ant ares deixou um a ext ensa obra de divulgação cient ífica, incluindo a Revist a Elet rônica Café Orbit al. Publicada a part ir de 2002, foi a prim eira produzida por um a inst it uição cient ífica.

Ast rônom o, graduado no Observat ório do Valongo/ UFRJ, com plet ou o m est rado no I AG/ USP e o dout orado no Observat ório Nacional ( ON) . Fez pós- dout orado no Queen Mary College, I nglat erra, e, com o pesquisador, lançou as bases da área de ast rofísica relat ivíst ica e colapso gravit acional no ON.

Exím io professor – adorava dar aulas! – aceit ou o desafio de m ont ar um a Divisão dedicada às at ividades educacionais e de divulgação cient ífica no Observat ório Nacional. São ainda produt os de sua iniciat iva, ent re out ros, as t radicionais Escolas de Ast ronom ia e Geofísica, o ciclo Ast ronom ia no Verão, volt ado para o público leigo, o Curso à Dist ância em Ast ronom ia e a Agenda ON, sobre t em as da ast ronom ia e ciências em geral. Realizações sem pre im pregnadas da m arca de seu carism a e do propósit o de aproxim ar o t rabalho de pesquisa da sociedade.

(48)

COPYRI GHT

As im agens usadas nessa hist ória são propriedade dos seguint es I nst it ut os de Pesquisa:

página 2 7

Nat ional Aeronaut ics and Space Adm inist rat ion ( NASA)

página 3 8

(49)

O

bser vat r i o

ó

(50)

Rua General José Crist ino, 7 7 - São Crist óvão, Rio de Janeiro

t el: ( 5 5 ) ( 2 1 ) 3 5 0 4 - 9 1 0 0 ht t p:/ / w w w .on.br

Referências

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