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A invenção de Hugo Cabret

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Academic year: 2019

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(1)

Prá tic a de Le itura e Esc rita

A inve nç ão de Hugo Cabre t

1

Prá tic a s de le itura e e sc rita sug e rida s pa ra

5ª e 6ª sé rie s do Ensino Funda m e nta l

2

“A literatura desenvolve em nós a quota de humanidade na medida em

que nos torna mais compreensivos e abertos para a natureza, a

sociedade, o semelhante. É um processo humanizador, que confirma no

homem aqueles traços que reputamos essenciais, como o exercício da

reflexão, a aquisição do saber, a boa disposição para com o próximo, o

afinamento das emoções, a capacidade de penetrar nos problemas da

vida, o senso da beleza, a percepção da complexidade do mundo e dos

seres, o cultivo do humor.”

Antonio Cândido3 

J

u st ifica t iva

4  

1. A defesa da leitura literária na escola tem sido feita por pensadores das mais diversas áreas. 

Entretanto, ainda permanecem desafiadoras as questões: O que é a leitura literária? Como promovê‐

la na escola?  

Buscando refletir‐agir sobre elas, nos limites dessas práticas, partiremos da ideia de que a leitura  literária só existe na relação direta do aluno com o texto. Trata‐se de uma relação básica, mas tantas  vezes desprezada “pelos usos e abusos da literatura na escola” 5. 

Falar sobre a literatura, tomar fragmentos dela para trabalhar atividades linguísticas, ou tomá‐la como 

ponto de partida para produções “avaliativas” (resumo, ficha de leitura, prova) são exemplos, já 

bastante condenados, de como fazer da literatura pretexto para outras aprendizagens que, além de às 

vezes serem pouco significativas, podem implicar resistência e aversão dos alunos a novas experiências 

de leitura. 

Então basta que o professor ofereça ao aluno a oportunidade de ler literatura na escola? Esse é outro 

equívoco igualmente perigoso. Não podemos ignorar que o grau de letramento literário da maior parte 

dos alunos ainda é pequeno, faltam‐lhes experiências de leitura literária, que lhes permitam “jogar” com 

1 

SELZNICK, Brian. A invenção de Hugo Cabret. 1ª. Ed. São Paulo: Edições SM, 2007. 

2  

Elaborado por Jacqueline Peixoto Barbosa e Marisa Vasconcelos Ferreira. 

3 

CÂNDIDO, A. O direito à literatura. In: Vários escritos. 3. ed. São Paulo: Duas Cidades, 1995. 

4 

A presente justificativa bem como o item seguinte ‐ A leitura de best‐seller também é válida? – consta originalmente da proposta de 

Práticas de leitura do livro O estranho caso do cachorro morto, elaborada por Marisa Balthasar Soares. 

5 

(2)

o pacto ficcional que todo texto literário propõe, repetindo ou renovando um gênero. Além disso, a 

operacionalização das capacidades de leitura6, essenciais para a leitura de todo e qualquer texto, 

literário ou não, não tem sido garantida pela escolarização básica7. 

A leitura compartilhada, com foco nesses conhecimentos e capacidades, parece‐nos ser um caminho, 

para que, com a mediação docente, os alunos possam descobrir o prazer diferenciado8, que a entrada 

no universo literário pode oferecer. Nada disso, pois, deve ser desarticulado da leitura do aluno. Pelo 

contrário, é em função dela que esses conteúdos merecem ser trabalhados. 

Nessa mediação, precisamos nos lembrar também de que a leitura do texto literário não pode encerrá‐

lo em si mesmo. Por sua própria natureza, o texto literário promove trânsitos para outros textos, 

inclusive os não verbais, convidando o leitor a avançar para além das linhas escritas. 

Permitir, pois, o exercício da intertextualidade, envolvendo, inclusive, textos multissemióticos, é prática 

inerente às práticas de leitura de literatura. É preciso ainda observar que o aluno contemporâneo é 

cercado por signos e múltiplas linguagens9 e pode, partindo disso, explorar possibilidades de sentido  para as evocações que estão na tessitura literária. Assim, respeitadas as especificidades do texto  literário, as interfaces com a música, o cinema, o teatro, a pintura, a dança (e, claro, sendo também  respeitadas as especificidades de suas linguagens), interessam não só à ampliação do letramento  literário, como à dos letramentos multissemióticos. 

2. A leitura de bestseller também é válida?     

A definição do que é ou não literário não é nada fácil; na verdade, ela é bastante ideológica. É certo que  a chamada alta literatura, isto é, os textos que entraram para a tradição universal e para a brasileira  como importantes, é direito incompressível 10 dos alunos, uma vez que o grau de elaboração literária  desses textos permite vivências leitoras muito mais profundas, muito mais humanizadoras 11. 

Isso não quer dizer que formas literárias mais simples, incluindo as que são exploradas como filões no 

mercado  cultural,  não  ofereçam  vivências  significativas.  Ainda  que  em  menor  grau,  elas  podem 

desencadear experiências estéticas, favorecendo o gosto pela leitura literária e, quiçá, incentivando 

buscas futuras, mais sofisticadas. 

Assim, antes de escolher textos para compartilhar com seus alunos, o professor precisa avaliar quais são 

as possibilidades dos mesmos para “jogar” com o texto literário, equalizando sempre a lição de dosar 

desafios novos com o já conhecido.  

6 

Sobre capacidades de leitura, consultar: ROJO, Roxane. Letramento e capacidades de leitura para a cidadania. CD‐ROOM. Programa 

Ensino Médio em Rede, SEE‐SP/CENP, 2004. 

7 

Ver a leitura crítica de Roxane Rojo dos dados divulgados pelas avaliações oficiais de leitura (SAEB, PISA, ENEM) em “O insucesso escolar 

no Brasil do século XX – um processo de exclusão social” in Letramentos múltiplos, escola e inclusão social, da mesma autora. São Paulo: 

Parábola, 2009. 

8 

Acreditamos, com Jauss, que a fruição estética não nasce de um contato gratuito com o texto, mas na ação interessada do leitor sobre 

ele. Quanto mais armada essa ação, maior a possibilidade de fruição estética. Ver JAUSS, Hans Robert. “O Prazer estético e as experiências 

fundamentais da poiesis, aisthesis e katharsis”, in: COSTA LIMA, L.(org.) A Literatura e o Leitor. Textos de estética da recepção. Rio de 

Janeiro: Paz e Terra, 1979. 

9 

A esse respeito, Rojo defende letramentos multissemióticos: “exigidos pelos textos contemporâneos, ampliando a noção de letramentos 

para o campo da imagem, da música, das outras semioses que não somente a escrita” (in op. cit, p.107). 

10 

CÂNDIDO, Antonio. O direito à Literatura. In: Vários escritos. São Paulo: Duas Cidades, 1995. 

11 

Ainda na visada de Antonio Cândido, é a complexidade da natureza do objeto literário que ancora sua função humanizadora. Para ele, 

três faces integram a complexidade literária, que são: 1. uma construção de objetos autônomos com estrutura e significado; 2. uma forma 

de expressão, uma vez que manifesta emoções e a visão de mundo de indivíduos e de grupos; 3. uma forma de conhecimento, inclusive 

como incorporação difusa e inconsciente. O efeito do literário vem da atuação simultânea dessas três faces, mas é o aspecto construtivo da 

obra o eixo central, que dinamiza as outras faces, é ele que “decide se uma comunicação é literária ou não”: “Toda obra literária é, antes 

de mais nada, uma espécie de objeto, de objeto construído; e é grande o poder humanizador desta construção, enquanto construção” (in 

(3)

Umberto Eco, em analogia com o jogo de xadrez, trata dos diferentes graus de prazer do jogo literário: 

“No  primeiro  caso,  serão  propostas  situações  de  partidas  bastante  evidentes  (segundo 

enciclopédia do xadrez), para que a criança tenha a satisfação de antecipar previsões coroadas de 

sucesso; no segundo caso, serão apresentadas situações de partidas nas quais o vencedor tentou 

uma jogada totalmente inédita, que nenhum cenário havia ainda gravado, uma jogada tal que 

ficará na posteridade pela sua ousadia e sua novidade, de tal forma que o leitor sente o prazer de 

se ver contrariado (...). Para cada fábula seu jogo e o prazer que ela decide dar”.12

 

A partir de pactos ficcionais mais simples, isto é, “jogadas textuais” mais previsíveis, o aluno/leitor pode 

usufruir do prazer de jogar, com relativa autonomia. Na medida em que seu domínio sobre essas regras 

cresce (não porque as decorou, mas porque acumulou experiências no jogo da leitura literária), ele, 

certamente, terá interesse por novos desafios. 

3. Nossa escolha 

Trechos escritos entremeados por desenhos que remetem a histórias em quadrinhos e a cinema tecem 

a  trama  dessa  narrativa,  que  envolve  a  personagem  Hugo  Cabret.  Para  além  de  possibilitar  o 

desenvolvimento de habilidades relativas à leitura de textos multimodais (que envolvem diferentes 

linguagens), essa “mistura” – com a qualidade com que é feita –, causa um efeito estético bem 

interessante, que, se bem explorado, possibilita o prazer da leitura e o desenvolvimento de capacidades 

de apreciação e réplica. A diagramação é muito bem cuidada (bordas pretas, páginas preenchidas 

desigualmente, com espaços de respiro), de tal forma que o primeiro contato com o livro já convida à 

leitura. Uma amostra pode dizer por si: 

 

12 

ECO, Umberto. Lector in fabula. São Paulo: Perspectiva, 2004. 

(4)

 

A trama também cativa: um órfão, que mora numa estação de trem, começa a desenrolar novelos de lã,  envolvendo  autômatos,  desenhos,  cinema,  ilusionismo,  um  passado  esquecido  e  um  futuro  em  construção. Enfim, um livro que tem um grande potencial mobilizador com chances de cativar nossos  alunos, leitores em formação. 

(5)

Q

u a dr o sín t e se da s a u la s

Professor: O número de aulas pode ser reduzido, aumentando‐se a quantidade de capítulos propostos  para a leitura autônoma, desde que, entre a aula inicial de abertura e a de fechamento do livro, sejam  previstas pelo menos mais duas aulas – a ideia é garantir um acompanhamento da leitura.  

AULAS 1 E 2  AULA 3  AULA 4  AULA 5 

Apresentação do livro  

Leitura da sinopse,  

da 4ª capa e do capítulo 1  

(até pág. 61).   

Leitura em casa 

(até pág. 105) 

 

Anexos 1 e 2 

Leitura compartilhada 

em classe  

Leitura do capítulo 5 

feita pelo professor 

(até pág. 133). 

 

Leitura em casa (até 

pág. 187) 

Leitura em classe  

Leitura dos capítulos 

9 e 10 feita pelos 

alunos  

(até pág. 225). 

 

Leitura em casa (até 

pág. 255,  

final da Parte I) 

Retomada da Parte I 

Leitura de texto e 

exibição de filmes sobre 

ilusionismo.  

 

(Atividade opcional. Pode 

ser dada depois do 

término da leitura do 

livro ou suprimida.) 

 

• Anexo 3  

• Cópias dos textos  indicados nos links 

• Vídeos indicados  para download 

AULA 6  AULA 7  AULA 8  AULA 9 

Apresentação das mágicas 

 

(Atividade opcional) 

 

 

Leitura em casa  

(até pág. 301) 

Leitura compartilhada 

em classe 

Leitura do capítulo 3 

feita pelos alunos 

(até pág. 319). 

 

Leitura em casa (até 

pág. 393) 

 

Leitura 

compartilhada em 

classe Leitura do 

capítulo 8 feita pelos 

alunos  

 (até pág. 407). 

 

Leitura em casa (até 

o final) 

 

Retomada dos capítulos 

lidos e discussão final 

sobre o livro. 

(6)

R

e cu r sos n e ce ssá r ios

QUANTIDADE  MATERIAL  VALOR ESTIMADO 

(um exemplar por aluno)  Livro: SM.  A invenção de Hugo Cabret – Brian Selznick, Editora  R$32,30 a R$ 41,00  01  Impressão das orientações para o professor   

(quantidade de aluno x 9)  Fotocópias dos anexos (o Anexo 3 só deve ser copiado se as atividades das aulas 5 e 6 forem mantidas)  R$0,12 (a cópia) 

01  DVD (para gravação dos vídeos baixados, caso as atividades das aulas 5 e 6 sejam realizadas)   R$2,50 

(1/3 dos alunos x 15)  Fotocópias das instruções de mágicas indicadas nos links   R$0,12 (a cópia) 

01  Cartucho de tinta preto para impressora    

(um exemplar por aluno) 

Dois cartões telefônicos idênticos (ou duas cartas de baralho  de mesmo naipe e número); cédula de dinheiro 

(preferencialmente nova por ser mais fácil fazer o vinco); lixa  de unha; tesoura; fita adesiva dupla face (somente se as  atividades das aulas 5 e 6 forem mantidas) 

Cartão – R$ 4,00 cada. 

mantidas) Baralho (somente se as atividades das aulas 5 e 6 forem  R$ 5,00 a R$ 10,00 

P

r ovidê n cia s n e ce ssá r ia s

‐ Copiar anexos para alunos; 

‐ Reservar aparelhos para a exibição dos vídeos;  

‐ Baixar e/ou gravar com antecedência os vídeos sugeridos: 

http://xpock.com.br/truque‐de‐ilusionismo‐muito‐bacana (homem cortado ao meio) 

http://www.youtube.com/watch?v=vkWom‐jsj7I (mágica com carta de baralho) 

http://www.youtube.com/watch?v=9EqkDm6jrYo (segredo da mágica com carta de baralho); 

 

‐ Copiar textos dos links para os alunos: 

http://pt.wikibooks.org/wiki/Truques_de_cartas/Truques_matem%C3%A1ticos#A_sua_carta_.C3.A9_a_

pr.C3.B3xima 

(7)

P

r opost a de cr on ogr a m a e a t ivida de s

Au la s 1 e 2

Professor: Dependendo do ponto em que a primeira aula for interrompida, pode ser interessante 

recolher os livros para que a vinculação  com  mesmo possa estar mais solidificada antes  da 

solicitação de uma leitura autônoma. Avalie. De qualquer maneira, seria interessante que o intervalo 

entre a primeira e a segunda aula fosse o mais curto possível.  

1.Apresentação da proposta de trabalho 

Converse com os alunos sobre como será o processo de leitura do livro: será lido em partes, em casa (e 

também na escola), pois cada um vai receber um exemplar, que deverá ser devolvido ao final do 

trabalho. Deixe claro que não haverá nenhuma prova do livro. O que se pretende é verificar como se 

posicionam em relação ao livro: o que apreciam ou não na história e na forma como é contada e por 

quê; o que pensam em relação à situação vivida pelas personagens etc.; enfim, desafie‐os a se colocar 

frente à história: “Vocês seriam capazes de dialogar com o livro; de prever acontecimentos na história 

antes de lê‐los e de emitir uma opinião fundamentada sobre o livro?”. 

Se você dispuser de mais aulas, pode aumentar os momentos de leitura em sala de aula, continuando 

o trecho anteriormente solicitado. Esse é um bom procedimento, já que pode ajudar a manter o 

interesse pelo livro e “resgatar” alunos que, porventura, tenham abandonado a leitura. Sugere‐se que 

as sequências de ilustrações sejam “lidas” individualmente e comentadas quando for o caso, mas 

deve‐se evitar relatar oralmente a ação mostrada para não empobrecer o recurso. 

2.Apresentação do livro – leitura da sinopse  

• Distribua o Anexo 1 e leia a sinopse para os alunos. 

• Proponha a questão 1 do Anexo. 

Caso você disponha de pouco tempo para essas aulas, pode pular essa etapa da atividade, adequando 

o item 4: lendo a 4ª capa e lançando a pergunta 1 do Anexo 1.  

3. Distribuição do livro:

• Você pode “ritualizar” a entrega do livro, se considerar relevante, mas, para isso, precisa sentir‐se 

à vontade com a atividade. Convide‐os e/ou desafie‐os para a leitura e diga algo como: “Vocês 

estão prontos para Hugo Cabret? Então, quem quiser, pode vir pegar o livro. Um de cada vez...”. 

Você pode propor que peguem o livro e assinem uma lista de empréstimo (mais do que um 

compromisso com a devolução do livro, a ideia é que isso simbolize um compromisso com a 

leitura). Outra possibilidade é você entregar pessoalmente o livro para cada um e convidá‐lo para 

(8)

8  • Após distribuir o livro, deixe que eles comentem livremente suas primeiras impressões. Caso não 

digam nada a respeito das peculiaridades do livro, pergunte “o que o livro tem de diferente dos 

outros (cor do papel, tipo de ilustração, diagramação etc.)”. 

• Se possível, arrume a classe em forma de círculo ou semicírculos. 

4. Leitura da 4ª capa: 

Peça para que leiam a 4ª capa e converse com eles sobre as informações coincidentes com a sinopse já  lida.  

5. Leitura do 1º capítulo

Antes da leitura do capítulo 1: 

• Com o título O ladrão, o que se pode esperar que aconteça nesse capítulo? 

Durante e depois da leitura do capítulo 1: 

Peça para que os alunos leiam o livro até a página 45 (antes da primeira página com palavras impressas). 

Lance algumas questões: 

• O que foi possível compreender da história até o momento? 

¾ Quem parece ser a personagem principal? Como sabemos disso?  

¾ A personagem age abertamente ou parece estar fazendo algo escondido?  

Peça para que leiam até o final do capítulo 1 (pág. 61). Deixe que comentem livremente sobre o que  leram. Coloque algumas questões para que respondam oralmente: 

• Para que será que Hugo precisava dos brinquedos? Por que será que os rouba? 

• Por que o velho se refere a fantasmas? Retome um trecho da página 60: 

Fechou o caderninho. A expressão em seu rosto mudava rapidamente, de medo para tristeza, de  tristeza para raiva. 

• Por que será que o velho fica querendo com tanta insistência saber quem fez os desenhos e de 

quem é o caderno? Por que não devolve o caderno para o menino? 

Depois de uma primeira leitura do capítulo 1: 

Retome com os alunos as ilustrações do início do capítulo.  

Na 4ª capa do livro, há um destaque para o fato de que a história é narrada por meio de textos e 

imagens e as imagens misturam elementos de quadrinhos (HQ) e cinema. Proponha que os alunos 

(9)

9  • Pergunte aos alunos se eles sabem o que é Zoom e desafie‐os a encontrar movimentos de 

afastamento e aproximação nessas primeiras páginas e a dizer por que esses movimentos podem 

ter sido utilizados. Pergunte para eles em que página o movimento de zoom inicial é invertido – 

passam do afastamento para a aproximação (págs. 12‐13). 

¾ Págs. 4‐11 –de afastamento (zoom out: da lua passa‐se a ver a cidade– Paris – até zoom 

que a estação entre no quadro – e aí já está amanhecendo) Por meio desse movimento, 

apresenta‐se o cenário da história. 

¾ Págs. 12‐19 –  zoom de  aproximação (zoom in)  Por meio desse movimento  somos 

convidados a entrar na estação de trem e a personagem nos é apresentada). 

• Proponha mais questões: em que página a personagem principal nos é apresentada? Como  sabemos que ela é a personagem principal?  

Professor: Caso não consigam perceber, peça para que observem nas páginas 16/17 a personagem 

que é destacada por meio da luz. As páginas seguintes, 18‐19 e também as demais, confirmam que ela 

é a personagem em foco.   

• Comente com alunos a sequência, também cinematográfica, de tomadas (e de ações) das páginas 

20‐31. Como percebemos que Hugo faz algo escondido?    

Veja se percebem o olhar desconfiado da personagem nas páginas 24, 26 e 28 e o zoom no pé que 

entra no esconderijo na página 30.   

• Explique para eles o que é uma câmera subjetiva (câmera que funciona como se fosse o olho da  personagem) e peça que tentem observar: 

¾ Em que página esse recurso começa a ser utilizado? Ou em quais páginas a ilustração 

parece mostrar o que o olho de Hugo estaria vendo? (Diga aos alunos que “jouets” 

significa brinquedos em francês). 

• Outro movimento de zoom acontece entre as páginas 52‐59. Comente sobre isso com os alunos. 

• Finalmente, pergunte aos alunos se ficou claro o uso de recursos cinematográficos por parte do 

autor/ilustrador do livro. 

• Apresente o Anexo 2. A partir da leitura do exemplo dado, oriente o preenchimento do quadro, 

que  pode  ser  colado  no  caderno.  Na  coluna  do  meio  os  alunos  devem  registrar  muito 

sinteticamente os principais acontecimentos do(s) capítulo(s). Na última coluna, o aluno deve 

colocar perguntas, comentar algo sobre a história ou o livro etc. Como o livro tem duas partes, 

seria interessante que, ao final da primeira parte, se fizesse uma retomada do quadro que 

também servisse de aquecimento para a leitura da Parte 2. Nessa ocasião, você pode lançar a 

seguinte questão: Quais perguntas foram respondidas até o final da Parte 1 e quais não foram? 

Qual será então o mote principal da Parte 2? Sugere‐se que o preenchimento do quadro seja 

facultativo. O aluno poderá preenchê‐lo, se quiser, para melhor se colocar nas discussões em  classe, mas deverá necessariamente participar desses momentos. Ele pode preencher o quadro  por capítulos ou blocos de capítulos, escrevendo ou desenhando (nesse caso, em outro espaço). 

(10)

• Como a extensão do livro pode ser um elemento desestimulador, chame a atenção para o fato de 

que nessa aula já leram até a página 61, para a quantidade de ilustrações (cerca de 316 páginas no 

total) e para o não preenchimento total das páginas. 

• Diga que para a próxima aula deverão ler os capítulos 2, 3, 4 e preencher o quadro do Anexo 2. 

Au la 3

• Mude a disposição da sala, se achar que é o caso. 

• Retome as anotações dos alunos do Anexo 2. 

• Proponha outras questões: 

¾ O que Hugo faz na estação? 

¾ Conseguiu o caderno de volta? Tem chance de conseguir? Por que quer tanto o caderno 

de  volta? (Professor:  Se  nesse  momento  não  conseguirem  responder,  a  leitura  do 

capítulo 5 os ajudará.) 

¾ Será que Hugo pode confiar na menina? 

• Proponha comentários sobre as ilustrações – seu realismo e a influência do cinema (a sequência 

das cenas parece um story‐board): 

¾ À página 66, temos a sensação de que o menino está correndo; na página 71, “vemos” 

Hugo subindo as escadas e, na página 75, o vemos abrindo a porta; 

¾ À página 78, somos capazes de perceber o esforço que faz para girar o mecanismo do 

relógio; 

¾ À página 89, temos a sensação de que Hugo está com muito frio! 

• Leia com eles o capítulo 5. Chame atenção para o fato de que nesse capítulo muita coisa da  história deve ser esclarecida – como Hugo se tornou órfão, por que vive na estação, o que faz por  lá etc. 

• Peça que procurem as definições de autômato no dicionário que sejam mais adequadas ao  sentido do texto. Algumas possibilidades: 

10 

Autômato  Autômato 

Acepções 

■ substantivo masculino  

1    máquina ou engenho composto de mecanismo 

que lhe imprime determinados movimentos (p.ex.,  um relógio, certos tipos de brinquedo etc.)  

2    aparelho com aparência humana, ou de outros 

seres animados, que reproduz seus movimentos por  meios mecânicos ou eletrônicos 

S.m. 

 

1.Maquinismo que se põe em movimento  por meios mecânicos.  

 2.Aparelho que imita os movimentos  humanos. 

(Dicionário Aurélio – Século XXI1) 

 

(11)

11  • Proponha o preenchimento do Anexo 2, referente ao capítulo lido. 

• Se houver tempo, proponha que comecem a ler o capítulo 6. Caso não haja, diga que para a 

próxima aula deverão ler os capítulos 6, 7 e 8 e preencher o quadro do Anexo 2. 

Au la 4

• Mude a disposição da sala, se achar que é o caso. 

• Deixe que comentem livremente sobre o trecho lido. 

• Retome as anotações dos alunos do Anexo 2. 

• Teça comentários e/ou proponha outras questões: 

¾ Será mesmo que o velho chorou no momento em que discutia com Hugo sobre o 

caderninho? Por que teria chorado? (pág. 138) 

¾ Na  livraria,  Isabelle  reencontra  um  amigo,  Etienne,  que  trabalha  no  cinema.  Por 

intermédio desse amigo, o cinema aparece explicitamente na história (antes havia várias 

referências nas ilustrações, planos, zooms etc.). E o cinema parece unir (ou dividir) 

personagens. Hugo gostava de cinema e sempre ia com o pai. Isabelle também gosta e vai 

ao cinema escondida. Por que será que Tio Georges não queria que sua sobrinha, 

Isabelle, fosse ao cinema? 

¾ Por que Etienne fez o truque da moeda? (Provavelmente porque percebeu que Hugo iria 

roubar o livro e, como teve simpatia por ele, resolveu de alguma forma “dizer” que aquilo 

não era correto.) (pág. 187) 

• Proponha que, individualmente, leiam os capítulos 9 – A Chave – e 10 – O Caderno – em sala. Que  chave será essa? Qual sua serventia? Será que Hugo vai, enfim, reaver o Caderno? 

Professor: Aproveite para observar como os alunos leem: seu ritmo, interesse, concentração etc. Caso 

haja algum aluno que demonstre uma certa dificuldade, aproveite para fazer uma leitura conjunta. 

• Peça que leiam os capítulos 11 e 12 em casa. Diga que, com a leitura desses dois capítulos, eles 

terminarão a Parte 1 do livro. Lance as últimas questões para que levantem hipóteses: 

¾ Qual será a razão dos títulos dos capítulos? Hugo roubará mais alguma coisa?  

¾ Que mensagem (título do capítulo 12) será essa? Será mesmo do pai? 

• Lembre‐os de continuar preenchendo o quadro dos capítulos (Anexo 2) que será usado na 

(12)

12 

Au la 5

• Deixe que comentem livremente sobre os capítulos lidos e a Parte 1 do livro de uma forma geral. 

Retomando o quadro do Anexo 2: Que história foi resolvida ou o que foi respondido? O que ainda 

falta resolver/esclarecer?13 

• Comente com os alunos que o autor se baseou em fatos reais para escrever a história. Peça que 

leiam o texto sobre ilusionismo no Anexo 3 e observem que o grande ilusionista Houdin também 

era relojoeiro. Converse com os alunos sobre ilusionismo. Mostre exemplos concretos (baixar os 

vídeos ou acessá‐los no computador): 

http://xpock.com.br/truque‐de‐ilusionismo‐muito‐bacana (homem cortado ao meio) 

http://www.youtube.com/watch?v=vkWom‐jsj7I (carta de baralho) 

• Desafie‐os a tentar fazer mágicas, observando como conseguem compreender a explicação oral e  a instrução escrita (essas poderiam ser atividades mais situadas de trabalho com as habilidades de  leitura e compreensão oral). Divida a classe em grupos e distribua diferentes instruções ou  disponibilize (em vídeo) explicações orais de mágicas. Procure observar se os alunos conseguem  compreender as instruções e, caso não consigam, tente mediar a leitura, fazendo perguntas,  chamando atenção para determinadas partes etc. 

¾ http://www.youtube.com/watch?v=9EqkDm6jrYo (baixar o vídeo que explica a mágica de 

cartas apresentada anteriormente) 

MATERIAL NECESSÁRIO: baralho. 

 

¾ http://www.terion.com.br/magicas/exemplo.asp  (baixar  e  imprimir  instruções  para  a 

mágica da cédula rasgada) 

MATERIAL NECESSÁRIO 

Dois cartões telefônicos idênticos (ou duas cartas de baralho de mesmo naipe e número); 

cédula de dinheiro (preferencialmente nova por ser mais fácil fazer o vinco); lixa de unha; 

tesoura; fita adesiva dupla face.   

 

¾ http://pt.wikibooks.org/wiki/Truques_de_cartas/Truques_matem%C3%A1ticos  (escolher 

e imprimir algumas instruções) 

MATERIAL NECESSÁRIO: baralho. 

• Os alunos deverão treinar a mágica em casa e fazê‐la na próxima aula para os outros grupos. 

13 

As próximas atividades dessa aula poderão ser feitas após o término da leitura da Parte 2 ou poderão ser suprimidas, caso não haja 

(13)

13 

Au la 6

• Apresentação das mágicas pelos alunos: decida se os alunos apresentarão as mágicas para a classe 

inteira (o que pode levar muito tempo) ou apresentarão entre grupos. Nesse caso, a apresentação 

se dará entre grupos que não conheçam os truques uns dos outros; 

• Após as apresentações, peça para que leiam os capítulos 1 e 2 da Parte 2 em casa (se houver  tempo,  podem  começar  na  aula).  Peça  para  que  três alunos  leiam  também  o  capítulo  3,  preparando uma leitura oral para a classe na próxima aula. Eles devem ensaiar essa leitura, de  forma  que  possam  fazer  uma  leitura  expressiva,  com  ritmo,  volume  de  voz  e  entonação  adequados. Lembre‐os de continuar preenchendo o quadro dos capítulos. 

Au la 7

• Mude a disposição da sala, se achar que é o caso. 

• Deixe que comentem livremente sobre os capítulos lidos. 

• Retome as anotações dos alunos do Anexo 2. 

• Teça comentários e/ou proponha outras questões: 

¾ Vocês se surpreenderam com a assinatura? Esperavam que os desenhos fossem do velho 

Georges? 

¾ Por que será que Georges reage dessa forma frente aos desenhos? 

¾ Chame  atenção  para  a  sequência  de  desenhos  das  páginas  284‐297.  Todos  esses 

desenhos foram elaborados por Georges Méliès (1861‐1938), que de fato foi um cineasta 

que existiu (embora o autor tivesse inventado sua personalidade e toda sua história). 

Vejam o título dos desenhos nas páginas 531‐532. Comente que em quase todos os  desenhos parece haver algo de fantástico – estranhas criaturas aladas, cabeças que  irradiam fachos, um homem navegando num planeta, alguém cavalgando um peixe etc. 

• Como combinado, peça para que os alunos leiam o capítulo 3 – cada um pode ficar com uma  sequência de páginas intercaladas com desenhos. Se a leitura se tornar monótona ou cansativa,  reavalie. 

¾ Após a leitura comente sobre a sequência de desenhos das páginas 308‐317. O que esses  desenhos apresentam de diferente dos demais. 

(A mistura de vários elementos fragmentados, que ajudam a criar uma representação de  sonhos.) 

• Encaminhe a leitura dos capítulos 4, 5, 6 e 7. Da mesma forma que na aula anterior, peça que dois 

alunos preparem‐se para a leitura do capítulo 8 (um capítulo crucial na história; será preciso 

(14)

14 

Au la 8

• Mude a disposição da sala, se achar que é o caso. 

• Deixe que comentem livremente sobre os capítulos lidos (4‐7).  

• Retome as anotações dos alunos do Anexo 2. 

• Teça comentários e/ou proponha outras questões: 

¾ Peça que levantem hipóteses que possam explicar o porquê do título do capítulo 4:  invenção dos sonhos.  

¾ Comente o quase quadro‐a‐quadro da sequência de ilustrações (págs. 322‐337) do trajeto 

de Hugo até a Academia de Cinema, como se uma câmera o estivesse acompanhando. 

¾ O que acharam da descoberta de que Georges era um cineasta? 

¾ Qual seria a motivação de Tio Georges? Por que seria preciso “consertá‐lo”? (pág. 375). 

• Para preparar a leitura do capítulo 8, lance a questão: o que acontecerá agora? Georges abrirá a 

porta? Terão que arrombá‐la?  

• Leitura do capítulo 8 pelos alunos escolhidos. Da mesma forma que na aula anterior, se a leitura 

se tornar monótona ou cansativa, reavalie. 

• Encaminhe a leitura dos capítulos finais. Lembre‐os de continuar preenchendo o quadro dos 

capítulos. 

Au la 9

• Mude a disposição da sala, se achar que é o caso. 

• Deixe que comentem livremente sobre os capítulos lidos.  

• Comente mais algumas passagens do trecho lido: 

¾ Peça que observem novamente a sequência em que Hugo é perseguido (págs. 416‐451).  Depois sugira que observem e comentem o realismo dos desenhos, por exemplo: a  corrida de Hugo (págs. 418‐419) e a do inspetor (págs. 420‐421); o grito do inspetor  (págs. 424‐425); o cansaço de Hugo (pág. 427) etc. 

¾ O que acontece entre as páginas 472‐477? (Hugo desmaia.) 

¾ Qual é o autômato que Hugo diz ter construído no final da história? (pág. 510)  

(15)

15 

¾ Como as ilustrações finais do livro “conversam” com as iniciais? Como as ilustrações se 

relacionam com a parte da história em que se encontram?  

Veja se percebem que novamente a lua é focada, como no início do livro. Só que desta vez ela vai 

minguando e tudo vai ficando escuro, como no final de uma história – ou no final de um filme. Já no 

início, a lua está cheia e vai cedendo lugar ao sol, ao início de um dia e ao início de uma história. 

• Retome as anotações dos alunos do Anexo 2, relembrando as principais passagens da história e a 

forma como ela foi contada, como os acontecimentos foram sendo relatados. Retome também a 

última questão do Anexo 1, relativa à sinopse do livro: todas as questões estão respondidas? De 

que forma? 

• Qual a relação entre brinquedos mecânicos/relógios, mágica e cinema que perpassa a história 

inteira?  (A  ideia  é  que  percebam  que  brinquedos  mecânicos  –  que  funcionam  como  um 

mecanismo de um relógio – podem ser usados para criar ilusões – fazer mágicas – ou até mesmo 

para representar seres humanos ou ações humanas – autômatos. O cinema de Georges Miélès é 

todo voltado para criar ilusões, o que permite uma aproximação do cinema com o mágico.) 

Aproveite para conversar um pouco sobre a magia do cinema. Por que podemos dizer que o 

cinema é algo mágico? 

• Peça que comentem o que acharam do livro e da forma como ele foi lido. 

• Por fim, como forma de se despedirem de Hugo, peça que descrevam (ou escrevam algo mais, 

como um pano de fundo, uma fala, um pensamento de alguém) uma cena desenhada pelo autor 

(16)

16 

An e x o 1

Sinopse

 

do

 

livro

14

 

1) Para discutir com os colegas antes de ler o livro: você considera que essa é uma boa sinopse? Dá 

vontade de ler o livro?   

2) Para trocar com os colegas depois da leitura do livro – comente sobre cada um dos elementos  mencionados no trecho abaixo: quando aparecem, quando e de que forma o mistério é esclarecido 

etc. 

Um valioso caderno, uma chave roubada, uma mensagem cifrada e um passado esquecido estão no  centro dessa misteriosa aventura.  

14 

Retirada do site da editora ‐ http://www.edicoessm.com.br/hugocabret/sinopsis.html.

Paris,  anos  30.  Hugo  Cabret  vive  clandestinamente  na  estação  de  trem.  Esgueirando‐se por passagens secretas, o menino cuida do funcionamento dos  gigantescos relógios do lugar. Ele precisa manter‐se invisível porque guarda um  incrível segredo. Descoberto pelo severo dono da loja de brinquedos e por sua  curiosa afilhada, todos os seus planos entram em perigo... Um valioso caderno,  uma chave roubada, uma mensagem cifrada e um passado esquecido estão no  centro dessa misteriosa aventura. 

 

A invenção de Hugo Cabret oferece uma diferente e emocionante experiência de 

leitura. O autor, Brian Selznick, compôs a trama com textos e ilustrações que  desenvolvem a história como em um story‐board de cinema. A interação entre 

realidade e ficção é outro dos pontos fortes do livro, que o torna uma fonte de  conhecimento. A obra recria uma época‐chave da história da humanidade: a  industrialização europeia, o auge das ferrovias, o mecanicismo (aplicado às artes, à  mágica, à relojoaria) e o surgimento do cinema. 

Considerada uma obra‐mestra pela crítica mundial, a edição inglesa, publicada em março de 2007 pela Scholastic  – editora do Harry Potter nos Estados Unidos –, vendeu 300 mil exemplares em três meses. O sucesso não para 

(17)

17 

An e x o 2

 

Registros

 

e

 

impressões

 

A

 

invenção

 

de

 

Hugo

 

Cabret

 

(Parte

 

1)

 

 

1) Durante a leitura do livro, a atividade principal a ser desenvolvida é a troca de impressões e opiniões  sobre a história e a forma de contá‐la. Para que você possa participar mais ativamente dessa troca, a  ideia é que você vá registrando seu caminho de leitura. 

CAPÍTULOS  ACONTECIMENTOS PRINCIPAIS  MEUS COMENTÁRIOS/IMPRESSÕES/SUPOSIÇÕES/ 

QUESTIONAMENTOS 

1. O ladrão 

Hugo  é  apresentado.  Rouba  um 

brinquedo  

da  loja  da  estação  e  é  pego  pelo 

velho, 

dono da loja, que além do brinquedo 

roubado  toma  dele  seu  precioso 

caderno.   

O menino será mesmo ladrão? Por que o caderno é 

tão  

importante?  

Por que o velho fica tão perturbado ao olhar o 

caderno? Esquisito o velho não querer devolver o 

caderno nem entregar o menino para a polícia. 

Incrível  a  sequência  de  desenhos!!  É  mesmo 

cinema!! 

   

   

   

   

2. Os relógios 

   

   

   

   

   

3. Neve 

   

   

   

   

4. A janela 

   

   

   

   

   

5. O pai de 

Hugo 

   

   

   

6. Cinzas 

(18)

18 

   

   

   

   

   

7. Segredos 

   

   

   

   

8. Baralho 

   

   

   

   

   

9. A chave 

   

   

   

   

   

10. O caderno

   

   

   

   

   

11. Bens 

roubados 

   

   

   

   

   

12. A 

mensagem 

(19)

19 

Registros

 

e

 

impressões

  

A

 

invenção

 

de

 

Hugo

 

Cabret

 

(Parte

 

2)

 

CAPÍTULOS  ACONTECIMENTOS PRINCIPAIS  MEUS COMENTÁRIOS/IMPRESSÕES/SUPOSIÇÕES/

QUESTIONAMENTOS 

   

   

   

   

1. A assinatura 

   

   

   

   

   

2. O armário 

   

   

   

   

   

3. O plano 

   

   

   

   

4. A invenção dos 

sonhos 

   

   

   

   

   

5. Tio Georges 

fazia filmes 

   

   

   

   

6. Motivação 

   

   

   

   

7. A visita 

   

(20)

20 

   

   

   

   

   

   

   

   

9. O fantasma da 

estação 

   

   

   

   

   

10. Um trem chega 

à estação 

   

   

   

   

   

11. O mágico 

   

   

   

   

12. Dando corda 

(21)

An e x o 3

Ilusionismo:

 

Lendo

 

sobre

 

e

 

experimentando

 

 

Ilusionismo15  (também  chamado  magia  ou prestidigitação) é  a arte 

cênica  de entreter e sugestionar uma audiência criando ilusões que 

confundem e surpreendem, geralmente por darem a impressão de que 

algo  impossível  aconteceu,  como  se  o  executante  tivesse  poderes  sobrenaturais. No entanto, esta ilusão da magia é criada totalmente por  meios naturais. Os praticantes desta atividade designam‐se mágicos ou  ilusionistas

A arte da prestidigitação é baseada fundamentalmente na presteza dos  dedos do mágico em manipular os equipamentos e acessórios usados  nos truques. 

As ilusões mais conhecidas envolvem aparecimentos e 

desaparecimentos, transformações, uniões, leitura da mente, desafios às  leis físicas e lógicas, e tudo o que desafia a explicação racional.       Cartaz anunciando um mágico 

História

  

Os artifícios do ilusionismo existem desde o princípio dos tempos, utilizando, por exemplo, o xamanismo 

para demonstrar a condição de feiticeiro. No entanto, a profissão de ilusionista ganhou prestígio 

durante o século XVIII, e foi passando por diversas modas até se converter numa das formas mais 

populares de entretenimento. 

O ilusionismo moderno deve grande parte das suas origens a Jean 

Eugène Robert‐Houdin, relojoeiro, que abriu um teatro de magia em 

Paris na década de 1840. 

Um dos mais famosos praticantes desta arte foi Houdini (1874‐1926), 

o "Rei das Fugas", que morreu devido à súbita intervenção de um 

espectador num dos seus espetáculos. O mágico afirmava que poderia 

levar  um  forte  soco  no  estômago  e  não  sentiria  dor,  porém  o 

espectador (que era um boxeador) socou‐o antes que Harry Houdini 

estivesse preparado para a ação. Isso ocasionou um problema interno 

e o mágico foi internado no mesmo dia, mas acabou por falecer. 

Jean Eugène Robert‐Houdin (1805‐1871) 

Em finais do século XX, o ilusionismo voltou a estar no auge, pela mão de diversos executantes, como 

Doug Henning, primeiro, e David Copperfield, depois, por meio de programas televisivos, espetáculos na 

Broadway e excursões mundiais. 

21 

15

(22)

22 

Deixando

se

 

afetar

 

pela

 

ilusão...

 

Agora você vai assistir a dois vídeos que usam e abusam do ilusionismo. O primeiro é realmente incrível 

(onde é que o homem coloca suas pernas?)!! O segundo é mais simples, mas, nem por isso é óbvio...   

http://xpock.com.br/truque‐de‐ilusionismo‐muito‐bacana (homem cortado ao meio) 

 

http://www.youtube.com/watch?v=vkWom‐jsj7I (carta de baralho) 

Desvendando

 

o

 

mistério

 

(e

 

perdendo

 

o

 

encantamento)

 

Para saber como o segundo truque é realizado, acesse:   

http://www.youtube.com/watch?v=9EqkDm6jrYo (carta de baralho) 

   

Dando

 

os

 

primeiros

 

passos

 

na

 

arte

 

do

 

ilusionismo

 

Vários são os endereços na internet que ensinam a fazer mágica.  

Para aprender a fazer mágica com cartas, acesse:   

http://pt.wikibooks.org/wiki/Truques_de_cartas/Truques_matem%C3%A1ticos#A_sua_carta_.C3.A9_a_

pr.C3.B3xima 

 

Para aprender a fazer uma mágica que envolve rasgar dinheiro (?!), acesse: 

 

http://www.terion.com.br/magicas/exemplo.asp  

 

Referências

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