Avaliação Funcional Global
ATIVIDADES DE VIDA DIÁRIA BÁSICAS (AVD`s básicas: AUTO-CUIDADO)
O Index de Independência nas Atividades Básicas de Vida Diária de Sidney Katz é um dos instrumentos mais utilizados para avaliar as AVD. Avalia a independência no desempenho de seis funções (banho, vestir-se, ir ao banheiro, transferência, continência e alimentação) classificando as pessoas idosas como independentes ou dependentes.
Objetivo: avaliar a independência funcional das pessoas idosas no desempenho das AVD.
Avaliações dos resultados: as pessoas idosas são classificadas como independentes ou dependentes no desempenho de seis funções a partir da utilização de um questionário padrão.
FUNÇÃO
INDEPENDÊNCIA
Faz sozinho, totalmente, habitualmente e corretamente atividade
considerada
DEPENDÊNCIA
PARCIAL COMPLETA
Faz parcialmente ou não corretamente a atividade ou com
pouca dificuldade
O idoso não faz a atividade considerada Ajuda não
humana
Ajuda humana
BANHAR-SE
Usa adequadamente chuveiro, sabão e/ou esponja
Independente para entrar e sair do banheiro.
Necessidade de ajuda através do uso de órtese ou algum apoio material para o
banho.
Necessidade de ajuda humana
para lavar algumas partes do
corpo (costas ou pernas) ou supervisão
Recebe assistência no banho para mais de uma parte do corpo (ou não se banha)
VESTIR-SE
Apanha a roupa do armário ou gaveta, veste-se e consegue despir-se. Exclui- se calçados.
Independente para pegar a roupa e se vestir
Necessidade de apoio de algum objeto para se vestir.
Necessidade de ajuda humana para
pegar a roupa.
Dependência total para vestir-
se.
USO DO BANHEIRO
Locomove-se até o banheiro, despe-se e limpa-se e arruma a roupa.
Independente para ir ao banheiro e se limpar.
Necessidade de ajuda através do uso de órtese ou marreco, comadre e urinol para a higiene
Necessidade de ajuda humana para ir ao banheiro
ou se limpar.
Não vai ao banheiro para o
processo de eliminação
TRANSFERIR-SE
Locomove-se da cama para a cadeira e vice-versa
Independente para entrar ou sair do leito, sentar e levantar
da cadeira.
Necessidade de ajuda através do uso
de órtese ou de algum apoio material
para realizar a transferência
Necessidade de ajuda humana parcial para entrar e sair do leito, sentar e levantar da cadeira.
Não sai da cama.
Restrito ao leito
CONTROLE ESFINCTE-
RIANO
Micção
Independência para controlar a micção
Necessidade de ajuda através do uso regular de urinol, comadre ou marreco para controle
da micção e defecação.
Necessidade de ajuda humana para
controle da micção ) ou usa fralda noturna somente
(supervisão)
Dependência total através do uso constante de
cateteres ou fraldas
Evacuação
Independência para controlar os movimentos
intestinais
Necessidade de ajuda através do uso regular de urinol, comadre ou marreco para controle
da defecação.
Necessidade de ajuda humana para
controle da defecação (supervisão) ou usa
fralda noturna somente.
Dependência total através do
uso constante de fraldas
ALIMENTAR-SE
Consegue apanhar a comida do prato ou equivalente e levar à boca
Independente para pegar o alimento e levá-lo até a boca.
Necessidade de ajuda através do uso de adaptadores para a
alimentação
Alimenta-se sozinho exceto pela
assistência para cortar a carne e passar manteiga no
pão.
Dependência total para a alimentação.
AVD’s Básicas segundo Katz (1963) e Likert modificados.
ATIVIDADES INSTRUMENTAIS DE VIDA DIÁRIA (AVD´s instrumentais)
ESCALA DE LAWTON
De acordo com o grau de limitação apresentado para o desempenho das AIVDs é possível determinar se a pessoa idosa é ou não capaz de manter uma vida independente.
Objetivo: avaliar o desempenho funcional da pessoa idosa em termos de atividades instrumentais que possibilita que a mesma mantenha uma vida independente.
Avaliações dos resultados: Para cada questão a primeira resposta significa independência, a segunda dependência parcial ou capacidade com ajuda e a terceira, dependência. A pontuação máxima é 27 pontos. Essa pontuação serve para o acompanhamento da pessoa idosa, tendo como base a comparação evolutiva. As questões 4 a 7 podem ter variações conforme o sexo e podem ser adaptadas para atividades como subir escadas ou cuidar do jardim.
Atividade de vida diária
Sem ajuda Com ajuda
parcial Incapaz
Você é capaz de preparar as suas refeições? 3 2 1
Você é capaz de tomar os seus remédios na dose certa e horário
correto? 3 2 1
Você é capaz de fazer compras? 3 2 1
Você é capaz de controlar o seu dinheiro ou finanças? 3 2 1
Você é capaz de usar o telefone? 3 2 1
Você é capaz arrumar a sua casa? 3 2 1
Você é capaz de lavar e passar a sua roupa? 3 2 1
Você é capaz de fazer pequenos trabalhos domésticos? 3 2 1
Você é capaz de sair de casa sozinho para lugares mais distantes,
usando algum transporte, sem necessidade de planejamento especiais? 3 2 1 Total
APGAR DE FAMÍLIA
É um eficiente teste de avaliação rápida do funcionamento familiar no cuidado de pessoas dependentes.
Objetivo: possibilita verificar indícios de disfunção familiar permitindo a elaboração de um projeto terapêutico. É uma medida unidimensional de satisfação com a dinâmica de funcionamento familiar, verificando a percepção das pessoas sobre suas famílias como um recurso ou como um fator estressor.
Avaliações dos resultados: Os domínios citados são avaliados por meio de cinco questões simples às quais são atribuídas valores que, ao final, são somados resultando num escore total cuja representação numérica relaciona-se diretamente com uma condição de funcionalidade familiar (boa funcionalidade, moderada ou alta disfuncionalidade).
0 a 4 = elevada disfunção familiar 5 e 6 = moderada disfunção familiar 7 a 10 = boa funcionalidade familiar
Altos índices do APGAR demonstram maior capacidade de adaptação da família à nova situação e possíveis e prováveis mudança de papéis, enquanto um baixo índice pode representar um ambiente estressante, de baixa adaptabilidade à nova situação e pode requerer intervenções apropriadas e urgentes.
DIMENSÕES AVALIADAS PERGUNTAS A SEREM REALIZADAS
Sempre Algumas vezes
Nunca A = Adaptation (Adaptação):
Representa a satisfação do membro familiar com a assistência recebida quando recursos familiares são necessários. É definida como a capacidade de utilização de recursos intra e extra-familiares, frente a uma situação de estresse familiar, para a resolução dos problemas que
provocaram a alteração do equilíbrio da referida família.
Estou satisfeito (a) pois posso recorrer à minha família em busca de ajuda quando alguma
coisa está me incomodando ou
preocupando.
2 1 0
P=Partnership(Companheirismo) : Compreendido como a satisfação do membro familiar com a reciprocidade nas comunicações familiares e na solução de problemas. Por definição é a capacidade da família em repartir decisões, responsabilidades e ações de maneira a manter seus membros protegidos e “alimentados”.
Estou satisfeito (a) com a maneira pela qual
minha família e eu conversamos e compartilhamos os
problemas.
2 1 0
G = Growth (desenvolvimento):
Representa a satisfação do membro familiar com a liberdade disponibilizada pela família para mudanças de papéis e para alcance de maturidade ou
desenvolvimento emocional. É definido como maturidade estrutural e emocional da unidade familiar bem como seu desenvolvimento obtido através do apoio, auxílio e orientações mútuas.
Estou satisfeito (a) com a maneira como minha família aceita e apóia meus desejos de iniciar
ou buscar novas atividades e procurar
novos caminhos ou direções.
2 1 0
A = Affection (Afetividade): Indica a satisfação do membro familiar com a intimidade e as interações emocionais em seu contexto familiar. Por definição representa o cuidado ou a relação afetiva que existe entre os
membros da família.
Estou satisfeito (a) com a maneira pela qual minha família demonstra
afeição e reage às minhas
emoções, tais como raiva, mágoa ou amor.
2 1 0
R =Resolve(Capacidade Resolutiva) Representa a satisfação do membro familiar com o tempo compartilhado entre eles. Em sua definição, associa-se à decisão, determinação ou
resolutividade existente em uma unidade familiar. É o compromisso existente entre os membros de dedicarem-se uns aos outros, com o objetivo de fortalecimento mútuo (envolve geralmente a questão de tempo compartilhado, divisão de
bens materiais, prosperidade e espaço).
Embora possa compreender todos estes aspectos, o autor considerou mais relevante incluir apenas o tempo compartilhado entre os membros familiares neste domínio.
Estou satisfeito (a) com a maneira pela qual
minha família e eu compartilhamos o
tempo juntos.
2 1 0
Nutrição
Objetivo: é estabelecer um risco individual de desnutrição, permitindo uma intervenção precoce se necessário.
Avaliação dos resultados: Feita a triagem, se a MAN>12 pontos = normal - desnecessário continuar a avaliação, se MAN<11 pontos continuar a avaliação. Quando realizada a avaliação global, se a MAN der de 17 a 23,5 pontos = risco de desnutrição, se MAN< 17 pontos = desnutrição.
Órgãos dos Sentidos
Objetivo: Identificar possível disfunção visual.
Deficiência visual: ( ) Sim ( ) Não
Uso de lentes corretivas ( ) Sim ( ) Não Teste Snellen ( ) < 0,3 ( ) > 0,3 Dificuldade para ler jornais ou revistas ( ) Sim ( ) Não Data da última visita ao Oftalmologista:
________/_________/________
TESTE DO SUSSURRO
O examinador deve ficar fora do campo visual da pessoa idosa, a uma distância de
aproximadamente 60cm e “sussurrar”, em cada ouvido, um conjunto de três letras/ números (“5, B, 6”), selecionados aleatoriamente. Cada ouvido é testado individualmente e com combinações diferentes.
Objetivo: avaliação da acuidade auditiva.
Avaliações dos resultados: o teste é considerado positivo caso o paciente não consiga repetir corretamente o conjunto de três letras/ números. Se a pessoa idosa não responder, deve-se examinar seu conduto auditivo para afastar a possibilidade de cerume ser a causa da diminuição da acuidade auditiva.
Providências com os achados/resultados: não sendo identificados obstáculo nos condutos auditivos externos, deve-se solicitar audiometria em ambulatório especializado.
Deficiência auditiva: ( ) Sim ( ) Não Uso de prótese auditiva ( ) Sim ( ) Não Teste do sussurro (60cm de cada
ouvido)
( ) Positivo ( ) Negativo Dificuldade para conversação com 3
ou mais pessoas
( ) Sim ( ) Não Data da última visita ao Otorrinolaringologista:
______/_______/________
SAÚDE BUCAL
Mini-Avaliação da Saúde bucal
Observar a presença de: Sim Não
Diminuição da quantidade de alimentos ou mudança no tipo de alimentação por causa dos dentes?
Problemas de mastigação
Sensibilidade exagerada a alimentos ou líquidos nos dentes ou gengivas?
Edentulismo Prótese dentária Xerostomia
Feridas ou lesões na mucosa oral ou língua Sangramento gengival
Oroscopia:
Data da última visita ao dentista:
Instruções (Distância do teste de Snellen):
Cálculo: Medir a altura da primeira letra E (20/200) em milímetros. Então, divida esse valor por 88.
Finalmente, multiplique por 6. O resultado será a distância em metros que o paciente deverá ficar.
Por exemplo: Se a altura da primeira letra E for 42 milímetros (42/88) x 6 = 2,8 metros Padrão: 5 metros (geralmente teste de Snellen adquirido em cirúrgicas)
Instruções do procedimento: O paciente deve estar sentado a distância correta da placa de Snellen (conforme orientações acima). As letras devem estar na altura da visão do paciente. Se o paciente usa lentes corretivas para longe deve mantê-las durante o teste. Solicite que o paciente oclua primeiro o olho direito e inicie o teste das letras maiores para menores.
Os símbolos podem ser mostrados com um objeto que aponte. Para apontar o símbolo a ser visto, o profissional deve colocar o objeto em posição vertical passando-o em cima e repousando abaixo do símbolo. Mover com segurança e ritmicamente o objeto de um símbolo para outro.
A medida da acuidade visual sempre deve ser realizada primeiramente no olho direito, com o esquerdo devidamente coberto; o exame deve ser iniciado com os símbolos maiores, continuando a sequencia de leitura até onde a pessoa consiga enxergar sem dificuldade. Utilizar a mesma conduta para medir a acuidade visual do olho esquerdo.
Atenção especial deve ser dada à anotação dos dados. É muito comum a troca da anotação dos dados do olho direito com o olho esquerdo. Anote o resultado do olho direito e depois faça o teste do olho esquerdo.
Caso haja dificuldade em uma linha, errando mais da metade, voltar à linha anterior.
A acuidade visual registrada será́ o número decimal ao lado esquerdo da última linha em que a pessoa consiga enxergar mais da metade dos símbolos. Exemplo: numa linha com 6 símbolos, o examinado deverá enxergar no mínimo 4.
Os pacientes que não atingirem 0,3 possuem o teste de Snellen alterado e devem ser encaminhados para o oftalmologista.
SONO
Objetivo: rastreio dos principais distúrbios do sono.
Avaliações dos resultados: uma resposta positiva a estas questões deve direcionar o médico a obter uma história mais detalhada sobre o início, a gravidade, a duração e o padrão da queixa e propiciar diagnóstico diferencial.
Rastreamento de distúrbios do sono Sim Não
Você está insatisfeito (a) com o seu sono?
Apresenta sono ou fadiga durante as atividades diárias?
O parceiro ou outros observadores queixam de comportamento não usual durante o sono, tais como ronco, pausa na respiração ou movimento de pernas, e/ou sonolência ou fadiga diurnas?
Duração da sintomatologia superior a 3 meses IMUNIZAÇÃO
Vacinação anti-tetânica ... ( ) Completa ( ) Incompleta ( ) Ausente ( ) Ignorado Data da última dose:
Se negativo, especificar porque:
Vacinação anti-influenza no último ano...( ) sim ( ) não Se negativo, especificar:
Vacinação anti-pneumocócica ...( ) sim ( ) não Ano: ________
Se negativo, especificar:
Vacinação anti-amarílica ...( ) sim ( ) não Ano:______
Se negativo, especificar:
Mobilidade
MARCHA...( )
1. Sozinho 2. Ajuda ocasional 3. Ajuda frequente 4. Muleta ou bengala 5.andador 6. Cadeira de rodas 7. Imobilidade completa (acamado)
Tipo de Marcha____________________________
Subir escada ( 5 degraus)...( )
S. Sim N. Não 9. NA
“Timed get up and go” :
O paciente deve ser orientado a levantar-se de uma cadeira, sem apoio de braços, caminhar 3 metros, virar 180 grau quando andando e retornar, sentando na cadeira.
Tempo gasto: ________ segundos
Duração: ( ) <14 segundos – baixo risco ( ) 14 a 20 segundos – risco de queda ( ) > 20 segundos - alterado
ÓRTESES/PRÓTESES ...( ) sim ( ) não Especificar:
QUEDAS
História de quedas no último ano...sim não
Número de quedas... 1 2 a 4 5 Repercussão funcional... sim não Especificar:
Causas/circunstâncias:
Tropeção / escorregão Ausência de motivo aparente Perda da consiciência Doença aguda
Tempo de permanência no chão:
Necessidade de ajuda para levantar-se... sim não
FRATURA......( ) sim ( ) não ( )vértebra ( )fêmur ( )antebraço ( )outro Data:
( ) Espontânea ( ) Acidental
ESCALA AMBIENTAL DE RISCO DE QUEDAS
LOCAL AVALIAÇÃO SIM NÃO
ÁREAS DE LOCOMOÇÃO
Áreas de locomoção desimpedidas Barras de apoio
Revestimentos: uniformes ou tapetes bem fixos
ILUMINAÇÃO
Suficiente para clarear toda a superfície de marcha no interior de cada cômodo, incluindo degraus
Interruptores: acessíveis na entrada dos cômodos Sentinela: iluminando o quarto, o corredor e o banheiro Iluminação exterior: suficiente para iluminar toda a entrada exterior
Cama com luz indireta QUARTO
DE DORMIR
Guarda-roupa: cabides facilmente acessíveis Cadeira permitindo se assentar para se vestir Cama de boa altura (45 cm)
BANHEIRO
Lavabo: facilmente acessível e bem fixo Área do chuveiro: antiderrapante Box: abertura fácil, cortina bem firme COZINHA
Armários: baixos, sem necessidade de uso de escada Pia sem vazamentos e que permite entrada de cadeira de roda se necessário
ESCADA
Revestimento antiderrapante, marcação do primeiro e último degraus com faixa amarela
Corrimão bilateral Corrimão sólido
Corrimão que se prolonga além do primeiro e do último degraus
Espelho do degrau fechado, com lixas antiderrapantes Uniformidade dos degraus: altura dos espelhos e profundidade dos degraus constantes