X FATECLOG - LOGÍSTICA 4.0 & A SOCIEDADE DO CONHECIMENTO FATEC GUARULHOS – GUARULHOS/SP - BRASIL 31 DE MAIO E 01 DE JUNHO DE 2019 ISSN 2357-9684
A LOGÍSTICA REVERSA DE ISOPOR
ANA CAROLINA MELO DE SOUZA (FATEC ZONA LESTE) [email protected] LAERCIO OCAÑA MIRABELLO JUNIOR (FATEC ZONA LESTE) [email protected] LUCAS ALENCAR MORAIS
(FATEC ZONA LESTE) [email protected] LUCAS KAUÊ FERREIRA CESAR (FATEC ZONA LESTE) [email protected]
RESUMO
A logística reversa de isopor ainda é uma prática pouco aplicada pelas empresas e conhecida pela sociedade. A maioria dos estudantes e profissionais ainda não sabem da possibilidade de reciclagem do poliestireno expandido e consequentemente descartam esse material de forma irresponsável. Desse modo, visamos conscientizar a população sobre o assunto, possibilitando a mudança de hábitos por meio do conhecimento sobre a composição do EPS e sua melhor destinação pós- uso. Este trabalho tem como objetivo principal dar visibilidade para a importância da logística reversa do isopor, por se tratar de um material que pode cumprir diversas funcionalidades e é 100% reciclável e 100% atóxico. Quanto a metodologia utilizada, foi realizada uma pesquisa com alunos e profissionais de diferentes níveis de escolaridade, idades e profissões, artigos científicos que abordam logística reversa e isopor e por informações obtidas nos sites de empresas responsáveis pela fabricação e reciclagem do poliestireno expandido. Possibilitando observar as ações das empresas em relação aos seus pontos de coleta de isopor e sua viabilidade, observando se tais medidas atendem a maioria da população e se as pessoas se interessam pelo assunto e se estão dispostas a mudar seus costumes de rejeite após conhecer mais sobre o tema. Os resultados obtidos na pesquisa não foram diferentes do que observamos ao analisar sobre o assunto nos meios de informações utilizados, de modo, concluirmos o quanto é necessário explorar esse tema na área da logística.
PALAVRAS-CHAVE:isopor. reciclagem. conscientização.
ABSTRACT
The reverse logistics of styrofoam is still a practice little applied by companies and known by society. Most students and professionals are still unaware of the possibility of recycling the expanded polystyrene and consequently discard this material incorrectly. In this way, we aim to raise awareness about the subject, making it possible to change habits through knowledge about the composition of EPS and its best post-use destination. This paper has as main objective to give visibility to the importance of the reverse logistics of styrofoam, because it is a material that can fulfill several functionalities and is 100%
recyclable. Regarding the methodology used, a research was carried out with students and professionals of different levels of schooling, ages and professions, scientific articles that deal with reverse logistics and styrofoam and information obtained in the websites of companies responsible for the manufacture and recycling of expanded polystyrene. Making it possible to observe the actions of the companies in relation to their collection points and its viability, noting if such measures meet the majority of the population and if people are interested in the subject and are willing to change their habits of rejection after knowing more about the theme. The results obtained in the research were not different from what we observed when analyzing on the subject in the means of information used, so we conclude how necessary it is to explore this topic in the area of logistics.
Keywords: styrofoam. recycling. awareness.
X FATECLOG - LOGÍSTICA 4.0 & A SOCIEDADE DO CONHECIMENTO FATEC GUARULHOS – GUARULHOS/SP - BRASIL 31 DE MAIO E 01 DE JUNHO DE 2019 ISSN 2357-9684
1. INTRODUÇÃO
Uma pesquisa feita pela empresa de embalagens Meiwa, de São Paulo, apontou que apenas 7% dos brasileiros sabem que o EPS é totalmente reciclável. Por consequência, a separação do EPS com os demais produtos recicláveis, como vidro, papel e metal ainda é baixa (Mundo Isopor, 2016).
Estes dados demonstram o quanto a discussão sobre a logística reversa de isopor é fundamental em salas de aulas desde a educação infantil a educação superior por se tratar de um material popular na realização de trabalhos manuais em escolas e universidades e por estar presente diariamente nos diversos segmentos profissionais.
Enquanto o termo sustentabilidade tem se tornado cada vez mais um assunto de interesse populacional, onde fala-se muito em reciclagem, hábitos que diminuem a quantidade de lixos produzidos, reutilização e aquisição de produtos ecológicos, entender onde o isopor se encaixa é importante para tomar decisões mais conscientes desde o momento de aquisição ao descarte.
Segundo Mundo Isopor (site da marca Isopor®), cerca de 34,5 toneladas de poliestireno expandido são recicladas anualmente no Brasil, mas para aumentar essa porcentagem e prevenir o descarte inadequado, a conscientização e contribuição de cada um são essenciais.
A principal barreira para a realização da reciclagem de isopor tem sido a pequena quantidade de pontos específicos de coleta disponíveis por empresas que fabricam o EPS, causando um descarte incorreto e pouco retorno para os pontos de coleta para a sua reciclagem.
Portanto, este estudo tem o objetivo de levar esse tema para instituições que possam aplicar e ampliar o conhecimento sobre logística reversa do isopor, focando em sua conscientização e tornar esse método como parte do planejamento quando a pauta for sustentabilidade. Sendo, o ponto principal desse trabalho o conhecimento sobre isopor e tendo como objetivo específico do presente estudo a abordagem de forma didática do tema apresentado.
O problema de pesquisa foi em torno da questão “a falta de informações sobre a reciclagem do poliestireno expandido” visando compreender melhor o grau de conhecimento da população sobre o tema.
Os dados para este estudo foram coletados por meio de pesquisa realizada com estudantes e profissionais das mais diversas aéreas para saber se a amostra de dados analisados corresponde aos dados apresentados durante a elaboração do trabalho e coletados pelos sites de empresas que fabricam e realizam a logística reversa do isopor.
2. EMBASAMENTO TEÓRICO
Apresentam-se aqui conceitos ligados a logística reversa que invariavelmente está presente no trabalho, e conceitos sobre logística reversa especialmente ligada ao fluxo jusante do polietileno expandido.
X FATECLOG - LOGÍSTICA 4.0 & A SOCIEDADE DO CONHECIMENTO FATEC GUARULHOS – GUARULHOS/SP - BRASIL 31 DE MAIO E 01 DE JUNHO DE 2019 ISSN 2357-9684
2.1 LOGÍSTICA REVERSA
A curva de utilização dos produtos na teia comercial, não termina quando, após serem utilizados, vão para o descarte. A tempos se fala sobre reciclagem e reaproveitamento de materiais, esta questão ganhou enfoque no meio logístico e empresarial, e várias circunstâncias trazem-na à luz, motivando responsabilidades empresarias sobre o pós-vida do produto.
(MUELLER, 2005)
Normalmente tendo em vista o pensamento comum sobre logística que integra a ideia do fluxo de materiais de sua origem até seu consumo, como uma concepção padrão. Entretanto há o caminho inverso para percorrer que ademais necessita ser gerenciado. (LARCERDA, 2001)
Segundo Leite (2012) o alto crescimento por logísticas verdes, e acentuação elevada de políticas ambientais acrescentou certo empuxo para o conhecimento da logística reversa, que se faz tão presente nos dias atuais, sendo assunto para academias e mídias empresariais. O retorno de materiais não consumidos (devoluções) e materiais já consumidos (final de sua vida útil) é uma vertente escalar de satisfação para agradabilidade de interesses múltiplos somado a elevação de imagem da empresa.
Há ainda algumas esferas que ciclos produtivos que paulatinamente estão integrando-se ao fluxo de retorno logístico, é o caso de indústrias eletrônicas, alguns varejos, e, indústrias automobilísticas, que lidam com retorno de caixas e/ou embalagens, e reaproveitamento de peças. (LARCERDA, 2001)
Leite (2012) também conceitua a logística como a responsável pelo planejamento e operação dos fluxos a jusante de natureza varia, estão ligados a este ponto, a satisfação de variados agentes estratégicos. Lucratividade e responsabilidade ambiental, tido como o ponto crítico e conflituoso da implementação de fluxos reversos que visam a importância ambiental, pode em pouco tempo torna-se interessantes para os acionistas e sócios, convergindo para estratégias de satisfação de fornecedores e até o próprio governo.
O impasse que organizações contemporâneas tem enfrentado, é justamente o de obter lucro atuando de forma a não prejudicar a natureza, o meio-ambiente em si. O que definirá a continuação destas companhias é o modo que adequaram-se a esta nova realidade, mantendo- se de forma competitiva.(FORLIN; BRANDALISE; BERTOLINI, 2014)
2.2 LOGÍSTICA REVERSA APLICADA AO POLIETILENO EXPANNDIDO
Visto que qualquer tipo de produto seja qual for sua propriedade (vidros, madeiras, metais e plásticos, etc.) desencadeia alguma ação no meio ambiente em algum átimo, podendo ser na extração, no processo de produção, no seu transporte ou até mesmo no seu consumo e pós-consumo. Deste modo solicita-se que para haver um contra fluxo deste processo afim de amenizar o impacto ambiental, seja feito uma análise do ciclo de vida do produto (ACV) afim de categorizar e entender a relação entre a operação industrial e o meio ambiente. (FORLIN;
BRANDALISE; BERTOLINI, 2014)
X FATECLOG - LOGÍSTICA 4.0 & A SOCIEDADE DO CONHECIMENTO FATEC GUARULHOS – GUARULHOS/SP - BRASIL 31 DE MAIO E 01 DE JUNHO DE 2019 ISSN 2357-9684
Segundo Ferreira (2004) a análise do clico de vida (ACV) é a junção avaliativa das, entradas e saídas e potenciais impactos ambientais de um produto ao todo, não apenas de sua vida útil, mas sim no extenso de seu ciclo de vida.
A tabela ACV dispõe-se desta forma:
Fonte: (FERREIRA, 2004)
Entende-se então a completa análise que a ACV nos traz, indicando todos aspectos dos produtos ou serviços estudados, desde seu nascimento até sua morte.(FORLIN;
BRANDALISE; BERTOLINI, 2014)
Compreendendo a atual situação do polietileno expandido, é visto que encaixa-se em um material que agride menos o meio ambiente, é fatídico que o potencial verde (ecológico) do EPS (polietileno expandido) é simplesmente sua alta reciclabilidade seja na produção ou utilização.(SILVA; BIANCHI; OLIVEIRA, 2016)
O EPS demonstra sua reciclabilidade na linha em que é uma material inodoro, não há contaminação com o solo ou água, e um detalhe muito importante é que pode ser transformado em matéria prima novamente. Visto que descartado corretamente e havendo uma volta deste material ao processo produtivo há diminuição na extração de recursos naturais. (AMBROSI, 2009)
Aliando uma política ambiental respeitável e normas de adequação como a ISO 14001, empresas tem tido retorno considerável sobre suas produções de EPS, ajudando não apenas a si, mas também com todos aqueles que direta ou indiretamente estão inclusos em alguma etapa no clico de vida do EPS.(FORLIN; BERTOLINI, 2016)
X FATECLOG - LOGÍSTICA 4.0 & A SOCIEDADE DO CONHECIMENTO FATEC GUARULHOS – GUARULHOS/SP - BRASIL 31 DE MAIO E 01 DE JUNHO DE 2019 ISSN 2357-9684
3. DESENVOLVIMENTO DA TEMÁTICA
3.1. HISTÓRIA DO ISOPOR
O EPS, material conhecido popularmente como Isopor® e registrado pela empresa Knauf foi descoberto em 1949 na Alemanha pelos químicos Fritz Stasny e Karl Buchholz e é produzido a partir da injeção de vapor em altas temperaturas, aumentando o seu tamanho em até 50 vezes como representado na figura 1 e através do processo de transformação física constituída de três etapas como representado na figura 2: pré-expansão, armazenamento intermediário e moldagem. O EPS é composto por 98% de ar e apenas 2% de matéria.
Antigamente, os gases usados nesse processo eram os CFCs (clorofluorcarbonetos), que são destruidores da camada de ozônio, mas hoje já foram substituídos pelo pentano, que não causa nenhum dano ao meio ambiente e oferece um custo benefício interessante para os consumidores.
Figura 1. Processo Produtivo.
Fonte: EPS Brasil.
Figura 2. Processo de transformação.
X FATECLOG - LOGÍSTICA 4.0 & A SOCIEDADE DO CONHECIMENTO FATEC GUARULHOS – GUARULHOS/SP - BRASIL 31 DE MAIO E 01 DE JUNHO DE 2019 ISSN 2357-9684
Fonte: EPS Brasil.
A matéria prima do Isopor é o estireno que foi descoberto por Eduard Simon, farmacêutico alemão quando extraiu uma substância da árvore de estoraque. Ao deixar em repouso por alguns dias, verificou que o óleo se polimerizava. O estireno dá origem a outros produtos plásticos como borracha artificial para pneus, peças automotivas, geladeiras entre outros.
Ao passar do tempo, foi percebido que esse conjunto químico, incha e fica extremamente leve, o que possibilita mantê-lo em qualquer formato sólido, tamanho e densidade, com a capacidade de bloquear a umidade e manter a temperatura interna e de ter multifuncionalidades auxiliando nos segmentos de caixas, construção civil, embalagens, serviços de inovação, automobilística, alimentos e bebidas, saúde, entre outros.
Mas esse benefício só chegou ao Brasil por volta dos anos 60 e foi registrado como EPS Isopor® em 1998 pela Knauf Isopor®, após a indústria ter comprado a Basf Isopor®. Por esse motivo, o nome "ISOPOR®" passou a ser reconhecido nacionalmente como produtos de EPS.
3.1.1. CARACTERÍSTICAS DO ISOPOR
• 100% reciclável e 100% atóxico;
• Possui alta densidade para ser utilizado para dar firmeza a sustentação na área da construção civil, média densidade para aplicações em produtos de eletroeletrônicos e baixa densidade para ser utilizado como isolante térmico e para placas de papelaria;
X FATECLOG - LOGÍSTICA 4.0 & A SOCIEDADE DO CONHECIMENTO FATEC GUARULHOS – GUARULHOS/SP - BRASIL 31 DE MAIO E 01 DE JUNHO DE 2019 ISSN 2357-9684
• Seu processo de reciclagem consome poucos recursos naturais (energia e água) e gera poucos resíduos;
• Não contamina o solo, a água e o ar;
• A fabricação e utilização do EPS não geram riscos à saúde ou ao meio ambiente;
• É um material leve;
• Possui resistência ao envelhecimento, química, mecânica e umidade;
• Amortiza impactos;
• Possui versatilidade e facilidade de formatação;
• Possui fácil manipulação;
• Não causa danos à camada de ozônio;
• Fungos e bactérias não se proliferam no EPS.
3.2. PONTOS DE COLETA DE ISOPOR
A Lei do Plano Nacional de Resíduo Sólidos (PNRS) tem como objetivo a implantação da responsabilidade compartilhada desde o fabricante, importador, distribuidor, comerciante até o consumidor.
Portanto as empresas disponibilizam pontos de coletas nas suas fabricas e outros locais disponíveis localizadas nas cidades de São Paulo (SP), Atibaia (SP), Joinville (SC), Manaus (AM), São Simão (SP), Sarzedo (MG), Simões filho (BA), Brasília (DF), Goiânia (GO), Indaiatuba (SP), entre outros e com o intuito de mobilizar a população sobre a importância do descarte correto e da reciclagem de EPS (popularmente conhecido no Brasil como Isopor®, marca registrada pela Knauf Isopor), além disso, o vereador Gilberto Natalini e a Plastivida inauguraram um PEV-M (Ponto de Entrega Voluntária Monitorado) na Câmara Municipal de São Paulo.
3.3. CONSCIENTIZAÇÃO
Segundo Silvia Rolim (2016), o problema é de questão pública e é preciso ferramentas para melhorar a educação ambiental.
Sendo fundamental a conscientização da população sobre o descarte correto do material para que se possa usufruir 100% do principal benefício do EPS: a sustentabilidade. Porque a vantagem dele é ser um plástico 100% reciclável que pode voltar a ser o próprio EPS e se transformar em outros materiais de acordo com a sua densidade. No entanto, para que isso se torne possível é necessário a população tenha ciência dessas informações e contribuam para a realização desse processo para que não haja desperdício desse material que é composto de petróleo o que o torna um material tão importante.
X FATECLOG - LOGÍSTICA 4.0 & A SOCIEDADE DO CONHECIMENTO FATEC GUARULHOS – GUARULHOS/SP - BRASIL 31 DE MAIO E 01 DE JUNHO DE 2019 ISSN 2357-9684
4. RESULTADOS E DISCUSSÃO
Através do resultado obtido pela pesquisa que foi disponibilizada e respondida por 57 candidatos, foi possível constatar inicialmente que 66,7% das pessoas que responderam o questionário não sabiam que o isopor é reciclável e tão pouco sabem a composição do mesmo, tendo 89,5% de respostas negativas para a segunda questão. A apuração desses primeiros resultados revela que se trata de um assunto pouco conhecido quando se aborda o tema reciclagem.
As seguintes questões visavam entender melhor sobre como as pessoas lidavam com o isopor após o seu uso. Inicialmente analisando a forma que o isopor era descartado, para compreender se há conhecimento sobre qual é a melhor forma de descarta-lo para que ele seja reutilizado ou se apenas ele é descartado de forma que a pessoa acredita que o material já teve sua completa utilidade.
Ao ser questionados, 66,7% responderam que descartam o isopor em lixo comum, 17,5%
em lixo reciclável e 15,8% descartam os isopores separadamente dos demais lixos. Sendo reflexo da falta de conhecimento sua composição, pois o isopor deve ser descartado junto aos plásticos, uma vez que este material é um tipo de plástico.
Ao questionar se havia conhecimento sobre os pontos de coletas, 93% afirmaram desconhecer a existência deles, resultado compreensível, visto que além de não ser um tema muito divulgado há também poucos pontos específicos e que não são acessíveis a grande parte da população. Mas por outro lado, 57,9% afirmaram que é viável se dirigir até um ponto de coleta para descartar o isopor, o que aumentaria bastante a quantidade de material reciclado se houvesse a ampliação de pontos de coleta e maior divulgação sobre a sua importância e sobre as cooperativas que atuam recolhendo e encaminhando esse material para as indústrias responsáveis pela reciclagem dele. Outro dado bem otimista é em relação ao quanto as pessoas consideram importante a reciclagem de todos os itens das caixas que chegam em suas casas e trabalhos com isopores, plásticos bolhas e outros materiais de plástico, resultando em 84,2% de respostas “muito importante”.
Na parte final da pesquisa foi possível entender melhor sobre os entrevistados e seus hábitos, o resultado foi que 43,9% tem contato com isopor as vezes, 35,1% possui mais de 35 anos e 56,1% possuem ensino superior incompleto. Em geral, indicando a importância de se abordar esse tema nas empresas e instituições de ensino, pois trata-se de um assunto ainda novo por pessoas de diferentes graus de escolaridade, profissões e idades. Sendo novidade, até mesmo para aqueles que atuam em áreas que envolvem o manuseio frequente de embalagens.
5. CONSIDERAÇÕES FINAIS
O objetivo deste artigo foi trazer informações e ampliar o conhecimento acerca da logística reversa de isopor com ênfase na conscientização da população e compreendendo como as empresas que fabricam esse material atuam, medindo como a sociedade faz uso desse material e destacando as possibilidades e benefícios do poliestireno expandido possui.
Por não se tratar de um tema muito conhecido, torna-se um tema relevante pela quantidade de informações que podem ser apresentadas para o público, oferecendo orientação sobre a maneira correta de descartar o material.
O problema apresentado: “a falta de informações sobre a reciclagem do poliestireno expandido”, mostrou a necessidade de se atentar em relação ao esclarecimento sobre o assunto, fazendo com que a população deixe de lado o “achismo” e entenda todo o processo do ciclo de
X FATECLOG - LOGÍSTICA 4.0 & A SOCIEDADE DO CONHECIMENTO FATEC GUARULHOS – GUARULHOS/SP - BRASIL 31 DE MAIO E 01 DE JUNHO DE 2019 ISSN 2357-9684
vida desse material que é conhecido erroneamente como não sendo reciclável pela maioria dos consumidores.
Podendo dessa forma afirmar através da pesquisa realizada e dos dados obtidos pelas fabricantes que na maioria das vezes nem mesmo quem trabalha na área tem conhecimento sobre essas informações. Dessa forma, a logística reversa do isopor atuaria mais efetivamente na vida de todos, tendo atenção especial ás residências, onde as pessoas fariam a separação do isopor após receber informações e deixando de descartar ele junto aos lixos orgânicos como a maioria faz atualmente.
Sendo a logística reversa um fator importante para a empresa e para as pessoas, haveria um aumento significativo na reciclagem de poliestireno expandido e as pessoas conseguiriam entender novas formas de reutiliza-los sem a necessidade de descarte total, adotando até mesmo novas funções para ele.
Além do mais, o EPS não gera risco à saúde ou ao meio ambiente, não contamina o solo, o ar ou a água e trata-se de um material muito importante para o setor automobilístico, eletro- eletrônico, saúde, embalagens e no setor da construção civil. O que torna o seu estudo interessante e enriquecedor para todos que tem contato com esse material de modo geral.
Sendo assim, podemos concluir que esse estudo sobre reciclagem do isopor só tem vantagens e deve ser bem mais elaborado, tornando todo esse processo possível e favorável para todos: o meio-ambiente, as pessoas e organizações.
REFERÊNCIAS
AMBROSI, T. V. UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO SUL ESCOLA DE ADMINISTRAÇÃO PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM ADMINISTRAÇÃO ESPECIALIZAÇÃO EM GESTÃO DE OPERAÇÕES LOGÍSTICAS. p. 19, 2009.
EPS Brasil - O que é | Poliestireno Expansível | Comissão Setorial, disponível em:
<http://www.epsbrasil.eco.br/eps/index.html>, acesso em: 7 abr. 2019.
FERREIRA, J. V. R. ANÁLISE DE CICLO DE VIDA DOS PRODUTOS. p. 80, 2004.
FRAGMAQ. Afinal, isopor é reciclável? O material vai em qual lixo? 2016.
<https://www.fragmaq.com.br/blog/afinal-isopor-e-reciclavel-o-material-vai-em-qual-lixo/>, aceso em: 14 abr. 2019.
FORLIN, A. M.; BRANDALISE, L. T.; BERTOLINI, G. R. F. ANÁLISE DO CICLO DE VIDA DO PRODUTO EM UMA INDÚSTRIA DE ISOPOR®. Revista Gestão &
Sustentabilidade Ambiental, v. 3, n. 1, p. 201, 28 maio 2014.
FORLIN, T.; BERTOLINI, G. R. F. Intervention project: environmental policy for products industry in styrofoam. Revista Capital Científico - Eletrônica, v. 14, 2016.
Isopor, o EPS que tem nome. Disponível em: <https://www.isopor.com.br/>, acesso em: 15 abr. 2019
LARCERDA, L. Logistica_Reversa_LGC.pdf. Disponível em:
<https://s3.amazonaws.com/academia.edu.docume
nts/33887852/Logistica_Reversa_LGC.pdf?AWSAccessKeyId=AKIAIWOWYYGZ2Y53UL 3A&Expires=1555038292&Signature=kzHd%2FJFX53yUnq45du1GX%2B%2BwaKo%3D
&response-content-
disposition=inline%3B%20filename%3DLogistica_Reversa_Uma_visao_sobre_os_con.pdf>.
Acesso em: 11 abr. 2019.
X FATECLOG - LOGÍSTICA 4.0 & A SOCIEDADE DO CONHECIMENTO FATEC GUARULHOS – GUARULHOS/SP - BRASIL 31 DE MAIO E 01 DE JUNHO DE 2019 ISSN 2357-9684
LEITE, P. R. DIRECIONADORES ESTRATÉGICOS EM PROGRAMAS DE LOGÍSTICA REVERSA NO BRASIL. Revista Alcance, v. 19, n. 02, p. 20, 2012.
MUELLER, C. F. Logística Reversa Meio-ambiente e Produtividade. p. 6, 2005.
Mundo Isopor ®. Disponível em: <https://www.mundoisopor.com.br>, acesso em: 15 abr.
2019
SILVA, R. C. S.; BIANCHI, G.; OLIVEIRA, D. R. DE. Analise de usabilidade de diferentes usos de EPS. p. 10, 2016.
Sousa, Marcia. Câmara de São Paulo instala ponto de coleta de isopor. 2016. Disponível em: <https://ciclovivo.com.br/planeta/desenvolvimento/camara-de-sao-paulo-instala-ponto- de-coleta-de-isopor/>, acesso em: 14 abr. 2019.
Termotécnica – EPS. disponível em: <http://www.reciclareps.com.br>, acesso em: 15 abr.
2019.