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DIAGNÓSTICOS
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Em 1 9 7 9 , o N atio nal D iabe te s D ata G ro up pro pô s um a classificação de dia-be te s m e llitus (D M), (N atio nal D iadia-be te s D ata G ro up: C lassificatio n and diagno sis o f diabe te s m e llitus and o the r cate -go rie s o f gluco se into le rance . D iabe te s, 1 9 7 9 ; 2 8 : 1 0 3 9 -5 7 ) e ndo ssada pe la O r-ganização Mundial da Saúde e m 1 9 8 0 e publicada co m o um re lató rio té cnico e m 1 9 8 5 [W o rld H e alth O rganizatio n: D iabe ts Me llitus: Re po rt o f a W H O Study G ro up. G e ne va, W o rld H e alth O rg., 1 9 8 5 (Te ch. Re p. Se r., no . 7 2 7 )] e que co nside rava do is m aio re s grupo s de pacie nte s diabé tico s: o s insulino de -pe nde nte s e o s insulino -inde -pe nde nte s. Saía-se de um a classificação que le vava e m co nta a faixa e tária do pacie nte para classificá-lo e m diabé tico juve nil o u tipo adulto e partia-se para a fo rm a de trata-m e nto (uso de insulina o u de hipo gli-ce m iante o ral) co m o crité rio de classifi-cação . O co rre que vário s pacie nte s co m re sistê ncia à insulina e co nside rado s insulino inde pe nde nte s, po de m ne -ce ssitar de insulina e , po r o utro lado , alguns pacie nte s ne ce ssitam de insulina num a fase inicial de se u D M e de ixam de ne ce ssitar de insulina num a fase po ste -rio r. D e sta fo rm a, as críticas que se faziam co m re lação ao s diabé tico s juve -nis o u adulto s (um adulto po de ria te r um diabe te s juve nil e vice -ve rsa) tam bé m passaram a se r fe itas co m re lação à
de pe ndê ncia de insulina para a classifi-cação . Em 1 9 9 7 , a Acade m ia Am e ricana de D iabe te s publico u um a no va re co -m e ndação de classificação , e -m que o s te rm o s insulino de pe nde nte e insulino -inde pe nde nte fo ram abo lido s e passo u-se a co nside rar diabe te s tipo 1 e tipo 2 co m o as cate go rias m aio re s ne sta classi-ficação . O D M tipo 1 caracte riza-se po r de struição das cé lulas de Lange rhans, m e diada po r um pro ce sso auto -im une . Tais pacie nte s passam a de pe nde r de insulina para a so bre vivê ncia e te nde m a de sco m pe nsar co m ce to acido se . Algum as fo rAlgum as de D M tipo 1 não tê Algum e tio -lo gia de finida.
O DM tipo 2 varia de resistência a insulina predominante com deficiência rela-tiva de insulina aos casos em que predomina o defeito secretório com resistência a insu-lina. Ao menos inicialmente, e freqüen-temente por toda a vida, estes pacientes não necessitam de insulina para sobreviver. N esses casos de DM tipo 2 não ocorre destruição de células beta.
D e fe ito s ge né tico s da cé lula be ta, de fe ito s ge né tico s da ação da insulina, do e nças do pâncre as e xó crino , e ndo crino patias, be m co m o o utras síndro -m e s ge né ticas asso ciadas ao diabe te s co m põ e m a classificação pro po sta pe la AD A. As cate go rias de diabe te s ge sta-cio nal e to le rância à glico se alte rada pe rsiste m e crio use um a no va cate go -ria: glice m ia de je jum alte rada (glice m ia de je jum e ntre 1 1 0 e 1 2 6 m g/dL). A faixa de glice m ia no rm al é co nside rada de 7 0 a 1 1 0 m g/dL e co nside ra-se alte ração diabé tica um a glice m ia de je jum supe ri-o r a 1 2 6 m g/dL. G lice m ias ri-o casiri-o nais acim a de 2 0 0 m g/dL, co m sinto m as, tam bé m faze m o diagnó stico e o te ste
de to le rância à glico se é co nside rado diagnó stico de D M se e m duas ho ras a glice m ia fo r supe rio r a 2 0 0 m g/dL.
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C o m o e vo luir do s co nhe cim e nto s a re spe ito do D M, te m -se ve rificado que se trata de um a do e nça bastante co m ple xa, tanto no que tange ao s se us m e -canism o s fisio pato ló gico s quanto ao s se us aspe cto s te rapê utico s. A ação da insulina so bre se u re ce pto r é capaz de de se ncade ar um a e no rm e quantidade de sinais para a cé lula, atravé s da fo sfo -rilação da tiro sina e da atuação no s IRS (insulin-re ce pto r substrate ), ho je e m núm e ro de se is (IRS1 a 6). Isto significa que a insulina po de ge rar, pe lo que se co nhe ce atualm e nte , um m ínim o de 240 sinais dife re nte s para a cé lula-alvo . A que stão ge né tica se ndo m ais be m co nhe cida nas fo rm as de MO D Y (m atu-rity-o nse t diabe te s o f the yo ung) te m pe rm itido a de sco be rta de no vo s ge ne s e nvo lvido s no s pro ce sso s de re gulação glicê m ica. Ao lado de tudo isso , não de ve m o s pe rde r de vista que o D M ainda se co nstitui num a grande causa de m o rbim o rtalidade , se ndo ainda ho je a m aio r re spo nsáve l po r ce gue ira adquiri-da (te o ricam e nte pre ve níve l) no m un-do . As ne fro patias, as ne uro patias, be m co m o as co m plicaçõ e s m acro vasculare s co ntinuam a faze r vítim as e m um núm e -ro apre ciáve l de diabé tico s.
Americana de Diabetes. A redução dos ní-veis que se consideram normais para a glicemia (< 110mg/dL) vai diagnosticar, ou colocar sob suspeita, indivíduos que na clas-sificação anterior seriam considerados nor-mais. A nova categoria de “glicemia de jejum alterada” deixa sob alerta pacientes que apresentam glicemias de jejum entre 110 e 125mg/dL, sempre no intuito de perseguir, com mais avidez, o diagnóstico da doença e detectá-la em fase inicial. Apesar de ainda haver divergências com relação a esta nova classificação proposta, acreditamos que es-tejamos caminhando para uma maior conscientização da importância que o DM tem e seu vigoroso impacto sobre a saúde da população.
DURV AL DAM IAN I
Referência
• Report of the Expert C| ommittee on the Diagnosis and Classification of Diabetes Mellitus. Diabetes Care, 1999; 22: S5-18.
Bi oéti ca Bi oéti caBi oéti ca Bi oéti caBi oéti ca
A
SPECTOS
ÉTICOS
DO
ATENDIMENTO
MÉDICO
DO
ADOLESCENTE
Recentemente, os Departamentos de Bioética e Adolescência da Sociedade de Pediatria de São Paulo publicaram reco-mendações sobre algumas questões éticas relacionadas ao atendimento médico do adolescente (Rev Paul Pediatria 1999; 17:95-7). O s Departamentos de Bioética e Adoles-cência da Sociedade Brasileira de Pediatria endossaram as citadas recomendações e re-solveram adotá-las integralmente.
Introdução IntroduçãoIntrodução Introdução Introdução
Segundo a O rganização Mundial da Saú-de (O MS), adolescência compreenSaú-de a fai-xa etária entre 10 e 19 anos. De acordo com o Estatuto da Criança e do Adolescente (Lei no 8.069 de 13/07/90), é considerado
adolescente o indivíduo entre 12 e 18 anos de idade. Essa diferença é pouco relevante frente a todas as modificações biológicas, psicológicas e sociais que caracterizam esse período da vida.
Conforme estimativa da O rganização das N ações Unidas (O N U), os adolescen-tes representam cerca de 25% da popula-ção mundial. N o Brasil, segundo dados do censo demográfico do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (Ibge) de 1991, esse grupo corresponde a 21,84% da po-pulação do país, sendo que nos últimos 25 anos a distribuição de jovens nas regiões urbanas triplicou.
A maior vulnerabilidade desse grupo aos agravos, determinada pelo processo de crescimento e desenvolvimento, coloca-o na condição de presa fácil das mais diferen-tes situações de risco, como gravidez pre-coce, muitas vezes indesejada, DST/Aids, acidentes, diversos tipos de violência, maus tratos, uso de drogas, evasão escolar, etc. Q uando somados esses fatores à importân-cia demográfica que esse grupo representa, encontra-se plenamente justificada a neces-sidade de atenção integral à sua saúde, levando em consideração as peculiaridades específicas dessa faixa etária.
Em cumprimento à Constituição brasi-leira, promulgada em 05/10/88, o Ministé-rio da Saúde oficializou o Programa de Saúde do Adolescente (Prosad), visando proporcionar aos jovens atenção integral à sua saúde.
A Sociedade Brasileira de Pediatria,
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compreendendo que a atuação do pediatra estende-se desde a concepção até o térmi-no do crescimento somático do indivíduo, enviou comunicado, em 13/08/93, dirigido aos pediatras, às instituições públicas e pri-vadas que prestam atendimento médico, às empresas de convênio e às cooperativas médicas, recomendando a abrangência da área de atuação do pediatra até os 18 anos de idade.
O médico envolvido na prática da medi-cina do adolescente (hebiatria) precisa estar preocupado com as peculiares dimensões éticas da relação médico-paciente nesse período da vida.
Reconhecendo essas particularidades e as dificuldades enfrentadas pelos pediatras no exercício dessa prática, resolvemos ela-borar recomendações sobre os princípios éticos básicos que devem nortear o atendi-mento médico dessa faixa etária.
Recomendações RecomendaçõesRecomendações Recomendações Recomendações
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fo rm a, o jo ve m te m o dire ito de faze r o pçõ e s so bre pro ce dim e nto s diagnó sti-co s, te rapê utisti-co s o u pro filátisti-co s, assu-m indo inte gralassu-m e nte se u trataassu-m e nto . O s pais o u re spo nsáve is so m e nte se rão in-fo rm ado s so bre o co nte údo das co nsul-tas, co m o po r e xe m plo , nas que stõ e s re lacio nadas à se xualidade e pre scrição de m é to do s co ntrace ptivo s, co m o e x-pre sso co nse ntim e nto do ado le sce nte . 4. A participação da família no processo de atendimento do adolescente é altamente desejável. O s limites desse envolvimento devem ficar claros para a família e para o jovem. O adolescente deve ser incentivado a envolver a família no acompanhamento dos seus problemas.
5. A ausência dos pais ou responsáveis não deve impedir o atendimento médico do jovem, seja em consulta de matrícula ou nos retornos.
6. Em situações consideradas de risco (por exemplo: gravidez, abuso de drogas, não adesão a tratamentos recomendados, do-enças graves, risco à vida ou à saúde de terceiros) e frente à realização de procedi-mentos de maior complexidade (por exem-plo, biópsias e intervenções cirúrgicas), tor-na-se necessária a participação e o consen-timento dos pais ou responsáveis. 7 . Em to das as situaçõ e s e m que se caracte rizar a ne ce ssidade da que bra do sigilo m é dico , o ado le sce nte de ve se r info rm ado , justificando -se o s m o tivo s para e ssa atitude .
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Cada vez mais são reconhecidas e devi-damente valorizadas as peculiaridades ine-rentes ao atendimento médico de adoles-centes. O s médicos – mesmo aqueles que atendem adolescentes com alguma fre-qüência – enfrentam, às vezes, dilemas
éti-cos de difícil resolução. As recomendações da Sociedade de Pediatria de São Paulo e da Sociedade Brasileira de Pediatria certamen-te auxiliarão os médicos nessas delicadas situações.
GABRIEL OSELKA
EDUA RDO JUAN TRO STER Cl íni ca M édi ca
Cl íni ca M édi caCl íni ca M édi ca Cl íni ca M édi ca Cl íni ca M édi ca
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DI SLI PI DEM I AS
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Segundo os dados do Datasus a associ-ação de doença isquêmica do corassoci-ação (n= 17.267) e infarto do miocárdio (n= 56.369) foi responsável por cerca de 73 mil óbitos em 1997. Dentre os clássicos fatores de risco para a aterosclerose temos hiper-tensão arterial, fumo, história familiar, se-dentarismo, diabete melito, o colesterol elevado do sangue e níveis reduzidos de HDL-colesterol. Com o advento das vas-tatinas foi demonstrado que o controle do colesterol, principalmente o LDL-coles-terol, reduz os eventos coronários, neces-sidade de revascularização do miocárdio e principalmente a mortalidade. O II Consen-so Brasileiro Sobre Dislipidemias viConsen-sou nor-matizar a determinação do colesterol e triglicérides, e estabeleceu metas para a prevenção da aterosclerose. Considera-se hipercolesterolemia quando o colesterol total e o LDL-colesterol são respectiva-mente > 240 mg/dL e > 160 mg/dL. O cor-re hipertrigliceridemia se os triglicérides fo-rem > 200 mg/dL e o HDL-colesterol é considerado reduzido se for < 35 mg/dL. Entretanto, as metas de prevenção são um
pouco diferentes, já que a maior parte dos infartos do miocárdio ocorre em pessoas sem colesterol alto. Dessa forma, na pre-venção secundária, ou seja, pacientes por-tadores de doença coronária a recomenda-ção para o LDL-colesterol é < 100 mg/dL. Para a prevenção primária de alto risco (dois ou mais fatores de risco, além do colesterol elevado, exceto diabete melito) LDL-co-lesterol < 130 mg/dL. Em indivíduos com menos que dois fatores de risco além do colesterol, o LDL-colesterol deverá ser < 160 mg/dL. Para todos os casos os trigli-cérides deverão ser < 200 mg/dL e o HDL-colesterol > 35 mg/dL. O s portadores de diabete melito são considerados um grupo à parte devido a seu alto risco de ateros-clerose. N eles o LDL-colesterol deverá ser < 100 mg/dL e os triglicérides < 150 mg/ dL. Apesar das recomendações, dados su-gerem que o Consenso Brasileiro é seguido em menos da metade dos casos de preven-ção secundária.
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Apesar das recomendações terem sido publicadas há quatro anos, dados sugerem que o Consenso Brasileiro sobre Disli-pidemias seja seguido em menos da metade dos casos de prevenção secundária da aterosclerose (Santos RD et al. Arquivos Brasileiros de Cardiologia 2000; 75:289-295). A Sociedade Brasileira de Cardiologia está atualizando as recomendações, além de promover cursos de educação médica continuada para corrigir as falhas nas condu-tas dos médicos.
RA UL DIA S DO S SA N TO S FILH O
Referência
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O diagnóstico de endometriose de be-xiga baseia-se no quadro clínico que fre-qüentemente é confundido com infecção urinária. A cistoscopia faz o diagnóstico de-finitivo. O tratamento clínico isolado melho-ra os sintomas, porém a lesão persiste e volta a se manifestar tão logo o tratamento seja interrompido. O tratamento mais reso-lutivo é o cirúrgico, utilizando-se a videola-paroscopia. Dependendo da localização do implante, realiza-se a excisão do nódulo endometriótico ou a cistectomia parcial. N este último caso, antes da excisão da lesão endo metrió tica, deve-se cateterizar o s meatos ureterais, que servirão de referên-cia para o procedimento cirúrgico. A aber-tura da bexiga é realizada por via lapa-roscópica assim como a sutura. A paciente permanece sondada por 10-14 dias. O uso de agonistas de GnRH prévio ao procedi-mento cirúrgico está indicado em lesões sangrantes e/ou localizadas nas proximida-des dos meatos ureterais. Sob ação dos agonistas o tumor endometriótico pára de sangrar e a diminuição de volume possibilita uma intervenção mais segura, diminuindo a possibilidade de lesão dos meatos ureterais. A abordagem laparoscópica nestes casos tem se tornado um procedimento seguro e resolutivo em pacientes que apresentam endometriose de bexiga.
Foram apresentados dois trabalhos
re-ferentes à endometriose de bexiga durante o VII Congresso Mundial de Endometriose em Londres. Donnez et al. mostraram ca-suística de 17 casos tratados com retirada dos nódulos endometrióticos sem abertura de mucosa. Viscomi et al. mostraram em vídeo as duas técnicas laparoscópicas de abordagem de endometriose de bexiga.
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Cerca de 1% de mulheres com endo-metriose apresenta lesões do trato urinário (Abeshouse BS, Abeshouse G. Endome-triosis of the urinary tract: a review of the literature and a report of four cases of vesical endometriosis. J Jnt Coll Surg 34:43-1960). A bexiga é o órgão mais acometido em torno de 81% (Denes FT, Pompeo ACL, Montelatto N ID, Lopes RN . Ureteral endo-metriosis. Int. Urol. N ephrol 12:205-1980). As técnicas cirúrgicas utilizadas de-pendem se há ou não invasão da mucosa. Q uando não há invasão da mucosa a sinto-matologia referida é de aumento da fre-qüência urinária, dor, disúria e raramente hematúria. A cistoscopia mostra uma com-pressão extrínseca, porém com mucosa íntegra. O tratamento cirúrgico baseia-se na excisão do nódulo endometriótico da inti-midade da musculatura do detrusor. A sintomatologia quando a lesão invade a mucosa além do aumento da freqüência urinária, dor, disúria é acrescida pela hema-túria. A cistoscopia mostra o tumor endo-metriótico dentro do lúmen da bexiga. O tratamento cirúrgico baseia-se na excisão parcial da bexiga com a retirada do tumor.
FRAN CESCO VISCO M I
Referência
• Donnez J, N issolle M. Laparoscopic ap-proach in bladder endometriosis. VII Con-gresso Mundial de Endometriose – Londres - maio 2000.
Obstetríci a Obstetríci a Obstetríci a Obstetríci a Obstetríci a
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Antes da introdução da imunização anti-D no puerpério das gestantes Rh negativas que deram à luz a filhos Rh positivos, a incidência de conceptos afetados era de 9 a 10% das gestações e era a maior causa de morbidade e mortalidade perinatal. Em ges-tantes aloimunizadas leve e moderada, a anemia hemolítica e a hiperbilirrubinemia ocorre em 25 a 30% e a hidropisia em 25% desses casos. A administração de anti-D no período pós-parto (década de 1960) e antiparto (década de 1970) promoveu re-dução dramática desses casos nestas duas últimas décadas. Porém, a aloimunização continua preocupando, pois existem falhas na aplicação dos protocolos (0,1 a 0,2% de sensibilizações), havendo, então, a necessi-dade de atualizações acerca do tema para que as pacientes Rh negativas sob risco de sensibilização não sejam manipuladas sem os cuidados recomendados.
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A imunoglobulina anti-D vem acondi-cionada em frascos de 300
µ
g, quantidade suficiente para inativar 30 mL de sangue Rh positiva. Portanto, para a inativação de cada mL são necessários 10µ
g de imunoglo-bulina, sendo esta a proporção considerada para se estimar a quantidade de imunoglo-bulina que deve ser administrada nas situa-ções de hemotransfusão equivocada.Além dos períodos bem conhecidos, puerpério (de preferência em 72 horas, ou em casos falhos, até 28 dias) e antenatal com 28 a 30 semanas, vale citar outras situações em que se deve fazer a imuno-profilaxia com anti-D.
a) Após procedimentos invasivos: biópsia de vilo corial e amniocenteses
- I trimestre: 50
µ
g (proteção para 2,5 mL de hemácias fetais)- II e III trimestres: 300
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ga) Abortamentos: 300
µ
g. Discutível na ameaça de abortamento.b) Sangrameeeeento de II e III trimestres: 300
µ
g. Há necessidade de se realizar teste de Kleihauer para monitorizar a hemorragia feto-materna. Eventualmente, um comple-mento de anti-D deve ser ministrado. c) Ó bito intra-uterino: embora discutível, a profilaxia é indicada. Em 11-13% dos casos, o óbito ocorre por hemorragia feto-mater-na, sendo esta a razão que alguns preconizam a monitorização desta hemorragia (Kleihauer). d) Após gestação molar: imunoprofilaxia deve ser a rotineira com 300µ
g, mesmo que seja discutível a presença de antígenos D nesta eventualidade.e) Após trauma abdominal de gestantes com Rh negativo:
Recomenda-se a administração do anti-D. Como a hemorragia feto-materna pode ser maciça nestes casos, o rastreamento da passagem de maior quantidade de sangue fetal para o compartimento materno deve ser realizado para eventual complemen-tação da imunoprofilaxia.
f) Após prenhez ectópica: neste evento, a quantidade de antígenos fetais que irão cir-cular na corrente sangüínea materna é in-certa. Todavia, recomenda-se a administra-ção da imunoglobulina e em casos duvido-sos proceder a monitorização da hemorra-gia feto-materna com Teste de Kleuhauer-Betke.
g) Gestações prolongadas: Considerando-se o limite de 12 Considerando-semanas a efetividade da imunoglobulina, se ela for administrada com 28 semanas, após 40 semanas expira o período de segurança desta imunização. Em função disso, muitos especialistas recomen-dam a feitura de nova dose da imuno-globulina, sem entretanto, estarem seguros da obrigatoriedade deste procedimento.
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A prevenção da Aloimunização Rh con-tinua sendo um problema muito grave em nosso meio. Ainda são freqüentes os casos de negligência na profilaxia, trazendo sérios prejuízos à reprodutibilidade de muitas mulheres Rh negativas. Estas falhas se fazem notar tanto no período pré-natal quanto no puerpério.
O C o lé gio Am e ricano de O bste tras
e G ine co lo gistas ve io a te m po , co m se u bo le tim , divulgando e ste G uia de Mane -jo C línico , e m 1999, po is, m e sm o e m paíse s de se nvo lvido s, o bse rvam -se fa-lhas ne ste pro ce dim e nto . Trata-se de um bo le tim que se re ve ste de caráte r prático , é co nciso , claro e , alé m disso , traz à to na as co ndutas m uito atualizadas diante de vário s pro ce dim e nto s inva-sivo s que a Me dicina Fe tal intro duziu re ce nte m e nte no se io da O bste trícia Mo de rna. Po rtanto , é m uito pe rtine nte que se divulgue ao s o bste tras do País, e m ve ículo s de alta pe ne tração na co m unidade inte re ssada, o que se pre co -niza no s Estado s U nido s.
SEIZO MIYADAHIRA
*Prevention of Rh D Alloimmunization -American College of O bstetricians and Gynecologists (ACO G) - Committee on Practice Bulletins
Referências
• American College of O bstetricians and Gynecologists – Prevention of Rh D Alloi-munization - Clinical Management Guide-lines for O bstetrician-Gynecologists, N um-ber 4, May, 1999.