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Galinha Pulando2015

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Academic year: 2022

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ANIVERSÁRIO DE DEZ ANOS

1ª EDIÇÃO

Prêmio Literário

Galinha Pulando 2015

Prêmio Literário

Galinha Pulando

2015

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Vitória da Conquista-BA, 2015

VALDECKALMEIDA DEJESUS (ORGANIZADOR)

ANIVERSÁRIO DE DEZ ANOS

1ª EDIÇÃO

Prêmio Literário

Galinha Pulando 2015

Prêmio Literário

Galinha Pulando

2015

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Todos os direitos reservados e protegidos por lei.

Nenhuma parte deste livro, sem autorização prévia por escrito do autor ou da editora, poderá ser repro- duzida ou transmitida, sejam quais forem os meios empregados: eletrônicos, fotográficos, gravação ou quaisquer outros.

Título Original em Português: Prêmio Literário Galinha Pulando - 2015

Editora Galinha Pulando CNPJ 16.968.982/0001-40 Via Local P, casa 17 - Vila Serrana 1

45078-200 – Bairro Zabelê Vitória da Conquista-BA

Ilustração da capa: Ed Ribeiro

Ilustração da contracapa: Valdeck Almeida de Jesus (fotos em Genebra, Suíça) Revisão:Valdeck Almeida de Jesus e autores

Editoração eletrônica: Studius Artes Gráficas Impressão e acabamento:

Dados Internacionais de Catalogação na Publicação (CIP).

P925 Prêmio Literário Galinha Pulando - 2015 / Organizado por Valdeck Almeida de Jesus.

1. ed. – Vitória da Conquista: Galinha Pulando, 2015.

120 p. ; 23 cm.

ISBN: 978-85-66465-18-1

Coletânea de poesias do Prêmio Literário Galinha Pulando – 2015.

1. Literatura Brasileira. 2. Poesia. I. Jesus, Valdeck Almeida de. (Org.). II. Título.

CDD 869.91 Ficha Catalográfica elaborada por Terezinha Lima Santos CRB-5/1393

Pedidos: Valdeck Almeida de Jesus [email protected]

(71) 9345 5255 www.galinhapulando.com Impresso no Brasil / Printed in Brazil

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Agradecimentos à equipe de poetas que selecionou os dez

primeiros colocados:

LUCYMAR DOS SANTOS SOARES, pseudônimo Cymar Gaivota, é mineira de Serra dos Aimorés, residente na Bahia (Argolo - Município de Nova Viçosa) desde criança. Mudou-se para Salvador em 1989. Jornalista (Faculdade da Cidade), poeta, blogueira, fotógrafa e divulgadora cultural, documenta- rista, Membro da Academia de Cultura da Bahia, Ex Secretária da UBESC – União Baiana de Escritores, autora dos livros “Nas asas da gaivota” e “Quando o amor faz feliz” (lançados a bordo do Barco Fila, na Baía de Todos os Santos (2013). Em 2006 pu- blicou o livro de poesia “Cicatrizes”, na comunidade de Caja- zeira XI, com o apoio do Conselho de Moradores, do qual Cymar fez parte da diretoria por 12 anos (trabalho voluntário).

Cicatrizes foi um projeto lançado sem editora, que ela pretende fazer um novo lançamento com selo editorial. A obra trata das cicatrizes boas ou ruins que a vida deixa em nossas almas e no nosso corpo, seja pela família, sociedade, governos e outros...

Cymar é coautora em antologias, entre elas: “Dia dos namorados”, “Dia das Mães”, “Um dia de Esperança” - Projeto Antologia Alma Brasileira; “Antologia do Amor”, “Antologia Brasil e Portugal elos poéticos” – Valdeck Almeida de Jesus.

Jurada em alguns concursos promovidos por Valdeck Almeida de Jesus. Prefaciou o I Concurso Literário - Ebenézer – Até aqui nos ajudou o Senhor, organizado pelo historiador e poeta Lean- dro de Assis. Participou do projeto Carta ao Presidente, orga- nizado pelo jornalista Carlos Souza Yeshua e da “Antologia Fala Escritor”. Organizou, junto a Cogito Editora, a “Antologia So- lilóquio” com 30 escritores, e está organizando, pelo seu Blog (www.blogdagaivota.com), a “Antologia Memórias”, com 40

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escritores. Autora de mais cinco obras não publicadas. Foi se- lecionada com a poesia DAR-TE-EI pelo Prêmio Elisa Lucinda, no Concurso de Poesia dos Bancários III.

IVONETE ALMEIDA DE JESUSé natural de Jequié-BA e reside em Santo Amaro-BA. Pedagoga pela Universidade Esta- dual do Sudoeste da Bahia (UESB); pós-graduada em Gestão e Coordenação Pedagógica pela Fundação Visconde de Cairu.

Funcionária Pública Municipal. Adora ler todo tipo de litera- tura, participar de encontros que favoreça mais conhecimentos na área da educação. Realiza pesquisas na área da Literatura Infantil por acreditar que a lecto-escrita contribui no processo de desenvolvimento das crianças. Adora ler e escrever poesias, sobretudo as de cunho crítico. Sua profissão não foi casual.

Sempre se interessou por leituras e leitores. Tornou-se peda- goga e escolheu a sala de aula como laboratório, onde estimula meninos e meninas a desvendaram o mágico mundo das letras.

Tem um livro no prelo, “Nina, a tartaruguinha diferente”, que conta a história de uma tartaruga com deficiência física, que é rejeitada pelo grupo e depois consegue se integrar e interagir, apesar da diferença. Prefaciou o livro “Prêmio Valdeck Almeida de Jesus de Poesia - V edição 2009; Poemas publicados na “An- tologia do Amor”, São Paulo-SP: Giz Editorial, 2010; Jurada no concurso “Prêmio Literário Valdeck Almeida de Jesus de Poesia – 2010”; Jurada no concurso “Prêmio Literário Valdeck Al- meida de Jesus - 2011”; Jurada no concurso “Prêmio Literário Valdeck Almeida de Jesus - Homenagem ao Centenário de Nas- cimento do escritor Jorge Amado (1912-2012); organizou o Se- minário sobre “Inclusão Social: o que isso tem a ver com Serviço Social, Letras, Administração e Pedagogia?”, na Uni- versidade Salvador – Unifacs, Campus Santo Amaro-BA, alcan- çando como público os estudantes das áreas referidas e a comunidade local. É estudante da LIBRAS – Língua Brasileira de Sinais, por acreditar que a Língua de Sinais é um instru- mento de comunicação que facilita a inclusão de pessoas sur- das no mundo da literatura.

LÉODRAGONE(Alex Bruno Rodrigues de Jesus) é so- teropolitano, nascido em 5 de março de 1990, no subúrbio

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ferroviário de Paripe, da capital baiana. A veia artística e lite- rária o acompanha desde criança, e se fortaleceu ainda mais depois que aprendeu a ler e escrever, aos sete anos de idade. A partir de então, passou a devorar livros, escrever poemas, con- tos e romances. Publicou “Diário de Rafinha. As duas faces de um amor”, lançado nas bienais do livro do Rio e São Paulo.

Participou do “Prêmio Literário Valdeck Almeida de Jesus de Poesia - 2008”. Livro no prelo: “Rainy City”, em parceria com Valdeck Almeida de Jesus.

JACQUELINE AISENMAN é brasileira de nascimento e suíça por adoção, residindo em Genebra já há mais de vinte anos. Foi Diretora dos Museus Anita Garibaldi e Casa de Anita em Laguna-SC e do Departamento de Cultura da cidade; foi colaboradora de vários jornais em Santa Catarina como reda- tora e revisora. Foi fundadora e redatora do jornal “O Mani- festo”, de curta, mas intensa vida. Trabalhou como funcionária internacional na Missão Permanente do Brasil junto à ONU durante mais de dez anos. Deixou a Missão em 2004 para se dedicar de vez à escrita. Hoje edita a revista literária digital e o site Varal do Brasil (www.varaldobrasil.ch), fazendo uma ponte de palavras entre o continente europeu e o Brasil. No mesmo ano lançou “Poesia nos bolsos” e “Lata de conserva”, este escolhido como Livro de Contos do Ano pela Academia Catarinense de Letras. Em 2012 lançou “Briga de Foice”, livro de contos curtos. Tem vários  livros publicados, entre eles “O Sentimento Alheio” e “Pintura Ingênua”, lançados em 2015.

CARLOSVENTURAé cantor, músico, compositor, escri- tor e dramaturgo. Também foi o artista brasileiro que se des- tacou em 2007/2008 com trabalhos em prol da categoria artística, à frente da Unialf - União dos Artistas de Lauro de Freitas - e Sindimúsicos - Sindicato dos Músicos Profissionais da Bahia. Por conta disso, foi homenageado com o “Prêmio Homem da Cultura no Brasil 2008”, durante o festival “Áustria Brasil em Movimento 2009” (ABM 2009), cujo tema foi “A Evolução da Cultura Negra no Brasil e Seus Reflexos no Mundo”, promovido pela ABRASA - Associação Afro-Brasileira de Dança Cultura e Arte -, entidade internacional com sede na

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cidade de Viena, em parceria com a Universidade de Viena, e apoio da Prefeitura de Viena.

DOMINGOS AILTON RIBEIRO DE CARVALHO é natural de Jequié-BA. Foi presidente do CEUJ - Centro dos Estudantes Universitários de Jequié -, e cofundador do Grêmio Estudantil Dinaelza Coqueiro, do qual foi seu primeiro presidente, no IERP - Instituto de Educação Régis Pacheco -, e diretor de im- prensa da União Municipal dos Estudantes (UMES). Fez parte também da União da Juventude Socialista seção de Jequié-BA, nos anos pós-ditadura militar. Licenciado em Letras, especia- lista em Literatura e Ensino da Literatura pela UESB – Univer- sidade Estadual do Sudoeste da Bahia e mestre em Memória Social e Documento, pela Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UNIRIO). Professor da Universidade do Estado da Bahia – Campus XXI. É jornalista e editor do jornal O Eco- lógico, que divulga as ações do Grupo Ecológico Rio das Con- tas. É fundador e editor da revista Cotoxó, que divulga cultura e arte. Integrou a equipe de vários jornais regionais, entre os quais Sudoeste, O Rascunho e Folha do Sudoeste, do qual foi editor. Coordenador do GERC - Grupo Ecológico Rio das Con- tas (Jequié). Participou da coletânea “Jequié, poesia e prosa”

(Secretaria Municipal de Cultura, Lazer e Esporte, 1992);

“Carta ao Presidente – o que deseja o brasileiro do Século XXI”, organizado por Carlos Souza; lançou “Figuras Típicas e Religiosidade Popular de Jequié” e “Anésia Cauaçu”, romance histórico sobre a primeira cangaceira brasileira. Curador da Festa Literária do Sertão de Jequié – FELISQUIÉ.

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Primeiros Colocados

É foda ser negro no Brasil (Bruno Cupertino)

A angústia da página em branco (Milica San)

Pássaro Livre (Carlos Marcos)

Africasil

(Indemar Nascimento) Vertiginoso dilúculo

(Ricardo Lacava) A sinfonia do amor

(Alberto da Costa)

Das vezes que eu nasci em mim (Ayrton Alves)

Intimo das pedras (Beto Acioli) Baile de Asas (Tiago Oliveira) Verso inverso de mim (Adriele Reis de Oliveira)

Menções Honrosas

Pássaro livre(Carlos Marcos Faustino) A poesia está morta(Camila Ceuta)

A moribunda lusa(Ana Esther) Ode à Montanha(Nilda Lima)

Salva a dor(Dom Rimático) O vento e a palha(Linna Rios)

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Dez Anos do Prêmio Literário Valdeck Almeida de Jesus

Novo nome: Prêmio Galinha Pulando de Literatura Apoio institucional: Plano Nacional do Livro e Leitura,

União Baiana de Escritores e Sarau da Onça

“Oh! Bendito o que semeia Livros... livros à mão cheia...

E manda o povo pensar!

O livro caindo n’alma É germe - que faz a palma, É chuva - que faz o mar...”

(Castro Alves)

Trata-se de um concurso cultural internacional, que visa selecionar escritores iniciantes, de língua portuguesa, cujos textos deverão compor antologia a ser lançada em bie- nais do livro, eventos literários e saraus poéticos. O foco é a poesia, mas o prêmio faz edições especiais de contos, crônicas, artigos etc. O idealizador, Valdeck Almeida de Jesus, escreve desde os doze anos de idade. Seu primeiro poema foi publi- cado na antologia “Poetas Brasileiros de Hoje – 1984”, pro- movida por Christina Oiticica, esposa de Paulo Coelho, e saiu pela Shogun Editora, Rio de Janeiro, em 1984. Para participar da publicação, o autor precisou vender o único bem da família, um fogão a gás. Com o lançamento e as notícias na rádio local, a prefeitura de Jequié-BA prometeu publicar um livro de Val- deck, mas isso ficou só na promessa e na espera por mais de vinte anos. Decepcionado, ele resolveu seguir em frente e só em 2005, aos 39 anos de idade, já morando em Salvador-BA, pôde realizar o sonho da primeira obra literária publicada.

Desde então, imaginou uma forma de publicar e dar oportu-

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nidade a outros tantos escritores que se encontram à margem do mercado editorial e, como ele, sonhando com um edital ou uma promessa.

Assim, surgiu o “Prêmio Literário Valdeck Almeida de Jesus”, em 2005, sem nenhum custo para os selecionados. Em 2013 o concurso passou a se chamar “Prêmio Galinha Pulando de Literatura”. Até 2009 cada autor participante recebia um exemplar gratuito. Com a grande procura, o promotor foi ob- rigado a modificar o regulamento, para premiar somente os dez primeiros colocados com livro impresso e, aos demais, com a obra em formato PDF. Em PDF o livro fica acessível, inclusive, a pessoas com baixa visão ou para quem não enxerga, podendo ser ouvida através de equipamentos que leem este tipo de ar- quivo. A primeira vez que teve apoio financeiro foi em 2014, através do site Kickante, que arrecadou uma quantia suficiente para pagar a editoração. Os maiores contribuintes foram Luiz Menezes de Miranda, Jânia Maria Souza da Silva, Janete Ser- ralvo, Rosália Meires Silva e Henrique César Costa Cabral. Os demais apoios são apenas institucionais. O PNLL – Plano Na- cional do Livro e da Leitura, do Ministério da Cultura - Minc, entrou com divulgação já a partir de 2006, quando o assessor de imprensa da Biblioteca Nacional participou do concurso e sugeriu que Valdeck inscrevesse o prêmio no site do Minc. A União Baiana de Escritores – Ubesc, da qual Valdeck faz parte, também entra com apoio institucional. Ambas as instituições trabalham com livro, leitura, literatura e biblioteca, e o simples mencionar nomes e logomarcas das mesmas, legitima o Prêmio Galinha Pulando no seu trabalho de disseminar poesia e agregar poetas de todos os países de língua portuguesa.

Importante citar o Varal do Brasil, cuja diretora, Jacque- line Aisenman, além de promover uma revista eletrônica e um concurso com mesmo nome, mantém um estande para vendas, lançamentos e exposições de literatura em língua portuguesa, no Salão do Livro e da Imprensa de Genebra, desde 2012. O apoio de Jacqueline e do Varal são fundamentais para a divul- gação da Galinha Pulando na Europa, de cujo salão do livro o projeto participa desde o início.

Falar em livro é falar, também, em outros elos da cadeia produtiva. As capas tiveram contribuições de grande importância:

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2012 (poemas) - Nilda Lima Graeser; 2012 (artigos sobre Jorge Amado) – Rickcaricaturas; 2013 - Richard Calil Bulos (fale- cido pai de Jacqueline Aisenman, em foto de Maria de Fá- tima B. Michels); 2014 – Fábio Haendel (capa) e Rosana Griloni (contracapa); 2015 – Ed Ribeiro (capa).

Outras parcerias

O Coletivo Fala Escritor (fundado em 2009), tem me acompanhado nessa jornada literária. Sou um dos fundadores do grupo e tenho encontrado, nos membros que já fizeram parte do projeto e daqueles que entraram depois, o mesmo em- penho e compromisso. Dentre tantos que passaram pelo Fala Escritor posso citar o próprio idealizador e pai do grupo, Lean- dro de Assis, Renata Rimet, Carlos Souza, Cymar Gaivota, Luiz Menezes de Miranda e Jorge Baptista Carrano. Em meio a en- contros de poetas, tem músicos, declamadores e outros artistas da palavra. O Prêmio Galinha Pulando tem o orgulho de contar com o apoio de uma equipe para selecionar os textos vencedo- res a cada ano: Carlos Ventura, Cymar Gaivota, Leo Dragone, Jacqueline Aisenman, Ivonete Almeida de Jesus, Domingos Ailton Ribeiro de Carvalho e outros.

O Grupo Ágape e do Sarau da Onça (fundados em 2011), os dois últimos do bairro Sussuarana, em Salvador, cujos membros participam do concurso e ajudam a difundir o trabalho poético do concurso. Entre os vários componentes dos dois grupos cito, representando aos demais, Sandro Sussua- rana, Evanilson Alves, William Silva, Lane Silva, Mateus Silva, Maiara Silva, Brenda Gomes, Lissandra Pedreira, Joyce Melo, Laiara Mainá, Larissa Oliveira e Gleise Sousa.

Durante o percurso, conheci muitos poetas e saraus em Salvador. Direta ou indiretamente, eles têm contribuído, se não para o concurso em si, mas para que eu continue sonhando, acreditando e investindo tempo, dinheiro e afeto numa ativi- dade pouco valorizada como a literatura e a poesia. São eles:

Sarau da Paz (bairro da Paz, o qual ajudei a fundar), Sarau da Jaca (Juventude Ativista de Cajazeiras), Sarau do Gheto (Pareta Calderasch, Gamboa de Baixo, Ladeira da Preguiça e outros locais), Pós Lida (James Martins, em vários locais), Prosa e Poesia (Kátia Borges, Mariana Paiva, Nilson Galvão, Fábio

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Haendel e Ligia Benigno), Sarau Bem Black (Nelson Maca), Sarau Erótico (Zezé Olukemi), Sarau da Câmara Municipal de Salvador (Edgar Velame), Sarau do Gato Preto da Sorte (Tiago Nascimento), CEPA – Círculo de Estudos Pensamento e Ação (Germano Machado), Sarau Viva a Poesia Viva (Douglas de Al- meida), Sarau Enegrescência (Casa de Angola), Feiras do Livro do Campo Grande (Fundação Pedro Calmon, Secretaria de Cul- tura do Estado da Bahia) etc.

Jean Wyllys: em 2009 obtivemos autorização do Depu- tado Jean Wyllys para utilizar o nome dele na edição de contos LGBTs, que selecionou doze contistas do país inteiro; em 2012, ano do centenário de nascimento de Jorge Amado, a família Amado deu uma grande contribuição, autorizando o uso do nome e imagem do grande escritor numa edição de artigos e crônicas sobre este ícone da literatura baiana. Domingos Ail- ton, meu amigo de tempos de escola, me ajudou muito nesse processo de autorização.

Outra contribuição de valiosa importância foi o Traba- lho de Conclusão de Curso de Viviane Vergasta Ramos, que defendeu o Prêmio Galinha Pulando no final do curso de Pro- dução Cultural, em 2011, na Universidade Federal da Bahia – UFBA e colocou, definitivamente, o prêmio literário nos anais acadêmicos. É a soma de tantos esforços que, de forma direta ou indireta, transforma o sonho de um menino poeta em rea- lidade para outros meninos e meninas poetas de todos os rin- cões onde se fala a língua de Camões!

Justificativa

Valdeck Almeida de Jesus é baiano e escreve desde os doze anos de idade e só conseguiu publicar o primeiro poema aos 18 anos, em 1984, numa antologia organizada no Rio de Janeiro. Para realizar o sonho, teve que vender o único bem da família, à época: um fogão a gás. Esta é uma realidade dos escritores iniciantes, que enfrentam dificul- dades, por falta de conhecimento ou mesmo por falta de incentivo e/ou oportunidades. Sensibilizado com a situa- ção, o poeta Valdeck resolveu bancar, do próprio bolso, um concurso que democratizasse o acesso e, ao mesmo tempo incentivasse a escrita e leitura de poesias, um dos gêneros

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mais populares no Brasil. Assim, surgiu o prêmio batizado com o nome do seu idealizador.

O projeto “Prêmio Literário Valdeck Almeida de Jesus de Poesia” nasceu em 2005 pelo poeta e escritor Valdeck Al- meida de Jesus, e mudou para “Prêmio Galinha Pulando de Literatura”, a partir de 2013. Esta iniciativa é uma forma de reunir talentos, na maioria desconhecidos, e divulgar seus trabalhos ao público, sobretudo com participação nas bie- nais da Bahia, Rio de Janeiro e São Paulo. Os livros são dis- tribuídos gratuitamente entre os dez primeiros escritores colocados e alguns exemplares são enviados para bibliotecas públicas e entidades formadoras de opinião. Até 2015, atra- vés de rigorosa seleção dos participantes, já foram publica- dos treze livros, com trabalhos de quase 1700 poetas do Brasil, Portugal, Angola, Moçambique, Argentina, Espanha, Estados Unidos, China, França, Inglaterra, Japão, Suécia, Suíça, Costa Rica, Romênia, Itália, Sérvia, Austrália, Canadá e Timor Leste.

Objetivos

O objetivo maior deste projeto é oferecer a escritores e poetas, do Brasil e de outros países, a oportunidade de terem seus trabalhos publicados, democratizar o acesso ao mercado editorial e proporcionar o intercâmbio de conhecimentos. A atenção se volta, principalmente, para aqueles que não têm condições de arcar com o alto custo da publicação de um livro.

Paralelamente, pretende-se, com esta Antologia, estimular o prazer da escrita e da leitura a um número cada vez maior de pessoas, bem como fortalecer os laços literários e culturais entre os países de língua portuguesa. Não há interesses lucra- tivos neste projeto.

As três principais vertentes que o mobilizam são: pro- mover novos talentos; apoiar escritores sem condições de pu- blicar suas obras; e divulgar o hábito e a importância da leitura, especialmente da poesia. O que se pretende alcançar é a publi- cação de antologias anuais com os poetas selecionados, cujos lançamentos aconteçam em uma ou mais bienais do livro fora do Estado da Bahia, bem como em Salvador, em local amplo e de fácil acesso, com recital poético e canja musical.

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Objetivos Específicos

Realizar concurso literário de alcance internacional, para publicação de uma antologia de poemas em língua portuguesa;

Abrir espaço para novos autores editarem suas criações literárias;

Incentivar o hábito da escrita e da leitura;

Divulgar a produção literária de poetas e escritores que não conseguem espaço na mídia e no mercado literário tradicional;

Proporcionar o intercâmbio de leituras entre poetas de diferentes países de língua portuguesa;

Fortalecer os laços e estreitar as relações culturais e li- terárias entre os participantes.

Metodologia

Assim é a seleção dos autores cujos textos são publica- dos em livro:

• Fase 1 – divulgação do edital, com inscrições de 01 de janeiro a 30 de outubro de cada ano. Os poetas se inscrevem via e-mail, encaminhando os poemas, nome completo, endereço, fone de contato e minibiografia. Nenhuma taxa de inscrição é cobrada.

• Fase 2 – uma vez recebidos todos os textos, é designada uma equipe, devidamente capacitada, composta de cinco membros, no mínimo (escritores, jornalistas, ativistas culturais, poetas), para analisá-los, avaliá-los e selecioná-los, de acordo com os seguintes critérios: 1) redação; 2) criatividade; 3) estética.

• Fase 3 – comunicação aos contemplados da seleção de seus trabalhos.

• Fase 4 – com os textos selecionados, inicia-se a fase de pu- blicação, que envolve serviços de revisão e editoração.

• Fase 5 – divulgação do livro em eventos diversos, com distri- buição gratuita aos dez autores mais bem colocados e a algu- mas bibliotecas públicas e comunitárias. O arquivo em PDF é colocado à disposição dos demais autores e de interessados.

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Avaliação

Inicialmente o projeto foi pensado apenas para escrito- res baianos. Com a repercussão na internet, através das redes sociais, listas de amigos e grupos virtuais, o idealizador am- pliou as inscrições para o Brasil e o mundo.

A primeira edição, em 2005, contemplou nove poetas, sendo apenas três baianos. A partir da segunda edição, em 2006, o número de poetas interessados foi aumentando grada- tivamente, como se vê do quadro a seguir.

O projeto vem crescendo de forma avassaladora, supe- rando todas as expectativas iniciais. Em 2009 o número de par- ticipantes aumentou de forma tão significativa que foi preciso ampliar a equipe responsável pela triagem e avaliação, bem como mudar alguns critérios de seleção, distribuição dos livros etc.

A quantidade de autores que se inscreve é, a nosso ver, a prova de que boa parte de nosso objetivo foi alcançado: o in- teresse pela literatura se amplia. A cada edição, mais e mais poetas se unem a este sonho que não se sonha só; o livro se torna maior, a divulgação “boca a boca” aumenta, a dissemi- nação da cultura e da literatura alcança os mais longínquos lu- gares, e os eventos decorrentes deste trabalho se multiplicam, contribuindo para sua divulgação. De norte a sul, de leste a oeste, e entre países irmãos, o projeto vem aproximando pes- soas, fortalecendo o intercâmbio cultural e a troca de experiên- cias. Fazer o livro circular dentro de um âmbito maior é um desafio que dia a dia nos esforçamos por alcançar. Ao que tudo indica, estamos no caminho certo.

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DADOS DO PROJETO

Ano Poetas Exemplares

publicados Páginas Exemplares distribuídos

2005 09 poetas 250 39 250

2006 37 poetas 300 88 300

2007 182 poetas 350 216 350

2008 242 poetas 250 260 200

2009 133 poetas 200 180 200

2009.1 31 crianças 50 50 50

2009.2 30 poetas 50 50 50

2010 01 Perinho 50 50 50

2010 -

LGBT 12 contistas 50 90 50

2010 232 poetas 50 50 50

2011 31 crianças 50 50 50

2011 152 cronistas 50 200 50

2012.1 64 poetas 50 214 50

2012.2 122 poetas 50 276 50

2013 188 poetas 280 50 50

2014 146 poetas 180 50 50

2015 75 poetas 100 50 50

Total 1687 1970 2373 1900

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Lançamentos

As edições foram lançadas no Projeto PROLER de Ca- maçari-BA, nas Bienais do Livro de São Paulo e Minas Gerais (2008, 2010, 2012 e 2014), nas Bienais do Livro do Rio de Ja- neiro e da Bahia (2007, 2009, 2011, 2013 e 2015), no Salão do Livro e da Imprensa de Genebra (Suíça, 2012, 2013 e 2015), nas feiras e exposições promovidas pela União Baiana de Escritores – Ubesc (vários anos), na Festa Literária do Ser- tão de Jequié – Felisquié (2012 e 2013), durante a Semana da Comunicação da Faculdade Isaac Newton (2005), no Con- gresso Brasileiro do Sindicato dos Trabalhadores da Justiça do Trabalho (2007); no Corredor Literário da Avenida Paulista (2007); na 3ª Feira do Livro de Sergipe (2010); nas feiras do livro do Tribunal de Justiça, promovidas pela Câmara Bahiana do Livro (vários anos); divulgação realizada durante a Festa Internacional do Livro de Paraty-RJ (FLIP - 2008); Congresso Brasileiro de Escritores, promovido pela União Brasileira de Escritores – UBE (2011), em Ribeirão Preto-SP. Exemplares enviados a críticos literários, bibliotecas e escolas públicas do estado da Bahia, bem como sites de cultura e literatura, jornais e revistas especializadas.

Biografia do Idealizador

Valdeck Almeida de Jesus (1966) é jornalista, funcioná- rio público, editor, escritor e poeta. Embaixador Universal da Paz, Membro da Academia de Letras do Brasil (Seccional Suíça), Academia de Letras de Jequié, Academia de Cultura da Bahia, Academia Nevense de Letras, Ciências e Artes – ANELCA, Academia de Letras de Teófilo Otoni - ALTO, Poetas del Mundo, Fala Escritor, Confraria dos Artistas e Poetas pela Paz, União Brasileira de Escritores – UBE e Membro Fundador da União Baiana de Escritores - UBESC. Foi presidente do Co- legiado Setorial de Literatura para o biênio 2013/2014, junto à Fundação Cultural do Estado da Bahia, entidade ligada à Se- cretaria de Cultura do Estado da Bahia. É Conselheiro do Plano Municipal do Livro, da Leitura e da Biblioteca – PMLLB, de Sal- vador-BA (2015/2016). Publicou “Memorial do Inferno: a saga da família Almeida no Jardim do Éden”, “Feitiço contra o feiticeiro”,

“Valdeck é Prosa e Vanise é Poesia”, “30 Anos de Poesia”, “Heartache

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Poems”, “Yes, I am gay. So, what? – Alice in Wonderland”, “O MST e a Mídia: uma análise do discurso sobre o Movimento dos Sem Terra nos jornais A TARDE online e O Globo online” (coautor: Jobson Santana), “Poesias ao Vento: Vinte Poemas de Amor e uma Crônica Desesperada”, dentre outros, e participa de mais de 115 antolo- gias. Organiza e patrocina o Prêmio Galinha Pulando de Lite- ratura, desde 2005, o qual já lançou quase 1700 textos.

Colabora com sites de cultura e jornalismo, dentre eles Re- canto das Letras, Portal Literal, Pravda, Difundir, Jornal do Bra- sil e ITEIA. Tem textos divulgados nas rádios online Sol (Diadema-SP), Raiz Online (Portugal) e CBN (Globo). Cola- bora com as revistas de cultura Òmnira (Salvador-BA) e Coto- xós (Jequié-BA).

Livros Publicados

1) “Heartache Poems. A Brazilian Gay Man Coming Out from the Closet”, New York, USA: iUniverse, 2004; Este livro reúne poesias de desabafo, dedicadas a amores secretos;

2) “Feitiço Contra o Feiticeiro”, São Paulo-SP: Scortecci, 2005;

poesias;

3) “Memorial do Inferno. A Saga da Família Almeida no Jardim do Éden”, São Paulo-SP: Scortecci, 2005; Com apresentação de Lázaro Ramos, o livro conta a história da família do escritor Valdeck Almeida de Jesus, que enfrentou a fome e a miséria por mais de vinte anos e venceu. A primeira edição teve 100%

da renda do livro foi doada às Obras Sociais Irmã Dulce;

“Memorial do Inferno. A Saga da Família Almeida no Jardim do Éden”, São Paulo-SP: Giz Editorial, 2007; 20% da renda do livro doada às Obras Sociais Irmã Dulce; reeditado pela Chiado Editora (Portugal, 2013);

“Memories from Brazilian Hell: The Saga of Almeida Family in the Garden of Éden”, Nova York (USA): iUniverse, 2008;

4) “Valdeck é Prosa, Vanise é Poesia”, Rio de Janeiro-RJ: Câ- mara Brasileira do Jovem Escritor, 2007; Parceria com Va- nise Vergasta;

5) “30 Anos de Poesia”, Rio de Janeiro-RJ: Câmara Brasileira do Jovem Escritor, 2008; reeditado pela VirtualBooks, Pará de Minas-MG, 2009; reeditado em São Paulo-SP: Delicatta, 2011;

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6) “Poemas de amor e outros temas”, Nova York (USA): Blurb, 2009;

7) “Poemas Di-Versos”, Corpos, Lisboa, Portugal, 2009; reedi- tado como “Armadilha – a verdadeira poesia brasileira”, São Paulo-SP: Clube de Autores, 2009;

8) “Minha alma nua” (Série Notáveis Poetas Brasileiros), Porto Alegre-RS: Real Academia de Letras, 2009; reeditado pela Escrytos (grupo Editora Leya, Portugal 2014);

9) “Recortes de uma vida: Reflexões e pensamentos”, São Paulo-SP: Clube de Autores, 2010; reeditado pela Escrytos (grupo Editora Leya, Portugal 2014);

10) “Amor e Paixão”, Coleção Scrivere, São Paulo-SP: Madio Editorial, 2010; reeditado pela Escrytos (grupo Editora Leya, Portugal 2014);

11) “A Kombi de prosa e poesia”, Pará de Minas-MG: Virtual Books, 2010; Parceria com Carlos Conrado;

12) “Yes, I am gay. So, what? – Alice in Wonderland”, New York (USA): iUniverse, 2010;

13) “O MST e a Mídia. Uma análise do discurso sobre o Movi- mento dos Sem Terra na Mídia”, São Paulo-SP: Livrus, 2012; coautor Jobson Santana;

“Sim, sou gay. E daí? Desabafos do gay Alice no País das Maravilhas”, Lisboa, Portugal: Chiado Editora, 2012.

14) “Como Escrever, Publicar e Divulgar um Livro”, São Paulo- SP: Livrus, 2012;

15) “Brasil e África: laços poéticos”, Luanda (Angola): Editora Letras, 2013, em coautoria com Dye Kassembe, Walter S e Eduardo Quive, com prefácio de Pedro Silva; edição bra- sileira: Vitória da Conquista-BA: Editora Galinha Pulando, 2013;

16) “Poesias ao Vento: vinte poemas de amor e uma crônica desesperada” (português e espanhol); Vitória da Con- quista-BA: Editora Galinha Pulando, 2015;

Salvador, 13 de julho de 2015 Valdeck Almeida de Jesus

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Dez anos de poesia - uma década lançando poetas

Por: Luiz Menezes de Miranda

Ser um ativista cultural em um país localizado na peri- feria do mundo, onde o termo capitalismo selvagem não é uma metáfora, escrever é um compromisso, promover é uma reali- zação e ousar é quase impossível.

Há anos Valdeck vive um desafio constante, de lâmpada acesa permanentemente em frente dos seus ideais, sempre à espera que surja uma boa ideia poética e dela ele consiga colo- car em prática sua realização. Não é dado a todo mundo o mi- nistério e o dom da poesia, “Graça temporal de Deus”, o gesto poético é uma invejável faculdade da alma. Muitas vezes, basta um traço, um movimento, uma visão fugidia, e a inteligência se ilumina: Aí aparece o artista, agora brincando com as letras, deixando fluir a inspiração transformada em versos. É preciso que o artista compreenda a presença da inspiração, a sutileza da oportunidade e comece a criar.

Quando se é literato espontâneo, sem que se tenha a sua poesia matriculada em escolas literárias, o desafio de se- guir adiante, montando muros e vencendo fronteiras é sempre um aprendizado. Muitas vezes o desanimo diz: joga tudo para o alto e procure o seu rumo que o trem descarrilhou. Mas a mãe literária com sua força vulcânica em larvas de letras e diz:

aquieta Valdeck Almeida de Jesus, você é estrofe do verso e não pode deixar o poema sem rima.

Duas décadas de espera, alimentado um sonho da pu- blicação de um livro, Valdeck toma coragem e lança o concurso literário, abrindo portas para escritores iniciantes e profissio- nais, dando chances a aqueles que se habilitarem a ter os seus trabalhos conhecidos pelo mundo.

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Com residência já fixada em Salvador, em 2005 o poeta ousa e lança a Antologia Poética Baiana, posteriormente Prê- mio Literário Valdeck Almeida de Jesus, e o atual Prêmio Lite- rário Galinha Pulando.

A paixão pela literatura leva Valdeck a patrocinar outros artistas das letras, possibilitando a realização dos seus sonhos, entre eles: “Plataforma na Poesia”, de Perinho Santana,

“Sonho”, de Antônio Fagundes, “Abre a Boca, Calabar” - três edições; inclusive ousa e lança também no Salão do Livro em Genebra, Suíça; “Poemas que falam” - vários autores, através de concurso feito com os visitantes do estande dele, na Bienal do Livro da Bahia de 2009; “Prêmio de Contos LGBTs”, em ho- menagem a Jean Wyllys; “Homenagem ao Centenário de Jorge Amado”, em 2012; Em 2010 foi citado no livro “PNLL Histó- rias 2010”.

Também homenageia outros artistas literatas como:

Nilda Lima, Fábio Haendel, Rosana Griloni e Richard Calil Bulos. Ganhando sempre força nesses 10 anos de Prêmio Lite- rário, ousa e invade com lançamentos as Feiras literárias e Bie- nais como: Festa Literária do Sertão de Jequié - Felisquié”;

Feira do Livro e da Imprensa de Genebra; Bienal Internacional do Livro de São Paulo; Bienal Internacional do Livro do Rio de Janeiro; Bienal Internacional do Livro de Minas Gerais; Bienal Internacional do Livro da Bahia; Feira do Livro de Aracaju;

Feira do Livro de Feira de Santana; Fala Escritor, Sarau da Onça e outros projetos e saraus.

“Toda idade é tempo de brincar, sorrir, descontrair.”

(Valdeck Almeida de Jesus) Persistência

Escrever desde pequeno Sempre foi seu desafio Mesmo aos seus 12 anos Nada nunca lhe inibiu A prova foi um concurso Que se fez participar

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Em 1984, pela Shogun Uma editora lá do Rio O desejo era tão grande Mas a grana lhe faltava Não tinha nem para comida Quanto mais pra pagar taxa Sem se deixar dobrar Ao grande empecilho Que era pagar a inscrição Do concurso promovido Olhou para o fogão Único bem familiar

Disse: você vai cair no cobre Que desse concurso, vou participar.

Não é que foi verdade E teve seu poema publicado

Na Antologia Poetas Brasileiro de Hoje Grande sonho realizado.

Assim entrou para a vida literária Sabendo que, a duras penas Entrava numa corrida Aonde correm centenas.

O de que mais precisou Foi de ânimo e coragem Pois muito espinho encontrou Nessa penosa viagem.

Tornou-se jornalista, Funcionário Federal, Mas o seu grande orgulho É ser poeta e escritor.

Não é para qualquer um

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Ter a coragem e persistência

De lançar milhares de poetas e escritores No seu país e adjacências.

São tantas contas que já passam Dos mil e oitocentos exemplares São mil seiscentos e dezessete poetas Sem contar a edição a ser lançada.

Argentina e Espanha

Portugal, Estados Unidos também.

Moçambique, China e França.

Inglaterra, Japão, Suécia, Suíça, E outros tantos além.

Não podendo ficar fora

Angola, Costa Rica e Romênia.

Além Itália, Sérvia, Canadá Camarões e Austrália adentram.

É luta árdua, coragem, persistência.

Ousadia e amor a Literatura Falta de incentivo e patrocínio Para ele isso é coisa pequena E assim a seu ideal chegou De espírito levantado Eis que o meu maior triunfo É o seu concurso literário.

LUIZ MENEZES DEMIRANDAé escritor, poeta e ativista cultu- ral. Autor de “Cabaré” (Editora Vento Leste, 2014, poesias), coordenador do Coletivo Fala Escritor.

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Adalmir Chabi Silva 29

Adriana Quezado 30

Adriano Ferris 31

Adriele Reis de Oliveira 32

Afonso Soares 33

Alberto da Costa 34

Amador Madalena Maia 35

Ana Esther 36

Angela Mota 37

Ayrton Alves 39

Beto Acioli 40

Bruno Cupertino 41

Camila Ceuta 43

Carlos Marcos Faustino 44

Carol Rooke 45

Célia Chamiça 46

Celinei Pessoa Simões 47

Cleyson Gomes 48

Danny Profeta 49

Danielle Rosa 50

Deusdete Silva 52

Dom Rimático 53

Ed Carlos) 57

Edison Mendes 58

Emanuel Medeiros Vieira 59

Erilva Leite 60

Eulália Costa 61

Fabiana Lima 63

Fabiano Bezerra Madeira Jaegger 64 Felipe Barbosa Loriaga Leão 65 Fred Albano Pereira 66 Gerson Clayton Rodrigues dos Santos 67

Gustavo Fernandes 68

Hilda Maria Vieira Lacerda 69

Humberto Schvabe 70

Indemar Nascimento 71

Í NDICE

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Isabella Luiz 73 Joaquim Gomes Alves 74

Jones Storm 75

Kesianne Suelen Barbosa Ferreira 77

Laura Jane Silva 78

Leno Serra Callins 79

Linna Rios 80

Lúcia Grespan 82

Ludilia Chirindza 84

Luiz Santos 86

Marcia Maria Guerra Conceição Sena 88

Márcio Dison 89

Marcos Peixe 90

Marcos Paulo Viana 91

Margô Lopez 92

Marne Pimentel 93

Mateus Araújo 94

Milica San 95

Nairson Luiz Santos 96 Nilda Lima Graeser 98

Norma Aparecida Silveira de Moraes 100 Paula Ramos Vinagre de Carvalho 101

Rberg Reis 102

Ricardo Lacava 103

Riltton Santos 104

Roberto Noir 105

Rodrigo Sardeiro 106

Ronald Castro 107

Ronaldo Henrique Barvosa Junior 108

Silvio Parise 109

Oliveira Tatti 110

Telmo Calisto 111

Teresa Cristina 112

Tiago Oliveira 113

Valdelice Lima de Sena 114 Valter Bitencourt Júnior 115 Varenka de Fátima Araújo 117

Vivian de Moraes 118

Yitzhak Ben-Gurion 119

(29)

M ATEM A T ICA

(Adalmir Chabi Silva) Você meu cateto adjacente,

Eu teu cateto oposto.

Em igualdade descobrimos a hipotenusa, Multiplicamos adições,

Subtraímos zeros à esquerda, Dividimos resultados.

Nossa função evoluiu de 1º para 2º grau, Isso quando fracionando PI ao quadrado Chegamos ao delta do cubo.

Nossa raiz se entrelaça numa aritmética angular cartesiana.

Descobrimos que o coseno e minuindo ficam em andares perpendiculares.

E em circunferências de retas paralelas, Ouvimos a geometria gritar:

MATEM A TICA!

ADALMIR CHABI SILVAcomeçou a encaminhar sua vida poé- tica através do rap. No ano 2012 passou a se dedicar inteira- mente a poesia, a qual lhe abriu vários horizontes e o fez chegar a lugares como saraus e encontros poéticos. Atual- mente, Adalmir, além de participar de eventos que se refira a poesia, também faz parte do grupo poético Tática Prática da Poesia, o qual lhe ajuda a seguir nessa jornada.

(30)

C ÂNCER V IÚVO

(Adriana Quezado)

“Princesa Real” e “Príncipe Encantado” queriam casar.

O Príncipe Encantado fazia plano para ver a Princesa Real.

“Encantado”, ou “Real”. Amava a Princesa. Seu coração e o amor eram Reais.

E não encantados.

Será que encantado combinava com real?

Os filhos deles seriam encantado ou real?

Ou uma única família Real Encantado?

Por que não podiam serem felizes?

O coração não podia ser arrancado, arrancado eles morreriam de amor.

Chegou ao Castelo Real,  

Abraçou a amada e jurou amor eterno. 

A princesa se foi, e ele ficou.

Ficaria viúvo até o fim.

A princesa era o seu amor, e ele era amor da princesa.

Não podia traí-la

Câncer Viúvo, Livro e filme “Uma História de Amor” de Erich Segal.

(Love Story)

As histórias, poesia, reais e fictícias estão interligadas ao amor real e encantado.

ADRIANAQUEZADO. O hábito e o prazer de ler fizeram-na sentir que precisava desabrochar algo. Descobriu o início do talento e o esforço da dedicação. Assim, começou a escrever. Redige textos no Recanto das Letras e publicou um livro; outros, em parceria com diversos escritores. Depois da escrita, surgiu o gosto por outras artes: designer, artesanato e fotografia, fazendo-lhe uma artista com vários talentos, mostrando que a literatura e a arte são o seu lugar.

(31)

G OTAS DE S ANGUE

(Adriano Ferris)

O que escrever em folhas brancas quando maculadas?

As gotas das lágrimas caem deixando nelas nódoas

Seria uma simples missiva de amor, mas cadê os vocábulos?

Meus olhos fixam-se na folha em perene espera E meus pensamentos fazem-me lembrar de um ser Que não se importou com os meus sentimentos e se foi Deixando-me em meio ao mar de salsas lágrimas Quisera poder apagar o acontecido triste e frio Mas eternizado e marcado na alma encontra-se

Não seria capaz de descrever a amargura de um coração Pensava eu que seriam gotas de sangue caídas ao solo Em meio a aflição em ser desprezado e magoado Meu coração ainda bate em meio essa agonia O meu peito aperta dificultando minha respiração E questionamentos vagueiam em minha mente Por que fui amar quem não merecia o meu coração?

Minhas mãos manchadas... serão gotas de sangue?

ADRIANO FERRIS é natural de São Paulo. Escreve poesias e textos desde janeiro de 2010, em redes sociais, e tem se tor- nado conhecido deste então. Seus textos às vezes seguem o lado romântico sensual, em que cada frase desperta sentimen- tos diversos em quem os leem. Participou de várias antologias literárias. Mantém o blog adrianoferris.blogspot.com.

(32)

V ERSO INVERSO DE MIM

(Adriele Reis de Oliveira) À luz de vela desenho-a dançando pra mim.

A caminho da casa, sem nenhuma parada pela janela embaçada, foi o som do dlin-dlon que soava, bem pertinho de mim.

A chegada esperada, na sala toda molhada se enxugava coma toalha que eu peguei pra mim.

Sem que eu a impedisse achou tolice dormir no quarto de hóspedes.

Em noite tão livre me mantive ocupado, escrevendo frases ao canto do galo, e você ao meu lado me tirando o fôlego, me levou no céu de novo, e de novo, tudo nem parecia existir.

E quando me dei conta sobre o verso inverso de mim foi embora sem pensar na noite outrora, e sem se despedir.

ADRIELE REIS DEOLIVEIRAé escritora e poeta.

(33)

O HOMEM SEM CABEÇA

(Afonso Soares) O homem sem olhos

Falta-lhe olhar para os pobres, Falta-lhe olhar para a escravidão, Falta-lhe olhar para os doentes, Falta-lhe sentido se olhar Apenas para um lado;

O homem sem ouvidos Não atende a chamada de Auxílio dos pobres,

Não aceite a ideia dos outros, Não se ouve o sofrimento Dos escravos,

Não faz sentido se o homem Utiliza os ouvidos para ouvir Tudo o que precisa é não fechar Os ouvidos ao que é preciso;

O homem sem boca Nunca fala aos outros Aquilo que é preciso falar, Nunca diz a verdade

Aquilo que necessita de ser verdadeiro, Nunca informa o público

Daquilo que carece ser posto ao público,

Nunca fará sentido se a boca for aberta apenas ao mal do mundo.

AFONSO SOARES é natural de Laklubar/Manatuto, de nacio- nalidade Timorense. É jurista e poeta, tem um livro de poemas em processo de publicação: “O Homem e os Poemas Timoren- ses”. Atualmente, mora em Díli, capital de Timor-Leste e é consultor legal no Ministério das Finanças da RDTL.

(34)

A SINFONIA DO AMOR

(Alberto da Costa) Que som louco é esse

No entrelaçar de nossas almas Passando-me a sensação De que a vida é uma aventura Melodia essa que transforma Beijos e sussurros em poesia Sem censura como o papel Da pouca loucura da maioria Deixamos de viver e fantasiar Para simplesmente chorar Poesia é a dança das palavras E sem palavras o papel é um nada Como um dia foi quando estava Na mesa da pessoa errada

ALBERTO DA COSTAé escritor e poeta.

(35)

A CREDITEM NAS CRIANÇAS

(Amador Madalena Maia) Acredito nas crianças

E creio que temos uma missão Escreverei sem procrastinar

Que crianças criativas creremos criar Lá lá lá...

Sim, é na criança

É na criança que está a esperança É de coração

Por isto escrevo esta canção Sei o que vou fazer E me ponho logo a escrever Escreverei sem procrastinar

Que crianças criativas creremos criar As crianças têm que crescer

E instruí-las é nosso dever É preciso acreditar

Que crianças criativas creremos criar Lá lá lá...

AMADOR MADALENAMAIAé natural de Belo Horizonte-MG.

Poeta e blogueiro com poesia publicada no livro XI Prêmio Val- deck Almeida de Jesus e também no blog: concursosdecultu- racienciaetecnologia.blogspot.com. Formado em Pedagogia (UFMG) e participante de feiras de invenções.

(36)

A M ORIBUNDA L USA

(Ana Esther) Linda língua, o português.

Falada em Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Timor Leste, São Tomé e Príncipe e Macau.

A última flor do Lácio causou esta embriaguez.

Ora, pois, tudo começou em Portugal!

O latim vulgar brindou com outras línguas Numa bela evolução não foi às minguas...

(só para rimar) tornou-se um idioma legal!

Passaram-se os anos e vieram seus escritores Usando esse idioma com alegria e talento...

Muitos, entretanto, esbarraram num sistema sonolento Que de poderosas línguas são protetores.

E, assim, oh céus, de tanta beleza Ninguém soube, ninguém viu.

Até o orgulho pátrio sumiu

Pela literatura em língua portuguesa...

ANA ESTHERBALBÃO PITHANé natural de Erechim-RS e re- side em Florianópolis desde 1991. Escritora e poeta, foi pro- fessora, tem 9 livros publicados e 1 e-book. Participa de 5 antologias de contos e poesia. É criadora de vários personagens como: O Pelicano, Mega Vó, Profa. Coruja Buraqueira e Teófilo Brás – o Torcedor Brasileiro mais Azarado do Mundo, que estão em seu Blog www.pelicanaesther.blogspot.com

(37)

V OCÊ É O AMOR

(Angela Mota) Você é o amor que nunca vou poder ter...

Mas este amor meu não pode ser...

É o amor que me faz sorrir, sofrer...

Contudo me faz feliz, alimenta o meu ser!

Este amor bonito, me faz sentir, Nem tudo que amamos podemos ter.

Aprendi: é melhor, este amor não insistir Se insistir, corro o risco de o perder!

Então, decidi deixá-lo livremente voar, Deixá-lo ir, para acalmar a dor

Como numa noite com estrelas a brilhar, Esperando a primavera desabrochar em flor!

Quero também esse amor, poder sentir Como um vento fresco de final outonal, Tal como a neve nas montanhas a cair, Causando vertigens de amor invernal!

Esse amor, faz o frio em mim despertar, Como um vento muito gelado...

Como uma mágica, me faz recordar...

Daquele amor perdido num tempo passado!

Quando os bons momentos desejo recordar...

E a beleza da natureza estou a observar Vejo que deve ser livre, para eu te amar, E, assim, em liberdade, esse amor alimentar.

Por isso, hoje, fique livre, amor,

Como uma ave voando em dia de verão,

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E, assim, conquistei você com todo meu clamor, Para que você volte sempre em meu coração!

Para você meu lindo amor...

ANGELAMOTAé natural do Rio de Janeiro–RJ. Vive a mais de 25 anos em Genebra – Suiça. Tem como profissão enfermeira, com especializações em saúde mental, pedagogia e saúde pú- blica. É presidente da associação ECCO (Egalité, cultura, che- min et oportunité), que trabalha causas sociais, educacionais, humanitárias e saúde. Faz parte, desde fevereiro de 2014, do grupo de cidadania da Suíça Romande. Ja participou de con- cursos de artigos, mas é a primeira vez que escreve um poema, por convite do poeta Valdeck Almeida de Jesus.

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D AS VEZES QUE EU NASCI EM MIM

(Ayrton Alves) Quando me deito sobre o universo,

Gosto de me cobrir com o céu da minha infância E ele sempre vem acompanhado de lapsos de memórias Como aquelas pescarias com vovô

E das vezes que encontrávamos o rio seco:

Ele chorava e eu julgava ser isso mal da velhice Hoje me sinto tolo e me encolho ainda mais Para receber as reflexões da insônia

Ou talvez venham os pássaros daquelas águas A fazer de mim revoada

AYRTON ALVES é natural de Natal-RN, atualmente com 20 anos, se dedica à escrita desde 2007. Faz graduação em Geolo- gia na UFRN, mas nunca abandonou a literatura. Não se con- sidera poeta e se acha apenas um perdido na existência, mas longe de ser um enterrado em si mesmo. O mundo é grande, já diz Drummond, por que desperdiçá-lo? Escreve, da vida, al- guma coisa, porque acredita que a poesia está nos olhos de quem lê.

Referências

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