ÍNDICE
4 AGRADECIMENTOS E MENSAGEM DA DIRETORIA EXECUTIVA
7 ADMINISTRAÇAO DA OABPREV - NE 9 PANORAMA ECONÔMICO DE 2017
RESULTADO DO PLANO EM 2017
18 DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS E FINANCEIRAS 33 DESPESAS ADMINISTRATIVAS E COM
INVESTIMENTOS DO PLANO
35 INFORMAÇÕES REFERENTES AO ESTATUTO DA ENTIDADE E DO REGULAMENTO DO PLANO 37 INFORMAÇÕES REFERENTES À POLÍTICA DE
INVESTIMENTOS
41 RELATÓRIO RESUMO DAS INFORMAÇÕES DO DEMONSTRATIVO DE INVESTIMENTOS
43 PARECER DOS AUDITORES INDEPENDENTES 47 RELATÓRIO DA DIRETORIA EXECUTIVA
50 PARECER DO CONSELHO FISCAL
52 MANIFESTAÇÃO DO CONSELHO DELIBERATIVO 54 GLOSSÁRIO
58 ANEXO PARECER ATUARIAL
MENSAGEM DA DIRETORIA EXECUTIVA
AGRADECIMENTOS
A OABPrev-Nordeste agradece a todos os colaboradores, participantes, assistidos e parceiros que contribuíram para a edição deste Relatório. O envolvimento de cada indivíduo foi de grande importância para que as informações contidas aqui tivessem a qualidade e a credibilidade necessárias para o entendimento dos leitores.
MENSAGEM DA DIRETORIA EXECUTIVA
A Diretoria Executiva do Fundo de Pensão Multipatrocinado da Ordem dos Advogados do Brasil - Seccional da Paraíba – OABPrev-Nordeste, em cumprimento aos dispositivos legais, apresenta o relatório anual de suas atividades durante o ano de 2017, na versão COMPLETA.
A Entidade encerrou o exercício de 2017 com patrimônio de R$ 24.181.948,27 e com 248 participantes ativos, consolidando uma gestão moderna com foco nos resultados e no participante.
Ativos
(*) Os valores não comtemplam Participantes Cancelados, os quais estão aguardando resgate.
Assistidos
Através da análise da tabela acima, percebe-se que a Entidade teve redução de 4 aposentadorias no período compreendido entre 2016 e 2017. Registra-se ainda que do total de aposentados do Plano, todos os 112 assistidos percebem benefício de aposentadoria programada.
Pensionistas
INFORMAÇÕES GERAIS
ITEM 2015 2016 2017
Nº de Pensionistas 19 22 23
Idade média (anos) 50,95 51,65 72,61
Benefício médio R$ 1.148,54 R$ 1.445,82 R$ 1.793,46
Saldo individual médio R$ 134.031,30 R$ 152.304,66 R$ 148.192,20
INFORMAÇÕES GERAIS
ITEM 2015 2016 2017
Nº de Participantes* 217 217 248
Idade média (anos) 33,93 34,43 35,10
Tempo médio de filiação ao plano (anos) 2,74 3,13 4,21
Contribuição média R$ 138,04 R$ 152,05 R$ 208,45
Saldo individual médio R$ 5.463,86 R$ 6.632,36 R$ 7.706,84
INFORMAÇÕES GERAIS
ITEM 2015 2016 2017
Nº de Assistidos 119 116 112
Idade média (anos) 71,14 72,68 74,14
Tempo médio de filiação ao plano (anos) 5,47 6,51 7,76
Benefício médio R$ 1.465,64 R$ 1.471,64 R$ 2.392,29
Saldo individual médio R$ 178.719,02 R$ 173.255,78 R$ 163.846,19
Conforme tabela acima, percebe-se que o número de benefícios de pensão por morte em 2017 aumentou em relação ao ano de 2016 tendo tido um aumento no valor dos benefícios médios dos pensionistas, e, no saldo individual médio.
Desde o início do funcionamento da entidade, em janeiro de 2009, muito já se fez para fortalecer as relações com os Participantes, de modo a aperfeiçoar os serviços prestados.
O relatório anual tem por objetivo prestar informações aos Participantes referentes às atividades desenvolvidas pela entidade e ao seu plano de benefícios.
Com a divulgação deste documento, a OABPrev-Nordeste mantém o compromisso de apresentar os resultados de sua gestão com transparência.
Boa Leitura!
ADMINISTRAÇÃO DA OABPREV NE
ADMINISTRAÇÃO DA OABPREV-NORDESTE
(EM 31/12/2017)DIRETORIA EXECUTIVA
Diretor Presidente: Adair Borges Coutinho Neto
Diretor Administrativo: Francisco Assis Fidelis de Oliveira Filho Diretor Secretário: Rafael Sedrim Parente de Miranda Tavares Diretor Financeiro e AETQ: Sebastião Alves da Silva
Diretora de Benefícios: Maria do Socorro Fernandes Bezerra Freire
CONSELHO DELIBERATIVO
Presidente: Thiago Leite Ferreira Vice-Presidente: José Irivan Ferreira
Conselheiro Titular: Ivanildo Pinto de Melo Júnior Conselheiro Titular: Pauliran Câmara
Conselheiro Titular: Daniel Arruda de Farias
Conselheiro Titular: Isvaldo Cabral de Sousa Segundo Conselheiro Suplente: Daniel José de Brito Veiga Pessoa Conselheiro Suplente: Francisco Sales de Oliveira Conselheiro Suplente: Thiago Cartaxo Patriota Conselheiro Suplente: Vilmar Ferreira da Rocha Conselheiro Suplente: Renan Palmeira da Nobrega
Conselheiro Suplente: Diego Fabricio Cavalcanti de Albuquerque
CONSELHO FISCAL
Presidente: André Wanderley Soares
Vice-Presidente: Adenilde Helena Carlos Evangelista Conselheiro Titular: Francisco de Assis Tavares Júnior Conselheiro Titular: Aurélio Lemos Vidal de Negreiros Conselheiro Suplente: Adilson de Queiroz Coutinho Filho Conselheiro Suplente: Ronaldo de Oliveira Barreto Conselheiro Suplente: Dircineu Dantas de Sena
Conselheiro Suplente: Guido Maria Ferreira de Araújo Júnior
PANORAMA ECONÔMICO DE 2017
PANORAMA ECONÔMICO DE 2017
Em 2017, finalmente a economia brasileira mostrou trajetória consistente de recuperação, após dois anos seguidos de forte recessão. O PIB do Brasil caiu 3,46% em 2016, encima de uma outra queda de 3,55% em 2015. Aliás, em 2014 ainda houve crescimento econômico, mas foi pífio, apenas 0,50. Entre 2014 e 2016, enquanto o PIB do Brasil recuou 6,5%, o PIB mundial acumulou crescimento de 10%. A maior economia mundial, os Estados Unidos, cresceu 7%
nesse período e a União Europeia cresceu 6,3%. Para concluir as comparações importantes, gostaríamos de destacar que a China e a Índia (dois países que fazem parte dos “BRICS”
como o Brasil), acumularam crescimento de 22,5% e de 23,2%, respectivamente, entre 2014 e 2016! Como a população brasileira cresce à taxa de aproximadamente 0,8% ao ano, o efeito da maior recessão na história do Brasil sobre o PIB per capita foi devastador. O PIB por habitante caiu cerca de 9% nesse período. Felizmente, a mudança radical na condução da política econômica pela equipe do Ministro Henrique Meirelles e do Presidente do Banco Central Ilan Goldfajn levou o Brasil a uma nova trajetória de crescimento com inflação excepcionalmente baixa. A primeira queda do PIB na comparação interanual se deu já no segundo trimestre de 2014. Foram onze trimestres seguidos de queda do PIB e mais um trimestre de estagnação. Mas já no segundo e terceiro trimestres de 2017 houve crescimento e a nossa expectativa é que o quarto trimestre também venha a mostrar um dado positivo. A recessão provocada por vários anos de políticas econômicas inconsistentes ficou para atrás.
Entretanto, as consequências de uma das mais profundas recessões na história econômica do Brasil vão se sentir por muito tempo ainda, tendo em vista quão mais pobre ficou a população brasileira nesse longo período. O PIB per capita, medido em Dólares norte americanos, alcançou o pico em 2011, quando atingiu pouco mais de US$ 13.000. Em 2016, ficou em US$
8.600. Após oito trimestres consecutivos de queda do PIB com ajuste sazonal, no fundo do poço, o número índice correspondente ao PIB do quarto trimestre de 2016 foi menor do que a estatística correspondente ao quarto trimestre de 2010! Isto se traduziu da seguinte maneira:
na média, o volume de produção total da agropecuária, da indústria e dos serviços da economia brasileira no último trimestre de 2016 (antes da retomada) foi menor do que se produzia seis anos antes. Dentro de esses setores, o mais atingido de longe foi a indústria, cujo nível de produção despencou e foi dos setores que mais desempregou pessoas.
5,2
6,5 5,96,66,2 6,3 7,0
1,0
-2,4 -2,2 -1,2
5,3 9,28,5
6,9 5,7 5,24,7
3,52,6 1,71,0
2,5 2,5 2,7
4,02,8 2,53,5
-0,4 -0,6-0,2 -1,6
-2,7 -4,3
-5,6 -5,2 -3,4-2,7 -2,5
0,0 0,41,4
-6,5 -4,5 -2,5 -0,5 1,5 3,5 5,5 7,5 9,5
1T 2007 2T 2007 3T 2007 4T 2007 1T 2008 2T 2008 3T 2008 4T 2008 1T 2009 2T 2009 3T 2009 4T 2009 1T 2010 2T 2010 3T 2010 4T 2010 1T 2011 2T 2011 3T 2011 4T 2011 1T 2012 2T 2012 3T 2012 4T 2012 1T 2013 2T 2013 3T 2013 4T 2013 1T 2014 2T 2014 3T 2014 4T 2014 1T 2015 2T 2015 3T 2015 4T 2015 1T 2016 2T 2016 3T 2016 4T 2016 1T 2017 2T 2017 3T 2017
PIB - Trimestre sobre mesmo Trimestre Ano Anterior (%)
Conforme pode se observar no final da cauda do gráfico acima, já tivemos três trimestres seguidos de crescimento ao longo de 2017. De acordo aos dados do IBGE, a taxa de desemprego, que tinha aumentado significativamente ao longo da recessão, começou a se retrair a partir do trimestre móvel acabado em abril de 2017. O pico do desemprego da PNAD contínua foi de 13,7% no trimestre janeiro-fevereiro-março de 2017. Embora a taxa de desemprego continue alta, a partir do trimestre fevereiro-março-abril de 2017, o desemprego caiu de forma consistente e encerrou o ano em 11,8% com 12,3 milhões de desocupados. Este número foi bastante menor que o recorde da série histórica, que foram os 14,2 milhões de desocupados estimados para o primeiro trimestre de 2017. Mostramos embaixo os dados históricos de desocupação no Brasil. Chamamos a atenção para o fato que embora a recessão tenha começado no segundo trimestre de 2014, o desemprego só começou a aumentar de forma alarmante a partir de 2015.
2012 2013 2014 2015 2016 2017
1° nov-dez-jan ... 7,2 6,4 6,8 9,5 12,6
2° dez-jan-fev ... 7,7 6,8 7,4 10,2 13,2
3° jan-fev-mar 7,9 8,0 7,2 7,9 10,9 13,7
4° fev-mar-abr 7,8 7,8 7,1 8,0 11,2 13,6
5° mar-abr-mai 7,6 7,6 7,0 8,1 11,2 13,3
6° abr-mai-jun 7,5 7,4 6,8 8,3 11,3 13,0
7° mai-jun-jul 7,4 7,3 6,9 8,6 11,6 12,8
8° jun-jul-ago 7,3 7,1 6,9 8,7 11,8 12,6
9° jul-ago-set 7,1 6,9 6,8 8,9 11,8 12,4
10° ago-set-out 6,9 6,7 6,6 9,0 11,8 12,2
11° set-out-nov 6,8 6,5 6,5 9,0 11,9 12,0
12° out-nov-dez 6,9 6,2 6,5 9,0 12,0 11,8
Taxa de desocupação para os trimestres móveis ao longo dos anos Trimestre móvel
4Tri-10:
162,6
3Tri-17:
165,1
4Tri-16:
161,6
120 130 140 150 160 170 180
1T 2005 2T 2005 3T 2005 4T 2005 1T 2006 2T 2006 3T 2006 4T 2006 1T 2007 2T 2007 3T 2007 4T 2007 1T 2008 2T 2008 3T 2008 4T 2008 1T 2009 2T 2009 3T 2009 4T 2009 1T 2010 2T 2010 3T 2010 4T 2010 1T 2011 2T 2011 3T 2011 4T 2011 1T 2012 2T 2012 3T 2012 4T 2012 1T 2013 2T 2013 3T 2013 4T 2013 1T 2014 2T 2014 3T 2014 4T 2014 1T 2015 2T 2015 3T 2015 4T 2015 1T 2016 2T 2016 3T 2016 4T 2016 1T 2017 2T 2017 3T 2017 PIB Trimestral com Ajuste Sazonal
O PIB de 2016 alcançou R$ 6,3 trilhões. O PIB per capita acumulou queda de cerca de 9,0% entre 2014 e 2016.
Com efeito, de acordo aos dados do IBGE, a taxa de desemprego a nível nacional aumentou de 6,5% no trimestre móvel outubro-novembro-dezembro de 2014 para 12% no mesmo trimestre móvel de 2016 e continuou em alta até o primeiro trimestre de 2017 (13,7%). Em meio à recessão, a última vez que houve um dado positivo de abertura de postos de trabalho em doze meses, com carteira assinada, foi nos doze meses terminados em janeiro de 2015.
Mesmo assim, o dado foi pífio para um país com uma força de trabalho de mais de 100 milhões de pessoas: entre fevereiro de 2014 e janeiro de 2015 abriram-se somente 41.345 vagas de trabalho. Daí em diante começaram a se fechar postos de trabalho de forma acelerada, atingindo-se um pico de quase 2.000.000 milhões de vagas fechadas nos doze meses até março de 2016. A recuperação econômica iniciada em 2017 levou ao registro de vários meses com criação líquida de postos de trabalho mas, em doze meses, o saldo ainda foi negativo:
123.429 vagas fechadas. De todo modo, é o menor número de corte de vagas desde fevereiro de 2015.
Além do forte aumento do desemprego desde 2015, a elevada taxa de inflação, que o Banco Central não se dispunha a controlar, corroía o poder de compra da renda disponível dos consumidores que ainda tinham renda. Não é de se estranhar, portanto, que o consumo das famílias também tenha apresentado vários trimestres seguidos de queda a partir do início de 2015. Entretanto, com a recuperação iniciada em 2017 e a derrubada da inflação conseguida pela nova equipe do Banco Central, o consumo das famílias começou a mostrar dados interanuais positivos a partir do segundo trimestre de 2017.
Embora a nova equipe econômica tenha criado um ambiente de maior confiança, inflação em queda, rentabilidade, maior segurança jurídica e regulatória tem demorado bastante a recuperação do investimento que abriria novos postos de trabalho mais rapidamente. O investimento público é praticamente inexistente tendo em vista a gravidade da situação das contas públicas. E tudo indica que o investimento privado em larga escala haverá de esperar o resultado das eleições presidenciais de 2018. Não temos expectativa que a recuperação deste investimento se de forma significativa antes de 2019.
A derrubada da inflação foi um grande destaque da mudança de 180 graus na condução da política econômica. A excelente equipe à frente do Banco Central ganhou rapidamente credibilidade e levou a inflação para dentro da meta em apenas seis meses. Com efeito, o IPCA caiu de 10,67% em 2015 para 6,29% em 2016 (abaixo do limite superior de 6,5% para
4,9 5,8
5,3 5,1 6,4 6,2
5,8 7,17,2
7,0 8,4
3,5 2,3
4,04,5 7,07,5
5,4 5,3 6,8
6,4 6,6 4,0
2,53,0 2,2
3,9 4,8
3,84,1 3,5
2,5 3,5
1,51,1 2,8
-0,5 -2,1
-3,9 -6,1 -5,9
-4,9 -3,4-3,0
-1,7 0,6
2,2
-8,0 -6,0 -4,0 -2,0 0,0 2,0 4,0 6,0 8,0 10,0
1T 2006 2T 2006 3T 2006 4T 2006 1T 2007 2T 2007 3T 2007 4T 2007 1T 2008 2T 2008 3T 2008 4T 2008 1T 2009 2T 2009 3T 2009 4T 2009 1T 2010 2T 2010 3T 2010 4T 2010 1T 2011 2T 2011 3T 2011 4T 2011 1T 2012 2T 2012 3T 2012 4T 2012 1T 2013 2T 2013 3T 2013 4T 2013 1T 2014 2T 2014 3T 2014 4T 2014 1T 2015 2T 2015 3T 2015 4T 2015 1T 2016 2T 2016 3T 2016 4T 2016 1T 2017 2T 2017 3T 2017 Consumo das Famílias - Anual %
inflação (meta central de 4,5% mais o menos 1,5 ponto percentual). O IPCA de 2017 registrou inflação de 2,95%. O enorme sucesso no combate à inflação permitiu que a taxa de juros Selic
fechasse o ano no menor patamar histórico: 7% ao ano.
A produção industrial que, conforme apontamos acima, foi a que mais sofreu na política econômica anterior, começou a mostrar uma trajetória consistente de recuperação, principalmente a partir do início de 2017. Mas, as consequências sobre o setor industrial da política econômica incoerente foram tão devastadoras, que o volume de produção industrial de dezembro de 2017 tinha se retraído aos níveis de produção de meados de 2009.
Mar-07:
2,96%
Out-08:
6,41%
Out-09:
4,17%
Abr-11:
6,51%
Set-11: 7,31% Jun-13:
6,70%
Dez-13:
5,91%
Dez-14:
6,41%
Dez-17:
2,95%
Dez-15:
10,67%
Mai-16:
9,32%
Dez-16:
6,29%
2%
3%
4%
5%
6%
7%
8%
9%
10%
11% IPCA 12 Meses - %
12 Meses Dez 2017:
Preços administrados: 8,0%
Preços livres 12 M: 1,34%
Jul-08:
105,1
Dez-08: 82,8 Jun-09:
91,7
Mai-11:
105,1 Dez-10:
102,8
Jun-13:
105,7
Dez-17:
91,1
80,0 85,0 90,0 95,0 100,0 105,0 110,0
Produção Industrial - Com Ajuste Sazonal
Média Jan/05 a Set/08:
,
-21%
O volume de produção de dezembro de 2017 é mais ou menos equivalente ao de junho de 2009!
Dez-10 a Dez-17: -11,4%
Algo que nunca é demais chamar a atenção é que o Banco Central presidido por Alexandre Tombini não combateu a inflação descontrolada com o instrumento tradicional de taxa de juros.
Ao invés disso, fizeram uso de fortes intervenções no mercado cambial, através de derivativos, para manter o Real artificialmente baixo e desta forma tentar (em vão) controlar a inflação. O resultado foi a significativa perda de competitividade para o setor industrial brasileiro. Se bem taxas de câmbio acima de R$4 por Dólar claramente não eram taxas de câmbio de equilíbrio, taxas abaixo ou pouco acima de R$2 também não.
Uma vez que acabaram as intervenções no mercado cambial e a política econômica voltou ao tripé de câmbio flutuante, inflação sob controle e discurso firme a favor da austeridade fiscal, houve consistente aumento da confiança do empresário industrial. De acordo aos dados da Confederação Nacional da Indústria, desde a troca da equipe econômica em maio de 2016, o nível de confiança da indústria deixou para atrás os dados historicamente baixíssimos que se registravam desde 2014. O gráfico é particularmente revelador.
55,8 65,1
55,9 54,8
57,1 62,2
57,4 56,5 59,958,5
55,0 64,8
57,856,9 54,7
48,2
38,0 44,9
36,5 37,137,4 36,8
41,3 45,747,3
51,5 53,752,3
51,7 48,0
50,1 53,154,0
53,153,751,9 50,6
52,6 55,7 56,056,5
58,3
30,0 35,0 40,0 45,0 50,0 55,0 60,0 65,0 70,0
1999 2000 2001 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009 2010 2011 2012 2013 2014 2015 2016 jan/16 fev/16 mar/16 abr/16 mai/16 jun/16 jul/16 ago/16 set/16 out/16 nov/16 dez/16 jan/17 fev/17 mar/17 abr/17 mai/17 jun/17 jul/17 ago/17 set/17 out/17 nov/17 dez/17
Confiança do Empresário Industrial
Média histórica: 54,1 Após 28 meses o índice ficou acima da linha divi- sória dos 50 pontos em agosto.
26-Jul-11: 1,53 25-Nov-11:
1,89
23-Fev-12:
1,70 28-Jun-12:
2,09
22/8/13:
2,45
8/3/13:
1,95
3/9/14:
2,24 29/1/14:
2,44
24/9/15:
4,19
18/5/17:
3,38 21/1/16:
4,16
25/10/16:
3,12
1,20 1,70 2,20 2,70 3,20 3,70 4,20 4,70
01/03/2011 16/03/2011 27/05/2011 08/08/2011 19/10/2011 30/12/2011 13/03/2012 24/05/2012 03/08/2012 16/10/2012 28/12/2012 12/03/2013 23/05/2013 02/08/2013 11/10/2013 23/12/2013 07/03/2014 21/05/2014 31/07/2014 09/10/2014 18/12/2014 04/03/2015 18/05/2015 28/07/2015 07/10/2015 18/12/2015 03/03/2016 16/05/2016 26/07/2016 05/10/2016 19/12/2016 01/03/2017 15/05/2017 25/07/2017 04/10/2017 18/12/2017
Taxa de câmbio 2011-2017: R$/US$
29/12/2017:
3,31
A queda substancial da inflação e o aumento do emprego também concorreram para aumentar a confiança dos consumidores.
Apesar da mudança radical na condução da política econômica na direção correta e do firme discurso de austeridade fiscal, levará muito tempo para conseguir recuperar o que foi perdido, já que as contas públicas ficaram em frangalhos na administração Dilma Rousseff. Pela primeira vez na série histórica houve déficit primário nas contas públicas (a soma de todas as receitas descontadas as despesas correntes e de investimento, exceto pagamento de juros do estoque de dívida) em 2014. Esse déficit cresceu como bola de neve nos dois anos seguintes.
Mas, em 2017, houve uma melhora de R$ 45,2 bilhões no déficit total do setor público.
Contudo, por mais que o governo atual se esforce, o brutal aumento que houve em despesas obrigatórias em termos reais, não permitirá a volta de superávits primários a não ser mediante a implementação de urgentes reformas estruturais. Principalmente, a reforma da previdência, que tem pouquíssima chance de ser discutida antes das eleições de 2018. Tendo em vista a forte deterioração do quadro fiscal, uma solução estrutural para evitar o aumento descontrolado da dívida pública é premente. A dívida bruta do governo geral passou de 57,2% do PIB em 2014 para 74% do PIB em dezembro de 2017. Na falta de superávits primários que consigam pagar os juros da dívida pública, só continuará a crescer. É por isso que as eleições de 2018 serão um divisor de águas. Caso venha a ganhar um candidato populista que negue a necessidade de reformas, o Brasil jogará fora o atual processo de arrumação da casa e deverá retroceder anos em termos de investimento, crescimento e criação de empregos.
Além da retomada do crescimento e da inflação baixa, o que permaneceu uma boa notícia na área econômica em 2017 foram as contas externas, cujo déficit continuou caindo após o destravamento da taxa de câmbio. O Banco Central só interveio no mercado cambial em pouquíssimas oportunidades, unicamente para evitar forte volatilidade. O déficit em conta corrente do balanço de pagamentos, que o país precisou financiar com divisas, caiu drasticamente. Em 2014, Brasil tinha registrado um déficit no balanço de pagamentos de US$
104,1 bilhões. Em 2017 foi de apenas US$ 9,8 bilhões (0,48% do PIB). Por sua vez, os investimentos diretos estrangeiros alcançaram US$ 70,3 bilhões. Ou seja, as contas externas do Brasil estão extremamente robustas.
2,71 3,14 3,20
3,73
3,17 3,343,29
3,22
2,99 2,52
2,31 Nov-12:
1,94 Dez-12:
2,39 2,16
1,89
Out-13:
1,42 Dez-13:
1,88 Abr-14:
1,87
Dez-14:
-0,63
Set-16:-3,08
Dez-17:
-1,69
-4,0 -3,0 -2,0 -1,0 0,0 1,0 2,0 3,0 4,0
jan-11 mar-11 mai-11 jul-11 set-11 nov-11 jan-12 mar-12 mai-12 jul-12 set-12 nov-12 jan-13 mar-13 mai-13 jul-13 set-13 nov-13 jan-14 mar-14 mai-14 jul-14 set-14 nov-14 jan-15 mar-15 mai-15 jul-15 set-15 nov-15 jan-16 mar-16 mai-16 jul-16 set-16 nov-16 jan-17 mar-17 mai-17 jul-17 set-17 nov-17
Resultado Primário do Setor Público (% do PIB) - 12 Meses
Jan-Dez 2012: R$ 105 bn (2,39% PIB) Jan-Dez 2013: R$ 91,3 bn (1,88% PIB) Jan-Dez 2014: -R$ 32,5 bn (-0,63% PIB) Jan-Dez 2015: -R$111,2 bn (-1,88% PIB) Jan-Dez 2016: -R$155,8 bn (-2,49% PIB) Jan-Dez 2017: -R$110,6 bn (-1,69% PIB)
O mercado financeiro refletiu a melhora da confiança e tanto o risco Brasil caiu quanto a Bolsa subiu. No começo de 2017, o risco País estava acima dos 300 pontos e em dezembro fechou em 240 pontos. Já o índice Bovespa registrou valorização de 26,9%.
O ano de 2018 promete ser de bastante volatilidade pela incerteza das eleições, mas no que depende da condução da política econômica não devemos esperar grandes surpresas e sim a continuidade da inflação baixa, juros baixos e crescimento econômico.
(Panorama Econômico realizado por Victoria Werneck – Economista Chefe do Grupo Icatu Seguros)
Jan-99:
4,09
Ago-99:
4,82
Dez-17:
0,48 Fev-15:
4,38
-2,00 -1,00 0,00 1,00 2,00 3,00 4,00 5,00
Jan-97 Oct-97 Jul-98 Apr-99 Jan-00 Oct-00 Jul-01 Apr-02 Jan-03 Oct-03 Jul-04 Apr-05 Jan-06 Oct-06 Jul-07 Apr-08 Jan-09 Oct-09 Jul-10 Apr-11 Jan-12 Oct-12 Jul-13 Apr-14 Jan-15 Oct-15 Jul-16 Apr-17
Déficit em Conta Corrente como % do PIB
Valores negativos indicam superávit
Déficit 2014: US$ 104,18 bn Déficit 2015: US$ 59,43 bn Déficit 2016: US$ 23,53 bn Déficit 2017: US$ 9,8 bn
20-May-08:
73.517
27-Oct-08: 29.435 6/1/10:
70.729 8/4/10:
71.785 8/11/10:
72.657
23/5/11:
62.345
8/8/11:
48.668 13/3/12:
68.394
7/8/12:
57.726 3/1/13:
63.312
7/8/13:
47.447 31/10/13:
54.256
2/9/14:
61.896 5/5/15:
58.052
28/12/17:
76.402
27/4/16:
54.478
21/2/17:
69.052 13/10/17:
76.990
26000,00 32000,00 38000,00 44000,00 50000,00 56000,00 62000,00 68000,00 74000,00 80000,00
02-Jan-08 02-Mar-08 02-May-08 02-Jul-08 02-Sep-08 02-Nov-08 02-Jan-09 02-Mar-09 02-May-09 02-Jul-09 02-Sep-09 02-Nov-09 02-Jan-10 02-Mar-10 02-May-10 02-Jul-10 02-Sep-10 02-Nov-10 02-Jan-11 02-Mar-11 02-May-11 02-Jul-11 02-Sep-11 02-Nov-11 02-Jan-12 02-Mar-12 02-May-12 02-Jul-12 02-Sep-12 02-Nov-12 02-Jan-13 02-Mar-13 02-May-13 02-Jul-13 02-Sep-13 02-Nov-13 02-Jan-14 02-Mar-14 02-May-14 02-Jul-14 02-Sep-14 02-Nov-14 02-Jan-15 02-Mar-15 02-May-15 02-Jul-15 02-Sep-15 02-Nov-15 02-Jan-16 02-Mar-16 02-May-16 02-Jul-16 02-Sep-16 02-Nov-16 02-Jan-17 02-Mar-17 02-May-17 02-Jul-17 02-Sep-17 02-Nov-17
Indice Bovespa
Em 2009: +83%
Em 2010: +1,04%
Em 2011: -18,1%
Em 2012 até 13/3: 20,5%
Em 2012: 7,4%
Em 2012 até 5/6: -7,5%
Em 2013: -15,5%
Em 2014: -2,9%
Em 2015: -13,3%
Em 2016: +38,9%
Em 2017 até 17/5: 12,1%
Em 2017: 26,9%
RESULTADO DO PLANO EM 2017
DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS E FINANCEIRAS
RESULTADO DO PLANO EM 2017
DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS E FINANCEIRAS
BALANÇO PATRIMONIAL
BALANÇO PATRIMONIAL R$ MIL BALANÇO PATRIMONIAL R$ MIL
ATIVO Nota 31.12.17 31.12.16 ∆% PASSIVO Nota 31.12.17 31.12.16 ∆%
DISPONÍVEL 4 181 116 56% EXIGÍVEL OPERACIONAL 631 417 51%
REALIZÁVEL 24.620 25.715 -4% Gestão Previdencial 9 333 215 55%
Gestão Previdencial 5 260 156 67% Gestão Administrativa 10 129 110 18%
Gestão Adminsitrativa 6 286 188 52% Investimento 4 169 92 83%
Investimentos 7 24.074 25.371 -5% PATRIMÔNIO SOCIAL 12 24.182 25.428 -5%
Fundos de Investimento 24.074 25.371 -5% Patrimônio de Cobertura do Plano 24.182 25.428 -5%
PERMANENTE 8 12 14 -14% Provisões Matemáticas 24.182 25.428 -5%
Imobilizado 12 14 -14% Benefícios Concedidos 21.759 23.448 -7%
Benefícios a Conceder 2.423 1.980 22%
Fundos - - 0%
Fundos Administrativos - - 0%
TOTAL DO ATIVO 24.813 25.845 -4% TOTAL DO PASSIVO 24.813 25.845 -4%
As notas explicativas integram as Demonstrações Contábeis
Exercício findo em Exercício findo em
DEMONSTRAÇÃO DA MUTAÇÃO DO PATRIMÔNIO SOCIAL
DEMONSTRAÇÃO DA MUTAÇÃO DO ATIVO LÍQUIDO DO PLANO
DEMONSTRAÇÃO DA MUTAÇÃO DO PATRIMÔNIO SOCIAL R$ MIL
Nota 31.12.17 31.12.16 ∆%
A) Patrimônio Social – Início do Exercício 25.428 25.413 0%
1. Adições 3.254 3.975 -18%
Contribuições Previdenciais 13.1 697 722 -3%
Resultado Positivo Líquido dos Investimentos – Gestão Previdencial 14.1 1.940 2.639 -26%
Receitas Administrativas 617 614 0%
2. Destinações (4.500) (3.960) 14%
Benefícios 13.2 (3.883) (3.346) 16%
Despesas Administrativas (617) (614) 0%
3. Acréscim o / Decréscim o no Patrim ônio Social (1+2) (1.246) 15 -8407%
Provisões Matemáticas 13.3 (1.246) 15 -8407%
B) Patrim ônio Social no Final do Exercício (A+3) 24.182 25.428 -5%
As notas explicativas integram as Demonstrações Contábeis
Exercício findo em
DEMONSTRAÇÃO DA MUTAÇÃO DO ATIVO LÍQUIDO POR PLANO DE BENEFÍCIOS R$ MIL
Nota 31.12.17 31.12.16 ∆%
A) Ativo Líquido - início do exercício 25.428 25.413 0%
1. Adições 2.822 3.507 -20%
Contribuições 882 868 2%
Resultado Positivo Líquido dos Investimentos - Gestão Previdencial 14.1 1.940 2.639 -26%
2. Destinações (4.068) (3.492) 16%
Benefícios 13.2 (3.883) (3.346) 16%
Custeio Administrativo (185) (146) 27%
3. Acréscim o/Decréscim o no Ativo Líquido (1+2) (1.246) 15 -8407%
Provisões Matemáticas 13.3 (1.246) 15 -8407%
B) Ativo líquido – Final do Exercício (A+3) 24.182 25.428 -5%
As notas explicativas integram as Demonstrações Contábeis
Exercício findo em