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HOMENS QUE FALARAM COM DEUS!

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MATE...

PARA

VIVER

ANO VI ¦I Kl» de Janeiro, 1.1 de Junho de 1942 Ia, N." 254

DOM CASMURRO

8 Paginas A CONFUSA O IMA GERAL

Machado de /Isjíj-DOM CASMURRO - Píg. 343 Diretor, BRICIO DE ABREU

1$000 1 GRANDE HEBDOMADÁRIO BRASILEIRO"! 1$000

FRIO OU QUENTE

FAZ BEM

A GENTE

HOMENS QUE FALARAM COM DEUS!

DESDE

lempn» Imemorial*, ,,;vl1 lindos dn nrruln XX, I nn tn enlre nx homens ria caverna rnmn enlre na .jviliT-Ki.K ilo século XX. apare- ,.m r ninliiiiian. a aparner 'redcsli.nidf.s

da fé: santo», lumviunso-, protela» que, alem',', ifui milatrrs, vivem em e»- , Piii mina rodagem tom Itens p ,-„'„, lii.los '•* sa nin». .. f ''*

noi ni. nu''1 "a» selvas africana- i,iii," ih. vrlliS e rulla Ihirnpa.

,„i;erni3ii''*"ie arrrflllam e nm- [mm nrlfA. da menina forma ijne rlespron». o» patifes, «lesequili- l,,.iil„s e i-harlntârs que teem Hiniiiniracãn cnm n Diabo. .

suí-r ,."i deles, na Europa «u

„-,' \n,-:if!i, ua Ásia mi na Afri- rÁ. começa a fazer milagre* e

João de Camargo, o homem que fala com São Pedro, pelo telefone -- O Pas- tor de Maglavit, que falou com Deus -- Rasputin, o sinistro monge Russo, ouviu a voz da Virgem -- Moisés, Jesus, Joana D'Arc e outras figuras da história e da lenda, que falaram com Deus.

adquire milhares de adepto» ijtir rin através rte tanto» n|t|ê«ln«.

nãn pode explicar certas eolses, rnmn pnr exemplo, a rura de uni doenle pnr um desses predestina- dns da fé. depnl» qur a mediei- na moderna falhou completa- mente.

Ü caao mala recente, entrt

l-, „ ,,„,i„r (ii„ i- in,-,.i Mirdn, "ue rnlnit ., rnm lleuilt!

vretn ,i,'!' ."" verdadeiro envii dn dr Dr :s. E a fictícia liumail r:.,ir:„;-t.v'i mm tanto nScrlI

rin. que dispensamos qualquer rnmrntArln a respei(n. T. nãn é n liníen. Quem já perlustroii. rnirni o autor drsta reporta (em, o In- terlnr dn Brasil, nuve sempre fa- lar nesta nu naquela cidade, a respeito de famosos eurandeirna que faiiem verdadeios milagre*, que salvam das (arras da morte muitos Infelizes que a medicina julgava como Irremediavelmente perdidos...

Enlre ns curandeirns rin Brasil, o mais famoso, n mais procurado e cujo nome já dr há muito atravessou as frnnletras do pais, sendo conhecido em Ioda» a» re- púhllras siilamerfcana» e em miiiti" palsrs da Europa, é n rr- leherlmo JuS» dr Camargo, o Rispo Neiro dr Sorocaba, o ho- mem que fala diretamente cum Sãn redro, pelo telefone!...

iarí« i

ias, é o Padre de Pos. São tá Ivos na menle de lodo» o* mi lin"» d««è paire eítranrdiná-

¦ Agna Vermelha, a dois quilnnielros da velha Sorocaba.

O famoso mariimhrlr» negro, qne alualtnrnte conta mnls de oi- tenta anns de idade, tem várias personalidades: ora se 'apresrn- ta comu santo, falando direta- mrnlr com lirus r com Iodos os santo» prlo trlrfonr, nra é mr- dium para ns adeptos do espirl- ti**m«, às rezes passa por fazedor de mil a (res, lim iluminado cria-

dor de uma religião especial, nova, criada por ele — uma re- li(iãn que é misto de ra Inl.cisme, budismo, Judaísmo, protestante- mn, tntemlsmn, feiticarla, ma- romba e nutras crenças bárbaras e absurdas qne coincidem com todos ns ilotmas e ritos dr toda*

as crenças da terra. Sua igreja?

— ¦ mais sln(utar que Já vimos em no»sa rida! Um verdadeiro museu de rulosldades rrlijtinsas.

quadro» de santos, filósofos, deu- ses. reis. rainhas, cr urrais fa- initsos, gtierrríroo, hermas dr ho- mens célebre*, de bispos, sven- tureiriM. onde não faltam tam- hem ns hiislns dr Sarco r Van- írtti! Sru» adrptns r auxiliarei Imediatos? — uma legiãi, rie fa- nátíros, santos, monte», politt- cos, rilnsotos, rrvoli.rlonãrins, analfatirtos r ioda snrte dr aven- (ure.rnii dr todo o Brasil qur ali aportaram para ouvir a palavra daquele qtie rala rnm Drus. r ali ficam para sempre...

João dr Camargo recebe dia- rianirnte mais de duxentas car- tas por dia, de vários países rin globo. E ele as expõe rm «na Igre.ts; ciirre*.pondência da Ita- lia, Franca. Portugal. Fspanha r de todas as repúblicas sulame-

"

Nn, o "Brasil'nio é o único

Reportagem de KELSOS VAI\ER

(diretor do sucursal de "Dom

Casmurro" em S Paulo!

os maiores jornais de Rurare<<t dedicaram durante meses mui- tas páginas para publicar todas as lenda» que logo sr teceram em torno ria vida desse pastor. Re- sultario: regns recuperaram a vista, surdos tornaram a ouvir, alrljadns largaram an mulrlas (• dansaratn Cnnga,.,) firme- pais nn mundo que possui um

homem que vive em constante comunicação cnm Deus e com Iodos ns santos. O* êmulns de João dr Camargo nãn raras ve- res se apresentam na culta Ku- rona, cujos povos, aprif.r dn seu alto nível de cultura, prnpa- gani na imprensa as bárbara*

doutrinas desses aventureiros sem escrúpulo». Vejamos agora n caso de Maglavit.

Em melados de 1933, espalha- va-se na Rtimãnia uma noticia qttr esloruu romo «tua bomba nân sn naquele pais, comu Iam- bem rm toda a Europa: Petra- che l..inti. um pastor niment.

rrsirirntr na aldria de Maglavit.

um homem simples, gago r meio surrin, falou com... Deus!!:

Trrs sexta-feiras em seguida, aquele pastor falou com Drm

menle Impossível: Moisés, t grande legislador Judeu, subiu nn Monte Sinai, nndr recebeu os dez mandamentos, ouvindo a voz de Deu*; anlrs, Jaroh e Abraão, n* velhos pátriarelia.s hehreus, tamhem receberam ordens rilre- lamente de Deus, segundo as quais guiaram ns pnvn* daquela época: a virgem Maria e ,le*ni Cristo viram várias vrirs visões celestes: no decorrer rins séculos, dn homens que faziam milagres cnm o Todo Poderoso. Jean.»

N. S. , mbem

l lovc.

l de

¦alvou

i imagrr

hran nlhns

Gagn

>m o» seus pes vivendo srmore

¦io do seu rebanho, analfa- beto e afastado da vida rlvili- rada, admltr-se qne rir. despido rie qualquer malícia, leve uma alurinacán r cotilou esse acon- leclmenlo aos viflnhos; mas, o que á mais surpreendente, e que

^^^BraPv1^^ fP^BaBflr

Jn.ina oVArr, qoe filou com a virgem menle. enhm — só mortos dei- saram dr ressucitar...

acreditar? A

m, tomando cnnta cavalos no* montes 1'ra.s, ra um dia a imagem da tn, a qual lhe ordenara 1 e os cavalos e interna-se mosteiro, pois. você é um stlnario da fé". O .jovem i o ronselhn e começando vida. chegou a ser a pri- Tigura da corte — Ras- sinistra que i fni

Pnr qur.

,,„ ,,ai Cat nina do Império

, nSo arredil:

argn

E por que nãn história da terra r ria hnmani- dade eslá cheia de acnnterimeo- los absurdos, que levam oa povos a crer eej tudo que é humana-

ouvido umn voz desrn- nbrclda. na prata de Santos, que o ordenou a dedicar a sua Igre- ja ao padroeiro N. S. Rom Jesus de Água Vermelha?

Tais pergunta» Ilustram ap»- nas um velho provérbio: "Citi loln alira uma pedra num poço r dez sábios são Incapazes de

São Pauto, abril de 131S.

0 BRASIL PRECISA DE UM "FINANCIAMENTO"

DE ARTE "Dom

Casmur£eaBaía

CT1 I

,, ai. Grond» "bouqucti" d*"tnr-

Diz a embaixntriz Marijj Martins Pereira do Sousa, esposa do nosso represen- tante diplomático em Washington — A premiada escultora acentua que, apesar de seu animador movimento atual, seria uma felicidade para o nosso país obter um pouco da cultura européia, hoje refugiada em Nova York — Pedro II, inven- tor da política de boa vizinhança — 0 ambiente dos Estados Unidos sob a guerra Reportagem de OSÓRIO NUXBS

— Claro que aiptrimenltl a amo-

<4o de ver • povo daquele ironds teia na torelo di rtiguardar • tau potrímo-

I digo-lhe que cedi

contrário

¦colhimento en I eva Yarli, Ih* telride «t amar cruriontai da her» atual Enfie, pa ra doía lm mlt, a der %¦

rira da Na rte I

¦•Io Brasil.

— intarrtiadai talvti Icaiss dirá qui a tmitid, cani para com a Brasil is manifeiiou )* dava ii coiitiri9*f»ti»t da gurrri.

n u..:. u.rti., p(,ri,a i„ s,u.

¦cleriilita d< dn-

• tas um |

— Moi tlá provada • contraria

¦ tantot a rio fro

nurrdo do |

,...' . ,i,.,., a rn Ari, d* Nova foleria da gíni

",..'."".

á'™áà

•dldai ttminini

loi norte americano!

Fat uma pauia para melhor atai.- tuar o alsita da ravcla(Ao:

— Mai, limullanaamrnra. is vari- fica um fanímana, qua lá pada lar ia- vade k cenla da anarma padat da ob-

¦oreáo doi Eiladot Unidoi. A arta imigroda ia Franitormo. tambam, I»cIb tam a o

Neva York. dii al»a dai cidadai A.

. V «itupando aantir .<, tel otd o dana

, a, a- Em •roja- i Europa am bui- rie dimai moll ialuttrii aa tipiri- Pintnras, aicrilorti, aicultartl.

isadsrn. — pado nolával da nata inteligência do Valha Mundo —

i Américo. Aquilo

0 ÚNICO BENEFICIO DA GUERRA

A

almo da artiita do multara ia monilaita, amplomanta, a «tia

— Talvis talo. também n«'a dar dai grandai angúitlai, doi diai Incar- toi 0 artiita precisa leliar para cr.or, I «¦ qua ia refugiam, pie tenta mt nn,

fkwLmWfmMlavlíwl Iflls vil

i rnibilMli-lr M^ria isMrtín. Prrrlrn dr Uniu*, an lado Ho sru magiiidrn ^^Hl tribal lin — "Volte tm Salgueiro" — ii"' »' acha no niusrn dr arte -^J^-,^J^^

irndrrn-A rm Novo York , JJM .WkW

t ,-T '¦'•7-

A embaixada Pereira rte Santa fala ao )nrnoltslr, da influência européia na cultura du Américo tfc holi

tornt um motivo da ala|ril a o pad car dc Europa pala mrnoi ptrmltt qi

•iui irarrdei filhai punam criar oli que cempenia dt tantai Ufrimai taniibilidodt humana, , ,

— Oi no rta o maricá noi. retruca a irtliri-emboíiatria, disem qua ia dai- to litiKnòe que o mundo otraveiio nóo it íonufuir nado da malhar para oi homem, ao minai ana criando tlca- ri coma um aitrinho a Inaipcrido binelicio.

UM "FINANCIAMENTO" DI ARTE PARA 0 BRASIL

bra amiga d* Nova York, pira a da-

•envolvimento do feito na Brasil, Tomei aqui, |é actnluademinre *»»- luida. uma irtt •prlliávd. Mai, ¦••

rio um ti cel anta Impulie boi tnargiai locoii. I' ditia "llmnciaaiantt", "li- nor-lomenli" ds arta qut t Irnil

>R0 II, 0 INVENTOR DA BOA VIZINHANÇA

ÍitMon*

ritisa A ambaliatrli ptda llctnto t atandt. Nega, cem um lerrlie.

- Nia, abiolutementa, Queira

A

palestro preiiegue, enquanto a andai e*tdo c>do*vti moll vio Icntai na praioi Dlt-it-(a, al*, qu* oi tlorei ptr matricem tío Ireicai t balai única menti pela mama vaperliofdo d dguo iuip*nm.

Deilige

A llui

Ititnita Idclai. Fala so ncctsjifiodt braiilelro

E' téo (orta * íntimo provaesdt

i eparalho o Inlerme, ,olego iru Queria eonv«r- E multa nalurolminra, «uaia íur.

preil de ialicita(ía:

Moi, ia tu nde emendo de pa- litico. toma podarei ItUr lahr* ela?,.

Ptifiilamente, mu qu*m lenllu e puliir da tttrocio nortaomtrican*

pelo mcnei podt dlaer da »»rli(ào dai lie lati...

A omiiadt tntre o Broiil e ai lindai Unidai lampri fei trodieienol. Qurr saber dt uma eaiio? Nde lei o prail- denre Raeievllt que inaugurou o pa- litica do boa vliinhan^a.

Levanta a mio ne er, i ali i fei te da lnlormot*o qut vai preirer.

— Foi Pedro II • Inventor da car- diolidode interomericano Foi * ""¦

io vtlho Imptndor quem, apéi e iuo visite aei Iiladoi Unidei, mandou um grupa de eitudintaa lasir cunei et- peclalliodol na nacio que ecebere da conhecer, marcando, anlm, o primeiro pane dt uma política do tmiiado que

* hei* paradigma dn nofiei do con- rintnlt.

rfe CARLOS CHIACCHIO

CARLOS

CHIACCHIO, esse grande escritor e admirável artista que a Baia tem a sorte de possuir, na secçáo "Homens it Obras"

que mantém no grande jornal do Salvador, "A Tarde", pu- bilcoii n si-Liiiiiile flrtiso:

"DOM CASMVRRO" E A BAIA. O nirtodo da propaganda ds

"Dom Casmurro" nào se confunde com nenhum outro da critica qut te ocupou tío qucidriénio Landulplio Alves .1938-1941..

Srícifi de Abreu, temperamento intelerfual de exceção, fasci- nado, antes de tudo, pela beleza do sentido dns coisas e aos homens, encarou a Baia no período cíclico desses qvatro anos. rio àngu'a melhor que se enquadra perfeitamente nos processos artísticos de divulgação cultural, peculiares ao programa especifico do grande jor' nal literário, primeiro tio pênern em nossa América.

Frisando os valores baianos, pnr múltiplos aspectos, que resumem a fisionomia liistarico-social da terra, nada lhe escapou ã fixação possivel. ara fotográfica, ora doutrinária, agora literária, logo mais poética ainda iornatisttra. e^rtirn. sentimental. <udo iht flarece através das paginas romo enciclopédias pela imagem, pelo conceito, pela informação, pela arte.

Fazendo valer a coneiência de seus homens de letras, imprensa, altura, administração. "Dom Casmurro" pôs em trabalho erírfen- clador do momento atual da nossa terra, os elementos de prol. eomo Pedro Calmon, Xavier Marques. Afranio Pei.rnta. Joroe Calmon. Ber- nardino de Souza. Luiz Viana Filho, Osmar Gomes. Presciliano Silva, os daqui e os dalcm, Donato. Nanes, tantos outros.

Verdadeira antolopia da inteligência e da saitimcittn. em função de prova substancial do surto baiano nesses quatro anos renovado- res de atividades e reníi:íi<"(ic.'.

O trabalho critico resalta do conjunto.

A verdade entra pelos olhos, graças ao poder influente do acaba- io magistral dos vários cadernos com dezenas e dezenas de páginas.

fíós quatro primeiros, a exposição.

No quinto, a parte, propriamente, opinativa do lomal, onde Bri- elo de Abreu assina vibrantes impressões consagradoras.

Fica assim a Baia no relevo das próprios magnificênetas, cuja moldura n encarece em profundidade.

Depois, hd nessas colunas que se multiplicam em perspectivas monumentais de reverência e culta, uma revelação (inporrtttfe. por- ventura, a maior de quantas poderiam honrar as tradições nobres tia imprensa literária do Brasil.

E' a campanha pró-mausoléu Castro Alves.

F.' a calor que o verbo amigo de Bricio empresta ft ftifí*fnf.,ia dê Ala das Letras e das Artes, a qual encontrou nas rcsonSnnns crfíti-

«un* rios rrloríní rie "Dom Casmurro". hoje clamor gaier(tli:ado co- mo de ondas oceânicas que o sopro de Deus houvesse conduzido i realização próxima de seu maior objetivo: Vm Mausoléu a Castro Alves.

Bem inspirados fomos em solicitar de Bricio o éco que nos faltava.

A provincia pode iniííío.

ífi(i'o fez o que pàde. logo ao acender dos primeiros fogos da.

campanha.

Compreendemos, porém, que sô da metrópole, que é cabeça t eo- mundo, porfertn alastrar-se a fia ma io movimento redentor de um túmulo cottrffo.in (in Poeta.

Fot o que fizemos.

E fizemo-lo, ensejados pela visita de Bricio r) Bnía, ainda a ser- viço da Faia. a quem nâo sonhava premiar melhor com o gesto do seu jornal, do que tornar brasileira a denuncia quase inédita e per- riirfn entre as páginas humildes do "Jornal de Ala".

Completei, portanto, é a dádiva que Bricio oferece aos corações/

baianos.

Sõ por essa reabilitação de justiça histórica, vamos dizer, esti merecendo bênçãos o seu nome,

A Baia, digamos, o Brasil em peso saberá consagrá-lo no calen~

dárlo cívico do seus autênticos servidores.

"CASAS DE CASTRO ALVF.S". Casas de Castro Alves, já temos . vârla-s. Iiio, São Paulo, e. se não tjoj ctiunfintricn. Belo Horüotife*

Onfríií. oítirin. iirdcr-(!n aparecer, perfeitamente Imiteis, do pon- ta de visla do Poeia, Mas. utilisslmas rio pon (o de vista de algm$.

não de lodos, seria Injusto dízè-lo. que as constituem.

A prova podemos dar. logo, pela atitude de silencio em que se esláo definindo em face da eamaanha nacional, justa, oportuna, objetivamente, em prol do Patrono, ao parecer, o mesníitsima que lhes deveria dar senha para as at Ivídades essenciais de suas existên- cias,

E' tipica essa abstenção das diversas "Cn,<

diante rio movimento nacional pró-niausoléu ri, ff* furfoso, íiitirin firi quem, po r simples intt bre, em rei de. um mausoléu, que há setenta a tan, uma -Casa dr. Caslro". quando elas cri/

modos, ida silenciosas, tcchndüs, Inaífníí, como O próprio tuniulo de tmprestima da Campo Santo.

oi rie Castro Alves", j Poela.

ujlce dispersiva, lem- nos Castra Aires nSo tanto e, pelos

(2)

^53

Página 2 í DOM CASMURRO 13 de Junho ae 1912

AmnMA

Almla * t velha n

e inexiiolavel Insitlrndiira dos Pneta»,

Alndn hrt pinicou fila» 0 poeta Rolirelrn Hllm "os fasei- liava com tima da* mnis piiraa e Icj-ítlmiiB jiii.ii-; iln lite inl ura rimIi*m-iiiiíinen. lie mijes, Imla- via, dlstaiilrs, atitlqiiisslnifil, vi ml ns dn velho livro liicriliief»

da cristaiuhltle. limltora MCIll- plrio »a forma clássica do .soneto,

¦oiibe o meta conservar » mlln- t;re ite um sabor aluai:

I ANO : paspi

Esla obra |>inia da poesia hra- silrira prova a sociedade que quando liá talcnlo todas as "té-

ciiIom" poétlcai nAo perdem • fiMeor, por mal» nntliia que sejam.».

O mesmo acontece com nu «¦

ma». O episódio bíblico de Jaun (iom aa (luas H11i»n de Ubáo, tfto bem apriivoltad» por Ci- mor*, iião perdeu o Ineditlsmo para m poetas. O soneto ile So- hre.ira Filho, como se fé. * umi paráfrase originalíssima do re- lho e admirável soneto d* Iln-

num* at Haquel. Ih» deu ¦ Ul.

Enriqueceu Riibreira Filho o tema antlcn rom o esplendor de um siibjelivismo envolvente. Tu-' dn demonstra que ele soube sa Inspirar na tradição clássica, ilu- minando-a com o seu talento.

Os exeietas, todavia, Invadem o

UMA PARÁFRASE BÍBLICA

PETRARCA -- CAMÕES -- SOBREIRA FILHO

it JOAQUIM RIBEIRO (Especial parn "Dom Casmurro")

O», creio que Agoatinlio li Campoa fiiilu à anill»e do cor lento. O plvot da eiéieae eslá n pauta» em:

campo da poesia, de enxadas em punho, para fater escavações,

A erudlcãn faz lambem arqueo- logla dos sentimento» » Idéia»

humanas.

Já a doutora Ca rotina Mlcliaa- lis de Vasconcelos, que foi um doit mala eruditas cérebros de Portugal, demonstrou .no estudo

"Sonetos e sonellstaa", que Ca- mfte* aemiira • modelo de Ta- trama.

Ora, mais Urde Joio Ribeiro, nas "Cartas devolvidas", comen- lando o belíssimo soneto da lin- Rua. trouxe umn curiosa exegese.

Baseado numa análise bíblica de Tanier. demonstrou, com o»

próprios textos da Riblla, que o

epsótlio de Jacrt e Raquel audaf.i mal contado peln» poeta»...

A tradlçfto poética diz, confor- me se depreende de 1'elrarca e Camões, que Jaró serviu n l.nbàu durante nett ano», ajMis oh quais este lhe deu Ma, tnvés de Ita- quel, e prometeu dur lUquel após mais set* nnos de pastor.

F,' uma tradição literária.

João llibeirn, iudavia traxe-n- do à baila o texto bibllco, mo».

tra que LahAo exltiu mais sn*

anos de serviço, mus den Raquel

«ete dia» após ter despojado Lia...

\À ef.tá na Bíblia (palavras de I.abfto, versículo 21):

Ctrl»mmie, por parecer pois- io catdllrn dois casamento» num Intervalo de sete dia», o ronteurio temática da passagem foi inodi- ficado. Alem disso, n sacrifício e dedica çho de Jaci pareciam maiores,..

(i d.-lmle erudito nio parou al.

Agostinho de Campos, que i um do» mais slj-nifirnlivo* eacrl- tores portugucae* do monienl.i, analisando, com augeatlvoa co- ment ii ri os. ns pesquisas de Ca- rolina Mlchaélls e de JoSo Rlbel- rn, procura sustentar que Ca- nióes nã» incidiu nn erro da In lerprrtaçin bíblica, eonsarrsdi pelos poetai.

Acha que o final do soneto nSo favorece outra conclusão:

"Cometon dl iirvtr onltoi neranoi.

t|ue »e deve entender aaMm:

"Mais aerrlra, se náo fora, pari realizar tãn longo amor, tão cur- ta a vida.

A realií*vã» do lonirn amor.

pelo contexto do toneto, não foi lAo breve cnmo a .semana de dia»

do texto tiitiliro ..

Se Ciimíics fosse fiel k letra da Rihlla, não terminaria o soneto mm o fecho admirável:

"Par» lio Lins» amnr Iln «iria a vida' fsle verso náo se justificaria, pois, parn tfto tacll amor, tào curta a vida, por certo seria.,.

Camões seguiu a tradlffco II- terárla. Somente esta dá ao *t>- neto a sua significação autêntl- ca, embora rnntrária á vedade bíblica.

An contrário, reforça » irtéla dt continuidade dn serviço dr j,r^

an fim do qual ele deveria rer*.!

ber a paga, Nn tempo (le Caniftei nãn ae pagava adlaiiladn, ít, mesmo na poesia e no amor O negócio de I.aluir., que nu|

dias de hoje seria punido ,*;„

(.V.illg.i Penal, foi, contud.., f,,,ll(]

d» bon e suavíssima inkjjírhrin, JOAIfUM R1KK1K0 PS — Agostinho de Campo- cimo lusitano do boa iéinp*ri' (|iier livrar Camões dn errn p,', trarqulnno. Julgo, todavia. nm, mitude patriótica, m»a in!ir>i Tudo Indiií que Camões, eir*h-.-j ciente do erro de Petrarca o ,ii.

gtilu Intencionalmente p-jrqii»

quis.,.

O» poeta.' pouco se lmprirtmj com n precisão da rcnlidna^

A facilidade amorosa d' .',:-j só o Interessou poetlcar^rr.ti metamorfweada em dlflcida»*!-

> do último Acrerill Bíblia, ma-i prefei versáo de Pptrarra sa vers Ao dá ao son.

exato de um longo curta vida. O Poetí

Camões

ds, foi i i fiel : á documentaçã.

. CURIOSA a

que flx

. por . liá- s quais vpslsiom á critica, subslitem ao espirito do tempo c permanecem lndtferen- tes as reclamações e censuras que provocam, ncemodando-se nos nossos costumes como coisas

Alguns de.-ses hábitos voem de um velho passado, que lalvea os Jusliricasüc, vêem dc quando o Brasil acusava uma vida de liábl- tos mais simples e as eomunl- cações não haviam atingido a perfeição, dr maneira que as costumes, se arraigavam e custa- vam a drspregar-se, criando eu- Ire iodos esle vago e simpático táncias aluais encontram dili- cuidade rm compiender e estl- mar. Então, com a lui cio iam- peão de querosene, rum a indu- menlaria dc banho das senhoras.

rom o traque dos liomens e a cauda dos vestidos de rua. seria possível arei! ar sem reciamar certas Ince nu Idades, que hoje só

podem justlflcar-sc como assai- to disfarçado à bolsa alheia.

O costume muito generalizado de pedir livros a quem os escreve, é um deles. E fllia-sc este velho e censurável hábito á Idéln rie que era uma honra" pata o escritor ler-se u seu livro e, "honra" nin- da maior, pos*,ui-lo, E como os 11- vros quase não chegavam a exer- cer um comércio, pcdlam-se a quem os escrevia lionrando-se dessa maneira ao autor, O tempo porem [oi passando e essa idéia desapareceu envolvida pelo seu HorImiio e absurdo. A economia dominou o ncçóclo dos livros e o liomem que o.s escreve começou a sentir a necessidade de dar a produção do seu espirito um va- lor comercial. Os editores entra- ram em forma e o livro deixou de ser umn aventura, para trans- formar-se num valor econômico.

O consenso de opinião assentou que o mau livra nSo interessa, lono não eslíte para o escritor, nem para o editor, mas que o hnm livro è um alto valor do rs- pirito e como tal representa dl- nheiro, deve ser objeto de comer-

OS LIVROS DE EMPRÉSTIMO...

. tenho

aufl-

De Angyone Costa

cio afim de que sobre ram lucros aquele que o escreve, aquele que o edita e o que o edita e o que o vende. Estabele- ceu-se uma perfeita associação de Interesse» na qual o escritor é o pior compensado, mas que sempre representa para ele uma sitiiação bastante melhor do que a que lhe cnbia tempos atrás.

Pois. apesar dessa situação não ser nova paru o escritor brasilei- ro, por Isso que ha mais de vinte anos ela vem se modificando, há os homens, e. o pior. as institui- ções. que teimam em não conhe- E' comum a todos nós que es- elevemos receber, como disse a principio, pedidos de 11'

assinados por Jovens, InteliRen- tes, ainda sem recursos para adquirir livros e que dizem essas coisas lionest.imente, recebendo, em resposta, o livro que sollcl- tam; outros, sfto os jornalistas, pessoas do nosso mundo Intelec- tua!, que lambem ganham pouco e muitas vezes gostariam dr ler os nossos trabalhos, mas nâo po- dem, ou nào teem o hábito de adquiri-los: a esses, igualmente, atendemos com o melhor sorriso e boa vontade. Há, porem, alsiins que. com o seu pedido, irritam por que esse gênero de solicita- ção representa um desrespeito ás condições de vida e, por con- seguinte, a nróprla Inteligência rir. escritor. líeferlmo-nos aos pe- dirios que nos são endereçados por poderosa» e ricas associações com as quais nâo mantemos ne-

itiMtiol »<-r. DOM CASMURROI nhiinia aproximação e que se propòem organizar biblioteca á custa alheia, pedindo os livros a quem os escreve e Julgando que com isto dão uma grande honra ao escritor, Esse gênero de pe- dlntc* é reaimente odioso, não pode ser julgado sem paixão. São pediu tes que constróem prédios de dez e doze mil contos, dão assistência confortável aos seus felizes associados, possuem au- dares e galerias para rendas, mas que quando se lembram de pro- plciar cultura aos seus riu nos consòclos em vez rie destinarem uma verba de seus gordos orça- mentos anuais para adquirir los, acham mais fácil e cômodo en- cher uma tolha de papel tlm- brado, mandar o bibliotecário ou alcuem por ele assinar, e pedi- Ins ai próprio autor No decorrer de alguns anos de atividade de

^ pedidos, alé de Estados longínquos, e a muitos tenho atendido. Agora, porem, recebi um em carta que conservo e denuncio, guardando o sigilo do signatário, que. fran- cani"ntc, me molestou, diante dis condições íe opuléucia de quem pedia. Trata-se de uma das mats ricas associações tle classe do Rio de Janeiro, em vésperas de Inau- gurar o seu arranha-céu de qua- torze andares, com uma existiu- cia de mais de melo século, t cujos diretores ainda não apren- deram que o homem que escreve livros, no Brasil, é um assalaria- do, de parcos recursos, que mal lhe chegam para a.s despesas essenciais, e nào pode. nem deve dar livros, especialmente a quem os pode e deve comprar. O livro máu não se compra, nem se deve pedir, porque ele é prejudicial, não representa um valor. O livro bom é um valor Impcreelvel, mui- to íuperlor. em geral, ao preço com que aparece no mercado, uão deve ser oeclldo. nem dado: deve ícr comprado. Comprando-se, dá-

WWW- *¦" ^P!

A doença de Antero de Quental

A indagação ria eenealocla de AN- TEHO DK QUENTAL llxn ns -tudo»

Boenge. «nle* rt* morrer fez quel- umulados, ''porouc n sus muaa

sensibilidade, rsprr.isfto neg.i dr orgulho i

Henrique FonjrUI, uma (iítira msr- cavei das nossa» letras, atilar teatral, esrrltor e JnrnalisU. o rclrtire Jack"

dc -O Glnlin". que a partir Hrsle (iiimrrn, colahnnri semanalmrnte

i DOM CASMCRHO

0 fuzilamento do poeta

De HENRIQUE PONGETTI

(Eipeciel paro "Dom Coimurro")

lérlto dns espiritas pacíficos eslá sendn particularmen- ie prejudicado pur esta guerra. Não há mais tabela de espaçn e hierarquia d« tipos de chumba para

i farda - ha].

respondente dc (,'iierr;

Os diários racionaram o pão da ambição, o vinho da vaida- dc. Retrato de intelectual numa rolha é mais Invejado do «ue .incciita litros dc uasollna de uma só ver. num Ianque de an- Inmovcl ni automóvel do nosso desafeto). Certos ím pi rit o* dignos de um piiuri. de barulho fjorifirador andam famintos de adje- ti vos cnmo nm substantivo na redação de um telegrama para r.-imhcrra, Bombaim ou nutras Innjuras inacreditáveis Os en.

trosisadores viciados lamentam a crise de empaco nos Jornais

i família elofilos

nin.

isa agravando a depressão intelectual prnvnca- nle sensacionalismo desta guerra rica de todos íiinicaeão: o nervosismo conseqüente dos paít- i;\ o cálice da amargura Iranihnrdou para mim .. involuntária de um luribuln c.ini um avião de obra il» .jovem romancista é ampla e brilhante cratera cuja área não deixa dúvidas sobre a ma bomba de um poder destrutivo deseonhe-

Num dos seus "diários", o sem papa na línjfiia Álvaro I.lns evelnu a cantata une lhe oassaram para que .juntasse a resso- lãncia apreciável de sua vot à alK.ir.arra escandalosa de certa mpresa literária de duplos íntimos recebendo, em troca, o 'apoio incondicional" de todos seus acionistas. Noutra época ínnal. Iwso será humano, Hoje é li uma nismo como o famlnti:

que só rouba comida da guerra carne tod.

gás que dissolve o* 1

involuntário que só escuridão dn cinema, O barulho

>s os oulros barulhos: estão empregando um nnos das coroas, as dedicatória sdas lápide'-, i, nn manuscritos das consagrações públicas lo leni vontade de descer do pedestal e de se Inda desclassificado como o milionário se

"Rata

parida" de ttm refugi» anti-aéren: — ouvir a minha voz: grite comigo, pelo amor

nfimeno espantoso rie stirdei í o daquele cronista que um

*stes, confundindo n barulho do canhão e saqueando o cii dos cânticos", escreveu texlunlmetile: "Seus dedos car- is de teniu.ra bateram timidamente A minha porta e en leci como sc o ruiili. viesse dn meu coração", incluem esse péssimo identificador de barulhos metido no i de vicilíiiicia aérea, na linha mnrlal da Manchai — Vão

¦ o poela. lílo estava tão surdo que escreveu que as bam- ie eairnm sobre Prls de Ne/ eram rosas de Ispahan!...

m:\iiion*: pon fi Ern

de CLEMESTINO FRACA

eus jícenririilo*» fuma omeu dc Qumial. jiroí -,., iiiiiilnri.ii' da Coii-j Jratorlc, lio !*iiein ANT i piuecençs llslr». ali

térlcas. Em ANTEHO piemlne.

os dotps superiores do espiritei InlcliKêiicia. jeiisibilldaue. ia.

iTíültaiile iln iiilflerinalldin!.*

, foi, nás. de rcl.ii Z»Tlg, lambem poeta, uo conceiio e t5o lilsldiie.itr* not lm)ne^«i.iiioii ultimamente. Mas. vale a pena dis- cutlr? N*o caberia o desilude dn- tlfieo, alé porque ds dlugna-tlios em psiquiatria nío ganham com as fstal10flC.es liistoiirH«. senfto em lu- [lótescs r divas»sòes, eu*, verd-de,

rexlUou, wto é, o periódico atam!»

daijiiela iiiinha enfermidade moi», te fisiológica lambem, penso eu»

que nflo sei que nenie lenlia. «ir.Qt- pfcimento. írnnmbullsmo. inlã'.lr«..

mo «lado rie alieusçAo meu.al, t» mais doloroso quanto lenho na conciênris dele. (rm llií i reiiintlr ile cara. Veidaiie e

constitue lonalmem

erdatlei .riirr-

contllio de mentalldades", como dl*- ie Souj.i Martins.

Os excessos slcoolicos na mocWa- dr, em Coimbra na.i sfto de ti*.( lu»

a gravar a eliogênese ds doenv- mental, porque não feiram alem de cerla época. São Inllins e insuli- cientes *s induções de origem amo- rosa. apenas suspeitada a ausência, talvez seu tanto culposa na colalio- raçftc remota do r.nado pslceneuro- tico por amores preroces e msl sil- cedidos. Nh ma vida i-.ào hA mu- lheres. Amava plalonlcameiue, s;m o tiesjo da posse.

Fldellno de Figueiredo, num belo estudo, com a pencirncío de su»

grande e eulta iiitelleéiicl», procura condurrslr no sentido d» etlalogia mórbida, a eüplicaçío da dupllclda- da a cxlslènda do tllóíoto-pneta

Oüvelrn Martins, seu granai amigo de todas a» horas, diz qu*

ANTERO "nlVo morreu vitima de nenhuma dificuldade maior — mm dinheiro, nem doença, nem mu- llier". EvidentemcnLc nâo mirou "

asiwcto mórbido du caso. sem dilvl- ria alheio às -una rogllaçóes, A ver- dade * que, em 1877 reglaU-ae em Lisboa o surto mais violento de sua dcprevlo mental, cortejado pov il- nsls físicos dependentes do estado geral. A terapêutica sedativa e neu- rctôiuca, Indicada imr Charcot. me- lliorou suas condições pe.-soals, de- volvendo-lhe a atividade esterna e discretamente .social, em compa- nhla rins amigos, que llie formuvam a fumilia Intelutual. Souia Martins, mtdlco Ilustre discute á luí dn me- dicina do ieti tempo, enquadrando o caso nos amplos limite., cltnlcoa da "ncurastema '. Embors nio ti- vesse esquecido os fenômenos 'ipcn- tsls dominantes, atribula A nevro- se típica o cano de ANTERO, dis- ctitlndo-o á lut dos conhecimentos da época.

Hoje. mais c!nrpindns os esUidoi de i»lcoln;!a mórbida, sabemos quanto s lniaglnaíSo doenüs enir»

em contlün com n realidade, '-eve- lando no curso da ex.stèncl», i ore- ve ou a longo prazo, fl modalldi.de iron.ãtliuirlrinni jistci ti: urõticn, bus- esda nus ln:as hereditárias, ressiir- gldas depois nos contados com o ambiente its veie.* Itum^pcitarurs, como as de lnaieaçio geogrtilci, cli- ma, terras vulcânicas, vldn a beira- mar e sua açSo excitante, prrn,»- nente e intensiva, soiiverudo iuis pri- meiro*. anos dn vida do organismo consi.ltncininliiciilr marrado,

No caso rio ANTERO UE QL'EN- TAL, eonsIderaiKio os reflexos na estado criai, principal mente nii«r • tlvos, a Insónla, o horror aos ml- dos, ns crises de atiRútÜa, a auto-

«cus»«,'fio. os abalos Dinolivi», au O sintoma final - o suicídio, tanlo quanto np pode dlí.er, em diasnose reuospecilvti, trata-se de uma pm- rnm*urine, rie tipo emocional, de- presKlva, de teiiafiul» melanroliea, o que evpllfí n sulr iiIId, ciiniiiiu n s- Ia variedade do desvio '-' '"

subia e proclamava sos quatro ven- tos Monsleiir de La Falisse, que tie- via ter sido aiédico e •'cleiillsla'*, cnmo se (Ur. dp todo medico. . dr,'-

;a e.-pírir. linje multo em oiidim- eis ~ o ir.rdlco rom veleidades li- trrárias.. Enurtsiito a medlrlus atua) nlo ne coute nla npcria* com o "sintonia": oa mais apre;o an

"sinal", qui* fos ntoma objetivo, provocado |ielo medico, e temo tal fora do nlesncc dn medicina litítfl- rir», puramente hlporratlca e sono- liberal nos laudos e at* lin "

i afim

sfio i

SltlSíl- amanese prlo depoimento de ANTERO.

cartas em que, com a vocação di sensibilidade, descreve seus sotrt- mentos. Ao Cens." Dias Ferreira diz ele: "tal í o estado desgraçado rie meus nervos, que nem para es- durante largos períodos, irontar cn- mlgo! Explicar-lhe por, miúdo esta esiravagancla rara, este horror mor- bldo à pena e papel, e em geral a toda redaçfto, que me acomete, ie- rl» tedioso e talvei tncompreensl- vel, pois (Jiego a persuaülr-me que os fenômenos singulares só podem ser rom pre* li d idos e expl cados por utn médico alienista! Mas tenho de tocar nisto porque desejo multo que o meu amigo fique certo que foi exclusivamente este embaraço, a quase impossibilidade que me tnl- biu de cumprir com a promessa de escrever alguma co aa no seu Jornal, e que com pena que o vi acabar no- tes de eu tar irrdido desobrigsr- Eni 1873. multo anles da crise rnslü séria, que o obricou n procurar Charcot, em paris, lá «le dlíis em curta a Oliveira Martins?

",.,se eu tenho o «enilmento lm- pertnsn dos nieus deveres, e que nío tenho infelizmente «p?r ora: e.--pe- ro vir a tí-lai e a escolhi do mo- mento em que cs eumpra: nao e quando eu quero nvj quando nfto scl que 'quer. E' deplorável islo, maa tenho notndo ultimam''nle íue 1180 énpnndn-me rie treme ao meu nes- graeario temperamento nue 3 nel de vencer, mas sim ladeando-o, transi- glndo rsroavelmente com us e co- mo nue por melo de mútuos sorn- proinlsso! entre a nature™ e u ra-

talvez, a função 1

forma utll ao,» o Padlr matiasaniaa conhecemos o auto temos com ele rei quer espécie e sor

de.saten«;ào ou ai inteligência alheia uma prova de que toridade para nos Igual para Igual 1 sa no cérebro e d paridade necessár mití-la. Contra t

que nome tetil cem tais deveres prlo e eompostiii

"DONANA

SOFREDORA'

Mário Nrme deit-mc hora 1 i. Consram* -fijfro ii tatvtáião. C

< págiiI per

trabalhos no gênero que li [jc dois anos para cd.

mirucotí literárias das

A. OSVALDO FERRAZ

ia itiada", que * utn dos valorei -.

e. nonfes da 'série, pela sopro' it.

ia infinidade e peta intensidade dr

delegacia, o delttgad.

ração lalwalmtnle.

medo. por covardia, c cadoi ndo porferti í, ijuer dianidade no m

rito do meu tempera ilr a (iu-» Costumava ser »i„que dfl misticismo a simples ataque de '"lunrcia". fiiin-íltiíiri tnlclccfial r debilidade estrema de vontade, f.

pouco: mas e u que mais logro cm- cabe. O que vejo claramente e íus.

riebnixo do fato moral, !i* um isto fisiológico, e rontn esse nAo p.-.- sn nadar tilio posso Impedir q.ie a IniellgércU ilha e rrlador» «dor- meça fatalmente durante certo»

períodos, porque assim estA na oa- tureza do meu cérebro, nem que ¦ vontade objetiva e realizadora rilml- mento Intelectual".

No volume "Caitas''.

publicado em Coimbra, edição de WSt. s»,. pin- gues ns referências a seu «taje de moléstia. E' o elemento pes-oal.

espontâneo, anauéstico. que fas fé e orienta a diagnose. Em Lisboa foi irsiado romo doente da médu.a es- plutinl. Descreve a um amigo * consulta n Charcot — "depois aua comixtente; lnterro;atdrio* e apal- p6es. dlsíe: "On s est trompê, viu»

naveu rien * 1'éplne: vous une ma.

ladle de femme transportee dans un corps d'hcmme: c'est 1'hj'gterlsniu''.

A meu ver um rtes elementos da psicose depressiva, nue longo praío nheclmento da perda da vontade, com intetirldade da Inteligência t dn Ideaçfio. Igualmente a aulu-

«cusaçao, como se vê do sondo

"Mea Culpa"!

"Se nada hi que me aqueça esta (rie», Se estou cheio de fel e de trtS'cMi., E' de crer que sú eu se)s o culpado!

Outro sintoma, talvez o mais ex- presslvo, foi o suiddlri. Mais dc um»

vez refere-ss ao desejo de terminar s viria, repelindo 0 suicídio, poi avesso it' suas crenças morais, on como confessa a falta de coragem, talvez par» dissimular desejando ft misericórdia Oe um eslado Infectuo- so Incidente e terminal, como a le- bre trfúlde. Assim *e pflss;i, em re- (rra. com o melancólico, a quem tnl- tela a iriél» de suicídio e a rnb>- te, a el» sucumbindo, por fin»!. no último lance do drama patológico.

O relativo .desenvolvimento ibem se vé. apenas em superfície», dado .a eate capitulo, s? explica pelo pon-

/oílio.<

-Clunc" e "Planalto" - vem lhe.

divulgando os conlot originai*.

Jà sc rtfirmoii a originalidade ifo»

fews tilhta cerebrais, portanto nem ."('."» rrc-ttfK i-liiui™. \ã<-, '<#(•

romances ultra-sttUettros come, "Cl- lilnaçáo" de fen de Queiroz, nem

F. ve/a a felicidade d

taquistas conhecidos, f' vigorosa earicalhntta. Sà um sendo do ridículo ir.

eel d

Encarna sempre n pn-ieí ffe pessoa c.ipirlto Aiorraga to do ambiente e da do em destaque a cor capaz dos mais altos telha

nenhin >. iis-

sas agudos de ceticismo nas suas 'i- nl-us. ,'irt ninrtn e.rpfosdes mrcdJtico».

derni-iciflTido rebeldia.

No conto •Marta Mana Enrova-

principalmente, para ressaltar a parte da doença ua obra fenomenal do filósofo, do pensador e do poetA.

Nlo é que como médico queira va- lorliar & doença, nlis- paradoxal- mente benfellora. no iropismo da luz intelectual.

Rio. abril. 1943.

duma finura volátil, dum ¦¦

etiadeano: "a çlõria „ini:

parecia uma glória lugida. , ta como uma bortioleín no Sua üntaxe brasileira i i ttcaliAaSe caridosa e du-r,- torça txpressional. E' prcel ríipa.' o miíor i um talmlo' (fe e.rpeeisrtej. Há no icu et.

opala procissões dr !rate<

"bem jitntinhame.ntr comi,.*

rl fwffrto", "(flo ealma-ifei- Maria i um Selo "etwifeic ffow gostosa tlufncia. eom '.

ambiental e própria t ircp efromiis fontieriffisoj do 1 ccníof sdo freeAoj rfrldoi 1.

ta de mnfftie, emaçfío e nr

lenla. lltUJ

William Sndler iTlirnry and pn rc of Psyililalrv, tniíOI,

Outras otuerviçúcs de Intelectuais colnKla mr'11'.Hla. a|.anlindo.s nn m.*s- ma rede dt depresifto meiaucúllcfc

SUCURSAL DE "DOM

CASMURRO"

EM SÃO PAULO

Diretor: NELSON VAINER

RUA BARÃO DE ITAPETININGA, 247

2," oada. _ialo 12

CONTINUA O MISTÉRIO DA AMEAÇA INVISÍVEL!

Lancha* e aviões que ninguém vè.

Enigmas alucinantes. Perigos.

TIME TOM NA MAIOR AVENTURA DE CONTRA-ESPIONAGEM!

Dois palrulheiros que enfrentam todos os riscos em defesa da pátria!

EMPOLGANTE

TIM e TOM

E M

AMEAÇA INVISÍVEL

história maravilhosa de

MOJE! O Globo Juvenil

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