GESTÃO DA QUALIDADE
U N I D A D E 2
FERRAMENTAS DA QUALIDADE
NARA STEFANO
Unidade 2 | Introdução
As pessoas lidam com a questão da qualidade contínua e diariamente. Neste contexto, como as organizações controlam a qualidade? Para isso existem ferramentas, das mais simples às mais complexas.
Unidade 2| Objetivos
• Descrever a visão geral das ferramentas da qualidade.
• Identificar as ferramentas de suporte da qualidade.
• Diferenciar as sete ferramentas da qualidade.
• Explicar como se dá o Controle Estatístico do Processo (CEP).
VISÃO GERAL DAS FERRAMENTAS DE CONTROLE DA QUALIDADE
A melhoria da qualidade e a redução do tempo do ciclo produtivo não são mais modismos ou slogans, mas se tornaram os problemas de sobrevivência do século XXI.
Embora cada empresa desenvolva suas práticas em um ambiente único, com suas próprias oportunidades e seus próprios problemas, há características comuns.
Um dos princípios básicos da qualidade total é o gerenciamento por fatos, ou seja, é a capacidade de tomar decisões e encontrar soluções rápidas para os problemas.
O gerenciamento por fatos requer que cada decisão, cada solução para um problema seja baseada em dados relevantes e análises apropriadas.
• Diferentes tipos de empresas se beneficiam com a implementação de práticas específicas de Total Quality Management (TQM).
• A Qualidade é um conceito muito incompreendido.
Para muitos, sua melhoria significa que deve haver mais inspeção.
• A integração de ferramentas e técnicas é fundamental para que o TQM não seja um programa de sobreposição.
• Portanto, as ferramentas de controle da qualidade podem facilitar essa tarefa a qualquer indivíduo.
T Q M
Total Quality Management
AS SETE FERRAMENTAS DE CONTROLE DA QUALIDADE
As sete ferramentas discutidas a seguir representam aquelas aceitas como básicas da qualidade total.
• Diagrama de Pareto
80% dos problemas de qualidade em uma organização são causados por 20% dos problemas.
Folha de verificação
São formulários usados para coletar dados sistematicamente, também ajudam o usuário a organizar os dados para uso posterior.
Histograma
São usados para traçar a frequência da ocorrência. Para tanto há dois tipos de dados:
atributos e variáveis.
Histograma
Atributos – é algo que o produto de saída do processo possui ou não.
Variáveis – algo que resulta da medição.
A T R I B U T O S
Gráfico de controle
A operação é baseada em evidências de pequenas amostras colhidas aleatoriamente durante um processo.
Estratificação
Envolve averiguar a causa de um problema agrupando dados em categorias.
Diagrama de causa e efeito (ou diagrama de Ishikawa)
Mostra as causas de um evento e é usado para a fabricação e no desenvolvimento de produtos.
Diagrama de dispersão
É usado para determinar a correlação (relacionamento) entre duas
características (variáveis).
FERRAMENTAS DE SUPORTE DO CONTROLE DA QUALIDADE
Círculos de Controle da Qualidade (CCQ) É um pequeno grupo de colaboradores (de 5 a 10), da mesma área de trabalho que se reúne para contribuir para a melhoria da
empresa.
Brainstorming
Os participantes são incentivados a compartilhar quaisquer ideias que venham à mente (evidentemente, que seja útil para resolver algum problema). Todas as ideias são consideradas válidas.
Benchmarking
Mede operações, produtos e serviços de uma organização em relação aos de seus concorrentes.
5W1H (what, who, when, where, why e how)
É usado tanto na resolução de problemas quanto no planejamento de projetos.
Poka-yoke
É uma ferramenta de controle da qualidade altamente eficaz e reconhece que cometer erros faz parte do ser humano.
WRONG WAY
RIGHT WAY
CONTROLE ESTATÍSTICO DO PROCESSO (CEP)
Origem: 1931, no livro The Economic Control of Quality of Manufactured Product, de Walter Shewhart.
Por meio do uso de métodos estatísticos, podiam sinalizar que o processo estava sob controle ou sendo afetado por causas especiais.
Os gráficos de controle usados hoje são o ‘coração’
do CEP.
Para compreender o CEP é necessário examinar cinco pontos principais: controle de variação, melhoria contínua, previsibilidade de processos, eliminação de desperdícios e inspeção de produtos.
1. Controle de variação
A variação, em qualquer processo, é inimiga da qualidade. Resulta de dois tipos de causas:
especiais e naturais.
2. Melhoria contínua
Elemento essencial da qualidade total. Geralmente, é a melhoria dos processos que produz produtos e serviços aprimorados.
3. Previsibilidade de processos
No mercado altamente competitivo de hoje, as organizações devem ter processos previsíveis, estáveis e consistentes.
4. Eliminação de desperdícios
Na maioria dos casos, o desperdício resulta de processos fora de controle. Processos são adversamente influenciados por causas especiais de variação.
5. Inspeção de produtos
É prática normal inspecionar os produtos enquanto estão sendo fabricados (inspeção em processo) e depois de acabados (inspeção final).
Portanto, as técnicas de CEP selecionam uma amostra representativa, simples e aleatória da ‘população’, que pode ser uma entrada ou saída de um processo.