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Jogos de formação de redes

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Academic year: 2022

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(1)

Jogos de formação de redes

Jogo de conexão local:

n jogadores vão formar um grafo com n vértices

estratégia de cada jogador: vértices com quem se liga

(2)

Jogos de formação de redes

Jogo de conexão local:

n jogadores vão formar um grafo com n vértices

estratégia de cada jogador: vértices com quem se liga Dadas as escolhas dos jogadores, temos um grafo G. Qual é o custo de G para cada jogador?

(3)

Jogos de formação de redes

Jogo de conexão local:

n jogadores vão formar um grafo com n vértices

estratégia de cada jogador: vértices com quem se liga Dadas as escolhas dos jogadores, temos um grafo G. Qual é o custo de G para cada jogador?

Custo por ligação: α > 0 Custo por distâncias:

soma da distância em G a cada outro vértice

(4)

Jogos de formação de redes

Jogo de conexão local:

n jogadores vão formar um grafo com n vértices

estratégia de cada jogador: vértices com quem se liga Dadas as escolhas dos jogadores, temos um grafo G. Qual é o custo de G para cada jogador?

Custo por ligação: α > 0 Custo por distâncias:

soma da distância em G a cada outro vértice cv(G) = α |Nv| + X

u∈[n]

dG(u, v),

onde Nv é o conjunto de vértices a quem v se ligou.

(5)

Exemplo

(6)

Exemplo

Para α = 2, temos os seguintes custos:

vértice verde: 4 + (1 + 1 + 1 + 2 + 3) = 4 + 8 = 12 vértice azul: 4 + (1 + 1 + 1 + 1 + 2) = 4 + 6 = 10

vértice marrom: 2 + (1 + 2 + 2 + 3 + 3) = 2 + 11 = 13

(7)

Exemplo

Para α = 2, temos os seguintes custos:

vértice verde: 4 + (1 + 1 + 1 + 2 + 3) = 4 + 8 = 12 vértice azul: 4 + (1 + 1 + 1 + 1 + 2) = 4 + 6 = 10

vértice marrom: 2 + (1 + 2 + 2 + 3 + 3) = 2 + 11 = 13 É um equilíbrio?

(8)

Exemplo

Para α = 2, temos os seguintes custos:

vértice verde: 4 + (1 + 1 + 1 + 2 + 3) = 4 + 8 = 12 vértice azul: 4 + (1 + 1 + 1 + 1 + 2) = 4 + 6 = 10

vértice marrom: 2 + (1 + 2 + 2 + 3 + 3) = 2 + 11 = 13 É um equilíbrio?

Não... o verde por exemplo pode melhorar...

(9)

Exemplo

Para α = 2, temos os seguintes custos:

vértice verde: 4 + (1 + 1 + 1 + 2 + 3) = 4 + 8 = 12 vértice azul: 4 + (1 + 1 + 1 + 1 + 2) = 4 + 6 = 10 O verde pode melhorar:

(10)

Exemplo

Para α = 2, temos os seguintes custos:

vértice verde: 4 + (1 + 1 + 1 + 2 + 3) = 4 + 8 = 12 vértice azul: 4 + (1 + 1 + 1 + 1 + 2) = 4 + 6 = 10 Se o verde se desligar do azul seu custo cai para

2 + (1 + 2 + 1 + 2 + 3) = 2 + 9 = 11 < 12

(11)

Exemplo

Para α = 2, temos os seguintes custos:

vértice verde: 4 + (1 + 1 + 1 + 2 + 3) = 4 + 8 = 12 vértice azul: 4 + (1 + 1 + 1 + 1 + 2) = 4 + 6 = 10 Se o verde se desligar do azul seu custo cai para

2 + (1 + 2 + 1 + 2 + 3) = 2 + 9 = 11 < 12

(12)

O Lema

Lema: Se um grafo G é um equilíbro com diâmetro d,

então seu custo social é O(d) vezes o custo social ótimo.

(13)

O Lema

Lema: Se um grafo G é um equilíbro com diâmetro d,

então seu custo social é O(d) vezes o custo social ótimo.

Prova: Ótimo tem custo Ω(α n + n2),

pois o grafo tem que ser conexo (m ≥ n − 1).

(14)

O Lema

Lema: Se um grafo G é um equilíbro com diâmetro d,

então seu custo social é O(d) vezes o custo social ótimo.

Prova: Ótimo tem custo Ω(α n + n2),

pois o grafo tem que ser conexo (m ≥ n − 1).

Se G tem diâmetro d, o custo das distâncias é O(dn2).

(15)

O Lema

Lema: Se um grafo G é um equilíbro com diâmetro d,

então seu custo social é O(d) vezes o custo social ótimo.

Prova: Ótimo tem custo Ω(α n + n2),

pois o grafo tem que ser conexo (m ≥ n − 1).

Se G tem diâmetro d, o custo das distâncias é O(dn2). Quebramos o custo das arestas em duas partes:

arestas de corte

arestas não de corte

(16)

O Lema

Lema: Se um grafo G é um equilíbro com diâmetro d,

então seu custo social é O(d) vezes o custo social ótimo.

Prova: Ótimo tem custo Ω(α n + n2),

pois o grafo tem que ser conexo (m ≥ n − 1).

Se G tem diâmetro d, o custo das distâncias é O(dn2). Quebramos o custo das arestas em duas partes:

arestas de corte

arestas não de corte

No máximo n − 1 arestas de corte.

(17)

O Lema

Lema: Se um grafo G é um equilíbro com diâmetro d,

então seu custo social é O(d) vezes o custo social ótimo.

Prova: Ótimo tem custo Ω(α n + n2),

pois o grafo tem que ser conexo (m ≥ n − 1).

Se G tem diâmetro d, o custo das distâncias é O(dn2). Quebramos o custo das arestas em duas partes:

arestas de corte

arestas não de corte

No máximo n − 1 arestas de corte.

Então arestas de corte custam menos que α n.

(18)

Arestas não de corte

Lema: Se um grafo G é um equilíbro com diâmetro d,

então seu custo social é O(d) vezes o custo social ótimo.

Prova: Ótimo tem custo Ω(α n + n2),

pois o grafo tem que ser conexo (m ≥ n − 1).

Se G tem diâmetro d, o custo das distâncias é O(dn2). Arestas de corte custam menos que α n.

Falta contabilizar o custo das arestas não de corte.

(19)

Arestas não de corte

Lema: Se um grafo G é um equilíbro com diâmetro d,

então seu custo social é O(d) vezes o custo social ótimo.

Prova: Ótimo tem custo Ω(α n + n2),

pois o grafo tem que ser conexo (m ≥ n − 1).

Se G tem diâmetro d, o custo das distâncias é O(dn2). Arestas de corte custam menos que α n.

Falta contabilizar o custo das arestas não de corte.

Vamos mostrar que:

cada vértice paga O(nd) por O(nd/α) arestas não de corte.

(20)

Arestas não de corte

Lema: Se um grafo G é um equilíbro com diâmetro d,

então seu custo social é O(d) vezes o custo social ótimo.

Prova: Ótimo tem custo Ω(α n + n2),

pois o grafo tem que ser conexo (m ≥ n − 1).

Se G tem diâmetro d, o custo das distâncias é O(dn2). Arestas de corte custam menos que α n.

Falta contabilizar o custo das arestas não de corte.

Vamos mostrar que:

cada vértice paga O(nd) por O(nd/α) arestas não de corte.

Disso segue que custo total destas arestas é O(n2d).

(21)

Arestas não de corte

Lema: Se um grafo G é um equilíbro com diâmetro d,

então seu custo social é O(d) vezes o custo social ótimo.

Prova: Falta mostrar que:

cada vértice paga por O(nd/α) arestas não de corte.

(22)

Arestas não de corte

Lema: Se um grafo G é um equilíbro com diâmetro d,

então seu custo social é O(d) vezes o custo social ótimo.

Prova: Falta mostrar que:

cada vértice paga por O(nd/α) arestas não de corte.

Para cada vértice u e cada aresta e = uv paga por u,

Ve: conjunto dos w tq todo caminho mínimo de u a w usa e.

u

e v Ve

(23)

Arestas não de corte

Lema: Se um grafo G é um equilíbro com diâmetro d,

então seu custo social é O(d) vezes o custo social ótimo.

Prova: Falta mostrar que:

cada vértice paga por O(nd/α) arestas não de corte.

Para cada vértice u e cada aresta e = uv paga por u,

Ve: conjunto dos w tq todo caminho mínimo de u a w usa e.

u

e v Ve

Ao remover e, a distância de u aos vértices de Ve (e só a eles) aumenta.

(24)

Arestas não de corte

Lema: Se um grafo G é um equilíbro com diâmetro d,

então seu custo social é O(d) vezes o custo social ótimo.

Prova: Falta mostrar que:

cada vértice paga por O(nd/α) arestas não de corte.

Para cada vértice u e cada aresta e = uv paga por u,

Ve: conjunto dos w tq todo caminho mínimo de u a w usa e.

u

e v Ve

Ao remover e, a distância de u aos vértices de Ve (e só a eles) aumenta. Aumenta de quanto?

(25)

Arestas não de corte

Seja C um circuito de comprimento mínimo contendo e.

u

v C

e

w

Seja w o vértice mais distante de u em C.

(26)

Arestas não de corte

Seja C um circuito de comprimento mínimo contendo e.

u

v C

e

w

Seja w o vértice mais distante de u em C.

Note que o trecho Cuw é um caminho mínimo em G, logo tem comprimento no máximo d.

Analogamente, o trecho Cvw é um caminho mínimo em G, logo tem comprimento no máximo d.

(27)

Arestas não de corte

Seja C um circuito de comprimento mínimo contendo e.

u

v C

e

w

Seja w o vértice mais distante de u em C.

Note que o trecho Cuw é um caminho mínimo em G, logo tem comprimento no máximo d.

Analogamente, o trecho Cvw é um caminho mínimo em G, logo tem comprimento no máximo d.

Assim sendo d(u, v) após a remoção de e é no máximo 2d.

(28)

Arestas não de corte

Falta: cada vértice paga por O(nd/α) arestas não de corte.

Para cada vértice u e cada aresta e = uv paga por u,

Ve: conjunto dos w tq todo caminho mínimo de u a w usa e. Ao remover e, a distância de u aos vértices de Ve

(e só a eles) aumenta. Aumenta de quanto?

(29)

Arestas não de corte

Falta: cada vértice paga por O(nd/α) arestas não de corte.

Para cada vértice u e cada aresta e = uv paga por u,

Ve: conjunto dos w tq todo caminho mínimo de u a w usa e. Ao remover e, a distância de u aos vértices de Ve

(e só a eles) aumenta. Aumenta de quanto?

Distância de u a v sobe para no máximo 2d.

(30)

Arestas não de corte

Falta: cada vértice paga por O(nd/α) arestas não de corte.

Para cada vértice u e cada aresta e = uv paga por u,

Ve: conjunto dos w tq todo caminho mínimo de u a w usa e. Ao remover e, a distância de u aos vértices de Ve

(e só a eles) aumenta. Aumenta de quanto?

Distância de u a v sobe para no máximo 2d.

Então custo de u desce de α, e sobe de no máximo 2d|Ve|. Ou seja, 2d|Ve| ≥ α e |Ve| ≥ α/2d.

(31)

Arestas não de corte

Falta: cada vértice paga por O(nd/α) arestas não de corte.

Para cada vértice u e cada aresta e = uv paga por u,

Ve: conjunto dos w tq todo caminho mínimo de u a w usa e. Ao remover e, a distância de u aos vértices de Ve

(e só a eles) aumenta. Aumenta de quanto?

Distância de u a v sobe para no máximo 2d.

Então custo de u desce de α, e sobe de no máximo 2d|Ve|. Ou seja, 2d|Ve| ≥ α e |Ve| ≥ α/2d.

Ve’s são disjuntos, logo n/(α/2d) = 2dn/α = O(dn/α) Ve’s.

(32)

Arestas não de corte

Falta: cada vértice paga por O(nd/α) arestas não de corte.

Para cada vértice u e cada aresta e = uv paga por u,

Ve: conjunto dos w tq todo caminho mínimo de u a w usa e. Ao remover e, a distância de u aos vértices de Ve

(e só a eles) aumenta. Aumenta de quanto?

Distância de u a v sobe para no máximo 2d.

Então custo de u desce de α, e sobe de no máximo 2d|Ve|. Ou seja, 2d|Ve| ≥ α e |Ve| ≥ α/2d.

Ve’s são disjuntos, logo n/(α/2d) = 2dn/α = O(dn/α) Ve’s.

Então cada vértice paga por O(nd/α) arestas não de corte.

(33)

Mais sobre preço da anarquia

Para α < 1, o grafo completo é o único equilíbrio,

e é solução ótima: o preço da anarquia é 1 para α < 1. Fabrikant, Luthra, Maneva, e Papadimitriou (2003)

Teorema: O diâmetro de um equilíbrio é no máximo 2√ α, e portanto o preço da anarquia é O(√

α).

(34)

Mais sobre preço da anarquia

Para α < 1, o grafo completo é o único equilíbrio,

e é solução ótima: o preço da anarquia é 1 para α < 1. Fabrikant, Luthra, Maneva, e Papadimitriou (2003)

Teorema: O diâmetro de um equilíbrio é no máximo 2√ α, e portanto o preço da anarquia é O(√

α). Lin (2003) e independentemente

Albers, Eilts, Even-Dar, Mansour e Rodittyt (2006) Teorema: O preço da anarquia é O(1) se α = O(√

n). Em geral, o preço da anarquia é O(1 + α/√

n).

(35)

Segundo resultado

Teorema: O preço da anarquia é O(1) se α = O(√ n). Em geral, o preço da anarquia é O(1 + α/√

n).

(36)

Segundo resultado

Teorema: O preço da anarquia é O(1) se α = O(√ n). Em geral, o preço da anarquia é O(1 + α/√

n). Prova: Seja d = d(u, v) e d = ⌊d−41⌋.

(37)

Segundo resultado

Teorema: O preço da anarquia é O(1) se α = O(√ n). Em geral, o preço da anarquia é O(1 + α/√

n).

Prova: Seja d = d(u, v) e d = ⌊d−41⌋.

B: conjunto dos vértices à distância no máximo d de u.

u

v B

d

(38)

Segundo resultado

Teorema: O preço da anarquia é O(1) se α = O(√ n). Em geral, o preço da anarquia é O(1 + α/√

n).

Prova: Seja d = d(u, v) e d = ⌊d−41⌋.

B: conjunto dos vértices à distância no máximo d de u.

u

v B

d

Se v pagar por uv, a distância de v a cada vértice de B, que era pelo menos d − d, cai para no máximo d + 1.

(39)

Segundo resultado

Teorema: O preço da anarquia é O(1) se α = O(√ n). Em geral, o preço da anarquia é O(1 + α/√

n).

Prova: Seja d = d(u, v) e d = ⌊d−41⌋.

B: conjunto dos vértices à distância no máximo d de u.

u

v B

d

Se v pagar por uv, a distância de v a cada vértice de B, que era pelo menos d − d, cai para no máximo d + 1.

(40)

Segundo resultado

Teorema: O preço da anarquia é O(1) se α = O(√ n). Em geral, o preço da anarquia é O(1 + α/√

n). Prova: Seja d = d(u, v) e d = ⌊d−41⌋.

B: conjunto dos vértices à distância no máximo d de u. Se G é um equilíbrio, α ≥ (d − 1)|B|/2.

(41)

Segundo resultado

Teorema: O preço da anarquia é O(1) se α = O(√ n). Em geral, o preço da anarquia é O(1 + α/√

n). Prova: Seja d = d(u, v) e d = ⌊d−41⌋.

B: conjunto dos vértices à distância no máximo d de u. Se G é um equilíbrio, α ≥ (d − 1)|B|/2.

Aw: conjunto dos vértices t 6∈ B tq

Aw: há caminho mínimo de u a t que deixa B por w.

u

w v B t

(42)

Segundo resultado

Teorema: O preço da anarquia é O(1) se α = O(√ n). Em geral, o preço da anarquia é O(1 + α/√

n). Prova: Seja d = d(u, v) e d = ⌊d−41⌋.

B: conjunto dos vértices à distância no máximo d de u. Se G é um equilíbrio, α ≥ (d − 1)|B|/2.

Aw: conjunto dos vértices t 6∈ B tq

Aw: há caminho mínimo de u a t que deixa B por w.

u

w v B t

Se Aw 6= ∅, então d(u, w) = d.

(43)

Segundo resultado

Teorema: O preço da anarquia é O(1) se α = O(√ n). Em geral, o preço da anarquia é O(1 + α/√

n). Prova: Seja d = d(u, v) e d = ⌊d−41⌋.

B: conjunto dos vértices à distância no máximo d de u. Se G é um equilíbrio, α ≥ (d − 1)|B|/2.

Aw: conjunto dos vértices t 6∈ B tq

Aw: há caminho mínimo de u a t que deixa B por w.

u

w v B t

Se Aw 6= ∅, então d(u, w) = d.

Se u pagar por uw, economiza |A |(d − 1).

(44)

Segundo resultado

Teorema: O preço da anarquia é O(1) se α = O(√ n). Em geral, o preço da anarquia é O(1 + α/√

n). Prova: Seja d = d(u, v) e d = ⌊d−41⌋.

B: conjunto dos vértices à distância no máximo d de u. Se G é um equilíbrio, α ≥ (d − 1)|B|/2.

Aw: conjunto dos vértices t tq

Aw: há caminho mínimo de u a t que deixa B por w. Se u pagar por uw, economiza |Aw|(d − 1).

(45)

Segundo resultado

Teorema: O preço da anarquia é O(1) se α = O(√ n). Em geral, o preço da anarquia é O(1 + α/√

n). Prova: Seja d = d(u, v) e d = ⌊d−41⌋.

B: conjunto dos vértices à distância no máximo d de u. Se G é um equilíbrio, α ≥ (d − 1)|B|/2.

Aw: conjunto dos vértices t tq

Aw: há caminho mínimo de u a t que deixa B por w. Se u pagar por uw, economiza |Aw|(d − 1).

Logo α ≥ |Aw|(d − 1).

(46)

Segundo resultado

Teorema: O preço da anarquia é O(1) se α = O(√ n). Em geral, o preço da anarquia é O(1 + α/√

n). Prova: Seja d = d(u, v) e d = ⌊d−41⌋.

B: conjunto dos vértices à distância no máximo d de u. Se G é um equilíbrio, α ≥ (d − 1)|B|/2.

Aw: conjunto dos vértices t tq

Aw: há caminho mínimo de u a t que deixa B por w. Se u pagar por uw, economiza |Aw|(d − 1).

Logo α ≥ |Aw|(d − 1).

Note que existe w tq |Aw| ≥ (n − |B|)/|B|.

(47)

Segundo resultado

Teorema: O preço da anarquia é O(1) se α = O(√ n). Em geral, o preço da anarquia é O(1 + α/√

n). Prova: Seja d = d(u, v) e d = ⌊d−41⌋.

B: conjunto dos vértices à distância no máximo d de u. Se G é um equilíbrio, α ≥ (d − 1)|B|/2.

Aw: conjunto dos vértices t tq

Aw: há caminho mínimo de u a t que deixa B por w. Se u pagar por uw, economiza |Aw|(d − 1).

Logo α ≥ |Aw|(d − 1).

Note que existe w tq |Aw| ≥ (n − |B|)/|B|.

Combinando, concluímos que α ≥ (d − 1)(n − |B|)/|B|.

(48)

Segundo resultado

Teorema: O preço da anarquia é O(1) se α = O(√ n). Em geral, o preço da anarquia é O(1 + α/√

n). Prova: Seja d = d(u, v) e d = ⌊d−41⌋.

B: conjunto dos vértices à distância no máximo d de u. Se G é um equilíbrio, α ≥ (d − 1)|B|/2.

Concluímos também que α ≥ (d − 1)(n − |B|)/|B|.

(49)

Segundo resultado

Teorema: O preço da anarquia é O(1) se α = O(√ n). Em geral, o preço da anarquia é O(1 + α/√

n). Prova: Seja d = d(u, v) e d = ⌊d−41⌋.

B: conjunto dos vértices à distância no máximo d de u. Se G é um equilíbrio, α ≥ (d − 1)|B|/2.

Concluímos também que α ≥ (d − 1)(n − |B|)/|B|. Portanto |B|(1 + α/(d − 1)) ≥ n.

(50)

Segundo resultado

Teorema: O preço da anarquia é O(1) se α = O(√ n). Em geral, o preço da anarquia é O(1 + α/√

n). Prova: Seja d = d(u, v) e d = ⌊d−41⌋.

B: conjunto dos vértices à distância no máximo d de u. Se G é um equilíbrio, α ≥ (d − 1)|B|/2.

Concluímos também que α ≥ (d − 1)(n − |B|)/|B|. Portanto |B|(1 + α/(d − 1)) ≥ n.

E, como α > d > d, vale que |B| ≥ n(d − 1)/2α.

(51)

Segundo resultado

Teorema: O preço da anarquia é O(1) se α = O(√ n). Em geral, o preço da anarquia é O(1 + α/√

n). Prova: Seja d = d(u, v) e d = ⌊d−41⌋.

B: conjunto dos vértices à distância no máximo d de u. Se G é um equilíbrio, α ≥ (d − 1)|B|/2.

E vale que |B| ≥ n(d − 1)/2α.

(52)

Segundo resultado

Teorema: O preço da anarquia é O(1) se α = O(√ n). Em geral, o preço da anarquia é O(1 + α/√

n). Prova: Seja d = d(u, v) e d = ⌊d−41⌋.

B: conjunto dos vértices à distância no máximo d de u. Se G é um equilíbrio, α ≥ (d − 1)|B|/2.

E vale que |B| ≥ n(d − 1)/2α.

Então α ≥ (d − 1)|B|/2 ≥ (d − 1)n(d − 1)/4α ≥ n(d − 1)2/α.

(53)

Segundo resultado

Teorema: O preço da anarquia é O(1) se α = O(√ n). Em geral, o preço da anarquia é O(1 + α/√

n). Prova: Seja d = d(u, v) e d = ⌊d−41⌋.

B: conjunto dos vértices à distância no máximo d de u. Se G é um equilíbrio, α ≥ (d − 1)|B|/2.

E vale que |B| ≥ n(d − 1)/2α.

Então α ≥ (d − 1)|B|/2 ≥ (d − 1)n(d − 1)/4α ≥ n(d − 1)2/α. Ou seja, α2 ≥ n(d − 1)2, e

(54)

Segundo resultado

Teorema: O preço da anarquia é O(1) se α = O(√ n). Em geral, o preço da anarquia é O(1 + α/√

n). Prova: Seja d = d(u, v) e d = ⌊d−41⌋.

B: conjunto dos vértices à distância no máximo d de u. Se G é um equilíbrio, α ≥ (d − 1)|B|/2.

E vale que |B| ≥ n(d − 1)/2α.

Então α ≥ (d − 1)|B|/2 ≥ (d − 1)n(d − 1)/4α ≥ n(d − 1)2/α. Ou seja, α2 ≥ n(d − 1)2, e

d ≤ 4(d + 1) ≤ 4d + 4 = 4(d − 1) + 8 ≤ 4α/√

n + 8.

(55)

Segundo resultado

Teorema: O preço da anarquia é O(1) se α = O(√ n). Em geral, o preço da anarquia é O(1 + α/√

n). Prova: Seja d = d(u, v) e d = ⌊d−41⌋.

B: conjunto dos vértices à distância no máximo d de u. Se G é um equilíbrio, α ≥ (d − 1)|B|/2.

E vale que |B| ≥ n(d − 1)/2α.

Então α ≥ (d − 1)|B|/2 ≥ (d − 1)n(d − 1)/4α ≥ n(d − 1)2/α. Ou seja, α2 ≥ n(d − 1)2, e

d ≤ 4(d + 1) ≤ 4d + 4 = 4(d − 1) + 8 ≤ 4α/√

n + 8. Do Lema da aula passada então PoA = O(1 + α/√

n).

(56)

Jogo de conexão global

Seja G = (V, E) um digrafo com custo ce para cada e em E.

(57)

Jogo de conexão global

Seja G = (V, E) um digrafo com custo ce para cada e em E. k jogadores, cada um com um par de vértices (si, ti).

(58)

Jogo de conexão global

Seja G = (V, E) um digrafo com custo ce para cada e em E. k jogadores, cada um com um par de vértices (si, ti).

Estratégia do jogador i: caminho de si a ti em G.

(59)

Jogo de conexão global

Seja G = (V, E) um digrafo com custo ce para cada e em E. k jogadores, cada um com um par de vértices (si, ti).

Estratégia do jogador i: caminho de si a ti em G.

custo para i do vetor de estratégias S = (P1, . . . , Pk): custoi(S) = X

ePi

ce ke,

onde ke é o número de caminhos em S que usam e.

(60)

Jogo de conexão global

Seja G = (V, E) um digrafo com custo ce para cada e em E. k jogadores, cada um com um par de vértices (si, ti).

Estratégia do jogador i: caminho de si a ti em G.

custo para i do vetor de estratégias S = (P1, . . . , Pk): custoi(S) = X

ePi

ce ke,

onde ke é o número de caminhos em S que usam e.

Custo social cs(S): soma do custo das arestas em iPi.

(61)

Problema de Steiner Generalizado

Seja G = (V, E) um digrafo com custo ce para cada e em E, e pares de vértices (si, ti), para i = 1, . . . , k.

(62)

Problema de Steiner Generalizado

Seja G = (V, E) um digrafo com custo ce para cada e em E, e pares de vértices (si, ti), para i = 1, . . . , k.

Problema: Encontrar um subgrafo de G de custo mínimo que contém um caminho de si a ti, para i = 1, . . . , k.

(63)

Problema de Steiner Generalizado

Seja G = (V, E) um digrafo com custo ce para cada e em E, e pares de vértices (si, ti), para i = 1, . . . , k.

Problema: Encontrar um subgrafo de G de custo mínimo que contém um caminho de si a ti, para i = 1, . . . , k.

Esse problema é NP-difícil, mas

é com ele que vamos comparar o custo dos equilíbrios.

(64)

Problema de Steiner Generalizado

Seja G = (V, E) um digrafo com custo ce para cada e em E, e pares de vértices (si, ti), para i = 1, . . . , k.

Problema: Encontrar um subgrafo de G de custo mínimo que contém um caminho de si a ti, para i = 1, . . . , k.

Esse problema é NP-difícil, mas

é com ele que vamos comparar o custo dos equilíbrios.

Ou seja, o custo social ótimo do jogo é o custo da solução do correspondente problema de Steiner generalizado.

(65)

Exemplo

k jogadores, todos com o mesmo s e t. s

t

1 k

(66)

Exemplo

k jogadores, todos com o mesmo s e t. s

t

1 k

Ótimo: todos pela aresta de custo 1.

(67)

Exemplo

k jogadores, todos com o mesmo s e t. s

t

1 k

Ótimo: todos pela aresta de custo 1.

Isso é um equilíbrio: PoE = 1

(68)

Exemplo

k jogadores, todos com o mesmo s e t. s

t

1 k

Ótimo: todos pela aresta de custo 1.

Isso é um equilíbrio: PoE = 1

Outro equilíbrio: todos pela aresta de custo k...

(69)

Exemplo

k jogadores, todos com o mesmo s e t. s

t

1 k

Ótimo: todos pela aresta de custo 1.

Isso é um equilíbrio: PoE = 1

Outro equilíbrio: todos pela aresta de custo k...

PoA = k

(70)

Exemplo

k jogadores, todos com o mesmo t.

s

s1 s2 sk−1 sk t

. . . 0 0 0 0

1 1

2 1

k−1 1 k

1 + ǫ

(71)

Exemplo

k jogadores, todos com o mesmo t.

s

s1 s2 sk−1 sk t

. . . 0 0 0 0

1 1

2 1

k−1 1 k

1 + ǫ

Ótimo: todos por s, a um custo total de 1 + ǫ.

(72)

Exemplo

k jogadores, todos com o mesmo t.

s

s1 s2 sk−1 sk t

. . . 0 0 0 0

1 1

2 1

k−1 1 k

1 + ǫ

Ótimo: todos por s, a um custo total de 1 + ǫ.

Mas isso não é um equilíbrio: k está insatisfeito.

(73)

Exemplo

k jogadores, todos com o mesmo t.

s

s1 s2 sk−1 sk t

. . . 0 0 0 0

1 1

2 1

k−1 1 k

1 + ǫ

Ótimo: todos por s, a um custo total de 1 + ǫ.

Mas isso não é um equilíbrio: k está insatisfeito.

Único equilíbrio: todos diretamente para t...

(74)

Exemplo

k jogadores, todos com o mesmo t.

s

s1 s2 sk−1 sk t

. . . 0 0 0 0

1 1

2 1

k−1 1 k

1 + ǫ

Ótimo: todos por s, a um custo total de 1 + ǫ.

Mas isso não é um equilíbrio: k está insatisfeito.

Único equilíbrio: todos diretamente para t...

cs = Pk

i=1 1

i = Hk e portanto PoE = PoA = Hk.

(75)

Aula que vem

Teorema: Qualquer instância do jogo de conexão global tem um equilíbrio puro.

(76)

Aula que vem

Teorema: Qualquer instância do jogo de conexão global tem um equilíbrio puro.

Teorema: O preço da estabilidade do jogo de conexão global com k jogadores é no máximo Hk.

(77)

Aula que vem

Teorema: Qualquer instância do jogo de conexão global tem um equilíbrio puro.

Teorema: O preço da estabilidade do jogo de conexão global com k jogadores é no máximo Hk.

A prova destes resultados usa função potencial.

(78)

Aula que vem

Teorema: Qualquer instância do jogo de conexão global tem um equilíbrio puro.

Teorema: O preço da estabilidade do jogo de conexão global com k jogadores é no máximo Hk.

A prova destes resultados usa função potencial.

A prova é mais geral, para jogos de potencial.

Referências

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