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TRIBUNAL DE CONTAS DO ESTADO DE SÃO PAULO

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Academic year: 2021

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SENTENÇA DA AUDITORA SILVIA MONTEIRO

PROCESSO: TC-1375/026/10

ÓRGÃO: CONSÓRCIO INTERMUNICIPAL DE SAÚDE CIRCUITO

DAS ÁGUAS – LINDÓIA - CONISCA

RESPONSÁVEL: JOSÉ JUSTINO LOPES

ASSUNTO: BALANÇO GERAL DO EXERCÍCIO DE 2010

INSTRUÇÃO: UR-3/DSF-II

RELATÓRIO

Tratam os presentes autos das contas anuais de 2010 do Consórcio Intermunicipal de Saúde Circuito das Águas – Lindóia, acompanhados pelo TC-1375/126/10 que analisou a gestão fiscal do órgão.

O relatório de instrução encontra-se acostado às fls. 45/67, sintetizado na conclusão que apontou ocorrências relacionadas com o déficit orçamentário de 17,81%, com o déficit financeiro que aumentou em 92,88; com as falhas na instrução de licitações e contratos; com o credenciamento de serviços médicos que caracterizou conflito de interesses; com o pagamento de plantão médico; com o não recolhimento de encargos sociais e com o não atendimento das recomendações deste Tribunal.

Após a regular notificação (fls. 69), foram apresentadas as justificativas, acompanhadas de documentos, para todos os apontamentos da fiscalização (fls. 79/421).

A Assessoria Técnica, sob o enfoque técnico-contábil, pronunciou-se pela irregularidade das contas, seguida da manifestação jurídica e da ilustre Chefia de ATJ, Dr. Francisco Roberto Silva Junior, no mesmo sentido (fls.426/429).

Acompanham os autos o expediente TC-3021/003/10, munícipe comunica possíveis irregularidades ocorridas no Consórcio e tratada em item próprio da instrução; o expediente TC-42763/026/12, referente ofício 533/12 do ilustre Promotor de Justiça, Dr. Guilherme Schlittler Oliveira, solicitando informações do presente processado.

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DECISÃO

As atividades desenvolvidas pelo Consórcio de Saúde do Circuito das Águas voltaram-se para consultas, exames e procedimentos vasculares, conforme os objetivos de criação do órgão.

Compõe-se dos municípios de Águas de Lindóia, Lindóia, Serra Negra, Monte Alegre do Sul e Socorro, abrangendo uma população de, pelo menos, 94.174 habitantes, com uma área de 872 Km².

Entretanto, nos aspectos econômico-financeiros, o resultado apresentado na execução do orçamento denota ineficiência de gestão e situação preocupante de continuidade das atividades do Consórcio.

O déficit de 17,81% não é acolhido por esta Corte de Contas, especialmente pelo histórico que tem apresentado nos exercícios anteriores de 6,09% (em 2009), de 17,01% (em 2008) e de 3,02% (em 2007).

Diante da incapacidade de liquidez, a Entidade não conseguiu cumprir seus compromissos com encargos sociais, que necessitou de parcelamento no exercício, além da dívida consolidada líquida que é composta desse débito.

Nesse contexto, está longe de se tornar um centro de referência de especialidades para garantir aos usuários serviços de qualidade, humanizados e de tecnologia, conforme se afirmou no relatório de atividades apresentado com a prestação de contas.

As argumentações de defesa são insuficientes para afastar o caráter prejudicial desse exame.

A simples constatação de que a falta de contribuição por parte dos consorciados inviabiliza a execução do orçamento não resolve a contumaz ocorrência de déficit dele, podendo ser atribuída ao gestor pelas contas examinadas a responsabilização de dano ao erário, tendo em conta, ainda, que não há nenhuma situação extraordinária comprovada para justificar o patrimônio negativo do órgão.

Além disso, as falhas constatadas pela fiscalização não foram satisfatoriamente justificadas pela origem.

Assim, determino ao órgão que providencie um plano de ação para reverter a situação negativa do órgão e submeta ao Conselho de Prefeitos para providências imediatas, comunicando, no prazo de 60 (sessenta) dias, a esta Corte de Contas das decisões aprovadas, pena de, não o fazendo,

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acionamento do disposto no § 1º do artigo 104, da Lei Complementar 709/93, bem como a aplicação do § 1º do artigo 33, do mesmo diploma legal, no julgamento das prestações de contas seguintes.

Da mesma forma, determino ao órgão a provocação dos Poderes Executivo e Legislativo dos municípios partícipes para a solução orçamentária do Consórcio.

Assim, acolho as manifestações unânimes dos Órgãos Técnicos da Casa, visto que as irregularidades constatadas na instrução processual não foram afastadas pela defesa.

Por todo o exposto, e pelos posicionamentos desfavoráveis dos Órgãos Técnicos da Casa, e nos termos do que dispõe a Resolução n° 03/2012 deste Tribunal, JULGO IRREGULARES as contas em exame, nos termos do artigo 33, inciso III, “c”, c.c. artigo 36 da Lei Complementar Estadual nº 709/93, aplicando-se os incisos XV e XXVII do artigo 2° do mesmo diploma legal.

Outrossim, nos termos do artigo 104, inciso II, da Lei Complementar n° 709/93, aplico ao responsável, JOSÉ JUSTINO LOPES, multa no valor de 200(duzentas) UFESP’s.

Decorrido o prazo, sem interposição de recurso, a autoridade deverá ser notificada, nos termos do artigo 86 da Lei Complementar n° 709/93, para pagamento da multa imposta, implicando o não recolhimento, na sua inscrição em dívida ativa. Autorizo vista e extração de cópias dos autos no Cartório do Corpo de Auditores, observadas as cautelas de estilo.

Publique-se por extrato. 1. Ao cartório para:

a) vista e extração de cópias no prazo recursal;

b) certificar;

c) Oficiar à Prefeitura nos termos do inciso XXVII, do artigo 2º, da Lei Complementar Estadual n. 709/93, encaminhando cópia de peças dos autos, devendo, no prazo de 60 dias, este Tribunal ser informado sobre as providências adotadas, sob pena de multa, nos termos do § 1º, do artigo 104, da Lei Complementar n° 709/93, bem como a comunicação do fato ao DD. Ministério Público do Estado, para apuração.

d)Comunicar à Câmara Municipal remetendo-lhe cópia dos presentes documentos, nos termos do artigo 2º,inciso XV da Lei Complementar Estadual n. 709/93.

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e)notificar pessoalmente o Responsável para recolhimento da multa imposta, no prazo de 30 dias;

e)Decorrido o prazo, sem interposição de recurso, a autoridade deverá ser notificada, nos termos do artigo 86 da Lei Complementar n° 709/93, para pagamento da multa imposta, implicando o não recolhimento, na sua inscrição em dívida ativa.

f) encaminhe cópia da sentença ao ilustre promotor de Justiça, Dr. Guilherme Schlittler Oliveira, do expediente TC-42763/026/12.

2. Ao DSF-II para anotações. 3. Após, ao arquivo.

C.A.,10 de março de 2014

SILVIA MONTEIRO AUDITORA

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PROCESSO: TC-1375/026/10

ÓRGÃO: CONSÓRCIO INTERMUNICIPAL DE SAÚDE CIRCUITO

DAS ÁGUAS – LINDÓIA - CONISCA

RESPONSÁVEL: JOSÉ JUSTINO LOPES

ASSUNTO: BALANÇO GERAL DO EXERCÍCIO DE 2010

INSTRUÇÃO: UR-19 MOGI-GUAÇU/DSF-II

ADVOGADOS: DR. RAFAEL ANGELO CHAIB LOTIERZO, OAB/SP

92.255; DRA. VANESSA NUNES DE VIVEIROS, OAB/SP 282.266.

DR. PEDRO ALBERTO GUERRA SANTOS, OAB/SP 304.043.

SENTENÇA: FLS. 433/436

EXTRATO: Pelos motivos expressos na sentença referida, JULGO IRREGULARES as contas em exame, nos termos do artigo 33,

inciso III, “c”, c.c. artigo 36 da Lei Complementar Estadual nº 709/93, aplicando-se os incisos XV e XXVII do artigo 2° do mesmo diploma legal. Outrossim, nos termos do artigo 104, inciso II, da Lei Complementar n° 709/93, aplico ao responsável, JOSÉ JUSTINO LOPES, multa no valor equivalente a 200(duzentas) UFESP’s. Determino ao órgão que providencie um plano de ação para reverter a situação negativa do órgão e submeta ao Conselho de Prefeitos para providências imediatas, comunicando a esta Corte de Contas das decisões aprovadas. Da mesma forma, determino ao órgão a provocação dos Poderes Executivo e Legislativo dos municípios partícipes para a solução orçamentária do Consórcio, pena de acionamento do disposto no § 1º do artigo 104, da Lei Complementar 709/93, bem como a aplicação do § 1º do artigo 33, do mesmo diploma legal. Autorizo vista e extração de cópias dos autos no Cartório do Corpo de Auditores, observadas as cautelas de estilo.

Publique-se.

C.A.,10 de março de 2014

SILVIA MONTEIRO AUDITORA

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