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Índice
A Primeira República (1910-1926) A Assembleia Nacional Constituinte de 1911 2º Estado novo 1933 ... 5 Edificação do Estado Novo
A Consolidação do Regime Democrático ... 7 A Revolução do 25 de Abril Órgãos do poder central (ou de soberania) ... 8 Órgãos de poder local ... 9 Regiões autónomas ... 9
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Introdução:
Foi-nos proposto pelo formador Vítor, no módulo de Cidadania e Empregabilidade, Dr1 – Liberdades e Responsabilidades Democráticas, fazermos um trabalho individual, sobre a Constituição da Republica Portuguesa, abordado apenas os pontos essenciais, da Historia de Portugal.
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1ºImplatação da Republica
A implantação da república foi iniciada no dia 5 de Outubro de 1910, devido a incapacidade do rei D. Manuel.
Com a implantação da republica o governo já não tinha rei, mas sim um presidente, (que tinha sido eleito a votos).Agora todos queriam um governo republicano; (como tinha acontecido nos outros países da Europa).O primeiro presidente de Portugal foi Teófilo Braga, mas foi apenas presidente do “governo provisório” até às eleições onde D. Manuel de Arriaga tinha sido Presidente de Portugal. Esse dia foi considerado feriado nacional.
A Primeira República (1910-1926)
Após a revolução republicana de 5 de Outubro de 1910 tornou-se necessário elaborar uma constituição que estabelecesse os fundamentos do novo
regime político.
A Assembleia Nacional Constituinte foi eleita num sufrágio em que só houve eleições em cerca de metade dos círculos eleitorais. Não havendo mais candidatos do que lugares a preencher em determinada circunscrição eleitoral, aqueles eram proclamados "eleitos" sem votação.
O sufrágio universal foi afastado, tendo votado apenas os cidadãos alfabetizados e os chefes de família (homens), maiores de 21 anos (foi quando, pela primeira vez votou uma mulher,a Drª Carolina Angelo, médica e viúva, na sua qualidade de chefe de família e na ausência de parentes próximos do sexo masculino reclamou para um juiz a sua inclusão no recenseamento eleitoral, tendo este deferido seu interesse.
Tratou-se de um sufrágio onde, pela primeira vez, se utilizou o método da representação proporcional de Hondt na conversão dos votos em mandatos, embora apenas nas cidades de Lisboa e Porto. Ao mesmo tempo, foi também a primeira constituição portuguesa que estabeleceu a prestação do serviço militar obrigatório.
A Assembleia Nacional Constituinte de 1911
Para além da elaboração e aprovação da Constituição, concluída a 21 de Agosto de 1911, a Assembleia Constituinte discutiu e aprovou projectos de lei sobre os mais variados assuntos, confirmou os poderes do governo provisório, acompanhou e fiscalizou a sua actuação,
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principal de um sistema de governo parlamentar.
Após a aprovação da Constituição, a Assembleia Nacional Constituinte elegeu o Primeiro Presidente da República por sufrágio secreto e transformou-se no Congresso da República, desdobrando-se na Câmara dos Deputados e no Senado, nos termos previstos nas disposições transitórias do texto constitucional de 1911.
A 19 de Junho de 1911, depois de se implantar a República, mudou-se a bandeira do nosso país. Passou da bandeira da monarquia para a bandeira Nacional. Também foi nesta altura que se mudou a moeda (do rei para os escudos), e o Hino de Portugal.
2º Estado novo 1933
PORTUGAL DURANTE O ESTADO NOVO O Golpe Militar do 28 de Maio
A 1ª República foi marcada pela instabilidade política e pelo descontentamento generalizado. A 28 de Maio de 1926, um grupo de militares conservadores, comandados pelo general Gomes da Costa, partiu de Braga em direcção a Lisboa e promoveu um golpe militar que fez cair a 1ª República.
A ditadura militar
O presidente da República, Bernardino Machado, demitiu-se, o Parlamento foi encerrado e os militares entregaram o governo a um dos revolucionários, Mendes Cabeçadas.
Foi então instaurada uma ditadura militar (1926 - 1933) que suspendeu as liberdades fundamentais:
Não houve mais eleições;
Os governos eram escolhidos pelos militares; Foram proibidas as greves e manifestações; A imprensa passou a ser controlada pela censura; Foi proibida a oposição ao governo.
Entre 1926 e 1933, Portugal viveu um período de Ditadura Militar.
Em consequência, as liberdades individuais foram suspensas, os opositores políticos presos e o poder passou para os militares que, face à gravidade da situação económica, chamaram para
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ministro das Finanças um professor da Universidade de Coimbra, António de Oliveira Salazar (1928).
Impondo ao país uma política de forte autoridade Salazar reorganizou as finanças públicas: aumentou os impostos e reduziu as despesas com saúde, educação e salários dos funcionários públicos.
Em 1932, Salazar foi nomeado chefe do Governo, cargo que ocupou durante 36 anos (até 1968). Foi aprovada uma nova Constituição - a Constituição de 1933 - que instituiu 4 órgãos de soberania: Presidente da República, Assembleia Nacional, Governo e Tribunais.
A nova Constituição pôs fim à ditadura militar e deu início a um novo regime - o Estado Novo - que durou 40 anos (1933-1974). Neste regime o poder estava concentrado nas mãos do chefe do Governo
Edificação do Estado Novo
Em 1932, foram aprovados os estatutos daquele que seria o único partido político autorizado no país, a União Nacional. Intimamente ligado ao governo, era chefiado por Salazar.
Em 1933, foi aprovada a Constituição que pôs fim à Ditadura Militar e consolidou o Estado Novo. O novo texto constitucional consagrava a divisão dos poderes e o recurso a eleições para os órgãos de soberania, e reconhecia os direitos e liberdades dos cidadãos.
No entanto, a realidade seria bem diferente:
- As eleições, além de não serem livres eram acompanhadas de inúmeras ilegalidades; - As liberdades e direitos dos cidadãos dependiam de "leis especiais" que, na prática, os anulavam;
- A Assembleia Nacional, que devia ser o órgão legislativo por excelência, dispunha de um poder muito limitado (e meramente consultivo), pois era o presidente do Conselho através do governo que tomava a iniciativa de propor as leis que teriam a aprovação imediata;
- A autoridade do Presidente da República era legalmente superior à do presidente do Conselho mas, na prática, este teve sempre maior poder e notoriedade do que o primeiro. Assim, concluímos que o Estado Novo teve várias afinidades com os regimes fascistas e nazi, nomeadamente no que toca aos princípios orientadores da organização do Estado, centralista e de não separação de facto dos diferentes poderes políticos, ao dirigismo da educação (livro único e controlo dos professores) e no que respeita ao aparelho repressivo.
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faleceu em Lisboa, a 27 de Julho de 1970.
Antigo professor da Universidade de Coimbra, dirigiu, de forma ditatorial, os destinos do País durante quatro décadas. Foi ministro das Finanças, presidente do Conselho de Ministros, fundador e chefe do partido União Nacional. Afastou todos os que tentaram destituí-lo do cargo. Instituiu a censura e a polícia política. Criou dois movimentos paramilitares: a Legião e a Mocidade Portuguesas.
Mas equilibrou as finanças públicas, criou as condições para o desenvolvimento económico, mesmo que controlado, e conseguiu que Portugal não fosse envolvido na II Guerra Mundial. Manteve a separação entre o Estado e da Igreja.
Figura controversa, marcou sem dúvida a história do País.
A Consolidação do Regime Democrático
A Revolução do 25 de Abril
Em 1968 Salazar adoece e é substituído na chefia do Governo por Marcelo Caetano. Mantinham-se a falta de liberdade, a guerra colonial,
a proibição de partidos, as duras condições de vida que levavam à emigração. Portugal estava cada vez mais isolado internacional mente e o descontentamento era cada vez maior.
Nesta situação, e cansados de uma guerra que parecia
não ter fim, um grupo de jovens militares formou o Movimento das Forças Armadas (MFA) e preparou em segredo um golpe militar para derrubar a ditadura.
No dia 25 de Abril de 1974, várias unidades militares avançaram sobre Lisboa e, sem encontrar resistência, ocuparam pontos importantes no país, derrubaram o governo, prenderam Marcelo Caetano e Américo Tomás (posteriormente exilados para o Brasil).
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Para a vitória dos militares muito contribuiu a população que logo aderiu ao movimento militar, saiu à rua em massa e apoiou os soldados.
Para acabar com a ditadura e estabelecer em Portugal um regime democrático era necessário substituir a Constituição de 1933.
A 25 de Abril de 1975, realizaram-se eleições para formar a Assembleia Constituinte. Ao contrário do que sucedia em ditadura, estas foram eleições livres: concorreram vários partidos; todos eles puderam fiscalizar o acto eleitoral para não haver fraude; puderam votar todos os homens e mulheres maiores de 18 anos.
A missão dos deputados eleitos era elaborar uma nova constituição que veio a ser aprovada em 2 de Abril de 1976 - a Constituição de 1976.
Esta constituição restabeleceu a democracia, assegurando aos portugueses os direitos e liberdades fundamentais: liberdade de expressão e de reunião e associação; liberdade sindical; direito ao trabalho; direito à educação e à saúde.
Órgãos do poder central (ou de soberania)
Presidente da Republica (eleito por 5 anos): Representa a República Portuguesa.
Nomeia e demite o Primeiro-Ministro (de acordo com o resultado das eleições). Aprova e manda publicar as leis.
Marca a data das eleições
Comandante supremo das forças armadas. Primeiro-Ministro (escolhe Ministros): Escolhe os membros do Governo.
Dirige a política geral e o funcionamento do Governo. Governo:
Redige e apresenta à Assembleia da Republica o seu programa. Aplica o seu programa.
Dirige os órgãos da administração pública. Assegura o cumprimento das leis.
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Assembleia da República (constituída por deputados eleitos por 4 anos): Faz as leis.
Aprova ou reprova o programa de Governo. Vigia o cumprimento da constituição e das leis. Fiscaliza a actividade do governo.
Tribunais (constituída por Juízes):
Aplicam a justiça, isto é, julgam e condenam aqueles que não cumprem as leis.
Órgãos de poder local
Regiões autónomas
A partir da constituição de 1976, os arquipélagos dos Açores e da Madeira passaram a ser consideradas Regiões Autónomas. Ou seja, embora estejam dependentes do Governo Central, tem órgãos de poder próprios, com competência para adaptar a legislação nacional às condições específicas da região e redigir o estatuto político-administrativo da região que depois será transmitido na Assembleia da Republica.
Órgãos de Poder Local Do concelho Assembleia Municipal Câmara Municipal Da Freguesia Assembleia de Freguessia Junta de Freguesia
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Conclusão:
Ao realizar este trabalho posso dá-lo por concluído referindo que este é apenas um pequeno enxerto da real Historia de Portugal, temos uma história muito rica e muito interessante.
Para este trabalho foi necessário uma vasta pesquisa, tanto na internet como em livros.
Abordei os seguintes assuntos: Implantação da Republica, Estado Novo (Também conhecido por Salazarismo), Estado Democrático Português, órgãos de poder e regiões autónomas.
Com muita pena minha não encontrei muita coisa sobre as Regiões Autónomas.
É sempre bom saber a História dos nossos antepassados e do País. É pena ficar tanta vez esquecida.
Órgãos do Poder Regional