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A gralha-azul e os pinheiros

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Academic year: 2021

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A gralha-azul e os pinheiros

Os pinheiros do Paraná (as araucárias) são valiosos para o povo já que, às vezes, formam grandes florestas que facilitam o aproveitamento industrial.

A gralha-azul, que mora nos planaltos paranaenses, é uma ave esperta, pois enterra vários pinhões (fruto da araucária) para serem comidos quando a safra do fruto acaba, e assim nascem as “florestas” de pinheiros.

Pela importância dessa ave na proteção aos pinheiros foi criada a lenda de que se algum caçador aponta a arma para o pássaro, a arma explode, sem atirar.

(Fonte: SANTOS, Theobaldo Miranda. Mitos e lendas do Brasil. 15 ed. São Paulo: Companhia das Letras, 2004)

Lenda do joão-de-barro

Em uma tribo no sul do Brasil, um jovem índio pediu uma moça em casamento.

O pai da moça pediu ao homem que provasse seu amor, e o jovem prometeu ficar nove dias em jejum. Por nove dias, o índio foi vigiado e impedido de receber alimentos.

Ao término do nono dia, foram ver se o rapaz continuava vivo e, para a surpresa de todos, seus olhos brilhavam e seu sorriso tinha uma luz mágica. Sua pele estava limpa e tinha cheiro de perfume de amêndoas. Todos se admiraram e ficaram mais admirados ainda quando o jovem, ao ver sua amada, se pôs a cantar como um pássaro, enquanto seu corpo, aos poucos, se transformava num corpo de pássaro!

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Foi naquele exato momento que os raios do luar tocaram a jovem apaixonada, e ela também se viu transformada em pássaro. Então, ela voou atrás de seu amor, que a chamava para a floresta onde desapareceram para sempre.

Eis a origem do carinho e da dedicação do pássaro joão-de-barro que constrói sua casa para abrigar sua família.

(Fonte: http://lendasdobrasil.blogspot.com.br/2011/05/lenda-do-joao-de-barro.html)

Cuca

Cuca é um dos principais seres mitológicos do folclore brasileiro.

Ela é popularmente conhecida como uma velha feia, em forma de jacaré, que rouba as crianças desobedientes. A origem dessa lenda está em um dragão de lendas portuguesas, e foi trazida para o Brasil na época da colonização.

Diz a lenda que a Cuca rouba as crianças que desobedecem a seus pais.

A Cuca dorme uma noite a cada sete anos, e quando fica brava dá um berro que dá pra ouvir a 10 léguas de distância. Pelo fato de a Cuca praticamente não dormir, alguns adultos tentam amedrontar as crianças que querem ficar acordadas à noite, dizendo que se elas não dormirem, a Cuca irá pegá-las.

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A mula sem cabeça

A lenda diz que a primeira mula sem cabeça era uma rainha que passeava pelo cemitério toda noite. O rei, desconfiado das saídas noturnas de sua esposa, decidiu segui-la. Ao encontrá-la, viu uma cena horrível, a rainha comia uma criança que tinha sido enterrada no dia anterior. Com o susto, o rei soltou um grito e a rainha se transformou numa mula sem cabeça.

Daí por diante, as mulheres de má conduta se transformam em mulas sem cabeça, e para desfazer o feitiço é necessário que alguém tire os cascos de metal. Mas, o mostro mata a coices tudo que encontra pela frente.

Certa vez, um homem a enfrentou e conseguiu fazer com que o mostro se transformasse novamente em uma linda moça.

(Fonte: SANTOS, Theobaldo Miranda. Mitos e lendas do Brasil. 15 ed. São Paulo: Companhia das Letras, 2004)

Saci-pererê

Moleque travesso e brincalhão, o saci-pererê é um personagem do folclore brasileiro, talvez o mais popular de todos. Suas principais características são: fumar um cachimbo, ter uma carapuça vermelha na cabeça e andar, pulando, na única perna que tem.

Conta a lenda do saci-pererê que ele vive escondido pelas florestas para assustar os destruidores da natureza. Seu maior ofício é assombrar esses homens, para que nunca mais voltem ao lugar e parem de degradar o meio ambiente.

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Para que não seja pego, se esconde dentro dos redemoinhos, fugindo dos homens maus. Mas esse moleque, negrinho, não consegue ficar quieto, apronta muit

entrar em nossas casas, assusta as pessoas, esconde objetos e apronta a maior bagunça. Quando procuramos alguma coisa e não encont

pererê, que escondeu o objeto perdido.

A carapuça do saci lhe dá poderes má

desaparecer objetos, prende pessoas, derruba água, faz uma chama de fogão se acender sozinha, etc. Quando alguém consegue tirá

dessa pessoa. Mas ele é muito esperto e Dentre as molecagens preferidas do

para sujar a roupa limpa no varal, assustar viajantes que passam pelas estradas com gritos e assovios, abrir a porteira e soltar o gado, dar nós nas crinas dos cavalos, etc.

O saci-pererê ficou mais popular depois de a como personagem do Sítio do Picapau Amarelo

(Fonte: BARROS, Jussara de. Saci Pererê. In.: <http://www.escolakids.com/saciperere

A figura do lobisomem é

Segundo a lenda, quando a criança é amaldiçoada pelos pais ou padrinhos ainda, quando uma mulher tem

lobisomem.

Quando nasce, a criança é pálida, magra e possui as orelhas um pouco compridas. As formas de lobisomem aparecem a partir dos 13 anos de idade.

Após o 13º aniversário, o garoto sai à noite e

vez em lobisomem e uiva para a Lua, semelhante a um lobo. Quando está quase amanhecendo, o lobisomem volta a ser homem.

Algumas versões da história dizem que os monstros têm preferência por bebês não batizados ou filhotes de cachorro.

Para que não seja pego, se esconde dentro dos redemoinhos, fugindo dos homens Mas esse moleque, negrinho, não consegue ficar quieto, apronta muit

entrar em nossas casas, assusta as pessoas, esconde objetos e apronta a maior bagunça. Quando procuramos alguma coisa e não encontramos, dizemos que foi arte do s ererê, que escondeu o objeto perdido.

aci lhe dá poderes mágicos. Pode desaparecer de um lugar, faz desaparecer objetos, prende pessoas, derruba água, faz uma chama de fogão se acender sozinha, etc. Quando alguém consegue tirá-la de sua cabeça, o negrinho fica sob o domínio dessa pessoa. Mas ele é muito esperto e rouba o gorro de volta.

Dentre as molecagens preferidas do saci-pererê estão: queimar a comida, fazer vento para sujar a roupa limpa no varal, assustar viajantes que passam pelas estradas com gritos e assovios, abrir a porteira e soltar o gado, dar nós nas crinas dos cavalos, etc.

ererê ficou mais popular depois de adaptado às obras de Monteiro Lobato, Sítio do Picapau Amarelo que virou programa de TV.

(Fonte: BARROS, Jussara de. Saci Pererê. In.: Escola kids. Disponível em: <http://www.escolakids.com/saciperere-1.htm>. Acesso em: 12 ago 2013)

Lobisomen

A figura do lobisomem é a de um monstro que mistura formas humanas e de lobo. a lenda, quando a criança é amaldiçoada pelos pais ou padrinhos vira lobisomem quando uma mulher tem sete filhas e o oitavo filho é homem, este últ

Quando nasce, a criança é pálida, magra e possui as orelhas um pouco compridas. As formas de lobisomem aparecem a partir dos 13 anos de idade.

13º aniversário, o garoto sai à noite e, no silêncio, se transforma pela pri vez em lobisomem e uiva para a Lua, semelhante a um lobo. Quando está quase amanhecendo, o lobisomem volta a ser homem.

Algumas versões da história dizem que os monstros têm preferência por bebês não batizados ou filhotes de cachorro.

Para que não seja pego, se esconde dentro dos redemoinhos, fugindo dos homens Mas esse moleque, negrinho, não consegue ficar quieto, apronta muitas “artes”. Ao entrar em nossas casas, assusta as pessoas, esconde objetos e apronta a maior bagunça.

ramos, dizemos que foi arte do saci-gicos. Pode desaparecer de um lugar, faz desaparecer objetos, prende pessoas, derruba água, faz uma chama de fogão se acender la de sua cabeça, o negrinho fica sob o domínio estão: queimar a comida, fazer vento para sujar a roupa limpa no varal, assustar viajantes que passam pelas estradas com gritos e daptado às obras de Monteiro Lobato,

. Disponível em:

de um monstro que mistura formas humanas e de lobo. vira lobisomem, ou e último filho será um Quando nasce, a criança é pálida, magra e possui as orelhas um pouco compridas. As no silêncio, se transforma pela primeira vez em lobisomem e uiva para a Lua, semelhante a um lobo. Quando está quase amanhecendo, Algumas versões da história dizem que os monstros têm preferência por bebês não

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Segundo o folclore, para findar a situação de lobisomem é necessário que alguém bata bem forte em sua cabeça ou o faça sangrar. E se desfizermos os sete nós de sua roupa, o lobisomem ficará correndo sem nunca parar.

(Fonte: http://lendasdobrasil.blogspot.com.br/2010/11/lenda-do-lobisomem.html e SANTOS, Theobaldo Miranda. Mitos e lendas do Brasil. 15 ed. São Paulo: Companhia das Letras, 2004)

A sedutora Iara

É uma sereia que vive no fundo do rio Amazonas, e seu nome tem origem indígena. O significado é “aquela que vive na água”.

Conta a lenda que Iara é considerada a mãe d’água, e encanta os pescadores por sua beleza. É muito linda, tem cabelos loiros e olhos verdes.

Iara atrai os pescadores, exibindo-se para eles, desvendando seu corpo de sereia. Também usa do seu canto para deixá-los meio hipnotizados e, dessa forma, faz com que eles a acompanhem até o fundo do rio para se casar com eles, que acabam morrendo nas profundezas do rio.

Os índios acreditam tanto nessa lenda que ao entardecer evitam ficar próximo às margens dos rios.

(Fonte: BARROS, Jussara de. Saci Pererê. In.: Escola kids. Disponível em: < http://www.escolakids.com/iara-1.htm>. Acesso em: 12 ago 2013)

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Curupira, o protetor da floresta

Curupira é um anão com os pés voltados para trás, calcanhares para frente e cabelos ruivos; um dos mais espantosos e populares personagens do folclore brasileiro.

Sua lenda: o curupira andava pela floresta, quando encontrou um índio caçador que dormia profundamente. Estava com muita fome e cismou em comer o coração do homem. Assim, fez com que ele acordasse e lhe disse:

– Quero um pedaço de seu coração!

O caçador, que era muito esperto, lembrando-se que havia atirado num macaco, entregou ao curupira um pedaço do coração do macaco. O curupira provou, gostou e quis comer tudo.

– Quero mais! Quero o resto! – pediu ele. O caçador entregou-lhe o que havia sobrado, mas, em troca, exigiu um pedaço do coração do curupira.

– Agora você deve dar-me em pagamento um pedaço de seu coração, disse ele.

O curupira acreditou que o caçador havia arrancado o próprio coração, sem ter sofrido nenhuma dor e sem haver morrido.

– Está certo, respondeu o Curupira, empreste-me sua faca.

O caçador entregou-lhe a faca e o curupira enterrou a faca no próprio peito e tombou, sem vida. O caçador não esperou mais, disparou pela floresta com tal velocidade que deixaria para trás os bichos mais velozes.

Um ano depois, o índio lembrou que os dentes verdes do curupira poderiam ser um lindo colar. Foi até a floresta, no local onde curupira havia morrido e bateu com a cabeça de curupira, que ressuscitou.

Agradeceu ao caçador e deu-lhe uma flecha mágica. Porém, quando o índio caçador chegou à sua tribo, cometeu o grande erro de contar para sua esposa e, por isso, caiu morto. (Fonte: http://lendasdobrasil.blogspot.com.br/2010/10/lenda-do-curupira.html e SANTOS, Theobaldo Miranda. Mitos e lendas do Brasil. 15 ed. São Paulo: Companhia das Letras, 2004)

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Caipora

Existe certa confusão entre Caipora e Curupira, mas resumidamente a diferença é que o Curupira tem os pés virados ao contrário, e Caipora não.

Ela é uma índia que anda montada em um porco-do-mato. Dizem que Caipora ressuscita os animais que são atingidos pelas armas dos caçadores, ao toque do focinho do animal que ela anda montada.

Câmara Cascudo conta:

“Depois de uma caçada feliz, (...), no Rio Grande do Norte, acamparam os caçadores, noitinha, para arranjar o jantar. Entre outras peças escolhidas, prepararam um tatu, que se come assado no próprio casco. Puseram o tatu, sem intestinos, atravessado por uma vareta de espingarda, em cima do fogo. E cada um contava e ouvia episódios do dia. De repente, montando um “queixada”, passou, pelo meio dos homens, a Caipora. Na mesma velocidade que ia, disse peremptória: “Vambóra, Júão” (Vamos embora, João). E João, o tatu, meio assado e sem vísceras, acompanhou-a, com um relâmpago.”

Boto

O Uauira é o Deus dos rios e protetor dos peixes. Ele se apresenta na forma de boto, o golfinho da Amazônia.

A lenda diz que no começo da noite o boto se transforma num lindo rapaz que atrai as índias para o rio, a fim de namorar com as belas moças.

É comum no norte do Brasil mulheres falarem que têm “filhos do boto”, que são os filhos sem pai.

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Conta-se que dois rapazes bonitos apareceram em uma festa de uma tribo. Antes de amanhecer, os dois rapazes que ninguém conhecia desapareceram.

No dia seguinte, no caminho para o rio, acharam dois botos dentro de um poço; dizem que os rapazes não conseguiram chegar até o rio antes de o sol aparecer, e então tiveram que pular no poço para que não morressem afogados.

(Fonte: CASCUDO, Luís Câmara. Dicionário do folclore brasileiro. 10 ed. São Paulo: Global, 2001.)

Boitatá

Segundo os sertanejos do Brasil, o boitatá é uma cobra de fogo, que protege as campinas e relvados de incêndios e destruições.

Certa vez, começou a chover muito e deu-se início a um dilúvio. Todos os animais tiveram que subir as montanhas e a cobra teve que sair de seu buraco. Quando encontrou os animais na montanha começou a comer os olhos de todos que passavam pela sua frente, e por esse motivo, recebeu este castigo: a cobra foi obrigada a proteger a mata.

(Fonte: SANTOS, Theobaldo Miranda. Mitos e lendas do Brasil. 15 ed. São Paulo: Companhia das Letras, 2004.)

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