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SENTENÇA CONCLUSÃO =CLS=

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Tribunal Judicial da Comarca do Porto Este

Juízo de Comércio de Amarante - Juiz 2 Rua Capitão Augusto Casimiro

4600-056 Amarante

Telef: 255420300 Fax: 255420350 Mail: [email protected]

Proc.Nº 951/17.3T8AMT 74218960

CONCLUSÃO - 04-07-2017

(Termo eletrónico elaborado por Escrivão Auxiliar Paula Alexandra Borges)

=CLS=

SENTENÇA

I. Relatório

PAULO JORGE DIAS DOS SANTOS, NIF 213173867, e mulher, PAULA ALEXANDRA FERREIRA MARTINS, NIF 193799430, ambos residentes na Rua de

Fontelas, n.º 52, 4590 – 229 Figueiró, Paços de Ferreira, vieram requerer a respectiva declaração de insolvência.

Para tanto, alegaram, em síntese, que não têm rendimentos suficientes para fazer face às obrigações por si assumidas, nem capacidade para pagar as dívidas vencidas, em virtude das dificuldades económicas que atravessam, encontrando-se ambos actualmente desempregados, sendo o seu agregado familiar composto pelo casal e dois filhos menores de ambos, e os rendimentos auferidos cingem-se à quantia de € 420,00 auferida pela Requerente Paula Martins, a título de subsídio de desemprego. Os requerentes contraíram vários empréstimos perante instituições bancárias, cujo pagamento prestacional não cumpriram, vendo intentadas contra si acções executivas. Com excepção de um imóvel sobre o qual incide uma hipoteca - e que pertence à Requerente Paula Martins –, os requerentes não são proprietários de qualquer bem

Alegam, assim, que não têm património nem outras fontes de rendimento que lhe permitam cumprir as suas obrigações, sendo o respectivo passivo muito superior ao activo.

Concluem, sustentando que se encontram em situação de insolvência. Identificaram os seus maiores credores.

Documento assinado electronicamente. Esta assinatura electrónica substitui a assinatura autógrafa. Dr(a). Ana Luisa Meirinho

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Proc.Nº 951/17.3T8AMT Pediram ainda a exoneração do passivo restante, nos termos do disposto no art. 236.º CIRE.

Pugnam pela declaração da sua insolvência e pela admissão da exoneração do passivo restante.

Juntaram documentos.

*

II. Saneamento

O Tribunal é competente para conhecer da causa, em razão da nacionalidade, da matéria, da hierarquia e do território.

Inexistem nulidades que invalidem todo o processado.

Os Requerentes dispõem de personalidade e capacidade judiciária, têm legitimidade para o pedido que formulam e encontram-se devidamente patrocinados.

Não existem excepções dilatórias ou questões prévias de que cumpra conhecer. É possível conhecer desde já, do pedido, uma vez que o processo contém já todos os elementos necessários à prolação de decisão e não depende de prova a produzir.

*

III. Fundamentação

Com os presentes autos, pretendem os Requerentes que seja decretada a sua insolvência.

O processo de insolvência é um processo de execução universal, que tem como finalidade a liquidação do património de um devedor insolvente e a repartição do produto obtido pelos credores, ou a satisfação destes pela forma prevista no plano de insolvência, que nomeadamente se baseie na recuperação da empresa compreendida na massa insolvente (artigo 1º do CIRE).

O devedor deve requerer a declaração da sua insolvência dentro dos 30 dias seguintes à data do conhecimento da sua situação de insolvência, tal como descrita no n.º 1 do artigo 3º, ou à data em que devesse conhecê-la (artigo 18º, n.º 1 do C.I.R.E.).

É considerado em situação de insolvência o devedor que se encontre impossibilitado de cumprir as suas obrigações vencidas, sendo certo que as pessoas colectivas e os patrimónios autónomos por cujas dívidas nenhuma pessoa singular responda pessoal e

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Proc.Nº 951/17.3T8AMT ilimitadamente, por forma directa ou indirecta, são também considerados insolventes quando o seu passivo seja manifestamente superior ao activo, avaliados segundo as normas contabilísticas aplicáveis, equiparando-se, ainda, à situação de insolvência actual a que seja meramente iminente.

Porém, não tendo sido requerida a insolvência pelo próprio devedor, dispõe o art. 20.º do CIRE que a declaração de insolvência pode ser requerida por qualquer credor, bastando, para tal, a verificação de algum dos seguintes factos:

a) Suspensão generalizada do pagamento das obrigações vencidas;

b) Falta de cumprimento de uma ou mais obrigações que, pelo seu montante ou pelas circunstâncias do incumprimento, revele a impossibilidade de o devedor satisfazer pontualmente a generalidade das suas obrigações;

c) Fuga do titular da empresa ou dos administradores do devedor ou abandono do local em que a empresa tem a sede ou exerce a sua principal actividade, relacionados com a falta de solvabilidade do devedor e sem designação de substituto idóneo;

d) Dissipação, abandono, liquidação apressada ou ruinosa de bens e constituição fictícia de créditos;

e) Insuficiência de bens penhoráveis para pagamento do crédito do exequente verificada em processo executivo movido contra o devedor;

f) Incumprimento de obrigações previstas em plano de insolvência ou em plano de pagamentos, nas condições previstas na alínea a) do n.º 1 e no n.º 2 do artigo 218.º;

g) Incumprimento generalizado, nos últimos seis meses, de dívidas de algum dos seguintes tipos: tributárias; de contribuições e quotizações para a segurança social; dívidas emergentes de contrato de trabalho, ou da violação ou cessação deste contrato; rendas de qualquer tipo de locação, incluindo financeira, prestações do preço da compra ou de empréstimo garantido pela respectiva hipoteca, relativamente a local em que o devedor realize a sua actividade ou tenha a sua sede ou residência;

h) Sendo o devedor uma das entidades referidas no n.º 2 do artigo 3.º, manifesta superioridade do passivo sobre o activo segundo o último balanço aprovado, ou atraso superior a nove meses na aprovação e depósito das contas, se a tanto estiver legalmente obrigado.

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Proc.Nº 951/17.3T8AMT Nos termos do disposto no artigo 28.º do C.I.R.E., a apresentação à insolvência por parte do devedor implica o reconhecimento por este da situação da insolvência, que é declarada até ao terceiro dia útil seguinte ao da distribuição da petição inicial ou, existindo vícios corrigíveis, ao do respectivo suprimento.

No caso dos autos, constata-se que foram os próprios devedores que vieram apresentar-se à insolvência.

Assim, analisados os factos alegados, verifica-se que a situação fáctica em causa no processo sob apreciação integra a previsão das referidas normas, encontrando-se os devedores requerentes numa situação de impossibilidade fáctica de solver as suas dívidas.

Face ao exposto, atentos os factos alegados na petição inicial – que integram os pressupostos para a declaração de insolvência – e as agora invocadas disposições legais,

cumpre declarar os requerentes na situação de insolvência.

*

- Da dispensa de realização de Assembleia de Credores.

Na sentença que declarar a insolvência, o juiz, além do mais, designa dia e hora, entre os 45 e os 60 dias subsequentes, para a realização da reunião da assembleia de credores aludida no artigo 156.º, designada por assembleia de apreciação do relatório, ou declara, fundamentadamente, prescindir da realização da mencionada assembleia (art.º 36.º, n.º1, al. n), do CIRE).

O n.º 2 do citado art.º 36.º, do CIRE, na redacção anterior à entrada em vigor do Decreto-Lei n.º 79/2017, de 30 de Junho, vedava expressamente a possibilidade de se dispensar (ainda que fundamentadamente) a realização da Assembleia de Credores nos seguintes casos:

- quando tivesse sido requerida a exoneração do passivo restante pelo devedor no momento da apresentação à insolvência;

- quando fosse previsível a apresentação de um plano de insolvência;

- quando se determinasse que a administração da insolvência fosse efectuada pelo devedor.

Ora, sucede que a maioria dos casos em que era requerida a exoneração do passivo restante pelos devedores, pessoas singulares, os processos traduziam uma simplicidade que

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Proc.Nº 951/17.3T8AMT poucas vezes justificava a realização de uma assembleia de credores, ou porque a inexistência de património mobiliário ou imobiliário do devedor conduzia inevitavelmente ao encerramento do processo por insuficiência da massa (art.º 232.º, do CIRE), ou porque as questões a debater na assembleia praticamente se cingiam à apreciação liminar do pedido de exoneração do passivo restante, sendo certo que, na prática, poucos credores compareciam às diligências convocadas e às vezes nem os próprios devedores (que viam o seu pedido ser apreciado liminarmente nessa diligência e que, portanto, tinham um verdadeiro interesse em estarem presentes) também não compareciam, chegando muitas delas a ser realizadas unicamente com a presença do Sr. Administrador da Insolvência que, no essencial, limitava-se a reproduzir o teor do relatório já aprelimitava-sentado nos autos.

Ora, com a entrada em vigor no dia 1 de Julho de 2017, do Decreto-Lei n.º 79/2017, de 30 de Junho, procedeu-se à alteração do n.º 2 da norma supra citada, passando o mesmo a consagrar que o disposto na parte final da alínea n) do número anterior (ou seja, a dispensa fundamentada de realização de assembleia de credores) não se aplica nos casos em que for previsível a apresentação de um plano de insolvência ou em que se determine que a administração da insolvência seja efectuada pelo devedor.

Em suma, o legislador eliminou expressamente desta norma a alusão aos “casos em que for requerida a exoneração do passivo restante pelo devedor no momento da apresentação à insolvência”, mantendo a demais redação. Por isso, estamos em crer que tal alteração visou precisamente permitir ao julgador dispensar a realização de assembleia de credores nos casos acima enunciados, que, pela sua simplicidade, justificavam tal dispensa mas cuja realização permanecia obrigatória à luz da lei, na redacção de pretérito.

Face à alteração da lei, mormente o disposto no art.º 36.º, n.º2, do CIRE, mas também atendendo à nova redação dos art.º 188.º, n.º1 e 236.º, n.ºs 1 e 4, do mesmo diploma legal (em que é feita expressa referência à dispensa de realização da assembleia de credores), afigura-se-nos que é intenção do legislador “abrir” ao julgador o leque de oportunidades de dispensa de assembleia de credores, designadamente nos casos de insolvência de pessoa singular (onde não é possível a apresentação de um plano de insolvência, mas sim um plano de pagamentos aos credores – cfr. arts. 250.º e 251.º, do CIRE), quando o activo é praticamente inexistente (ou cinge-se ao vencimento do devedor ou a pouco mais do que isso),

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Proc.Nº 951/17.3T8AMT se o encerramento do processo por insuficiência da massa ou prosseguimento para liquidação, v.g. de um único bem, e o universo de credores não é vasto, viabilizando uma agilização e simplificação processuais consentâneas com a realidade desse(s) devedor(es).

É precisamente esse o caso dos autos, atendendo à factualidade alegada na petição inicial pela devedora e sumariamente enunciada no relatório da presente decisão.

Assim, considerando que os devedores informam que a única fonte de rendimentos é o valor auferido pela insolvente mulher a título de subsídio de desemprego e que o Insolvente marido não é proprietário de qualquer bem e o património próprio da Requerente é constituído por um único imóvel sobre o qual incide hipoteca, antevendo-se a simplicidade dos presentes autos e prevendo-se que o processo prossiga para liquidação de um único bem, decide-se dispensar a realização da assembleia de credores, ao abrigo do disposto no art.º 36.º, n.º1, al. n) e n.º 2, do CIRE, com a redação que lhe foi dada pelo DL n.º 79/2017, de 30 de Junho, sem prejuízo do disposto no n.º 3 do mesmo preceito legal.

*

IV. Decisão

Em face de todo o exposto, e nos termos das disposições conjugadas dos artigos 28.º e 36.º do Código da Insolvência e da Recuperação de Empresas, declaro a insolvência de

PAULO JORGE DIAS DOS SANTOS, NIF 213173867, e mulher, PAULA ALEXANDRA FERREIRA MARTINS, NIF 193799430, fixando a residência de ambos na Rua de Fontelas,

n.º 52, 4590 – 229 Figueiró, Paços de Ferreira. *

Nomeia-se como administrador da insolvência, nos termos do preceituado no art. 52º, nº1 e 2 do CIRE, e por sorteio, o Sr.ª Dr.ª Deolinda Ribas da Silva Albuquerque, com domicílio profissional na Rua Bernardo Sequeira, 78, sala I, apartado 3033, Braga.

*

Determino que o devedor proceda à entrega imediata, ao Senhor Administrador da Insolvência, dos documentos referidos no art.º 24º, n.º1, do CIRE.

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Proc.Nº 951/17.3T8AMT Proceda-se à imediata apreensão para entrega ao administrador da insolvência de todos os bens do insolvente, ainda que os mesmos bens se encontrem arrestados, penhorados ou por qualquer forma detidos ou apreendidos.

*

Fixo em 30 dias o prazo para os credores apresentarem as reclamações de créditos. *

Uma vez que se não dispõe de elementos para tal, não se declara aberto o incidente

de qualificação da insolvência – artº 36º, n.º 1, al. i), do CIRE.

*

Advirta-se os credores de que devem comunicar prontamente ao administrador da insolvência as garantias reais de que beneficiem – cfr. artigo 36.º, alínea l), do CIRE;

Advirta-se os devedores da insolvente de que as prestações a que estejam obrigados deverão ser feitas ao administrador da insolvência e não ao próprio insolvente – cfr. artigo 36.º, alínea m), do CIRE;

*

Ao abrigo do disposto no art.º 36.º, n.º1, al. n), in fine, do CIRE e pelos motivos supra expostos, dispensa-se a realização de Assembleia de Credores.

*

Nos termos do n.º 5, do art.º 36.º, do CIRE, decide-se adequar a marcha processual nos seguintes termos:

- fixa-se em 35 dias o prazo para o Sr. Administrador da Insolvência apresentar nos

autos relatório a que alude o art.º 155.º, do CIRE;

- Uma vez que já foi requerida a exoneração do passivo restante por parte da devedora, não se afigura necessário aguardar o prazo integral previsto no n.º 4 do art.º 236.º, do CIRE, pelo que se fixa em 10 dias o prazo para os credores, querendo, se pronunciarem sobre o pedido de exoneração passivo restante apresentado pela devedora, contados após o

termo do prazo concedido ao Sr. Administrador da Insolvência para apresentar relatório;

- Findos os prazos supra fixados, conclua os autos, a fim de proferir decisão liminar sobre a exoneração do passivo restante, nos termos do disposto no art.º 239.º, n.º1, do CIRE;

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Proc.Nº 951/17.3T8AMT - Quanto à proposta que vier a ser apresentada no relatório do Sr. Administrador da Insolvência elaborado ao abrigo do disposto no art.º 155.º, do CIRE, desde já se determina:

a) o cumprimento do disposto no art.º 232.º, n.º2, do CIRE, para o caso da proposta ser no sentido do encerramento do processo por insuficiência da massa, ou;

b) a notificação dos credores para, querendo, se pronunciarem, em 10 dias, caso a

proposta seja no sentido de prosseguimento dos autos para liquidação, com a advertência

de, nada sendo dito, se entender que os credores nada têm a opor ao prosseguimento do processo nesses termos.

* Não se nomeia, por ora, comissão de credores.

*

Avoco todos os processos de execução fiscal pendentes contra o insolvente, a fim de serem apensados ao presente processo (art. 180, nºs 2 e 4, do C.P.Tributário), bem como os processos de execução da Segurança Social.

Comunique a presente sentença à DGI e Repartição de Finanças competente. *

Proceda às notificações, citações, comunicações, publicidade e registo, tendo-se em conta o disposto nos artigos 37º e 38º do CIRE

.

*

Inclua na página informática do Tribunal a declaração de insolvência e a nomeação do senhor administrador.

*

Nos termos do preceituado no art. 88.º do CIRE, com a presente sentença fica vedada a possibilidade de instauração ou prosseguimento de qualquer acção executiva que atinja o património da Insolvente.

*

Custas a cargo da massa insolvente, nos termos do disposto nos art. 301º e 304º do CIRE.

* Notifique a presente sentença:

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Proc.Nº 951/17.3T8AMT a) Ao Insolvente (artigo 37.º, n.º 1).

b) Ao Ministério Público (37.º, n.º 2).

c) À Fazenda Nacional e ao Instituto da Segurança Social (artigo 37.º, n.º 5). *

Cite os cinco maiores credores, nos termos prescritos pelo artº 37º, nºs. 3 e 4, do CIRE, e cite os demais credores e restantes interessados editalmente, nos termos do nº 7 do mesmo normativo, com as formalidades determinadas pela incerteza de pessoas, com prazo de dilação de cinco dias e com anúncio no Citius, designando-se o número do processo, indicando-se a dilação e a possibilidade de recurso ou de dedução de embargos, reproduzindo-se as menções constantes da sentença e advertindo-se que o prazo para o recurso e os embargos só começa a correr depois de finda a dilação e que esta se conta da publicação do anúncio.

Faça, aquando das citações e notificações vertentes, expressa menção de que a Insolvente apresentou, nos termos do disposto no art.º 235.º do CIRE, pedido de exoneração do passivo restante.

*

Remeta certidão à Conservatória do Registo Civil, no prazo de 5 dias, nos termos e para os efeitos do artigo 38.º, n.º 2, alínea a) e n.º 5 do C.I.R.E.

* Cumpra o disposto no artigo 38.º, n.º 3 e n.º 5.

*

Notifique o Sr.º Administrador nomeado para, no prazo de 8 dias, vir aos autos confirmar a aceitação do cargo, juntar comprovativo da publicação de anúncios e, para efeitos de ulterior processamento de remuneração, indicar o seu n.º de contribuinte fiscal e o regime de tributação a que está sujeito.

*

Nos termos do disposto no art.º 23.º, n.º1, da Lei n.º 22/2013, de 26 de Fevereiro (Lei que estabelece o Estatuto do Administrador da Insolvência), conjugado com o art.º 1.º, n.º1, da Portaria n.º 51/2005, de 20 de Janeiro, a remuneração do Senhor Administrador da Insolvência é de € 2.000,00 (dois mil euros), a suportar pela massa insolvente.

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Proc.Nº 951/17.3T8AMT Esta quantia vence-se em duas prestações iguais:

1.º- no acto desta nomeação;

2.º seis meses após esta nomeação, mas nunca após a daa do encerramento do processo.

A título de provisão para despesas deverá ser adiantada pela massa insolvente a quantia de € 500,00 (quinhentos euros), em duas prestações:

1.ª – No acto desta nomeação;

2.ª – após a elaboração do relatório do art.º 155.º, do CIRE. *

No caso de se constatar falta de liquidez da massa, o IGFEJ adiantará as referidas quantias.

*

Fixo o valor da causa em € 30 000,01 (trinta mil euros e um cêntimo), atento a inexistência de ativo indicado, sem prejuízo da sua eventual correção ulterior - cfr. artigos 306.º, n.ºs 1 e 2, do Código de Processo Civil, 15.º e 301.º do Código de Insolvência e de Recuperação de Empresa.

*

Notifique o Sr. Administrador de Insolvência com a advertência de que, para além do mais, deverá dar cumprimento ao disposto no artigo 181.º, n.º 1 e 2 do Código de Procedimento e Processo Tributário.

*

Averigúe nas bases de dados do Tribunal se existem processos declarativos ou executivos em que a requerente seja parte, e, caso se venha a confirmar a sua intervenção processual nessa qualidade, comunique aos processos a presente sentença declaratória de insolvência, solicitando informação sobre a eventual detenção ou apreensão, de bens ou património do insolvente, atento o disposto no n.º2 do art.º 85.º, do CIRE.

Sem prejuízo, comunique ao(s) processo(s) executivo(s) id. na petição inicial/anexos a presente declaração de insolvência.

*

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