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OUTRAS OHIlASDE
JACQUES MARITAIN
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Dt:.1/0C/UCl.\ Tl':.lduçüo deAlceu Amoroso Lima.
INl'RODUÇ,iO GERAL A F1LOSOF1.\ -
Trad. de
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OUTRAS EDiÇÕES DA A G I R
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FILOSOFIAS E.H LI"l.! Fuitoll
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Cipriano Amoroso Costü.I;STL'DOS SúBUJ; J.IC(!Uh'S .11.llIlT,Il.\' - .1.
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T~l., 2-30.18 Il~!o IlorJ:wnt ..
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DE
FILOSOfiA
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OBRAS DE JACQUES MARITAIN
EM EDIÇõES DA•
CTlstianismo c Democracia - Tradução e introdução de ·\Lere AMOIIOSO LIMA
PrincipiOs de Urna POlitica Humanista _ Tradução de NtLSoN DI: Mn.o E SoUSA
Arte e Poesia _. Tradução de EDCAR DE OoDÓr DA MATA MACHADO
lnlroduc{io Geral ti Filosofia 0.0 vai. dos "Elementos de Filo.sorla") - Tradução de ILZA DAS NEVES E HJ:LolSA DE OLIVEIRA PENTEADO
o Homem e o Estado _ Tradução de ALCEU' AMOROSO
L1MA •
"
jACQUES MARITAIN
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"Alrqé de I'Univcnité" ProfC$Sor do louituto útólico de Pari, Manbro da AC2dcmia Romana de S. Tomí,
ELEMENTOS
DE
FILOSOFIA
II
A ORDEM DOS CONCEITOS
LÓGICA MENOR
(Lógica Formal)
Traduçio de ILZA OAS NUESRevim por ADRiANO KuRY
3." EDiÇÃO
"
RIO DE JANEIRO'
.Livrar/a
AGIR
?d't'lôrfl
COf1)'rishl de
ARTES GRÁfiCAS INPÚSTRIAS REUNIDAS S. A (AGIR)
Titulo do original francês:
ÉLf:r-.1ENTS DF. PHILOSOPIIIE. - 11. L'ORDRJ:: DES
CONCEPTS. _ 1. PET1TE LOG1QUE (LOG1QUE
FORMELLE)
N1HIL onsTAT
8elo Horironte, 6 lk manoo de 1948
Jodo Ba/iua de "·rei/a.!,
«1lsor : .... 1. hoc
IMPRl1\lATUR
B, Horhonte, 6 ,Ie m.3r~o de 14t8 Mon.~. JOJé Augu$/n D, 8icol"o,
V. Geral
Livraria
AGIR
Ed-/ór8
•
P
REF
ÁCIO
I
Ao ccnnpormos h/e" elemento" de Lógica,
elJjorçamo--110S para distin(fUir com cuidado o 'lu~ pertence d LrJ~'ica
pràpriamente di/a, r.ujo objeto é o ser df' r:l.1.ão: as inte
n-ções segundas do espírito (intentiont's secund:lc), e o que
pertl'1lce iI CrUica, q1U~ é uma parti: da /If claJfs-icl'l e hn 1/01'
objeto o pr6prio ser rral
em
"IW relarão c"mo
espírito queconhece. EMa di.~criminariio é 1I7n /rabalh" baslanlt
dp/i-rMo - pois militas problemas oscilam entre as dllas
disci-pltfltU - e entretanto muitl. 1U'CI"ssdria - pois é preci.~o
antu de tudo mallkr as ci~ncias na linha exata do seu olJjc/o formal.
Por esta razão preJerimos re$Cn.'Ar para a
Cnfim
"árias qlll!8lães geralmente e8tudada$ noa tratados de '-ógica, empartirular na I.ogica Major, por exemplo a dist:!lssào
(mtfa-Júica) do ncnniTlolisma t (lo realismo, as con{rollérsio.~
TI'Je-rente, à nalureza da ciblcia e do conhecimento /lItlgar, a ordem do 1/08S0 conhecúnenlo intelectual, o I'alor dos primeiros
pn'n-dpios e a maneira pela qual 08 conh('crmns, e/r.., Jinalmenfe a q1le8/ão da daasljirarão daa ciblcias (p(rill em wimeiro "'[illr
t
preci80 saber o quet
a cilncia e o que ela represenla anles de classiJicar a$ ciblt:ia8, e C\.mpctc 1\0 sábio, isto t, al1 mpla -Júteo ordenar aa cilnci(lJj); '1"It'8S~ caao mesmo a qllesllio dosmétodM d~ riil7er8G.s cil.!\Cia3, que não pude 8CT estudada C07lIhmitnttmenu; mn haver determinado ante1J o objfta e o
'laWr
da_ rnesma3, ficaria também resen)(ula pura o trotado de Critica.2
Tirando,
dí.,e
modo, da L6gica Muior (LogiCII. Major) muita, maltn'ai, queIM
sãoestranhos,
pudemos reslituir·the L'dria.s questões que na I:crdade lhe dúem relptila, e que na maior parte do, manuaÚitscoldsticos
sobrecarregam inulilmcnl.: a LóqicaMimor
(Logica Minor, L6fjica formal).Graças a
CS'IJredistribuição yera', em que
procw'olllOssempre
nos CQnser/Jar jil;, ao (81){rilo de A ,'is~tcle8 e clo&antigo,ç
tscolc!stir.o., esptram08 ter COllsegU~'Jo Cl'rta~ L'Clltagcns peda-gógicas de dureza fi Wtci~o, podelldo apresel/tar 0& problemas da Lógica
e
da CrUico. tm uma ordem stlJicienll'mrllle fUllv-rol rk compf<ozidadc e dr dificuldade Cre8«1ltc8.Selufa ~$le8 probfr",os basta,,/(' dridos em si Ilklll,lo."
devido ao 8CII alto grulI de abslraçcio. culos projc8.,úrc,~ Mo dl' pensar lalt,c;; que para comodidade <lu ensino 1/''1';a conl'(
.-,deute
qutlnar a ordemt10rmal
i'ldicada 1m flllrlJllurJiv,(1.0 Ló!li!~(J Menor r MII/flr; 2,° ('oMno{ogiu ,.
P,.ncologiu,
,'I," Critica camo prúnfira parle d,) MclafiBim ,,) c 8UU~
bLTd-la n:\ práticu. pt'la ordem 8t{flliutt', que prnnilt Iralal' da L6gila Maior sôm(nte qllalido 08 aluI/o8 Se' lil'CS8C1Ii fami
-liarizado bastf'nle COlIl a ab.~/raçiio fifo/iljjica ( [XII' 0/111'0 ladcJ
live.s.sem f s/lidado SllJicicfltOlzmtc a parte cltnlijiça do
pro--gram
a,
a Jún dr t!T /llguma u:p, rii:m:ia du raciucínio Ilcd"til'/, c indulÍLo e alguma coutprce~rVl d"i' "l&ufin~ ,. pxemplol.f fI q1~ o Lógico "f!~'f' iWQn'Pl',1.0 LógicII MPtlfIf «((11(' 1'(' /onut ',llâ,~ cm'la t /IIfti.'! Júril pelo pla/W que lu/otamos)
f,o C08mol()fjia e P8icolovia,
S,-
Ló9ica
Maior,~,o
Crítica,
Em conseqU</lcia resolvemos
diâllir (li! (11UU JXlrles, q/teaparecerão
"cparul'las,o
Si(Jundo Ja8cf.cul() fOrdem dO!lC01Iceito8 ou Lúgica) c
o
(Ju1'ntl jll~{'f,c!llo Ir)Se}'
enqllanto
'er ou
MeloJbica)
do nosso
manual, de múdo a pu/Jlico"em
Irl8 uÇÕt"separadas.
aLógica
]I,fenor, 11 Lógica Maiol'e
a Critica, permitindoassim
a carla VIII. agrufWr M maM-rias do Cllr80 sl'uulldo a ordemqve
mllú~ p"utirnmt1lle lhj pareur ml'lhm',3 Taltu csla Lógica Clltonlre olgun$ leitorcs mel/no
jort!
do público das escolM. como aconteceu com a, n08sa Intro-dução geral, "O
abandono dos
e:llud08 16gicO$", (8C1'eviaRenouvil!r
em 1875,"atingiu
na França wn lal grau ql~ fi teoriado
juízo étão
pouco estudadacomo
ft do ~ilogj~11I0e 8e o estudo das Malemdticas e alé certo 1JOntO o
do
Dú'út~
não
tivessemtrazido
algum remédio a ésle mul, pouta:lse
r
iam
ao! pessoas inslrufJt.18 ca'Pu:es de 7I1ft/ll'jar a rf'dproca 'fXir f'l;tllj.
pio, e qm qj,io se hnúituaricuII a $CtI/.Car sua cOlWfrsa dI:
pa1'ologiMn.o,~ grosseiro" ,. I DCIY./c a época em qlll! apal''!r«-rom e8Sa" quei.ctl8, olid.~ muito jlUlas,
1/Iuilo
mais 1I1I1ncl'u"OSloram
08 espírito, qtle cOlllprcendC1'a,,~ a 'Tlcccskulot{c de ,11n rt'tGmo ao estlldo lia ú5gica, paTlla
re~tollração dllirlleli.
{llncia, Mtlito 110$ o/curaremo8 8e o no·~so l"odeslo tr(lúalllo 'Pud"/" contribuir com /lua parte paTll csle relú/'JIo IJCft~ficl.J."E~tvlt COnl'Cllcido", dizia Stt/ort Mill ~ a rNlpcilo da L6gicll., "qlle
Ulula
p!Xie c(mtrz'b!li .. mais do 1J1I(~ e!n, quando del(l ,~t! )(1=,
ww
judic;o~o, paro, f(mnar 1K'11.~Qdvrl'lI I'J'(lI(I'~1 fiNx (11)8Clll1do
das
pllfauos f.dO$
pl'OP08içQrs,p,vtrrando-os
d{l,~Ilrmos f}(Igos, jrQuxO$ e 11mbfgllo" !I consf'fJWIn muito o cllludo
das Mall'mdJicas para clu:(jar a é.sk l'('sI/UlUlo:
ilc
lido ~ lIodntI" comparaçlio (10 da lAgico, r01n efeito II.a8 operaçiHl<
IIUlle~dlicas
nlWse
eflG01tlr~
lIC"/mmn dn8 diJiculdndes quI'const!lurm./Jerd~l'os ob:lldcwu8
pam
um )'acioclnio
carrel"(po: f'xe,mplo, em matemd!ica, as P)'QPoxiçúciJ Aliu apenaI< 4/nU'U8at8
alirmatillllS; aUm
IliMO, (M dois 'I:nnos 81ior"'tll/-dos pelo sinol = , dOll/le (I. p088ibilirjade imrtfia(l'
da
C/JII./J(','-Ifl~pl,ra
e silnplcs, etc,), No (,lItan/o muitos homens,"lrd8
ca~~,
nãoCOn81'f1ucn~
elucidar 1I1naidtia
COl//IISOc .~lr~d1lÓNa, por não 4C lerem pubmelido ao tsl!ufo flcsl" dt&clplma" "
11
Pf'Tmitmn-nos ainda
,'uos
ob8e"/!f,çÜ',~, Em primeirolugar,
1:01/10 já di8semos 110 prej(Ido da Introdnção gera\' mas com'ém I'f'pelir para cl'il(!.f qlud'Jllff mul-#rntendidfl.I,
c
..
,
R&.~OCVIE.,F..,..",
<'k ,,--,L li, li-128.. .. ,,1,7'" """,0Ie. ... " fili!" 167,; ~1.'
4 Loc,lc.t. MF.l'OR
a preulIu obra dl~túl(l--SC a principiante" COfllinua pois
elementar
tlIão tem preJen,iie,
aler almJlulamenle completa
no que diz relpeito espeâalmenle li riqueza derefe-rlncia,
documenldricu
e de textos
Cf"ladOS.Entretanto,
como
~ COnftn:ar, na exposição filos6fica, 3tU rordler cien-tifico, CORs/ituird Uln verdadeiro tratado,
enurrando
por_tanto mais do que pedem em geral 08 Foqramaa. Mal
tMa, as expranaçocB que
comportarem alguma dijicul. datúou
que 8ervirem apenaI para esdarecer melhor Ci!Tt08pontos
dedetalhe, lerão escritas nn
car/lCtM"".,me-norr,; além diuo marcaremos com tlm astl'1ÚCO lf)(f08 08 pardgra.ft)' cujo estudo' n40
t
de estrila ntCt:stf.'dade " prcpaTOçifOdo exame.
Em SI'(J1lndo l"!lar hd. '11m ponto .~~hT"
o
q/lal ,1,Il!JomtI8 ter Mdo lJasronlc clom, mas f11lt talvez flfio tcnhamo~ f'xplicarlfl 81/jieienfemrnte,pai.,
que 11m criticode
rtspo71Rabilidndecomo o
R. P. Ramirrz a pMe a 188t re3'pPilo eqfliv(lC(lr~c inll'irammle (fImnlo li l'f'Tdadl'ira ngnifico(ão do 1IOS,." mooo de 111'()cl'dn', CrP1rlO!,com
o 1J1'6prio R. P. Ramirl't. (' etm7 a lradi(élo arisf"'llico. qlll' (1 tlfl"M da. natl/rl'za dn Filolojiae de
"tla.
tliuisifo. (13~m como tÜ "ell t'flUrr, ,,6 tlI'tIl' "er Jdto, num tratado t1'tl r~rpeiraa.
O'Td,m nn" di1triplina.! filotJd/ic(Z!, na M~t(JJfrir.n, pnü qll.e 3(1 ,In, a MetaJwl"A. a título de1f(I/M-defia, vode julon1' a .~ meama e o", VI~ J)r.tnrios princ(pio!.
e julgar a.. ou/riU t!1'~ncia!. E ~ exatamente d~'1' modo q1Je prtlnldl'17l-0! prouder na. PT~&mle obra, SI' tOMmos nusa! qutstõt. (e
em.
01111'(13 mai,,) em nossa TntroduçAo gemI. ~'JXINIUt esta, BtQundo
o nossn
modo de pmsnr, d~ forma algllma~ uma parte do Cllr,w'ou do tratado de FiW!ofin. e por cmt.,e-guinte nenhuma qUI'sfão lhe
t
resm'tlda elt'Ptcialmtnle. ComoleU pr6prio
nome
hem o indica. ela precede o cursoe
opre-para, Jicand{}-lhe inll'1'ramenle exterior; desenvoJvtft1{}-la I'%clu-nvamente por preocupa(ão pedagógico,
a
fim dt allriliar os principiantese
lhes ministrar uma expo$J'ção gerale
pr{}-pedlutica, colocando certos grandes restdtados da ciblcia ao MU alcance do ponto de v1Sta do senso comum, antes de $eremutabekcidos mais tarde de maMira mai8 aprofundada e mai,
..
•
I'1u:rÁuo 5
ricnllJica. Eis por que"" questõc8 que aqui forem tratadas lle/ltrão ur rtlomada8 em leU rellpcclú'o lugar nos dit'crso~ capitulos do Cllrso, erptcialmcnte na. Critica.
rn
A natureza dêste trabalho não nOIl ~rmilú, discutir
I01lgamente súbrc
as diL'trsa8
lcorias tnoderruude intlreau
para
aL6gica,
ccom
t&l08a,
explanarõt, comem·ente". Jul-gamos, 710 entanto, hat'tr' tratodo slIJicirlltemcnte das mois t'mportan~$, Bem pri'jutzo d08 completnCltto$ q!1.e aparecerão na Lógica 11/ aior e pOslo sllJicientemente em relluo OI pn'n-ápi08 cSBellciais que dirigem essa diSCWlsão, Ficariamos l',?lllcnte de ler podido moslrar que a melhor maneira de rC/lo-1'01' militas problemas é remontar ao pensamento d08anNgoII
fOTIIIUllOlldo-DS em suas fontes. '
Niio pretendemos dissimular as imperJeiçÕ€s incvitd-n:l/Ul'lIfC inerentes
a
1IIna exposiçãQ geral e dt'ddtica como é esta. Se, apesar do cuidado eom quc foi redigida, escaparam e~oll, muito reconhecido Jicaremos aos nossos leitores que Iu;erem a gentileza de tiOS illJormar.J. M.
a preseJIte obra tleJlúuvsc a principi(,,~s. COlltillUIJ poil! clementar e JlÓO
tem
p"clensões a ser absolutamente completano que diz re8peito especialmente d riqueza de
rcfe-I'lncias documentdrias
e
de textos citados. Entretanto, comocJ.tv.e
consen:ar, na exposição jiloMJica, seu cardtercim-tifico, constitltird
UJn verdadeiro
tratado,tnetrrando
por-tanto ma.is
do queptdem
em geral "" programas. M 0.8 tMas as expla7la{õcs lJUe comportartln algumadificul-dade ou q!U servirem apena3 para esclarerv melhor
«Tios pontOl cU cUtalhe, 8trão e8CTitas tm caracVTl'3
me-nC1Tf'Sj além disso marcaremos com um asfiOTZ'!CO lfldos OI
pardgra.fns cujo es/udo' ndo ~ cU estrita mceuidade b
prcparaçiJo do exame.
Em 8I'('J1mdo l'l{lar hd um ponto .~6hrll o qual .j1tl9amn8
ter !1:do bastallfe c[am, mas 'P'e talvez. ,,60 renhamo., t'xpTirarln
31lficienfemenfe, POÚt Que um crftico de responllabilidnrle
como o
n.
P.
Ramirrz' pMea
lsse rellpl>ito eqm'v(Jcar-8einfn'ramente ovflftf(J 11 ,'"dadrira significo,iío do ·nol·ff/ mndo de prfICp.d". CrP11l08. com o prÚf/rt'o R. P. Ramirt:'z. l' CI'mI
a
trad1',lfo oris'nlmco.. q1lf o e#"M da nat1/reza dn Pifolo/t'a
e de sua divisdo. lU.tim como de se" ,'alor. só fkvll .ter /tifo,
num. tratado ""e rtS'f)eita a ordnn rins di~,.ipli'fUU Jilo36llcru, na M ~(nJf3if'Jl. 1)IIis que
8&
~ln,a
M elo.,fúir.n.a
títultl de ~obtc/mia.. pode juwar a .ti mt.!ma e ru InlA prtfnriolJ lln'"cf,pios,
e jv1t1a.r as O1ltrll..'l r.ilncial. E
t
e%ala.menu d~'~ modo 'fileprefnldf'17los proceder
na.
pr ..v.nte
obra. S~ tOC'amos neMasquestifts (e em OIl(rIU mais) em nossa Tntrodn('A:o gemI, I
porrf1U esta.. s(otl1lllo o nOlsn modo de ptn8nr, de jor1l14 alg7lma
é uma parte db Cllr80· ou do tratado dt Pilosofin, e por
cmlU-guinte nenhuma q!tfstdo lhe é reurvada e81>tcialmenu. Como
Nllt pr6prio nome hem o indica. ela precede o CI/rso e o
pre-para, ficando-lhe tflt,iramenle exterior; desenvolvemo-Ia
n;clu-nuamenfe por preocupação peda~6gica, a fim de auriliar os
principiantes e lhe3 ministrar uma expolJif;ão geral e
pro-'f)t(UuHoo, colocand() ccrtos grandes res'ultados da ciência ao
3tU alcance do ponto de vista do 8tnIJO comum, antes de «eTcm
estabelecido. mais tarde de maneira mai8 aprofundada e mai8
I. C","- ... lulbcHl80to 1$22.
•
1'IUWÁUO
,
,.jcnlffica. J::is por que lU questões que aqui forem tratOOQ./l
([everão lItT retomadal
em
leU rfspeclil'o lugar n08 dit'eT$OJ;capflulos do Ctlr$O, especialmente
na.
Critica.TIl
A na/u)'ua cltsfe trabalho não fiOS permitiu disculir 10lJflanwll.e súbrc
as
dit'ersas lcorias moderruude
intlresse para a L6:Jica, c eom f6dtU tU explana,õe. comcnienles. Jul-gamos, no entanfo, hat'eT tratado suficientemente das moisimportanfu, sem prejufzo dos complementos qll,e aparecerão
'UI Lógica Maior e pOsfo suficientemente em rcllllD os
p";'n-rNpi08 CBSCllâais que dirigem cssa discussão. Ficariamos f'l!1I1cnle de ter podido mostrar que
a
melhor maneira derellO-I'ar muitos problcma:s é remontar ao pen8amcnto dos anh"gos,
amsulialldo-os em suas fontes.
Nlio pretendemos tli8simular (l$ imperJeiçoos
1'ncvitd-rl'lmel!fe inerentes a lima exposição geral c diddlica como é
csta, Se, apuar do cuidado com que foi redigida, escaparam
~os, muito reconhea'do ficaremos aos nossos leitores qUI;
lu:crcm a gentileza de n!M il/formar.
•
,
,
LÚGICA (A ORDE
M D
OS C
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NCEITO
S
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PREI,IM
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l\ARES
PRllU:lnA NOÇÃO DA U1G/<.!I\. - A LógicA. I e.s· tuda. ti. ra.zão como in# .. /(mf1llQ d3. ciência ou meio de ndqlli -rir e possuir 3. vCl'dadt!. Pode-se
d.
·
fini·IH
:
:I artt>Que 1I1RlUE o "llúrmo .\TO lI.\ RAZÃO,
isto é, que fW! pumife dlt!fIU CII/" urdl-m, jlkilmrnlf! e JlI1If/ ~n·Q. ao 'Pi'Ó'prio nlo da nl?lio '.
lo U.K"~ • " .fle QU' ... in. 1,,,,,,e.JN . ..,,,,,,.' <l~,,,. 1~.iI ... nt. e .. ", ~rr<). n" .,,, o) D.:ssc mot!<I, IL l.ógi.:n n:'i.u plXll'\!de wlTIcnlc como tjlllll- vr/i»,jn ,I- r .. ~ ... quer ciêncis, !lCl;undo :l 1"lt7~io. m,ts diz respeito 1i0 pl'\)prio ato d(';;1"
rllZ~o; dll{.'I(;u nome de ciência da nu..ia ou do
lo!Jos
(Xoy,.,j 1:r",.nj ... ,P b) ,\ TCUWJ IIU<> i: uma fll.culebdc diferente d:~ illldi!1lncia (tlU ,linda ernelidillumlll, mld«lo). MIl8, do panl(! cle \'ista do runcioD.II-menta dcst/\ faculdade, ehllmal'l'.)-ltL l1l/I.is c8pccidmcntc ill/(Iigi",:itl 'Iulmdo elA \'ê, al;nlJc ou "apn:endc", e ma.is C!lpccialnlCutc ro:íjQ.(lUlIlH.lo Vil; pelo disCUl't'O de uma coi~fl apreendidA I uma outu.
2. ...-\.!) Tllt", OPEIl..\çÜr~'i DO DSPfR1TO. - QUI\I é o ... tu
próprio da rnzi\o como ts.l?
RACiOCINAR.
Raciocillll.mos quando pcIL'i:l.moS por exemplo:
O
ql/C é espirituali
incorruplfur/;Qra, a alma
hu.mana
éespirituol;
• IOf/I).
,
da.i
úu:orrllpttlJel.1.1;1. J .• \I''''T'''''_ IRI.""~6at;<r1ll6 ~·,t_JoP_ 1'f' 103'1111. I.;"',,,, \(;111
.:.ti,lI~,. 19-18.
~ ".\n ,lir-tt'l •• 1"".u. lelUI .. !.ioai •. I~r <lU.'" "",lku ~<I"'O li' ;1lOõO lelu .. tio";' o~u,""" CI .... ClLITL. et lU ... "taoll!! prO<WdII."' 1S. 1'0)1.". ia "~aJ. PUI .• lib. 1. lec., I.)
3. Lo&ic& "atI1IU. raJ,o~ol .. aoa . . Iunl ", ... eo 11<10(1 \'IH loIlCunJ,nn ",tio",,",. "" tlitru . . eo 'luO<l ,." oi...,. li"''''''' aclUftl rOlion; ••• icul";,ca pf1>JlIl:u" mal.t"""·' 1'S .... ro To .. ~", .brd.\
•
&to h.di .. ...,
ma_ comploro.
,
o
raciocínio é a operação mais complexa do nosso csplrito;é
raciocinando que vamOS' das coisas que já coche-cem08 às queainda
n10 conhecemos, quedescobrimos,
que demonstramos, que fazemos p1'OflTedir a n086G ciência.A Lógica, que estuda. a fazão como meio de adquirir a ciên -cia, deve portanto considerar, entre as operaçõcs do espí-rito,
anlea de
tudoo racioclnio.
Todavia M outras ope-raçOCS do espirito que ela precisa considerar. ,Considera.-ns, porém, em relação ao raciodnio, em Junção do racioc(nio. O ato de raciocinar é um atoum
ou irulilli80, como o ato de dar três passos até O lim. Um, dois, três, chegamos 30 fim: contamO!! lrê8 passos, IIUlB nos movemos seminter-rupção, num movimento indiviso. Da mesma maneira., raciocinamos com um movimento indiviso. Isto porque
D
io
raciocinamos pelopra,.zer
decorrer ou
"discorrer" de um.a idéia à oulra, mas sim para concluir, isto é, para tornar evidente qualquer verdade em que nos det.cm08.o ato de
raciocinar é contudo um aÚ> compl~xo; é um ou indiviso, mas não é BimpuB ou indiviswel; pelo contrá-rio, é composto de nirios atos distint)S ordenados entre si, cada um dêlcs tendo por objeto uma enunciação seme-lhante As três enunciações do éxemplo do.do acim8.,chama-das proposições. Cada um dl'stes atos considerados em
si mêsmo chama-se um Jufzo.
Eis aqui uma outra operação do esplrito que é anterior. ao raciocfnio e por êle suposta.
Julgar é al'irronr ou negar.
e
por exemplo pensar:ou ainda:
A desconJiaTlfCl
é a mãe da segurança,
Uma cabeça empr!..achada não é pequeno embaraço.
Pelo primeiro juizo afirm!UllOs dêste têrmo "descon-fiança" êste outro têrmo umãe da. segurança", isto é, iden-tijicumo3 ésse!Cl .dois tt<rmos, dizendo: existe uma coisa
urnl:l-9 e a memna (um mesmo aujt:iú» liqual convém ao mesmo tempo o nome "deeconfinnça" e o nome "mAe da HE'gurança", Pelo segundo juizo, negamQ::l do ténno "uma r.ú.beça empenM:hada" êste outro térmo "pequeno embaraço". Pelo juizo, declaramo-nos de posse da yerdRde sôbre
~te ou nquele ponto.
Um
homem sábio é um homem que julga bem.O
ato de julgar é mn atoum ou
indivi30 como o ato de dar um p8.S80, ou, mais prõpriamente falando, um atosimples, isto é, indivisfl'cl.4
Assim, o juba dado acima como exemplo não é uma justaposição de tré9 atos de peo-:'lamentos diferentes, - um ato dp. pensamento para "a de.scolúiança". um outro, para I'é" e um terceiro para "a mãe da segurança", - mas representam um só ato de pensamento. Todavia, refere-se
a.
um objeú> cqmpuxo (proposiçlio fabrieooa pelo espirito) e assim como um passoé um movimento entre dois têrmos, entre um ponto de
par-tida e um ponto de chegada, assim Lambéru o ato de julgar é um movimento de pensamento, - traduúdo pela
pall\-vtll. Ué" - que une duU!! noçOes diferentes, expre!S8S pela
palavra-sujeito
e
pela palavra-atribllto ou predicado. Cada uma destas nO~1)e9 corresponde por si a certo :l.to do espírito chamado co,u;e-pção,· percepçiío ouSIMPI.ES ."I'REF.~SÃO.
Aqui temos uma outra operaçA-o do espírito que é auterior ao juizo e por êle suposta.
Conceber é formR.r em si um:\. idéia, na qual se vê, atinge ou "apreende" alguma coisa. ~ pensar por exem-plo:
ou
ou
,
"infeliz". 4. VlOtm&lo&dian\ll."."37.
~. A paJ.." ... co""PI',IQ dNi", .. ~er:llmeft!e .. ptllM & J.T~ da i4U" (i u~1oe
"DtidO que & emp~p.""", 'qui), .. bt,o que _ dt;ld,na. "' ... béhl .. fotl1l&e&o da
"",,...i(-o>o l '1",,1 se &plit: .. o juizo.
&<0 simpln 111M
){Iob,.
unI objeto ~o",plu'"eoo",""", ou rue. ato de
apre-.... .\0 06b~ um obiuG simp!",
•
r'"
LUCIL.... !\1f.";OIl~sle ... to Clltâ evidtmlcmente lla. ol'ib,'em de todo o DQ.$.'>O conhecimento intelectual; eis por que BUtl. importAncia é
C!l.piil:l.1. Por êle um objeto de pellS0mcli.to é l'cproscntado
8 corulidl:l'nção de nossa inteligência c à sua voose por ela.
Entretanto, êstc alo de percepção ou de a.preensão
é tão imperfeito {IUe nos dá sem dúvid~ um objeto de
pen-samento dist'crni\'cl em uma coisa, mas 6("m DOlI dar, ao mesmo tempo, 08 oulros objetos de pens1IJllcnto que esUio
unidos
o.
éstc na coisa tal qual existe (de uma. existência. atual ou pos.'!lvc1); de maneiro. que no8-'!O espírito, ficandopor nssim dizer em su~peoso, não tem ainda o que afirmar ou /legar. ~ claro, por exemplo, CJue se penslI.mos:
"o homem"
0"
"11. neve" 0"
"os cleliewolI",
s6 tcnlQ!; nu espírito ulna vCl"dade começada, lIOSSO
espí-rito ainda nUo fêz nenhuma dcclnrn.ção de conformidade com o real; esta declaração só se rraliza., &ó há verdade acll.-. bnda no cspfrito, quando pensamos por exemplo (num juizo):
"0 homem {o mcJl.tAI" Ou
"a neve t! brall('a"
O"
"os delicados são infelizes".
ou qualquer outra coisa semelhante.
Assim n:1o andnmos qUllJldo elevamos ~impl('smellw o pé acima do solo; ~ó and!l.mo~ qu:mdo d!l.lLl08 um ptlSSO.
Digamos por cOllscguinw. que, qU!l.odu Ilu.."-'!Q
espí-rito faz ato de simples aprcen.são, êle se contenta ('In Upret:ll-dtr /Imo (oisQ .~('1J/ 110dll a.Jú-mar 011 negar.
Tt'n}()S. H.C]\li um ato niio ~Ólvellte um ou lrub'.'Íls(). mas além di""o simples 011 i.lrlirisfl'rl:·o atl) de pensar "hOffif'm"
ou "neve". é c"identf'l)lf'ntt! um ato que não comporta partes. Além disso G refere-se n um olddo que é ou
indi-11
!tUWel em si mesmo (enquanto objeto de pensamento,
"homem" por exemplo), ou então pelo menos apreendido da meama 1n.aneira que os objelolf indiviBfvcis, isto é, sem
implicar c01ulru{ão edificada pelo espirito. Eis por que 8e
chama. aio cU ttimpf", apl·eeruão.
O Ato de concepçAo ou de simples apretnsão é dé.'1te modo uma oper!l.ção primeira, que não supOe nenhum~ outrA operaçAo intelectual antes dela: não constitui O!l.tu-ra.lmcnte o
nosso
primeiro ato de conhecimento (pois supOeantelól déle as operações dos sentidos), mas constitui :lo nos.'!:l
primeira operação INTELECTUAL, é a primeira operação do e&p(..
rito.
As lr2~ oper~ue8 do npírilo hwnano sdo a 8imp!clf apreensão,
o
juizo eo
raciocfnio.·3.
As OPERAÇÕES E AS OBR.\S DO ESPíRITO. - O es-tudo d!l. natureza das operações do espírito e do seu
meca-nismo intimo pertence à Psicologia. Obscrvem08 aqui que
é
necessário distinguira própria operação ou o ato do esplrito. e a obra que o esplrit-o produz em conseqü~n
cia dentro 1le si mesmo. 7
O alo de julgar por exemplo é uma operação menta.l
que implica a produção ou 8. construção no espirito de um
certo conjunto de conceitos que denomilUlmos uma
enuncia-ção ou propom.·enuncia-ção. E exisw unta diferenç!l. entre o ato de reu-nh: conceitos e julga.r, e 1\ reunião construída, como aque exi s-te entl'e a ação de construir uma cnsa e a casa constmfda.
A proposição pensada (reunião de conceitos) distinguc-se
por sua. vez da proposição Jalada que a exprime por
pala-vras, e que é o seu sinal oral. Existe tanta diferença entre
uma e a outra como entre a própria casa. e um sina.l
qual-quer que a represente.
,
7. "Siol,,~ I .. act.ibUl uterioribUl .. t o:o ... ide ... re olM,..,uonem. ft ope,..,l"m. »\lIa ao,IUi<: .. io ... m at &odlfi .... tu"', ia I .. ope";b" .... lionr • • , oonoldetSre r...,m ael"aI ... tJo"ÍI, qui ... 1 t~,,11i~re 11 ""io";,..,.;. n aliquid 1>01' bllllOlmodi ... Cum 0:0 .... Ulutum: quo<! quid~m In ."""ul.li ... reIlOD' p ... quidem _\ Üfinili<!. """""0 ... IltoGlW>. "'li<! ... 1II1oQU ... "","-1.0". (90"'"0 T ....
s...
S ... uo.I. 1 -ti. q. 110. L I. &li 2.1alo oirupl_.t6-b,.., um obh,1o !limpr",.
CoflCrilO mell -t.aI, ob.." da iAr.e-IlctllCia. FI;",';.. ope-.."çIo do _ploilo. Co_11o 011;'· ti .... 0\1 011;' .. doco""';lo. Si .... L o ... do eooe.ilo. Primeira ob .. da tado.'
):;eu aln&l oral.
•
12 l,()C1C" MENOR
Por prOpo6lçao JakJdo. cntel\denlo~ tanlo a propo~içáo fala.cb
r(!almentc, - reunilo de pallLvl'llli emitiiliUl cxt.eriorll\cnlo - como a
propoeiçiio falada mentalmenl<! - ~unilio de palavrlUl rorlTWla.s I~
ímqinaçio.
Quandu JII'/UG.III(IjI por exemplo "o homenl é mortal", arirml/Uol aquilo qUI! UOI é apreeentado pela idJiG de bomem c aquilo que 1l0lf 6 aprex.ntado ~ UUÜl de mortal. Mas ao IllCSIDO t.eOlpoJ que
forma-mos em twMO I!SpIrito uta propoUçlo pc~ imagilU1_ a prop o-mçlo falada que a exprime (e 15 ,.~_ chepmc. rno&mO a 0II000ç&r ru.lmente (OS movimentoa de foração pelos quai.!l proounciarlaID08 essa proposiçlo).
A propoI:Iiçio ~ (reunilo de conceit03), I!videnfemento difere tu.to da proposiç1o falada ,,~nlalnr.enle (reunião de imagenS auditivu ou muecularca de SOD.!l articulados) como d. proposição
/alfJela. rwlllltftW.
Para precisar o sentido dos têrmos que empregaremOB, podemos estabclercr da seguinte maneira o quadro elas
operaçOcs do cspfl'ifo.
I. - DtlMn,i ... " pOr unI"
.ionllilude do objelO:.",ebid .. de.
_u.oo.
F&('''' • • to.l .... f1o.°
. p/rilo fonn. ou "di." u"Ii_'"'o ..•.•..•.... tf. ,-t, a';,.,. ou ap_nde(BIMPLES APllEEN8ÃOl
uma oerl . . . u " j . .
d • ... (q ... u.cw-d"DOnliu ... 1 .. ,~WIll de COl<o
CC'TO o •• ~nv"." ,
T~o "m "Uoto 01.0 .p-". dido, ale poder' produ';' ....
un,. id6& (011 COIICU' TO .. 2..-r!lL) lia qual
oi "' .. mo •. ", ..••.. ,... u'" coneei.o compluo deuJhlU>d .. aquilo que
.i...
E,,- "C1Il<lç.O.O d.«>iu., ...
• doiip .... " idN ror urna po.l ... fTta>lo)
q....,.
po . . i oi."ifi.-htlpor u,,, ";llIIl ""fiw
(1)'010,· .. _ril.):
Mo-..
....
q .. e tam pOr,L ... L .. ",I.
lI"n~,e'o pro .. ,,"";.-d .. ( .. uft;lo d, pol.
-~ .... ), .. ",..,..z .. ",'-" .... /.
•. PrinMi .. qu.,,1O l
eM"..,
LioJic:. t,,'" q ... nto • ordem oronol6tica. Ver ...adia,,\oe "." ~.. m ... raoo q"e • dcfinitio' • primei .... obra d .... "'" pOl'IJu. 111.' ..
p.i"";ra atora d. i"tell.llICie ... indo • ..".. ri 00
GOIlce.í1OO-(}PlUC'" no." (",no.M'A') S'NAL " ... r. "\T'HML 11 ..: O "'1"';10 fo.""IIt.
!CO:'f1'OS1("ÃO f: DI\'f~'\O)
li""
~,a.iio d .. doo.. '''''' ... I<l0l C...;.w. •"1-.... '->-<:oa, ... iI! ... ia.
~ 11"" :úi'''\lIo .... M p OI" do OIIt.ro, ror "''' .10 ";'''''-''
d..:oU). d ... "" ..
CJlit1..o1
I,.'t
"" ~fr.r
... a .. 1a ""''''10 de ~. ml .. 0\1 ~IIO_(~O.111. _ O ~e"lril" ~~ 011 .p ...
""dt ...
... "'" ";nf,·.i",J~" Ou to ...
"o
ft~",_ril"'elll" \·.·toIroJ.i .... . filie il~ "(o""Lui" oI ... I>,,""~ MIlt.... f:: O ItACIOCI:-'lO
.:. •• I .. rn •••••••.•.•••
um cnlflO de ProIKIII;' t6ts ( ... ,..,,,,,,,,,.) um. ou,,,. propollklo
( ... ".~IÕ4 ••• ) )IOf" siNJ .... 1 .. ,.~". _ç10 flr\IIIu.oio<lr. ( .... "iJ,o de ....
'·r
....
)
:
... I _ ••• · .... 1 ... .. 111.Que .... n.tr<~ ... im... ... u ... ..,.,,,i60dt propo-.i('ÕUI. tll ... L. AR"'"
If~"T.,C~O. a qu.L.... lem pOf .iul "",L.
A'-IUllf2ll'TAClo P<'O"~ft· ... da ( .... alieI d. , ... .-;~P"'''u.(ied ... ): , o hO_1II , um aall, .. L ,"(100.11; _ 1 .... 0 fill> "'",,' u ... IIo_ .. ; ... t .... o filo.oto f um ... ft,,,, .... 1Gael.
As operoções e os obros do espírito
13
!\à primeira coluna dt-stc quool"o cscrc\'emos o que
conc,,:crne aos aios 0" upcruçíit's
uo
cgpiril.oino.
f!'cguOlh ollUC conCl'me às obrtU produzidas dentro do espfritoi na
wr-ceiro. o que concerne :\08 sinais orais e materia.is des.!>8)l obra.a espirituais. A Iingl.~elD corrente em geral con-(unde essas três oroens de coisM1 porque em muitos C::t,!;o.i o
(Iue se uiz dà obra também ae pode direr da operação,
e porque é natural :'LO homem ehunla.r
na
coi5a8 s igni-ficadas pelo mesmo nome que o sinal por ser ê.>te iiltimo mo.is conhecido. Entretanto um jubo, por exemplo, é•
:->'"uad.& "9<"nI. eM 110 .. "Ioit ... Te.""l""'upen,· ~&o d.. ...plrito. T~rt'~i... 00'" d ... i<>.LO(;ICA .... I:NOI'I
um ato vital, uma propo.;içiio (pcns.'U.la) é um ol'gnnlSluo imaterial composto de vários conceitos, uma. proposll;ao
faJada é um composto inerte de parte~ materiais (palavras) justapostas no tempo (propolliçào oml) ou no espaço
(pro-posição
~scrila). :Bst3':; distinçõcs têm grande impor-tância para a
boa. comprecns:Io
da Lógica.a) Como vercmM mltis tarde, Ltiblliz: e tertas I..ógico.~ flue ~ inspiram nele tcndem :\ deb;u~ a upuaçilo pela. obra, e FI obr.. imilte--h:rid do espfrito pelo lteu ,i'iH! lIIf1terial.
b) Por outro lado, cm suJo!. crftiC$ da. intdigéncill,;'L l'''COla (\lIli·
intr.leetua\ista (JUIUC<I, 8crgiOl', Lc Roy) oonfundo n:io poUCIIS Vi.ZC8 as OpeTa<;ÔCS e 1\5 olorllq
"li
intclig~Dciu. com 08 ,inlli$ mul~riui$que u exprimenl.
c) Esta di!Jtinç:io cllln' (I j.ll'lI.!amcnto e 0$ seu!' sill'lis Dll1le-l·j1<i~, em nenhulIL lugar li LUo bem marcada como em AriSlOll'h.·\, ('uja
.Lógicll. tem prcdg;,.n\('nto.: por objeto J.\8 obr!1.9 illu,!.criais do .. ~pCrit.o.
mio as pulAVrM falW!lS ou C6eriw, e !'dere·se a estAS somente tUqUllDlu .o;ão I!inais daquelas, Cf. A1UIOSIt:S, in Pcriherm. f. J9 ~ e 20 a: .. 01. ...
i ... """""~,, ... 1T~,,6o'Act. .i~", .. 18.r ... ,;,~ ,,,,,,,uj.i.,,,~ ... 1 rol. -ypa ... -6"I_a r';'.
...
""'
...
,..
."',
..
V
Para. evitar quaJqucr equivoco, n:lStringiremos :\.qui lisentido corrente da pruaVl"aju!zo, cmpI"<'gando-!lsUme-nte no
eoso em quc se trltta. da Qpcrl!.ção do cspll'ito que C'onsis(,c em dar seu I.I.Sscntimcnto, c empregando !l. p~avm propo$Í~ ção para. design:\r a obm rcalizada dentro do ('spil'ito, e sóbre ::t. qual rcrei êstc
ato
de !l..';$icntimcnto. A mcsma rcstri~ão nti.o se impõe à. palavra mciocínio, queemprega-mos com :lo linguagem corrente para designar ora :;ó Do opc-ra.~'ii<? do espírito, ora li. obra flSSim produzida ou :u'~'umcn
ta~ão, om as duas ao mesmo tempo, bU:;Lnnuo () ('ollte:do
parn. fixar O pcm;amcnto.
4. DlVJs:~o DA LÓGlc.\. -- Coniiidcrando 14 Lógica
an-'u.'S de tudo o raciocinio, é ('m relação no raciocínio que deve
ser dividida, Ora, não há d41l.S coiS1.i a considerar num ra.ciocfuio, como em qualquer construç.ão C! obra de arte? Numa casa, por exemplo, é preciso distinguir os ma.te
-riais e a diliposiçiio que o arquitcto lhes dá: se esta di s-po~if,'lÍ.o é má, a casa não ficará. de pé porque está ma.l
cons-truidll.; e ~ o~ matel"i!\il!! 1>00 maus (mesmo quando a di ..
po-•
Slç:lO seja boa), a casa não ficll.l-1 de pé, porque foi
cons-truída com maus maWriaifi.
O
mctlmo acontece com o racio--cinio. ~
pre
ciso
distinguir: 1.0 os materiais ide3.i.s com0."-quais se raciocina, ti o que se denomina
a MATf.m ... do racior.lnio,
e 2.° a disposição segundo a qual êstes materiais são reu
-nidos
no
espírito, de m!UlcirR.a
sustentar :l conclusiío; é oQue se chama
a
.·on~f." do racioeinio.b:m virtude de sua fonll4 o rs.ciocinio é correlb ou incorreto; em virtude da. sua matéria é verdadeiro ou falso.
O
seguinte rar.iodnioNenhu.m. homem Jaz o m(Jl; (I)
ora, ~8t.e criminoso ti homem; (IJ)
log(), ~8t.e cn:mino8o Mo Jaz o mal, (lII)
ê COrrido - / t . forma é boa, a conclusão é
bem
deduzida; _ mas conclui JaL!amen(r,o.
matéria é má, ~Ddo falsa apro-IWJi~:io J
.
Scndo a
Lógica ao
arte qucn
os
permite procedcr com ordem, fàcilmente e sem érro no próprio ato da razão•
•
•
precISa. ocupar-se tanto da ]orma como da matéria de D
o.<!-SOl; racioc1ni08. Dal ,'iua divisão cm duas partes: L6gica
Menor ou Lógica "formal" (Logica Minor)
c
Lógica Ma,:or011 Lógica "material" (l~ogica major).
A Lógica Menor estuda as etmdiÇÕts fOTmais da
ciêu-cia; analisa ou "rtsolve", como se diz o raciocínio nas leis dc que êle depende do ponto de vista de sua forma ou de sua disposição;' ela cnsina as regras a se seguir para que o raciocínio seja C(}TTe!.o ou bem c(}n8trufdo, e para que
a. ~onclusão seja boa relativamente à disposição dos mate
-riaIS.
Um
espirito que não se confonnaco
m
estas leisf~rma.is do pensamcnto é um espfrito inconseqüente. E como dIZ a Lógica de Port-Roy&!, um esptrito
inc
onse~
üent.e
lU
:\ LOgicn MlUor CtlWdll U~ ~o)jJiçõe/f 1IIoltrioia JII clcn· L~'I ~I';"'. cia; ela Q1IoUIlJ ou rrlOh'C o r8J'ioduit) noe prinelpiOl'l de que ele depende quanto " 8111\ lIutliria ou.:w seu conf~ürlo; 11
ela lll(Ht ra.
a.
que f'Oudit;'Ô( ... Jevcm corresponder 0:1 nUI,te-riais do rscioclnio pl\ra qUi' .$t' ubtenha umlL COllChlSio
li""r AXI lodolf Olt flJtpct!n_~. - nAo ~mentc Quânt.o à forma, rnR,I tAmbém t'J,U:lllt.) li fllltl(lrill . .. - isto ~, UIIIR roncluslio utro(lfl,iro (' r.l:I'/fI. 11
A l.ól(k. M .. rllll' ~tud" pura ~ 1liU\1'~SIlK,:nlc .. rnc\'lInirinlO do rt.ciocinin, tlMn'Io~"" fl!itll ,I .. cnnlO"\\cio ml$lM dI!' pro~i~ que
,Ir-
cmprcl(ll tl dn IL'II'I (iM'f"\till:açJIl ou ,It'lllf'lnlll.t.('lu) quI' n MII{rito Jlile rl.l. (.: Chllllll1od" fie Ló1ciu M.mor (f.t>lJiCG Minll1'J porque, 30Indtl,·.)n~litu{dll dI' rc~ra.i e de I'ret:.'itOi<, oi mcnOO4 Iouga. IIIUM. $I: etlludllf ~ Ir:tla de qucsti)c;j meno:l árdufl.'l. O Mmr! dI' lAigicn fOr1ua/ t IIl"i.
ell:prc.!~,h·o, ,. do\·eri .. l'er pr",fcrido, 8C u .. io f/\vo~Ct'~· um L'f1Ui\'OC"
]'IOil mui~o.:l auton'lS modernos, desde Kant e Hamilton, ~:mJlrcJ;:/U'~T1l a p.\I,\\'1'II "LfJ",'co Jormal" I:'m lII.'nlido f'oll1"h!l.II.mcntt! dif<:,.,t'IIll'." .-O!! luLiJOl trAtIIVanl d~~ parte tI/\ TAglc/\ nn que tlcnomin_vlm li! Sultl",w14lt.
,\ J..,óPca Maior, pelo conlririo, e~iKe mai.1 t1e~n\"oh·in~nlo. IMlrquc trata dali qUCdtôc!l mai~ dHlccie, -IIUr.lt.õt~ que 81.10 lIO/lIbén, 1\11 maia impo/'tll.nlr.'l, n:,o FÓ I'm relaçlio à própria arte de raciocinar,
mM em n:L'\Ç4o 50 coQ,junlO dA "·ilosofia. bte ~ o motivo pelo quo I
rooebe a dtncllniD.l\Çlo de JoÓf:ic/\ Maior (lAgiw Jl!o}ur). l'otlelllOlo
rhanâ-IA tambim de l.lJgim ma/cries;. umA vez que chl\nlllnM,I$ a 1 .6-,liefl Menor de L6I)ica J(JIro1a/. ('t'rtos traf.ll(I~ modt-l'TlO'I pn:f,:~m
o ROrntl de IÃgiC4 apliMdn, mas &Ite lIome pode pm\'o<"lU' equh'OCO:oI
to If.VõI.r .. poMar qUto .. pute da Lógio aSl!inl d,""ill:ntlds J;Ó IraLa d ... LO. 1::d.1II
_,u..
....
~..
....t .. ~" d4 .~ciocfNo eO'''''' ~tpkoo .... "'riaia ... "I ... o obl.u .. doo &!Iw..u.lI"ellI;". de Aritl6lel4t: "lO porfi"
.
00 ~I;"'" a til ..._v.m d~...t,.,. .... nMlw ... .
11. hra I'ft\·u q,..Jq ... _I~. ,"' ... , _ not •• qui. quaodo .. d.la '1 .. 0 a ~ Muo • ..-I ... o rodod.locm - . . pri~"'p""J.,-" (I .. I.a.~rlll.5.odooprill.
rlpioo o .. Ido 'I'" dlriceao
.1_.
00 .. diOpd"',.o doo 1I .. ,~rüoill hllclili'·c. ~mp,.,. pdo. paio rociocfQlo) •• ~ ... p .. lu .. 10IW4l .... m OIIU'D ~olido do q .. oq...ado 0& di. que • Filooofia .. ~h'e 1 ... I_.t~ _ "ri ... , • .,. p., .. ofp .... da ... o """.n..I ... 1o .... uperitnd. 0& ... " ... 1 (Cf. I .. 1rtIrl p. 93). Oi.r. . . ....
oImplumt1ll' '1111 .. ~ Pt"ioe'_ ooahecidoo "'" oi ... " ... ..ao fIII 1'.1 .. . ,·lpIot '1"& co ... tlllll'" I f'llooo1ia .. ,,,""" ... ,,. .. 011 'M .w • • H/o .... e q .. c 1110 d"" ... .. lu. pt'6pn... eoq ... to If\IC I .~)I<1'~IKU.
_'"'1'
"
,,,
0:«""
""t~rit;" de .. ...tc p".,'4 .. , AoAI ... II .. _ .-b",l_to latol-.wal li _ Q"oio ~ filoool'" OI' b_i ..o-... modo. 00 Pt"i",.il"Ol p"""I",,," d ... '" I""'em CAiro' 1<.1 .o ... id ... ~ . . d, l.6cIc:. ma;., ... ....unc.t. 'I" . . . upe do .... ""lIdo d .. _ ",,~>c'"ioo 'Aio.
0
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.
-... "to- dI '\11 " ' . . ma" ou diopooie . . ; o . . deiUlIl oJe ""'. oob ou,ro .,.,01" de '·lItl. " "
,,";"e!ploo J ... i. do oo .. he.:i ... to \at6lee, ... I . da J-llooofi ... """"o. ~I_ (, • fo ... ,..
\lUO d ' .. 1da .o OCll'}lO
12. t'l' ""AIO .~'" n.ml .... oJo .. o. I.6K"-' Ma;', ••
":t.ptic.ar·' ILS \·Q'rd.dec!' C5111bt'I.,.·cida... I\A l.él!i~a l\lcnor. qUllndo ns l'e3-lidade ela ~ uma rliv.iplill4 particular quI' ec: rerCrt a um .,po,-eto ..tu
coiau lógies" que :\ Lópea !\Ienor 1\10 coD,id.!ra 11
A Lógica Mcnor e Q. lógiCA Maior dividcm-se natu
-rolmente segundo !li três opcrnçüe:t do C"plrito, o e9tucto
d!l terceil'a opeJll.çlo. o objeto primc:ro d9 L6gic!\, supondo
Dcccs.c:Ariamentc o c'itudo da!! d,,3.~ primeira~.
Além disso é do domlnio d:l. Lógic~ Maior tratar
espc--cislmcntc do. Definição. da Didslio c da Argumentação
como iTlstrumr.nto dI) BUliu. Convém
tamhém
que ela tcr~mine pelo ~tudo do objeto e da. natureza da Lógica, qll~
tão que
.
aliás.
pcrtenl~c ao domínio pr6prio da Critica. e.
quc a Logu's apenas toma de empl'fslirno dos.~ ciência.
Lócuc .. MENOr. 1)1/ C,.j~irll dR RRUO rorrQ'la 2. ,I /'ropoliç/ll} ..
•
8abdiY~ d. u. ... '-, ... , •.ta. LG,icoo ahJ",
LÓGICA MAIOR otJ J ÓSiclI
{
I. O Vn~U1/ . 1." oper/\~"(I} e()n.~irl"rn.d.1\S fi,',
• do dplrilO ponto de VISlA
? • dI!. Ol.atêri~ rio
_. () JUIZO.. 2." operaçi;o nciot'lnil).
3 (h Irll iMl.rwllculMdutabcr (Dt -Jiniçbo, Dill~, .lrgu"~I~'L.I)
I . . i Fa/u ~_
. da RaqO
I
vndlldeiTanlOII.rocrlo (O. aol'i+
nlL.).
2. .i Ikm01l1t ro-çrIo """per/fila (O
Provbcl). 3.° oper3çAo
3 . ..t Dcrnol\atr(l-rOO prôpria,"clIlI dita (O ncceM4rla-Oll'nLC \·crdldriro). analisada do poDtO de vUlA de !Cus prinf'r-pios matcriAi". I t ivisão da lógico
,
•
LÓGICA MENOR
ou
LÓGICA DA RAZÃO
CORRETA
(Logica
M
inorl
•
•
•
•
{
CflIlItUIO 1. -
o
COnct'ito.LócIC~
MENOII Capitulo 11. - A Propo!!içio .... .CllplluloJJI. - O luu:ilX'lnio ... .
CAP!TUl/) PRIMEIRO
•
Capitulo I (J CONCEITO , A PIUMEIIU opc .... çi\o .00 DPIIUTO
8eçIo 1. - A Snn'LU ÁPu.&N'8i\o ... .
,
_2.-O Co:'fCr:1T_2.-OSeção
3.-O TtlUfo
A. N 0f&J do C()n«11o ... . ... . B. E%Jml6o " COlllprttM/f11 ~u. ton«itu. ... .
C. Dirit60 do C'JIICC;Ú)
§ 1. Cooccilooa iDcomple· §2. I'· :'1:06 e complcxo.' •••. Canccitos coneretoe 11 ahftratOl! ... : .. C-<>nccito/l colelinn (' llivisivOll ... . ElIWMAo do t:onoei-Io-Sujl'ito ... . A. Norao d() TlrDW orol..
,
... ... .•
10"
"
17 IR \9 22 li. DidtlJo do ThllW §2 :-Oomn o Verbo.... 2:'1 §3. Sujeito e rrcdicado 24l
i §4. I.::J~~~.~~.tê~~~~~
"'~~lidad" .. 25 C. Propritd4dl, do T2nl1O lia PI'I1'f101iç{lo........ 2G. SeçIio 4. - A DP.FIN1Çlo ... .
&çIo 6. - A 01\"16;\0 ... ..
•
CAPITULO
PRIMEIROO CONCEITO
E .. PRIMEIRA OPEHAÇÃO DO ESP(RITO
st:Ç.IO I
" SI!\1PU:S APREENSÃO
j . DI::FI .... H;ÃO. -
O
quI'é
"
":;implt'li apr~ens!iu?"!Z", já nos referimo,. .:mlt'S,"
f) '110 ptlo qual o inkligincia
util/ge ou. percrbc al9/fma coisa I;tlll clrl(l lIod(I afil'lJ/(1f 011 1I'9U/'. ~
Se
pCIIS:lmOti, por tx~mplo, "homem", u!l.nimalracio-lIal", "branco", "intt'ligt!lltc", etc .. LJzclllos um nto de
silllplc.; apreensão.
6. OIlJl:.'TO. -
O ohj
..
to
mat
c:
rilll
d~to :tIoé
a éois.1., qualfluer que ela seja., que IlprccndclllOS pelo lX'usllmento.Seu objcw formal, - isto é, ~ aquilo que diretfLOlcnte e
em primeiro lugll.r, 'lUr 8C, primo,
é
ntin~ido por Nc _ éI.!sta mesma coiiõa r.nquQ/JIO rCf'ui imedial(/mrnl~ sou o
- -
I."c,
I"p. ~ • 5.~. "O~ .... tio. (lua Jutcll,.,;l ... aJ'qUM .... (I'lidd,taIC'" Jht.ll;tit ""in 'l"i<I'1w .... d, ... ~lIi.mu vel ~'I:"t."
3. V •• 1"1"x,,:u em./, cit .• p, 7.1.
•
P.la "'mplco _ .. ,u •• '" ... e· b.. .... "'.te,,,
dm nad. ali.",.. "w "",,ar. wm.a aat",eu "" ~ufaci&.,
o CON'CUTUcunhccimenlo inteleclual; ou. em Ollt~ t.érmos, !\.Quilo
que nesta cuisa é imerli:J.I.a.mcntc apreendido como objctn
pela. int.clig~llcia. O que. se ch!Lm:l. essência ou nn.turcZH sendo por dcfinit;'~o 4 ~uilo que, em qualquer coisa qUI:! !!eja., é antes d~ tudo c por ~i aprcsent.ftdo à iutcligéncill.
(id q//od per lWl primo inttUigilltr in ali/lua rt!), diremos que
o
08JETO FORMALdo. simples apreensão
e
Hemprc.\LCUMA ESStSCI.\, NATUREZA OU "QtiIDIDAIIE"
u) Compre<lllcJaffiOlil :\qui, em geral. C!StM pt.b.\'T;110 "~ndll.".
. naturf'~'\". "qüididlldo" em flCntido boto I, IIC'gundo si&llificl\rn () qut \/'II'l' roi,f4 é (qualquer t!rmo atiugido por mim, quantlo pronU!u;i" um lIome), ou Ilintl:l. fUl,úlo que ~ colocaJQ dion/e d. mi," por eMa idüa
~ por ~/e Mmt. Se cu pcllsar "corpo vivo", "lI.nin\aI", "norm:mtlo", "Pedro", etc. 6 ieffiVro UC$lIC 8Cntido UmA urt4 uHlSCW quo eu atinjo .•
Tudo o que atingimO!! pcJ:!. simplC8 apreel1l>Ao ser! como tal 1')1 \
tnlnrio.
b) Mas ~I:<. p3JavrM "C!C'JCncia". "lL"\lu~za.··. "Cj,úididaú'"
ref,~ru« por ualtllCill !I. ~ncia no IICnliuo l~trit.o c ab50lutamclIl.·
próprio UI. pahvra. 1 no tentido do que l.al coilG ~ "tctuoridll1rlllt .. a,lIn d( /rido p.ar.a /I jnleli~lâo. ou ajnda dfJ qU( /oi rI~ilo t II~Uo'I,iI·
menlt t 011/" d( lrufo 'Pril/ltirfJ como prillcfpio de inl~ligibilidode. xc,;tc iCntido cu Il.\)rt'('udo .\ l'3.~nci:\ eolUp\~ta UI: Pedro (confus." OU distin
-tamente) quanúo pelLW "homem" ou "anilllnl rt\Cionlll". 'lull.nu n penltO "corpo vivo" ou "arumol" 66 li "tinjo nUIUA parto d ... '9tlUl delcr-minaçUt.~. QUllndo \M:lL'IO "francês" ou "I'Nlro". lI.linjo-a (oollfll.""-melltc) em t.õd1Ul1UI IUM dcUlrminaçõc~. m:l-~ com ('NtlLl' nollUl :\ II1l1i~ pro\"l'ni('nh'~ da mll.l(1riR individuKI.
4. \·~ •. I",,.,...roI~ C.reI. di. IL 1~:!.
". Ib>4.
6. O ... ero,,"-'CC ... ...s .. ~ "b .. _"" (.,u.I.ld.oJ~ .... ncffi.l. ··b ... ~'· ('1....aid ... ~ .b.t .. ~). "po.I.midad." ou "mi~Ioo" ( ... ~(I) ... \C. etc. F ... tlCO\'''' ,/)''''Dt~ 00 oh .. .,. .. _. 11'''' ~ .e""n f.bri.: .. l"" poIo .. ~I';to e .. Io""nd,,_/~·" ... ".. de ,..o.tI ... _lldade, 06 pock ... cI .. rud .. ,I, .w .. <i:o.~ o .. de 'lo;· dldade. "" ,,, ... aei . . ... Iu'->""'nto imp,Wria..
7. Ve. J~!r«I (J,nJI. di. Pll. 13~ • I~~,\~;'I" fIAI.'· ... I' ... ·nain <.I ... _f".i ... foi ", .. !I . . vh .. mal oomlll't't:ndida por cu ... ,lIom modt ... '\U" im.(l"a'" "!In
pa . . . . faCGl1ttlcoo O .. pI,lto. rorLa "lool .. ~50. pCrt:C:bfo Io~o "" \'';m<',rto cn~onl"'. ~, .. t6cla ... prtol .. Dd ... eo ... titul~~o Intima d .. ..,isao., ~u" •• <Y' ucoLbtkoo .".t~",
I ...
m .., .... Lllute do ..lrI....
""
..
~L ... bot ... ~.O"OI''''''100''''
,lo I'bDO do..,,"It·d
nuen"' .... plaoo do inteHch-.l: lalrod .... a .... ".. ordelll .... ~ ... , . . . da ... Leia "'" _'"\ ... mu .. ob~d. Intdi ...""t,,"'
•
•
,
....
u ,,~...,; •• " stinrid .. I~'I~ .iml' ... 11 ... _0 .... op dI> . -eolut. .. ..,,,, k-#> tle Io,leoo tI~ """"" de eo .... hl"i{"" I~" 5lMPi.1EI AP~SÃO
t:is por QUC • eiml)Jee II.pn.~ro.:'o 6 por 1!):~lillci. ordenada di!
uUru:w. dtu coilG' tOmo objeto forrnal quod, é. por c,"cdl!ncia
orde-nadll. • atingir êIItc fundI) inldiglvc1 (dist·int.anl('ntc (')11 ronflaam('nlc
As cWM ou i\.. oegM) fi oolod-Io úilln'c do C>!prrito. f.:: em r:u.-io
da~
~ncilloll dl\J! CIIilllll!! 0011\0 principal objeto :\ IÕl.!r c:onhL'f'ido qW! ela3tinge Iudo &<.juilo que .ting('.
Finalmente, é sempre
soO
Il8te 0//aquele cupccW
'illtcMligf.l:rl (sob cst3. ou aquela "rll.Z:lo", "determinação" l ou .'rormalidadc"), quc a simples apreensão atinge
na
natu·rcUlS e as coisas.
A
s:l
im,
(I,() mesmo tempo que apreendeuma úniea e mesma natureza, a de Pedro por exemplo,
nosso
esplrito pode aprecndê-Ia eom" "homem", ou como "o.ninu'll", ou como "animnl rn,cional", ou como "qualquer homem" ou como"êste
homem", etc.To.nto..,
objetos diversos para cada um dêstcs a.tos de apl"ccnsAo partieuMllU·C6.
7.
Qun"o
INCOMJ'LEXO E OBJETO CoM1'LEXO. -Consideremos agora.e
m
si
mesmos
08 objetoe sóbreos
quaisai! aplica o ato de simples apreensão. Será preciso distinM guir: I." certos objetos de pensamento simples ou illdi
-uiriucia:
em si mesmos. eomo nos cxemplos apresentados até agora ("homem", "lUlimAl racional", "branco", etc.)'essas
coisas eão indi\"Lsh'cis ·porque cadauma
dcln.s éum~
eU~lcia; se n.crcscentarmO:J ou tirarmos qualquer coisa AqUilo .quc a constitui intrlllSCC!Llllcnte, destrulmo-Ia, tcre-mos dIante do espíritooutr
a
coisa,
uma outra essência; 2.0 ceL·lo.:! objetOll de pensamentocom
pl
ero,
ou divild.·~i, em si mesmos, - por exemplo "um homem veKl.ido
•
Quaad ... o ob· jeto d~"",pI"
_ _ _ f ll"'" !\nÕea boI'DCia,""1.0"
",,,,
."
" ..
0._1 .. do ... I") el. , cb ... .. .~< ... p/ ... o;q\&lldo U ri-• ias-'lKi ... uai. dat, ti. , cb .... mado umjlll_.
,
2. o CONC1UTOcom roupas 8untuosas",
"a
garça de bico longo ajustado
num longo pescoço", ou
flu
m mal Que espaJha terror"
:
há nes~
casos
vdricu
~3S~ncias ou objetos dei
nteligência
.
No primeiro casol diz...ae que o objeto do. simples apreensão á em si mesmoINCOMPLEXO,
e no segundo caso
é em si mesmo
COMPLEXO,
ConaideramOll nessa divido os objetos de simples apreensão
ugundo o gut t& em. ai mu'1I03, como objetos dI! inteligência. 810
i1lWl7l1'~ 0tI compluoa EM 51 AIE8l(OI (ou quanto ~ caiu., n, diziam os antigos Lógicos) . • Se pelo contrário {orem considerados ugundo o
modo pelo qual aM aprulididCM ou. concebido. flt81e ou TUlqUllle alo JXl1'li. c:ular ci4 illÚlighlCiu., deno1ninar..ae-~inconlplt%03 ou colllpluoa SI!:CUl'fDO
o IIODO DI: CONCEBER (ou quanto ao sinal, l'OCt, dizilUu OI! antigos
Lógicos), oonfonne 86 aprettent&m expUcitament.e IIOb um único
as-pecto inteligível. ou sob vários flSpeetOSj no primeiro caso, d.o cxpres-8()8 por um 8Ó termo,' no I'Iegundo por virias. Neste Sentido
"homem" é um objeto de pensamento inoomplexo, "animal raciona!"
é um objeto de pens&lJlento complexo.
Por conseguinte, ee plU'a dividir oa objetos de peu.samento colo-ca.mo-noe ao meamo tempo sob os dois pontos de vista acima men· Cionadoe (1116 oonsiderarmos 011 objetos de pensamento tanta em li nttamo. como ugundo o modo Pfllo guo/. .ao ClJ'Mebido.) devemoe. dividi·loe em
,
INCO.'lfPLUOS ~ li murnOf e ugU'1ldo o modo de CQfICf~r
(incomplexos re ~ coce),
ex.: "bomem": uma tl.nica essênci~ ~presentad& ao espfrito, e por u.m& tl.nica apreensAo inteligível.
lNCOUPLJ:X08 em li mumOl, e COIIIPLEX06 ugzmdo o modo
rU: conaber (incomplex06 rI non DOCe),
ex.: "animal racional"; uma tl.nica. essência apresentada ao
'Cipírito mas por duu apreensOes inteligíveis.
CallPLU:06 em li mumas e INCOHPL!:XOI! "gUMo o modo
de cmJ«W (complexos 1& noll roce),
ex.: "filóeofo"; duas ~ncia8 apres6ntadu ao espírito (a JiloloJi4,
e o homem que possui 8!lta ciéncia.), mas por uma ónica
apreendo inteligível.
8. t tnli<larlwate _te ..,Udll (eomp\nl! ... ) que a pata,...,. ... mpluo .. ' 'Iomada ... fuIaua&em da &a.to TolI\Ú. Deoipa _tio UID CQlDpoI!O "",",,,,,101 oU li.
J>OI' oeõdaou. "Ootclasum .. t ;1I VII MlÚJp/I." d~
a.
TomM. ".,M""_pU"
~""dl/"""nIw'·. (1)1. A.ol Prm.. I. lad. 2. _ Cf. o OOIDeIlwu. de tIGLI ... )
9. Por UID e6 t6rmo "Ilpificatlyo" 011 "oatelOl"'mJ.uoo". (V~r mall adl .... te 11._ 22 b.) À~ .... """'. por _pio ... peaS&l'lll/ll "\.Odo bomom" nAo' um tII,mo. "oat<llloremf,1Joeo". aplO .... MI'W: ~ dlte,mlAar G tIIrmo "bOmlm"
27
Ca.l.lPUlXOS em li mumOf e uuundo o modo lU conceber (comploxO.'! Te tl vocc),
ex.: "homcm perito em filO3Ofia.": várias essências aprellentadaa
ao esp[rito e por VárifLII apreeIl80es intcliglveis .
Quando pensamos
pois,
"a garça de bico longo ajustado um longo pescoço" ou "um mal que espalha t.error, ma.!D ue O céu em seu furor inventou para punir os erimes da
~rra"
ou qualquer outra seqüência de iMias semelhante,tio
l
o~ga
qUlUlto se quiser mas que não constitui um todo lógico concluído, fazemos um ato de simples apreensão," h "
" t
"
I ".assim como ao pensann08 o ornem ou o rla.ngu o I
a simples apreensão pode ter um objeto complexo.
Contudo não deixa de ser simples apreensão, porque
é ordenada em primeiro lugar e antes de tudo para apreender
as essências ou qüididades, que ~o indivisú,eis no sent,ido
acima indicado (eis por que os antigos chamavam li.
pri-meira operação do espirito de indúJisibilium inulligenlia, 10
_ e por que os próprios objetol:! complexos ou conjunto de
essências que elA. apreende, da mesma ?llalleira que 08 objelo&
inditrisiveis ou fssénC'ias isoladas, isto é, sem produzir lIO espírito uma c01lsln/ção acabada. Em outros têrmos, na
expressão "simples apreensão", a palllvrasimples é compreen·
dida em opoS1'ção d aliuid(JJj] cemslruliva que se manifc.qt&
em outras operaçOes do espírito, e pela qual formamos
em nós mesmos, para atingir a verdade, como que obras de a.rLe e constru~ões estáveis.
Todo conhecimento que não procede dcsta função c008truti\'a, do csplrito e que constitui não um lodD <'ous·
trufdo ou uma construção acabada
e
prôpriament.e dita,mas sômente uma parte rie uma. determinada construção,
procede da simple8 apreenflão. ~ o caso de lima definição como "nnimal racional" ou de um têrmo complexo como
"o homp.ffi que vem", que são relath'amente às
constru-çOea acabadas do espfrito (por exemplo "o homem é um
•
10. "1\ 7':;;. 4~ ... ph .... ..0.,0'" .. AIlWTÓ'I'Jl.1.u. fk A~ .. flt. 11. 4Slf. I. 28
(de~. To ... '''''l. 111. Cf. P •• br .... lib. I de 8. To ..
s.a.
leu. 3 o. 3.' "Oportel ialellj.. ""'. quod ''''a dUlrum operalioaum i .. tcll1""lu, .. I illdivioibll,um illttl!i ... tia. in,,""atum oci!"" h'lel1""",. ia"'\UaJt al...:>!Uu, wjUtoQue tei qukldi""-IGm ""1 _Dli,,,, PU Klpor." •• puta quid .. , homo. vel quid .Ibum. _. quid bujuamodl. Alia van> "~~Iio Inl~llc.lul ... _und.um quod buJuamod.i almplic,," "''''''11''' .. muI compo"'l el d,vkli,". Cf. "'II!Wm AI,",pIo •• lib. 1:<. de B. To .. b. lut. 11.