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TUTELA DOS ANIMAIS DO RODEIO BRASILEIRO

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Academic year: 2021

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TUTELA DOS ANIMAIS DO RODEIO BRASILEIRO

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Centro Universitário Toledo Araçatuba – SP

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TUTELA DOS ANIMAIS DO RODEIO BRASILEIRO

Trabalho de Conclusão de Curso (monografia jurídica) apresentado como requisito parcial para obtenção do grau de bacharel em Direito à Banca Examinadora do Centro Universitário Toledo sob a orientação do Prof. MS. Ronaldo Abud Cabrera.

Centro Universitário Toledo Araçatuba – SP

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BANCA EXAMINADORA

_________________________________ Prof. Ronaldo Abud Cabrera

_________________________________ Prof. Flavia Elaine Soares Ferreira Lombardi

_________________________________ Prof. Vinicius Heib Vieira Cassiano

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Primeiramente, agradeço a Deus por ter me ajudado nesses cinco anos de faculdade, onde sempre esteve comigo, me auxiliando a vencer as dificuldades apresentadas.

Agradeço aos meus pais, aos meus avôs que estiveram sempre comigo nos momentos alegres e difíceis, aos meus professores da universidade do curso de direito Unitoledo e ao meu orientador que me apresentou este tema, o qual foi pesquisado, estudado e pela confiança que depositou sobre mim.

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A finalidade da presente monografia é demonstrar para a população e as autoridades competentes, a presença ou não de maus - tratos em animais que fazem parte do evento, cujo é denominado de rodeio, de maneira que possa exibir a prática desse esporte. Por esse motivo, serão expostos registros recentes, ensinamentos culturais que comprovam com exatidão como são realizados as modalidades e a festa de rodeio. Nesse trabalho de conclusão de curso, serão apresentadas também as leis que regulam o conteúdo exposto, averiguando de forma detalhada, em um todo esses instrumentos jurídicos e sua legítima execução. Também serão apresentados os posicionamentos de doutrinadores renomados com objetivo de verificar a presença ou não de injúria a lei maior.

Palavras–chave: Rodeio; Cultura Sertaneja; Direito Ambiental; Fauna e aspecto de defesa;

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The purpose of this monograph demonstrates to the population and the competent authorities to the presence or absence of ill - treatment in animals that are part of the event called rodeo, so you can view the practice of this sport. For this reason they will be exhibited recent records, cultural teachings that show exactly how the modalities and rodeo party are performed. In the same study completion course, the laws regulating the above content, checking in detail in all these legal instruments and their implementation will be presented legitimate. Also the positioning of renowned scholars in order to verify the presence or absence of injury the higher law will be presented.

Keywords: Rodeo; Country culture; Environmental Law; Fauna and defense of appearance;

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INTRODUÇÃO... 08

I - RODEIO... 10

1.1. Nascimento do Rodeio Exterior / Brasil e Barretos... 10

1.2.Regras do Rodeio e suas Modalidades... 16

1.3.Leis que admite o Rodeio como esporte, Peão de rodeio é considerado Atleta Profissional... 20

1.4. Cultura Sertaneja... 24

II- O DIREITO AMBIENTAL... 27

2.1.Definição de Meio Ambiente... 27

2.2.Fauna e Aspecto de defesa... 28

2.3.Direitos dos Animais... 29

2.4.Conceito de Crueldade... 31

2.5. Princípios Ambientais... 32

2.6. Princípios Gerais de Direito Ambiental... 32

III - DIVERGENCIAS SOBRE A QUESTÃO DOS MAUS TRATOS EM EQUINOS E BOVINOS NO RODEIO... 36

3.1.Cuidados com os animais pelos seus donos... 36

3.2.Touro Bandido... 38

3.3.Touro Sem Futuro... 39

3.4.Bovinos de Rodeio Atuais... 40

3.5.Cavalos e Éguas do Rodeio... 43

3.6.Sedém... 45

3.7.Esporas... 46

CONCLUSÃO... 50

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INTRODUÇÃO

O esporte chamado rodeio é de origem americana, surgiu aqui no Brasil na década de 50. O rodeio acontece em eventos agropecuários e festas de peão de boiadeiro, esse esporte possui várias modalidades como montarias em cavalos e em touros, consiste também em provas cronometradas, sendo que cada modalidade possui suas regras as quais devem ser respeitadas e seguidas por cada competidor de cada modalidade.

Para ter mais proteção os competidores e o rodeio são amparados pelas Leis Federais nº 10.519/02 e 10.220/01, que determinam as normas gerais relativas para o exercício das modalidades, e o objetivo dessas leis é a própria fiscalização da defesa sanitária do animal no tempo que o mesmo estiver no evento participando das modalidades e, por fim, considerando o peão de rodeio como atleta profissional.

Todas as modalidades praticadas no rodeio são inspiradas nas lidas de fazenda mostrando como é o dia a dia no campo, expondo a vida sertaneja conquistando milhões de fãs por todo o país, e um dos pontos principais dessa cultura é a culinária típica chamada queima do alho.

Em outra parte desse trabalho científico iremos abordar o direito ambiental onde é mostrado o conceito de meio ambiente por doutrinadores de muito respeito no âmbito jurídico ambiental.

Veremos também o conceito de fauna, as suas espécies e comentários de doutrinadores a respeito desse tema, a luz da lei maior de 1988 que garante a proteção da fauna e da flora, aplicando sanções para quem cometer crueldade com os animais.

Os animais são os artistas principais dos rodeios por isso devem ser preservados tendo seus direitos cumpridos, não podendo ser submetidos a torturas ou á qualquer outro tipo de crueldade, sendo que os doutrinadores irão explicar o conceito de crueldade e os princípios ambientais que devem ser seguidos.

No último capítulo deste trabalho iremos esclarecer as divergências sobre a questão dos maus tratos em equinos e bovinos no rodeio, onde colocaremos a opinião de donos de companhias de rodeio explicando como funciona o dia a dia desses animais em suas propriedades, priorizando sempre o bem-estar do animal.

Mostraremos os animais de rodeio da atualidade e os do passado, contando a história do maior touro de rodeio do Brasil, o qual fez muito sucesso até na televisão, o touro Bandido.

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Por fim, explicaremos os instrumentos utilizados nos rodeios para a prática esportiva em montarias em cavalos e em touros. O chamado sedém e as esporas, onde será colocado os pareceres do Ministério Público de algumas cidades que os eventos são realizados e, por fim, os esclarecimentos de médicos veterinário e profissionais que trabalham dentro do rodeio.

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I – RODEIO

1.1. Nascimento do Rodeio no Exterior/Brasil/Rodeio de Barretos

O rodeio é de origem americana foi criado em 1800, os colonos norte-americanos, depois de disputarem a guerra e vencerem contra o México, com isso eles adquiriram costumes de origem espanhola.

Entre esses costumes também faziam parte á doma de animais e festas mexicanas, até que certo dia eles decidiram fazer a união dessas atividades resultando no rodeio. Inicia- se em 1869, o primeiro rodeio no estado do Texas, na cidade de colorado onde foi realizada a primeira competição oficial, de montarias em arreios. O evento era realizado em ranchos e fazendas, localidades essas assemelhadas com filmes de “bang bang” onde eram praticados esses torneios.

Esse evento foi efetivado como prática esportiva nos Estados Unidos em meados do século 20. Onde passou a ter rodeios anuais, tendo como localidades as cidades de Boston e Nova York, atraindo a concentração de milhares de pessoas com repercussão em todo Âmbito nacional. (Disponível em:<http://www.amigosdochapeu.com.br/> Acesso em: 16-07-2016).

Em 1929 foi criada uma associação de rodeio, com objetivo de estruturar o esporte, formada por gerentes e promotores o nome dessa associação era RAA- Rodeo Association of America. Houve um crescimento do profissionalismo no rodeio americano, entre os anos de 1950 a 1970, que trouxeram os aspectos mais marcantes nesse período, surgindo novos competidores essa década ficou conhecida como "Idade Dourada do Rodeio".

Atualmente nos Estados Unidos o circuito de rodeio que vem fazendo mais sucesso é a Professional Bull Riders, conhecida no mundo todo como PBR, foi criada e fundada em 1992 é uma empresa norte-americana com sede em Puebla, Colorado nos Estados Unidos, a PBR é considerado o circuito mais importante e mais rico do mundo. (Disponível em: <http://www.amigosdochapeu.com.br/site/ExibeNoticia/541/10914.html> Acesso em: 16-07-2016).

Já no Brasil, o rodeio começou a ser conhecido no ano de 1947, entretanto bem antes disso, já existia, no interior de São Paulo, uma cidade pacata, denominada Barretos, onde a principal atividade era a pecuária.

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Lá existia um frigorífico chamado anglo instalado em 1913, esse frigorífico era de propriedade da família inglesa, na época o maior da America Latina, e com isso existiam bastantes comitivas levavam os seus gados por esse caminho, que era chamado de passagem de obrigatória, denominado "corredores de boiadas".

Nessas comitivas existiam vários peões que paravam para descansar, e com isso acabavam criando algumas atividades relacionadas à cultura sertaneja nessas paradas que se transformavam encontro de várias comitivas esses peões mostravam suas habilidades na lida do gado. Na década de 40, como já alegado na redação a cima, foi feita pela administração pública de Barretos, uma festa na praça da cidade, localizada no centro do município, onde aconteceu o primeiro rodeio no Brasil, o evento não tinha uma infraestrutura boa, pois nem arena existia, mas sim um cercado delimitado pelas arquibancadas. (Disponível em: <http://www.independentes.com.br/festadopeao/historia> Acesso em: 16-07-2016).

O clube dos independentes foi criado por 20 rapazes, em 15 de julho de 1955, para que pudessem fazer parte deste grupo, os integrantes tinham que ser solteiros maiores de 22 anos de idade e independentes financeiramente, ligados à agropecuária da cidade, sendo que estes rapazes tiveram a ideia de organizarem festas inspiradas na lida das fazendas, com o objetivo principal de arrecadar recursos para ajudar entidades assistenciais da região, durante a festa e do aniversário da cidade.

No ano de 1956, teve início a primeira festa do peão de boiadeiro de Barretos, a estrutura da festa era bem modesta, composta por uma lona de circo antigo, surgindo uma referência de festividade rural de maior repercussão em todo o estado. A festividade tinha como atração principal o rodeio, mas também com a presença de outras atratividades como disputas culturais e partidas de futebol. Esta festa foi realizada em dois dias, 25 e 26 de agosto de 1956.

No ano de 1960, o evento já era estimado por todo o Brasil, sendo realizado, em cinco dias, com a presença de peões estrangeiros de países como a Argentina, o Uruguai e o Paraguai, e contava com manifestações artísticas Sul-Americanas e de várias localidades do Brasil.

Em 1964, a festividade foi reconhecida como utilidade pública por lei estadual pelo interesse econômico do município. Sem dúvida nenhuma, a década de 60 foi muito importante para o rodeio de Barretos e conseguintemente para o rodeio no Brasil. Foi nesta época, que o rodeio de Barretos tornou-se respeitado e um modelo para os outros eventos com características rurais no Brasil, principalmente no interior de São Paulo. A título de curiosidade, a festa de Barretos também contava com a presença de celebridades daquela

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época, como o Cantor e Compositor Chico Buarque e, o ator e produtor de filmes brasileiros Amaciam Mazzaropi.

No ano de 1966, um dos maiores locutores de rodeio do Brasil considerado por muitos o melhor locutor de rodeio, começa a sua carreira em Barretos, seu nome era Antônio de Souza, da Cidade de Regente Feijó, interior do estado de São Paulo, conhecido por todos no mundo do rodeio pelo apelido de "Zé do Prato", o qual foi muito reconhecido pela sua diversidade, implementando orações na abertura e no encerramento do evento e, tangendo o hino nacional, mostrando ao público seu patriotismo.

No ano de 1970, começa a surgir um costume que é realizado até nos dias de hoje no rodeio de Barretos e nos outros dos rodeios pelo Brasil, a escolha da rainha do Rodeio.

Em 1972, um marco na história do rodeio de Barretos, ganhando mais força o evento, com a presença do Presidente da República da época, Emilio Garrastazu Médici. Reconhecendo a cultura sertaneja e o desenvolvimento do esporte, e como consequência, na mesma época, foi impulsionado o pensamento da criação do parque de peão.

Em 1973, a empresa fabricante de veículos automotores de origem alemã Volkswagen, foi a primeira a patrocinar de forma oficial o rodeio de Barretos sendo também a primeira empresa a patrocinar um rodeio no país.

No ano de 1980, mais precisamente no começo desta década, aconteceram modificações consideráveis para fortificar a festividade como maior espetáculo country do Brasil, como o traje e acessórios típicos do peão deixa der ser bombacha, como os lenços no pescoço e a "guaiaca", que era um sinto de couro. E a característica mais marcante, que não podia faltar, a bota de cano longo inserida de fivela, começando a surgir na moda americana que é usada até nos dias de hoje, calça jeans apertada no corpo, e para completar, o cinto de couro acompanhado com a tradicional fivela larga. Nesse mesmo ano, o clube de rodeio de Barretos, "os Independentes" adquiriu 40 alqueires para criação do parque do peão.

No ano de 1983, a modalidade de montaria em touros começa ter espaço no rodeio de Barretos tornando-se a internacionalização do evento, pois a modalidade que existia era unicamente montarias em cavalos.

Em 1985, o evento foi levado para nova área, adquirida pelo clube de rodeio, onde foi um sucesso, levando milhares de fãs e curiosos de todo o Brasil.

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Fonte: Disponível em:<http://g1.globo.com/sp/ribeirao-preto-franca/festa> Acesso em: 18-08-2016)

No ano 1989, foi aberto o estádio onde acontecem as provas de rodeio, localizado no parque do peão, projeto que foi desenvolvido pelo arquiteto Oscar Niemeyer, muito prestigiado e conhecido, desenhando a arquibancada do estádio para quantidade 35 mil lugares para os espectadores da festa. O evento contou também com a presença do presidentes João Figueiredo e de Jose Sarney.

Fonte: Disponível em: <http://www.independentes.com.br/festadopeao/historia> Acesso em: 17-08-2016

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Na década dos anos 90, mais precisamente em 1994, foi realizado pela primeira vez no Brasil, o rodeio mundial, praticado no parque do peão na cidade de Barretos, com a presença de peões do Brasil, do Canadá, da Austrália e até mesmo dos Estados Unidos. Em decorrência deste acontecimento, Barretos obteve o direito de acolher umas das fases da P.B.R (Professional Bull Riders), na qual o campeão tem o direito de pleitear com os melhores profissionais do mundo desse esporte, sendo que a final da modalidade de montarias em touros acontece nos Estados Unidos na cidade de Las Vegas. (Disponível em: <http://www.independentes.com.br/festadopeao/historia> Acesso em: 17-08-2016)

No ano de 1995, Barretos entra para o mundo dos recordes entrando para o Guinness Book, como a maior festa do mundo. Também nesse mesmo ano, o evento coloca em sua programação, as provas de rodeio completo.

No ano de 1996, a festa vai aumentando ainda mais, com uma grade de shows com artistas nacionais e internacionais, entre eles Alan Jackson e Garth Brooks.

Em 1999, mais uma vitória para o esporte e para o evento chamado rodeio, o deputado estadual Vanderlei Macris rubrica a lei número 268/8, apoiada por geral na assembleia legislativa de São Paulo no mês julho, regulamentando e autorizando o rodeio em todo estado de São Paulo.

No ano de 2000, Barretos se preocupa com o seu público devido ao grande número de fãs e simpatizantes do rodeio, o evento começa um investimento em infra- estrutura, fazendo mais estacionamentos para ônibus de turismo e carros.

No século XXI, mais aproximadamente no ano de 2001, criou-se uma cooperativa de trabalho dos profissionais de peões de rodeio, valorizando ainda mais essa classe de profissionais dessa determinada atividade, a ideia dessa cooperativa surgiu através de um acontecimento trágico no rodeio de Jaguariúna, onde o competidor de montarias em touros, Neyliowan Tomazeli, foi jogado numa altura aproximadamente de 6 metros antes de completar os 8 segundos, ocasionando nove meses sem poder competir. O touro que arremessou o competidor ficou muito conhecido no país inteiro, chamado pelo seu proprietário de touro Bandido, essa eventualidade teve repercussão nacional por todos os veículos de comunicação existente na época.

No ano de 2002, o rodeio de Barretos passa a ter 11 dias de festa, no mesmo ano, mas no mês de Julho, no dia 17, o atual presidente da república daquela época, Fernando Henrique Cardoso, aprova o projeto de lei que coordena sobre a vigilância da proteção sanitária dos animais, durante o andamento do evento. O parlamentar Jair Meneghelli exibiu um projeto, que traz sanções e obrigações para os competidores e organizadores da festa do peão, com

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essa proposta do deputado, o rodeio no Brasil se tornou muito mais forte pelo fato da coação da lei ser muito importante para os profissionais e os organizadores do rodeio de todo o país, e iniciou-se em abril de 2001, com a instauração da lei 10.220/2001, que considera o peão de rodeio como atleta profissional valorizando ainda mais a classe desse esporte. (Disponível em: <http://www.independentes.com.br/festadopeao/historia> Acesso em: 17-08-2016)

No ano de 2004, a emissora de televisão Rede Globo, inicia as gravações da novela América no parque do peão de Barretos, novela essa que mostraria para o país inteiro a cultura do sertanejo, o dia a dia dos peões e principalmente os bons tratos dos animais. No mais, sem dúvida nenhuma, o artista principal daquela novela, cuja foi dirigida pela escritora Glória Perez, foi o touro Bandido, que ficou ainda mais conhecido, principalmente pelos seus pulos e seu jeito de agir.

Já no ano de 2005, a festa do peão de Barretos completa 50 anos de história, chamada pelos seus organizadores de “jubileu de ouro”, e para comemorar os 50 anos à festa aconteceu por 18 dias, para não perder a raiz, foi aberto um enorme memorial do peão, dentro do parque de rodeio, onde passam acontecimentos importantes da história da festa, também foi inaugurada no mesmo ano, uma estátua em louvor aos profissionais do rodeio, logo na chegada no parque. (Disponível em:<www.independentes.com.br/festadopeao/historia> Acesso em: 17-08-16)

No ano de 2015, Barretos completou 60 anos, com várias atrações, com shows nacionais e internacionais, entre elas o cantor country Garth Brooks que após 17 anos voltou a subir no palco da festa do peão de Barretos, seu show foi filantrópico, e toda a renda foi revertida ao hospital de câncer de Barretos, sendo que o valor desta foi estimado pelos organizadores do evento, em aproximadamente, 12 milhões de reais.(Disponível em: <http://g1.globo.com/jornal-nacional/noticia/2015/08/idolo-da-musica-country-americana -visita-hospital-do-cancer-de-barretos.html> Acesso em: 12-08-2016)

Barretos, sem dúvida nenhuma, tem um grande potencial para ir crescendo ainda mais e influenciando as outras cidades que organizam esse tipo de evento, se atualizando cada vez mais. E vale ressaltar que consequentemente com a modernização, existem grandes rodeios no Brasil, como por exemplo, nas cidades de Rio Verde (GO), considerada pelos especialistas de rodeio, o melhor rodeio de montarias em touro do Brasil; na cidade de Colorado (PR), considerado a capital do rodeio no estado do Paraná, cuja cultura do rodeio é muito grande nessa cidade; já no estado de São Paulo, principalmente no interior, além de Barretos considerado a capital do rodeio no Brasil, existe a cidade de Jaguariúna, que realiza o rodeio internacional; a cidade de Americana, Cajamar, Fernandópolis, entre muitas outras cidades.

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1.2. Regras do Rodeio e suas modalidades

Rodeio é considerado um esporte, mas existem várias modalidades, no entanto serão especificadas aqui, as modalidades que não condenam nenhum tipo de maus tratos dos animais que são instrumentos importantes para o desenvolvimento do espetáculo.

A primeira modalidade umas das mais esperadas nos eventos são as montarias em touros que ganhou muita força nos últimos 20 anos, as regras dessa modalidade, algumas vezes podem ser confusas para a plateia presente, sobretudo no que diz respeito nota e a forma de avaliação do competidor e do touro.

A primeira forma de avaliação muito importante por sinal é o tempo que o profissional de montarias em touro deve permanecer sobre o animal, tempo esse que é de 8 segundos, se permanecer durante este tempo, logo irá disparar uma companhia que servirá para o competidor desabilite da montaria, se for de entendimento do julgador que o competidor retardou a descida da montaria, ele poderá ser desclassificado do evento que esteja competindo.

Podem existir outros requisitos podendo eliminar o competidor, são eles: delongar na saída do brete, incidir a mão de equilíbrio no animal, no próprio corpo ou no cercado, conter a espora na corda de montaria, utilizar-se de qualquer dispositivo ou instrumento que coloque em perigo a integridade física do touro, entre outros.

O atleta tem a prerrogativa de trocar o animal, caso o touro não tenha atingido o potencial que se esperava e se no montante total, a nota for insuficiente para que o competidor tenha uma chance de disputar a premiação. Se acontecer do touro escorregar e consequentemente cair ou qualquer outro tipo de coisa prejudicando a montaria, o atleta tem o poder de praticar a montaria novamente sobre outro touro. Na sistemática de notas, o juiz deverá apreciar separadamente o potencial do touro e do peão, correspondendo 50% para o competidor e 50% para o animal, a contagem vai de 0 a 100 pontos, e são observados cinco requisitos: o giro, a intensidade, o pulo, o grau de dificuldade e o coice; e no competidor é observado o domínio sobre os requisitos mencionados, o posicionamento e, refinamento sobre o animal.

Na maioria dos rodeios do Brasil o sistema de avaliação é composto por um ou dois Juízes, a exceção é o campeonato brasileiro de montarias em touros, Professional Bull Riders,

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em:<http://esportes.terra.com.br/rodeio/blog-do-eugenio-jose/blog/2012/07/04/conheca-as-regras-de-montaria-em-touros/> Acesso em: 16-07-2016)

Quando surgiu essa prática de esporte, em um primeiro momento nos Estados Unidos e posteriormente no Brasil, a primeira modalidade praticada foi a de rodeio em cavalos, ou seja, é a modalidade mais antiga do rodeio, e que se subdivide em três espécies de montaria: Sela Americana, Bareback e por fim, o Cutiano.

Sela Americana, também pode ser chamada de SaddleBronc, é a modalidade mais antiga do rodeio internacional, sua origem vem do oeste americano, seu surgimento foi imprescindível para ajudar os peões na doma dos cavalos no serviço das fazendas. Essa modalidade existe há quase 150 anos, e eram praticadas em casebres no estado de Colorado nos Estados Unidos. Aproximadamente no século XX, a modalidade passou a ser considerada um torneio, onde peões duelavam com os animais. Os equipamentos para a disputa dessa modalidade são: um acento sem pito e sem bacheiro; a rédea, cuja é diferenciada dos outros tipos de rédeas, pois seu cumprimento é de 1,20 metros com apenas um talo.

Logo no primeiro saltitar do cavalo, o competidor é obrigado a estar com as esporas fixadas em sua paleta, sendo essa ação chamada Mark-Out, e caso não houver o cumprimento dessa regra, não terá a obtenção de nota no fim da montaria. No momento do segundo pulo, o atleta deverá movimentar as esporas, passando pela região do pescoço, pela barriga e até chegar ao fim da sela, portanto, percebe-se que esta modalidade exige muita mais inteligência do competidor do que força física.

Essa modalidade chegou ao Brasil em 1980, mas não teve a empolgação que se esperava as organizações dos eventos e os atletas profissionais não demonstraram tanto interesse. Foi a partir do ano de 1994, que o proprietário de empresas Henrique Prata colocou essa modalidade como umas atrações da festa do peão de rodeio de Barretos, para tentar o desenvolvimento da pratica deste esporte, e assim, formou-se uma federação nacional de rodeio completo, implantando a sela americana junto com mais sete modalidades, exibindo as oito modalidades pelo Brasil todo.

A palavra Bareback traduzida para o português significa em pelo, essa modalidade é mais uma das montarias em cavalos, essa montaria não é inserida sobre o animal a tradicional sela, a origem dessa modalidade vem da década de 30, quando os peões de forma ousada montavam nos cavalos para a doma. Na mesma década, foi inserido o Bareback no rodeio profissional americano começando a ganhar notoriedade a modalidade juntamente com os competidores.

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Sua principal peculiaridade é de não haver a existência de sela e de estribos, o atleta deve agarrar em uma alça, produzida por couro devendo ficar desprendida sobre o animal, o competidor praticamente deverá deitar todo seu corpo sobre o lombo do animal mantendo seu equilíbrio. Nessa modalidade, também deverá existir o Mark-Out, logo no primeiro pulo do animal para que a montaria possa ser avaliada. No sistema de avaliação, o juiz tem que observar dois critérios: a complexidade de pulos do animal, e contando também com a técnica apresentada pelo competidor, importante frisar, que o sistema de escolha dos cavalos é altamente minucioso e são escolhidos a dedo pelos seus proprietários, pelo fato dessa modalidade só permitir que os animais pulem para frente não podendo rodar com o atleta diferenciando das outras duas modalidades, a Sela Americana e o Cutiano. No Brasil essa modalidade pode ser considerada nova, pois o primeiro rodeio oficial que contou com esse estilo de montaria foi apenas no ano de 1996.

A modalidade chamada Cutiano é de origem brasileira, nome este que surgiu em razão do arreio usado para esse tipo de modalidade. A diferença principal dessa para as outras modalidades já citadas é de que o instrumento de trabalho é de frente lisa e arredondada. Sua história se inicia no interior paulista pelas comitivas que transportavam seus animais para os frigoríficos que lá existiam isso em meados da década de 40 e 50. Os peões daquela época usavam essa modalidade para a doma de cavalos bravos ou por simples diversão, para que no final da apresentação ou da doma decidirem quem tinha sido o melhor competidor.

Em 1956, surge a festa do peão do rodeio de Barretos, onde foi introduzida de forma oficial a primeira modalidade de rodeio no país, a partir de então, a modalidade foi crescendo e se modernizando, ganhando normas especificas e conjunto de apetrechos para o desenvolvimento e melhoria da atividade esportiva, onde se manteve no topo de todas as modalidades até os anos 90. Isso foi acontecendo por causa dos altos valores e por ter várias modalidades e atrações no evento, as comissões organizadoras optaram de não realizar as montarias em cavalos, pelo fato também do alto desenvolvimento das montarias em touros de Genética apuradas.

Um dado importante, mas ao concomitantemente trágico, foi realizada, no ano de 2012, uma pesquisa em vários rodeios pelo país que constatou que foram realizadas disputas dessa modalidade em apenas 100 cidades, nos anos 90, no qual eram realizadas mais de 1.000 competições no ano todo.

No ano de 2016, várias comissões de rodeio juntamente com algumas ligas tentaram resgatar as origens do rodeio no Brasil, introduzindo novamente o cutiano nos eventos. No mais, os rodeios que nunca deixaram essa modalidade de lado, foram os da cidade de

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Colorado (PR), considerada a capital do rodeio do Paraná e Barretos (SP), considerada a capital do rodeio do Brasil.

Umas das empresas muito importantes que vem ajudando muito o desenvolvimento dos animais, desde 2009, é a empresa Pro Horse, capacitando também os atletas e organizando torneios, selecionando cavalos de alto nível melhorando a genética desses animais, importando cavalos de vários países para o progresso e desenvolvimento dessa

modalidade nos eventos do País. (Disponível em:

<http://www.revistaerodeio.com/noticia.php?id=112> Acesso em: 22-07-2016)

O Team Penning é mais uma modalidade esportiva do evento, esta é considerada o esporte da família. O nome é de origem americana, e seu significado é equipe de apartação, que começou a ser praticada nos Estados Unidos, pelos peões que trabalhavam nas fazendas, sendo que seu objetivo era trancar os animais dentro do cercado para aplicação de algum medicamente que o bezerro necessitava, mas a tarefa não era tão fácil, pois eles tinham que separar os bezerros do restante da boiada.

Essa prova é disputada no rodeio da seguinte maneira, os competidores formam uma equipe com três integrantes, esse grupo precisa selecionar os bezerros que estão apresentados com um algarismo, a equipe vencedora é aquela que conseguir guardar os bezerros no cercado na menor duração de tempo.

O objetivo da modalidade é proteger os cavalos e os bois que fazem parte da prova, não podendo agredir o bezerro, e o competidor não pode machucar o seu cavalo, a disputa terminará com o fechamento dos três animais no cercado. Esse esporte pode ser praticado por homens, mulheres e criança, por ser disputada por três competidores, muitas famílias participam das competições. (Disponível em: <http://globoesporte.globo.com/ac/noticia> Acesso em: 22-07-2016)

Prova dos três tambores, esporte esse que surgiu nos Estados Unidos, no Texas em 1948. Muitos especialistas dizem, que o surgimento dessa modalidade iniciou- se pelas mulheres, que arreavam seus animais, e cavalgavam nas imediações de suas residências durante o período de trabalho de seus cônjuges nas fazendas. Essa modalidade pode ser praticada pelo sexo feminino e masculino, mas nos rodeios, é mais característico a disputa envolvendo o sexo feminino, e pelo fato de ter mulheres na competição, essa prova leva a elegância e a graciosidade das competidoras nos rodeios pelo o Brasil.

As competidoras também são chamadas de Amazonas, e o procedimento dessa modalidade é muito fácil de ser entendido: amazona terá que percorrer um trajeto sobre o seu cavalo devidamente selado, e nesse percurso terá 3 tambores, com o objetivo de se completar

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no menor tempo possível. A avaliação desse tempo é realizada por um instrumento chamado fotocélula, começando a contagem do percurso quando o pescoço do animal passa pela a largada, sendo concluída a prova com o regresso do animal, lembrando que não poderá derrubar os tambores, e caso algum venha a ser derrubado, será acrescido ao tempo final, 5 segundos. Ademais, uma figura muito importante desse esporte é o Juiz, pelo fato de fiscalizar o animal da competidora, quando houver lesão ou ferida do animal originaria do chicote ou da espora, e havendo esses indícios, a amazona é desclassificada da competição.

1.3. Leis que Admite o Rodeio como Esporte: Peão de Rodeio é Considerado Atleta Profissional

Em 1994, com o sucesso da festa do peão de Barretos trazendo o primeiro evento internacional, acontecendo também várias outras festas pelo Brasil, nas cidades de Colorado, Jaguariúna, Americana, Presidente Prudente. Em uma pesquisa realizada, foi apontado que mais de 1.200 cidades realizaram o evento em um ano. O evento passou a ter um respeito muito grande, as estruturas dos eventos os profissionais que trabalham para o desenvolvimento do espetáculo como Locutores, Juízes, salva vidas, porteiro, etc. Todas essas pessoas eram contratadas por empresas de grande porte com muita credibilidade para o desenvolvimento dos eventos, com êxito das festas acontece à expansão dos rodeios crescendo também os lucros das festas junto com a economia das cidades onde passava, pelo fato das cidades ficarem lotadas durante o período da festa.

Pelos fatos apresentados, era necessária a criação de uma lei federal, admitindo o rodeio como prática esportiva, no dia 7 de julho de 2002, o presidente da república Fernando Henrique Cardoso, aprova o projeto de lei, que tange a promoção e a vigilância da proteção desses animais, diante da insegurança jurídica dessas festas. Essa proposta foi exposta pelo parlamentar Jair Meneghelli, que foi aprovado pela Câmara dos Deputados, passando pelo consentimento do senado, e pela aprovação do Congresso Nacional.

Com a aprovação da lei 10.519/02, veio as sanções e obrigações para comissões organizadoras e os peões de rodeio. No dia 11 de abril de 2001, o peão de rodeio foi equiparado como atleta profissional pela lei 10.220/01, onde estabelece regras gerais relativas a profissão de peão de rodeio.

Desta forma, o rodeio modificou-se para uma atividade esportiva e autêntica. Cumpre constatar a matéria dessas leis federais:

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Lei federal n 10.519 de 17de Julho de 2002

Art. 1º A realização de rodeios de animais obedecerá às normas gerais contidas nesta Lei.

Parágrafo único. Consideram-se rodeios de animais as atividades de montaria ou de cronometragem e as provas de laço, nas quais são avaliados a habilidade do atleta em dominar o animal com perícia e o desempenho do próprio animal.

Art. 2º Aplicam-se aos rodeios as disposições gerais relativas à defesa sanitária animal, incluindo-se os atestados de vacinação contra a febre aftosa e de controle da anemia infecciosa eqüina.

Art. 3º Caberá à entidade promotora do rodeio, a suas expensas, prover:

I - infra-estrutura completa para atendimento médico, com ambulância de plantão e equipe de primeiros socorros, com presença obrigatória de clínico-geral;

II - médico veterinário habilitado, responsável pela garantia da boa condição física e sanitária dos animais e pelo cumprimento das normas disciplinadoras, impedindo maus tratos e injúrias de qualquer ordem;

III - transporte dos animais em veículos apropriados e instalação de infra-estrutura que garanta a integridade física deles durante sua chegada, acomodação e alimentação;

IV - arena das competições e bretes cercados com material resistente e com piso de areia ou outro material acolchoador, próprio para o amortecimento do impacto de eventual queda do peão de boiadeiro ou do animal montado.

Art. 4º Os apetrechos técnicos utilizados nas montarias, bem como as características do arreamento, não poderão causar injúrias ou ferimentos aos animais e devem obedecer às normas estabelecidas pela entidade representativa do rodeio, seguindo as regras internacionalmente aceitas.

§ 1º As cintas, cilhas e as barrigueiras deverão ser confeccionadas em lã natural com dimensões adequadas para garantir o conforto dos animais.

§ 2º Fica expressamente proibido o uso de esporas com rosetas pontiagudas ou qualquer outro instrumento que cause ferimentos nos animais, incluindo aparelhos que provoquem choques elétricos.

§ 3º As cordas utilizadas nas provas de laço deverão dispor de redutor de impacto para o animal.

Art. 5º A entidade promotora do rodeio deverá comunicar a realização das provas ao órgão estadual competente, com antecedência mínima de 30 (trinta) dias, comprovando estar apta a promover o rodeio segundo as normas legais e indicando o médico veterinário responsável.

Art. 6º Os organizadores do rodeio ficam obrigados a contratar seguro pessoal de vida e invalidez permanente ou temporária, em favor dos profissionais do rodeio, que incluem os peões de boiadeiro, os "madrinheiros", os "salva-vidas", os domadores, os porteiros, os juízes e os locutores.

Art. 7º No caso de infração do disposto nesta Lei, sem prejuízo da pena de multa de até R$ 5.320,00 (cinco mil, trezentos e vinte reais) e de outras penalidades previstas em legislações específicas, o órgão estadual competente poderá aplicar as seguintes sanções:

I - advertência por escrito;

II - suspensão temporária do rodeio; e III - suspensão definitiva do rodeio.

Art. 8º Esta Lei entra em vigor 60 (sessenta) dias após sua publicação.

(Disponível em: <http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/2002/L10519.htm> Acesso em: 22-07-2016)

Lei Federal n 10.220 de 11 Abril de 2001

Art. 1º Considera-se atleta profissional o peão de rodeio cuja atividade consiste na participação, mediante remuneração pactuada em contrato próprio, em provas de destreza no dorso de animais eqüinos ou bovinos, em torneios patrocinados por entidades públicas ou privadas.

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Parágrafo único. Entendem-se como provas de rodeios as montarias em bovinos e eqüinos, as vaquejadas e provas de laço, promovidas por entidades públicas ou privadas, além de outras atividades profissionais da modalidade organizadas pelos atletas e entidades dessa prática esportiva.

Art. 2º O contrato celebrado entre a entidade promotora das provas de rodeios e o peão, obrigatoriamente por escrito, deve conter:

I - a qualificação das partes contratantes;

II - o prazo de vigência, que será, no mínimo, de quatro dias e, no máximo, de dois anos;

III - o modo e a forma de remuneração, especificados o valor básico, os prêmios, as gratificações, e, quando houver, as bonificações, bem como o valor das luvas, se previamente convencionadas;

IV - cláusula penal para as hipóteses de descumprimento ou rompimento unilateral do contrato.

§ 1º É obrigatória a contratação, pelas entidades promotoras, de seguro de vida e de acidentes em favor do peão de rodeio, compreendendo indenizações por morte ou invalidez permanente no valor mínimo de cem mil reais, devendo este valor ser atualizado a cada período de doze meses contados da publicação desta Lei, com base na Taxa Referencial de Juros TR.

§ 2º A entidade promotora que estiver com o pagamento da remuneração de seus atletas em atraso, por período superior a três meses, não poderá participar de qualquer competição, oficial ou amistosa.

§ 3º A apólice de seguro à qual se refere o § 1o deverá, também, compreender o ressarcimento de todas as despesas médicas e hospitalares decorrentes de eventuais acidentes que o peão vier a sofrer no interstício de sua jornada normal de trabalho, independentemente da duração da eventual internação, dos medicamentos e das terapias que assim se fizerem necessários.

Art. 3º O contrato estipulará, conforme os usos e costumes de cada região, o início e o término normal da jornada de trabalho, que não poderá exceder a oito horas por dia.

Art. 4º A celebração de contrato com maiores de dezesseis anos e menores de vinte e um anos deve ser precedida de expresso assentimento de seu responsável legal. Parágrafo único. Após dezoito anos completos de idade, na falta ou negativa do assentimento do responsável legal, o contrato poderá ser celebrado diretamente pelas partes mediante suprimento judicial do assentimento.

Art. 5º (VETADO) Art. 6º (VETADO)

Art. 7º Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação. (Disponível em: <http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/LEIS_2001/L10220.htm> Acesso em: 22-07-2016)

O município de Barretos possui um projeto de lei para a prática do evento na cidade, vejamos:

Projeto de Lei Número 135, de agosto de 2010

Art. 1.º - A realização de rodeios de animais no âmbito do Município de Barretos obedecerá às normas gerais contidas nesta Lei, sem prejuízo das legislações federal e estadual.

Parágrafo único. Consideram-se rodeios de animais as atividades de montaria ou de cronometragem, nas quais é avaliada a habilidade do atleta em dominar o animal com perícia, além do desempenho do próprio animal.

Art. 2.º - Fica expressamente vedada a realização de qualquer tipo de prova de laço e/ou vaquejada.

Art. 3.º - Para o ingresso dos animais nos locais em que são realizados os rodeios serão exigidos, em relação aos bovinos e bubalinos, os competentes atestados de vacinação contra a febre aftosa e brucelose, sendo que no tocante aos equídeos, os certificados de inspeção sanitária e controle de anemia infecciosa equina.

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§ 1.º - Não serão admitidos ao rodeio animais que apresentem qualquer tipo de doença, deficiência física ou ferimento que os impossibilitem de participar das montarias.

§ 2.º - Deverá haver médico veterinário responsável por avaliar os animais que serão utilizados, além de vistoriar toda a documentação apresentada, sendo desse a responsabilidade de efetivar a comunicação às autoridades públicas e à entidade promotora do evento no caso de haver qualquer tipo de irregularidade.

Art. 4.º - Caberá à entidade promotora do rodeio, a suas expensas, prover:

I - a fiscalização relativa ao transporte dos animais quando da chegada dos mesmos até o local do evento, que deverá ser realizado em caminhões próprios para essa finalidade, que lhes ofereçam conforto, não se permitindo superlotação;

II - a fiscalização no sentido de que a chegada dos animais seja realizada com antecedência mínima de 6h até o Município, devendo esses ser colocados em áreas de descanso convenientemente preparadas;

III - os embarcadouros de recebimento dos animais deverão ser construídos com largura e altura adequadas, evitando-se colisões e hematomas;

IV - a infraestrutura completa para atendimento médico, com ambulância de plantão e equipe de primeiros socorros, com presença obrigatória de médico clínico-geral; V - médico veterinário habilitado, responsável pela garantia da boa condição física e sanitária dos animais e pelo cumprimento das normas disciplinadoras, impedindo maus tratos e injúrias de qualquer ordem;

VI - a arena das competições e bretes cercados com material resistente, altura mínima de dois metros e com piso de areia ou outro material acolchoador, próprio para o amortecimento do impacto de eventual queda do peão de boiadeiro, do competidor ou do animal;

VII - a alimentação e água potável para os animais, seguindo a orientação do médico veterinário habilitado, durante toda a permanência dos mesmos no local, inclusive após o evento;

VIII - a remoção de todos os animais após a realização das provas, sendo vedada a permanência nos currais que antecedem os bretes das provas;

IX - o manejo e condução dos animais somente serão permitidos com a utilização do condutor elétrico pelo médico veterinário ou tratador por ele supervisionado, sendo vedado o uso de ferrões, paus ou borrachas para essas finalidades;

X - iluminação adequada em todos os locais utilizados pelos animais, conforme orientação do médico veterinário; e

XI - nas provas com a utilização de touros deveráhaver a atuação de no mínimo um laçador de pista e nas montarias em cavalos, nos diversos estilos, a participação de no mínimo dois madrinheiros, para maior segurança do atleta participante.

Art. 5.º - Os apetrechos técnicos utilizados nas montarias, bem como as características do arreamento, não poderão causar injúrias ou ferimentos aos animais e devem obedecer às normas estabelecidas pela entidade representativa do rodeio, seguindo as regras internacionalmente aceitas.

§ 1.º - Será permitido apenas o uso de sedém de lã, sendo vedada a utilização de outro material, ainda que encapado, devendo as cintas, cilhas e as barrigueiras ser confeccionadas em lã natural com dimensões adequadas para garantir o conforto dos animais.

§ 2.º - As esporas utilizadas serão fornecidas aos atletas pela entidade promotora do evento, com a supervisão do médico veterinário e dos fiscais de bretes, ficando expressamente proibido o uso de esporas com rosetas pontiagudas ou qualquer outro instrumento que cause ferimentos nos animais.

Art. 6.º - A entidade promotora do rodeio deverá comunicar a realização das provas à Secretaria Municipal de Agricultura e Meio Ambiente, com antecedência mínima de 30 (trinta) dias, comprovando estar apta a promover o rodeio segundo as normas legais, adotando as seguintes providências:

I - requerimento com os dados relativos ao evento, constando a qualificação e a comprovação da regularidade legal e fiscal;

II - indicação do responsável pela entidade promotora e do médico veterinário que irá acompanhar a realização do evento;

III - comprovação da realização de seguro geral contra acidentes dos consumidores que participarem do evento; e

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IV - comprovação de que o evento está de acordo com a legislação estadual específica.

Art. 7.º - Além das providências e requisitos estabelecidos na presente Lei, deverá a entidade promotora do evento comprovar o cumprimento das disposições da Lei Federal n.º 10.220, de 11 de abril de 2001, especialmente:

I - somente permitir a atuação de peão regularmente contratado, com a respectiva relação a ser arquivada para a eventual fiscalização;

II - no caso da celebração de contrato com maiores de 16 (dezesseis) anos e menores de 18 (dezoito) anos, deverá haver o expresso assentimento de seu responsável legal; III - a contratação de seguro de vida e de acidentes pessoais em favor dos peões, dos competidores, laçadores, salva vidas, madrinheiros, juízes, locutores, auxiliares e porteiros que atuem na arena com um valor mínimo de R$ 200.000,00 (duzentos mil reais), devendo a apólice prever a indenização para os casos de invalidez permanente ou morte decorrentes de eventuais acidentes no interstício de sua jornada normal de trabalho; e

IV - o valor do seguro em favor dos peões, dos competidores, laçadores, salva vidas, juízes, locutores, auxiliares e porteiros que atuem na arena deverá ser reajustado ano a ano pelos índices oficiais de inflação.

Art. 8.º - No caso de infração do disposto nesta Lei, sem prejuízo da pena de multa de até R$ 50.000,00 (cinquenta mil reais) e de outras penalidades previstas em legislações específicas, a Secretaria Municipal de Agricultura e Meio Ambiente poderá aplicar as seguintes sanções:

I - advertência por escrito;

II - suspensão temporária do rodeio; e III - suspensão definitiva do rodeio.

Art. 9.º - Esta Lei entra em vigor na data da sua publicação.

(Disponível em: <http://www.independentes.com.br/festadopeao/leisrodeio> Acesso em: 22-07-2016)

No município de Araçatuba, a regulamentação do rodeio está baseada na lei 4.851/1996, que trata sobre a licença para prática desse esporte, instalados dentro da cidade, alterada pela lei n 7.624/14. A existência da lei municipal n 7.722/15 que determina sanções para o ato de maus tratos contra os animais. (Disponível em: <http:// www.camaraaracatuba.com.br/site/legislacao/legislacao.asp> Acesso em: 22-07-2016)

1.4. Cultura Sertaneja

Os fatos que evidenciam que essa prática esportiva é muito aceita pela população brasileira desde que chegou ao país, no ano de 1956, e seus seguidores não param de aumentar, são cerca de trinta milhões de fãs que acompanham esse esporte, sendo um exemplo claro, a quantidade de pessoas que acompanham o rodeio da cidade de Barretos, a qual é considerada a capital do rodeio no Brasil, e que chegam ao número de 300 mil pessoas que passam no parque de rodeio, movimentando a economia da cidade e da festa. Barretos, sem dúvida nenhuma, é umas das festas que evidencia a cultura sertaneja, e existe dentro do parque várias pontos que mostram isso um deles é o memorial do peão um museu que conta

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toda a história desse esporte desde que chegou no pais até os dias de hoje, número de visitantes que já passaram por lá até no ano de 2014, era de 37.107 pessoas. Uma iniciativa brilhante os organizadores da festa tiveram, foi trazer a cultura para as crianças no parque, instalando o rancho peãozinho onde é realizado rodeios em carneiro e júnior, atividades culturais como grupos de danças e apresentação de cantores mirins, nesse espaço existem as mini fazendas e mini zoológicos onde estas tem os primeiro contato com a terra, onde mostra o desenvolvimento das plantações e conhecimento dos animais selvagens com objetivo de orientar as crianças dos bons tratos de todos animais.

O costume culinário, a chamada queima do alho, uma comida típica dos condutores de tropas, peões de boiadeiros e comitivas, na onde são efetuadas competições para saber quem é melhor cozinheiro esse prato é a mistura de arroz carreteiro, paçoca de carne, feijão gordo e churrasco. (Disponível em: <http://www.independentes.com.br/festadopeao/queimaalho> Acesso em: 22-07-2016).

Patrimônio Cultural é sua definição de acordo com o doutrinador Celso Antônio Pacheco Fiorillo (2014, p.474) “A constituição não faz restrição a qualquer tipo de bem, de modo que podem ser materiais ou imateriais, singulares ou coletivo, moveis ou imóveis. Além disso, são passiveis de proteção, independente do fato de terem sido criados por invenção humana”.

O projeto de lei, de autoria do deputado Capitão Augusto, foi proposta pela comissão de constituição de cidadania, na Câmara dos Deputados, onde o rodeio ganha status de manifestação cultural nacional. A proposta será conduzida pelo Senado onde será examinada. O ponto principal que é defendido nessa proposta é os bons tratos dos animais, a valorização do turismo e valorização do interior do Brasil onde esses eventos são realizados.

Assim dispõe o Artigo 216 da Constituição Federal:

Constituem o patrimônio cultural brasileiro os bens de natureza material e imaterial, tomados individualmente ou em conjunto, portadores de referência à identidade, à ação, à memória dos diversos grupos formadores da sociedade brasileira.

I – as formas de expressão;

II – os modos de criar, fazer e viver;

III – as criações científicas, artísticas e tecnológicas;

IV – as obras, objetos, documentos, edificações e demais espaços destinados às manifestações artístico-culturais;

Assim, dispõe:

Art. 1º Esta lei eleva o rodeio, bem como suas manifestações artístico - culturais, á condições de patrimônio cultural imaterial do Brasil.

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Art. 2ºO rodeio, bem como suas manifestações artísticos - culturais, passam á ser consideradas integrantes do patrimônio cultural imaterial do Brasil

Art. 3º Para efeitos desta lei, consideram-se patrimônio cultural imaterial do Brasil: I - Montarias;

II - Provas de Laço; III - Apartação; IV- Bulldog;

V - Provas de Rédeas;

VI - Provas dos Três Tambores, Team Penning e WorkPenning; (Disponível em:

http://www.camara.gov.br/proposicoesWeb/prop_mostrarintegra?codteor=1342723 &filename=PL+1767/2015> Acesso em: 22-07-2016).

Desse modo, o Projeto de lei aprovado pela câmara dos deputados “eleva o rodeio, bem como suas manifestações artísticas-culturais á condições de patrimônio cultural imaterial do Brasil”.

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II - O DIREITO AMBIENTAL

2.1. Definição de Meio Ambiente

Meio ambiente pode ser definido da seguinte maneira são formados por vários elementos ecológicos que exercem um agrupamento natural, incluindo todos bichos, vegetação, micróbios, terra, espaço, rocha e acontecimento não artificiais sem intervenção humana.

Pode ser entendido como meio ambiente elementos como água, oxigênio e condições atmosféricas podendo ser consideradas descargas atmosféricas, magnetismo, energia e emissão de energia por ondas partículas.

O conceito de meio ambiente para as Nações Unidas (ONU) é definida da seguinte maneira “meio ambiente é o conjunto de componentes físicos, químicos, biológicos e sociais capazes de causar efeitos diretos ou indiretos, em um prazo curto ou longo, sobre os seres vivos e as atividades humanas” (Disponível em: <http://www.significados.com.br/meio-ambiente> Acesso em: 08-08-2016)

Encontra - se no Brasil a Política Nacional do Meio Ambiente a intenção dessa lei é cuidar, aperfeiçoar e resgatar a capacidade ambiental do Brasil definindo o meio ambiente da seguinte maneira, “conjunto de condições, leis, influências e interações de ordem física, química e biológica, que permite, abriga e rege a vida em todas as suas formas”. (Disponível em: <http://www.significados.com.br/meio-ambiente> Acesso em: 08-08-2016)

Na Constituição Federal de 1988, está explícito no art. 225, as seguintes determinações: “Todos têm direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado, bem de uso comum do povo e essencial à sadia qualidade de vida, impondo-se ao Poder Público e à coletividade o dever de defendê-lo e preservá-lo para as presentes e futuras gerações”. (Disponível em: <http://www.significados.com.br/meio-ambiente> Acesso em: 08-08-2016)

Celso Antônio Pacheco Fiorillo, doutrinador expõe a seguinte opinião sobre o conceito de meio ambiente: sistematização dada pela constituição Federal, podemos tranquilamente afirmar que o conceito de meio ambiente dado pela lei da política nacional do meio ambiente foi recepcionado, isso porque a carta magna de 1988 buscou tutelar não só o meio ambiente natural, mas também o artificial, cultural e o do trabalho (FIORILLO,2014, p.60)

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Seu posicionamento em relação ao artigo 255 da constituição federal que a lei utiliza a expressão sadia qualidade de vida. De fato, o legislador constituinte optou por estabelecer dois objetos de tutela ambiental: ''um imediato, que é a qualidade do meio ambiente, e outro mediato, que é a saúde, o bem - estar e a segurança da população, que se vêm sintetizando na expressão da qualidade de vida''(FIORILLO,2014, p.61)

2.2. Fauna e Aspecto de defesa

A palavra Fauna pode ser interpretada da seguinte maneira: um agrupamento de animais que habitam um determinado ambiente geográfico ou temporário, também está afiliada com a palavra flora, que significa uma simultaneidade de flores, vegetação e plantas. Estando acumuladas em alguma região especifica em uma determinada temporada geológica do planeta terra, a definição de fauna e flora são muito parecidas a diferença entre as duas é o bando que cada uma delas simbolizam.

Um exemplo bom de ser salientado é a floresta Amazônica, onde se encontra variedades de Faunas do universo, uma biodiversidade enorme estabelecendo a estabilidade de existência do planeta

Existem cinco espécies de fauna em nosso planeta terra, que são as faunas: Domésticas formadas por animais que carecem da interferência humana para alimentação, crescer e sobreviver; a segunda espécie de fauna é a Silvestre quando os bichos não necessitam da ajuda do ser humano para praticar a alimentação e seu crescimento; a terceira é a Marítima, que são animais que vivem no oceano e mares; a penúltima fauna é a Sinantrópica, são animais que podem trazer perigo aos seres humanos como doenças, vivendo perto de nós um exemplo desses bichos é pombos, ratos e mosquitos. Por fim a fauna Ictiológica é constituída por peixes.

Segundo o doutrinador Édis Milaré, entende-se por fauna o conjunto dos animais que vivem numa determinada região, num ambiente ou perigo geológico. Aqui se incluem os animais, sejam domesticados ou não, da fauna terrestre. (MILARÉ,2015, p.193)

A respeito da proteção da fauna, a lei maior de 1988, definiu no artigo 255, no parágrafo primeiro, inciso VII, a administração pública à responsabilidade de tutelar a fauna, impôs sob a proteção da lei todos os animais sem predileções, pelo fato de todos os seres vivos tem sua importante na natureza, uma atividade e influencia ecológica, seja como gênero ou como pessoas.

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Desse modo, dispõe a Constituição federal de 1988, ainda dispõe neste art. 225 parágrafo primeiro inciso VII que “proteger a fauna e a flora, vedadas, na forma da lei, as práticas que coloquem em risco sua função ecológica, provoquem a extinção de espécies ou submetam os animais a crueldade”.

Em sendo assim conforme o autor Édis Milaré compreende que nem todas espécies de animais tem as mesmas funções na biosfera cada uma delas apresenta peculiaridades que lhe são inerentes do ponto de vista ecossistêmico. Tais diferenças determinam, na prática, critérios diversos de preservação das espécies, tendo-se em conta as diferentes finalidades a que elas se destinam. Em razão disso, cabe as normas infraconstitucionais definir a proteção mais adequada a determinada fauna ou espécie animal, tendo em vista um conjunto de condicionantes de ordem ecológica, cientifica, econômica e cultural. (MILARÉ,2015, p.193)

2.3. Direito dos Animais

Direitos dos Animais é um tema onde existe muitos embaraços na lei maior, refere - se sobre o direito animal, é inacreditável que muitas pessoas que integram a população brasileira desconheçam esta lei. O Brasil, infelizmente, não deu muito entusiasmo para essa lei, pois compreendia que os animais não exerciam o privilégio de liberdade, plenitude física e especialmente a vida.

Na nossa disposição legal, o primeira apontamento de uma lei a tutelar os animais de algum abuso ou selvageria, foi na cidade de São Paulo, estando expresso no artigo 220 no Código de Posturas, no dia 06 de outubro do ano de 1986, não permitindo que os cocheiros e guias de carroças a agredir os animais com repreensões rudes e exageradas prevendo penalidades.

Todavia e exclusivamente com o surgimento da constituição federal de 1988, as leis de direito ambiental passaram obter nível constitucional, a qual se sujeita a administração pública tal como a sociedade conservar a fauna e o meio ambiente, bloqueando o conjunto de práticas que sujeitar os animais a selvageria dos seres humanos ou da ciência.

A Constituição Federal de 1988, exibe em seu artigo 225, § 1º, inciso VIII, identifica que os animais possuem sensibilidade fixando a comunidade e o estado obrigação de respeitar a vida à independência corporal e à saúde física desses bichos, além de coibir explicitamente as atividades que conduzam os riscos ao papel ecológico desses animais, ou que provoque o extermínio submetendo a crueldade de todas as espécies do reino animal.

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A lei constitucional concede um insignificante direito aos animais, isto é o de não se sujeitar a tratamentos ríspidos, desempenho que botem em perigo a atividade ecológica ou ponham em ameaça a defesa de sua linhagem, controle este que esta instruído por um conjunto de normas federal n.º 9.605/98, tornando-se crime a ação de sujeitos que abusam, agridem, molestam ou decepam animais estando expresso no artigo 32. Vejamos:

Lei Federal n.º 9.605/1998

Art. 32. Praticar ato de abuso, maus-tratos, ferir ou mutilar animais silvestres, domésticos ou domesticados, nativos ou exóticos:

Pena - detenção, de três meses a um ano, e multa.

§ 1º Incorre nas mesmas penas quem realiza experiência dolorosa ou cruel em animal vivo, ainda que para fins didáticos ou científicos, quando existirem recursos alternativos.

§ 2º A pena é aumentada de um sexto a um terço, se ocorre morte do animal. site:(http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L9605.htm)

A República Federativa do Brasil e juntamente com os países integrantes da ONU (Organização das Nações Unidas) assinaram a declaração universal anunciando os direitos dos animais, declaração essa elabora na reunião da UNESCO no dia 27 de janeiro de 1978 na cidade de Bruxelas, Bélgica. Assim, dispõe:

Declaração Universal dos Direitos dos Animais

Considerando que todo o animal possui direitos; Considerando que o desconhecimento e o desprezo desses direitos têm levado e continuam a levar o homem a cometer crimes contra os animais e contra a natureza; Considerando que o reconhecimento pela espécie humana do direito à existência das outras espécies animais constitui o fundamento da coexistência das outras espécies no mundo;Considerando que os genocídios são perpetrados pelo homem e há o perigo de continuar a perpetrar outros; Considerando que o respeito dos homens pelos animais está ligado ao respeito dos homens pelo seu semelhante; Considerando que a educação deve ensinar desde a infância a observar, acompreender, a respeitar e a amar os animais, ''Proclama-se o seguinte:

Art.1o - Todos os animais nascem iguais diante da vida e têm o mesmo direito à existência.

Art.2o - Cada animal tem direito ao respeito. O homem, enquanto espécie animal, não pode atribuir-se o direito de exterminar outros animais ou explorá-los, violando este direito. Ele tem o dever de colocar sua consciência a serviço de outros animais. Cada animal tem o direito à consideração e à proteção do homem.

Art.3o - Nenhum animal será submetido a maus-tratos e atos cruéis. Se a morte de um animal é necessária, deve ser instantânea, sem dor nem angústia.

Art.4o - Cada animal que pertence a uma espécie selvagem tem o direito de viver em seu ambiente natural terrestre, aéreo ou aquático, e tem o direito de reproduzir-se. A privação da liberdade, ainda que para fins educativos, é contrária a esse direito. Art.5o - Cada animal pertencente a uma espécie que vive habitualmente no ambiente do homem, tem o direito de viver e crescer segundo o ritmo e as condições de vida e de liberdade que são próprias de sua espécie. Toda modificação imposta pelo homem para fins mercantis é contrária a esse direito.

Art.6o - Cada animal que o homem escolher para companheiro, tem direito a um período de vida conforme sua longevidade natural. O abandono de um animal é um ato cruel e degradante.

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Art.7o - Cada animal que trabalha tem direito a uma razoável limitação do tempo e intensidade de trabalho, a uma alimentação adequada e ao repouso.

Art.8o - A experimentação animal que implique sofrimento físico é incompatível com os direitos dos animais, quer seja uma experiência médica, científica, comercial ou qualquer outra. As técnicas substitutivas devem ser utilizadas e desenvolvidas. Art.9o - No caso de o animal ser criado para servir de alimentação, deve ser nutrido, alojado, transportado e morto, sem que para ele resulte em ansiedade e dor.

Art.10o - Nenhum animal deve ser usado para divertimento do homem. A exibição dos animais e os espetáculos que utilizem animais são incompatíveis com a dignidade do animal.

Art.11o - O ato que leva à morte de um animal sem necessidade é um biocídio, ou seja, um delito contra a vida.

Art.12o - Cada ato que leva à morte um grande número de animais selvagens é um genocídio, ou seja, delito contra a espécie.

Art.13o - O animal morto deve ser tratado com respeito. As cenas de violência em que os animais são vítimas devem ser proibidas no cinema e na televisão, a menos que tenham como foco mostrar um atentado aos direitos dos animais.

Art.14o - As associações de proteção e de salvaguarda dos animais devem ter uma representação junto ao governo. Os direitos dos animais devem ser defendidos por leis, como os direitos humanos. (Disponível em:

<http://noticias.uol.com.br/ultnot/bichos/leiseprotecao/direitos.jhtm> Acesso em:12-08-2016)

2.4. Conceito de Crueldade

A expressão Crueldade é a qualificação do que é cruel, de acordo com o dicionário Aurélio de Buarque de Holanda, a definição de Crueldade é o sentimento de prazer em praticar a maldade, duro, desalmado, incompreensível e tirânico.

Ser cruel significa submeter o animal à um mal além do absolutamente necessário. Compreender de forma diversa, atribuindo a tutela preceituada pela norma ao sentimento de dor do animal com relação a ele mesmo, implica inviabilizar a utilização da fauna pelo homem como bem essencial á sadia qualidade de vida. Não seria admissível, pois, por exemplo, que frangos fossem deixados em regime de confinamento, com um dia de dezoito horas, apenas diante da luz e uma temperatura adequada para a sua engorda mais celebre. (FIORILLO,2014, p.323)

A selvageria ficará caracterizada se atividade contra qualquer animal não tiver o objetivo de possibilitar ao ser humano uma benéfica particularidade de vida.

Crueldade é "a característica ou condição do que é cruel; prazer em derramar sangue, causar dor''. A Constituição teve o mérito de focalizar o tema e de proibir a crueldade contra os animais. O texto constitucional fala em "praticas" - o quer dizer que há atos cruéis que acabam tornando-se hábitos, muitas vezes chamados erroneamente de manifestações culturais. “Percebe-se o equívoco que muitas vezes acontece, consistente em acobertar perversidades ou

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violências sob o mando antropocentrista, sustentando no valor cultural ou recreativo que possa representar determinada atividade humana em relação aos animais"(MIRALÉ,2001, p.251 apud MACHADO,2014,p.164).

2.5. Princípios Ambientais

Princípios é a razão de uma norma jurídica, são estruturas do direito, que não estão estabelecidas em nenhum dispositivo legal.

Para o filósofo, educador e jurista Miguel Reale a definição de princípios é da seguinte maneira:

Princípios são enunciações normativas de valor genérico, que condicionam e orientam a compreensão do ordenamento jurídico, a aplicação e integração ou mesmo para a elaboração de novas normas. São verdades fundantes de um sistema de conhecimento, como tais admitidas, por serem evidentes ou por terem sido comprovadas, mas também por motivos de ordem prática de caráter operacional, isto é, como pressupostos exigidos pelas necessidades da pesquisa e da práxis. (Disponível em: <http://ambito-juridico.com.br/site/?n_link=revista_artigos_leitura> Acesso em: 12-08-2016)

Dessa forma é plausível perceber que os princípios conduzem o nascimento de uma lei, ou seja tem atividade de ensinar o legislador ou outro responsável sobre suas causas.

No Âmbito do direito ambiental como não poderia ser diferente a presença de vários princípios ambientais ajudando e auxiliando na aplicação de sanções e ajudando nas discussões mais polêmicas a respeito do meio ambiente.

2.6. Princípios Gerais de Direito Ambiental

O Princípio do Direito ao Meio Ambiente equilibrado; do ponto de vista ecológico, consubstancia-se na conservação das propriedades e das funções naturais desse meio, de forma a permitir a ''existência, a evolução e o desenvolvimento dos seres vivos''. Ter direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado equivale a afirmar que há um direito a que não se desequilibre significativamente o meio ambiente. (MACHADO,2014, p.61)

Em contrapartida, o Princípio do Direito à Sadia Qualidade de Vida diz que não basta viver ou conservar a vida. É justo buscar e conseguir a “qualidade de vida”. A organizações das Nações Unidas - ONU anualmente faz uma classificação dos países em que a qualidade de

Referências

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