• Nenhum resultado encontrado

ARTIGO ORIGINAL RESUMO PALAVRAS-CHAVE

N/A
N/A
Protected

Academic year: 2021

Share "ARTIGO ORIGINAL RESUMO PALAVRAS-CHAVE"

Copied!
12
0
0

Texto

(1)

RESUMO

Objetivo: O presente estudo teve como objetivo investigar fatores associados à sífi lis entre adolescentes na faixa de idade entre 11 e 18 anos, de ambos os sexos e gestantes, cadastrados no Centro de Testagem e Aconselhamento/CTA do Centro de Referência Municipal/CRM de Feira de Santana, Bahia/Brasil. Métodos: Trata-se de um estudo observacional tipo coorte transversal, desenvolvido a partir da revisão de 33.665 registros de atendimento no Sistema de Informação do CTA, no período de 2003 a 2012. Foram avaliadas 3.482 fi chas de registros de pacientes com resultado reagente de Pesquisa do Laboratório de Doença Venérea (Venereal Disease Research Laboratory-VDRL) e investigada a associação com características sociodemográfi cas e clínico-comportamentais. Resultados: Entre 2003 e 2012, a prevalência de sífi lis foi de 0,86%, sendo de 1,95% (13) para o sexo masculino, 1,18% (14) para o feminino e 0,18% entre as gestantes adolescentes. Conclusão: No grupo das mulheres não gestantes, observou-se coinfecção HIV-sífi lis, além de associação entre o uso de drogas e álcool com a ocorrência de sífi lis. Em mulheres não gestantes foi verifi cada associação entre sífi lis e o uso de drogas/álcool e coinfecção HIV. Esses achados sinalizam para a necessidade de medidas de prevenção da infecção da sífi lis, sobretudo nas situações de vulnerabilidade, como o uso de drogas e HIV.

PALAVRAS-CHAVE

Sífi lis, gestantes, fatores de risco, adolescente.

Fatores associados à ocorrência de sífi lis

em adolescentes do sexo masculino,

feminino e gestantes de um Centro de

Referência Municipal/CRM - DST/HIV/

AIDS de Feira de Santana, Bahia

Factors associated with the occurrence of syphilis in adolescents

male, female and pregnant women in a Municipal Reference

Center/MRC - STD /HIV/AIDS of Feira de Santana, Bahia

Milena de Oliveira Pérsico Monteiro1 Maria Conceição O. Costa2 Graciete Oliveira Vieira3

Carlos Alberto Lima

da Silva4

Milena de Oliveira Pérsico Monteiro ([email protected])- Universidade Estadual de Feira de Santana (UEFS). Av. Transnordestina, S/N, Bairro Novo Horizonte. Feira de Santana, BA. CEP: 44036-900.

Recebido em 03/06/2015 – Aprovado em 09/07/2015

1Mestrado na Universidade Estadual de Feira de Santana (UEFS) – Programa de Pós-Graduação em Saúde Coletiva (PPGSC-UEFS). Psicóloga

Supervisora do Centro de Referência Municipal de DST/ HIV/AIDS. Feira de Santana, BA, Brasil.

2Pós-doutorado na Université du Québec à Montréal (UQAM)/Canadá. Professora Titular do Departamento de Saúde (UEFS). Coordenadora

do NNEPA - UEFS e Professora do PPGSC - UEFS. Feira de Santana, BA, Brasil.

3Doutorado na Universidade Federal da Bahia (UFBA). Professora Titular do Departamento de Saúde (UEFS). Coordenadora do Núcleo de

Pesquisa e Extensão em Saúde (NUPES) e Professora do PPGSC - UEFS. Feira de Santana, BA, Brasil.

4Pós-doutorado na UFBA (ISC) - Salvador, BA. Professor Adjunto do Departamento de Saúde (UEFS) e Coordenador do Comitê de Ética em

Pesquisa da Secretaria da Saúde do Estado da Bahia (SESAB). Feira de Santana, BA, Brasil.

>

(2)

de Informação de Agravos de Notifi cação (SI-NAN) 21.382 casos de sífi lis em gestantes, com taxas de transmissão vertical de 4,7% por 1.000 nascidos vivos e incidência de 5,30% na região Nordeste7. Dessa forma, percebeu-se que a sífi lis,

quando associada à gravidez na adolescência, constituiu-se em um grave problema de saúde pública por envolver a saúde materno-infantil, necessitando de cuidados especiais no pré-na-tal, a fi m de prevenir a transmissão vertical8.

Apesar de existirem muitos estudos que investigaram os fatores associados às doenças sexualmente transmissíveis (DST), poucos foram realizados na faixa etária da adolescência, perío-do que apresenta características comportamen-tais, afetivas e sexuais peculiares, as quais se rela-cionam com o desenvolvimento da autonomia, vivência da sexualidade plena, experimentação e troca de parceiros, além da crença no mito da invulnerabilidade. Dessa forma, esses indi-víduos arriscam-se sem previsão de danos ou consequências9. Ademais, utilizam substâncias

psicoativas (SPA) com o intuito de relaxamento, diversão, quebra da timidez e fuga da realidade. Tal comportamento expõe esses indivíduos a di-versos riscos, como as relações sexuais eventuais e desprotegidas10. Na perspectiva social, a

ado-lescência representa um período de crise, pela tentativa de integração às exigências sociais. Os homens sofrem maior pressão para iniciar

INTRODUÇÃO

A sífi lis é uma doença sexualmente transmis-sível que ainda se confi gura como um grave pro-blema de saúde pública em todo o mundo. Nos Estados Unidos, a incidência de sífi lis na popula-ção geral foi de 2,1 casos por 100.000 habitantes, em 20001. Outro estudo realizado na América

La-tina, em 2001, com 22.298 doadores de sangue, de diversas faixas de idade, estimou prevalência de sífi lis de 1,10%, com maior proporção para sexo masculino (93%), moradores da zona urba-na (60%) e com média de idade de 33 anos2.

No Brasil, cerca de 1,0% da população bra-sileira (937 mil) foi infectada pela sífi lis, confor-me dados do Ministério da Saúde3. Um estudo

realizado na cidade de Vitória (ES), com mulhe-res entre 18 e 29 anos, em 2012, demonstrou prevalência de sífi lis de 1,20% (IC 95% 0,5-1,9), com mediana de idade de 23 anos4. No entanto,

observou-se uma escassez de estudos de preva-lência de sífi lis na adolescência, pois a maioria das pesquisas engloba a faixa etária adulta ou traz dados da prevalência de sífi lis congênita5.

Com relação à prevalência de sífi lis gesta-cional, verifi cou-se, no âmbito mundial, a pro-porção de 0,64% em 2010 e 0,39% em 2013, conforme os percentuais médios de 29 países. No Brasil, essas taxas foram 1,60% nos dois anos6. Em 2013, foram registrados no Sistema

>

>

ABSTRACT

Objective: This study aimed to investigate factors associated with syphilis among teenagers in the age group between 11-18 years, of both sexes and pregnant women, registered in the Testing and Counseling Center / CTA Municipal Reference Center/CRM Feira de Santana, Bahia / Brazil. Methods: This was an observational cross-sectional cohort study, developed from the review of 33.665 records of service on the CTA Information System, for the period 2003 to 2012. 3.482 records of patients with results from Venereal Disease Research Laboratory-VDRL reagent were evaluated and the association with sociodemographic and clinical and behavioral characteristics were investigated. Results: Between 2003 and 2012, the prevalence of syphilis was 0.86% and 1.95% (13) for males, 1.18% (14) for females and 0.18% among adolescent pregnant women. Conclusion: In the group of non-pregnant women, it was observed HIV-syphilis coinfection, besides association between the use of drugs and alcohol. In non-pregnant women the association between syphilis the use of drugs/alcohol and HIV coinfection was observed. These fi ndings point to the need for measures to prevent syphilis infection, especially in vulnerable situations, such as drug use and HIV.

KEY WORDS

Syphilis, pregnant women, risk factors, adolescent.

(3)

precocemente a relação sexual, como prova da masculinidade. Por outro lado, as mulheres são mais responsabilizadas pela defi nição do com-portamento sexual. Entretanto, confi am no par-ceiro e apresentam desvantagens na negocia-ção, quanto ao uso do preservativo nas relações sexuais, com aumento de risco de gravidez e de DST, a exemplo da sífi lis10.

Alguns estudos demonstram que a inci-dência da sífi lis continua crescente, apesar das estratégias de promoção e prevenção à saúde5.

Portanto, faz-se necessário o levantamento de indicadores nessa temática e conhecimento dos seus determinantes em populações específi cas, de modo a direcionar medidas de intervenção. O objetivo do atual estudo foi investigar os fa-tores associados à ocorrência de sífi lis em ado-lescentes de ambos os sexos e gestantes cadas-trados no Centro de Referência Municipal DST/ HIV/AIDS (CRM DST/HIV/AIDS) de Feira de San-tana, na Bahia, no período de 2003 a 2012.

MÉTODOS

Trata-se de um estudo de coorte trans-versal, desenvolvido com dados secundários oriundos do Sistema de Informação do Cen-tro de Testagem e Aconselhamento (SI-CTA) do Centro de Referência Municipal de Feira de Santana/Bahia. Os sujeitos da pesquisa foram adolescentes entre 11 e 18 anos, de ambos os sexos, e gestantes da mesma faixa de idade, que realizaram testagem para sífi lis, no período de 2003 a 2012. A faixa etária escolhida obedeceu à preconização do Ministério da Saúde (MS) e do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) para a adolescência. A sífi lis foi defi nida conforme os resultados do Venereal Disease Research

Laborato-ries (VDRL), sendo considerados como positivos

apenas os que apresentaram doença ativa, com exclusão da análise das cicatrizes sorológicas. As demais variáveis foram classifi cadas em:

1-socio-demográfi cas: estado civil (casado/união estável

ou solteiro), escolaridade (< 8 anos de estudo ou ≥ 8 anos de estudo), cor da pele (pardo ou

não pardo), ocupação (estudante ou outras) e zona de residência (rural ou urbana); 2-

clíni-cas: presença de outras DST nos 12 meses que

antecederam à realização do exame e soropo-sitividade para HIV; 3- comportamentais:motivo da procura do serviço (prevenção e exposição a riscos ou suspeita de DST/AIDS); uso de drogas (maconha, cocaína aspirada, cocaína injetável,

crack, heroína, anfetamina), uso de álcool; tipo

de exposição à sífi lis (relação sexual ou outros, como transfusão de sangue, compartilhamento de seringas; transmissão vertical, transmissão ocupacional e sem relato de risco biológico); multiplicidade de parceiros; uso de preservativo nos últimos 12 meses e na última relação sexual que antecedeu à realização do exame, com par-ceiro fi xo e/ou eventual e motivos para não usar preservativo (fatores pessoais, fatores relaciona-dos ao parceiro e fatores externos). Como fato-res pessoais, consideraram-se algumas opções para o não uso do preservativo: não acredita na efi cácia do condom; não sabe usar; não dis-punha no momento; confi a no parceiro; estava sob efeito de drogas/álcool; não acreditava na possibilidade de contaminação; não acreditava na hipótese de soropositividade; não tinha in-formação; não tem condições fi nanceiras para aquisição do condom; relação sexual não pro-gramada; desejo de ter fi lho; disfunção sexual ou alergia ao produto. Foram classifi cados como fatores relacionados ao parceiro, para não uso do preservativo: parceiro não aceita; não conse-gue negociar ou negociou não usar. O tamanho do preservativo e a violência sexual foram consi-derados como fatores externos.

Os dados foram analisados com a ajuda do pacote estatístico Statistical Package for the

Social Sciences (SPSS), versão 9.0 for Windows,

1999. Inicialmente, foram descritas e compara-das as características dos adolescentes do sexo masculino e feminino, bem como do grupo de mulheres gestantes com as não gestantes. A seguir, foi realizada análise bivariada das carac-terísticas associadas ao VDRL, segundo o sexo e gravidez. As diferenças de proporções foram testadas quanto à signifi cância estatística, por

(4)

meio do qui-quadrado (c2) de Pearson.

Adicio-nalmente, nas caselas com valores esperados inferiores a 5 realizou-se o ajuste com o Teste Exato de Fisher. Para ambos os testes foi adota-do o nível de signifi cância <0,05.

A análise multivariada não foi realizada, pois não foi possível converter a maioria das variáveis ao modelo logístico, devido à baixa prevalência de sífi lis encontrada nesse estudo. O projeto foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa da Universidade Estadual de Feira de Santana, sob o Certifi cado de Apresentação para Apreciação Ética (CAAE) nº 14500213.6.0000.0053.

RESULTADOS

No período de 2003 a 2012, o CTA de Feira de Santana realizou 33.665 atendimentos, sen-do 14.407 (42,80%) sen-do sexo feminino, 10.010 (29,70%) do sexo masculino e 9.248 (27,50%) gestantes, em diferentes faixas etárias. No mes-mo período, foram registrados 3.482 (10,40%) atendimentos de adolescentes de ambos os se-xos e gestantes, sendo 34% (1.183) do sexo fe-minino, 19% (664) do sexo masculino e 47% (1.635) gestantes.

Para a maioria das caracteristicas sociode-mográfi cas e clínico-comportamentais pesqui-sadas, as proporções foram semelhantes entre adolescentes de ambos os sexos, com exceção da variável “multiplicidade de parceiros sexuais” (masculino: 70%, feminino: 37,8%). Entretan-to, comparando-se adolescentes gestantes com aquelas não gestantes, as respostas mostraram proporções diversas entre os grupos, principal-mente nas variáveis: “presença de DST” (gestan-tes: 5,5%, não gestan(gestan-tes: 26,7%), “uso de dro-gas” (gestantes: 8,9% e não gestantes: 26,6%), “multiplicidade de parceiros sexuais” (gestantes: 14,4% e não gestantes: 37,8%) e realizar sorolo-gia por exposição a riscos ou supeitar de DST/ AIDS” (gestantes: 2,7% e não gestantes: 68,2%) (Dados não apresentados em tabelas).

A prevalência de sífi lis, na adolescência, foi de 0,86% (30), com proporções de 1,95% (13) para o sexo masculino, 1,18% (14) para o feminino e 0,18% (3) para gestantes. A relação homem/mulher foi de 2:1.

Quanto às análises das variáveis sociodemográfi cas e clínicocomportamentais verifi -cou-se resultados signifi cantes, segundo o sexo (masculino vs feminino) e entre adolescentes gestantes e não gestantes, em relação à maior parte das características: estado civil, ocupação, presença de outras DSTs, uso de drogas, uso de álcool, relação sexual como principal fator de exposição à sífi lis, multiplicidade de parceiros sexuais, não uso do preservativo nos últimos 12 meses antes da realização do VDRL e na última relação sexual, com os parceiros fi xo e/ou even-tuais e fatores pessoais, como principal motivo para não usar preservativo com os parceiros fi xo e/ou eventuais. Da mesma forma, as análises comparativas, entre as gestantes e não gestan-tes, apontaram resultados com diferenças signi-fi cantes, para escolaridade, zona de residência e motivos da procura pelo serviço (Dados não apresentados em tabelas).

Na análise bivariada, não foram encontra-das associações entre a sífi lis e as características sociodemográfi cas de adolescentes de ambos os sexos e gestantes (Tabela 1). Entretanto, quan-do avaliadas características clínicas comporta-mentais (Tabela 2) das mulheres não gestantes, verifi cou-se associações entre a sífi lis e a procura do serviço, devido à exposição ou suspeita de DST/AIDS (p=0,03), uso de drogas (p=0,003) e uso de álcool (p= 0,02). Vale ressaltar que a coinfecção HIV-sífi lis foi constatada em 100% dos homens (13) e em 78,6% (11) das mulheres não gestantes (p= 0,000).

Foi observado que, independente do status sorológico, a relação sexual e a baixa prevalên-cia do uso do preservativo se mostraram como principais formas de exposição à sífi lis em am-bos os sexos e gestantes adolescentes.

(5)

Tabe la 1 . A ná lis e b iv ar ia da d as c ar ac te rís tic as s oc io de m og rá fic as d e a do le sc en te s d e a m bo s o s s ex os e g es ta nt es , a ss oc ia da s a o d ia gn ós tic o d e s ífi lis . C en tr o d e Te st ag em e A co ns el ha m en to /C TA , F ei ra d e S an ta na ( Ba hi a) , 2 00 3 a 2 01 2. M A SC U LI N O FE M IN IN O (nã o g est an te s) G EST A NTES VDR L – VDR L + Va lo r p* VDR L – VDR L + Va lo r p* VDR L – VDR L + Va lo r p* n % n % n % n % n % n % TO TA L D E A D O LES C ENTES N = 34 82 651 18 ,7 0 13 0, 37 11 69 33 ,57 14 0, 40 16 32 46 ,86 3 0, 08 C A R A C TE R ÍSTIC A S SO C IO D EM O GR ÁF IC A S Est ado c iv il C as ad o/ un ião e st áv el 65 10 ,2 2 16 ,7 0,3 5 21 1 18 ,9 2 14 ,3 0, 5 98 1 62 ,2 2 66 ,7 0, 68 So lte iro 57 4 89, 8 10 83 ,3 906 81 ,1 12 85, 7 59 6 37, 8 1 33 ,3 Es co lari da de < 8 a no s 303 47, 9 8 66 ,7 0, 16 53 9 47, 7 10 71, 4 0, 06 887 56 ,5 1 33 ,3 0, 40 ≥ 8 a no s 33 0 52 ,1 4 33 ,3 59 1 52 ,3 4 28 ,6 682 43 ,5 2 66 ,7 Co r d a p el Pa rd o ( a) 10 8 21, 3 2 16 ,7 0, 51 214 22 ,9 1 7, 1 0, 13 23 2 20, 8 1 33 ,3 0, 50 N ão p ar do ( a) 40 0 78 ,7 10 83 ,3 72 2 77, 1 13 92 ,3 886 79, 2 2 66 ,7 O cu pa ção Es tu da nt e 42 2 75 ,4 9 75 0, 60 88 0 81, 9 12 92 ,3 0,3 10 13 71, 2 1 33 ,3 0, 20 Ou tr os ² 13 8 24 ,6 3 24 19 4 18 ,1 1 7, 1 40 9 28 ,8 2 66 ,7 Zo na d e r esi nc ia Rur al 25 3, 8 -0, 60 54 4, 6 -0, 5 202 12 ,4 0 0 0, 67 U rb ana 626 98 ,2 13 10 0 11 15 95 ,4 14 10 0 14 30 87, 6 3 10 0 FO NTE : S I-C TA d e F ei ra d e S an ta na . * Te st e q ui -q ua dr ad o ( c 2) d e P ea rs on p ar a a s c at eg or ia s d as v ar iá ve is d o e st ud o e sta tu s sor oló gi co s; * *p <0 ,0 5 ( es ta tis tic am en te s ig ni fi c an te) . ¹ Var iá ve l a ut or re fe rid a. O pç ão n ão p ar do r ef er e-se a : a m ar el o, i nd íg en a, b ra nc o e i gn or ad o. ² s em o cu pa çã o b em d efi n id a.

(6)

Tabe la 2 . A ná lis e b iv ar ia da d as c ar ac te rís tic as cl ín ic o-co m po rt am en ta is d e a do le sc en te s d e a m bo s o s s ex os e ge st an te s, a ss oc ia da s a o d ia gn ós tic o d e síf ili s. C en tr o d e Te st ag em e A co ns el ha m en to /C TA , F ei ra d e S an ta na ( Ba hi a) , 2 00 3 a 2 01 2. M A SC U LI N O FE M IN IN O ( n ão g es ta n te s) G EST A NTES VDR L – VDR L + Va lo r p* VDR L – VDR L + Va lo r p* VDR L – VDR L + Va lo r p* n % n % n % n % n % n % TO TAL D E AD O LES C EN TES N =3 482 651 18 ,7 13 0, 37 11 69 33 ,5 14 0, 40 16 32 46, 8 3 0, 08 TO TAL D E AD O LES C EN TES N =3 482 651 35, 8 13 48 ,1 11 69 64, 2 14 51, 9 16 32 58 ,3 3 17, 6 C A R A CT ER ÍS TI C A S C NI C A S Pr es en ça d e o ut ra s D ST Si m 14 5 22 ,3 2 15 ,4 0, 42 310 26 ,5 6 42 ,9 0, 17 87 5,3 1 33 ,3 0,15 N ão 50 6 77, 7 11 84, 6 859 73, 5 8 57, 1 15 45 94 2 66 ,7 So ro po sit iv o p ar a H IV Si m 7 1, 1 -0,86 9 0, 8 3 21, 4 0, 000 ** 5 0,3 -0,9 9 N ão 626 98 ,9 13 10 0 11 11 99, 2 11 78 ,6 15 80 99, 7 3 10 0 C A R A C TE R ÍSTI C A S C O M P O R TA M ENT A IS M ot iv os d a p ro cu ra p el o s er vi ço C on he ci me nt o so rol og ia ¹ 19 4 30 ,3 1 7, 7 0, 06 36 6 32 ,1 1 7, 1 0, 03* * 15 84 97, 3 3 10 0 0, 77 Ex po siç ão a r isc os /s us pe ita D ST /A id s 446 69, 7 12 92 ,3 775 67, 9 13 92 ,9 44 2,7 -U so d e d ro ga Si m 255 39, 2 4 30, 8 0,3 8 30 6 26 ,2 9 64 ,3 0, 003 ** 14 6 8,9 -N ão 39 6 60, 8 9 69, 2 86 3 73, 8 5 35, 7 14 86 91 ,1 3 10 0 (c on tinua )

(7)

M A SC U LI N O FE M IN IN O ( n ão g es ta n te s) G EST A NTES VDR L – VDR L + Va lo r p* VDR L – VDR L + Va lo r p* VDR L – VDR L + Va lo r p* n % n % n % n % n % n % U so d e á lc oo l Si m 213 83 ,5 3 75 0, 52 28 4 93 ,1 6 66 ,7 0, 02 ** 12 6 86 ,9 -N ão 42 16 ,5 1 25 21 6,9 3 33 ,3 19 13 ,1 -Ti po d e e xp osi çã o à sí fil is Re laç ão s ex ual 582 94 ,3 10 10 0 0, 56 10 52 96 ,8 14 10 0 0, 63 16 19 99, 7 3 10 0 0,9 9 Ou tr os ³ 35 5, 7 -35 3, 2 -5 0,3 -M ul tip lic id ad e d e p arc ei ro s Si m 37 4 69, 8 8 80 0,3 8 37 3 37, 6 7 50 0, 24 229 14 ,4 -0, 63 N ão 16 2 30, 2 2 20 691 62 ,4 7 50 13 57 85 ,6 3 10 0 U so d o p re se rv at iv o n os ú lti m os 1 2 m es es c om p arc ei ro f ix o Si m 11 2 35, 6 -0, 27 19 6 23 ,3 1 11 ,1 0,3 4 17 4 11 ,3 -0, 69 N ão 203 64, 4 3 10 0 647 76 ,7 8 88 ,9 13 72 88 ,7 3 10 0 U so d o p re se rv at iv o n a ú lti m a r el ão c om p arc ei ro f ix o Si m 60 25, 6 -0, 55 11 9 16 ,5 2 22 ,2 0, 45 85 5, 7 1 33 ,3 0, 16 N ão 17 4 74 ,4 2 10 0 60 4 83 ,5 7 77, 8 13 97 94 ,3 2 66 ,7 M ot iv os d e n ão u sa r p re se rv at iv o c om p arc ei ro f ix o Fato re s p es so ai s 16 5 71 ,1 3 10 0 0, 54 415 58 ,9 5 55 ,6 0, 88 882 60, 6 1 33 ,3 0, 52 Fato re s r el ac io na do s a o pa rce iro 61 26 ,3 -277 39, 3 4 44, 4 515 35, 4 2 66 ,7 Fato re s e xt er no s 6 2,6 -13 1, 8 -58 4 -(c on tin ua çã o d a T ab el a 2 ) (c on tinua )

(8)

M A SC U LI N O FE M IN IN O ( n ão g es ta n te s) G EST A NTES VDR L – VDR L + Va lo r p* VDR L – VDR L + Va lo r p* VDR L – VDR L + Va lo r p* n % n % n % n % n % n % U so d o p re se rv at iv o n os ú lti m os 1 2 m es es c om p arc ei ro e ve nt ua l Si m 218 54, 8 3 33 ,3 0, 17 14 4 43 ,5 1 16 ,7 0, 18 70 45 ,8 -N ão 18 0 45 ,2 6 66 ,7 18 7 56 ,5 5 83 ,3 83 54, 2 -U so d o p re se rv at iv o n a ú lti m a r el ão c om p arc ei ro e ve nt ua l Si m 60 22 ,6 1 14 ,3 0, 51 37 18 -0, 45 26 28 -N ão 20 6 77, 4 6 85, 7 16 8 82 4 10 0 67 72 -M ot iv os d e n ão u sa r p re se rv at iv o c om p arc ei ro e ve nt ua l Fato re s p es so ai s 220 84, 6 6 85, 7 0, 81 11 7 57, 9 4 10 0 0, 24 65 68 ,4 -Fato re s r el ac io na do s a o pa rce iro 28 10 ,8 1 14 ,3 41 20 ,3 -23 24 ,2 -Fato re s e xt er no s 12 4, 6 -44 21, 8 -7 7, 4 -FO NTE : S I-C TA F ei ra d e S an ta na .* Te st e q ui -q ua dr ad o ( c2 ) d e P ea rs on p ar a a s c at eg or ia s d as v ar iá ve is d o e st ud o e sta tu s sor oló gi co s; * *p <0 ,0 5 ( es ta tis tic am en te s ig ni fi c an te ). ¹ co rr es po nd e a : p re ve nç ão o u enc am in ha m en to s d o p ré -n at al . ² m ac on ha , c oc aí na a sp irad a, c oc aí na in je tá ve l, cr ack , h er oí na , a nf et am in a e o ut ra s d ro ga s. ³ tr an sf us ão d e s an gu e, c om pa rt ilh an do s er in ga s/ ag ul ha s, t ra ns m iss ão v er tic al , oc up ac io na l, n ão r el at a r isc o b io ló gi co , o ut ro s, n ão i nf or m ad o. (c on tin ua çã o d a T ab el a 2 )

(9)

DISCUSSÃO

A atual pesquisa que avaliou adolescentes de ambos os sexos e gestantes, cadastrados em um serviço de referência para triagem e sorologia das DST/HIV/AIDS do SUS, demonstrou prevalên-cia de sífi lis na faixa adolescente semelhante às estimativas da população brasileira, ou seja, em torno de 1,10%, conforme dados do Ministério da Saúde7. No entanto, essa prevalência foi

eleva-da, se comparada a estudos realizados entre ado-lescentes e jovens adultas, sexualmente ativas, no interior de Goiás (2007 a 2009), que mostraram proporções de sífi lis de 0,14% (IC 95% 0,00-0,79)¹¹; assim como no Ceará, outro estudo rea-lizado com adolescentes e adultos entre 12 e 49 anos (2007), foi observada prevalência de sífi lis de 0,20% (IC 0,0-1,1)12. Esses estudos sugerem

que os adolescentes iniciam a vida sexual preco-cemente e, em consequência, estão mais expos-tos aos fatores de risco das DSTs e AIDS.

É preciso lembrar que a interpretação e a comparação entre estudos de prevalência em sífi lis apresentam difi culdades e limitações, considerando que os Sistemas de Vigilância das DSTs diferem quanto à captação e adequação das informações em diferentes regiões, além de que o quadro clínico da doença pode ser assin-tomático, ou apresentar sintomas inespecífi cos que limitam o acesso ao diagnóstico.

Ademais, no Brasil, a sífi lis adquirida – diag-nosticada fora do período gestacional – não é uma doença de notifi cação compulsória. Assim, as estimativas são realizadas com base nos estu-dos que utilizam amostras de conveniência com gestantes e puérperas, candidatos a doação de sangue, ou grupos populacionais de maior vulnerabilidade, como usuários de drogas, en-carcerados, ou pacientes atendidos em serviços de DST12,13. Por sua vez, no presente estudo, os

dados sobre a sífi lis representam estimativas do número de casos atendidos em um serviço de Referência para DST/HIV/AIDS.

Os dados da presente pesquisa demonstra-ram maior frequência de sífi lis entre adolescen-tes do sexo masculino, sugerindo variabilidade

de comportamentos entre os gêneros, entretan-to, observou-se que, tanto mulheres não gestan-tes, como homens, se expuseram aos fatores de riscos, com menor frequência do uso de preser-vativo entre as mulheres – importante medida de prevenção contra as DSTs. As principais diferenças entre as características sociodemográfi -cas e clínico-comportamentais entre adolescen-tes de ambos os sexos (exceto gestanadolescen-tes) que podem explicar a maior prevalência de sífi lis no sexo masculino foram a maior exposição ao uso de drogas, a multiplicidade de parceiros sexuais e a ausência de ocupação profi ssional defi nida.

No atual estudo, as características clínico--comportamentais das mulheres não gestantes associadas com o VDRL positivo foram: busca pelo serviço devido à exposição ou suspeita de DST/AIDS (p= 0,03), uso de drogas (p= 0,003), uso de álcool (p= 0,02) e coinfecção (p= 0,000) com o HIV.

No que concerne à exposição e/ou suspeita de DST/AIDS, estudos demonstram que a ado-lescência apresenta maior vulnerabilidade quan-to ao comportamenquan-to sexual e ao uso irregular do preservativo, especialmente entre as adoles-centes14,15. Por sua vez, essas são mais

vulnerá-veis às DST/HIV/AIDS, não apenas pela consti-tuição biológica do trato genital feminino, como também pela frequência com que são vítimas de submissão e violência em função das questões de gênero, resultando no baixo controle sobre sua atividade sexual e uso do preservativo.

Outro dado, que corroborou a discussão acima, foram os percentuais do atual estudo, quanto ao uso do preservativo nas relações se-xuais, com parceiros eventuais, nos 12 meses (que antecederam a coleta de dados), que se apresentaram abaixo dos percentuais nacionais, evidenciados em pesquisa da Organização Pan--Americana de Saúde, em 20136. Esses resultados

podem ser entendidos através da interpretação dos motivos referidos pelos adolescentes quan-to a não utilização do preservativo nas relações sexuais: parceiro não ter aceitado, ou ter nego-ciado não usá-lo, ou pela confi ança no mesmo – motivos apresentados pelas mulheres.

(10)

to ao sexo masculino, os motivos para não usar preservativo foram: a falta desse no momento do ato sexual, ou por não estar convencido dos seus benefícios. Esses dados sugerem a submis-são do gênero feminino e a falta do empodera-mento da mulher para negociação do uso do preservativo e, consequentemente, maior expo-sição às situações de risco de infecção.

Quanto ao uso de drogas e álcool, segundo o Centro Brasileiro de Informações sobre Drogas (CEBRID) o uso de substâncias psicoativas (SPA) se inicia na adolescência, entre 12 e 14 anos, com maior prevalência para o sexo masculino, sejam as drogas lícitas ou ilícitas16. Entretanto,

estudos enfatizam o aumento do consumo de drogas pelas mulheres, com maior exposição às relações sexuais casuais e desprotegidas17,18.

No que tange a comorbidade HIV-sífi lis, pela presente pesquisa, foi verifi cada a presen-ça de coinfecção em 100% dos homens (n= 13) e em 78,6% (n= 11) entre mulheres não ges-tantes; entretanto, apenas no último grupo, foi verifi cada associação signifi cante com o VDRL positivo (p= 0,000). Estudos sobre coinfecção demonstraram ser a sífi lis a principal DST asso-ciada ao HIV, sendo que o tratamento pode ser complexo, diante do alto comprometimento do sistema imunológico. Ademais, a infecção pelo HIV pode levar ao estágio terciário da sífi lis, com graves sequelas, como também abrevia o tem-po entre o aparecimento das formas primária e secundária. Em alguns casos, pode-se encontrar indivíduos com superposição desses quadros19.

Apesar de esta pesquisa não ter observado signifi cância estatística entre o grupo de gestan-tes adolescengestan-tes e a ocorrência de sífi lis, faz-se necessário, neste momento, discutir alguns as-pectos sobre a sífi lis na gestação e a sífi lis congê-nita, tendo em vista a magnitude dessa proble-mática para a saúde pública. No atual estudo, o grupo de gestantes adolescentes mostrou pre-valência de 0,18%. Pesquisa semelhante, reali-zada em Belo Horizonte, no período de 1999 a 2000, demonstrou baixa prevalência da infec-ção (0,17% IC 1,2-2,2) em gestantes entre 15 e 19 anos. Todavia, estudos indicam que

registra--se maior proporção da doença, com o avançar da idade, como pode ser verifi cado através da prevalência de 1,50%, encontrada em pesquisa realizada com gestantes adolescentes e jovens adultas, no período de 2004 a 2008, em Feira de Santana. Esse resultado corrobora as estima-tivas do Ministério da Saúde que apontam pre-valência de sífi lis de 1,60% em parturientes de diversas faixas etárias.

Segundo estudos desta entidade, em 2014, houve um aumento nas testagens para sífi lis em gestantes entre os anos de 2011 e 2013 e, con-sequentemente, redução da prevalência da sífi lis gestacional daquelas que receberam cuidados pré-natais. No entanto, pesquisa realizada em 2012, que estimou a incidência de sífi lis congê-nita e identifi cou sua relação com a cobertura da Estratégia de Saúde da Família, sugeriu que, apesar do aumento das coberturas de pré-natal, ainda se observa uma baixa efetividade dessas ações para a prevenção da sífi lis congênita²0.

Esse dado se torna mais preocupante quando se refere à prevenção de sífi lis congênita em ges-tantes adolescentes.

Estudos verifi caram que a ocorrência de sí-fi lis na gestação é maior em primigestas meno-res de 14 anos de idade, com baixa escolarida-de e que não utilizam preservativo nas relações sexuais durante a gravidez. Pesquisa realizada no Rio de Janeiro, no período de 1999 e 2000, mostrou que as abordagens realizadas durante o pré-natal obtiveram baixo impacto quanto à re-dução da infecção em gestantes, o que permite a perpetuação do ciclo materno-fetal da sífi lis²0.

Apesar de as mulheres adolescentes repre-sentarem a principal clientela do CTA, em com-paração aos homens adolescentes, observou--se que, tanto os homens como as mulheres não gestantes procuraram o Sistema de Saúde por motivos de exposição a situações de risco, ou por apresentarem sintomas relacionados às DSTs/AIDS. No caso das gestantes, a procura pelo setor deve-se aos encaminhamentos de ro-tina do pré-natal, como medida de prevenção às infecções, considerando que o Programa DST/ HIV/AIDS de Feira de Santana constitui a

(11)

refe-rência do SUS para a realização de triagem soro-lógica para HIV e sífi lis.

Conclui-se que os fatores associados à infec-ção por sífi lis se comportaram de modo diverso, quando se avaliou adolescentes de ambos os se-xos e gestantes adolescentes. No grupo de ado-lescentes não gestantes foi verifi cada a presença de coinfecção HIV-sífi lis, além de associação en-tre o uso de drogas e álcool com o VDRL positi-vo. Já entre os homens e as mulheres gestantes adolescentes não foram encontrados fatores pre-ditivos para sífi lis. É necessário destacar que as medidas de prevenção e intervenção devem ser compatíveis com as especifi cidades de cada gru-po, pois a variabilidade de comportamento está associada a diferentes riscos de adoecer.

É importante enfatizar a escassez de estu-dos na adolescência, sendo que a maioria das pesquisas inclui a faixa de adultos e jovens, ou a população geral. Mesmo considerando a rele-vância de estudos que avaliam a frequência de um evento em grupos populacionais específi cos, para a defi nição de uma linha de base de me-didas de prevenção, intervenção e controle dos agravos, é preciso considerar as limitações desta pesquisa que, por se tratar de estudo transver-sal, não permite estabelecer nexo causal entre as características estudadas.

CONSIDERAÇÕES FINAIS

Os resultados desta pesquisa evidenciaram que as situações de vulnerabilidade são

diferen-tes, mesmo em se tratando de um subgrupo da mesma faixa etária, pois os fatores associados à sífi lis, relacionados às características clínico--comportamentais, se apresentaram de modo diferente no grupo de mulheres não gestantes.

A baixa adesão ao uso do preservativo nas relações sexuais, especialmente entre as mulhe-res, pode estar relacionada às desigualdades de gênero para a negociação do uso do preservati-vo com parceiro fi xo ou eventual. Diante do ris-co de oris-corrência de sífi lis, torna-se fundamental a sensibilização dos adolescentes para mudança de atitude, com incentivo à autoproteção.

Na operacionalização de políticas públicas multissetoriais direcionadas aos adolescentes, é preciso considerar as singularidades e especi-fi cidades deste grupo, que apresenta compor-tamento diferenciado, no que diz respeito aos aspectos psicossociais, sexuais e reprodutivos. Ao considerar os níveis de complexidade que envolvem essa faixa de idade, faz-se necessário avançar na organização dos serviços, de modo a possibilitar a participação dos adolescentes nas instituições de saúde, ampliando sua aces-sibilidade às ações preventivas, além de garan-tir uma assistência de qualidade nas dimensões preconizadas pelo SUS.

Neste sentido, é preciso implementar ações de educação em saúde nas escolas e comunida-des, em parceria com as instâncias educacionais, judiciais e organizações não governamentais (ONG), podendo os serviços de saúde funcionar como um relevante canal de interlocução dos adolescentes.

REFERÊNCIAS

1. Risser WL, Bortot AT, Benjamins LJ, Feldmann JM, Barratt MS, Eissa MA, et al. The epidemiology of sexually transmitted infections in adolescents. Semin Pediatr Infect Dis. 2005;16:160-7.

2. Pérez DF, Mattar SV. Prevalência de marcadores infecciosos en el banco de sangre del Hospital San Jerónimo de Montería: 1996 – 2001. Infectio. 2003;7(1):15-20.

3. Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde. Programa Nacional de DST e Aids. Prevalências e freqüências relativas de Doenças Sexualmente Transmissíveis (DST) em populações selecionadas de seis capitais brasileiras, 2005. Brasília: Ministério da Saúde; 2008.

>

>

(12)

4. Miranda AE, Figueiredo NC, Pinto VM, Page K, Talhari S. Fatores de risco para sífi lis em mulheres jovens, atendidas pelo programa de saúde da família em Vitória (ES), Brasil. An Bras Dermatol. 2012;87(1):76-83. 5. Organização Mundial da Saúde. Eliminação mundial da sífi lis congênita: fundamento lógico e estratégia

para ação, 2008. Geneva: OMS; 2008.

6. Pan American Health Organization. 2014 Update: elimination of mother-to-child transmission of HIV and syphilis in the Americas. Washington, DC: PAHO; 2014.

7. Brasil. Ministério da Saúde. Secretária de Vigilância à Saúde. Programa Nacional de DST e Aids, 2010. Boletim Epidemiológico da AIDS E DST [Internet]. 2010 [citado 2014 Jan 12];Ano VII(1). Disponível em: www.aids.gov.br.

8. Rodrigues CS, Guimarães MDC. Positividade para sífi lis em puérperas: ainda um desafi o para o Brasil. Rev Panam Salud Publica. 2004;16(3):168-75.

9. Taquette SR, Vilhena MM, Paula MC. Doenças sexualmente transmissíveis e gênero: um estudo transversal com adolescentes no Rio de Janeiro. Cad Saude Publica. 2004;20(1):282-90.

10. Wiese IRB, Saldanha AAW. Vulnerabilidade dos adolescentes às dst/aids: ainda uma questão de gênero? Psic Saude Doenças. 2011;12(1):105-18.

11. Garcia FLB. Prevalência de sífi lis em adolescentes e jovens do sexo feminino no estado de Goiás. [dissertação]. Goiás: Instituto de Patologia Tropical e Saúde Pública. Universidade Federal de Goiás; 2009.

12. Oliveira VM, Verdasca IC, Monteiro MC. Detecção de sífi lis por ensaios de Elisa e VDRL em doadores de sangue do Hemonúcleo de Guarapuava, Estado do Paraná. Rev Int Med Trop. 2007;41(4):428-30. 13. Costa COM, Santos BC, Souza KEP, Cruz NLA, Santana MC, Nascimento OC. HIV/AIDS e sífi lis em gestantes

adolescentes e adultos jovens: fatores de exposição e risco dos atendimentos de um programa em dst/hiv/ aids na rede pública de Saúde/SUS, Bahia, Brasil. Rev Baiana de Saude Publica. 2011;35(1):179-85. 14. Ayres JRCM, França Júnior I, Calazans GJ, Saletti Filho HC. O conceito de vulnerabilidade e as práticas de

saúde: novas perspectivas e desafi os. In: Czeresnia, Dina; Freitas, Carlos Machado de. Promoção da saúde: conceitos, refl exões e tendência. Rio de Janeiro: Fiocruz; 2003. p. 117-39.

15. Collins RL, Elliott MN, Berry SH, Kanouse DE, Kunkel D, Hunter SB, et al. Watching sex on television predicts adolescent initiation of sexual behavior. Pediatrics. 2004;114(3):280-9.

16. Centro Brasileiro de Informações sobre drogas psicotrópicas - CEBRID. Levantamento sobre o consumo de substâncias psicoativas entre estudantes de ensino fundamental (8º e 9º ano) e médio (1º a 3º ano) da rede particular do município de São Paulo. 2010;66.

17. Jinez MLJ, Souza JRM, Pillon SC. Uso de drogas e fatores de risco entre estudantes de ensino médio. Rev Lat Am Enfermagem [Internet]. 2009 [citado 2014 Jan 12];17(2). Disponível em: http://www.redalyc.org/ articulo.oa?id=281421907017.

18. Sengik AS, Scortegagna SA. Consumo de drogas psicoativas em adolescentes escolares. Psic. 2008;9(1):73-80.

19. Signorini DJH, Monteiro MCM, Sá CAM, Sion FS, Leitão Neto HG, Lima DP, et al. Prevalência da co-infecção HIV-sífi lis em um hospital do Rio de Janeiro no ano de 2005. Rev Int Med Trop. 2007;40(3):282-5. 20. Calazans G, Araujo TW, Venturi G, França IJ. Factors associated with condom use among youth aged 15–24

Referências

Documentos relacionados

Os prêmios operam em relação a diversos conceitos identificados em teorias da comunicação, tais como: controle do seu trabalho (Breed, 1993) nas rotinas produtivas (Tuchman, 1993),

“O arsenal de suplementos alimentares em voga inclui outros itens, alguns menos estudados.” (linha

Ofício também da Assembleia Municipal de Sesimbra a informar ter deliberado, na sua sessão extraordinária, realizada no dia 29 de Julho último, por unanimidade, a “2.ª

Você começava sentindo uma forte dor de cabeça. Seus olhos começavam a arder. Vinham os calafrios e você ia para a cama, enrolado em cobertores. Mas não havia nem manta nem

EMRICEEscala Multidimensional de Reatividade de Davis emocional; EMRICG Escala Multidimensional de Davis cognitiva; EMRICCEscala Multidimensional de Davis Comportamental; EMRITOT

A Trilha, que fica no interior do Bosque Santa Marta, corresponde a um percurso de 300 m, onde os monitores incentivam os visitantes a perceberem o ambiente utilizando diferentes

O câncer de pele do tipo não melanoma, é o mais frequente no Brasil e corresponde a 30% de todos os tumores malignos registrados no país, apesar de ter a

Não é por acaso que, relativamente a este tema, “desenhei” um comboio a vir na direcção