ANATOMIA MICROCIRÚRGICA D A ARTÉRIA CORÓIDEA ANTERIOR
ADELMO FERREIRA * — FERNANDO MENEZES BRAGA **
R E S U M O — S ã o a p r e s e n t a d a s a s c a r a c t e r í s t i c a s a n a t ô m i c a s da a r t é r i a c o r ó i d e a a n t e r i o r ( A C h A ) , e n c o n t r a d a s n a s d i s s e c a ç õ e s d e 1 0 0 h e m i s f é r i o s c e r e b r a i s d e c a d á v e r e s h u m a n o s , r e a l i z a d a s s o b m i c r o s c ó p i o c i r ú r g i c o . F o i e n c o n t r a d a u m a A C h A p o r h e m i s f é r i o c e r e b r a l , 9 8 % o r i g i n a n d o - s e d a a r t é r i a c a r ó t i d a i n t e r n a ( A C I ) 2 , 4 m m d i s t a i à o r i g e m d a a r t é r i a c o m u n i c a n t e p o s t e r i o r ( A C o P ) e 4 , 7 m m p r o x i m a l à b i f u r c a ç ã o d a A C I . E m 2 9 % d o s h e m i s -f é r i o s h a v i a r a m o s p e r -f u r a n t e s e m e r g i n d o d a p o r ç ã o c o m u n i c a n t e d a A C I . A m é d i a d o c a l i b r e d a A C h A f o i 0 , 9 m m n a s u a p o r ç ã o c i s t e r n a l e 0 , 7 m m na p o r ç ã o p l e x a l . O s r a m o s m a i s f r e q ü e n t e s d a p o r ç ã o c i s t e r n a d a A C h A f o r a m p a r a o t r a t o ó p t i c o , p e d ú n c u l o c e r e b r a l , u n c u s e c o r p o g e n i c u l a d o l a t e r a l . F o r a m o b s e r v a d a s a n a s t o m o s e s d e r a m o s d a A C h A c o m r a m o s d a a r t é r i a c e r e b r a l p o s t e r i o r , A C o P , a r t é r i a c e r e b r a l m é d i a e A C I . O s r e s u l t a d o s s ã o c o m p a r a d o s à q u e l e s d a l i t e r a t u r a .
Microsurgical anatomy of the anterior choroidal artery.
S U M M A R Y — M i c r o d i s s e c t i o n o f 1 0 0 h e m i s p h e r e s f r o m h u m a n c a d a v e r s w e r e p e r f o r m e d i n o r d e r t o s t u d y t h e a n a t o m i c c h a r a c t e r i s t i c s o f t h e a n t e r i o r c h e r o i d a l a r t e r y ( A C h A ) . O n e A C h A p e r h e m i s p h e r e w a s f o u n d . I n 9 8 % o f h e m i s p h e r e s t h e A C h A a r o s e f r o m t h e i n t e r n a l c a r o t i d a r t e r y ( A C I ) 2 . 4 m m d i s t a l t o t h e o r i g i n o f t h e p o s t e r i o r c o m m u n i c a t i n g a r t e r y ( A C o P ) a n d 4 . 7 m m p r o x i m a l t o t h e c a r o t i d b i f u r c a t i o n . O n e o r m o r e p e r f o r a t i n g b r a n c h e s a r o s e f r o m c o m m u n i c a t i n g s e g m e n t of A C I i n 2 9 % o f h e m i s p h e r e s . T h e a v e r a g e c a l i b r e o f t h e c i s t e r n a l p o r t i o n w a s 0 . 9 m m a n d t h e p l e x a l p o r t i o n 0 . 7 m m . T h e m o s t f r e q u e n t b r a n c h e s o f t h e c i s t e r n a l p o r t i o n p a s s t o t h e o p t i c t r a c t , c e r e b r a l p e d u n c l e , u n c u s a n d l a t e r a l g e n i c u l a t e b o d y . A n a s t o m o s i s w e r e f o u n d b e t w e e n b r a n c h e s o f t h e A C h A a n d p o s t e r i o r c e r e b r a l a r t e r y , A C o P , m i d d l e c e r e b r a l a r t e r y a n d A C I . T h e r e s u l t s a r e d i s c u s s e d .
Desde 1786 os vasos coróideos são conhecidos na literatura. Em 1925 foi
des-crito que a oclusão da artéria coróidea anterior (AChA) causaria no lado contralateral
hemiplegia, hemianestesia e hemianopsia ^ -
2 3. Cooper 5 preconizou a ligadura da
AChA, para melhora do tremor e da rigidez na doença de Parkinson. Mais tarde,
este procedimento foi abandonado em virtude dos seus resultados i n c e r t o s
2 2A AChA origina-se da parede posterior da artéria carótida interna (ACI), na
cisterna carotídea, abaixo e lateral ao trato óptico ( T O ) . Inicialmente tem trajeto
póstero-medial, cruza o TO no sentido lateral-medial, acompanhando a borda mediai
deste e, na cisterna crural, alcança a margem lateral do pedúnculo cerebral. Na parte
anterior do corpo geniculado lateral (CGL) descruza o TO chegando à fissura
corói-dea (FC). A seguir penetra no plexo coróide (PC) do corno temporal do ventrículo
lateral (VL), percorrendo sua borda mediai, em íntima relação com a artéria coróidea
posterior lateral (ACPL) com cujos ramos se anastomosa. A AChA é dividida em
porção cisternal, que compreende desde sua origem até a FC, e porção plexal, desde
a FC até a sua terminação 8,13. A porção cisternal da AChA pode ser subdividida em
D i s c i p l i n a d e N e u r o c i r u r g i a , E s c o l a P a u l i s t a d e M e d i c i n a : * P ó s g r a d u a n d o e m N e u r o -c i r u r g i a ; ** P r o f e s s o r T i t u l a r d e N e u r o -c i r u r g i a .
Dr. Adelmo Ferreira — Disciplina de Neurocirurgia, Hospital São Paulo, 6º andar - Rua Napoleão de Barros 715 - 04024 São Paulo SP - Brasil.
uma parte proximal, da origem até a margem anetrior do CGL, e uma parte distai,
deste local até a FC. Os ramos da porção cisternal da AChA vascularizam as seguintes
estruturas: (A) Os superiores penetram na substância perfurada anterior (SPA),
substância perfurada porterior (SPP) e TO. Os mais anteriores vascularizam o globo
pálido e joelho da cápsula interna e os mais posteriores, que se originam ao nível
do CGL ou além dele, dirigem-se para o braço posterior (metade inferior) da cápsula
interna, fibras retrolenticulares da cápsula interna e para as radiações ópticas. (B) Os
laterais e inferiores passam pelo córtex piriforme e uncus, e penetram no núcleo
amigdalóide, porção anterior do hipocampo, fascia dentada e cauda do núcleo caudado.
(C) Os mediais proximais, penetram através do pedúnculo e nutrem a substância negra,
núcleo rubro, subtálamo, núcleos ventro-anterior e ventro-lateral do tálamo. Os mediais
distais vascularizam a metade ântero-lateral e hilo do CGL. Os ramos da porção
plexal da AChA vascularizam principalmente o PC do VLi.2,8,9,13,14,16,23.
Nos estudos de alguns autores
4 , 1 4 , 1 9consta importante variação no local de
origem da AChA, contrariando estudos feitos sob microscopia na última década
8 , 1 2 , 1 6 , 2 3 .A AChA pode estar envolvida em patologias cirúrgicas como aneurismas, malformações
arteriovenosas e tumores. A angiografia cerebral nem sempre permite boa
visuali-zação da AChA para planejamento cirúrgico adequado
1 8> ! 9 e o freqüente uso do
microscópio em neurocirurgia tem exigido conhecimentos cada vez mais precisos de
anatomia.
Nosso objetivo é estudar características anatômicas da AChA que possam ser
úteis na abordagem cirúrgica dessa artéria.
M A T E R I A L , E M É T O D O S E s t u d a m o s 100 h e m i s f é r i o s c e r e b r a i s d e c a d á v e r e s h u r r u m o s , c u j o ó b i t o o c o r r e r a a t é 7 2 h o r a s a n t e s , p o r c a u s a n ã o n e u r o l ó g i c a . H a v i a 27 d o s e x o m a s c u l i n o e 2 3 d o f e m i n i n o , c o m a i d a d e v a r i á v e l d o s 2 2 a o s 85 a n o s . O s c é r e b r o s f o r a m i n j e t a d o s c o m l á t e x ( N e o p r e n e l á t e x 6 5 0 - D u p o n t , U S A ) c o l o r i d o e m v e r m e l h o e, a p ó s a f i x a ç ã o , l e v a d o s p a r a d i s s e c a ç ã o s o b m i c r o s c ó p i o c i r ú r g i c o e m a u m e n t o d e 3 a 1 9 X . N a p a r e d e p o s t e r i o r d a A C I , c o n s i d e r a m o s c o m o p o r ç ã o c o m u n i c a n t e do. A C I o s e g m e n t o e n t r e a o r i g e m d a a r t é r i a c o m u n i c a n t e p o s t e r i o r ( A C o P ) e o r i g e m d a A C h A , e p o r ç ã o c o r ó i d e a dia A C I o s e g m e n t o e n t r e a o r i g e m d a A C h A e a b i f u r c a ç ã o tía A C I . A a f e r i ç ã o d a s m e d i d a s f o i r e a l i z a d a c o m p a q u í m e t r o . N a a f e r i ç ã o d o c a l i b r e d a A C h A , p a r a a p o r ç ã o c i s t e r n a l c o n s i d e r a m o s a m e d i d a n a s u a o r i g e m e, p a n a a p o r ç ã o p l e x a l , c o n s i d e r a m o s a m e d i d a q u a n d o d e s u a p e n e t r a ç ã o n o P C . A v a l i a m o s o t e r r i t ó r i o d e v a s c u l a r i z a ç ã o n oi P C n ã o c o n s i d e r a n d o s u a i n t e n s i d a d e , m a s s o m e n t e s u a p r e s e n ç a o u a u s ê n c i a R E S U L T A D O S O R I G E M — H a v i a u m a A C h A e m c a d a h e m i s f é r i o c e r e b r a l e n e n h u m a d u p l i c a ç ã o f o i e n c o n t r a d a . A A C h A f o i o p r i m e i r o r a m o d a A C I a p ó s a o r i g e m d a A C o P e m 7 1 % d o s h e m i s f é -r i o s , o s e g u n d o -r a m o e m 1 8 % , o t e -r c e i -r o -r a m o e m 9 % e o q u a i ' t o -r a m o e m 21%. D a p o -r ç ã o c o m u n i c a n t e d a A C I , e m 2 5 % d o s h e m i s f é r i o s e m e r g i a m d e 1-3 r a m o s p e r f u r a n t e s q u e s e d i r i g i a m p a r a a S P A , T O e p a r t e m e d i a l d o l o b o t e m p o r a l . N a p o r ç ã o c o r ó i d e a d a A C I , o s r a m o s p e r f u r a n t e s e r a m m a i s f r e q ü e n t e s , t e n d o s i d o e n c o n t r a d o s d e 1-7 r a m r s n a m a i o r i a d o s h e m i s f é r i o . ? , e s e d i r i g i a m p a r a a S P A , T O e u n c u s . A p o r ç ã o c o m u n i c a n t e d a A C I m e d i u e m m é d i a 2 , 4 m m e a p o r ç ã o c o r ó i d e a d a A C I , 4 , 7 m m . A m é d i a d e c a l i b r e e n c o n t r a d a n a p o r ç ã o c i s t e r n a l dia A C h A f o i 0 , 9 m m ( c o m v a r i a ç õ e s e n t r e 0 , 5 - 1 , 8 ) e n a p o r ç ã o p l e x a l 0 , 7 m m ( c o m v a r i a ç õ e s e n t r e 0 , 2 - 2 , 0 ) . T R A J E T O — E m 9 9 % d o s h e m i s f é r i o s a A C h A o r i g i n a v a - s e l a t e r a l m e n t e a o T O ( F i g . I a ) e e m 1%, m e d i a i a o T O . D i r i g i a - s e p ó s t e r o - m e d i a l m e n t e , c r u z a n d o o T O l a t e r a l - m e d i a l m e n t e e m 7 9 % . N a s u a p o r ç ã o c i s t e r n a l , a A C h A a c o m p a n h a v a o T O e m e x t e n s ã o m é d i a d e l l , 5 m m ( c o m v a r i a ç õ e s e n t r e 3 - 2 4 ) . E m a l g u n s h e m i s f é r i o s , a A C h A f s z i a a c o t o v e l a m e n t o l o g o n o i n í c i o d e s e u p e r c u r s o , p a r a d e p o i s c o n t i n u a r s e u t r a j e t o p ó s t e r o - m e d i a l . A m é d i a d a e x t e n s ã o d a p o r ç ã o c i s t e r n a l d a A C h A f o i 2 2 , l m m ( c o m v a r i a ç õ e s e n t r e 1 5 - 2 8 , 5 ) . R A M I F I C A Ç Ã O — D o t o t a l d e r a m o s e m i t i d o s p e l a p o r ç ã o c i s t e r n a l , 2 5 % d i r i g i a m - s e p a r a o T O , 1 9 % p a r a o p e d ú n c u l o , 1 3 % p a r a o u n c u s , 1 2 % p a r a o C G L , 9 % p a r a o l o b o t e m p o r a l , 7% p a r a o S P A , 7 % p a r a o h i p o c a m p o - f ó r n i x - g i r o d e n t e a d o , 4 % p a r a o P C d o V L e 4 % p a r a o u t r a s e s t r u t u r a s . A s e s t r u t u r a s q u e m a i s r e c e b e r a m r a m o s d a A C h A f o r a m : T O e m
9 8 % d o s h e m i s f é r i o s , p e d ú n c u l o e m 9 1 % , u n c u s e m 8 5 % e C G L e m 7 6 % . A p o r ç ã o c i s t e r n a l c o n t i n h a e m m é d i a 8 r a m o s / A C h A ( c o m v a r i a ç ã o d e 3 - 1 4 ) . O s r a m o s d a p o r ç ã o p l e x a l e r a m m e n o s f r e q ü e n t e s q u e osi d a c i s t e r n a l e v a s c u l a r i z a v a m o P C d o V L , o C G L , o p e d ú n c u l o , o t á l a m o e 6 f o r n i x . N o P C d o V L , e m 7 6 % d o s h e m i s f é r i o s a A C h A c h e g o u a t é o á t r i o e e m 1 4 % a t é o c o r p o d o V L . S o m e n t e e m 2% a t i n g i u o f o r a m e d e M o n r o . A N A S T O M O S E S — F o r a m o b s e r v a d a s f r e q ü e n t e s a n a s t o m o s e s e n t r e r a m o s d a A C h A e d a A C P L , e s t a ú l t i m a r a m o d a a r t é r i a c e r e b r a l p o s t e r i o r ( A C P ) . E s t a s a n a s t o m o s e s o c o r r i a m n o P C ( F i g . 3 b ) e n a s u p e r f í c i e d o C G L . F o r a m e n c o n t r a d a s a i n d a a n a s t o m o s e s e n t r e r a m o s d a A C h A c o m r a m o s d a A C o P , a r t é r i a c e r e b r a l m é d i a ( A C M ) e A C I . C O M E N T Á R I O S
Pelo seu envolvimento em várias patologias as características anatômicas da
AChA, como origem, trajeto, ramificação e anastomoses, têm sido discutidas em várias
publicações
4 , 8 , 1 2 , 1 3 , 1 4 , 1 6 , 1 9 , 2 0 , 2 3 , 2 4 .ORIGEM — Na tabela 1 é mostrado que a AChA se origina habitualmente da parede
da ACI. A origem em locais diferentes deste foi descrita na literatura em incidência
relativamente alta, principalmente em estudos feitos a olhos nu. Para explicar estes
achados, foi aventada a possibilidade de existir variação na origem da AChA conforme
a raça ou diferença na nomenclatura dos vasos do encéfalo empregada pelos diversos
autores
1 , 2 , 4 , 1 4 , 2 0 , 2 4 , 2 6 .Esta última explicação parece ser verdadeira pois Abbie
1, por
exemplo, relata que a AChA se origina da ACI, mas na figura 4 de sua publicação
mostra a AChA emergindo da porção proximal da ACM. Nossos resultados se
apro-ximam daqueles relatados em estudos feitos sob microscopia, mostrando que a AChA
se origina em local diferente da parede posterior da ACI apenas em 2%, sendo na
ACoP onde mais se verifica esta ocorrência
8 , 1 6 , 2 3 .Além do local de origem, a
lite-ratura relata variações quanto ao número de artérias em um hemisfério cerebral, como
a presença de duas artérias separadas, que podem ou não se fundirem; ou uma artéria,
que se bifurca; ou, mesmo, a ausência da artéria
4 , 1 1 , 1 2 , 2 2 , 2 4 . AAChA origina-se como
vaso único em 89-100% das dissecações sob microscopia
8.
1 6.
2 4.
No acesso cirúrgico, para se identificar a AChA, algumas vezes toma-se a ACoP
como referência. Na porção comunicante da ACI, podem ser encontrados de 1-4 ramos
perfurantes em 10-40% dos hemisférios cerebrais
4-
1 2. A freqüência destes ramos em
nosso estudo (29%) aproximou-se daquela relatada por Rhoton Jr. et a l .
2 3que
encon-traram 32%. Estes ramos vascularizam estruturas como TO, quiasma, SPP, SPA e
parte medial do lobo temporal
4 , 1 2 , 2 3 .Na porção coróidea da ACI, havia ramos
perfu-rantes em maior freqüência e número que na porção comunicante, como foi relatado
por Gibo et al.
1 2.
Como observamos em nossas dissecações, na parede da ACI a origem da AChA
e mais próxima da origem da ACoP que da bifurcação da ACI. A média da extensão
da porção comunicante da ACI referida na literatura varia de 2,2-4,0 mm e da porção
coróidea da ACI varia de 2,5-5,6 mm
8,12,16,23,24.Qibo et a l .
1 2encontraram as maiores
medidas e Fujii et al.
8, as menores. Como ambos os estudos foram feitos sob
microscopia, talvez esta discrepância se deva à metodologia usada por cada autor em
considerar para a medida, o ponto proximal ou o distai no local da origem e da
bifurcação. Em nosso estudo, consideramos para estas medidas os dois pontos mais
próximos entre estas estruturas na parede da ACI.
O calibre da AChA na porção cisternal pode variar de 0,4-2,3 mm estando a
média entre 0,9-1,2 mm
4,8,12,16,20,24. Amédia de calibre por nós encontrada (0,9 mm)
está no limite inferior destes citados pela literatura.
TRAJETO — Em todas as dissecações de Rhoton Jr. et a l .
2 3a AChA teve origem
lateral ao TO, alcançou a margem lateral do TO em 98% dos hemisférios, cruzou o
TO lateral-medialmente em 54%, acompanhando-o em aproximadamente 12 mm de
extensão. No estudo de Carpenter et al.
4a AChA emergiu lateral ao TO em 97%
dos hemisférios, cruzou o TO lateral-medialmente e descruzou medial-lateralmente em
85%. Em quase todos os hemisférios (99%) encontramos a AChA com origem lateral
ao TO, com a maioria (79%) cruzando-o totalmente e, nos demais hemisférios, havia
cruzamento pelo menos parcial. Observamos relação de proximidade importante da
porção cisternal da AChA com o TO, tendo-o acompanhado a AChA, em média,
cm 11,5 mm de seu trajeto. A extensão da porção cisternal da AChA varia de
11-35 mm
4 . 8 . 1 4 , 2 3 . Amédia da extensão por nós encontrada (22,1 mm) foi próxima
àquela relatada por Fujii et al.
8(24 mm).
RAMIFICAÇÃO — Do total de ramos da AChA encontrados em nossas dissecações,
os mais freqüentes dirigiam-se para TO (25%), pedúnculo (19%), uncus (13%) e
CGL (12%). Rhoton Jr. et al.23 encontraram para estas esruturas 27%, 16%, 24%
e 9% dos ramos, enquanto Fujii et al.8 encontraram 34%, 19%, 14% e 11%,
respec-tivamente. Um dos ramos mais constantes originava-se da parte proximal da porção
cisternal da AChA e se dirigia para o uncus, tendo sido este achado também referido
por Hussein et al.
1 6. Também observamos que alguns ramos da porção cisternal,
que se originavam na região do CGL, dirigiam-se posteriormente para o PC do VL,
conforme foi relatado por outros autores 8,23. Rhoton Jr. et a l .
2 3encontraram média
de 9 ramos/AChA, contando as porções cisternal e plexal, enquanto Fujii et al.
8rela-taram 10,9 ramos somente na porção cisternal, média acima daquela por nós
encon-trada (8 ramos). A porção plexal da AChA vascularizava principalmente o PC do
VL, iniciando pelo corno temporal e, na maioria dos hemisférios, (76%) atingia o
PC do átrio. No estudo de Fujii et a l .
8este número chegou a 82%. Poucas vezes
a vascularização da AChA atinge o PC até o forame de Monro ^8,23 tendo ocorrido
em apenas 2% das nossas dissecações.
ANASTOMOSES — Através delas, a AChA estabelece relação de dependência com
outros vasos, alterando o seu território e a intensidade da vascularização. Talvez a
injeção de substância menos viscosa que aquela usada por nós se preste mais ao
estudo de vasos de pequeno calibre, permitindo contagem acurada dessas anastomoses.
Hussein et a l .
1 6encontraram anastomoses entre ramos da AChA e da ACP em 5 1 %
dos hemisférios, e Rhoton Jr. et a l .
2 3em 44%. Também é relatada relação de
reci-procidade no calibre e território de vascularização entre a AChA e ACPL8.
1 1. Rhoton
Jr. et a l .
2 3citam que freqüentemente observaram pequenos ramos que emergiam da
ACI e nutriam territórios comuns àqueles normalmente vascularizados pelos ramos da
parte proximal da AChA e, também, observaram anastomoses da AChA com ramos
da ACI e da ACM na SPA e no lobo temporal. Hussein et a l .
1 6relataram
anasto-moses entre AChA e ACI em 5 % dos hemisférios e entre AChA e ACM em 12%. Estes
mesmos autores afirmam haver relação de reciprocidade entre o ramo da AChA que
se dirige para o uncus e os ramos uncais da ACI e ACM. Quando estes últimos
faltavam, o ramo da AChA para o uncus era mais calibroso. Rhoton Jr. et a l .
2 3observaram anastomoses da AChA com ramos da ACoP nas superfícies do pedúnculo
e do TO. Hussein et a l .
1 6encontraram anastomoses entre AChA e ACoP em 14% dos
hemisférios. Abbiei afirma que se a ACoP é menos calibrosa a AChA pode suorir
seu território de vascularização na cápsula interna. O t o m o
2 0encontrou AChA
cali-brosa geralmente associada com ACoP pouco calicali-brosa. Numa oclusão na parte
proximal da AChA, da ACP, da ACM, ou mesmo da ACI antes da origem da AChA,
as anastomoses da AChA contribuem na vascularização a jusante do local ocluído.
Aproximadamente 5 % dos aneurismas intracranianos são da região da AChA.
Em geral seu colo está acima da origem da AChA, projetando-se póstero-lateralmente.
Muitas vezes se expandem, deslocando a AChA, comprimindo o 3«? nervo e aderindo
à parte anterior da face medial do lobo temporal 7,27.
A
AChA pode nutrir também
malformações artériovenosas, principalmente aquelas da face medial do lobo temporal,
tumores como meningeomas, papilomas e ependimomas do VL
6 , 1 3 , 1 5 , 2 1 , 2 5 .Durante cirurgia, deve ser evitado o sacrifício voluntário da AChA, pois suas
anastomoses são variáveis, raramente visíveis na angiografia ! 0 , tornando imprevisível
o resultado de sua oclusão. Entretanto, se a AChA tiver que ser sacrificada, é melhor
que o seja após a porção cisternal, visto que ela é a mais importante, por emitir
ramos em número maior e mais constante. A porção plexal às vezes necessita ser
ocluída durante a cirurgia, sem causar déficit neurológico 17.
R E F E R Ê N C I A S 1. A b b i e A A — T h e c l i n i c a l s i g n i f i c a n c e o f t h e a n t e r i o r c h o r o i d a l a r t e r y . B r a i n 5 6 : 2 3 3 , 1933. 2. A b b i e A A — T h e b l o o d s u p p l y o f t h e l a t e r a l g e n i c u l a t e b o d y , w i t h a n o t e o n t h e m o r p h o l o g y o f t h e c h o r o i d a l a r t e r i e s . J A n a t 6 7 : 4 9 1 , 1 9 3 3 . 3 B e e v o r C E — T h e c e r e b r a l a r t e r i a l s u p p l y . B r a i n 3 0 : 4 0 3 , 1908. 4. C a r p e n t e r M B , N o b a c k C R . M o s s M L — T h e a n t e r i o r c h o r o i d a l a r t e r y . A r c h N e u r o l P s y c h i a t 7 1 : 7 1 4 , 1954. 5. C o o p e r I S — S u r g i c a l o c c l u s i o n o f t h e a n t e r i o r c h o r o i d a l a r t e r y i n p a r k i n s o n i s m . S u r g G y n O b s t 9 9 : 2 0 7 , 1954. 6. D r a k e C G — C e r e b r a l a r t e r i o v e n o u s m a l f o r m a t i o n s : c o n s i d e r a t i o n s f o r a n d e x p e r i e n c e w i t h s u r g i c a l t r e a t m e n t i n 166 c a s e s . C l i n N e u r o s u r g 2 6 : 1 4 5 , 1979. 7. D r a k e C G , V a n d e r l i n d e n R G , A m a c h e r A L — C a r o t i d - c h o r o i d a l a n e u r y s m s . J N e u r o s u r g 2 9 : 3 2 . 1967. 8. F u j i i K , I . e n k e y C, R h o t o n A L J r — M i c r o s u r g i c a l a n a t o m y o f t h e c h o r o i d a l a r t e r i e s ; l a t e r a l a n d h i r d v e n t r i c l e s . J N e u r o s u r g 5 2 : 1 6 5 , 1980. 9. F u r l a n i J - T h e a n t e r i o r c h o r o i d a l a r t e r y a n d i t s b l o o d s u p p l y t o t h e i n t e r n a l c a p s u l e . A c t a A n a t 8 5 : 1 0 8 , 1973. 10. G a l a t i u s - J e n s e i i F , R i n g b e r g V — A n a s t o m o s i s b e t w e e n th<. a n t e r i o r c h o r o i d a l a r t e r y a n d t h e p o s t e r i o r c e r e b r a l a r t e r y d e m o n s t r a t e d b y a r t e r i o g r a p h y . R a d i o l o g y 8 1 : 9 4 2 , 1963. 1 1 . G a l l o w a y J R , G r e i t z T — T h e m e d i a l a n d l a t e r a l c h o r o i d a r t e r i e s : a n a n a t o m i c a n d r o e n t g e n o g r a p h i c s t u d y . A c t a R a d i o l 5 8 : 3 5 3 , 1960. 12. G i b o H , L e n k e y C, R h o t o n A L J r — M i c r o s u r g i c a l a n a t o m y o f t h e s u p r a c l i n o i d p o r t i o n o f t h e i n t e r n a l c a r o t i d a r t e r y . J N e u r o s u r g 5 5 : 5 6 0 , 1 9 8 1 . 12. G o l d b e r g H I — T h e a n t e r i o r c h o r o i d a l a r t e r y . I n N e w t o n T H , P o t t s D G ( e d s ) : A n g i o g r a p h y . M o s b y , S t L o u i s , 1974, p g 1628. 14. H e r m a n L H , F e r n a n d o O U , G u r d j i a n E S — T h e a n t e r i o r c h o r o i d a l a r t e r y : a n a n a t o m i c a l s t u d y o f i t s a r e a o f d i s t r i b u t i o n . A n a t R e c 1 5 4 : 9 5 , 1966. 15. H e r o s R — A r t e r i o v e n o u s m a l f o r m a t i o n s o f t h e m e d i a l t e m p o r a l l o b e . J N e u r o s u r g 5 6 : 4 4 , 1982. 16. H u s s e i n S , R e n e l l a R R , D i e t a H — M i c r o s u r g i c a l a n a t o m y o f t h e a n t e r i o r c h o r o i d a l a r t e r y . A c t a N e u r o c h i r 9 2 : 1 9 , 1988. 17. M c G u i r r e T H , G r e e n w o o d J J r , N e w t o n B L — B i l a t e r a l a n g i o m a o f t h e c h o r o i d p l e x u s : c a s e r e p o r t . J N e u r o s u r g 1 1 : 4 2 8 , 1954. 18. M o r e l l o A , C o o p e r I S — A r t e r i o g r a p h i c a n a t o m y o f t h e a n t e r i o r c h o r o i d a l l a r t e r y . A m J R o e n t g e n 7 3 : 7 4 8 , 1955. 19. M o u n i e r - K u h n A , B o u c h e t A , C o s t a z G — C o n t r i b u t i o n à 1 ' é t u d e a n a t o m i q u e , r a d i o l o g i q u e e t c h i r u r g i c a l e d e 1 ' a r t i è c h o r o i d i e n n e a n t é r i e u r . N e u r o c h i r u r g i e 1 : 3 4 5 , 1955. 20. O t o m o E — T h e a n t e r i o r c h o r o i d a l a r t e r y . A r c h N e u r o l 1 3 : 6 5 6 , 1965. 2 1 . P e r r e t G, N i s h i o k a H — R e p o r t o n t h e c o o p e r a t i v e s t u d y o f i n t r a c r a n i a l a n e u r y s m s a n d s u b a r a c h n o i d h e m o r r h a g e : a r t e r i o v e n o u s m a l f o r m a t i o n s . J N e u r o s u r g 2 5 : 4 6 7 , 1966. 22. R a n d R W , B r o w n W J , S t e r n W E — S u r g i c a l o c c l u s i o n o f a n t e r i o r c h o r o i d a l a r t e r i e s i n p a r k i n s o n i s m : c l i n i c a l a n d n e u r o p a t h o l o g i c f i n d i n g s . N e u r o l o g y 6 : 3 9 0 , 1956. 2 3 R h o t o n A L J r , F u i i i K , F r a d d B — M i c r o s u r g i c a l a n a t o m y o f t h e a n t e r i o r c h o r o i d a l a r t e r y . S u r g N e u r o l 1 2 : 1 7 1 , 1979. 24. S a e k i N , R h o t o n A L J r — M i c r o s u r g i c a l a n a t o m y o f t h e u p p e r b a s i l a r a r t e r y a n d t h e p o s t e r i o r c i r c l e o f W i l l i s . J N e u r o s u r g 4 6 : 5 6 3 , 1977. 25. S e a r s R A , B u r n e t t S W — A n g i o g r a p h i c a p p e a r a n c e o f a p a p i l l o m a o f t h e c h o r o i d p l e x u s : a c a s e r e p o r t . J N e u r o s u r g 1 8 : 8 2 2 , 1 9 6 1 . 26. S i õ g r e n S E — T h e a n t e r i o r c h o r o i d a l a r t e r y . A c t a R a d i o l 4 6 : 1 4 3 , 1956. 27. Y a s a r g i l M G , T o n a s H , G a s s e r J C — A n t e r i o r c h o r o i d a l a r t e r y a n e u r y s m s : t h e i r a n a t o m y a n d s u r g i c a l s i g n i f i c a n c e . S u r g N e u r o l 9 : 1 2 9 , 1978«. R E F E R Ê N C I A S 1. A b b i e A A — T h e c l i n i c a l s i g n i f i c a n c e o f t h e a n t e r i o r c h o r o i d a l a r t e r y . B r a i n 5 6 : 2 3 3 , 1933. 2. A b b i e A A — T h e b l o o d s u p p l y o f t h e l a t e r a l g e n i c u l a t e b o d y , w i t h a n o t e o n t h e m o r p h o l o g y o f t h e c h o r o i d a l a r t e r i e s . J A n a t 6 7 : 4 9 1 , 1 9 3 3 . 3 B e e v o r C E — T h e c e r e b r a l a r t e r i a l s u p p l y . B r a i n 3 0 : 4 0 3 , 1908. 4. C a r p e n t e r M B , N o b a c k C R . M o s s M L — T h e a n t e r i o r c h o r o i d a l a r t e r y . A r c h N e u r o l P s y c h i a t 7 1 : 7 1 4 , 1954. 5. C o o p e r I S — S u r g i c a l o c c l u s i o n o f t h e a n t e r i o r c h o r o i d a l a r t e r y i n p a r k i n s o n i s m . S u r g G y n O b s t 9 9 : 2 0 7 , 1954. 6. D r a k e C G — C e r e b r a l a r t e r i o v e n o u s m a l f o r m a t i o n s : c o n s i d e r a t i o n s f o r a n d e x p e r i e n c e w i t h s u r g i c a l t r e a t m e n t i n 166 c a s e s . C l i n N e u r o s u r g 2 6 : 1 4 5 , 1979. 7. D r a k e C G , V a n d e r l i n d e n R G , A m a c h e r A L — C a r o t i d - c h o r o i d a l a n e u r y s m s . J N e u r o s u r g 2 9 : 3 2 . 1967. 8. F u j i i K , I . e n k e y C, R h o t o n A L J r — M i c r o s u r g i c a l a n a t o m y o f t h e c h o r o i d a l a r t e r i e s ; l a t e r a l a n d h i r d v e n t r i c l e s . J N e u r o s u r g 5 2 : 1 6 5 , 1980. 9. F u r l a n i J - T h e a n t e r i o r c h o r o i d a l a r t e r y a n d i t s b l o o d s u p p l y t o t h e i n t e r n a l c a p s u l e . A c t a A n a t 8 5 : 1 0 8 , 1973. 10. G a l a t i u s - J e n s e i i F , R i n g b e r g V — A n a s t o m o s i s b e t w e e n the. a n t e r i o r c h o r o i d a l a r t e r y a n d t h e p o s t e r i o r c e r e b r a l a r t e r y d e m o n s t r a t e d b y a r t e r i o g r a p h y . R a d i o l o g y 8 1 : 9 4 2 , 1963. 1 1 . G a l l o w a y J R , G r e i t z T — T h e m e d i a l a n d l a t e r a l c h o r o i d a r t e r i e s : a n a n a t o m i c a n d r o e n t g e n o g r a p h i c s t u d y . A c t a R a d i o l 5 8 : 3 5 3 , 1960. 12. G i b o H , L e n k e y C, R h o t o n A L J r — M i c r o s u r g i c a l a n a t o m y o f t h e s u p r a c l i n o i d p o r t i o n o f t h e i n t e r n a l c a r o t i d a r t e r y . J N e u r o s u r g 5 5 : 5 6 0 , 1 9 8 1 . 12. G o l d b e r g H I — T h e a n t e r i o r c h o r o i d a l a r t e r y . I n N e w t o n T H , P o t t s D G ( e d s ) : A n g i o g r a p h y . M o s b y , S t L o u i s , 1974, p g 1628. 14. H e r m a n L H , F e r n a n d o O U , G u r d j i a n E S — T h e a n t e r i o r c h o r o i d a l a r t e r y : a n a n a t o m i c a l s t u d y o f i t s a r e a o f d i s t r i b u t i o n . A n a t R e c 1 5 4 : 9 5 , 1966. 15. H e r o s R — A r t e r i o v e n o u s m a l f o r m a t i o n s o f t h e m e d i a l t e m p o r a l l o b e . J N e u r o s u r g 5 6 : 4 4 , 1982. 16. H u s s e i n S , R e n e l l a R R , D i e t a H — M i c r o s u r g i c a l a n a t o m y o f t h e a n t e r i o r c h o r o i d a l a r t e r y . A c t a N e u r o c h i r 9 2 : 1 9 , 1988. 17. M c G u i r r e T H , G r e e n w o o d J J r , N e w t o n B L — B i l a t e r a l a n g i o m a o f t h e c h o r o i d p l e x u s : c a s e r e p o r t . J N e u r o s u r g 1 1 : 4 2 8 , 1954. 18. M o r e l l o A , C o o p e r I S — A r t e r i o g r a p h i c a n a t o m y o f t h e a n t e r i o r c h o r o i d a l l a r t e r y . A m J R o e n t g e n 7 3 : 7 4 8 , 1955. 19. M o u n i e r - K u h n A , B o u c h e t A , C o s t a z G — C o n t r i b u t i o n à 1 ' é t u d e a n a t o m i q u e , r a d i o l o g i q u e e t c h i r u r g i c a l e d e 1 ' a r t i è c h o r o i d i e n n e a n t é r i e u r . N e u r o c h i r u r g i e 1 : 3 4 5 , 1955. 20. O t o m o E — T h e a n t e r i o r c h o r o i d a l a r t e r y . A r c h N e u r o l 1 3 : 6 5 6 , 1965. 2 1 . P e r r e t G, N i s h i o k a H — R e p o r t o n t h e c o o p e r a t i v e s t u d y o f i n t r a c r a n i a l a n e u r y s m s a n d s u b a r a c h n o i d h e m o r r h a g e : a r t e r i o v e n o u s m a l f o r m a t i o n s . J N e u r o s u r g 2 5 : 4 6 7 , 1966. 22. R a n d R W , B r o w n W J , S t e r n W E — S u r g i c a l o c c l u s i o n o f a n t e r i o r c h o r o i d a l a r t e r i e s i n p a r k i n s o n i s m : c l i n i c a l a n d n e u r o p a t h o l o g i c f i n d i n g s . N e u r o l o g y 6 : 3 9 0 , 1956. 2 3 R h o t o n A L J r , F u i i i K , F r a d d B — M i c r o s u r g i c a l a n a t o m y o f t h e a n t e r i o r c h o r o i d a l a r t e r y . S u r g N e u r o l 1 2 : 1 7 1 , 1979. 24. S a e k i N , R h o t o n A L J r — M i c r o s u r g i c a l a n a t o m y o f t h e u p p e r b a s i l a r a r t e r y a n d t h e p o s t e r i o r c i r c l e o f W i l l i s . J N e u r o s u r g 4 6 : 5 6 3 , 1977. 25. S e a r s R A , B u r n e t t S W — A n g i o g r a p h i c a p p e a r a n c e o f a p a p i l l o m a o f t h e c h o r o i d p l e x u s : a c a s e r e p o r t . J N e u r o s u r g 1 8 : 8 2 2 , 1 9 6 1 . 26. S i ö g r e n S E — T h e a n t e r i o r c h o r o i d a l a r t e r y . A c t a R a d i o l 4 6 : 1 4 3 , 1956. 27. Y a s a r g i l M G , T o n a s H , G a s s e r J C — A n t e r i o r c h o r o i d a l a r t e r y a n e u r y s m s : t h e i r a n a t o m y a n d s u r g i c a l s i g n i f i c a n c e . S u r g N e u r o l 9 : 1 2 9 , 1978.