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Prefeitura Municipal de

Anagé publica:

• Lei Municipal Nº 404/2017 - Dispõe sobre a Criação do Sistema de

Prestação de Serviços de Transporte Individual de Passageiros com uso

de Motocicletas – “mototaxi” e dá outras providências.

• Lei Municipal Nº 405/2017 - Estabelece o direito das mães, com filhos

até 6 meses de idade de amamentarem seus filhos durante a realização

de concursos e seleções públicas na administração pública direta e

indireta do município de Anagé/Ba.

• Lei Municipal Nº 406/2017 - Institui nas escolas da rede pública e privada

de ensino no âmbito municipal, atividades que tenham por objetivo

transmitir aos alunos informações sobre as conseqüências do uso de

drogas licitas e ilícitas.

• Lei Municipal Nº 407/2017 - Institui a Virada Evangélica no Município e

dá outras providencias.

• Lei Municipal Nº 408/2017 - Institui O Fundo Municipal de Apoio a

Agricultura Familiar (FUMAF) e dá outras providencias.

• Lei Municipal Nº 409/2017 - Dispõe sobre a proibição do uso de recursos

públicos do Município de Anagé/Ba para a contratação e/ou patrocínio de

artistas que, em suas músicas, danças e coreografias, desvalorizem,

incentivem à violência ou contenham manifestações de homofobia,

discriminação racial ou apologia ao uso de drogas ilícitas e dá outras

providências.

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Prefeitura Municipal de Anagé

CNPJ 13.906.409/0001-13

Rua Fidelis Botelho, SN, Centro, Anagé/BA. Fone: (77) 3435-2156



LEI MUNICIPAL Nº 404/2017

“Dispõe sobre a Criação do Sistema de Prestação de Serviços de Transporte Individual de Passageiros com uso de Motocicletas – “mototaxi” e dá outras providências.

A PREFEITA MUNICIPAL DE ANAGÉ, ESTADO DA BAHIA: faço saber que a Câmara Municipal aprovou e eu sanciono a seguinte lei.

Art. 1°. Fica instituído no Município de Anagé o Sistema de Prestação de Serviço de Transporte Individual de Passageiros com uso de Motocicletas, denominado “mototaxi”, a ser operado sob o regime de permissão do Poder Executivo.

§ único. As permissões sujeitar-se-ão sempre à fiscalização do Poder Permissor, com cooperação dos usuários.

Art. 2°. Define-se como “mototaxi”, o serviço de transporte individual de passageiros em veículo automotor de espécie motocicleta, nos termos do art. 96, II, “4” do Código de Trânsito Brasileiro.

Art. 3°. O serviço de “mototaxi” no Município de Anagé, reger-se-á pelas disposições desta Lei e das normas regulamentares expedidas pelo Poder Executivo Municipal, observando-se, no que couber, a Legislação Federal e Estadual aplicáveis à espécie.

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Art. 4°. O serviço de transporte de “mototaxi” constitui-se em um serviço público autônomo no Sistema Municipal de Transporte, devendo a Administração Municipal planejar, administrar, e fiscalizar o seu funcionamento, com a cooperação dos usuários.

Art. 5°. O processo seletivo das permissões para prestação de serviços de “mototaxi” deverá ser baseado em critérios objetivos previamente estabelecidos em regulamento e publicados em edital.

Art. 6°. Fica o Poder Executivo autorizado a regulamentar a presente Lei dentro de 120 (cento e vinte) dias contados de sua vigência.

Art. 7°. Esta Lei entra em vigor na data da sua publicação. Anagé, 17 de outubro de 2017.

ELEN ZITE PEREIRA DOS SANTOS

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LEI MUNICIPAL Nº 405/2017

“Estabelece o direito das mães, com filhos até 6 meses de idade de amamentarem seus filhos durante a realização de concursos e seleções públicas na administração pública direta e indireta do município de Anagé/Ba.”

A PREFEITA MUNICIPAL DE ANAGÉ, ESTADO DA BAHIA: faço saber que a Câmara Municipal aprovou e eu sanciono a seguinte lei.

Art. 1º. Esta Lei estabelece o direito das mães amamentarem seus filhos com até 6 meses de idade, durante a realização de qualquer etapa de concursos e seleções públicas na Administração Pública direta e indireta deste município.

Art. 2º. É assegurado à mãe o direito de amamentar seus filhos de até 6 meses de idade durante a realização de qualquer etapa avaliatória de concursos e seleções públicas na administração pública direta e indireta deste Município.

§1º. Terá o direito previsto no caput, a mãe com filho até 06 meses de idade na data da prova ou de qualquer outra etapa avaliativa em que a amamentação se fizer necessária.

§2º. A comprovação da idade da criança será feita mediante declaração no ato em que o direito à amamentação for requerido, devendo a apresentar a certidão de nascimento do filho no momento de realização da prova ou da outra etapa avaliativa.

§3º. Os editais deverão contemplar o direito à amamentação conforme esta Lei, disciplinando os termos do exercício desse direito.

§4º. Em caso de omissão do edital, as mulheres deverão requisitar por escrito o direito de aleitamento no momento de sua inscrição no concurso ou na seleção.

Art. 3º. É condição para o exercício desse direito que a mãe indique pessoa acompanhante, que deverá ser maior perante a lei civil, a qual será responsável pela guarda da criança durante o período necessário.

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Parágrafo único. A pessoa acompanhante somente terá acesso ao local de prova e das demais avaliações até o horário limite determinado pelo edital e ficará com a criança em sala reservada para essa finalidade.

Art. 4º. A mãe terá o direito de amamentar a cada intervalo de 2 horas, por até 30 minutos, ou conforme recomendação médica fundamentada e assinada por profissional habilitado.

§1º. Durante o período de amamentação, o ente organizador do concurso ou seleção deverá disponibilizar fiscal para acompanhar a mãe;

§2º. O tempo despendido com a amamentação será compensado, na prova ou na avaliação, por igual período;

§3º. O período compensado é contado da saída da mãe do local de prova ou da avaliação até seu retorno ao mesmo.

Art. 5º. Esta lei entra em vigor na data de sua publicação, revogando toda e qualquer disposição em contrário, valendo para todo e qualquer concurso realizado a partir de então.

Anagé, 17 de outubro de 2017.

ELEN ZITE PEREIRA DOS SANTOS

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LEI MUNICIPAL Nº 406/2017

“Institui nas escolas da rede pública e privada de ensino no âmbito municipal, atividades que tenham por objetivo transmitir aos alunos informações sobre as conseqüências do uso de drogas licitas e ilícitas.”

A PREFEITA MUNICIPAL DE ANAGÉ, ESTADO DA BAHIA: faço saber que a Câmara Municipal aprovou e eu sanciono a seguinte lei.

Art. 1°. As instituições de ensino da rede pública e privada do município deverão adotar atividades pedagógicas multidisciplinares, nas salas de aula, destinadas a transmitir ensinamentos sobre as conseqüências do uso de drogas licitas e ilícitas.

§ 1°. A aplicação das referidas atividades ficará a critério de cada estabelecimento de ensino, devendo observar os seguintes requisitos:

I- Carga horária semanal mínima de (uma) hora, sem acréscimo da já prevista;

II- Apresentação de reportagens, vídeos, livros, apostilas, debates, palestras der profissionais da área da saúde, estatísticas e outros meios para melhor orientação aos alunos; III- Abordagem sobre a necessidade de os alunos praticarem esporte, servindo-se de alimentos saudáveis, buscando a saúde e elevação de autoestima;

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IV- Informações sobre a relação do uso de drogas com as doenças sexualmente transmissíveis.

§ 2°. Tais medidas possibilitarão que os professores recuperem mais fortemente seu papel de referencial e líder para os seus alunos.

§ 3°. Terá, ainda, como objetivo a interação entre aluno, família e escola.

§ 4°. Os estabelecimentos de ensino deverão abordar de forma complementar temas como ecologia, poluição, trânsito, reciclagem, consumismo, responsabilidade, respeito, solidariedade e amizade.

Art. 2°. As despesas decorrentes da execução desta Lei ocorrerão à conta das dotações orçamentárias próprias e suplementares se necessário.

Art. 3°. O Poder Executivo regulamentará a presente Lei, indicando os órgãos e unidades que serão responsáveis pelo seu fiel cumprimento.

Art. 4°. Esta Lei entra em vigor após decorridos 60 (sessenta) dias de sua publicação, revogadas disposições em contrário.

Gabinete da Prefeita Municipal, Anagé, 17 de outubro de 2017.

ELEN ZITE PEREIRA DOS SANTOS

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LEI MUNICIPAL Nº 407/2017

“Institui a Virada Evangélica no Município e dá outras providencias.”

A PREFEITA MUNICIPAL DE ANAGÉ, ESTADO DA BAHIA: faço saber que a

Câmara Municipal aprovou e eu sanciono a seguinte lei.

Art. 1°. Fica instituído no âmbito municipal, a “Virada Evangélica”,

programa de conscientização, fomento de ações organizadas e culturais a serem realizados, anualmente, pela Prefeitura Municipal, em parceria com a Comunidade Evangélica, a partir das 14:00 (quatorze) horas do último sábado do mês de março, até às 14:00 (quatorze) horas, seguintes, do domingo, de cada ano.

§ Único. O Programa mencionado no caput deverá integrar o Calendário

Oficial de Datas e Eventos do Município.

Art. 2°. Esta Lei será regulamentada pelo Poder Executivo no prazo

de 20 (vinte) dias após a publicação.

Art. 3°. As despesas decorrentes da execução desta Lei ocorrerão por

conta de dotações orçamentárias próprias e suplementadas se necessário.

Art. 4°. Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação,

revogadas disposições em contrário.

Anagé, 17 de outubro de 2017.

ELEN ZITE PEREIRA DOS SANTOS

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LEI MUNICIPAL Nº 408/2017

“Institui O Fundo Municipal de Apoio a Agricultura Familiar (FUMAF) e dá outras providencias.”

A PREFEITA MUNICIPAL DE ANAGÉ, ESTADO DA BAHIA: faço saber que a

Câmara Municipal aprovou e eu sanciono a seguinte lei.

Art. 1º. Fica instituído o Fundo Municipal de Apoio a Agricultura Familiar (FUMAF), com o objetivo de dinamizar as Atividades, Ações, Programas e Projetos voltados para o desenvolvimento rural sustentável do Município, tendo como público prioritário os Agricultores Familiares que desenvolvem suas atividades econômicas na condição de proprietário, meeiro, arrendatário, posseiro, comodatário, assentado ou reassentado de reforma agrária e acampado.

Parágrafo Primeiro: Agricultores Familiares, como estabelecido no Caput deste Artigo, corresponde a todos e todas que se enquadrarem na Lei Federal 12.326 de 26 de Julho de 2006, tais como pescadores artesanais, quilombolas, ribeirinhos e indígenas.

Parágrafo Segundo: As Atividades, Ações, Programas e Projetos, objeto da aplicação dos recursos do FUMAF, podem ser concebidos e operacionalizados pela União, pelo estado da Bahia, pelo Consórcio Público a que o Município integra, por Instituições da Sociedade Civil ou pelo próprio Município.

Art. 2º. O FUMAF será gerido conjuntamente pelo Prefeito, pelo Secretário Municipal de Finanças e pelo Secretário Municipal de Agricultura, devendo o município abrir e manter contas bancárias especificas para cada finalidade do fundo, assim como contas contábeis distintas, mas devidamente integradas ao orçamento municipal, de modo que seja possível destacar balancetes e balanços próprios, além das demonstrações de resultado dos exercícios anuais.

Art. 3º. O FUMAF poderá ter as seguintes receitas orçamentárias:

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b) Taxa de inscrição ou adesão dos beneficiários das Atividades, Ações, Programas e Projetos, segundo o regramento de cada um;

c) Taxa de participação da Prefeitura Municipal;

d) Taxa de participação de outro Ente Público (União, Estado, Consórcio) ou Privado (Empresa, Instituição Social);

e) Os saldos do exercício anterior.

Art. 4º. Os recursos arrecadados pelo FUMAF estarão limitados à execução das seguintes finalidades:

a) Custeio de Patrulha Mecanizada;

b) Promoção de Assistência Técnica e Extensão Rural (ATER); c) Regularização Fundiária de Imóveis Rurais;

d) Cadastramento e Regularização Ambiental de Propriedades Rurais (CEFIR);

e) Atividades do Conselho Municipal de Desenvolvimento Sustentável – CMDS.

Art. 5º. Fica o Município autorizado a formalizar Convênios, Termos de Adesão, Termos de Parceria e outros instrumentos necessários para a execução de Atividades, Ações, Programas e Projetos voltados para o desenvolvimento rural com a administração pública estadual ou federal, segundo as normas por esses entes concebidas, incluindo a captação e gestão de recursos do FUMAF, desde que não haja prejuízo ao cumprimento do marco regulatório jurídico inerente às Prefeituras Municipais.

Art. 6º. O FUMAF, no âmbito das suas finalidades, poderá ter as seguintes despesas:

a) Combustíveis, consertos, manutenção e pagamento de operadores de tratores, retroescavadeiras, caçambas e outros equipamentos necessários à dinamização da produção agropecuária e ou ampliação da oferta de recursos hídricos para a população rural;

b) Aquisição de veículos e equipamentos e o custeio de visitas de campo, cursos, seminários, campanhas, mutirões, dias de campo, palestras, reuniões e outras atividades de assistência

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técnica e extensão rural de agricultores familiares e suas organizações associativas;

c) Aquisição de equipamentos e o custeio de atividades de topografia, georeferenciamento, visitas de campo, reuniões, serviços de agrimensura, assessoria jurídica, serviços especializados, viagens e outras atividades necessárias ao processo de regularização fundiária de imóveis rurais;

d) Aquisição de equipamentos e o custeio de atividades de georeferenciamento, visitas de campo, reuniões, serviços de agrimensura, serviços de digitação, viagens e outras atividades necessárias ao processo de regularização ambiental de imóveis rurais;

e) Alimentação, hospedagens, viagens, material de escritório, cursos, reuniões e eventos do Conselho Municipal de Desenvolvimento Sustentável;

f) Oferta de contrapartida financeira para Convênios e outros instrumentos de parceria com Órgãos Públicos Estaduais ou Federais.

§ Único: A efetivação das despesas do FUMAF seguirá os mesmos normativos aplicáveis às despesas públicas.

Art 7º. As contas do FUMAF, além do processo convencional de supervisão e fiscalização por parte dos Órgãos de Controle, serão apreciadas pelo Conselho Municipal de Desenvolvimento Sustentável (CMDS), com emissão de parecer a ser enviado à Câmara Municipal de Vereadores, até o dia 28 de fevereiro de cada exercício, referente ao exercício anterior.

Art. 8º - Esta Lei entra em vigor a partir de sua publicação. Anagé, 17 de outubro de 2017.

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LEI MUNICIPAL Nº 409/2017

“Dispõe sobre a proibição do uso de recursos públicos do Município de Anagé/Ba para a contratação e/ou patrocínio de artistas que, em suas músicas, danças e coreografias, desvalorizem, incentivem à violência ou contenham manifestações de homofobia, discriminação racial ou apologia ao uso de drogas ilícitas e dá outras providências.”

A PREFEITA MUNICIPAL DE ANAGÉ, ESTADO DA BAHIA: faço saber que a Câmara Municipal aprovou e eu sanciono a seguinte lei.

Art. 1°. Fica vedada a utilização de recursos púbicos para a contratação e/ou patrocínio de artistas que no cumprimento do objeto do contrato, apresentem músicas e/ou danças coreografias que contenham conteúdo pornográfico e que desvalorizem, incentivem ou exponham as mulheres às situações de constrangimento.

§ único. O disposto neste artigo aplica-se também a manifestações de homofobia ou discriminação racial, apologia ao uso de drogas ilícitas, bem como a realização de danças e coreografias que exponham as mulheres a situações de constrangimento.

Art. 2°. Os contratos celebrados com artistas deverão constar, especificamente, as vedações quanto a execução de músicas e a realização de danças e coreografias que exponham as mulheres a situação de constrangimento ou contenham manifestações de homofobia, discriminação racial ou apologia ao uso de drogas ilícitas.

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Art. 3°. Os artistas que descumprirem as cláusulas contratuais serão multados em 30% (trinta por cento) do valor total do contrato, ficando impedidos de serem contratados novamente em caso de reincidência.

Art. 4°. A receita arrecadada com as multas será revertida para o órgão municipal que atue na proteção dos direitos das mulheres.

Art. 5°. A Secretaria Municipal de Educação, através da Coordenação Municipal der Cultura, fica responsável pela fiscalização das apresentações dos artistas, bem como por acionar os órgãos competentes para o pleno cumprimento da presente Lei.

Art. 6°. Esta Lei entra em vigor na data da sua publicação. Anagé, 17 de outubro de 2017.

ELEN ZITE PEREIRA DOS SANTOS

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