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NTRODUÇÃ
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STUDO DO
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IREITO
Prof. Cristiano Brasileiro
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-- Personalidade Jurídica – Personalidade Jurídica – Personalidade Jurídica – Personalidade Jurídica – Personalidade Jurídica – Personalidade
--Personalidade Jurídica – Personalidade Jurídica – Personalidade Jurídica – Personalidade Jurídica – Personalidade Jurídica – Personalidade
Jurídica--PERSONALIDADE
JURÍDICA
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Importância da temática a ser
abordada e sua aplicação nos
seguintes ramos do Direito:
Direito Constitucional;
Direito Civil;
Direito Administrativo;
Direito Empresarial;
etc
.
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I – PERSONALIDADE E CAPACIDADE
As pessoas as quais as normas jurídicas se
destinam, chamam-se sujeitos de direitos, que podem ser tanto uma pessoa natural ou física quanto uma pessoa jurídica.
O titular, ou seja, aquele a quem cabe o dever a cumprir ou o poder de exigir, ou ambos, é que se
denomina sujeito de direito.
“Toda pessoa é capaz de direitos e deveres na ordem civil”. (art. 1º do CC/2002)
“A personalidade civil da pessoa começa do nascimento com vida; mas a lei põe a salvo, desde a concepção, os direitos do nascituro”. (art. 2º do CC/2002)
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I – Decisão do STF, sobre Aborto Anencefálico
Decisão: O Tribunal, por maioria e nos termos do voto doRelator, julgou procedente a ação para declarar a inconstitucionalidade da interpretação segundo a qual a interrupção da gravidez de feto anencéfalo é conduta tipificada nos artigos 124, 126, 128, incisos I e II, todos do Código Penal, contra os votos dos Senhores Ministros Gilmar Mendes e Celso de Mello que, julgando-a procedente, acrescentavam condições de diagnóstico de anencefalia especificadas pelo Ministro Celso de Mello; e contra os votos dos Senhores Ministros Ricardo Lewandowski e Cezar Peluso (Presidente), que a julgavam improcedente. Ausentes, justificadamente, os Senhores Ministros Joaquim Barbosa e Dias Toffoli. Plenário, 12.04.2012.
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II – ALUSÃO HISTÓRICA AO MUNDO
CLÁSSICO: GRÉCIA E ROMA
O grego e o romano não eram livres por serem
homens, mas sim, por serem cidadãos de Atenas ou de Roma.
O Status libertatis era uma decorrência do status
civitatis.
O elemento fundamental, que dava a um
indivíduo a sua qualidade de pessoa, era o elemento “grupalista”, ou seja, o elemento político.
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Modernamente, a cidadania se não vem depois
pelo menos está ao nível da liberdade civil, enquanto na antiguidade clássica a cidadania primava pela liberdade privada.
Privado, em grego, era idiotes, aquele que, no
famoso discurso de Péricles, só cuidava de si, em detrimento do bem comum.
Logo, a palavra “idiota” significa privado de senso.
Pater familias x Filius familias: até onde iam
suas capacidades e atribuições.
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Revolução Francesa e independência
norte-americana: “o homem vale como sujeito de direitos e deveres tão-somente pelo fato de ser homem.”
Se todos são iguais no concernente aos direitos
fundamentais da ordem civil, o mesmo não acontece no tocante à cidadania.
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Todo homem, mas tão somente o homem, é
capaz de direitos e obrigações.
Não pode ser sujeito de direitos uma coisa, nem
tampouco um animal irracional.
Na Idade Média, ocorria de se processar
animais, ou de se apurar a responsabilidade das coi sas.
Estabelecida, assim, a significação ética e
histórica do que seja sujeito de direito, deve-se acrescentar que todo sujeito de direito é também uma pessoa.
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III – PERSONA
Persona era a máscara usada pelos artistas no
teatro romano.
Pessoa é a dimensão atributiva do ser humano,
ou seja, a qualificação do indivíduo como ser social enquanto se afirma e se correlaciona no seio da convivência através de laços ético-jurídicos.
*No plano jurídico a personalidade é isto: a
capacidade genérica de ser sujeito de
direitos, o que é expressão de sua autonomia
moral.
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IV – CAPACIDADE JURÍDICA
O conceito de capacidade não se confunde com o
de personalidade.
Vejamos: “Personalidade todos os homens têm,
desde o nascimento”. Para se reconhecer a personalidade não é mister indagar do sexo, da idade ou do discernimento mental.
Nem todos, porém, dispõe de igual capacidade jurídica , isto é, tem igual capacidade de exercer
certos atos e por eles serem responsáveis.
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A capacidade pressupõe certas condições de fato
que possibilitam o exercício de direitos.
Por exemplo: A criança não é capaz e o demente também carece de capacidade.
Existe quem distinga capacidade de fato¹ e
capacidade de direito ², referindo-se a primeira às
condições materiais do exercício ¹, enquanto que a
segunda é concernente à aptidão legal para a
prática dos atos.²
Enfim, “nem sempre o ser humano está em
condições de exercer o que lhe cabe como pessoa”.
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V – DAS PESSOAS JURÍDICAS
* Teorias da Pessoa Jurídica:
Teoria da Ficção Jurídica – Savigny;
Teoria Organicista ou Real – Gierke;
Teoria Institucionalista – Hauriou;
Obs.: Alusão a Kelsen e a Teoria Pura do
Direito x Teoria Tridimensional do Direito.
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V – DAS PESSOAS JURÍDICAS
A pessoa jurídica não é algo de físico e de
tangível como é o homem, pessoa natural.
Como se explica a existência da pessoa jurídica?
R: De acordo com a nossa legislação,
ela tem
uma existência que não se confunde
com seus membros componentes.
Se assim é, cabe indagar, como pode ela existir de persi, sendo-lhe extensiva, no que couber, a proteção
dos direitos da personalidade.
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*A pessoa jurídica não é ficção.
“Diferentemente da
tradição romanística, defendida
por Savigny, tem mais nexo a teoria
institucional que vê na pessoa
jurídica uma unidade de fins, que
não reduz a pessoa jurídica a algo
existencial, no plano biológico, mas
existencial no plano teleológico.”
(REALE, Miguel. Lições Preliminares de Direito, 2010; p. 233-236) * Teleológico= finalístico, dos fins, da
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VI – PESSOAS JURÍDICAS DE DIREITO
PÚBLICO INTERNO E EXTERNO
O art. 41 do Código Civil de 2002 estabelece: “São pessoas jurídicas de direito público interno:
I – a União;
II – os Estados, o Distrito Federal e os Territórios; III – os Municípios;
IV – as autarquias;
V – as demais entidades de caráter público criadas por lei.”
* São pessoas jurídicas de direito público externo: países estrangeiros, organismos internacionais, como ONU, OEA, etc...
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As pessoas jurídicas podem ser de Direito
Externo e de Direito Interno e, em segundo lugar, soberanas ou autônomas.
* Pessoa Jurídica soberana é aquela que possui, de maneira eminente e originária, o poder de declaração ou de legitimação do Direito positivo. DIFERENCIAÇÃO NECESSÁRIA:
SOBERANIA x AUTONOMIA
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VII – PESSOAS JURÍDICAS DE DIREITO PRIVADO
* São 3 (três) as modalidades de pessoas jurídicas de Direito Privado, a saber:
Associações; Sociedades; Fundações;
*Iniciam sua personalidade jurídica
com a inscrição do ato constitutivo no respectivo registro, precedida, quando necessário, de autorização do Poder Executivo.Ver arts. 44 e ss., do Código Civil (Lei 10.406/2002).
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“Não recearia muito as más
leis, se elas fossem aplicadas por
bom juízes. A lei é morta o
magistrado, vivo. É uma grande
vantagem que este tem sobre
ela”.
(Anatole France)
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BOA NOITE!
BONS ESTUDOS TAMBÉM!
Obs.:Uma produção da Jusmonitoria (slides disponíveis).
Site: https://sites.google.com/site/jusmonitoria/