Halliday
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Fundamentos de Física
Volume 1
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Capítulo 6
6.2 Atrito
As forças de atrito são muito comuns
em nosso dia a dia.
Exemplos:
1. Se você arremessa um livro sobre uma superfície horizontal,
o livro diminui gradualmente de velocidade até parar.
2. Se você empurra um caixote pesado e o caixote não se move,
é porque a força aplicada está sendo equilibrada por uma
6.2 Força de atrito: movimento de um caixote sob a ação de forças
Não há tentativa de mover o caixote. Por isso, não há atrito nem movimento. SEM ATRITO
A força F tenta mover o caixote, mas é
impedida pela força de atrito. Não há
movimento.
ATRITO ESTÁTICO A força F aumentou, mas a força de atrito também aumentou. Continua a não haver movimento.
ATRITO
ESTÁTICO MAIOR
A força F aumentou ainda mais, mas a força de atrito também
aumentou. Continua a não haver movimento. ATRITO ESTÁTICO AINDA MAIOR
Finalmente, a força aplicada se tornou maior que o atrito estático e o caixote
começou a escorregar e a acelerar.
ATRITO CINÉTICO MENOR QUE O ATRITO ESTÁTICO
Como o atrito cinético é menor que o estático, para manter constante a
velocidade é preciso reduzir a força. ATRITO CINÉTICO CONSTANTE
A força de atrito estático é igual à força aplicada.
O valor da força de atrito dinâmico é único (não depende da força aplicada).
fs é a força de atrito estático
6.2 Atrito
A força de atrito estático só existe
enquanto não há movimento relativo entre
o corpo e a superfície de contato.
A força de atrito estático aumenta
quando a força aplicada ao corpo aumenta.
Quando o corpo começa a escorregar, a
força de atrito estático é substituída pela
força de atrito cinético, que não depende da
força aplicada.
Em geral, o valor da força de atrito
cinético é menor que o valor máximo da
força de atrito estático.
6.2 Atrito
Frequentemente, o movimento de
deslizamento de uma superfície em relação a
outra ocorre “aos solavancos” porque os
processos de aderência e deslizamento se
alternam.
Exemplos:
• Pneus “cantando” em um piso seco
• Uma unha arranhando um quadro-negro
• Uma dobradiça enferrujada sendo aberta
• Uma corda de violino sendo tocada
6.3 Propriedades do atrito
Propriedade 1.
Se um corpo não se move, a força de atrito estático f
s
e a
componente de F paralela à superfície têm o mesmo módulo e sentidos opostos.
Propriedade 2.
O módulo de f
s
tem um valor máximo f
s,maxdado por
sendo
µ
so coeficiente de atrito estático e F
No módulo da força normal que a
superfície exerce sobre o corpo. Se o módulo da componente de F paralela à
superfície é maior que f
s,max, o corpo começa a escorregar na superfície.
Propriedade 3.
Se o corpo começa a escorregar na superfície, o módulo da força
de atrito diminui rapidamente para um valor f
kdado por
onde
µ
ké o coeficiente de atrito cinético. Daí em diante, uma força de atrito
Exemplo
Suponha que a aceleração constante a se deva apenas a umaforça de atrito cinético exercida pelo pavimento sobre o carro, no sentido oposto ao do movimento do carro. Nesse caso, temos:
onde m é a massa do carro. O sinal negativo indica o sentido da força de atrito cinético.
Cálculos: O módulo da força de atrito é
fk = µkFN,
onde FN é o módulo da força normal exercida pelo piso. Como não existe aceleração vertical,
FN = mg e, portanto, fk =µkFN = µkmg
e a =- fk/m= -µkmg/m= -µkg,
onde o sinal negativo indica que a aceleração é no sentido negativo do eixo. Podemos escrever que
onde (x - xo) = 290 m e a velocidade final é 0. Explicitando vo, temos: 2 2 0 2 ( o) v = +v a x−x 2 ( ) 58 m/s o k o v = µ g x−x =
Supusemos que v = 0 no local onde as marcas de derrapagem desapareceram, mas, na verdade, as
marcas só desapareceram porque o Jaguar saiu da pista depois de 290 m. Assim, v0 era pelo menos 210 km/h.