Controladora Consolidado Ativo
Circulante
Caixas e equivalentes de caixa (Nota 6) 2 348.942
Títulos e valores mobiliários (Nota 7) 557.700
Contas a receber (Nota 8) 1.561.073
Estoques (Nota 9) 1.323.140
Tributos a recuperar (Nota 10) 120.876
Partes relacionadas (Nota 13) 8.754 128.255
Outros ativos (Nota 11) 92.044
8.756 4.132.030
Não circulante
Títulos e valores mobiliários (Nota 7) 291.227
Contas a receber (Nota 8) 22.353
Tributos diferidos (Nota 28) 135.506
Depósitos e bloqueios judiciais (Nota 12) 49.600
Outros ativos (Nota 11) 362
Investimentos (Nota 15 (b)) 1.227.666
Imobilizado (Nota 16) 336.899
Intangível (Nota 17) 1.900.263
1.227.666 2.736.210
Passivo e patrimônio líquido Circulante
Fornecedores (Nota 18) 1.607.117
Empréstimos e financiamentos (Nota 19) 892.484
Duplicatas descontadas (Nota 8(b)) 135.437
Obrigações trabalhistas 112.018
Obrigações tributárias (Nota 20(a)) 108.250
Parcelamento de tributos (Nota 20(b)) 12.894
Receitas a realizar (Nota 21) 68.401
Partes relacionadas (Nota 13) 103.351 557.137
Outros passivos (Nota 22) 2.163 152.981
105.514 3.646.719
Não circulante
Empréstimos e financiamentos (Nota 19) 1.038.119
Duplicatas descontadas (Nota 8(b)) 6.288
Parcelamento de tributos (Nota 20(b)) 27.781
Tributos diferidos (Nota 28) 4.551
Provisões para contingências (Nota 23) 109.859
Receitas a realizar (Nota 21) 684.581
Partes Relacionadas (Nota 13) 38.222 49.005
Provisão para perda em investimentos (Nota 15(c)) 41.340
Outros passivos (Nota 22) 15.772
79.562 1.935.956
Total do passivo 185.076 5.582.675
Patrimônio líquido (Nota 24)
Atribuível aos controladores
Capital social 100.000 100.000
Reserva de capital 39.452 39.452
Reserva de lucros 20.606 20.606
Ajustes de avaliação patrimonial 891.288 891.288
1.051.346 1.051.346 Participação de acionistas não controladores 234.219
Total do patrimônio líquido 1.051.346 1.285.565
Controladora Consolidado
Receita líquida de vendas e serviços (Nota 25) 3.401.490
Custo das mercadorias vendidas e dos serviços prestados (2.407.159)
Lucro bruto 994.331
Receitas (despesas) operacionais
Despesas comerciais (Nota 26) (514.817)
Despesas gerais e administrativas (Nota 26) (424.020) Equivalência patrimonial (Nota 15) 25.893
Outras despesas operacionais líquidas (Nota 26) 75.649
Lucro operacional 25.893 131.143
Resultado financeiro
Receitas financeiras (Nota 27) 144.744
Despesas financeiras (Nota 27) (3.124) (199.469)
(3.124) (54.725)
Lucro antes do imposto de renda e da contribuição social 22.769 76.418
Imposto de renda e contribuição social (Nota 28) (27.272)
Lucro líquido do período 22.769 49.146
Lucro líquido dos acionistas controladores 22.769
Lucro líquido dos acionistas não controladores 26.377
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Lucro líquido do exercício antes do imposto de renda e
da contribuição social 22.769 76.418
Ajustes para conciliar o prejuízo do exercício com o caixa líquido aplicado nas atividades operacionais
Juros passivos sobre empréstimos e financiamentos (Nota 19) 90.756 Apropriação de receita diferida (Nota 21) (33.021) Ganho (perda) na venda de ativo imobilizado (Nota 16) 55 Equivalência patrimonial (Nota 15) (25.893)
Provisão para contingências (Nota 23) (15.282)
Depreciação e amortização (Nota 16) 47.654
(3.124) 166.580 (Aumento) redução nos ativos operacionais
Contas a receber de clientes (403.070)
Estoques (168.368) Tributos a recuperar 22.293 Partes relacionadas (12.283) 64.065 Depósitos judiciais (1.453) Outros ativos 74.782 (12.283) (411.751) Aumento (redução) nos passivos operacionais
Fornecedores 488.711 Obrigações sociais 1.224 Obrigações tributárias 19.138 Receitas a realizar 25.000 Partes relacionadas 15.408 9.004 Tributos diferidos (282) Outros passivos 4.203 15.408 546.998 Juros pagos sobre empréstimos e financiamentos (Nota 19) (73.748) Imposto de renda e contribuição social pagos (Nota 28(c)) (26.219)
Controladora Consolidado Fluxo de caixa das atividades de investimentos
Títulos e valores mobiliários (Nota 7) (89.272)
Aquisição de imobilizado (Nota 16) (29.073)
Aquisição de intangível (Nota 17) (6.583)
Caixa líquido aplicado nas atividades de investimentos (124.928)
Fluxo de caixa das atividades de financiamentos
Amortização de duplicatas descontadas (Nota 8(b)) (15.198) Captação de empréstimos e financiamentos (Nota 19) 624.540 Amortização de empréstimos e financiamentos (Nota 19) (535.594)
Caixa líquido gerado pelas atividades de financiamentos 73.748
Aumento do saldo de caixa e equivalentes de caixa 1 150.680
Caixa e equivalentes de caixa (Nota 6)
No início do exercício 1 198.262
No fim do exercício 2 348.942
1 Contexto operacional
A Máquina de Vendas Brasil Participações S.A. ("MVB" ou "Companhia") é uma sociedade anônima de capital fechado, criada em 8 de agosto de 2013, sediada em São Paulo/SP, controlada
conjuntamente pela UNIN Participações S.A. (“UNIN”) e por Ricardo Rodrigues Nunes (os “Controladores”). Em 31 de dezembro de 2013, a MVB controla as seguintes empresas:
Lojas Insinuante Ltda. ("Insinuante"), DTL Brasil Ltda. ("DTL"), IN Card Prestadora de Serviços Ltda. ("IN Card"), RN Comércio Varejista S.A., Carlos Saraiva Importação e Comércio Ltda.;
Máquina de Vendas Norte Participações S.A. (“MVN”), controladora das empresas Dismobrás Importação, Exportação e Distribuição de Móveis e Eletrodomésticos S.A., WG Eletro S.A., Nordeste Participações S.A. e MVN Investimentos Imobiliários e Participações S.A.;
Máquina de Vendas Nordeste S.A. (“MVNE”), controladora das empresas Eletro Shopping Casa Amarela Ltda., ES Atacado Ltda. e ES Promotora de Vendas Ltda.; e
Máquina de Vendas Holding Sul S.A. (“MVS”), controladora da Lojas Salfer S.A. As empresas atuam sinergicamente em operações relacionadas ao varejo de móveis e
eletrodomésticos através de 1.060 lojas em 2013 em todos os Estados brasileiros e 36 centros de distribuição. Atua também no comércio eletrônico na comercialização varejista de bens e produtos em geral pela Internet.
A Companhia em conjunto com suas controladas é aqui definida como o “Grupo” (Nota 14 – Formação da Máquina de Vendas Brasil Participações S.A.)
2 Resumo das principais políticas contábeis
As principais políticas contábeis aplicadas na preparação destas demonstrações financeiras estão definidas a seguir. Essas políticas vêm sendo aplicadas de modo consistente em todos os exercícios apresentados.
2.1 Base de preparação e apresentação das demonstrações financeiras
As demonstrações financeiras foram preparadas considerando o custo histórico como base de valor e ajustadas para refletir ativos financeiros mensurados ao valor justo contra o resultado.
A preparação de demonstrações financeiras requer o uso de certas estimativas contábeis críticas e também o exercício de julgamento por parte da administração da Companhia no processo de aplicação das políticas contábeis da Companhia. Aquelas áreas que requerem maior nível de julgamento e possuem maior complexidade, bem como as áreas nas quais premissas e estimativas são significativas para as demonstrações financeiras consolidadas, estão divulgadas na Nota 3. A aprovação para emissão dessas demonstrações financeiras foi concedida pelo Conselho de Administração em 10 de junho de 2014.
(a) Demonstrações financeiras consolidadas
As demonstrações financeiras consolidadas foram preparadas e estão sendo apresentadas conforme as práticas contábeis adotadas no Brasil, incluindo os pronunciamentos emitidos pelo Comitê de Pronunciamentos Contábeis (CPCs).
(b) Demonstrações financeiras individuais
As demonstrações financeiras individuais da controladora foram preparadas conforme as práticas contábeis adotadas no Brasil emitidas pelo Comitê de Pronunciamentos Contábeis (CPCs) e são apresentadas juntas com as demonstrações financeiras consolidadas.
2.2 Consolidação
(a) Demonstrações financeiras consolidadas
As seguintes políticas contábeis são aplicadas na elaboração das demonstrações financeiras consolidadas.
(i) Controladas
Controladas são todas as entidades (incluindo as entidades estruturadas) nas quais o Grupo detém o controle. O Grupo controla uma entidade quando está exposto ou tem direito a retornos variáveis decorrentes de seu envolvimento com a entidade e tem a capacidade de interferir nesses retornos devido ao poder que exerce sobre a entidade. As controladas são totalmente consolidadas a partir da data em que o controle é transferido para o Grupo. A consolidação é interrompida a partir da data em que o Grupo deixa de ter o controle.
Transações entre companhias, saldos e ganhos não realizados em transações entre empresas do Grupo são eliminados. Os prejuízos não realizados também são eliminados a menos que a operação forneça evidências de uma perda (impairment) do ativo transferido. As políticas contábeis das controladas são alteradas quando necessário para assegurar a consistência com as políticas adotadas pela Companhia.
As demonstrações contábeis consolidadas abrangem as demonstrações contábeis da Controladora e das empresas controladas descritas na Nota 1.
No processo de consolidação foram eliminados os investimentos nas controladas, as equivalências no resultado, assim como os saldos ativos e passivos, e as receitas e despesas decorrentes de operações com e entre as controladas.
(b) Demonstrações financeiras individuais
Nas demonstrações financeiras individuais as controladas são contabilizadas pelo método de equivalência patrimonial. Os mesmos ajustes são feitos tanto nas demonstrações financeiras individuais quanto nas demonstrações financeiras consolidadas para chegar ao mesmo resultado e patrimônio líquido atribuível aos acionistas da controladora.
(c) Transações com participações de não controladores
O Grupo trata as transações com participações de não controladores como transações com
proprietários de ativos do Grupo. Para as compras de participações de não controladores, a diferença entre qualquer contraprestação paga e a parcela adquirida do valor contábil dos ativos líquidos da controlada é registrada no patrimônio líquido. Os ganhos ou perdas sobre alienações para
participações de não controladores também são registrados diretamente no patrimônio líquido, na conta "Ajustes de avaliação patrimonial".
2.3 Moeda funcional e de apresentação
Os itens incluídos nas demonstrações financeiras consolidadas e individuais da MVB provenientes de cada uma das investidas são determinados considerando a moeda do principal ambiente
econômico no qual cada uma das companhias incluídas no consolidado atua ("a moeda funcional"). As demonstrações financeiras individuais e consolidadas estão apresentadas em reais, que é a moeda funcional da Companhia, bem como de cada uma de suas investidas.
2.4 Caixa e equivalentes de caixa
Estão representados por saldos de caixa, contas bancárias disponíveis e aplicações financeiras de liquidez imediata. Equivalentes de caixa são investimentos de curto prazo, com vencimentos originais de 90 dias ou menos, constituídos de títulos de alta liquidez, conversíveis em valores em dinheiro conhecidos e sujeitos a um risco insignificante de mudança do valor, com intenção e possibilidade de serem resgatados no curto prazo com o próprio emissor do instrumento financeiro, e para fins de gerenciamento de caixa.
2.5 Ativos financeiros 2.5.1 Classificação
A Companhia classifica seus ativos financeiros sob as seguintes categorias: mensurados ao valor justo através do resultado e empréstimos e recebíveis. A classificação depende da finalidade para a qual os ativos financeiros foram adquiridos. A administração determina a classificação de seus ativos financeiros no reconhecimento inicial.
(a) Ativos financeiros ao valor justo por meio do resultado
Os ativos financeiros ao valor justo por meio do resultado são ativos financeiros mantidos para negociação. Um ativo financeiro é classificado nessa categoria se foi adquirido, principalmente, para fins de venda no curto prazo. Os derivativos também são categorizados ao valor justo por meio do resultado. Os ativos dessa categoria são classificados como ativos circulantes. Os ativos financeiros ao valor justo por meio do resultado da Companhia são: “Títulos e valores mobiliários (nota 7)”.
(b) Empréstimos e recebíveis
Os empréstimos e recebíveis são ativos financeiros não derivativos com pagamentos fixos ou determináveis, que não são cotados em um mercado ativo. São incluídos como ativo circulante, exceto aqueles com prazo de vencimento superior a 12 meses após a data de emissão do balanço (estes são classificados como ativos não circulantes). Os empréstimos e recebíveis da Companhia compreendem "Caixa e equivalentes de caixa" (Nota 2.4), "Contas a receber” (Nota 2.6), “Partes relacionadas” (Nota 13) e “Depósitos judiciais” (Nota 12).
2.5.2 Reconhecimento e mensuração
As compras e as vendas regulares de ativos financeiros são reconhecidas na data de negociação - data na qual o Grupo se compromete a comprar ou vender o ativo. Os investimentos são, inicialmente, reconhecidos pelo valor justo, acrescidos dos custos da transação para todos os ativos financeiros não classificados como ao valor justo por meio do resultado. Os ativos financeiros ao valor justo por meio de resultado são, inicialmente, reconhecidos pelo valor justo, e os custos da transação são debitados à demonstração do resultado. Os ativos financeiros são baixados quando os direitos de receber fluxos de caixa dos investimentos tenham vencido ou tenham sido transferidos; neste último caso, desde que o Grupo tenha transferido, significativamente, todos os riscos e os benefícios da propriedade. Ativos financeiros mensurados ao valor justo através do resultado são,
subsequentemente, contabilizados pelo valor justo. Os empréstimos e recebíveis são contabilizados pelo custo amortizado, usando o método da taxa efetiva de juros.
Os ganhos ou as perdas decorrentes de variações no valor justo de ativos financeiros mensurados ao valor justo através do resultado são apresentados na demonstração do resultado em "Outras receitas operacionais, líquidas" no período em que ocorrem.
2.5.3 Compensação de instrumentos financeiros
Ativos e passivos financeiros são compensados e o valor líquido é reportado no balanço patrimonial quando há um direito legalmente aplicável de compensar os valores reconhecidos e há uma intenção de liquidá-los numa base líquida, ou realizar o ativo e liquidar o passivo simultaneamente.
2.5.4 Impairment de ativos financeiros
O Grupo avalia no final de cada período do relatório se há evidência objetiva de que o ativo financeiro ou um grupo de ativos financeiros está deteriorado. Um ativo ou grupo de ativos financeiros está deteriorado e os prejuízos de impairment são incorridos somente se há evidência objetiva de impairment como resultado de um ou mais eventos ocorridos após o reconhecimento inicial dos ativos (um "evento de perda") e aquele evento (ou eventos) de perda tem um impacto nos fluxos de caixa futuros estimados do ativo financeiro ou grupo de ativos financeiros que pode ser estimado de maneira confiável.
Os critérios que a Companhia usa para determinar se há evidência objetiva de uma perda por impairment incluem o seguinte:
(ii) Uma quebra de contrato, como inadimplência ou mora no pagamento dos juros ou principal. (iii) A Companhia, por razões econômicas ou jurídicas relativas à dificuldade financeira do tomador de
empréstimo, garante ao tomador uma concessão que o credor não consideraria. (iv) Torna-se provável que o tomador declare falência ou outra reorganização financeira.
(v) O desaparecimento de um mercado ativo para aquele ativo financeiro devido às dificuldades financeiras.
(vi) Dados observáveis indicando que há uma redução mensurável nos futuros fluxos de caixa estimados a partir de uma carteira de ativos financeiros desde o reconhecimento inicial daqueles ativos, embora a diminuição não possa ainda ser identificada com os ativos financeiros individuais na carteira, incluindo:
. mudanças adversas na situação do pagamento dos tomadores de empréstimo na carteira; . condições econômicas nacionais ou locais que se correlacionam com as inadimplências sobre os
ativos na carteira.
A Companhia avalia em primeiro lugar se existe evidência objetiva de impairment.
O montante do prejuízo é mensurado como a diferença entre o valor contábil dos ativos e o valor presente dos fluxos de caixa futuros estimados (excluindo os prejuízos de crédito futuro que não foram incorridos) descontados à taxa de juros em vigor original dos ativos financeiros. O valor contábil do ativo é reduzido e o valor do prejuízo é reconhecido na demonstração consolidada do resultado. Se um empréstimo tiver uma taxa de juros variável, a taxa de desconto para medir uma perda por impairment é a atual taxa efetiva de juros determinada de acordo com o contrato. Como um expediente prático, a Companhia pode mensurar o impairment com base no valor justo de um instrumento utilizando um preço de mercado observável.
Se, num período subsequente, o valor da perda por impairment diminuir e a diminuição puder ser relacionada objetivamente com um evento que ocorreu após o impairment ser reconhecido (como uma melhoria na classificação de crédito do devedor), a reversão da perda por impairment reconhecida anteriormente será reconhecida na demonstração do resultado.
2.6 Contas a receber (a) De clientes
São registradas pelo valor nominal dos títulos, que equivale de forma geral ao seu valor justo quando do reconhecimento inicial, e subsequentemente mantidas ao custo amortizado ajustados pela provisão de perda (impairment), quando aplicável.
As contas a receber compreendem, basicamente:
(i) Cartões de crédito e débito - correspondem aos recebíveis das vendas efetuadas por cartões de crédito e débito, para os quais as administradoras de cartão de crédito e débito disponibilizam os montantes correspondentes às vendas no primeiro dia útil posterior (D+1). Estes recebíveis são registrados pelo valor nominal dos títulos representativos desses créditos, acrescidos dos juros auferidos (se aplicável) até a data dos balanços;
(ii) Duplicatas (boletos bancários) - são registrados pelo valor nominal dos títulos representativos desses créditos, relativos substancialmente a vendas às pessoas jurídicas;
(iii) Crédito Direto ao Consumidor - correspondem aos financiamentos por Crédito Direto ao Consumidor (CDC), com financiamento próprio ou de terceiros.
(b) Acordos comerciais com fornecedores
Os valores a receber decorrente de propaganda cooperada, bonificações e outras transações com fornecedores, oriundo de contratos comerciais e outros acordos entre as partes, somente são registrados mediante a existência de contratos e outros documentos que evidenciem a existência desse acordo e são calculados principalmente sobre o volume de compras e atividades específicas de marketing incorridas.
(c) Outras contas a receber
Referem-se basicamente às receitas de intermediação de vendas de serviços, seguros ou produtos financeiros, incluindo profity sharing, de acordo com os termos dos contratos com os parceiros.
2.7 Estoques
Os estoques são mensurados pelo menor entre o valor de custo e o valor líquido realizável. Os custos dos estoques são determinados pelo método do custo médio que compreende o preço de compra, os impostos e tributos não recuperáveis pelo Grupo, como por exemplo, o ICMS de substituição tributária, bem como outros custos diretamente atribuíveis à aquisição e descontos comerciais e abatimentos. O valor líquido realizável corresponde ao preço de venda estimado dos estoques, deduzidos de todos os custos necessários para realizar a venda (Nota 9).
O Grupo constitui provisão para perdas nos estoques quando estima que a realização será por valores inferiores a seu custo.
2.8 Imobilizado
São avaliados ao custo deduzidos das respectivas depreciações e das perdas por impairment, quando aplicável. O custo abrange o preço de aquisição, os encargos financeiros incorridos no financiamento durante a fase de construção e os demais custos diretamente relacionados para colocar o ativo em condições de uso.
A depreciação é reconhecida com base na vida útil estimada de cada ativo ou classe de ativos, pelo método linear, de modo que seu valor residual após sua vida útil seja integralmente baixado.
As benfeitorias em imóveis de terceiros são amortizadas considerando-se o prazo do contrato de locação.
As taxas médias anuais de depreciação do ativo imobilizado são como segue:
Taxas de depreciação
Edificações 4%
Benfeitorias em imóveis de terceiros 3% a 50% Móveis e utensílios, máquinas e equipamentos e instalações 10%
Veículos 10% a 20%
Computadores e acessórios 20%
Itens do imobilizado são baixados quando das suas respectivas alienações ou quando não há expectativa de benefícios econômicos futuros resultantes de seus usos contínuos ou de sua venda. Os ganhos ou perdas na venda ou baixa de um item do imobilizado são apurados pela diferença entre os valores recebidos na venda e o valor contábil residual do ativo e são reconhecidos no resultado do exercício.
A vida útil é revisada anualmente pela MVB, a análise efetuada em 31 de dezembro de 2013 não indicou a necessidade de mudança. A MVB não atribui valor residual aos bens devido à sua imaterialidade.
2.9 Ativos intangíveis
(a) Ágio na formação da MVB
O saldo de ágio foi determinado em conexão com os aportes efetuados pelos Controladores e que resultaram na formação da Companhia. O ágio da MVB é representado pela diferença positiva entre o valor justo dos negócios capitalizados na sua formação (contraprestação), e os valores justos de ativos e passivos líquidos aportados pelos Controladores na data da formação da Companhia (Nota 14).
O ágio é registrado como "Ativo intangível" nas demonstrações financeiras consolidadas. O ágio é testado anualmente para verificar perdas (impairment). Ágio é contabilizado pelo seu valor de custo menos as perdas acumuladas por impairment. Perdas por impairment reconhecidas sobre ágio não são revertidas. Os ganhos e as perdas da alienação de uma entidade ou negócio incluem o valor contábil do ágio relacionado com a entidade vendida.
(b) Marcas
As marcas contabilizadas resultante da formação de joint ventures são incluídas nos ativos intangíveis nas demonstrações financeiras consolidadas e são mensuradas inicialmente a valor justo, deduzida das perdas por redução ao valor recuperável. Nas demonstrações financeiras individuais as marcas são registradas no investimento, assim como eventual perda por redução ao valor recuperável.
(c) Pontos comerciais e contratos de aluguéis vantajosos
São ativos intangíveis com prazo de vida útil definida, representados por valores pagos na aquisição de novos pontos comerciais (fundo de comércio) e por contratos de aluguéis vantajosos, são
amortizados linearmente de acordo com o prazo do contrato de aluguel dos imóveis alugados.
(d) Softwares
As licenças de programas de computador (software) e de sistemas de gestão empresarial adquiridas são capitalizadas e amortizadas conforme as taxas descritas a seguir e os gastos associados à
respectiva manutenção são reconhecidos como despesas quando incorridos. Os gastos com aquisição e implementação de sistemas de gestão empresarial são capitalizados como ativo intangível quando é provável que os benefícios econômicos futuros por ele gerados sejam superiores ao respectivo custo, considerando sua viabilidade econômica e tecnológica.
(e) Vida útil dos ativos intangíveis
Os ativos intangíveis com prazo de vida útil definida são amortizados linearmente com base nas vidas úteis estimadas.
Um ativo intangível é baixado quando de sua alienação ou quando não há expectativa de benefícios econômicos futuros resultantes de seu uso contínuo ou de sua venda. Os ganhos ou perdas na venda ou baixa de um ativo intangível são apurados pela diferença entre os valores recebidos na venda e o valor contábil residual do ativo e são reconhecidos no resultado do exercício.
As taxas médias anuais de amortização do ativo intangível são como segue:
Taxas de amortização
Pontos comerciais 11%
Contratos de aluguéis vantajosos 17%
Key Money 40%
Softwares 20%
2.10 Impairment de ativos não financeiros
Os ativos que têm uma vida útil indefinida, como marcas e ágio, não estão sujeitos à amortização e são testados anualmente para a verificação de impairment. Os ativos que estão sujeitos à
amortização são revisados para a verificação de impairment sempre que eventos ou mudanças nas circunstâncias indicarem que o valor contábil pode não ser recuperável. Uma perda por impairment é reconhecida pelo valor ao qual o valor contábil do ativo excede seu valor recuperável. Este último é o valor mais alto entre o valor justo de um ativo menos os custos de venda e o seu valor em uso. Para fins de avaliação do impairment, os ativos são agrupados nos níveis mais baixos para os quais existam fluxos de caixa identificáveis separadamente (Unidades Geradoras de Caixa (UGC)). Os ativos não financeiros, que tenham sofrido impairment, são revisados subsequentemente para a análise de uma possível reversão do impairment na data de apresentação do relatório, exceto no caso de ágio cuja perda nunca é revertida.
2.11 Arrendamentos
(a) Operacionais
Os arrendamentos nos quais uma parcela significativa dos riscos e benefícios da propriedade é retida pelo arrendador são classificados como arrendamentos operacionais. Os pagamentos efetuados para arrendamentos operacionais (líquidos de quaisquer incentivos recebidos do arrendador) são
reconhecidos na demonstração do resultado pelo método linear, durante o período do arrendamento.
O Grupo arrenda diversos pontos de varejo, escritórios e armazéns segundo contratos de
arrendamento operacional canceláveis ou não. Os termos do arrendamento são de um, cinco e dez anos, e a maioria dos contratos de arrendamento é renovável no término do período de
arrendamento a valores de mercado. O valor futuros dos dispêndios relativos a arrendamentos operacionais está registrado na nota 30.
(b) Financeiros
Os arrendamentos nos quais o Grupo detém, substancialmente, todos os riscos e benefícios da propriedade, são classificados como arrendamentos financeiros. Estes são capitalizados no início do arrendamento pelo menor valor entre o valor justo do bem arrendado e o valor presente dos
pagamentos mínimos do arrendamento, com contrapartida no passivo de empréstimos e financiamentos.
Os juros implicitamente reconhecidos no valor do passivo de empréstimos e financiamentos são apropriados ao resultado do exercício de acordo com a duração do contrato pelo método da taxa efetiva de juros.
A depreciação dos bens capitalizados é calculada de acordo com o prazo de vida útil do bem ou prazo do contrato, o menor entre ambos.
2.12 Empréstimos e financiamentos
Os empréstimos são reconhecidos, inicialmente, pelo valor justo, líquido dos custos incorridos na transação e são, subsequentemente, demonstrados pelo custo amortizado. Qualquer diferença entre os valores captados (líquidos dos custos da transação) e o valor de liquidação é reconhecida na demonstração do resultado durante o período em que os empréstimos estejam em aberto, utilizando o método da taxa efetiva de juros.
As taxas pagas no estabelecimento do empréstimo são reconhecidas como custos da transação do empréstimo, uma vez que seja provável que uma parte ou todo o empréstimo seja sacado. Nesse caso, a taxa é diferida no ativo até que o saque ocorra. Após a ocorrência do saque de parte ou da totalidade do empréstimo, a taxa é amortizada durante o período do empréstimo ao qual se relaciona.
2.13 Contas a pagar aos fornecedores
As contas a pagar aos fornecedores são obrigações a pagar por bens ou serviços que foram adquiridos de fornecedores no curso normal dos negócios.
Elas são, inicialmente, reconhecidas pelo valor justo e, subsequentemente, mensuradas pelo custo amortizado com o uso do método de taxa efetiva de juros. Na prática, são normalmente reconhecidas ao valor da fatura correspondente.
2.14 Valores a repassar
Os valores a repassar são oriundos das operações de venda de seguros e produtos financeiros nas lojas da Companhia, que são recebidos de clientes e repassados para os parceiros, por força de contratos firmados. Para isso, são cobrados honorários pela prestação do serviço de intermediação dessa operação, que são registrados no resultado do exercício na medida em que é prestado, que coincide com a emissão da nota fiscal.
2.15 Receitas a realizar
As receitas a realizar são derivadas de recebimentos antecipados de parceiros por conta de acordos comerciais pelo direito de exclusividade na concessão de produtos financeiros, comerciais e de seguros nas lojas da Companhia. As receitas são reconhecidas no resultado de serviços de acordo com os termos firmados nos referidos acordos, pelo prazo pactuado.
2.16 Provisões
As provisões para ações judiciais (trabalhista, civil e tributária) são reconhecidas quando: (a) a Companhia tem uma obrigação presente ou não formalizada (constructive obligation) como resultado de eventos já ocorridos; (b) é provável que uma saída de recursos seja necessária para liquidar a obrigação; e (c) o valor puder ser estimado com segurança.
Quando houver uma série de obrigações similares, a probabilidade de liquidá-las é determinada levando-se em consideração a classe de obrigações como um todo. Uma provisão é reconhecida mesmo que a probabilidade de liquidação relacionada com qualquer item individual incluído na mesma classe de obrigações seja pequena.
As provisões são mensuradas pelo valor presente dos gastos que devem ser necessários para liquidar a obrigação, usando uma taxa antes dos efeitos tributários, a qual reflita as avaliações atuais de mercado do valor do dinheiro no tempo e dos riscos específicos da obrigação. O aumento da obrigação em decorrência da passagem do tempo é reconhecido como despesa financeira.
2.17 Demais ativos e passivos, circulantes e não circulantes
São apresentados ao valor de custo, incluindo, quando aplicável, os rendimentos, as variações nas taxas de câmbio e de juros e as variações monetárias auferidos, que não excedem o valor de realização ou liquidação.
2.18 Provisão para imposto de renda e contribuição social
A despesa de imposto de renda e contribuição social corrente é calculada de acordo com as bases legais tributárias vigentes na data de apresentação das demonstrações financeiras. A tributação sobre o lucro compreende o imposto de renda e a contribuição social.
O imposto de renda e contribuição social corrente são apresentados líquidos, por entidade contribuinte, no passivo quando houver montantes a pagar, ou no ativo quando os montantes antecipadamente pagos excedem o total devido na data do relatório.
2.19 Imposto de renda e contribuição social diferido
As despesas de imposto de renda e contribuição social do período compreendem e impostos de renda e a contribuição social diferidos. Os impostos sobre a renda são reconhecidos na demonstração do resultado, exceto na proporção em que estiverem relacionados com itens reconhecidos diretamente no patrimônio líquido. Nesse caso, o imposto também é reconhecido no patrimônio líquido. O encargo de imposto de renda e contribuição social diferido é calculado com base nas leis tributárias promulgadas, ou substancialmente promulgadas, na data. A administração avalia, periodicamente, as posições assumidas pela Companhia nas apurações de impostos sobre a renda com relação às situações em que a regulamentação fiscal aplicável dá margem a interpretações e estabelece provisões, quando apropriado, com base nos valores estimados de pagamento às autoridades fiscais.
O imposto de renda e contribuição social diferidos são reconhecidos usando-se o método do passivo sobre as diferenças temporárias decorrentes de diferenças entre as bases fiscais dos ativos e passivos seus valores contábeis nas demonstrações financeiras. Entretanto, o imposto de renda e contribuiçã0 social diferidos não são contabilizados se resultar do reconhecimento inicial de um ativo ou passivo em uma operação que não seja uma combinação de negócios, a qual, na época da transação, não afeta o resultado contábil, nem o lucro tributável (prejuízo fiscal).
O imposto de renda e contribuição social diferidos ativo são reconhecidos somente na proporção da probabilidade de que lucro tributável futuro esteja disponível e contra o qual as diferenças
temporárias possam ser usadas. O imposto de renda e contribuição social diferidos passivos são integralmente reconhecidos.
Os impostos de renda diferidos são reconhecidos sobre as diferenças temporárias decorrentes dos investimentos em controladas, exceto quando o momento da reversão das diferenças temporárias seja controlado pela Companhia, e desde que seja provável que a diferença temporária não será revertida em um futuro previsível.
Os impostos de renda diferidos ativos e passivos são apresentados pelo líquido no balanço quando há o direito legal e a intenção de compensá-los quando da apuração dos tributos correntes, em geral relacionado com a mesma entidade legal e mesma autoridade fiscal. Dessa forma, impostos diferidos ativos e passivos em diferentes entidades ou em diferentes países, em geral são apresentados em
2.20 Fornecedores
As compras de mercadorias são contabilizadas inicialmente pelo seu valor justo, sendo o passivo com o fornecedor atualizado posteriormente em função do prazo, até os respectivos vencimentos. As operações de compras a prazo, prefixadas, foram trazidas a seu valor presente, na data das transações, em virtude de seus prazos, utilizando a remuneração do Certificado de Depósito
Interbancário (CDI) como taxa livre de risco, como forma de determinar o valor justo do passivo no reconhecimento inicial.
2.21 Capital social
As ações ordinárias e as preferenciais são classificadas no patrimônio líquido. Os custos incrementais diretamente atribuíveis à emissão de novas ações ou opções são demonstrados no patrimônio líquido como uma dedução do valor captado, líquida de impostos.
2.22 Formação de Joint Venture
Conforme descrito na Nota 1 a Companhia é uma entidade controlada em conjunto ("Joint Venture"). A Companhia adotou como política contábil em conexão com a formação da Joint Venture, o reconhecimento dos ativos e passivos aportados pelos Controladores com base nos seus valores justos estimados na data de aporte. A capitalização, mensurada com base nos valores justos dos negócios contribuídos, foi tratada como aumento de patrimônio líquido dos Controladores em contrapartida dos ativos líquidos a valores justos e ágio (vide Nota 14).
2.23 Apuração do resultado
O resultado das operações é apurado em conformidade com o regime contábil de competência.
Reconhecimento da receita
A receita compreende o valor justo da contraprestação recebida ou a receber pela comercialização de produtos e serviços no curso normal das atividades da Companhia. A receita é apresentada líquida dos impostos, das devoluções, dos abatimentos e dos descontos.
A Companhia reconhece a receita quando o valor da receita pode ser mensurado com segurança, é provável que benefícios econômicos futuros fluirão para a entidade e quando critérios específicos tiverem sido atendidos para cada uma das atividades da Companhia, conforme descrição a seguir.
(a) Vendas de mercadorias - varejo
A Companhia opera com uma cadeia de pontos de varejo para a comercialização de suas mercadorias. A receita de venda de mercadorias é reconhecida no resultado quando da efetiva transferência do risco e da propriedade a este. As vendas são realizadas a vista, em dinheiro ou cartão de crédito, ou por financiamentos concedidos, descritos nas "Vendas de serviços financeiros".
(b) Vendas de serviços - financeiros
A Companhia presta serviços relacionados à intermediação das operações de venda de produtos financeiros e de seguros a consumidores finais a partir de suas lojas. A cobrança por estes serviços é feita aos parceiros de acordo com as vendas realizadas, registradas no resultado de serviços
prestados pela emissão das respectivas notas fiscais.
(c) Incentivo fiscal
A Companhia possui incentivos fiscais de ICMS conforme descrito na Nota 30. Os incentivos fiscais detidos vêm sendo reconhecido diretamente no resultado do exercício. Embora a Companhia não possua incentivos fiscais de ICMS julgados pelo Supremo Tribunal Federal (STF), a administração vem acompanhando, com seus assessores legais, a evolução dessa questão nos tribunais para determinar eventuais impactos em suas operações e consequentemente reflexos nas demonstrações financeiras.
(d) Receita financeira
A receita financeira é reconhecida conforme o prazo decorrido, usando o método da taxa efetiva de juros. Quando uma perda (impairment) é identificada em relação a um contas a receber, a
Companhia reduz o valor contábil para seu valor recuperável, que corresponde ao fluxo de caixa futuro estimado, descontado à taxa efetiva de juros original do instrumento. Subsequentemente, à medida que o tempo passa, os juros são incorporados às contas a receber, em contrapartida de receita financeira. Essa receita financeira é calculada pela mesma taxa efetiva de juros utilizada para apurar o valor recuperável, ou seja, a taxa original do contas a receber.
(e) Reconhecimento dos custos e despesas
As despesas por antecipação nas operações de cartão de crédito, que são cobradas pelas operadoras de cartão de crédito são registradas na rubrica "Despesas financeiras".
Os custos das mercadorias revendidas e serviços prestados, deduzidos das recomposições de custos recebidas dos fornecedores e ICMS substituição tributária recuperáveis. As despesas com fretes, relacionados ao transporte de mercadorias entre os centros de distribuições e as lojas físicas, são incorporados ao custo. As despesas com fretes relacionados à entrega de mercadorias ao consumidor são classificadas como despesas com vendas.
Os créditos decorrentes das operações de propaganda cooperada, bonificações e outras transações com fornecedores são registrados no resultado como redução de despesas ou do custo das
mercadorias vendidas, conforme natureza, de acordo com a competência mediante a existência de contratos e outros documentos que evidenciem a existência desse acordo.
Os ajustes a valor presente são inicialmente registrados contra custo e receita e, posteriormente, apropriados ao resultado financeiro.
2.25 Distribuição de dividendos e juros sobre capital próprio
A distribuição de dividendos e juros sobre capital próprio para os acionistas da Companhia é reconhecida como um passivo nas demonstrações financeiras ao final do exercício, com base no estatuto social da Companhia. Qualquer valor acima do mínimo obrigatório somente é provisionado na data em que são aprovados pelos acionistas, em Assembleia Geral.
O benefício fiscal dos juros sobre capital próprio, quando aplicável, é reconhecido na demonstração de resultado.
2.26 Combinação de negócios
O Grupo usa o método de aquisição para contabilizar as combinações de negócios. A contraprestação transferida para a aquisição de uma controlada é o valor justo dos ativos transferidos, passivos incorridos e instrumentos patrimoniais emitidos pelo Grupo. A
contraprestação transferida inclui o valor justo de ativos e passivos resultantes de um contrato de contraprestação contingente, quando aplicável. Custos relacionados com aquisição são
contabilizados no resultado do exercício conforme incorridos. Os ativos identificáveis adquiridos e os passivos e passivos contingentes assumidos em uma combinação de negócios são mensurados inicialmente pelos valores justos na data da aquisição. O Grupo reconhece a participação não
controladora na adquirida, tanto pelo seu valor justo como pela parcela proporcional da participação não controlada no valor justo de ativos líquidos da adquirida. A mensuração da participação não controladora é determinada em cada aquisição realizada.
3 Estimativas e julgamentos contábeis críticos
A preparação das demonstrações financeiras de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil requer que a administração do Grupo se baseie em estimativas para o registro de certas transações que afetam os ativos e passivos, receitas e despesas, bem como a divulgação de informações sobre dados de suas demonstrações financeiras. O Grupo adotou premissas derivadas de experiência histórica e outros fatores que entende como razoáveis e relevantes. Ainda que estas estimativas e premissas sejam revistas pelo Grupo no curso ordinário dos negócios, a demonstração da sua condição financeira e dos resultados das operações frequentemente requer o uso de julgamento quanto aos efeitos de questões inerentemente incertas sobre o valor contábil dos seus ativos e passivos.
Os resultados reais podem ser distintos dos estimados sob variáveis, premissas ou condições
diferentes. De modo a proporcionar um entendimento de como o Grupo forma seu julgamento sobre eventos futuros, inclusive as variáveis e premissas utilizadas nas estimativas, incluímos comentários referente a cada prática contábil crítica descrita a seguir:
(a) Provisão para perdas dos estoques - impairment
A provisão para perdas dos estoques é estimada com base no histórico de perdas na realização do estoque de assistência técnica e é considerado suficiente pela administração para cobrir as prováveis perdas quando da realização.
(b) Vida útil de ativos de longa duração
O Grupo reconhece a depreciação de seus ativos imobilizados com base na vida útil de acordo com as taxas estabelecidas pelo fisco. No julgamento efetuado pela administração, concluiu-se que tais vidas úteis e taxas anuais refletem adequadamente o consumo dos ativos durante suas vidas econômicas. As taxas anuais estão descritas na Nota 2.8.
(c) Provisão para riscos tributários, cíveis e trabalhistas
São constituídas mediante avaliações de seus riscos e quantificadas com base em posição jurídica sobre processos e outros fatos contingenciais conhecidos na data do encerramento do exercício. Tais provisões são reconhecidas quando existe uma obrigação legal ou constituída como resultante de eventos passados, sendo provável que uma saída de recursos seja requerida para liquidar a obrigação e o valor da provisão possa ser estimado de maneira confiável. Os fundamentos e as naturezas das provisões estão descritos na Nota 23, deduzidos dos depósitos judiciais.
(d) Imposto de renda, contribuição social e outros impostos
Existem incertezas com relação à interpretação de regulamentos tributários complexos e ao valor e época de resultados tributáveis futuros. Dado o amplo aspecto de relacionamentos dos negócios, bem como a natureza de longo prazo e a complexidade dos instrumentos contratuais existentes, diferenças entre os resultados reais e as premissas adotadas, ou futuras mudanças nessas premissas, poderiam exigir ajustes futuros na receita e despesa de impostos já registrada. O Grupo constitui provisões, com base em estimativas cabíveis, para possíveis consequências de fiscalizações por parte das autoridades fiscais brasileiras. O valor dessas provisões baseia-se em vários fatores, como
experiência de auditorias fiscais anteriores e interpretações divergentes dos regulamentos tributários pela entidade tributável e pela autoridade fiscal responsável. Essas diferenças de interpretação podem surgir numa ampla variedade de assuntos, dependendo das condições vigentes no respectivo domicílio da Companhia.
Imposto diferido ativo é reconhecido para todos os prejuízos fiscais não utilizados na extensão em que seja provável que haja lucro tributável disponível para permitir a utilização dos referidos
prejuízos. Julgamento significativo da administração é requerido para determinar o valor do imposto diferido ativo que pode ser reconhecido, com base no prazo provável e nível de lucros tributáveis futuros, juntamente com estratégias de planejamento fiscal futuras.
(e) Valor justo de instrumentos financeiros derivativos e não derivativos
O Grupo valoriza os instrumentos financeiros derivativos pelo seu valor justo, tendo como principais fontes de dados as bolsas de valores, bolsas de mercadorias e futuros, divulgações do Banco Central do Brasil e serviços de cotações, a exemplo da Bloomberg e Reuters. Deve-se ressaltar que a intensa volatilidade dos mercados de câmbio e de juros no Brasil causou, em certos períodos, mudanças significativas nas taxas futuras e nas taxas de juros em períodos muito curtos de tempo, gerando variações significativas no valor justo dos swaps e outros instrumentos financeiros. Os valores justos reconhecidos nas demonstrações financeiras podem não representar necessariamente o montante de caixa que o Grupo receberia ou pagaria no momento da liquidação das operações.
Os valores justos dos instrumentos financeiros não derivativos com cotação pública são baseados nos preços atuais de compra. Se o mercado de um ativo financeiro e de títulos não listados em bolsa de valores não estiver ativo, o Grupo estabelece o valor justo por meio de técnicas de avaliação. Essas técnicas incluem o uso de operações recentes contratadas com terceiros, referência a outros instrumentos que são substancialmente similares, a análise de fluxos de caixa descontados ou modelos de precificação de opções que fazem o maior uso possível de informações geradas pelo mercado e contam o mínimo possível com informações geradas pela Administração do Grupo.
(f) Formação de Joint Venture
Na formação da Companhia, conforme descrito na Nota 2.22 e na Nota 14, o Grupo reconheceu os ativos e passivos capitalizados do aporte efetuado pelos Controladores com base nos seus valores justos estimados em 8 de agosto de 2013.
A Administração da Companhia exerceu julgamentos significativos na identificação e mensuração de ativos intangíveis e de contingências, bem como na determinação das vidas úteis remanescentes dos ativos recebidos. O uso das premissas utilizadas para as mensurações e avaliações de risco pode resultar em valores estimados diferentes dos ativos e passivos aportados. A Companhia contrata empresas especializadas para apoiá-la nessas atividades.
Se os resultados futuros não forem consistentes com as estimativas e premissas usadas, o Grupo pode estar exposta a perdas que podem ser materiais.
(g) Teste de recuperabilidade dos ativos tangíveis e intangíveis (g.1) Ativos tangíveis e intangíveis com vida útil definida
Na data de cada demonstração financeira, o Grupo realiza uma análise para determinar se existe evidência de que o montante dos ativos tangíveis de longa duração e dos intangíveis com vida útil definida não será recuperável.
(g.2) Ativos intangíveis com vida útil indefinida
Existindo ou não qualquer indicativo de que o valor de um ativo com vida útil indefinida possa não ser recuperado, os saldos dos ativos intangíveis com vida útil indefinida, incluindo ágio, são testados para fins de mensuração da recuperabilidade, pelo menos anualmente.
O teste tem como base a projeção dos fluxos de caixa, suportado por premissas de crescimento de negócio, e o seu desconto a valor presente considerando a taxa WACC. Tendo em vista o potencial impacto nos fluxos de caixa utilizados para avaliar a realização dos ativos intangíveis com vida útil indefinida, a Companhia efetuou análise de sensibilidade de variações na taxa WACC e na taxa de crescimento na perpetuidade divulgadas na Nota 14.
4 Gestão de capital
Os objetivos da Companhia ao administrar seu capital são os de salvaguardar a capacidade de continuidade para oferecer retorno aos acionistas e benefícios às outras partes interessadas, além de manter uma estrutura de capital ideal para reduzir esse custo.
Para manter ou ajustar a estrutura de capital da Companhia, a administração pode, ou propõe, nos casos em que os acionistas têm de aprovar, rever a política de pagamento de dividendos, devolver capital aos acionistas ou, ainda, emitir novas ações ou vender ativos para reduzir, por exemplo, o nível de endividamento.
Condizente com outras companhias e analistas do setor, além do fato de os contas a receber de clientes na operação de varejo são instrumentos com alta liquidez pelo seu potencial de desconto antecipado e ou utilização de outros mecanismos de estruturação financeira, a Companhia monitora o capital com base no índice de alavancagem financeira e no índice alavancagem financeira ajustado, calculados com base em sua dívida líquida e na dívida líquida ajustada. Esses índices correspondem à dívida líquida expressa como percentual do capital total. A dívida líquida, por sua vez, corresponde ao total de empréstimos (incluindo empréstimos de curto e longo prazos, conforme demonstrado no balanço patrimonial combinado), subtraído do montante de caixa e equivalentes de caixa. A dívida líquida ajustada corresponde á dívida líquida subtraída do montante de contas a receber de clientes. O capital total é apurado através da soma do patrimônio líquido, conforme demonstrado no balanço patrimonial combinado, com a dívida líquida e a dívida líquida ajustada.
Em 2013, a estratégia da Companhia foi a de possuir excedente de liquidez sem buscar alavancagem financeira. Os índices de alavancagem financeira e alavancagem financeira ajustada, podem ser assim sumariados: Alavancagem financeira Alavancagem financeira ajustada
Empréstimos e financiamentos (Nota 19) 1.930.603 1.930.603
Duplicatas descontadas (Nota 8(b)) 141.725 141.725
Menos - caixa, equivalentes de caixa(Nota 6) (348.942) (348.942) Menos - títulos e valores mobiliários (Nota 7) (848.927) (848.927)
Menos - contas a receber (Nota 8(a)) (1.583.426)
Dívida líquida 874.459 (708.967)
Total do patrimônio líquido 1.287.728 1.287.728
Total do capital 2.162.187 578.761
Índice de alavancagem financeira - % 40,44% N/A
5 Instrumentos financeiros
5.1 Instrumentos financeiros por categoria
O Grupo entende que os instrumentos financeiros, que estão reconhecidos nas demonstrações financeiras consolidadas pelo seu valor contábil, com exceção das transações com partes relacionadas, são substancialmente similares aos que seriam obtidos se fossem negociados no mercado, e portanto os valores registrados se aproximam de seu valor justo. A seleção dos ativos e passivos apresentados nesta nota ocorreu em razão de sua relevância.
Não é prática do Grupo contratar instrumentos financeiros para fins especulativos. Os instrumentos financeiros do Grupo foram classificados conforme as seguintes categorias:
Empréstimos e recebíveis Valor justo por meio do resultado Total Ativos financeiros
Contas a receber de clientes (Nota 8) 1.583.426 1.583.426
Partes relacionadas (Nota 13) 128.255 128.255
Depósitos e bloqueios judiciais (Nota 12) 49.600 49.600
Aplicações financeiras (Nota 6) 260.181 260.181
Títulos e valores mobiliários (Nota 7) 848.927 848.927
Caixa e equivalentes de caixa (Nota 6) 88.761 88.761
1.850.042 1.109.108 2.959.150 Outros passivos financeiros Passivos financeiros Fornecedores (Nota 18) 1.607.117
Partes relacionadas (Nota 13) 606.142
Valores a repassar (Nota 22) 60.075
Empréstimos e financiamentos (Nota 19) 1.930.603
Duplicatas descontadas (Nota 8(b)) 141.725
4.345.662
ACompanhia e suas controladas participam em operações envolvendo instrumentos financeiros, incluindo títulos e valores mobiliários, contas a receber de clientes, contas a pagar a fornecedores e empréstimos e financiamentos, com o objetivo de administrar a disponibilidade financeira de suas operações e suprir as necessidades eventuais de caixa.
Os valores registrados no ativo e no passivo circulante têm liquidez imediata ou vencimento, em sua maioria, em prazos inferiores a doze meses. Considerando o prazo e as características desses
instrumentos, inclusive as taxas de remuneração contratadas, os valores contábeis se aproximam dos valores justos.
A administração dos riscos envolvidos nessas operações é efetuada através de mecanismos do mercado financeiro que minimizam a exposição dos ativos e passivos do Grupo e de suas controladas, protegendo seu patrimônio.
O Grupo não participou de operações envolvendo instrumentos financeiros com objetivos especulativos durante o período de 8 de agosto de 2013 à 31 de dezembro de 2013, limitando-se apenas à proteção cambial.
(a) Risco de crédito
A Companhia e suas controladas efetuam vendas diretamente aos clientes pessoas físicas por meio de cheques pré-datados, numa parcela pequena das vendas. Nessa parcela o risco é minimizado pela carteira de clientes altamente pulverizada.
Os adiantamentos a fornecedores são efetuados somente a empresas selecionadas. Não há risco de crédito com fornecedores, uma vez que são descontados apenas pagamentos próprios, de
mercadorias já entregues.
(b) Risco de liquidez
A previsão de fluxo de caixa é preparada pela Companhia, onde são monitoradas as previsões contínuas das exigências de liquidez para assegurar que o Grupo tenha caixa suficiente para atender às necessidades operacionais. Essa previsão leva em consideração os planos de financiamento da dívida e geração de caixa do Grupo.
O Grupo investe os excessos de caixa em contas correntes com incidência de juros, depósitos a prazo, depósitos de curto prazo e títulos e valores mobiliários, escolhendo instrumentos com vencimentos apropriados ou liquidez suficiente para fornecer margem suficiente conforme determinado pelas previsões acima mencionadas.
(c) Risco de estrutura de capital (ou risco financeiro)
Decorre da escolha entre capital próprio (aportes de capital e retenção de lucros) e capital de terceiros que o Grupo faz para financiar suas operações (estrutura de capital). Para mitigar os riscos de liquidez e a otimização do custo médio ponderado do capital, o Grupo monitora
permanentemente os níveis de endividamento de acordo com os padrões de mercado e o cumprimento de cláusulas contratuais.
(d) Risco cambial
O Grupo faz uso de operações de swap para trocar obrigações denominadas em dólares norte-americanos para o Real atrelado às taxas de juros do CDI (flutuante). O Grupo está exposto a flutuações nas taxas de câmbio, que podem acarretar aumento dos saldos passivos de empréstimos em moeda estrangeira, desta forma, utilizam-se de derivativos, tais como swaps, que visam mitigar o risco de exposição cambial, transformando o custo da dívida em moeda e taxa de juros locais.
5.2 Gestão do risco financeiro
Decorre da escolha entre capital próprio (aportes de capital e retenção de lucros) e capital de terceiros que o Grupo faz para financiar suas operações (estrutura de capital). Para mitigar os riscos de liquidez e a otimização do custo médio ponderado do capital, o Grupo monitora
permanentemente os níveis de endividamento de acordo com os padrões de mercado e o cumprimento de cláusulas contratuais.
5.3 Análise de sensibilidade para exposição de taxa de juros
O Grupo possui exposição a taxas de juros em suas aplicações financeiras vinculados ao CDI. Foram realizadas análises de sensibilidade em relação a possíveis variações nesta taxa de juros. A análise de sensibilidade não foi estendida para a TJLP por não existir oscilações expressivas neste índice, conforme observado em séries históricas.
Na data de encerramento das demonstrações financeiras combinadas, conforme determinado pelas práticas contábeis, a administração estimou um cenário provável de variação da taxa CDI. A taxa foi estressada em 25% e 50%, servindo de parâmetro para os cenários possível e remoto,
respectivamente. A tabela abaixo apresenta um resumo dos cenários estimados pela administração, levando-se em consideração, além da taxa e dos indicadores (CDI + spread bancário), a taxa média ponderada de juros incidentes sobre os contratos:
Percentual
. Cenário provável 8,06%
. Cenário possível 10,08%
. Cenário remoto 12,09%
Dessa forma as aplicações financeiras e os empréstimos e financiamentos do Grupo se comportariam da seguinte forma, conforme este cenário:
Operações 2013 Risco Provável Possível Remoto
Aplicações financeiras 260.181 CDI 281.152 286.407 291.637 Títulos e valores mobiliários 848.927 CDI 917.351 934.499 951.562 Empréstimos e financiamentos 1.930.603 CDI 2.086.210 2.339.322 2.164.013
5.4 Qualidade de crédito dos ativos financeiros
A qualidade do crédito dos ativos financeiros que não estão vencidos ou impaired é avaliada mediante referência às classificações externas de crédito ou às informações históricas sobre os índices de inadimplência de contrapartes.
Nenhum dos ativos financeiros totalmente adimplentes foi renegociado no último exercício. Nenhum dos empréstimos às partes relacionadas está vencido ou impaired.
6 Caixa, equivalentes de caixa
Caixa e Bancos 78.859
Numerário em trânsito 9.902
Aplicações financeiras 260.181
348.942
As aplicações financeiras referem-se na sua maioria a operações de renda fixa em moeda nacional, indexadas à variação dos Certificados de Depósitos Interfinanceiros (CDI) e Certificados de Depósitos Bancários (CDB), com liquidez imediata.
7 Títulos e valores mobiliários
Global Mercantil FDIC 153.476
Certificado de Depósitos Bancários e Debêntures de Renda Fixa 695.451
848.927
Circulante 557.702
Não circulante 291.225
Os títulos e valores mobiliários são representados por cotas de investimento no Global Mercantil Fundo de Investimento em Direitos Creditórios Multissetorial que iniciou suas atividades em 21 de dezembro de 2009 e foi constituído sob a forma de fundo exclusivo, com prazo de duração
indeterminado.
O objetivo do Fundo é proporcionar a seus Quotistas, observada a política de investimento, de composição e de diversificação da carteira definida neste Capítulo, valorização de suas Quotas por meio da aquisição pelo Fundo: (i) de Direitos de Crédito, detidos por fornecedores da Companhia, juntamente com todos os direitos, privilégios, preferências, prerrogativas e ações assegurados aos titulares de tais Direitos de Crédito, tudo nos termos de cada Contrato de Cessão; e (ii) de Ativos Financeiros.
8 Contas a receber
Administradoras de cartão de crédito/débito (a) 1.170.780
Duplicatas a receber (b) 26.410
Duplicatas a receber – Crediário próprio (b) 210.525
Crédito Direto ao Consumidor (c) 76.196
Acordos comerciais com fornecedores 64.618
Outras 72.943
1.621.472
Provisão para devedores duvidosos (e) (9.421)
Ajuste a valor presente (f) (28.625)
1.583.426
Circulante 1.561.073
Não circulante 22.353
(a) Administradoras de cartão de crédito/débito
As vendas com cartões de crédito podem ser parceladas em até 24 meses e a Companhia tem a prática de efetuar antecipações de cartões a receber e por esse motivo não há parcelas de longo prazo para esta natureza de recebimento.
Os montantes são apresentados por seus valores líquidos de recebimentos, sendo consideradas as despesas com taxas de administração de cartões de crédito cobrados por estas administradoras. O risco de crédito do Grupo é minimizado à medida que boa parte da carteira de recebíveis é intermediada pelas empresas administradoras de cartão de crédito. Dessa forma, o risco de inadimplência é transferido para as administradoras.
Nas operações com cartões de débito, os recebimentos ocorrem em até dois dias, a contar da data da venda.
(b) Duplicatas descontadas
As operações através de duplicatas englobam as vendas diretas a prazo para determinados clientes pessoas jurídicas, via boleto bancário e com prazo de 4 meses, e as operações de crediário próprio, via carnê, com prazo médio de 11 meses.
A Companhia tem como prática o desconto dessas duplicatas em instituições financeiras de primeira linha, com prazo médio de 5 meses. Essas operações estão registradas no passivo circulante e não circulante, cujo saldo em 31 de dezembro de 2013 está assim demonstrado:
Duplicatas descontadas
Circulante 135.437
Não circulante 6.288
141.725 (c) Crédito Direto ao Consumidor (CDC)
São contas a receber originadas de vendas financiadas diretamente aos consumidores (CDC próprio) ou através de terceiros (bancos, financeiras, etc.), principalmente pela Losango Promoções de Vendas Ltda. -"Losango" e pelo Banco Bradesco S.A., chamados de CDC de Terceiros. As operações de CDC Próprio são pactuadas com prazos médios de vencimentos de até 4 meses e vem sendo reduzido significativamente com a migração para o CDC de Terceiros. As operações com CDC de terceiros tem prazo médio de recebimento de até 2 dias.
(d) Composição das contas a receber por idade de vencimento
O valor e a natureza dos saldos a vencer e vencidos são apresentados como segue:
2013 A vencer
Até 30 dias 329.139
Entre 31 e 60 dias 220.441
Entre 61 e 90 dias 185.316
Entre 91 e 180 dias ou mais 843.603
1.578.499
Vencidos
Até 30 dias 16.081
Entre 31 e 60 dias 8.790
Entre 61 e 90 dias 2.598
Entre de 91 e 180 dias ou mais 15.504
42.973
1.621.472 (e) Provisão para devedores duvidosos
Em 31 de dezembro de 2013 substancialmente a maior parte dos recebíveis era oriunda das vendas através de Cartão de Créditos, Crediário Próprio com Desconto de Duplicatas e Crédito Direto a Consumidor, para os quais não é constituída provisão, pois os riscos de crédito são substancialmente assumidos pelos bancos financiadores e pelos agentes emissores de cartões (bancos ou
A provisão para créditos de liquidação duvidosa é constituída em montante considerado suficiente para cobrir as perdas na realização das contas a receber decorrentes de vendas a prazo para clientes de carteira própria e das demais contas a receber, considera as operações de vendas cujo os valores superam 180 dias de atraso do vencimento de pagamento.
(f) Ajuste a valor presente
O ajuste a valor presente é calculado no momento inicial para todas as contas a receber de clientes, exceto aquelas provenientes de acordos comerciais liquidadas em um curto espaço de tempo e cujo efeito não é material. Para seu cálculo é levado em consideração o prazo de realização do ativo utilizando-se uma taxa de desconto baseada na taxa média de encargos financeiros que o Grupo incorre quando de suas captações. Esta taxa é considerada, pela administração, ao realizar avaliações de mercado quanto ao valor do dinheiro no tempo e os riscos específicos para estes ativos.
9 Estoques
Mercadoria para revenda 1.290.399
Em assistência técnica 33.428
Outros 17.799
1.341.626
Provisão para perdas (18.486)
1.323.140
Os estoques referente às mercadorias para revenda, são compostas principalmente por
eletrodomésticos, eletroeletrônicos, móveis e utensílios domésticos, distribuídos nos seus 1.060 e estabelecimentos comerciais lojas e 36 centros de distribuição.
O valor de dos estoques de mercadorias para revenda estão adicionadas do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), pago antecipadamente no momento de sua compra, na condição de sujeito passivo por substituição tributária. O ICMS Substituição Tributária é calculado aplicando-se a Margem de Valor Agregado (MVA) conforme a legislação fiscal dos respectivos estados da federação. Esse imposto será realizado no momento da revenda destes estoques, sendo registrada a contrapartida na conta de Custo das Mercadorias Vendidas (CMV).
A provisão para perda nos estoques é estimada com base no histórico de perdas apuradas nos inventários físicos de lojas e centros de distribuição. A provisão para realização dos estoques (obsolescência) é constituída com base na análise dos preços de venda praticados, líquidos dos efeitos de tributos e de despesas fixas incorridas nos esforços de vendas, frente ao custo de aquisição das mercadorias.
10 Tributos a recuperar
Imposto de renda e contribuição social 37.847
Imposto de renda retido na fonte 9.891
Programa de integração social – PIS e Contribuição para o
financiamento da seguridade social - COFINS 29.939 Imposto sobre circulação de mercadorias e serviços 35.901
Outros 7.298
120.876
11 Outros ativos
Adiantamentos a fornecedores diversos 54.087
Adiantamento a funcionários 6.867
Outros 31.452
Total de contas a receber 92.406
Circulante 92.044
Não circulante 362
12 Depósitos e bloqueios judiciais
Bloqueio judicial (a) 38.555
Depósito judicial (b) 11.045
49.600
A Companhia é parte em demandas judiciais cíveis, trabalhistas e tributárias, para as quais (a) é necessária a realização de depósitos em contas específicas da justiça para garantir a continuidade da discussão e defesa dessas demandas, ou (b) há valores determinados judicialmente bloqueios de valores disponíveis em contas bancárias da Companhia. Esses depósitos e bloqueios são analisados em conjunto com as referidas demandas e, com base na posição jurídica, é avaliada a necessidade de constituição de provisão para contingências.