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1 daGuarda
Polytechnic of GuardaRELATÓRIO DE ESTÁGIO
Licenciatura em Desporto
Gonçalo Pires Arêde
Instituto Politécnico da Guarda
Escola Superior de Educação, Comunicação e Desporto
Relatório de Estágio
Licenciatura em Desporto – Menor Treino Desportivo
Gonçalo Pires Arêde
Guarda, julho 2018
Instituto Politécnico da Guarda
Escola Superior de Educação, Comunicação e Desporto
Relatório de Estágio
Ginásio Clube de Alcobaça
Tutor de Estágio: Mestre Filipe Faria
Coordenadora de Estágio: Professora Doutora Teresa Fonseca
Gonçalo Pires Arêde Guarda, julho de 2018
Relatório de Estágio apresentado no âmbito da Unidade Curricular de Estágio do curso de Desporto, nos termos do Regulamento de Estágio aprovado a 20 de outubro de 2010.
Ficha de Identificação
Instituição de Formação: Instituto Politécnico da Guarda
Escola de Formação: Escola Superior de Comunicação e Desporto (ESECD) Diretor da ESECD: Prof. Doutor Pedro Arrifano Tadeu
Diretor de Curso: Prof. Doutor Pedro Esteves
Docente Orientador: Prof. Doutora Teresa de Jesus Fonseca
Instituição Acolhedora: Ginásio Clube de Alcobaça Endereço: Rua de Olivença 2460-035 Alcobaça, Leiria Telefone: 262 588 395
Correio eletrónico: https://ginasioclubealcobaca.weebly
Tutor de Estágio: Mestre Filipe Faria Cédula Número: 1371 – Nível 2
Habilitações Académicas: Mestre em Ensino da Educação Física nos Ensinos Básico e Secundário;
Mestre em Desporto, com especialização em Treino Desportivo
Discente: Gonçalo Pires Arêde Número de Aluno: 5008493
Data de Inicio: 11 de outubro de 2017 Data de Fim: 16 de junho de 2018 Horas de Estágio: 578 horas
Resumo
Este trabalho consiste na elaboração do Relatório Final de Estágio Curricular, realizado como parte integrante e conclusiva da Licenciatura em Desporto pela Escola Superior de Educação, Comunicação e Desporto do Instituto Politécnico da Guarda.
O estágio desenvolveu-se durante cerca de quinhentas e setenta e oito horas no Ginásio Clube de Alcobaça, na modalidade de futebol, no escalão de Benjamins B onde exerci funções de treinador adjunto e também nos Séniores que militaram da Divisão de Honra da AFL, a divisão mais elevada do distrito de Leiria. As minhas funções foram mais de analista, durante a época desportiva de 2017/2018, tendo como principais objetivos favorecer a integração e a consolidação do que já teria sido adquirido teoricamente, durante os três anos de Licenciatura.
O Estágio assentou em três fases distintas de desenvolvimento, a fase de integração e planeamento, a fase de intervenção e a fase de conclusão e avaliação.
O Ginásio Clube de Alcobaça abriu-me as portas a um vasto leque de experências, que enquanto futuro profissional na área de Desporto permitiu consolidar e adquirir mais conhecimentos da modalidade de futebol durante o Estágio Curricular. Experiências tais, que foram desde os treinos, à competição, à planificação de treinos, participação em torneios, à formação, entre muitas outras.
Os objetivos inicialmente estabelecidos foram cumpridos, na sua maioria, destacando-se o sucesso obtido na aplicação da teoria à prática.
Foi através destas experiências e vivências que me enriqueci pessoalmente para que no futuro possa ser um profissional nesta área, mais preparado para superar as dificuldades e as adversidades que possam surgir durante a minha carreira profissional.
Índice
Ficha de Identificação………II Resumo………..………III Índice……….IV Índice de tabelas………....…VI Índice de figuras……….………..……VII Lista de siglas………...………...…VIII 1. Introdução ... 12. Caracterização e Análise da Entidade Acolhedora ... 2
2.1 Caracterização do Local de Estágio, Alcobaça ... 3
2.2 Caracterização do Clube ... 4
2.3 Caracterizção dos Recursos ... 5
2.3.1 Recursos Humanos ... 5
2.3.2 Recursos Físicos ... 6
2.3.3 Recursos Materiais ... 7
2.4 Caracterização da População Alvo ... 9
3. Objetivos e Planeamento do Estágio ... 11
3.1 Definição das Áreas de Intervenção ... 12
3.2 Objetivos de Estágio ... 12
3.3 Horário de Estágio ... 13
3.4 Planeamento Anual ... 14
4. Atividades Desenvolvidas ... 18
4.1 Planeamento e Periodização ... 19
4.2 Fases do Processo de Estágio ... 22
4.2.1 Atividades Desenvolvidas na Fase de Integração e Observação ... 22
4.2.2 Atividades Desenvolvidas na Fase de Intervenção ... 23
4.2.3 Atividades Desenvolvidas na Fase de Conclusão e Avaliação ... 24
4.3 Observações de desempenho ... 25
4.4 Avaliação e Controlo ... 26
4.5 Relatórios/ Avaliação do Processo de Intervenção ... 28
4.6 Atividades Complementares de Divulgação e Promoção ... 31
5. Reflexão Final ... 34
6. Referências Bibliográficas ... 36
7. Anexos ... 37
Anexo I - Convenção de Estágio………...…….………...……..…38
Anexo II - Ficha de Observação nº 2……….………41
Anexo III - Planificação do mesociclo (Benjamins) ………...……..……43
Anexo IV - Planeamento Semanal (Benjamins)………...……….44
Anexo V - Unidade de treino (Benjamins)………..……..45
Anexo VI - Análise Qualitativa (Séniores)……… ……….……..46
Anexo VII - Análise Quantitativa (Séniores)……….. ………..51
Anexo VIII - Comprovativo, Seminário Internacional………..53
Índice de Tabelas
Tabela 1 – Material ……...………...………...………18
Tabela 2 – Plantel dos Benjamins “B” ………..………...…...……19
Tabela 3 – Plantel da Equipa Principal……….………...………20
Tabela 4 – Horário de Estágio……….…….…………...……….23
Tabela 5 – Calendarização Anual Equipa Sénior………….………...……….…25
Tabela 6 – Calendarização Anual Benjamins “B”………...………….…...……26
Tabela 7 – Resultados Desportivos dos Séniores………..……...…………...……...39
Índice de Figuras
Figura 1 – Brasão da Cidade de Alcobaça………...……….…….13
Figura 2 – Organograma do Ginásio Clubde de Alcobaça………...…………..15
Figura 3 – Campo Sintético, futebol 11………...………..……16
Figura 4 – Campo Sintético, futebol 5………...………..…..16
Figura 5 – Balneáreo 1………..………..………….17
Figura 6 – Balneáreos………...…………..………..17
Figura 7 – Ginásio………..…..…………17
Figura 8 – Posto Médico……….……....…………..…17
Figura 9 – Bar……….……..………..……..17
Figura 10 – Secretaria………...…..………..17
Lista de Siglas
AFL – Associação de Futebol de Leiria GCA – Ginásio Clube de Alcobaça
GRAP – Grupo Recreativo Amigos da Paz GDP – Grupo Desportivo Pelariga
GDP – Grupo Desportivo Peso GDA – Grupo Desportivo Alvaiázere GDA – Grupo Desportivo Atouguiense
ACRM – Associação Cultural e Recreativa da Maçeirinha EASM – Escola Academia Sporting da Marinha
EFSUA – Escola de Futebol Sport União Alfeizerense IMC – Índice de Massa Corporal
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1. Introdução
O presente documento integra o processo de avaliação do estágio curricular do 3º ano da licenciatura em Desporto no Instituto Politécnico da Guarda. Este estágio foi realizado no menor de treino desportivo na modalidade de Futebol no clube de Alcobaça, intitulado de Ginásio Clube de Alcobaça.
A escolha do estágio surgiu devido ao gosto que tenho pela modalidade, à vontade que tenho de explorar qual a melhor forma de treinar e influenciar o grupo com o objetivo de melhorar resultados e também pela vontade de participar no desenvolvimento a longo prazo de jovens atletas nesta mesma modalidade.
No que diz respeito ao clube, a escolha deste deveu-se ao facto de ser a única equipa de futebol da cidade onde resido, da qual também fiz parte da minha formação enquanto atleta. O estágio curricular foi realizado acompanhando a equipa de Benjamins “B” e para complementar a carga horária acompanhei em segundo plano a equipa principal do GCA ao longo de toda a época desportiva. Nos Benjamins “B” exerci funções de treinador adjunto, colaborei em todo o tipo de intervenções no treino, discutindo ideias, dando sugestões, gestão de materiais necessários ao treino e jogos, na elaboração do mapa de presenças, na realização da planificação das atividades e no registo de observação dos atletas. Nos Séniores colaborava nos treinos e durante os jogos realizava a observação e análise do mesmo.
O estágio iniciou-se a 11 de outubro de 2017 e terminou a 16 de junho de 2018 tendo durado cerca de quinhentas e setenta e oito horas.
No plano de estágio, foram referidas as fases, os objetivos e as atividades a realizar no decorrer do processo de estágio no Ginásio Clube de Alcobaça.
Este relatório obedece à seguinte estrutura: introdução, caraterização da entidade acolhedora, objetivos e planeamento do estágio, atividades desenvolvidas, reflexão final, referências bibliográficas e anexos.
Em síntese, este relatório é a produção escrita de todas as atividades que vivenciei e desenvolvi no decorrer do meu estágio.
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2. Caracterização e Análise da Entidade Acolhedora
2.1 Caracterização do Local de Estágio, Alcobaça
De acordo com a informação disponibilizda na página oficial de Alcobaça (s/d), a cidade de Alcobaça fica situada na junção dos rios Alcoa e Baça, na zona litoral centro de Portugal. Pertencente ao distrito de Leiria, o concelho de Alcobaça conta com 18 freguesias, sendo o segundo concelho mais industrializado do distrito e um dos mais populosos.
Em Alcobaça, está situado o célebre mosteiro cisterciense de Santa Maria fundado em 1148 por D. Afonso Henriques.
Em 1210, D. Sancho I concedeu carta de foral a Alcobaça, tendo o povoamento começado a crescer em redor do Mosteiro em início do Séc. XIII.
As atividades económicas da cidade destacam-se no sector terciário, com predomínio dos serviços relacionados com a atividade económica em detrimento dos de natureza social. Concilia também com indústrias alimentares, têxteis e de cerâmica. O Turismo, também é uma atividade económica importante da cidade, tendo alguns estabelecimentos hoteleiros, assim como uma grande variedade de estabelecimentos comerciais.
A cidade tem também atrações como o artesanato e a gastronomia. No artesanato podemos encontrar:
-Cutelaria; -Tapeçarias;
-Trabalhos em cerâmica; -Trabalhos em verga.
E na gastronomia podemos encontrar: -Frango na Púcara;
-Doçaria;
-Delícias de Frei João;
4 2.2 Caracterização do Clube
A entidade acolhedora para a realização da Unidade Curricular de Estágio foi, o Ginásio Clube de Alcobaça.
O Ginásio Clube de Alcobaça como a própria denominação indica, está sedeado na cidade de Alcobaça no distrito de Leiria, e foi fundado a 1 de junho do ano de 1946. As suas cores principais são o azul e o branco.
Constam no seu palmarés 7 títulos de Campeão Distrital da 1ª Divisão da Associação de Futebol de Leiria, 3 títulos de Campeão de Distrital da Divisão de Honra da Associação de Futebol de Leiria e finalmente 1 título de vencedor da Taça do Distrito de Leiria, além de vários títulos regionais conquistados pelas camadas jovens do clube. Contam ainda com 14 participações na 2ª Divisão Nacional ou agora denominada de 2ª Divisão B e 34 participações no Campeonato Nacional da 3ª Divisão. Todavia, o ponto alto da história do Ginásio Clube de Alcobaça é a subida à 1ª divisão do futebol português na temporada de 1982/83, após ter vencido a Zona Centro do Campeonato Nacional da 2ª Divisão.
No ano de 2017/2018 a equipa principal do GCA disputou a Divisão de Honra, que é a competição mais alta do distrito de Leiria, ou seja, a equipa que ganha este campeonato sobe automaticamente ao Campeonato de Portugal (3ª Divisão). Abaixo existe ainda a Divisão Distrital, que está dividade em 3 séries, do qual são apuradas as três melhores equipas para se disputarem numa série entre si e decidir quem sobe à Divisão de Honra.
No ano de 2017/ 2018 o Ginásio Clube de Alcobaça contou com 247 atletas masculinos inscritos, 4ª clube com mais inscritos atrás de GRAP, Marrazes e Caldas, e ainda 35 inscritas femeninas.
Atletas por escalão: Masculinos
Séniores – 23, Juniores A – 17, Juvenis – 47, Iniciados – 59, Infantis – 41, Benjamins – 39, Traquinas – 36, Petizes – 8.
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2.3 Caracterizção dos Recursos
Todas as instituições possuem na sua estrutura um conjunto de recursos, indispensáveis e cruciais ao seu funcionamento, nomeadamente: humanos, fisicos e materiais.
2.3.1 Recursos Humanos
No Ginásio Clube de Alcobaça existe um conjunto de recursos humanos indespensáveis para o bom funionamento do clube que passo a apresentar na Figura 2.
Figura 2: Organograma GCA (Fonte: GCA).
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2.3.2 Recursos Físicos
O Ginásio Clube de Alcobaça tem ao seu dispor o Estádio Municipal de Alcobaça, que conta com um campo sintético com as dimensões de futebol 11, um campo sintético de futebol 5 e a pista de tartan.
Conta também com três espaços reduzidos de apoio (sintético ao lado do campo de futebol 5 e os dois espaços atrás das balizas de 11 utilizados para trabalho específico e parte inicial do treino – aquecimento).
Ainda três balneários com chuveiros (dois para jogadores e um mais pequeno para os treinadores, mas que em dias de jogo funciona para os árbitros), três anexos que servem de vestiário como apoio aos dois balneários, uma sala de reuniões, uma sala de material para a formação, uma sala de material e rouparia para os Séniores, uma lavandaria, um posto médico, um ginásio com equipamentos recentemente renovados, a secretaria para atendimento geral, um bar que foi recentemente alvo de obras de ampliação e um bar complementar na bancada central oposta, uma cabine de som que serve de local para as gravações dos jogos e ainda as duas casas de banho públicas.
Adiante, nas Figuras 3 a 10, é possível visualizer algumas das instalações do Ginásio Clube de Alcobaça.
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Figura 5 - Balneáreo 1. Figura 6 – Balneáreos.
Figura 7 – Ginásio. Figura 8 - Posto Médico
Figura 9 – Bar. Figura 10 – Secretaria.
2.3.3 Recursos Materiais
No clube existem duas salas para o material, sendo que uma funciona exclusivamente com os materiais da equipa Sénior e a outra está devidamente organizada com os materiais para todas as outras equipas do clube. Em baixo seguirá uma tabela com os materiais do clube. O GCA tem também ao seu dispor para as deslocações 2 autocarros de 27 lugares e 5 carrinhas de 9 lugares.
Tabela 1 – Material do GCA.
Equipa Material Quantidade
Coletes 10 Petizes Bolas 6 Águas 10 Coletes (2 cores) 18 Traquinas Bolas 18 Águas 18 Coletes (3 cores) 21 Benjamins Bolas 16 Águas 12
Infantis Coletes (3 cores) 21
Bolas 20 Águas 12 Coletes (2 cores) 30 Iniciados Bolas 22 Águas 12 Coletes (2 cores) 30 Juvenis Bolas 22 Águas 12 Coletes (2 cores) 30 Juniores Bolas 22 Águas 12 Coletes (3 Cores) 33 Bolas 24 Águas 24 Escadas 3 Cones 16
Séniores Sinalizadores (4 cores) 40
Varas 8
Barreiras de treino 9 Barreira de jogadores 1 Manequim de futebol insuflável 1
Mini obstáculos 9
Todas Sinalizadores (4 cores) 100
Todas Cones (2 cores) 30
Todas Arcos 20
Todas Varas 10
Todas Barreiras de treino 4
Todas Escadas 4
Todas Balizas Futebol 11 2
Todas Balizas Futebol 7 6
Todas Balizas Futebol 5 2
Todas Balizas Futebol 3 4
Todas Carrinha (9 lugares) 5
2.4 Caracterização da População Alvo
A equipa de Benjamins (sub-10), do Ginásio Clube de Alcobaça contava com 20 atletas, podendo isto ser verificado na tabela 2. Para os treinos tínhamos à disposição metade do campo de futebol 11, sendo que a outra metade era ocupada pela outra equipa de Benjamins “A”. Num contexto interno é um grupo bastante homogéneo, contendo atletas com algum potencial e outros que demonstram ainda dificuldades quer a nível da coordenação quer a nível de disponibilidade para o jogo, mas de uma forma geral é um grupo bastante unido e solidário que detém no coletivo o seu grande ponto forte.
Tabela 2 – Plantel (Benjamins A). Jogador Idade Massa Corporal
(kg) Altura (m) A.S. 10 39 1,36 Ad. P 10 33 1,34 At. P. 10 43 1,47 A.C. 10 34 1,35 A.S. 10 31 1,33 C.I 10 39 1,40 G. F. 10 33 1,33 H. L. 10 33 1,33 l. M. 10 39 1,44 M. l. 10 35 1,33 M. M. 10 35 1,37 R.S. 10 38 1,42 S.V. 10 36 1,36 S.P. 10 37 1,34 S.F. 10 40 1,38 S.R. 10 39 1,42 T.A. 10 35 1,36 T.M. 10 33 1,35 T.P. 10 36 1,36 T.R. 10 32 1,32
A equipa de Séniores (equipa principal), contava com 23 atletas, podendo isto ser verificado na tabela 3. Para os treinos a equipa tinha à sua disposição todo o campo de futebol 11. Num contexto interno é um grupo cheio de potencial, e quando se fala dos atletas em si, existem três palavras que os descrevem muito bem, são elas, qualidade, compromisso e carácter, não esquecendo a união, a entreajuda, a entrega e a disponibilidade que demonstraram ao longo da época desportiva de 2017/2018, tudo isto fez com que coletivamente o grupo fosse bastante unido,
Tabela 3 – Plantel (Equipa Principal). Jogador Idade Massa Corporal
(kg) Altura (cm) A. T. 27 67 172 A. L. 20 72 171 Â. M. 24 80 188 B. D. 27 77 176 C. M. 22 60 178 D. O. 21 80 176 D. M. 21 72 180 D. Q. 21 60 169 E. V. 28 73 177 M. P. 34 71 177 J. S. 20 68 174 J. C. 23 83 176 J. F. 21 80 193 L. G. 32 72 167 P. D. 19 71 177 R. D. 22 74 180 R. L. 22 76 185 A. T. 22 81 185 A. L. 29 68 168 Â. M. 25 83 179 B. D. 19 65 163 C. M. 28 74 177 D. O. 26 72 175
3.1 Definição das Áreas de Intervenção
O estágio foi realizado na área de treino desportivo na modalidade de futebol, com o escalão de Benjamins “B” e com a equipa Sénior no escalão principal. Esta é uma área pela qual tenho bastante interesse, não só pela modalidade em si, mas também devido ao facto de poder trabalhar com crianças que sempre me despertou um grande interesse.
3.2 Objetivos de Estágio
Estes objetivos foram estabelecidos com a intenção do estágio seguir um fio condutor no seu desenrolar, segundo o GFUC da unidade curricular, assim sendo passo a apresentar os objetivos gerais e específicos.
Objetivos Gerais:
a) Aprofundar competências que habilitem uma intervenção profissional qualificada;
b) Aplicar os conhecimentos teóricos aprendidos nas unidades curriculares da licenciatura em contexto prático de intervenção;
c) Cumprir todos os meus deveres como estagiário, segundo a boa ética profissional;
d) Aprimorar hábitos e atitudes profissionais.
Objetivos Específicos:
a) Contribuir para o desenvolvimento das capacidades físicas, técnico-táticas e psicológicas dos jovens atletas, de acordo com as suas capacidades e necessidades;
b) Caracterizar a realidade: identificar os aspetos mais marcantes e significativos da Instituição/ Entidade de Estágio e o seu plano de atividades;
c) Realizar observações da performance em treino e jogo com correspondente tratamento de resultados obtidos;
d) Acompanhar e intervir nas atividades de organização;
e) Promover o gosto e o hábito pela prática desportiva nos jovens atletas.
3.3 Horário de Estágio
Comecei o meu estágio no Ginásio Clube de Alcobaça, no dia 11 de outubro de 2017 e finalizei no dia 16 de junho de 2018, totalizando aproximadamente 9 meses.
Na tabela 4 encontra-se identificado o meu horário semanal de estágio.
Tabela 4 – Horário de estágio.
Dias da Semana Horário Escalão
Terça-feira 18:00h/22:30h Benjamins B/Séniores
Quarta-feira 20:00h/22:00h Séniores
Quinta-feira 18:00h/20:00h Benjamins B
Sexta-feira 20:00h/22:30h Séniores
Sábado 08:00/12:00h Benjamins B
3.4 Planeamento Anual
O planeamento anual de atividades a desenvolver durante o Estágio, foi estipulado logo no início do mesmo.
A calendarização anual de ambas as equipas que acompanhei ao longo do meu estágio, encontra-se identificada na tabela 5. A calendarização inicial é a dos dos séniores, que militaram na Divisão de Honra da AFL, disputando ainda 3 jogos para a Taça de Leiria, caindo apenas nos quartos de final.
Depois, na tabela 6 vou apresenta-se a calendarização anual dos Benjamins “B”.
Nesse escalão ainda não existe aquilo a que chamamos de campeonato, por isso a AFL organizou 4 torneios distritais. Cada torneio continha 7 séries e cada série era constitída com pelo menos 4 equipas ou um máximo de cinco. Cada equipa teria de disputar todas as outras da série uma vez, sendo que no final a equipa com mais pontos vencia o torneio da sua série. A AFL organizou ainda um torneio com o nome de 1º grande encontro para todas as equipas incritas na associação. Foram selecionadas 10 equipas para receberem 3 visitantes cada, e no total realizarem 3 jogos de 30 minutos.
A equipa de Benjamins B disputou ainda mais 3 Torneios para o qual foi convidada, torneios estes que não foram realizados pela AFL.
Tabela 5 – Calendarização Anual (Equipa Sénior)
Jornada Data Hora Visitado Visitante
1ª 17/09/2017 16:00 Vieirense GCA
2ª 24/09/2017 16:00 GCA GD Pelariga
3ª 30/09/2017 16:00 Guiense GCA
4ª 08/10/2017 15:00 GCA Leiria e Marrazes
5ª 15/10/2017 15:00 GRAP GCA
6ª 22/10/2017 15:00 GCA GD Alvaiázere
7ª 29/10/2017 15:00 Beneditense GCA
8ª 05/11/2017 15:00 GCA Os Vidreiros
9ª 12/11/2017 15:00 Ansião GCA
Taça 19/11/2017 15:00 Mirense GCA
10ª 26/11/2017 15:00 GCA Moita do Boi
11ª 03/12/2017 15:00 Peniche GCA
12ª 17/12/2017 15:00 GCA ACR Maceirinha
13ª 07/01/2018 15:00 Figueiró Vinhos GCA
14ª 14/01/2018 15:00 GCA Sp. Pombal
15ª 21/01/2018 15:00 Portomosense GCA
16ª 04/02/2018 15:00 GCA Vieirense
Taça 11/02/2018 15:00 GCA Leiria e Marrazes
17ª 18/02/2018 15:00 GD Pelariga GCA
18ª 25/02/2018 15:00 GCA Guiense
19ª 04/03/2018 15:00 Leiria e Marrazes GCA
20ª 11/03/2018 15:00 GCA GRAP
21ª 18/03/2018 15:00 GD Alvaiázere GCA
22ª 25/03/2018 16:00 GCA Beneditense
Taça 30/03/2018 16:00 Ansião GCA
23ª 08/04/2018 16:00 Os Vidreiros GCA
24ª 15/04/2018 16:00 GCA Ansião
25ª 22/04/2018 16:00 Moita do Boi GCA
26ª 29/04/2018 16:00 GCA Peniche
27º 06/05/2018 17:00 ACR Maceirinha GCA
28 13/05/2018 17:00 GCA Figueiró Vinhos
29º 19/05/2018 18:00 Sp. Pombal GCA
Tabela 6 – Calendarização Anual (Benjamins “B”).
Jornada Data Visitado Visitante
1º Tor
ne
io
Dist
rita
l 1ª 2ª 28/10/2017 04/11/2017 GC Alcobaça GD Peso GC Alcobaça Alfeizerense
3ª 11/11/2017 GC Alcobaça Caldas SC “B” 4ª 18/11/2017 GC Alcobaça Escola Académica
Caldas 5ª 25/11/2017 Beneditense GC Alcobaça 2º Tor ne io Dist rita l
1ª 02/12/2017 Marinhense “A” GC Alcobaça 2ª 09/12/2017 GC Alcobaça União Serra
3ª 13/01/2018 Vieirense GC Alcobaça
4ª 20/01/2018 GC Alcobaça Maçeirinha “A”
3º Tor ne io Dist rita l 1ª 17/02/2018 Marinhense “B” GC Alcobaça 2ª 24/02/2018 GC Alcobaça Escola Académica
Caldas 3ª 03/03/2018 Caldas SC “B” GC Alcobaça 4ª 10/03/2018 GC Alcobaça Peniche Gr ande Enc ontro 1º 24/03/2018 GC Alcobaça GD Atouguiense 2º 24/03/2018 GD Peniche GC Alcobaça 3º 24/03/2018 AE Óbidos GC Alcobaça Tor ne io F úria
1º 31/03/2018 GC Alcobaça Leiria e Marrazes 2º 31/03/2018 Escola Académica GC Alcobaça
3º 31/03/2018 GC Alcobaça EAS Marinha
4º Tor
ne
io
Dist
rita
l 1ª 2ª 14/04/2018 05/05/2018 GC Alcobaça União Serra GC Alcobaça Nazarenos
3ª 12/05/2018 Beneditense GC Alcobaça
4ª 19/05/2018 GC Alcobaça Leiria e Marrazes
5ª 26/05/2018 GC Alcobaça EAS Marinha
Tor ne io AFS UA 1º 09/06/2018 Nazarenos GC Alcobaça 2º 09/06/2018 GC Alcobaça Alfeizerense 3º 09/06/2018 Batalha GC Alcobaça Tor ne io He nrique Féli x
1º 16/06/2018 GC Alcobaça Escola Académica Caldas 2º 16/06/2018 GC Alcobaça Núcleo Rio Maior
“B” 3º 16/06/2018 Núcleo Rio Maior
3.5 Fases de Estágio
O meu estágio assentou sobretudo na área do futebol, contudo foi dividido em três fases distintas:
1ª Fase: Fase de integração e observação – Consistindo na minha inclusão, na análise do
treino e do jogo e tentar perceber quais as dificuldades da equipa para à posteriori poder apresentar soluções que visassem a resolução desses mesmos problemas se eles persistissem.
2ª Fase: Fase de intervenção – Esta fase foi caracterizada por um ganho de competências na
área do treino; Apresentação de propostas/planos de treino; Ajuda na organização do treino.
3ª Fase: Fase de conclusão e avaliação – Baseou-se numa avaliação dos conhecimentos
4.1 Planeamento e Periodização
Planificar é a ação de preparar um plano de atividades com o intuito de realizar um conjunto de tarefas, é definir os conteúdos e as estratégias mais eficazes para atingir os objetivos propostos. Pode-se definir o planeamento como o processo através do qual se pretende organizar o futuro, estabelecendo objetivos e implementando as estrategas necessárias para os alcançar, tendo em conta o ambiente externo e interno da organização (Pires, 2005).
Assim, em conjunto com o treinador, foram definidos objetivos formativos e competitivos, no início da época desportiva, para que esta se desenvolvesse de uma forma organizada e estruturada.
Objetivos formativos:
1. Formar jogadores de futebol num processo de formação sócio / cultural e
desportiva, enaltecendo o espírito de superação, a autonomia, a solidariedade e a disciplina;
2. Melhorar as qualidades técnicas individuais dos atletas;
3. Dominar as competências técnico-táticas do modelo de jogo adotado para o futebol
de sete;
Objetivos competitivos:
1. Ganhar pelo menos 1 dos três torneios que se irão disputar;
2. Ganhar um dos 4 torneios distritais;
3. Obter mais vitórias do que empates ou derrotas;
Em conjunto com o treinador principal, foi efetuado um plano de forma a programar todo o trabalho a desenvolver ao longo da época, para que este decorresse da melhor forma. De modo a ter um planeamento coerente e corretamente delineado, as estratégias e tarefas assentaram sobretudo na:
Realização de um Plano Anual
O Planeamento Anual visa orientar as tarefas a realizar durante a época com base nos seguintes aspetos:
o Objetivos gerais e específicos;
o Calendarização dos mesociclos, microciclos, unidades de treino, jogos amigáveis e jogos oficiais;
o A periodização anual de acordo com a calendarização competitiva; o Ações de controlo e avaliação;
• Elaboração dos Mesociclos; (Anexo III)
A construção de Mesociclos teve em atenção os seguintes aspetos: o Número e duração do mesociclo;
o A data do inicio e final mesociclo; o Os conteúdos técnico-táticos; o Os conteúdos físicos;
o Os conteúdos psicológicos a abordar; • Elaboração dos Microciclos; (Anexo IV)
Os treinos (microciclo) eram planificados todas asterças feiras no ínicio de cada treino. A Construção de Microciclos teve como referência os seguintes aspetos:
o Objetivos gerais a atingir;
o Data do início e final do microciclo;
o O volume e intensidade das unidades de treino; o O número de unidades de treino por microciclo;
o Dias de Folga;
o Relatórios de controlo e avaliação.
Nas reuniões com o treinador à terça feira, debatiam-se os aspetos menos conseguidos pela equipa e os treinos seguintes incidiam mais sobre essa falha com o objetivo de melhorar esse aspeto. Construção dos planos de treino (Anexo V).
• A Construção dos Planos de Treino teve em conta os seguintes pontos: o Objetivos principais e complementares;
o N. º da unidade de treino; o Data, hora e local de treino;
o Identificação do mesociclo e microciclo; o Material necessário para a unidade de treino;
o Conteúdos, instruções e grafismos referentes aos exercícios;
A periodização é entendida como um aspeto particular da programação, isto está relacionado com o desenvolvimento das capacidades técnico-tático individuais e coletivas, das adaptações de cada jogador e da própria equipa a nível técnico-tático, físico e psicológico. A periodização do treino tem como grande objetivo sequencializar e temporalizar as atividades, daí ser um passo dentro do processo do planeamento. As razões para se proceder à periodização devem-se ao facto de se saber hoje que nenhum jogador, ou equipa pode manter permanentemente um nível elevado de rendimento desportivo, havendo a necessidade de se construir, manter e reduzir a sua capacidade de treino (Raposo, 2012).
4.2 Fases do Processo de Estágio
É de importante valor salientar que contactei com um leque muito diversificado de crianças, jovens e adultos (Benjamins “B” e Séniores).
Ao longo da caracterização das atividades desenvolvidas irei referir, os aspectos onde senti mais dificuldades e o que fiz para os ultrapassar.
Dividi as atividades desenvolvidas pelas três fases do estágio: Fase de Integração e Observação;
22
Fase de Intervenção;
Fase de Conclusão e Avaliação.
4.2.1 Atividades Desenvolvidas na Fase de Integração e Observação
Depois de reunir com o meu Tutor para saber qual a equipa que eu iria acompanhar, expliquei-lhe que a minha ideia sempre foi seguir uma equipa de futebol 7, surgiu então a equipa de Benjamins B porque tinha 20 atletas apenas para um treinador. Para complementar a minha carga horária, o meu Tutor propôs que também fizesse parte da equipa sénior, para ter mais horas no meu horário semanal e assim poder observar e aprender ainda mais com a equipa Sénior que iria jogar na Divisão de Honra na AFL e visto que ele era o treinador da mesma, eu aceitei logo essa oportunidade.
Fiquei, então, a acompanhar a equipa de Benjamins B e a equipa Sénior.
Nesta primeira fase da Integração e Planeamento começei por estar presente em todos os treinos e todos os jogos, 5 treinos e 2 jogos no total, procurando uma inclusão gradual e consistente nas equipas.
Durante esta fase, não foi fácil a minha integração na equipa de benjamins, não pelo treinador que sempre se manteve disponível e receptível, mas sim pelo facto de ainda não ter confiança com os atletas. Mas passadas duas semanas esta minha perceção de dificuldade já havia sido ultrapassada, pois a minha integração na equipa já era total. Na equipa senior, a integração correu de igual forma bem, fui muito bem recebido pela equipa técnica, mas também pelos jogadores. Após isso, recolhi informações, através da observação direta de como orientar um treino, os exercícios que devemos adoptar para estes escalões etários, tendo em conta o nível e os objetivos da equipa e sobretudo adaptar os exercícios de acordo com as capacidades individuais de cada atleta.
Utilizei nesta fase as fichas de observação, que se encontram no dossier de Estágio, que foram fundamentais para melhor entender as funções de um treinador. Através destas fichas de observação (Anexo II), foi possível registar pontos chaves em relação ao
treino e em relação à postura do treinador no treino, que por base na comunicação deve saber aconselhar, demonstrar/instruir os exercícios, potenciar relaões interpessoais, motivar/incentivar, dar feedbacks, gerir expectativas e delegar tarefas de organização.
Esta fase de integração foi muito enriquecedora, pois pude observar de perto os aspetos característicos de um treinador, a forma como este intervém com os atletas, considerando a faixa etária a que pertecem.
Pode considerar-se que nesta fase adquiri conhecimentos e estratégias necessárias para desenvolver um treino.
4.2.2 Atividades Desenvolvidas na Fase de Intervenção
Nesta fase de intervenção, assumi um papel mais ativo no treino e na competição, pelo que, perante a equipa de benjamins, já orientava os treinos em conjunto com o treinador principal e já podia intervir na correção de gestos técnicos, fornecer feedbacks durante os exercícios ou nos jogos e auxiliar alguns atletas que apresentavam mais dificuldades. Na equipa senior começei a orientar a parte incial do treino (aquecimento/flexiblidade dinâmica) e a realizar a análise quantitativa e qualitativa da equipa nos jogos, alternado com outro estagiário, um fim de semana eu realizava uma das análises e ele a outra, trocando no jogo seguinte.
Esta fase caracterizou-se pela maior proximidade com os atletas, o facto de estar mais próximo na realização dos exercícios permitiu fortalecer grandes laços de amizade, o que no início do estágio era o maior entrave (comunicação), deixou de o ser. Após algumas sessões de treino, essa relação com os atletas foi mudando, eles paravam o exercício para ouvir o feedback e recomeçavam-no até que este fosse realizado na perfeição.
Durante esta fase, tive também a oportunidade de participar na organização de duas atividades, XVIII Torneio da Páscoa Cláudio “Fúria” (futebol de sete, benjamins e infantis) e ainda XVIII Torneio da Páscoa Cláudio “Fúria”, parte 2 (futebol de cinco, petizes e
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traquinas). Esta segunda parte do torneio foi sugerida por mim, como a minha atividade de promoção, daí acabou por surgir a ideia de realizar uma 2ª parte do torneio.
É importante salientar que foi durante esta fase que surgiram as maiores dificuldades, mas com o decorrer do tempo e com a ajuda dos técnicos do departamento as dificuldades foram-se minimizando e foram sempre superadas, pois os técnicos transmitiram-me toda a confiança tanto na equipa sénior como na equipa de benjamins.
Como anteriormente referi inicialmente a maior dificuldade sentida foi na comunicação com os atletas, mas não só, surgiu também alguma dificuldade nos momentos em que algum dos técnicos me questionava acerca de algum exercício, no ínicio sentia algum receio em apresentar as minhas ideias pois pensava que estaria a colocar em causa o trabalho dele, mas quando foi notado esse receio/constrangimento em mim por parte dos técnicos, eles colocaram-me completamente à vontade. Este apoio dos técnicos foi fundamental para ultrapassar esta dificuldade.
Relativamente aos aspetos bem conseguidos, um deles foi a familiarização com os atletas, permitindo-me uma maior interação com eles.
4.2.3 Atividades Desenvolvidas na Fase de Conclusão e Avaliação
Esta fase iniciou-se no último mês do estágio, após concluir a fase de intervenção e de conquistar a confiança total dos atletas.
É importante sublinhar que durante esta fase me sentia mais preparado para o ensino do que nas outras fases anteriores, o facto de ter adquirido conhecimentos e competências tornou esta fase muito mais fácil para mim.
No final de cada sessão de treino, o técnico fazia a sua análise crítica e apresentava soluções para a resolução de alguns pontos menos conseguidos do treino. Nos momentos mais pessoais refletia sobre esses pontos que deviam ser melhorados, e procurava uma solução para cada um deles.
Um dos aspectos bem conseguidos foi na parte da comunicação, no início explicava os exercícios muito rapidamente devido ao nervosismo, mas com o decorrer
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do tempo fui capaz de melhorar esta particularidade e as explicações dos exercícios surgiam de forma espontânea, falando calmamente e pausadamente para que todos pudessem entender o contexto do exercício.
4.3 Observações de desempenho
Ao longo do estágio passei por várias etapas, mas a fase de intervenção foi a que teve mais enfâse em todo o processo desenvolvido. Desde o inicio da época que me incubiram muita responsabilidade, fosse na parte inicial do treino da equipa sénior e na observação da mesma nos dias de jogo, fosse durante todo o treino da equipa benjamim, já que o treino era dividido por mim e pelo treinador principal. Tudo isto permitiu-me desenvolver determinadas competências, tais como: o aumento da aquisição de comunicação com a equipa, melhoramento de feedbacks em todo o processo e autonomia no processo de treinos e jogos.
É na preparação que tudo começa para um jogador e respetivo treinador, é essencial que o nível físico do atleta esteja no seu melhor. Os atletas jovens não devem realizar treinos, nem aquecimentos longos e intensos como os dos adultos, optando por realizar um aquecimento com intensidade menor, devido ao gasto calórico menor, maior temperatura muscular e evolução limitada dos sistemas biológicos. Também é necessária uma boa preparação das articulações do tornozelo, joelho e coxofemoral, sendo estas articulações as mais fustigadas nesta modalidade desportiva, tal como constata Gonçalves (2000).
Para um melhor conhecimento dos atletas da equipa benjamim foram realizadas várias tarefas tais como a avaliação em termos antropométricos e avaliação motora através da realização de determinados exercícios de uma bateria de testes fitnessgram. O fitnessgram é um programa de exercícios que pretende avaliar a aptidão física dos sujeitos em questão. Foram utilizados para análise e avaliação dos atletas, o IMC (Peso e estatura), testes de força abdominal, de flexibilidade (senta e alcança), de força superior (extensões de braços) e ainda um teste de resistência aeróbia (teste de Cooper). Todos estes testes foram aplicados em dois momentos distintos, um primeiro no inicio do mês de novembro, e outro no final do mês de fevereiro.
4.4 Avaliação e Controlo
Na figura 11 apresentam-se os resultados obtidos.
Depois de analisados os resultados obtidos verificou-se, de uma forma generalizada, que os atletas são portadores de uma boa condição física. Em relação ao IMC verifica-se que no 1º momento apenas dois atletas se encontram fora da zona saudável, contudo num 2º momento apenas 1 desses dois atletas continuava fora da zona saudável.
Figura 11 – Resultados dos testes.
Relativamente ao teste de Cooper, no 1º momento, 2 atletas obtiveram a classificação Muito Bom, e 4 não conseguiram sair da zona fraca, no 2º momento não se verificou um aumento do número de atletas na zona do muito bom, mas houve dois atletas que conseguiram sair da zona fraca e passar para a zona média.
Conclui-se que entre o 1º e 2º momento houve uma melhoria dos resultados obtidos. No que concerne aos resultados do teste de flexibilidade, apenas 1 atleta registou resultados fora da zona saudável em ambos os momentos, sendo que 3 conseguiram passar da zona não saudável no 1º momento para a zona saudável no 2º momento. Em relação à
força, no teste de abdominais 3 atletas não estavam dentro da zona saudável no 1º momento, já no 2º momento toda a equipa se encontrava dentro da zona saudável e por fim no teste de flexões de braços e face aos resultados observados, conclui-se que 12 atletas na 1º fase não se encontravam na zona saudável, mas numa 2ª fase 5 desses atletas já se encontram-se dentro da zona saudável.
28 4.5 Relatórios/ Avaliação do Processo de Intervenção
Com o final da época desportiva foi realizada uma análise em conjunto com o treinador André Baltazar, onde se avaliaram, os resultados obtidos, os objetivos atingidos, os não atingidos e o porquê.
Tabela 7 – Resultados desportivos (Séniores).
Jornada Data Hora Visitado Visitante Resultado
1ª 17/09/2017 16:00 Vieirense GCA 0 – 0
2ª 24/09/2017 16:00 GCA GD Pelariga 6 -0
3ª 30/09/2017 16:00 Guiense GCA 1 – 1
4ª 08/10/2017 15:00 GCA Leiria e Marrazes 0 – 0
5ª 15/10/2017 15:00 GRAP GCA 1 – 1
6ª 22/10/2017 15:00 GCA GD Alvaiázere 3 – 1
7ª 29/10/2017 15:00 Beneditense GCA 0 – 1
8ª 05/11/2017 15:00 GCA Os Vidreiros 2 – 0
9ª 12/11/2017 15:00 Ansião GCA 1 – 2
Taça 19/11/2017 15:00 Mirense GCA 0 – 2
10ª 26/11/2017 15:00 GCA Moita do Boi 2 – 2
11ª 03/12/2017 15:00 Peniche GCA 2 - 1
12ª 17/12/2017 15:00 GCA ACR Maceirinha 2 – 1
13ª 07/01/2018 15:00 Figueiró Vinhos GCA 1 – 2
14ª 14/01/2018 15:00 GCA Sp. Pombal 3 – 1
15ª 21/01/2018 15:00 Portomosense GCA 2 – 3
16ª 04/02/2018 15:00 GCA Vieirense 1 – 0
Taça 11/02/2018 15:00 GCA Leiria e Marrazes 4 - 0
17ª 18/02/2018 15:00 GD Pelariga GCA 4 - 0
18ª 25/02/2018 15:00 GCA Guiense 0 – 0
19ª 04/03/2018 15:00 Leiria e Marrazes GCA 0 - 0
20ª 11/03/2018 15:00 GCA GRAP 1 - 2
21ª 18/03/2018 15:00 GD Alvaiázere GCA 0 – 1
22ª 25/03/2018 16:00 GCA Beneditense 2 – 1
Taça 30/03/2018 16:00 Ansião GCA 1 – 0
23ª 08/04/2018 16:00 Os Vidreiros GCA 0 – 7
24ª 15/04/2018 16:00 GCA Ansião 1 – 0
25ª 22/04/2018 16:00 Moita do Boi GCA 0 – 2
26ª 29/04/2018 16:00 GCA Peniche 1 – 2
27º 06/05/2018 17:00 ACR Maceirinha GCA 1 – 1
28 13/05/2018 17:00 GCA Figueiró Vinhos 5 – 0
29º 19/05/2018 18:00 Sp. Pombal GCA 2 – 4
29 29
Tabela 8 – Resultado desportivos (Benjamins “B”).
Jornada Data Visitado Visitante Resultado
1º Tor
ne
io
Dist
rita
l 1ª 2ª 28/10/2017 04/11/2017 GC Alcobaça GD Peso GC Alcobaça Alfeizerense 3 – 10 2 – 2
3ª 11/11/2017 GC Alcobaça Caldas SC “B” 1 – 5
4ª 18/11/2017 GC Alcobaça Escola Académica
Caldas 10 – 2 5ª 25/11/2017 Beneditense GC Alcobaça 2 – 4 2º Tor ne io Dist rita l
1ª 02/12/2017 Marinhense “A” GC Alcobaça 6 – 7
2ª 09/12/2017 GC Alcobaça União Serra 6 – 2
3ª 13/01/2018 Vieirense GC Alcobaça 0 – 2
4ª 20/01/2018 GC Alcobaça Maçeirinha “A” 4 – 3
3º Tor ne io Dist rita l 1ª 17/02/2018 Marinhense “B” GC Alcobaça 5 – 5
2ª 24/02/2018 GC Alcobaça Escola Académica
Caldas 3 – 7 3ª 03/03/2018 Caldas SC “B” GC Alcobaça 3 – 3 4ª 10/03/2018 GC Alcobaça Peniche 12 – 1 Gr ande Enc ontro 1º 24/03/2018 GC Alcobaça GD Atouguiense 2 – 6 2º 24/03/2018 GD Peniche GC Alcobaça 2 – 1 3º 24/03/2018 AE Óbidos GC Alcobaça 4 – 2 Tor ne io F úria
1º 31/03/2018 GC Alcobaça Leiria e Marrazes 2 – 1
2º 31/03/2018 Escola Académica GC Alcobaça 2 – 1
3º 31/03/2018 GC Alcobaça EAS Marinha 1 - 7
4º Tor
ne
io
Dist
rita
l 1ª 2ª 14/04/2018 05/05/2018 GC Alcobaça União Serra GC Alcobaça Nazarenos 2 – 7 6 – 2
3ª 12/05/2018 Beneditense GC Alcobaça 4 – 4
4ª 19/05/2018 GC Alcobaça Leiria e Marrazes 0 – 6
5ª 26/05/2018 GC Alcobaça EAS Marinha 4 – 7
Tor ne io AFS UA 1º 09/06/2018 Nazarenos GC Alcobaça 0 – 2 2º 09/06/2018 GC Alcobaça Alfeizerense 2 – 3 3º 09/06/2018 Batalha GC Alcobaça 0 – 2 Tor ne io He nrique Féli x
1º 16/06/2018 GC Alcobaça Escola Académica
Caldas 1 – 4
2º 16/06/2018 GC Alcobaça Núcleo Rio Maior
“B” 2 – 2
3º 16/06/2018 Núcleo Rio Maior
De acordo com a tabela 8 verificou-se que a equipa de Benjamins “B” obteve num total de 18 jogos a contar para Torneios oficiais da AFL, 10 vitórias, 4 empates e 4 derrotas. Nos restantes 12 jogos o regime funcionou de maneira diferente, pois todos continham apenas uma parte de jogo e eram sempre realizados 3 no mesmo dia, ou seja a cada três jogos corresponde um torneio digamos assim. No total conseguimos obter 3 vitórias, 1 empate e 8 derrotas e consequentemente ganhar um dos 4 torneios realizados.
Foi feita ainda a avaliação relativa aos objetivos competitivos definidos para a época. Relativamente a estes objetivos foram atingidos na sua maioria, uma vez que dos 18 jogos oficiais disputados a equipa conseguiu alcançar 10 vitórias, conseguindo assim obter mais vitórias do que empates e derrotas. Estes resultados proporcionaram-nos conseguir alcançar outro objetivo, visto que conseguimos ganhar um dos 4 torneios.
Nos outros torneios conseguimos trazer uma taça para casa vençendo o torneio do AFSUA, alcançando assim outro objetivo pretendido no ínicio da época. Posto isto no final da época verificamos que num total de 30 jogos a equipa consegui marcar 110 golos e sofrer apenas 95, conseguindo alcançar uma diferença de golos positiva no total de jogos, verficando que o último ojetivo foi também alcançado.
No decorrer da minha intervenção as maiores dificuldades sentidas foram:
• Conseguir observar até que ponto os objetivos formativos estavam a ser cumpridos; • Conseguir observar quando é que era necessário alterar ou reestruturar o planeamento
inicial;
31 4.6 Atividades Complementares de Divulgação e Promoção
Durante a época desportiva foram realizadas atividades com vista à promoção e divulgação do clube e da cidade de Alcobaça. A promoção da prática desportiva permite uma interação com a comunidade, criando outros espaços sociais de intervenção. Assim, foram realizadas as seguintes atividades nas quais estive presente:
XVIII Torneio da Páscoa Cláudio “Fúria” – participei como colaborador uma vez que nas
reuniões discuti ideias, dei sugestões e ajudei na organização do evento.
No dia 31 de março de 2018 o GCA organizou a décima oitava edição do torneio de homenagem ao eterno capitão do Ginásio Clube de Alcobaça, Cláudio Moreira "Fúria". Este ano o torneio foi direcionado apenas para as equipas de futebol 7 tendo a organização competitiva sido dividida em 5 escalões: Benjamins A, Benjamins B, Infantis Sub12, Infantis Sub13 B e Infantis Sub13 A. Em cada um dos escalões contámos com a participação de 3 equipas convidadas que se juntaram à equipa do GCA no respetivo escalão. A "competição" organizou-se na forma de um quadrangular com a confrontação de todas as equipas do respetivo escalão.
No período da manhã, das 09h00 às 13h00 decorreram os jogos e respetiva atribuição de prémios para os escalões de Benjamins A e Benjamins B. No período da tarde, das 14h00 às 18h00, decorreu o torneio para as equipas de Infantis sub-12, Infantis sub-13 A e B.
Este foi também um dia para os familiares e amigos que vieram assitir, contribuindo desta forma para o desenvolvimento do GCA, mas também alguns ganhos no bar, muito importantes para o funcionamento deste clube, já que a atividade juntou mais de 300 pessoas ao longo de todo o dia, e muitos foram os pais de outras equipas que vieram acompanhar e torçer pelos seus filhos.
O clube contou com a minha colaboração durante todo o dia nesta atividade, durante a manhã estive a acompanhar a minha equipa de benjamins B e durante a tarde, auxiliei como árbitro durante alguns jogos, registando também os resultados das equipas e os golos marcados.
32
No fim do dia destaques para o espírito de grupo, a entre-ajuda e a solidariedade, que foram os aspetos notórios e elementos mais importantes, desenvolvidos ao longo do dia para todas as crianças presentes.
XVIII Torneio da Páscoa Cláudio “Fúria”, parte 2 – participei como organizador, uma
vez que fui eu que dei a ideia para a realização da segunda parte do torneio. A anuência e ajuda por parte do clube foi fantástica. Realizámos reuniões onde foram debatidas as minhas ideias iniciais e aquilo que pretendia com o torneio, foram também tidas em conta algumas sugestões de alterações por parte dos treinadores presentes, que ajudaram muito no dia do torneio.
No dia 1 de maio de 2018 o GCA organizou a segunda parte do décimo oitavo torneio de páscoa para os atletas petizes e traquinas. Na parte da manhã foi a vez dos Petizes e dos Traquinas B participarem nos jogos e nas várias atividades lúdicas desenvolvidas durante o torneio. Durante a tarde foi a vez dos Traquinas A entrarem em campo.
Este que não deixou de ser mais um dia para os familiares e amigos que viriam assitir, contribuindo desta forma para o desenvolvimento do espírito de grupo e a entreajuda destas equipas de formação do clube também permitiu, para alguns, ganhos no bar, muito importantes para o funcionamento deste clube, já que a atividade juntou mais de 350 pessoas ao longo de todo o dia, e muitos foram os pais de outras equipas que vieram acompanhar e torçer pelos seus filhos.
A colaboração entre todos os treinadores que se juntaram para me ajudar no dia do torneio foi incrível e ao longo de todo o dia, todos colaboraram nas atividades de forma bastante organizada.
No fim do dia destaques para a organização, pois tudo correu como previsto e o torneio correu às mil maravilhas.
Participações em congressos de formação especializada
Durante este ano de estágio, tive oportunidade de participar numa ação específica no âmbito do meu estágio:
33 • Seminário Internacional de Observação e Análise do Jogo de Futebol - Escola
Superior de Desporto de Rio Maior, dia 4 de junho de 2018.
Este Seminário esteve organizado em três painéis bastante interessantes, foram:
Painel 1 – A intervenção do observador e vídeo-analista no futebol profissional, com Bruno Reis (observador e analista do Blackburn Rovers), Dany Teixeira (observador e analista do GD Chaves) e Pedro Rebocho (observador e analista do Al-Sadd)
Painel 2 – Organização e funcionamento do gabinete de observação e análise de jogo do clube de brugge, com Mário Ballegeer (observador e analista)
Painel 3 – A análise do processo de jogo do Shakhtar Donetsk, com Nuno Campos (treinador adjunto) e com Tiago Leal (treinador adjunto e observador).
O momento de partilha dos dois elementos da equipa técnica do mister Paulo Fonseca do Shakhtar Donetsk, Nuno Campos (treinador adjunto) e Tiago Leal (treinador adjunto e observador), foi o momento mais apreciado por mim, de todo o seminário.
Ao longo dos seus discursos foram referindo muitas coisas que me ficaram na cabeça, tendo sempre um discurso coerente e muito interessante, demonstrando sempre uma disponibilidade incrível em partilhar informação.
- “Quando se contrata um treinador (e equipa técnica) compra-se um produto, uma ideia de jogo”;
- “Dar mais importância à análise da própria equipa do que à do adversário - o fundamental é aprimorar a ideia de jogo”;
- “A ideia de jogo não se altera em função do adversário. Apenas são ajustados pequenos pormenores”;
Em síntese, a apresentação destes dois oradores focou-se em três pontos: a observação do adversário e identificação das lacunas a explorar; a operacionalização no treino dos comportamentos que queremos ver em jogo; e a interpretação da estratégia na competição.
No geral foi um dia bastante enriquecedor a nível pessoal e posso dizer que aprendi bastante sobre um tema que me desperta muito interesse e tudo porque a prestação de todos os intervenientes foi sem dúvida, excecional.
34 5. Reflexão Final
Com o final do estágio mais uma etapa da minha formação foi ultrapassada. Etapa essa que me permitiu vivenciar uma experiência bastante enriquecedora, pois adquiri muitos conhecimentos e obtive experiência para a minha intervenção como futuro treinador.
Durante o estágio, sempre me esforcei e tentei dar o máximo colocando em prática os conhecimentos adquiridos durante a licenciatura em Desporto, conseguindo no fundo alcançar todos os objetivos a que me propus no ínicio do mesmo.
A possibilidade de desenvolver algumas atividades foi sem dúvida enriquecedora e muito fascinante a nível pessoal.
A colaboração com o treinador principal na condução das unidades de treino possibilitou menores perdas de tempo, maior tempo de atividade prática, e uma maior eficácia no processo de ensino/aprendizagem. Tive a oportunidade de realizar um vasto conjunto de atividades/tarefas como observação de treinos, análises quantitativas e qualitativas, planeamento dos treinos, a execução desses mesmos planos, soluções para alguns conflitos que surgiram entre a equipa, dar a opinião sobre os exercícios a realizar nos treinos.
Esta colaboração permitiu-me também, refletir sobre o que tinha sido executado, com o objetivo de identificar situações/erros na maneira como se orientava a sessão de treino. Estes eram corrigidos pelo treinador, para que eu pudesse melhorar o meu desempenho. A qualidade dos feedbacks constantes, revelou- se uma tarefa fundamental ao longo do treino, pois melhorou bastante a minha competência de intervenção para com todos os jogadores e também melhorou a minha capacidade interpessoal e de comunicação.
Todo o trabalho desenvolvido durante o estágio deu-me um conjunto de ferramentas práticas e teóricas que me ajudarão a ter sucesso enquanto profissional., uma vez que contribuíram para melhorar a minha capacidade de diálogo, espirito crítico e de liderança. A realização deste estágio foi uma oportunidade enriquecedora a nível profissional e humano, de onde retirei importantes ensinamentos sobre a difícil actividade de ser treinador,
35
e das vivências diárias da condução de uma equipa de futebol. Levo comigo experiências únicas que serão fundamentais no contacto com jovens atletas no futuro.
Foi sem dúvida um ano excelente, no contexto da minha formação enquanto futuro profissional na área do futebol e no final faço um balanço positivo e penso que respondi a todas as expectativas que tinha antes da realização do Estágio, sentindo que estou mais preparado para encarar novos desafios e concretizar o que desde sempre foi uma ambição, estar profissionalmente ligado ao desporto, neste caso ao futebol.
36 6. Referências Bibliográficas
Gonçalves, J. (2000). Lesões no futebol. Os desequilíbrios musculares no aparecimento de lesões. Dissertação de mestrado em ciências do desporto, apresentada a FCDEF-UP. Porto: FCDEF-UP.
Pires, G. (2005). Gestão do Desporto. Desenvolvimento Organizacional. (2ª Ed.) Porto: Edições Apogesd
Raposo, A. (2002). O Planeamento do Treino Desportivo. Lisboa: Editorial Caminho. Raposo, A. (2012). Planeamento do treino: da formação ao alto rendimento. Santarém: IPS.
Site official do Ginásio Clube de Alcobaça (s/d). História. Consultado em 03/DEZ, 2017, em https://ginasioclubealcobaca.weebly.com/ e
https://www.facebook.com/Gin%C3%A1sio-Clube-de-Alcoba%C3%A7a 142670989192224/
Zerozero (s/d). Ginásio Clube de Alcobaça. Consultado em 20/OUT, 2017, emhttps://www.zerozero.pt/equipa.php?id=2196&search=1&search_string=alcoba%E7a&s earchdb=1 e http://www.alcobaca.com/
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Anexo II – Ficha de Observação nº 2
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Preleção ao intervalo:
Ao intervalo foi reforçado o conteúdo da palestra de inicio de jogo e dos mesmos conteúdos que foram falados ao longo da semana: caráter decisivo do jogo; é contra os “pequenos” que se perdem os campeonatos; falta de humildade e capacidade de entrar com intensidade alta e procurar marcar cedo. O treinador reforçou que demos uma parte de avanço ao adversário e que (em tom assertivo) tínhamos de deixar de jogar tanto de forma direta e explorar mais o jogo interior e exterior. Realizou também alterações estratégicas colocando o Rui no corredor esquerdo (extremo esquerdo) e passando o Pedro Domingues para o corredor central (médio ofensivo/segundo avançado) pedindo a este que procurasse muitas desmarcações de rotura enquanto o Ricky se mantinha mais no apoio frontal.
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Influência da palestra no jogo:
Segunda parte totalmente diferente da primeira: entrada em campo muito forte fazendo de imediato um golo através da articulação entre o avançado e o médio ofensivo que foi falada ao intervalo, cumprindo, desde logo, com um dos objetivos definidos na preleção intermédia. Manutenção de uma intensidade alta até ao momento do golo sofrido em que caímos novamente na tentação de promover o jogo direto.
As substituições:
O André Taveira e o Bruno Daniel entraram pouco depois do segundo golo sofrido tendo estas alterações implicado uma alteração de sistema de 1-4-2-3-1 para 1-3-5-2 com apenas um DC de origem e dois laterais a seu lado. Estas alterações de jogadores e estratégicas trouxeram nova alma à equipa. Voltámos a ter qualidade de circulação de bola devido à boa prestação do Bruno Daniel neste aspeto. Relativamente ao Taveira, deu garantias de bom jogo interior e aumentou a qualidade dos nossos cruzamentos para a área. O João Figueiredo entrou para avançado, tendo feito o golo do empate. Saiu o Serginho e passou o Daniel para defesa direito tendo assim também mais espaço para progredir com bola – um dos pontos fortes deste jogador. Considero, no entanto, que perdemos alguma qualidade nos cruzamentos provenientes do corredor direito. O Telmo Pereira, na minha opinião, foi essencial neste momento do jogo garantindo o equilíbrio defensivo, não saindo muito da zona do meio campo, jogando em ligação entre os dois médios (Bruno e Leandro) e o defesa central (Cerejo) tendo garantido, através da sua gestão do espaço de jogo que o adversário não criava perigo. Conseguimos, através destas alterações, renovar a crença da equipa num golo e posteriormente, acabando o jogo com situações claras de golo não concretizadas que nos poderiam ter dado a vitória.
Evolução física e psicológica ao longo do jogo:
Em termos físicos considero que, tal como em jogos anteriores, tivemos uma boa performance física ao longo do jogo. Justifica-se o mau desempenho na primeira parte, não por um cansaço físico, mas por uma falta de compromisso e exigência por parte dos jogadores. Foi notório, na segunda parte que, em termos físicos, somos muitos superiores a
49 este adversário, tendo imposto um ritmo muito forte ao longo de quase toda a segunda parte
– pena não o termos feito logo na primeira parte. Face aos problemas físicos sentidos ao longo da semana sobretudo por parte do João Silva e do Daniel, considero que esse cansaço foi mais notório no primeiro: conseguiu realizar alguns sprints com recuperação da posse ao adversário, mas, posteriormente, nos momentos de decisão com bola, executava de forma lenta.
Tivemos alguns problemas nos duelos individuais – não fomos agressivos e sofremos com a excessiva agressividade do adversário não sancionada pelo árbitro.
Em termos psicológicos, o estado da equipa foi muito oscilante. Na primeira parte, como já referi, houve uma excessiva displicência para com o jogo e “falta de respeito” para com o adversário. Apesar dos constantes avisos ao longo da semana acerca da qualidade do adversário e do cariz decisivo do jogo, não encarámos a primeira parte com seriedade tendo sofrido com isso – derrota ao intervalo. Logo no inicio da segunda parte tivemos uma excelente reação com a obtenção rápida de um golo e o aumento dos índices anímicos e de confiança da equipa. Contudo, após o segundo golo sofrido - contra a corrente do jogo – voltámos a ter uma quebra psicológica que se refletiu na predominância do jogo vertical em detrimento do ataque posicional que nos caracteriza. Com as alterações de jogadores e estratégicas voltámos a acreditar e a dominar por completo o jogo com bola chegando, perto do final, ao empate.
Jogadores em destaque:
T. P: na minha opinião foi mais um bom jogo somado por este jogador, contudo pouco
comunicativo na primeira parte. De salientar a sua importância quando a equipa passou a jogar em 1-3-5-2 garantindo o equilíbrio defensivo da equipa. Foi combativo e participativo em todos os momentos do jogo.
L. G: essencial na fase de construção e criação através das suas ações de progressão passando
linhas defensivas adversárias e pela sua rápida reação à perca da bola. Foi alvo de muitas faltas por parte dos adversários. Esteve constantemente envolvido no processo ofensivo passando grande parte do jogo pelas suas ações.
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P. D: jogador que cumpriu com o pedido, definindo bem os momentos de articulação com o
lateral – quando ir dentro e quando estar aberto. Importante na transição defensiva dada a sua agressividade. Envolvido diretamente nos dois golos da equipa realizando no primeiro a desmarcação de rotura pedida ao intervalo e, no segundo, fazendo a assistência após um bom lance no corredor lateral.
Jogadores abaixo do esperado:
T: más abordagens aos lances e demasiada insistência no jogo vertical. Tenho vindo a
elogiá-lo nos relatórios pela maior tendência para procurar o jogo apoiado e os passes interiores, mas neste jogo foi o principal impulsionador daquilo que não criamos que ocorresse tantas vezes – passe vertical. Influência direta no primeiro golo sofrido através do seu mau posicionamento, orientando o adversário para o meio.
D: foi, tal como o Cerejo, infeliz no seu jogo. Teve uma ação de risco ao receber a bola para
dentro onde estava um adversário e a partir daí esteve muito inseguro e com más abordagens aos lances. Receções para cima do adversário, decisão lenta, não ganhou tantos duelos aéreos como tem vindo a ser hábito. Cometeu o penalti que deu origem ao primeiro golo e teve mais um lance em que, ao receber a bola para dentro, perdeu a posse e cometeu falta agarrando o adversário, a qual o árbitro não marcou mas que lhe poderia ter valido o cartão amarelo ou vermelho.
Os golos:
O primeiro golo surgiu de uma boa articulação entre o Ricky (em apoio) e o Pedro em desmarcação de rotura que recebeu um bom passe em diagonal para a baliza por parte do Rui, tendo finalizado ao segundo poste.
O segundo golo surgiu após um cruzamento largo do André Taveira que fez com que a bola chegasse à linha lateral oposta. O Pedro impediu que saísse, fez um túnel ao adversário e cruzou para o João Figueiredo que se antecipou ao defesa na zona do primeiro poste, rematando de primeira para a baliza.
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Anexo IX – Galeria de fotografias
55 Benjamins “B”, Torneio de Rio Maior.
56 Benjamins “B”, Vencedores do torneio EFSUA.