LEANDRO JACINTO MARTINS
SOCIALHELP: UMA REDE SOCIAL PARA A ÁREA DA SAÚDE
PALHOÇA
SOCIALHELP: UMA REDE SOCIAL PARA A ÁREA DA SAÚDE
Trabalho de Conclusão de Curso apresentado ao Curso de Graduação em Sistema de Informação da Universidade do Sul de Santa Catarina, como requisito parcial à obtenção do título de Bacharel em Sistema de Informação.
Orientador: Vinicius Faria Culmant Ramos, MSc.
PALHOÇA
SOCIALHELP: UMA REDE SOCIAL PARA A ÁREA DA SAÚDE
Este Trabalho de Conclusão de Curso foi julgado adequado à obtenção do título de Bacharel em Sistema de Informação e aprovado em sua forma final pelo Curso de Graduação em Sistema de Informação da Universidade do Sul de Santa Catarina.
Palhoça, 04 de julho de 2013.
______________________________________________________ Prof. Vinicius Faria Culmant Ramos, MSc.
Universidade do Sul de Santa Catarina
______________________________________________________ Profa. Maria Inés Castiñeira, Dr. ª
Universidade do Sul de Santa Catarina
______________________________________________________ Prof. Flávio Ceci, MSc.
Dedico este trabalho aos meus pais que sempre me apoiaram e incentivaram ao longo desta jornada.
Agradeço a todos os professores que contribuíram em toda minha graduação, em especial a Profa. Maria Inés Castiñeira e ao Prof. Vinicius Faria Culmant Ramos, responsáveis pela realização deste trabalho.
Aos convidados para banca, Prof. Flávio Ceci e Osnaldo da Cruz Junior por todo ensinamento, oportunidade durante período que trabalhamos juntos.
Aos meus pais que sempre me ajudaram e sempre estiveram presente apoiando e aconselhando nas minhas escolhas. A minha prima Daniela Silva que me ajudou em algumas tarefas.
Aos meus amigos por compreenderem todas as vezes que eu estive ausente para que eu me dedicasse a finalizar este projeto, principalmente ao Leandro Santos, Lucas Avila, Thiago Táboas, Roger Goll e Roger Vargas, vocês são os caras.
E a todas as pessoas que me ajudaram diretamente ou indiretamente para que esse trabalho fosse realizado.
“Cada sonho que você deixa pra trás é um pedaço do seu futuro que deixa de existir.” (Steve Jobs).
Este projeto apresenta o desenvolvimento de uma rede social para a área da saúde e tem como objetivo principal suprir a falta de uma ferramenta como esta no mercado brasileiro.
Com o crescimento das redes sociais, a tendência é termos cada vez mais áreas que usem essas redes sociais para comunicação, compartilhamento e difusão de informação. Hoje em dia, o mercado brasileiro não dispõe de uma ferramenta com as características de rede social para a área da saúde.
O objetivo deste trabalho é elaborar um ambiente virtual onde usuários com diferentes perfis possam interagir, trocar conhecimento ou indicar procedimentos para determinados tratamentos.
Como metodologia, fizemos um levantamento das ferramentas disponíveis no mercado brasileiro com semelhança ao conceito de rede social. De acordo com MacCarthy (2012), os relacionamentos são cruciais para a saúde, as pessoas podem trocar experiências de sua doença com outras pessoas que possuem o mesmo problema ou até sugerir informações caso esta pessoa já superou o problema. Essa forma de comunicar tende a ajudar as pessoas.
Como produto final desse projeto, temos uma rede social para a área da saúde que denominamos Socialhelp. A ferramenta possui recursos de adicionar amigos à sua rede de relacionamentos, criar grupos de estudos, adicionar documentos digitais de sua autoria; instalar aplicativos com foco na saúde, entre outros. A Socialhelp está disponível no endereço
http://socialhelp.com.br
Palavras-chave: mídias sociais, rede social, saúde, interação, pacientes, médicos, estudante, clinicas.
We present in this project the development of a social network focused on the health area. The main goal of this project is to face up the lack of such a software with these objectives.
The increasing number of the social networks, tends to increase the use of such a software for communication, sharing and diffusion of information. Nowadays, the Brazilian market do not have a tool with similar content and functionalities.
The methodology was a survey of the tools available in the Brazilian market, which has similarities with the concept of social network. According to MacCarthy (2012), relationships are crucial to the health, people can exchange experiences of their illness with others who have the same problem or suggest informations for the people who had overcome the problem. This form of communication tends to help people.
As a final product of this project, we created a social network for social health, that we called Socialhelp. The tool has features to add friends to your network of relationships, to create study groups, to add digital documents created by yourself, to install applications focused on health and other resources. The Socialhelp is available at http://socialhelp.com.br.
Keywords: social media, social network, health, interaction, patients, doctors, student, clinics..
Figura 1 – A diferença de publicação de conteúdo entre Web 1.0 e Web 2.0 ... 18
Figura 2 - Redes sociais emergentes ... 23
Figura 3 - Redes sociais de filiação ou associativas ... 24
Figura 4 - Etapas metodológicas ... 30
Figura 5 – Conceito abstrato da solução para Socialhelp ... 31
Figura 6 - Infraestrutura computacional da Socialhelp ... 32
Figura 7 - Diagrama de casos de uso geral da Socialhelp ... 36
Figura 8 - Diagrama de casos de uso usuário da rede social ... 37
Figura 9 - Diagrama de casos de uso do amigo ... 38
Figura 10 - Diagrama de casos de uso do grupo de estudo ... 39
Figura 11 - Diagrama de casos de uso da biblioteca ... 40
Figura 12 - Diagrama de casos de uso do aplicativo artigo da Socialhelp ... 41
Figura 13 - Diagrama de casos de classes referente ao usuário ... 42
Figura 14 - Diagrama de casos de classes referente ao amigo ... 43
Figura 15 - Diagrama de casos de classes referentes ao grupo de estudo ... 44
Figura 16 - Diagrama de casos de classes referente a biblioteca ... 44
Figura 17 - Diagrama de casos de classes referente a linha de tempo ... 45
Figura 18 - Diagrama de casos de classes referente à loja de aplicativo da Socialhelp ... 46
Figura 19 - Diagrama de casos de classes referente ao aplicativo artigo da Socialhelp ... 47
Figura 20 - Diagrama de casos de classes referente ao aplicativo ebulario da Socialhelp ... 47
Figura 21 - Diagrama da entidade relacional do usuário ... 49
Figura 22 - Diagrama da entidade relacional do amigo ... 50
Figura 23 - Diagrama da entidade relacional do grupo de estudo ... 51
Figura 24 - Diagrama da entidade relacional do grupo de estudo referente a mensagens ... 52
Figura 25 - Diagrama da entidade relacional da biblioteca digital ... 53
Figura 26 - Diagrama da entidade relacional da linha do tempo ... 54
Figura 27 - Diagrama da entidade relacional à loja de aplicativos da Socialhelp ... 55
Figura 28 - Relacionamento entre as tecnologias ... 57
Figura 29 - Tela de entrada da Socialhelp ... 59
Figura 30 - Tela de cadastro de nova conta na Socialhelp ... 60
Figura 31 - Tela de entrada principal da Socialhelp ... 62
Figura 32 - Tela de perfil do usuário da Socialhelp ... 63
Figura 33 - Tela de mensagens dos amigos na Socialhelp ... 64
Figura 34 - Tela de consulta de novos amigos e visualização de amigos ... 65
Figura 35 - Tela de um grupo de estudos ... 66
Figura 36 - Tela de biblioteca digital ... 67
Figura 37 - Tela com aplicativos disponíveis na Socialhelp ... 68
Figura 38 - Tela de elaboração de artigos no aplicativo Artigo ... 69
Figura 39 - Tela para consulta de bulas no aplicativo eBulario ... 70
1. INTRODUÇÃO ... 12 1.1 DESCRIÇÃO DO PROBLEMA ... 13 1.2 OBJETIVOS ... 13 1.2.1 Objetivo geral ... 14 1.2.2 Objetivos específicos ... 14 1.3 JUSTIFICATIVA ... 14 1.4 ESTRUTURA DA MONOGRAFIA ... 15 2 REVISÃO BIBLIOGRÁFICA ... 16 2.1 WEB 2.0 ... 16
2.2 A INTERNET E SEU PODER DE DIVULGAÇÃO ... 18
2.3 COMÉRCIO ELETRÔNICO ... 19
2.4 COMPRA COLETIVA ... 21
2.5 MÍDIAS SOCIAIS ... 21
2.6 O QUE É UMA REDE SOCIAL ... 22
2.7 REDES SOCIAIS E A SAÚDE ... 25
3 METODOLOGIA ... 27 3.1 TIPOS DE PESQUISA ... 27 3.1.1 Pesquisa Bibliográfica ... 27 3.1.2 Pesquisa Aplicada ... 27 3.2 ETAPAS METODOLÓGICAS ... 28 3.3 PROPOSTA DE SOLUÇÃO ... 31 3.4 DELIMITAÇÕES ... 33
4 MODELAGEM DA REDE SOCIAL ... 34
4.1 UML ... 34
4.2 DIAGRAMAS ... 35
4.2.1 Diagrama de casos de uso ... 36
4.2.2 Diagrama de classe ... 41
4.2.3 Diagrama de Entidade Relacional ... 48
4.3 FERRAMENTAS ... 55
5 DESENVOLVIMENTO DA REDE SOCIAL ... 58
5.1 SOCIALHELP ... 58 5.2 FUNCIONALIDADES ... 59 5.2.1 Login ... 59 5.2.2 Principal ... 61 5.2.3 Perfil ... 62 5.2.4 Mensagens ... 63 5.2.5 Amigos ... 64 5.2.6 Grupo de estudos ... 65 5.2.7 Biblioteca ... 66 5.2.8 Lojas de Aplicativos ... 67 5.2.9 Aplicativo Artigo ... 68 5.2.10 Aplicativo eBulario ... 69 5.2.11 Documentação ... 70
6 CONCLUSÕES E TRABALHOS FUTUROS ... 72
1. INTRODUÇÃO
As redes sociais estão presentes na vida da maior parte das pessoas. Atualmente existem algumas redes sociais como, por exemplo, o Facebook e o GooglePlus, mas o que não pode perceber, é que as redes sociais são uma evolução da forma de compartilhar informações entre pessoas que surgiu há alguns anos atrás. A própria internet surgiu com o intuito de compartilhar informações.
O primeiro aplicativo capaz de compartilhar e manipular informações por parte de seus utilizadores foi o correio eletrônico, também conhecido como e-mail. Com o e-mail qualquer pessoa poderia se comunicar com outra enviando uma mensagem e, também, compartilhar documentos anexados à mensagem.
Outros mecanismos de comunicação sugiram para facilitar a comunicação, tais como, bate-papos, grupos de notícias e fóruns. Aos poucos a internet tornou-se uma forma de, não só de divulgar e compartilhar informações, mas também interagir com todos que estão conectados a ela. O objetivo do projeto é incorporar funcionalidades semelhantes às citadas acima, num ambiente onde os usuários possa ter uma maior interação com outras pessoas e com interesses semelhantes, a fim de compartilhar informações sobre a área da saúde.
Algumas pessoas visualizaram a importância da internet levando em conta o seu poder de divulgação e interação entre usuários. Desta maneira, essas pessoas buscaram mecanismos para compartilhar seus conhecimentos, surgindo, assim, os blogs. Os blogs geralmente são utilizados para publicação de conteúdo, sendo ele de qualquer natureza. Segundo Telles (2010) o número de blogs existentes na internet é de aproximadamente 126 milhões.
Se pensarmos a internet como uma forma de lucrar financeiramente, podemos pensar em aplicações para venda e compra de produtos, conhecidos hoje como e-commerce. De acordo com Madeira (2007), o e-commerce pode ser definido como uma nova forma de realizar negócios, utilizando sistemas de informação para conduzir transações, para efetuar a venda de produtos ou serviços.
Com o passar dos anos, a internet precisava de algo mais interativo, algo com que os usuários pudessem trocar experiências e adquirir conhecimentos. Desta forma, surgiram as rede sociais. De acordo com Raquel (2005) as redes sociais são um conjunto de elementos: atores-conexões, onde os atores são pessoas, instituições e grupos e as conexões são laços ou relações sociais que ligam os atores através de interação.
Algumas redes sociais foram desenvolvidas especificamente ao redor de interesses especiais. Esse trabalho de conclusão de curso se encaixa em uma rede social específica, ou seja, ela tem como objetivo atender um determinado público-alvo: as pessoas que trabalham na área da saúde ou pessoas que buscam conhecimento sobre saúde.
1.1 DESCRIÇÃO DO PROBLEMA
Atualmente para o mercado brasileiro existem portais, blogs, redes sociais e algumas plataformas para a área da saúde, porém essas ferramentas não possuem formas de expandir suas funcionalidades. Tal interação é importante para a troca de conhecimento e, principalmente, para troca de experiências entre os usuários. Serviços com integrações entre a área acadêmica, hospitais ou clínicas e pacientes, tal integração tem um grande potencial.
Não foram encontradas redes sociais para a área da saúde para o idioma português, mais especificamente uma rede social para a saúde para o público brasileiro. É importante destacar a importância de tal aplicação para o público brasileiro, pois essas aplicações procuram compartilhar informações e experiências dentro da realidade de uma cultura. Apesar disso, existem algumas redes sociais para a área da saúde em outros idiomas, algumas delas pagas e outras com pouco conteúdo. Detalhamos a nossa revisão sobre essas ferramentas no Capítulo 2.
Diante dos itens acima citados, este projeto tem como objetivo desenvolver uma rede social para a área da saúde com o objetivo de resolver tal problemática observada.
1.2 OBJETIVOS
Os objetivos deste trabalho de conclusão de curso estão separados em objetivo geral e objetivos específicos a seguir.
1.2.1 Objetivo geral
Desenvolvimento de uma rede social para troca de informação entre usuários profissionais da saúde, pacientes e estudantes.
1.2.2 Objetivos específicos
• analisar formas de um ambiente virtual para interação entre os usuários; • propor uma possibilidade de pessoas se comunicarem através de uma rede
de relacionamento de amigos ou pacientes;
• investigar mecanismo para oferecer salas virtuais1 para estudo e troca de conhecimentos;
• estudar uma forma de compartilhar e salvar arquivos digitais relacionados à saúde;
• propor um mecanismo para elaboração de artigos científicos com o objetivo de ajudar a troca de conhecimento dentro do ambiente virtual; • propor um mecanismo para a expansibilidade de recursos oferecidos pelo
ambiente virtual.
1.3 JUSTIFICATIVA
O conceito de rede social para a saúde já é bem utilizado nos EUA, por exemplo. Demonstrando a sua importância para área de saúde no Brasil. Existe um evento que ocorre em algumas cidades dos EUA, chamado de Medicine 2.0, que tem o objetivo de discutir novas visões sobre as mídias sociais e a saúde.
Relacionamentos são cruciais para a saúde. Sabemos que as pessoas com mais conexões sociais são mais propensas a estar bem e felizes, e as mídias sociais podem reforçar isso. Ela pode dar às pessoas maneiras de não só interagir com amigos e familiares, mas maneiras de conhecer novas pessoas. Havia muita gente na conferência falando sobre grupos de apoio on-line e as muitas maneiras que ajudam os pacientes, especialmente aqueles com doença crônica. (McCarthy, 2012, tradução livre do autor).
De acordo com McCarthy (2012), podemos ver depoimentos de pacientes falando sobre a importância de grupos on-line como ferramenta de apoio a doenças.
Outro beneficio é centralização do conteúdo relacionado à saúde em um determinado lugar, a fim de garantir a qualidade das informações. A rede social também vai contribuir para o aumento de conteúdo acadêmico, facilitando a troca de conhecimento entre os usuários.
Visto isto, considera-se importante a criação de uma rede social para saúde para o público brasileiro.
1.4 ESTRUTURA DA MONOGRAFIA
Este trabalho está dividido em seis capítulos e estes se encontram descritos a seguir.
Capítulo I: apresenta o tema, objetivos, justificativa, problematização e a estrutura do trabalho;
Capítulo II: descreve o referencial teórico sobre a rede social e os sistemas de informação que darão sustentabilidade à proposta.
Capítulo III: define o tipo de pesquisa que é realizado nesta proposta, etapas metodológicas, cronograma, proposta da solução e as principais delimitações.
Capítulo IV: apresenta a modelagem da ferramenta proposta. Capítulo V: descreve o desenvolvimento da ferramenta proposta. Capítulo VI: apresenta as nossas conclusões e os trabalhos futuros.
2 REVISÃO BIBLIOGRÁFICA
Este capítulo apresenta a revisão bibliográfica para o desenvolvimento deste Trabalho de Conclusão de Curso (TCC). Neste, são considerados os seguintes tópicos: histórico da internet, o poder de divulgação na internet, comércio eletrônico, compras coletivas, mídias sociais, redes sociais e o seu relacionamento com a saúde.
2.1 WEB 2.0
A internet nasceu em 1980 com a elaboração do TCP/IP por Vinton Cerf, conhecido como o pai da internet. Na década de 90, Tim Berners Lee criaria a idéia de World Wide Web com o objetivo inicial de compartilhamento de arquivos com os amigos que atualmente é mais conhecido como Web ou WWW Assim surgindo o que seria chamado de Web 1.0, a primeira versão da internet.
Segundo Pereira e Batista (2007), as principais diferenças entre a Web 1.0 e Web 2.0 são:
Tabela 1 - Comparativo entre Web 1.0 e Web 2.0 Fonte: Pereira e Batista, 2007.
Web 1.0 Web 2.0
Utilizador é consumidor da informação Utilizador é consumidor e produtor da informação;
Dificuldades para elaboração de site com mais recursos para o usuário final;
Facilidades de criação e edição de paginas web;
Necessário um servidor pago para
hospedagem de paginas web; O utilizador tem uma variedade de servidores para hospedagens para paginas web;
Menor número de ferramentas e possibilidades.
Número de ferramentas e possibilidades ilimitadas.
A evolução tecnológica e o aumento de acesso realizado através de banda larga, foram os principais motivos para a facilidade de publicação de conteúdo através das mais variadas ferramentas, um exemplo seria a Wikipédia que faz parte do conceito de Web 2.0. A
web 2.0 é uma versão mais aprimorada da web 1.0, com uma interface mais rica em recursos e uma visão diferente de publicação de conteúdo.
De acordo com Tim O`Reilly (2005), o termo Web 2.0 surgiu reunião no Media International em 2004 e nessa reunião foi dita a seguinte frase:
A web 2.0 é a mudança para uma Internet como plataforma, e um entendimento das regras para obter sucesso nesta nova plataforma. Entre outras, a regra mais importante é desenvolver aplicativos que aproveitem os efeitos de rede para se tornarem melhores quanto mais são usados pelas pessoas, aproveitando a inteligência coletiva. (Tim O`Reilly, 2005, tradução livre do autor)
Como algumas características diferenciais da web 2.0, pode-se citar:
• Interface rica em componentes e de fácil utilização;
• Os aplicativos da web 2.0 geralmente criam comunidades de pessoas interessadas em um determinado assunto;
• A atualização da informação é feita colaborativamente e torna-se mais viável com o número de pessoas que aderem e atualizam;
• Com a utilização de tags em quase todos os aplicativos, ocorre um dos primeiros passos para a web semântica e a indexação correta dos conteúdos disponibilizados.
A Web 2.0 pode ser dividida em duas categoria principais, são elas:
• Categoria de aplicações online, ou seja aplicações que apenas funcionam conectadas na internet, pois as informações estão hospedadas em algum servidor na internet. Alguns exemplos: Wikipedia, eBay e YouTube.
• Categoria de aplicações offline, inclui aplicações que funciona apenas off-line com cache de dados e outras que funcionam em modo offoff-line e onoff-line. Alguns exemplos: Picasa fotos, iTunes e Google Maps.
Na Figura 1 pode-se ver que a produção de conteúdo é feita de forma colaborativa onde o conhecimento é compartilhada pela internet de forma coletiva e descentralizada de autoridade, e em alguns casos até a liberdade de editar o conteúdo de
outras pessoas que possuem conteúdo publicado.
Figura 1 – A diferença de publicação de conteúdo entre Web 1.0 e Web 2.0 Fonte: Ciência 2.0
2.2 A INTERNET E SEU PODER DE DIVULGAÇÃO
Com a popularização da Web para o uso comercial na Internet, várias empresas criaram suas páginas na Internet. As mais variadas áreas desde companhias áreas, bancos até restaurantes para divulgação de informações sobre seus serviços oferecidos. O objetivo dessas empresas principal é atingir um maior grupo de clientes com o marketing institucional usando a internet.
Cada vez mais as organizações estão reconhecendo a importância da internet como uma ferramenta não somente para obter informações, mas também como um meio utilizado para disseminar informações a respeito de seus produtos e serviços.
Sendo que um dos objetivos deste trabalho é o compartilhamento de documentos e informações entre os profissionais da saúde, funcionando como uma espécie de biblioteca digital. Maria (2002) afirma que é importante o conteúdo ser relevante, amigável e de qualidade para usuários que buscam essas informações.
Segundo Maria de Oliveira (2002), através da web, a internet pode oferecer serviços interativos com os usuários para facilitar a comunicação e acesso à informação, tais serviços podem ser como respostas imediatas para questões levantadas por usuários, comentários e sugestões de usuários. A rapidez e agilidade desses serviços facilitam o acesso as essas informações, diminuindo o tempo o gasto pelo usuário.
Segundo Maria (2002, p. 5), a internet possui muita informação espalhada: A internet provê acesso a uma quantidade gigantesca de informações científicas, culturais, artísticas, de lazer, em tempo real, onde tempo e distância já não são mais fatores significativos, sendo considerados obstáculos sem importância para a conveniência do usuário.
Essa biblioteca digital de documentos tem a finalidade de centralizar os arquivos, facilitando a busca e compartilhamento entre eles. Maria (2002, p. 6) afirma a importância de consultar acervo de uma biblioteca via internet:
A consulta ao acervo da biblioteca via internet é uma prática que possibilita ao usuário agilidade e rapidez na localização da informação, podendo estar em sua casa ou em qualquer outro local. Permitindo que, antes de ir à biblioteca, o usuário já tenha verificado se a mesma possui a informação e/ou documento desejado.
2.3 COMÉRCIO ELETRÔNICO
Os sites de venda e compra na Internet surgiram nos anos 90 assim que se tornou acessível para o pessoal. Albertin (1998) explica que o comércio eletrônico é definido como uma maneira de compra e venda de informações, produtos e serviços, utilizando a Internet. Os primeiros sites de comércio eletrônico formam o Amazon.com e E-bay ambos criados em 1995 e sem nenhum loja física ou seja totalmente virtuais.
negócios, utilizando a WEB. Ele complementa que o principal objetivo do comércio eletrônico é:
O objetivo mais simples do CE é comprar e vender pela Internet realizando lucro, mas o seu o motivo real é aumentar a eficiência do negócio de um modo geral e por meio de novos canais, atingir novos mercados e aumentar seu número de clientes.
Segundo Madeira (2007), o e-commerce ou comércio eletrônico pode ser dividido em 4 categorias.
B2B - Comércio empresa a empresa (Business to Business): É o comércio
utilizando os meios eletrônico para comunicação, ou seja, toda atividade que era feita com papel, agora, é feita utilizando sistemas de informação, assim, garantindo mais segurança e agilidade dos processos.
B2E - Comércio empresa ao empregado (Business to employee): É a integração de setores internos de uma empresa. Informações sobre produção, modelos de documentos, informações sobre cadastro no setor de recursos humanos, planos de saúde, etc são disponíveis de forma integrada na empresa.
B2C - Comércio empresa ao consumidor (Business to consumer): É troca de informações, produtos e serviços, diretamente, ao consumidor. Nessa categoria, estão incluídas lojas de livros aos portais de acesso à conta bancária.
C2C - Comércio consumidor ao consumidor (Consumer to consumer): Troca
de informações entre consumidores. Aqui podemos citar o site Mercado Livre, o programa de compartilhamento, chamado Kazaa, sistemas de transferência de fundos, como o Paypal.
Mas o comércio eletrônico não é utilizado em todo ramo de negócio. Madeira (2007) afirma que aumentou a concorrência, fornecendo aos compradores a possibilidade de poder comparar os preços rapidamente entre os produtos entre várias lojas, um exemplo é o serviço do Bondfaro que mostra os preços de um determinado produto em várias lojas. Mas, mesmo com toda essa facilidade, muitos clientes preferem o modo tradicional por ser mais seguro, trazer uma interação com o comprador/vendedor e poder manusear a mercadoria antes de comprar.
2.4 COMPRA COLETIVA
O surgimento das compras coletivas iniciou no Estados Unidos com uma empresa chamada Groupon. No Brasil, o iniciativa partiu do site Peixe Urbano, oferecendo desconto para vários produtos.
Segundo Maciel, a empresa de compra coletiva dispara vários e-mails a consumidores com promoções de seus produtos cadastrados com alguns descritivos e um cronômetro é mostrado para expiração da promoção. O cupom é somente enviado para o comprador após terminar a promoção.
Santos afirma que os dois maiores sites de compra coletiva são Groupon com 28% compradores e Peixe Urbano com 21%.
2.5 MÍDIAS SOCIAIS
Segundo Telles (2010), as mídias sociais são sites na internet desenvolvidos para permitir a criação de forma colaborativa de conteúdo dos mais variados assuntos, a interação social e o compartilhamento de informações em diversas formas. Alguns exemplos de mídias sociais: Facebook, Twitter, Flickr, Orkut, Google+, YouTube.
De acordo com Telles (2010), as mídias sociais podem ser classificadas em: compartilhamentos de vídeos, Podcasting, compartilhamento de fotos, microblogging, relacionamento social, social games, media sharing, social bookmarking, life casting e social media optimization.
Compartilhamentos de vídeos: É a forma de compartilhar vídeos dos mais variados temas. Os serviços mais conhecidos são: Youtube e Vimeo;
Podcasting: É uma forma de transmitir informações via mídia digital para qualquer pessoa. Geralmente é disponibilizado um portal ou site para baixar esses podcasting, dependendo do serviço, pode ser atualizado semanalmente ou mensalmente. Alguns serviços, como Gengibre e PodMark, trabalham em cima desse conceito.
Compartilhamento de fotos: São serviços para compartilhamento de fotos, criação de álbuns, e até alguns com opção de edição. Flick, Instagram estão entre os mais
conhecidos no serviço.
Microblogging: É uma espécie de mini blog. Nele a pessoa tem a opção de escrever em poucas palavras, alguma coisa referente a sua vida, serviço, tempo, etc e compartilhar seus seguidores. Também é possível colocar links. O Twitter é o mais conhecido nessa área.
Relacionamento social: São ambientes que têm como objetivo principal reunir pessoas para compartilhar textos, mensagens, fotos, vídeos, etc, além de permitir interação com outros membros e fazer novas amizades. Facebook, Google+ e Orkut estão entre os mais conhecidos atualmente.
Social games: São jogos desenvolvidos para ambiente de mídias sociais e rede sociais em que a pessoal pode jogar com um amigo de seu grupo. Uma exemplo de jogo é o FarmVille para o Facebook.
Media sharing: Serviço para compartilhamento de apresentações em slide no formato PowerPoint, PDF, OpenOffice ou Keynote (Mac). Um exemplo é o SlideShare.
Social bookmarking: É uma forma de salvar e de compartilhar teus sites favoritos num determinado lugar na Internet. Entre os mais conhecidos estão Delicious, Google Bookmarks e Digg.
Life casting: É um serviço para disponibilizar uma transmissão ao vivo de algum aparelho de vídeo. Os serviços mais conhecidos são Justin.tv e Ustream.
Social media optimization: É um conjunto de em todo para gerar publicidade por meio das mídias sociais, ou seja, unir todos os tipos de serviços on-line numa pagina só de um determinado usuário. Um exemplo é o site Meadiciona.com.
Este trabalho é classificado como uma mídia social do tipo relacionamento social, mais conhecido como redes sociais, pois possui características que fazem parte de uma rede social que são apresentadas mais adiante.
2.6 O QUE É UMA REDE SOCIAL
Um dos tipos de mídias sociais que vem crescendo cada vez mais é a rede de relacionamento social ou mais conhecida como rede social (Telles). O objetivo de uma rede social é proporcionar um ambiente virtual onde os usuários possam interagir com outros
usuários, trocar informações e interesses comuns, entre outras formas de comunicação como um chat, por exemplo.
O estudo que conceitua as redes sociais é o Small World (Mundo pequeno) também conhecido como Six Degrees of Separation (Seis graus de separação), realizado pelo Professor Stanley Milgram da Universidade de Harvard. O Six Degrees é uma teoria que demonstra que são necessários seis laços de amizade para que duas pessoas quaisquer estejam ligadas no mundo.
A primeira rede social surgiu em 1997 com o nome da própria teoria, SexDegrees. Ela permitia a criação de um perfil, publicação e listagem de contatos. Após essa rede social, surgiram várias outras, como o Facebook2 e Google+3.
De acordo com Recuero (2009), as redes sociais atuais são divididas em dois tipos: redes sociais emergentes e redes sociais de filiação ou associativas.
De acordo com Recuero (2009), as redes sociais emergentes são formadas à partir de interações de atores chamados de usuários no mundo virtual. Essas interações são realizadas por mediação de computadores. As redes sociais emergentes podem ser entendidas como pessoas usando computadores para interagir entre elas, essa interação pode ser uma simples conversa, por exemplo.
Figura 2 - Redes sociais emergentes Fonte: Recuero, 2009
Na Figura 2, pode-se perceber a quantidade de nós nos gráficos, onde cada nó representa um usuário e as ligações entre os nós representam as comunicações desses usuários. Isso demonstra, de acordo com Recuero (2009), uma sociabilidade maior, ou seja,
2 Facebook - Rede social de relacionamento, http://facebook.com 3 Google+ - Rede social de relacionamento, https://plus.google.com
mais quantidades de interação entre os usuários através de uma troca de mensagens, por exemplo.
As redes sociais de filiação possuem apenas um conjunto de atores. Este tipo de rede social é medida usando as variáveis atores e eventos. Vamos olhar um exemplo prático com o Facebook. Os usuários são uma rede social de filiação. Os comentários dos usuários são as redes sociais emergentes. Neste exemplo, é possível ter os dois tipos de redes sociais.
Figura 3 - Redes sociais de filiação ou associativas Fonte: Recuero, 2009
Na Figura 3, é visto uma grande quantidade de nós com poucas ligações, isso representa pouca interação com os usuários, já que não é obrigado ter interação com outro individuo. Um exemplo seria uma lista de amigos do Facebook de um pessoa X, nessa lista é possível ter vários amigos, mas a pessoa X não conversa ou talvez nem conheça todas as pessoas estão na sua lista de relacionamento. Como esta comunicação não é obrigatória, o tamanho desta lista é bem maior que a rede social emergente.
O projeto de rede social, tratado neste trabalho, é definido como uma rede social emergente e rede social de filiação, pois como veremos no Capítulo 5, existem duas funcionalidades principais que definem esses conceitos: 1) as mensagens enviadas para outros usuários em forma de bate papo, definindo uma rede social emergente; 2) grupos de estudo, definindo uma rede social de filiação ou associativa.
2.7 REDES SOCIAIS E A SAÚDE
Com a grande popularidade das redes sociais, cada vez mais usuários estão interagindo, trocando conhecimento e informações dos mais variados tipos de assuntos. Segundo o site Amchan (2013), nos EUA, 61% da população de adultos procuram informação na internet, antes mesmo de agendar uma consulta, realizando, assim, um diagnóstico para levar ao médico. Isso demonstra a importância das redes sociais para saúde fora do Brasil. No Brasil não temos essa demanda, pois, ainda, é um mercado em crescimento.
O site Saúde Web (2012), comenta sobre 6 ideias na área da saúde. Uma delas trata-se de uma rede social para a saúde, onde as pessoas estão dispostas a compartilhar cada vez mais informações e ajudar na melhoria de testes clínicos.
Atualmente no Brasil existem tais redes sociais para saúde: YouDoc4, iMeds5, e a MyBubble6 que é de Portugual.
A rede social YouDoc utiliza o conceito de rede social especializada. A tela de entrada não possui muitas informações, nem imagens sobre a rede social. No ponto de vista de novos usuários, isso é bem importante. Um ponto a destacar é que ela foi desenvolvida utilizando a plataforma Ning7. A plataforma Ning possibilita criação de uma rede social especializada, mas, como é um pouco genérica, possui algumas limitações da própria plataforma.
A rede social iMeds utiliza o conceito de rede social especializada. O acesso dela é disponível a qualquer médico e é fácil preencher o cadastro. O foco da rede é apenas para médico, não sendo possível o cadastro de pacientes, estudante ou clinicas. A tela de entrada é possível ver algumas telas de como a rede funciona internamente, como a área para discussão e a criação de artigos científicos.
A rede social MyBubble utiliza dois conceitos de redes sociais: rede social especializada e rede social profissional. Como exemplo de rede social profissional temos o LinkedIn8. O acesso à rede é restrito à pessoas convidadas. A rede é voltada apenas para o médico, não possuindo acesso para pacientes, estudantes ou clínicas. Outro fato importante é
4 YouDoc – http://youdoc.com.br, Rede social especializada para médicos. 5 iMeds – http://www.imeds.com.br/, Rede social especializada para médicos. 6 MyBubble - http://www.mybubble.pt/, Rede social para médico em Portugual. 7 Ning – http://ning.com , Plataforma para criar uma rede sócia.
a falta de informação sobre a rede social. Na página principal só está descrito as funcionalidades, mas não mostra nenhuma tela.
Diante das redes sociais citadas acima, vimos que algumas não possuem determinadas funcionalidades ou é apenas para um determinado público-alvo, ou para um público fechado. A proposta desse projeto é trazer para uma única rede social todas essas funcionalidades.
3 METODOLOGIA
Segundo Oliveira (1997, p. 47), o objetivo da metodologia científica é de buscar relações entre a causa e efeitos de algum fenômeno qualquer, a fim de demonstrar a verdade e suas aplicações. Oliveira (1997, p. 47), também, cita a importância no mundo acadêmico:
No mundo acadêmico, fazer ciência é importante para todos porque é por meio dela que se descobre e se inventa. Por intermédio da ciência e da tecnologia é que temos os aparelhos de comunicação, o computador, fibras ópticas, meios de transportes complexos, instrumentos cirúrgicos de alta precisão, equipamentos na área de engenharia, energia nuclear, complexos sistemas de produção, aviões, foguetes, matérias bélicos, controle das pragas e aumento de produtividade no setor agropecuário, dentre outros.
3.1 TIPOS DE PESQUISA
3.1.1 Pesquisa Bibliográfica
Segundo Gil (1991), a pesquisa bibliográfica é elaborada a partir de material já publicado, constituída, principalmente, de livros, artigos periódicos e, atualmente, materiais disponibilizados na Internet.
Com a finalidade de definir um escopo para o projeto realizamos uma pesquisa bibliográfica através de artigos científicos, livros relacionados a redes sociais e saúde e livros técnicos sobre internet e mídias sociais.
3.1.2 Pesquisa Aplicada
pesquisar, comprovar ou rejeitar hipóteses.
Esse tipo de pesquisa tem o objetivo de pesquisar o tema na prática. Uma rede social foi desenvolvida com o objetivo de perceber a necessidade deste tipo de aplicação tanto no meio acadêmico como meio social.
3.2 ETAPAS METODOLÓGICAS
Este tópico aborda todas as etapas identificadas para a elaboração e a execução do projeto, dentre elas estão: a pesquisa bibliográfica, a pesquisa aplicada, o levantamento de requisitos, a modelagem do problema, o desenvolvimento da aplicação em si, os testes e validações e a implantação.
Na Figura 4, apresentamos as etapas metodológicas para o desenvolvimento deste projeto da rede social chamada de Socialhelp. A metodologia foi dividida em algumas etapas, são elas: pesquisa bibliográfica, análise de requisitos, modelagem do problema, desenvolvimento do software, testes e validações e, por fim, a implantação do software.
A pesquisa bibliográfica foi realizada usando-se as referências no assunto que abrangem o tema do projeto, neste caso, o tema é redes sociais para a saúde.
Na análise de requisitos foram levantadas necessidades para o desenvolvimento do projeto, desde as funcionalidades que poderiam ser importantes para a saúde, até pesquisas de mercado em outras redes sociais para a saúde que estão no mercado brasileiro e americano.
Na modelagem do problema, é elaborada toda a parte de metodologia de desenvolvimento, documentação e banco de dados. No Capítulo 4 apresentamos os principais pontos da modelagem de seus diagramas, a linguagem de modelagem, chamada de UML e o banco de dados MySQL.
Na etapa de desenvolvimento demonstramos a elaboração do projeto. Nesta etapa realizamos todo o desenvolvimento do software, desde a parte da criação e modelagem do banco de dados, passando pelas regras de negócios, a parte dinâmica da rede social, até chegarmos à parte visual da aplicação.
Nos testes e validações testamos e validamos os requisitos definidos na etapa de modelagem do projeto. A validação é feita de acordo com a modelagem, para validar se realmente foi feito o software de acordo com as necessidades levantadas inicialmente. Os
testes têm o objetivo de verificar se existe alguma falha no software.
Na última etapa é realizada a migração do projeto, que está no ambiente de
desenvolvimento, para o ambiente de produção. Este procedimento é chamado de deploy da aplicação. Este procedimento é feito sem a utilização de ferramentas automáticas. As etapas
do processo são: criação de uma cópia do banco de dados, importação para o servidor de produção, criação de uma cópia do código fonte da aplicação e importação para o servidor de produção.
Figura 4 - Etapas metodológicas Fonte: Elaboração dos autores, 2013
3.3 PROPOSTA DE SOLUÇÃO
Este trabalho tem como objetivo desenvolver um ambiente virtual, baseado no conceito de rede social para a área da saúde, chamado de Socialhelp. (Esta aplicação está disponível no endereço eletrônico http://socialhelp.com.br.) Os usuários da Socialhelp serão estudantes, professores, pesquisadores e pessoas que não são profissionais da saúde. O ambiente será composto por algumas funcionalidades características de uma rede social: rede de relacionamentos, amizades, lembretes e outras características mostradas no Capítulo 5.
Na Figura 5, visualizamos quatro círculos que representam a arquitetura, de forma simplificada, da Socialhelp. O círculo Base Social é composto por toda a rede de relacionamentos, como usuários e amigos. O círculo Base de Aplicativos é composto de aplicativos básicos de cada perfil de usuário. O círculo Aplicativos Sociais é composto por todos os aplicativos desenvolvidos para expandir as funcionalidades da Socialhelp, tais aplicativos são integrados com a Base Social e Aplicativos Sociais. Por último, o círculo central representa toda comunicação e integração entre essas áreas.
Figura 5 – Conceito abstrato da solução para Socialhelp Fonte: Elaboração dos autores, 2013
Na Figura 6 representa a infraestrutura computacional da Socialhelp, a Socialhelp está no serviço de cloud computing da Amazon Web Services9 e usa uma maquina com CPU Xeon 2.27 Ghz, 590 MB de memória ram, 8 Gb de disco com o sistema operacional Debian. Todo ambiente de produção foi configurado manualmente de acordo com a necessidade da Socialhelp, como a configuração não é foco do trabalho não vai ser descrita.
Para estrutura da Socialhelp, foi utilizado o framework CodeIgniter e o banco de dados MySql, ambos vão descritos no Capítulo 4. Na imagem é possível ver que os aplicativos sociais da Socialhelp possui sua própria base de informação e também se comunica com a Base Social e a Base de Aplicativos comentando na Figura 5.
As tecnologias utilizadas no projeto são:
• Linguagem: PHP;
• Banco de dados: MySQL;
• Frameworks: CodeIgniter (PHP), jQuery (Ajax) e Bootstrap (User Interface).
Figura 6 - Infraestrutura computacional da Socialhelp Fonte: Elaboração dos autores, 2013
3.4 DELIMITAÇÕES
As delimitações deste projeto são em decorrência dos estudos realizados pelos tipos de pesquisas apresentados neste projeto de conclusão de curso, devido à complexidade, focamos apenas nas principais funcionalidades do projeto.
São delimitações deste projeto:
• desenvolver um ambiente para comunicação entre paciente, estudante e profissionais da saúde;
• desenvolver um ambiente para compartilhamento de documentos digitais e artigos relacionados à saúde;
• desenvolver uma ferramenta para criação de grupos de estudos; • não desenvolver um aplicativo para plataformas móveis;
4 MODELAGEM DA REDE SOCIAL
Neste capítulo, descrevemos o processo de desenvolvimento de uma rede social na Web focada na área da saúde. Na Seção 4.1, apresentamos detalhadamente o UML. Junto a UML, destacamos, na Seção 4.2, alguns diagramas e modelos gerados a partir dos requisitos levantados para o desenvolvimento da rede social na Web. Na Seção 4.3 é comentado sobre as ferramentas utilizadas no desenvolvimento deste Trabalho de Conclusão de Curso.
4.1 UML
A modelagem de um sistema computacional pode ser definida por uma série de atividades para o planejamento de uma boa arquitetura, elaboração dos processos e definição das melhores ferramentas. O objetivo da modelagem é elaborar um código mais limpo, com menos erros e de fácil manutenção (BOOCH, 2000). A modelagem é uma das etapas do processo de desenvolvimento de um software. Hadad (2008) diz que o processo de desenvolvimento é como uma receita e necessita de alguns itens, como, por exemplo: os passos a serem adotados, os agentes a serem explicados, os insumos que serão utilizados e o resultado esperado.
A UML fornece símbolos e regras para representar graficamente o conceito e a parte física de um sistema, ajudando na compreensão do mesmo. Esses símbolos são chamados de diagramas (BOOCH, 2000). Criada em parceria com Grady Booch, Dr. James Rumbaugh, Ivar Jacobson e muitos outros em 1995, a UML foi criada com o objetivo de representar simbolicamente características relacionadas ao desenvolvimento de software, como visualização, especificação, construção e documentação.
Os diagramas da UML permitem apresentar de forma gráfica vários aspectos do sistema, tais como regras de negócios, classes, fluxo de atividades executadas entre outras funcionalidades relacionadas à lógica do desenvolvimento. Atualmente, a UML está na versão 1.3, a mesma foi utilizada para realizar a modelagem do projeto, utilizando a ferramenta case chamada Enterprise Architecture (EA).
Booch (2000) apresenta nove tipos de diagramas para modelar um software, que são:
• diagrama de classes; • diagrama de objetos; • diagrama de casos de uso; • diagrama de sequencia; • diagrama de colaborações; • diagrama de gráficos de estados; • diagrama de atividade;
• diagrama de componentes; • diagrama de implantação.
Devido à complexidade de alguns diagramas UML, descrevemos os seguintes diagramas: casos de uso e diagrama de classe, representando as principais funcionalidades da Socialhelp. Na Seção 4.2, são apresentados os diagramas deste projeto.
4.2 DIAGRAMAS
Diagrama é uma forma simbólica de especificar os requisitos do software. A notação gráfica UML utiliza os diagramas para descrever graficamente os requisitos do software. Nas seções que seguem , descrevemos os principais diagramas que foram utilizados para elaborar a modelagem da Socialhelp, como diagrama de casos de uso e diagrama de classes.
4.2.1 Diagrama de casos de uso
Os diagramas de casos de uso têm o objetivo de mostrar as interações entre o caso de uso e os atores do sistema. Em poucas palavras, esse diagrama é basicamente uma representação gráfica dos requisitos iniciais do sistema a ser desenvolvido.
O diagrama de casos de uso representa um conjunto de casos de uso, atores e seus relacionamentos. Este diagrama é considerado um diagrama importante para visualizar, especificar e documentar o comportamento de um elemento no sistema (BOOCH, 2000).
A Figura 7 representa os casos de uso dos usuários da rede social para a saúde de uma forma mais ampla, abrangendo as suas principais funcionalidades. Os atores dos casos de uso estão divididos em quatro tipos: estudante, pesquisador, profissional da saúde e sem vínculo com a saúde, sendo que todos eles são considerados usuários da rede social. Além disso, podemos ver que qualquer tipo de usuário pode acessar às seguintes funções: usuário, amigo, grupo de estudos, biblioteca e artigos.
Figura 7 - Diagrama de casos de uso geral da Socialhelp Fonte: Elaboração dos autores, 2013.
A Figura 8 representa o caso de uso do usuário, para todos os usuários da rede social é possível executar duas operações: alterar perfil e enviar mensagem. No UC alterar
perfil, é possível alterar algumas informações do usuário, como, por exemplo, seus dados
pessoais, profissionais e acadêmicos, configurações sobre notificações da rede social, sua foto e senha. No UC mensagem, é possível enviar mensagens privadas para os amigos que estão na sua rede de relacionamento.
Figura 8 - Diagrama de casos de uso usuário da rede social Fonte: Elaboração dos autores, 2013.
A Figura 9 apresenta o caso de uso amigo. Neste UC, é possível a qualquer usuário do sistema executar três operações: adicionar amigos, pesquisar por usuários e recusar amigos. No UC adicionar amigo, o sistema envia uma solicitação de amizade para o usuário adicionado. O UC pesquisar por usuários permite aos usuários procurar por alguma pessoa cadastrada na rede social e enviar uma solicitação de amizade. O UC recusar permite que o usuário que recebeu a solicitação de amizade recuse a solicitação.
Figura 9 - Diagrama de casos de uso do amigo Fonte: Elaboração dos autores, 2013.
A Figura 10 representa o caso de uso grupo de estudo. Qualquer usuário da rede social pode executar as operações: visualizar grupo de estudo, criar grupo de estudo, entrar em grupo de estudo, cancelar grupo de estudo, adicionar arquivo no grupo e criar artigo no grupo. No UC visualizar grupo de estudo, o usuário pode acessar a todos os grupos criados por ele. Já o UC criar grupo de estudo permite ao usuário criar um grupo de estudos com um determinado tema, além de convidar participantes para fazer parte do seu novo grupo. Esses participantes recebem uma notificação que chamamos de convite, e o usuário que a recebeu deve aceitá-la para poder juntar-se ao grupo de estudos. O UC entrar em grupo de estudo é apenas um acesso para o grupo. No UC cancelar grupo de estudo, o usuário que criou o grupo poderá cancelar o grupo. A partir deste momento, as opções disponíveis serão: visualização das mensagens, documentos, artigos e lembretes. O UC adicionar arquivo permite o compartilhamento de arquivos com o grupo em um espaço que chamamos de biblioteca.
Figura 10 - Diagrama de casos de uso do grupo de estudo Fonte: Elaboração dos autores, 2013.
Na Figura 11, podemos ver o diagrama de caso para funcionalidade biblioteca. No UC biblioteca, qualquer usuário da rede social pode acessar a essa funcionalidade. Neste UC, os usuários podem pesquisar por arquivo, adicionar arquivo, visualizar, excluir e
Figura 11 - Diagrama de casos de uso da biblioteca Fonte: Elaboração dos autores, 2013.
A Figura 12, diagrama abaixo, representa o diagrama de caso de uso para ferramenta artigo. Para usuário sem vínculo com saúde, é possível efetuar três operações,
visualizar, compartilhar e recomendar artigo, já, aos usuários estudante, pesquisador e
profissional da saúde, é possível efetuar criação, edição e publicação de artigo, além das outras três operações citadas no UC.
Figura 12 - Diagrama de casos de uso do aplicativo artigo da Socialhelp Fonte: Elaboração dos autores, 2013.
4.2.2 Diagrama de classe
Este diagrama é importante para conhecermos o relacionamento entre as classes do sistema. Geralmente, o diagrama de classe e sequência estão relacionados, mas não detalhamos este relacionamento aqui. Outra informação importante é que todas as classes são herdadas da classe CI_Model que é a classe principal do framework utilizado no projeto. Descrevemos o framework Code Igniter em detalhes, na Seção 4.3.
O diagrama de classe é utilizado geralmente em sistemas que envolvem o conceito de orientação a objetos, nele são mostradas informações com classes, interfaces, colaborações e relacionamento entre as classes (BOOCH, 2000).
Na Figura 13, visualizamos uma das classes principais do projeto, chamada de
UsuárioModel. Esta classe salva todas as informações pessoais do usuário e várias outras
classes se relacionam com ela para salvar informações vinculadas a um determinado usuário da rede social. Algumas dessas classes podem ser visualizadas na Figura 9, como, por exemplo, TipoSanguineoModel, StatusModel, PerfilModel e outras. Caso o usuário tenha perfil de estudante, profissional da saúde ou pesquisador, a classe UsuarioEstudanteModel representará as informações sobre o curso que este usuário concluiu ou que está em andamento. A classe UsuarioProfissionalModel é responsável por representar a área de atuação do profissional da saúde.
Figura 13 - Diagrama de casos de classes referente ao usuário Fonte: Elaboração dos autores, 2013.
A Figura 14 representa a classe AmigoModel que é responsável pelos amigos de um determinado usuário, ou seja, a rede de relacionamento do usuário. Com essa de
relacionamento, a rede social pode sugerir amigos próximos, aumentando a interação entre os usuários.
Figura 14 - Diagrama de casos de classes referente ao amigo Fonte: Elaboração dos autores, 2013.
A Figura 15 representa as classes que são responsáveis pela gestão dos grupos de estudos da rede social. A classe GrupoEstudoModel é responsável pelos grupos de estudos, a classe GrupoEstudoUsuarioModel realiza os relacionamentos entre o grupo de estudos e seus participantes que são usuários da rede social. E por fim a classe
GrupoEstudoMensagemModel controla todas mensagens trocadas dentro do grupo de estudo
pelo seus participantes. Além dessas três funcionalidades, o grupo de estudos está preparada para receber futuramente mais funcionalidades relacionadas à criação de artigos, lembretes e
Figura 15 - Diagrama de casos de classes referentes ao grupo de estudo Fonte: Elaboração dos autores, 2013
Na Figura 16, a classe BibliotecaModel é responsável pelos documentos que são salvos na rede social, formando uma espécie de biblioteca digital. Assim, como as outras classes, essa tem relacionamento com a classe UsuárioModel.
Figura 16 - Diagrama de casos de classes referente a biblioteca Fonte: Elaboração dos autores, 2013.
Na Figura 17, as classes TimelineModel e MensagemModel são responsáveis pela linha de tempo ou timeline do usuário, que, aqui, mostra, em ordem cronológica, todas mensagens enviadas e compartilhadas pelo os usuários e seus amigos da rede de relacionamento.
Figura 17 - Diagrama de casos de classes referente a linha de tempo Fonte: Elaboração dos autores, 2013.
Na Figura 18, a classe ShappsModel é responsável por listar as informações de todos aplicativos disponibilizados na rede social, é uma forma de loja de aplicativos. A ideia da loja é ter os mais variados tipos de aplicativos para saúde integrado com a rede social desenvolvido pela própria rede social. Em nível de banco de dados, todos os aplicativos da loja estão em outro banco de dados diferente da rede social, tal decisão foi tomada para organizar melhor as tabelas e trazer uma segurança maior.
Figura 18 - Diagrama de casos de classes referente à loja de aplicativo da Socialhelp Fonte: Elaboração dos autores, 2013
Na Figura 19, o diagrama representa as classes do aplicativo artigo. Para qualquer aplicativo, é criado uma classe principal, neste caso ,chamada de AppArtigoModel o qual tem um série de parâmetros utilizados durante aplicação e sua chave de registro. A classe
ArtigoModel é responsável pelo artigo escrito pelos usuários, e ela possui duas dependências
Figura 19 - Diagrama de casos de classes referente ao aplicativo artigo da Socialhelp Fonte: Elaboração dos autores, 2013.
Na Figura 20, os diagramas representam as classes do aplicativo ebulario, que é uma espécie de biblioteca de bulas online para consultas. Assim como no aplicativo artigo, o
ebulario possui uma classe principal chamada AppEbularioModel. A classe EbularioBulasModel é responsável pelas bulas, já a classe EbularioVisualizacoesModel é
responsável pela contagem de visualizações de cada bula, disponibilizando assim um rank de bulas mais visualizadas, essa classe possui uma dependência da classe UsuarioModel.
Figura 20 - Diagrama de casos de classes referente ao aplicativo ebulario da Socialhelp Fonte: Elaboração dos autores, 2013.
4.2.3 Diagrama de Entidade Relacional
O Diagrama de Entidade Relacional representa as tabelas do banco de dados. Esse diagrama é facilmente confundido com o diagrama de classes, mas são representações diferentes. O objetivo desse diagrama é mostrar o relacionamento entre as tabelas do banco de dados e, também, descrever os campos e seus tipos de dados.
Representa o problema a ser modelado a nível de sistemas de gerenciadores de banco de dados, e, basicamente, utiliza dois símbolos retângulos para representar entidades e losangos para representar relacionamentos (HAUSER, 2004).
A Figura 21 representa as tabelas relacionadas aos usuários da rede social. Para nomenclatura da chave estrangeira, optamos seguir a seguinte convenção: fk_tabela1_tabela2, onde fk é a abreviação de chave estrangeira (do inglês Foreing Key) e tabela 1 e tabela 2 são as tabelas que se relacionam.. Para os campos de chave estrangeira, foi definida a seguinte convenção: tabela_estrangeira_id, onde tabela_estrangeira representa o nome da tabela que se relacionará com a tabela atual e id é o identificador único dos dados da tabela estrangeira. Os campos em negrito são obrigatórios na rede social.
Figura 21 - Diagrama da entidade relacional do usuário Fonte: Elaboração dos autores, 2013.
A Figura 22 representa a funcionalidade amigo. Neste diagrama, podemos visualizar três tabelas, a tabela amigo que é responsável por ter toda a rede de relacionamento de um determinado usuário da Socialhelp. As outras duas tabelas são do diagrama usuário, comentado na Figura 20.
Figura 22 - Diagrama da entidade relacional do amigo Fonte: Elaboração dos autores, 2013.
A Figura 23 representa o grupo de estudo, a tabela grupo_estudo é usada para salvar as informações referente ao grupo, já a tabela grupo_estudo_usuario é utilizada para relacionamento com os participantes do grupo, sendo possível definir um coordenador do grupo.
Figura 23 - Diagrama da entidade relacional do grupo de estudo Fonte: Elaboração dos autores, 2013.
A Figura 24 representa as mensagens trocadas entre os participantes do grupo de estudo, um detalhe é a quantidade de mensagem recomendada. Esta informação permite que o participante visualize as mensagens mais recomendadas pelo os usuários no grupo.
Figura 24 - Diagrama da entidade relacional do grupo de estudo referente a mensagens Fonte: Elaboração dos autores, 2013.
A Figura 25 representa a funcionalidade biblioteca, que tem o de salvar documentos adicionados e compartilhar documentos na Socialhelp, é uma espécie de biblioteca digital. Para facilitar a busca, é disponibilizado um campo de palavras chaves com o objetivo de divulgar os direitos autorais, foi colocado um campo chamado fonte, para fazer referencia do direito autoral no documento. Para seguir a padronização de documentos digitais, foram colocados também alguns campos que funcionam como metadados desse documentos, como titulo, descrição, fonte, descrição e data. Os metadados são informações sobre o documento.
Figura 25 - Diagrama da entidade relacional da biblioteca digital Fonte: Elaboração dos autores, 2013.
A Figura 26 representa linha de tempo, aqui podemos visualizar todo histórico de publicação, compartilhamento, recomendações do usuário entre outras informações. É nessa área que o usuário pode visualizar as mensagens dos amigos que estão na sua rede de relacionamento. Também pode ser chamado de linha de tempo do usuário, pois tem o objetivo de listar todas as atividades feitas pelos usuários.
Figura 26 - Diagrama da entidade relacional da linha do tempo Fonte: Elaboração dos autores, 2013.
A Figura 27 representa as tabelas dos aplicativos artigo, ebulario e a de gerenciamento dos aplicativos oferecidos na Socialhelp, chamada shapps. Essas tabelas estão em outro banco de dados chamado socialhelp_apps.
As tabelas que tem relação com artigo, possuem o prefixo artigo no nome da tabela, a mesma regra para o aplicativo ebulario. Está conversão tem o objetivo de facilitar a identificação e organização das tabelas de aplicativo na Socialhelp..
Figura 27 - Diagrama da entidade relacional à loja de aplicativos da Socialhelp Fonte: Elaboração dos autores, 2013.
4.3 FERRAMENTAS
Para o desenvolvimento da rede social para saúde, precisamos basicamente de uma linguagem de programação e um sistema de gerenciamento de banco de dados (SGBD).
O PHP é uma linguagem de programação interpretada, livre, que roda no lado do servidor e possui recursos de orientação a objetos. De acordo com Milani (Milani, 2010), essa linguagem foi criada em meados de 1995 por Ramus Lerdorf, considerada open source e uma linguagem bem produtiva para sites, portais e sistemas. A utilização de uma linguagem de programação é apenas o início do desenvolvimento. Para aumentarmos a produtividade,
com reutilização de código e utilização de padrões de projeto (Gramma, 2006), utilizamos alguns frameworks: Code Igniter (Sadzinski, 2007), Bootstrap (Vinicius, 2012) e jQuery (Samy, 2008).
Um framework é considerado um conjunto de bibliotecas com a finalidade de executar determinada tarefa. O objetivo principal é a facilidade e aproveitamento de código. Os framework são escritos geralmente, usando padrões de projetos e boas práticas, deixando o seu código seguro e de execução rápida.
O CodeIgniter é um framework de desenvolvimento de aplicações web. Possui recursos que agilizam e padronizam o código da aplicação, utilizando MVC (Model – View –
Controller) que é uma forma de estruturar o projeto em camadas. Trabalha com o conceito de
MVC, separando o código em 3 camadas: Model, View e Controller, facilitando o desenvolvimento e a manutenção do sistema.
O jQuery é um framework desenvolvido em javascript, e sua execução é feita do lado do cliente, que ,no nosso caso, é o navegador. Esse framework oferece vários recursos que facilitam o desenvolvimento e tornam a aplicação mais interativa para o usuário.
O Bootstrap é um framework desenvolvido pelo Twitter10, e os principais recursos são o oferecimento de ferramentas visuais para elaboração de layout, formulários, CSS11, componentes javascript, entre outros recursos (Vinicius, 2012). A sua escolha, para utilização neste trabalho, deve-se ao fato de ele ser um framework de fácil utilização, com vários recursos para o desenvolvimento e por ser livre.
O MySQL é o sistema de gerenciamento de banco de dados (SBGD) popular, amplamente utilizado por várias empresas grandes como Google12, NASA13, Cisco14 entre outras. Por ser um software livre, foi uma das principais justificativa para escolha de projeto e também atender os requisitos do projeto.
Para disponibilizar o projeto na Web, é necessário um servidor Web, com suporte a PHP e MySQL. O Amazon serviço de computação nas núvens oferece uma estrutura totalmente customizada. Por ser um serviço gratuito durante 12 meses, com algumas limitações, utilizamos esse serviço para disponibilizar a rede social na Web através do endereço: http://socialhelp.com.br.
10 Twitter – Um serviço de micro blog, http://twitter.com
11 CSS – Define comportamento visual da paginas web, http://www.w3.org/Style/CSS/ 12 Google – Buscador de contéudo, http://google.com.br
13 NASA – Agência de adminstração área dos EUA, http://www.nasa.gov/ 14 Cisco – Empresa de rede e comunicações, http://www.cisco.com/
Como isso tudo se relaciona, abaixo segue uma figura explicado como as tecnologias se relacionam e quais suas funções.
Figura 28 - Relacionamento entre as tecnologias Fonte: Elaboração dos autores, 2013.
A Figura 28 representa a comunicação entre as tecnologias utilizadas na Socialhelp. Todo processamento da requisição feita pelo usuário é realizada no servidor. No lado do cliente, neste caso, um browser é utilizado, o Bootstrap, para comportamento visual da Sociahelp, a biblioteca jQuery é responsável por validações, efeitos visuais mais dinâmicos, requisições assíncronas.
5 DESENVOLVIMENTO DA REDE SOCIAL
Este capítulo tem o objetivo de apresentar as principais funcionalidades, o histórico de desenvolvimento e as telas da rede social para saúde Socialhelp.
5.1 SOCIALHELP
A ideia inicial do projeto foi levantar as redes sociais para saúde no mercado brasileiro, com o objetivo de reunir informações sobre suas funcionalidades, vantagens e desvantagens. Esse levantamento foi importante para saber se as redes sociais atuais estão sendo usadas e quais suas deficiências. Os resultados obtidos mostraram que existem redes sociais para saúde muito específicas, e a maioria delas não oferecem forma de interação entre os usuários, outras fazem apenas uma tarefa de agendamento e algumas são pagas. A partir desse resultado, ficou claro que faltava uma rede para unir as funcionalidades comuns para área da saúde em apenas num único lugar, onde esas funcionalidades poderiam ter uma integração maior, surgindo a Socialhelp, uma rede social para saúde totalmente integrada e expansível.
A Socialhelp permite expandir novas funcionalidades, usando a base de dados e funcionalidades básicas da rede. A ideia é semelhante aos aplicativos sociais do Facebook, ou seja, um desenvolvedor cria o aplicativo e disponibiliza no Socialhelp e, a partir desse momento, o usuário basta aceitar o termo de uso e começar a utilizá-lo dentro da rede social. Na Seção 5.2, são apresentadas as principais funcionalidades da Socialhelp.
5.2 FUNCIONALIDADES
5.2.1 Login
Na Figura 29, a tela de login é limpa e objetiva, as finalidades aqui são de efetuar um novo cadastro de conta com alguns dados iniciais, fazer o acesso, usando o e-mail cadastrado ou ainda lembrar a senha, caso o usuário esqueça. Também, é mostrado uma mensagem de bem vindo com imagens de algumas telas e uma pequena descrição das principais funcionalidades da Socialhelp.
A nível de banco de dados, o e-mail é uma chave primária para a tabela usuário, ou seja, é possível cadastrar apenas uma conta com o mesmo e-mail. Com esse mesmo e-mail, é utilizado para enviar um lembrete de senha para o e-mail solicitado, gerando assim uma nova senha. No Capítulo 4 de modelagem, são descritos, com mais detalhes, os diagramas, entidade relacional e o caso de uso usuário da rede social.
Figura 29 - Tela de entrada da Socialhelp Fonte: Elaboração dos autores, 2013.