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NOVO CÓDIGO CIVIL LEI NO , DE 10 DE JANEIRO DE 2002

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NOVO CÓDIGO CIVIL

LEI NO 10.406, DE 10 DE

JANEIRO DE 2002

UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARANÁ

ENGENHARIA CARTOGRÁFICA E DE AGRIMENSURA

Augusto Polese Paulo Hajime Arimori

Priscila Negrão Taís Jeane Ortolan

CADASTRO TERRITORIAL

(2)

PARTE ESPECIAL

(3)

Possessio

sedere

potestas

sessio

potis

PODER

ASSENTADO

POSSE

(4)

O QUE É POSSE?

A posse é a exteriorização da propriedade, que

é o principal direito real;

A posse precisa ser estudada e protegida para

evitar violência e manter a paz social;

A posse existe no mundo antes da propriedade,

afinal a posse é um fato que está na natureza,

enquanto a propriedade é um direito criado

pela sociedade;

(5)

“Dizemos que a posse é uma relação de fato

transitória, enquanto a propriedade é uma

relação de direito permanente, e que a

propriedade prevalece sobre a posse (súmula

487 do STF: será deferida a posse a quem

(6)

COMO É CLASSIFICADA A POSSE?

Direta e indireta

“Quando , por força de obrigação, ou direito,

em casos como o do usufrutuário, do credor

pignoratício, do locatário, se exerce

temporariamente a posse direta, não anula

esta às pessoas, de quem eles a houverem, a

(7)

COMO É CLASSIFICADA A POSSE?

Justa e injusta

• Posse justa não é violenta, clandestina ou precária; • Clandestina no sentido de “às escondidas”;

• Violenta quando feita à força;

• Precária é quando o agente nega-se a devolver a

(8)

COMO SE ADQUIRE A POSSE?

Originária - não há relação de causalidade

entre posse atual e anterior - é aquisição sem

transmissão, equivale ao “tomar posse” .

Derivada - posse que se dá com transcrição e

que se faz acompanhar dos seus vícios.

(9)

COMO SE PERDE A POSSE?

Art. 1.223:

Perde-se a posse quando cessa, embora contra a vontade do possuidor, o poder sobre o bem, ao qual se refere o art. 1.196 (do possuidor).

Art. 1.224:

Só se considera perdida a posse para quem não

presenciou o esbulho, quando, tendo notícia dele, se abstém de retornar a coisa, ou, tentando recuperá-la, é violentamente repelido.

(10)

O QUE SÃO DIREITOS REAIS SOBRE

IMÓVEIS?

Art. 1.225: • I - a propriedade; • II - a superfície; • III - as servidões; • IV - o usufruto; • V - o uso; • VI - a habitação;

(11)

DIREITOS REAIS SOBRE IMÓVEIS

• VII - o direito do promitente comprador do imóvel; • VIII - o penhor;

• IX - a hipoteca; • X - a anticrese;

• XI - a concessão de uso especial para fins de

moradia;

(12)

DIREITOS REAIS SOBRE IMÓVEIS

Segundo o art. 1.227, esses direitos só se

adquirem com o registro no Cartório de

Registro de Imóveis dos referidos títulos, salvo

casos expressos nesse código.

(13)

COMO DEVE SER EXERCIDO O

DIREITO DE PROPRIEDADE?

Art. 1.228, § 1o :

O direito de propriedade deve ser exercido em

consonância com as suas finalidades econômicas e sociais e de modo que sejam preservados, de

conformidade com o estabelecido em lei especial, a flora, a fauna, as belezas naturais, o equilíbrio

ecológico e o patrimônio histórico e artístico, bem como evitada a poluição do ar e das águas.

(14)

COMO SE DÁ A AQUISIÇÃO DE PROPRIEDADE IMÓVEL? INDIQUE E DEFINA CADA UMA DAS

CATEGORIAS?

TITULO III

Da propriedade CAPÍTULO II

Da Aquisição da Propriedade Imóvel

Seção I - Da Usucapião

Seção II - Da Aquisição pelo Registro do Título

(15)

COMO SE PERDE A PROPRIEDADE

IMÓVEL?

TÍTULO III - CAPÍTULO IV Da Perda da Propriedade Art. 1.275:

Além das causas consideradas neste Código, perde-se a propriedade:

• I - por alienação; • II - pela renúncia; • III - por abandono;

• IV - por perecimento da coisa; • V - por desapropriação.

(16)

QUANDO OCORRE O USO ANORMAL

DA PROPRIEDADE IMÓVEL?

TÍTULO III - CAPÍTULO V

Dos Direitos de Vizinhança

Seção I

Do Uso Anormal da Propriedade

Proíbem-se as interferências considerando-se a

natureza da utilização, a localização do prédio,

atendidas as normas que distribuem as

edificações em zonas, e os limites ordinários de

tolerância dos moradores da vizinhança.

(17)

COMO É EXPRESSO O DIREITO DE

CONSTRUIR?

TÍTULO III - CAPÍTULO V Seção VII

Do Direito de Construir

Art. 1.299:

O proprietário pode levantar em seu terreno as construções que lhe aprouver, salvo o direito dos vizinhos e os

regulamentos administrativos. Art. 1.300:

O proprietário construirá de maneira que o seu prédio não despeje águas, diretamente, sobre o prédio vizinho.

(18)

COMO É EXPRESSO O DIREITO DE

CONSTRUIR?

Art. 1.301:

É defeso abrir janelas, ou fazer eirado, terraço ou

varanda, a menos de metro e meio do terreno vizinho.

• § 1o As janelas cuja visão não incida sobre a linha

divisória, bem como as perpendiculares, não poderão ser abertas a menos de setenta e cinco centímetros.

• § 2o As disposições deste artigo não abrangem as

aberturas para luz ou ventilação, não maiores de dez centímetros de largura sobre vinte de comprimento e construídas a mais de dois metros de altura de cada piso.

(19)

O QUE É DIREITO DE SUPERFÍCIE?

Art. 1.369:

O proprietário pode conceder a outrem o direito de construir ou de plantar em seu terreno, por tempo determinado, mediante escritura pública

devidamente registrada no Cartório de Registro de Imóveis.

Parágrafo único: O direito de superfície não autoriza obra no subsolo, salvo se for inerente ao objeto da concessão.

(20)

O QUE É DIREITO DE SUPERFÍCIE?

Art. 1.370:

A concessão da superfície será gratuita ou onerosa; se onerosa, estipularão as partes se o pagamento será feito de uma só vez, ou parceladamente.

Art. 1.371:

O superficiário responderá pelos encargos e tributos que incidirem sobre o imóvel.

(21)

PENHOR, HIPOTECA E ANTICRESE, RELATIVAMENTE À PROPRIEDADE IMÓVEL.

Penhor - Art. 1.431:

Constitui-se o penhor pela transferência efetiva da posse que, em garantia do débito ao credor ou a quem o represente, faz o devedor, ou alguém por ele, de uma coisa móvel, suscetível de alienação. Parágrafo único. No penhor rural, industrial, mercantil

e de veículos, as coisas empenhadas continuam em poder do devedor, que as deve guardar e

(22)

HIPOTECA

Art. 1.473. Podem ser objeto de hipoteca:

• I - os imóveis e os acessórios dos imóveis

conjuntamente com eles;

• II - o domínio direto; • III - o domínio útil;

• IV - as estradas de ferro;

• V - os recursos naturais a que se refere o art.

(23)

HIPOTECA

• VI - os navios;

• VII - as aeronaves.

• VIII - o direito de uso especial para fins de

moradia; (Incluído pela Lei nº 11.481, de 2007)

• IX - o direito real de uso; (Incluído pela Lei nº

11.481, de 2007)

• X - a propriedade superficiária. (Incluído pela Lei

(24)

HIPOTECA

Art. 1.475. É nula a cláusula que proíbe ao proprietário alienar imóvel hipotecado.

Parágrafo único. Pode convencionar-se que vencerá o crédito hipotecário, se o imóvel for alienado.

Art. 1.476. O dono do imóvel hipotecado pode

constituir outra hipoteca sobre ele, mediante novo título, em favor do mesmo ou de outro credor.

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ANTICRESE

Art. 1.506. Pode o devedor ou outrem por ele, com a entrega do imóvel ao credor, ceder-lhe o direito de perceber, em compensação da dívida, os frutos e rendimentos.

§ 1o É permitido estipular que os frutos e rendimentos do

imóvel sejam percebidos pelo credor à conta de juros, mas se o seu valor ultrapassar a taxa máxima permitida em lei para as operações financeiras, o remanescente será

imputado ao capital.

§ 2o Quando a anticrese recair sobre bem imóvel, este

poderá ser hipotecado pelo devedor ao credor anticrético, ou a terceiros, assim como o imóvel hipotecado poderá ser dado em anticrese.

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